segunda-feira, 13 de maio de 2013

O jeito é acostumar

Enfim, a quinta etapa se foi, ontem.
Reclamamos porque era na Espanha, e o circuito trazia uma mesmice à caminho para a corrida.
Mas o plano da mesmice tenha se retirado com umas ultrapassagens e algumas estratégias que muitos não se agradam, a corrida não foi lá o supra sumo, mas foi melhor do que as expectativas desastrosas.
Se pudéssemos, faríamos muita coisa ficar diferente. 
O problema é poder mudar. Eu mesma já mudaria uma série de coisas na minha vida em questão de segundos.
Em termos de F1, ultrapassagens forçadas e fáceis mais estratégia de pneus dão o tom do campeonato. Não podemos mudar.

Acho sinceramente que o grande ápice da corrida das Ferraris se deu grande parte pela largada bem executada de ambos. Alonso não só venceu por ter ultrapassado Räikkönen e Hamilton rapidamente na primeira volta. Sem asa, sem nada, apenas com a rapidez de perceber que a Lotus não estava rápida o suficiente e Hamilton não sabia se ia ou se ficava. Isso lhe garantiu o pódio. O primeiro lugar foi garantido pela vontade do espanhol em vencer a corrida no país dele.
Para Massa era exatamente possível acompanhar, mas a desculpa seria a posição de largada, o tráfico... Dessa vez, sim, os torcedores, narradores e comentaristas podem falar o que for. Menos falar mal de quem faz o trabalho melhor. #ficaadica Mas não adianta, ele pode fazer as corridas mais incríveis do mundo, mas algo vai sempre faltar. Sorte dele que o carro da Ferrari é realmente um carro rápido, caso não fosse, o trabalho duro só teria frutos, se o nome fosse sempre do espanhol.
Vencer em casa é picnic em domingo fresco de primavera. E assim foi pra ele.

Por mais que falamos mal da Lotus, por isso, por aquilo e aquilo outro, não é só por saber poupar pneus e ter um carro equilibrado para isso, que Kimi é a terceira vez no ano o segundo colocado, que à 22 corridas vem pontuando seguidamente, e claro, que em cinco etapas tem quatro pódios para contar pros filhos.
É a constância e a paciência. Me julguem, mas isso pra mim, como humilde torcedora é o mais que suficiente. 
Não dava para alcançar Alonso, sim. E podem ter certeza que ele está frustrado por isso.
Mas quem duvidava que o domingo seria do espanhol? Ele já havia dado a deixa, de que suas preocupações não eram as Mercedes e sim Vettel e Räikkönen. Por mais que se fale mal do cara, ele usa o que tem na cabeça e trabalha com ela. É isso que faz, talvez, ser um dos grandes diferenciais do ano. Usar a cabeça. 
Esse talvez não tenha sido o melhor dia para Vettel e a Red Bull fazer, e com isso, o quarto e quinto (de Webber) lugares parecem apagados, em vista do que a equipe procura mostrar. A Mercedes é mesmo um fogo de palha. Ao menos, Rosberg pontuou, depois da pole. Já Hamilton ficou sumariamente apagado durante toda a corrida. 

O que dizer mais? Realmente não sei. 
Teremos que ter a mesma paciência de Kimi. De aguentar corridas mais ou menos, cuja a emoção é dada, mas muito volátil. 

Vamos ver no que dá tudo isso.


Abraços afáveis!

2 comentários:

Ron Groo disse...

Na verdade foi uma corrida ruim. Dai para baixo.
Não dá pra entender que o que era para ser um teste de velocidade acabe com pilotos andando abaixo do que pode para poupar pneus.

Terrivel.

Gente como o Kimi, o Vettel, o Hamilton, não conseguem fazer este jogo bobo. Eles são de acelerar e não de poupar.

Quanto ao lance dos coxinhas, me explica direito que eu topo hehehehe

Manu disse...

Mandei uma mensagem Groo, veja se podemos incrementar a ideia! ^^