terça-feira, 29 de novembro de 2011

Nem acabou a semana!

Como toda segunda-feira o jeito era acordar cedo e botar todas as responsabilidades em prática, a começar por cumprir mais uma etapa numa disciplina na faculdade pela manhã.
Pela tarde era hora de fazer tudo o que havia planejado: postar no blog, adiantar um trabalho, e sair para aula de italiano. O trabalho acabou ficando para depois. Fiquei empolgadíssima quando arrumei um jeito de ouvir o álbum completo do Nightwish. "Imaginaerum" é um belíssimo álbum, divino eu diria. Pode parecer piegas agora, mas assumo o risco: fiquei muito emocionada com algumas faixas. Muito provavelmente uma das melhores coisas que aconteceram esse ano, de fato.




Me dei o total direito de esfriar a cabeça um pouco curtindo alguns minutos de música nova, bonita e criativa. Mesmo assim logo, tive de abandonar o doce leveza de ouvir e partir para minha aula.
Na terça programei terminar meu estágio numa escola, com sucesso, e voltar correndo para casa, antes que ficasse parada na estrada. Tudo saiu muito bem, a ponto de chegar em casa uma hora mais cedo, empolgada porém com um cansaço muito estranho.
E o computador me esperava, não tinha como parar, queria adiantar tudo que poderia dos meus trabalhos. Minha sequencia de sites quando estou no computador é a mesma: email, facebook e tumblr. Depois busco outras coisas. Justo hoje, do email fui direto ao Octeto Racing Team. E por lá soube que de fato, a minha ida ao site das meninas tinha fundamento: Kimi Räíkkönen estará de volta em 2012, pelo lugar que menos gostaria que estivesse - na Lotus Renault.

 

Kimi me fez queimar a língua porque eu poderia jurar que ele não voltaria. Me fez ficar um pouco triste quando na verdade deveria ficar super feliz. Ele de volta (já foi comentado por mim aqui), causa muita angústia. Mas contra fatos não há argumentos: vou ter que encarar ele de volta à F1, vou ter que encarar o retorno das abobrinhas sobre ele, sobre desempenho dele, e pronto!: Acabou-se o meu sossego.
Filho da mãe! O cara está empolgado (percebemos pelo vídeo), está feliz, fez a escolha por que está motivado, sempre gostou da categoria e eu, junto com algumas outras pessoas que ainda admiram ele, vamos penar ano que vem, de novo, como penamos em 2009, 2008... E vamos multiplicar tudo por mil, porque se o companheiro dele não for o Bruno Senna e Rubens Barrichello deixar a categoria, estamos no sal! A volta dele significa a "derrota" dos brasileiros.
Estou esgotada. Não sei o que pensar. Tenho 3 neurônios: Huguinho, Zezinho e Luizinho. Eles decretaram greve de emoções. Estão meio embebidos pelas músicas do Nightwish que passeiam pela minha cabeça. Mas eles acordam quando pego os resumos que preciso fazer para adiantar meus trabalhos.
Não dá para olhar a foto e imaginar montagem. É real, confirmado e bom... É esforçar-se por indução a acreditar.


Aqui, Jean Alesi comenta que a volta de Räikkönen é uma ótima notícia.
Por via das dúvidas, fico com os cometários dele, para fechar o post: começando tudo com pé direito e esperando que eu esteja enganada com relação ao teor das críticas que virão.
Sorte ao Kimi, e seja bem vindo, de volta!
Abraços (cansados) afáveis!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

GP do Brasil - Era para ficar com saudade?

Se a intenção do GP do Brasil era fazer com que ele tivesse algo empolgante, tudo foi por água abaixo. E não foi porque teve chuva. São Pedro deixou todos na espera de a chuva que ele poderia oferecer dar uma comoção, mas ela nem chegou perto de Interlagos.


Ficamos com Vettel ganhando como aconteceu na maioria das corridas que largou na frente? Não. Ficamos com Webber, que durante todo o ano pareceu não fazer a mínima força para que vencesse nas outras 18 corridas da temporada. Há quem diga que o problema do câmbio de Vettel foi algo armado pela Red Bull, num joguinho de equipe para caso Button e Alonso se posicionassem de alguma forma que Webber vencendo seria o  vicecampeão. Se essa era intenção, não resolveu. E se era para esconder, também muita gente entendeu a mensagem. Principalmente que depois do aviso de problemas no câmbio, Vettel do nada foi se mantendo atrás do Webber num ritmo até muito bom para quem tinha um grave problema. De duas uma, ou ele aprende rápido a dominar um carro, ou não soube disfarçar.
Duvido muito que Vettel compactuaria com isso, ainda mais visto que no pódio, por um bom tempinho, Webber preferiu trocar figurinhas com Button do que com o companheiro de equipe. Vai entender.
Jenson Button ficou com o vice campeonato, muito bem merecido embora pouco deve se importar com isso. Pena foi que com o Webber vencendo Alonso acabou apenas em quarto lugar na temporada. Pena para ele e não sua equipe, a culpada de mais um ano fazer um carro não suficientemente bom para vencer campeonatos. A desculpa é a mesma: foco para a próxima temporada. Começando assim tão "antecipados" 2012 será um carrão então, né? *Dúvida no ar...*
Nem um pequeno problema entre Massa e Hamilton foi possível para apimentar a corrida. O inglês teve problemas no câmbio mostrando que Interlagos nem de longe é seu forte, visto seu histórico por essas bandas.
O GP acabou tão sem salzinho e sem açúcar que ficou complicado ter gostinho de "ah, acabou???" Olhando para trás aí sim, podemos ficar saudosos.
A temporada vai embora, com algumas pendências: quem vai de fato ficar fora e aqueles que permanecerão para 2012 em novos cockpits ou dando continuidades a trabalhos da atual equipe. Estas "novidades" e resoluções promentem começar a se desenrolar no começo de dezembro. Espero boas coisas por vir.
A temporada acabou mas não nossa vontade de ter mais sempre. É em 2012 que voltamos a uma boa temporada como essa foi.
Passa rápido, quando menos esperarmos já será novo calendário à vista, novos desafios, novos textos...


Abraços afáveis! :)

sábado, 26 de novembro de 2011

GP do Brasil - Classificação

O último treino do ano teve a consagração do personagem central desse ano. Sebastian Vettel fez a décima quinta pole do ano e caminha para vencer amanhã pela décima segunda vez em 19 corridas dessa temporada. Pouco? Hoje também marcou a trigésima pole da carreira. Em seus anos na F1, venceu 21 vezes e amanhã pode vencer pela vigésima segunda. Com 24 anos, quase pode-se dizer que tem uma vitória para cada ano de vida.
Contra números não há discussão, não é a toa que é o campeão mundial com competência, e bi esse ano por maestria. Não basta dizer que se chega longe só por ter um carro imbatível. Talvez precisasse de um cálculo maior, mas podemos chutar que Mark Webber não fez nem 1/3 do que Vettel fez esse ano tendo nas mãos o mesmo carro.
E não dá, para ficarmos discutindo preferência da equipe e tals. Sejamos pragmáticos: o alemãozinho é muito bom.
Podemos parar por aí? Acho que sim, por enquanto.


Para quê serve o GP do Brasil além de fechar o campeonato já marcado no calendário? Para decidir o vice-campeão, embora os concorrentes a tal repudiem a idéia do segundo melhor. Bobagem de caras orgulhosos e competitivos, o segundo esse ano para eles é como o primeiro, convenhamos. Afinal Vettel correu um campeonato a parte de todos eles.
Para vencer, Jenson Button, o mais provável de ficar como vice, só precisa subir ao pódio para garantir o vice-campeonato matematicamente. Caso contrário, tem de impedir que Alonso some 11 pontos a mais do que ele. Só perde posição para Webber se o australiano vencer a prova e Button ficar abaixo da oitava posição.
O caso de Fernando Alonso não é simples como de Button, mas permite que aconteça em melhores condições que Webber: Alonso precisa vencer e Button ficar fora do pódio, garantindo o vice. Se não ganhar, precisa somar 11 pontos a mais do que Button e não deixar Webber tirar a vantagem que hoje é de 12 pontos. Mark Webber só será vice se vencer a corrida. Ainda assim, tem de torcer para Button ficar abaixo da oitava colocação e para Alonso não subir ao pódio.
Com a configuração de hoje, Webber pode não conseguir ficar a frente de Vettel na largada, pode perder posição para Button, que pode perder para Hamilton em quarto, Alonso vai ter com seu quinto lugar tirar coelho da cartola e assim por diante.
Prevém chuva pelo domingo, o que sugere um possível (ou possíveis) tiro(s) no escuro para estes três.
Quem merece? Jenson Button, pela total racionalidade nas corridas. Fernando também merece, não diria que não, mas a Ferrari não merece, então por eliminação voto mais um ponto positivo ao Button. E Webber, bem, não fez por merecer nem estar entre os três agora, quem sabe faz tudo o que não fez a temporada toda na última corrida?

(Eu queria fazer um comentário muito pessoal sobre o dia de hoje, fora dessa tentativa de imparcialidade nesse texto.
Juro para vcs que quero muito gostar de Bruno Senna, e na verdade gosto. Não a ponto de postar fotinhas ou notícias dele no facebook, por exemplo. Posso conseguir elogiá-lo, como já fiz modestamente algumas vezes. Mas sinto que poderia fazer mais por ele. Queria poder falar mais dele, dar o seu devido valor. E o porque não faço?
Bem, coloquem-se no meu lugar: é simplesmente muito chato, muitíssimo chato, chato pra caramba ouvir falar tanto dele como o trio global faz e outros canais de comunicação brasileiros, sejam eles sites ou outros programas da Globo. Tenho medo de quando começar a exaltar o carinha tanto quanto acho que devo, e simplesmente enjoar de tanto que falam. Porque tenho certeza, se ele assinar com a Renault para o ano que vem, o que acho que pode ser algo que aconteça, e se Rubinho realmente deixar a F1... Vai ser um inferno!!!!!! Hoje, se repararam bem, o Galvão falou muito mais dele com gosto do que do Massa ou do Rubinho.
E sinto muito por isso. Eu não sei se o coitado merece. Cobraram muito do Rubinho no início da carreira e olha a criatura que ele se transformou. Um cara que é um coitado, motivo de chacota de 9 entre 10 pessoas. O Massa todos sabem que é meu desafeto desde sempre, ejá não era grande coisa, e agora é pouca coisa.
Mas boto fé que a justiça ficará ao lado do Bruno, que parece bem sensato e bem adulto. Tomara mesmo que não se corrompa.)

Abraços afáveis e boa última corrida do ano a todos nós! 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Temporada de F1 2011 tem final marcado

Há ainda muito o que fazer. Como podem ver, eu não voltei aqui depois de Abu Dhabi. Não por falta de vontade, mas por falta de tempo para me comprometer com textos realemnte coesos.
Continuo com muito a fazer, mas simplesmente não posso deixar de comentar que a temporada da F1 está chegando ao seu fim: tranquilo em termos de decisão de título, mas não tão tranquilo em termos do blábláblá do quem sai quem fica, o que muda ou o que não muda.
Às vésperas do GP brasileiro - último do ano - temos finalmente a promessa de definir quem será o vice campeão da temporada, uma vez que Sebastian Vettel já é o atual bicampeão à 3 corridas. O GP brasileiro deveria também prometer festa e oba-oba, mas talvez promova para o pessoal da TV Globo que tem direito de transmissão, aos que acompanham F1 até o fim em qualquer circunstância e aqueles que gastaram seu rico dinheirinho para comparecer em Interlagos. Diversão de fato é garantida sim, tenho absoluta certeza mesmo nunca ter tido essa chance de assistir a corrida ao vivo em São Paulo.

O grande problema, senhoras e senhores, é a falta de informação útil nos meios de comunicação. Era previsível matérias nostálgicas, de preparativos como todos os anos. Pilotos brasileiros de antes e de agora são a pauta da maioria dos sites que nessa tarde tirei tempo para acessar e verificar.
Ainda não sei porque faço coisas das quais tenho a certeza do resultado. Idealizo as coisas demais, e cada dia tenho mais certeza de que devo parar com isso.
É incrível que sempre há algo para comentar, mesmo que seja típico dos personagens em questão. Ontem meu colega blogueiro Ron Groo postou no facebook a notícia de que Felipe Massa teria aconselhado Rubens Barrichello em encerrar a carreira em Interlagos, agora. Para quem nem soube do tal fato aqui uma idéia do que foi. Eu realmente comentei com ele pelo site de relacionamentos sem formalidade, mas decidi que isso não poderia ficar por isso mesmo.
Mesmo concordando que o Rubinho já deu o que tinha que dar, que já fez o que queria até por tempo demais, que é hora de sangue novo no pedaço e ele é um dos que empata essa entrada de novos rostos, eu no lugar do Rubinho mandaria um sonoro "vai para a PQP" para nosso querido Felipe.
Os dois se mostram num companheirismo que vai além dos limites de compartilharem nacionalidade. Mas amigo que é amigo não fala de suas conversas assim para imprensa.
Depois, Luciano Burti fala nas transmissões que nunca Massa foi desses pilotos de falar bobagens a vontade. Só aqui nesse humilde blog já listei muitas das suas falas vomitadas na imprensa. De fato, é a primeira vez que fala de Barrichello, sem muito poder. E conselhos desse tipo Rubinho deve ter ouvido às pencas. Inúmeras pessoas devem ter pedido isso. Mas ele cabeça dura seguiu, seguiu... E sinceramente, se mais um ano Massa continuar como esteve nessa temporada de 2011, quero ver se vai aceitar conselhos do Barrichello ou qualquer outro que ele deve tomar jeito na vida ou arrumar outro ofício. Quem é ele para falar qualquer coisa depois dessa temporada?
Só no GP do Brasil para lembrarmos e darmos voz áquele cuja temporada foi deplorável, cujo ápice foi ranca-rabos com Lewis Hamilton.
Conselho é algo muito peculiar. Creio eu que entre os dois a conversa tenha sido viável. E paramos por aí, visto que esse comentário só deu muito mais "asa" para os que fazem campanha "fora Rubinho", se não estou exagerando muito, gerou mais motivos para chacota.
Belo amigo.
Acho que para muito na vida há o meio termo espetacular para uma entrevista. Se o GP é no Brasil, os pilotos brasileiros são as noivas: toda a atenção para eles. Sim, Massa foi questionado sobre o Rubinho e respondeu com o que provavelmente realmente aconteceu. Certo, mas vejamos Bruno Senna ao ser perguntado sobre Rubens na Renault: (ver matéria completa aqui)

“Não sei se o Rubinho tem isso na cabeça, não comentou isso comigo”, comentou Bruno durante encontro com a imprensa em São Paulo nesta quarta. Amizade à parte, o piloto não minimizou a concorrência com Barrichello, que pode não continuar na Williams e é cotado na Renault.  
“Todo mundo que está no mercado é meu adversário. O Rubinho é um piloto que tem muito peso pela experiência. Vamos ver se a equipe vai apostar no potencial ou na experiência”, avaliou Bruno.

Generalizou, não respondeu o que sabe e não tentou inventar a roda. Por isso cada dia mais me simpatizo com o Bruno. Acho que depois de tanto tempo achamos alguém um pouco mais adulto no que se refere à imprensa e finalmente pode fazer companhia aos poucos que falam apenas o suficiente sobre as coisas das quais são perguntados.
E por falar em conselho, Massa se viu no direito de falar até de quem ele não conhece. Depois de longos intermináveis anos em que foi companheiro de Kimi Räikkönen e depois de ver o finlandês ganhar o titulo pela Ferrari no ano de sua estréia na Scuderia, 2008 e 2009 foi recheado de frases inúteis do tipo: "Ele não conversa comigo, ele não conversa com ninguém..."
Ótimo, não conversa portanto vcs não se conhecem, certo Massa?

Massa vê volta de Räikkönen possível, mas diz: "ele precisa falar mais" (Fonte: Terra esportes - ver aqui)

Sim, Räikkönen precisa falar mais para ficar cometendo erros absurdos nas suas falas como certas pessoas, quem sabe?!
Eu ainda não entendo como e porque a personalidade de um esportista conta muito mais do que ele faz em pista. Ninguém entende realmente o espírito do esporte pelo esporte, será? E será que não basta?
Pelo visto não. Mas é como andar em círculos, isso não leva a nada.
A reportagem do Terra é recheado de problemas na verdade. Um destes, ressalta o pessoal da Ferrari, que desejam a volta do Kimi e rasgam-se em elogios sendo eles próprios os responsáveis pela sua saída da categoria. Pior, ao fim a reportagem, mostram um Kimi que "não brilhou" no rali com resultados superficiais que não condizem com a realidade vivida pelo finlandês no WRC nos dois últimos anos.
É por esse motivo que Kimi de volta é uma afronta ao meu orgulho de fã. Nunca especialista, mas buscando cada vez mais entender o que acontece e não simplesmente defender por defender, sinto-me chateada quando essas coisas injustas acontecem. Chutam o cara e agora todos aceitarão de bom grado, coração e braços abertos para um novo Kimi de 32 anos, campeão mundial e experiente? E daí ele assina com a Williams ou outra equipe e começa a temporada de 2012 disputando o nono ou o décimo lugar e os mesmos que o querem de volta começam com críticas como pseudo especialistas em räikkönen. Já prevejo sim frases como: "ele está velho", "desmotivado", "sem força", "apático", "que parar dois anos foi um mal negócio", e que "ele nunca foi um cara de sentar para conversar e resolver problemas"...
Não posso defendê-lo sempre. Todos esses boatos só tem seguimento porque ele não negou que negocia uma suposta volta. Realmente ficar calado nesse ponto é de fato característica negativa do Kimi. Mas ele não é perfeito, eu não sou, ninguém é. Infelizmente. Queria muito que ele viesse à imprensa agora e dissesse que iria passar 2012 na Lapônia na casa do Papai Noel cuidando das renas. Mas enquanto ele não tiver nada a dizer, ele não vai se importar em falar mesmo. Isso de fato me irrita pois faz com que eu compre briga para defendê-lo sem ao menos saber se eu vou conseguir vencer de fato, uma vez que não estou an cabeça dele para saber o que planeja.

Mas daí falar bobagem só para agradar uma porrada de jornalistas puxa-sacos já é demais! Como bons brasileiros esses jornalistas adoram uma piadinha que possam fazer sobre o outro que não brazuca,  porque é diferente, estranho, calado e frio - como se tivéssemos lá grandes vantagens em sermos falantes e sorridentes - só para transparecer que o entrevistado é gentil, gente boa e bem-humorado.

Mas para quê querer bom senso, se está tão raro hoje em dia?
(Abraços afáveis!)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Abu Dhabi foi aquilo mesmo?

Não sei se por uma overdose de doces, ou overdose de cansaço, o GP de Abu Dhabi não me apresentava nenhuma empolgação.
O treino foi legal - fiquei realmente muito satisfeita que mais uma vez Sebastian Vettel bateu um recorde e fez com que todos calassem depois do blábláblá de que Lewis Hamilton estava de volta pronto para ameaçar sua hegemonia.
Para mim o inglês sempre esteve lá, apenas fazendo um papel da qual não está na sua carteira de trabalho.
Mas na corrida, depois de dores em tudo quanto é lugar e uma festa na noite de sábado, me arrependi de sentar a frente da tv...
Como era de se esperar a corrida foi chata - não seria grande coisa e não teria momento nenhum de grande empolgação.
Sebastian, por um infortúnio de um pneu abandou a corrida na segunda volta, quando ao voltar para os boxes o pessoal da Red Bull não soube solucionar o problema a tempo.
Pela temporada que fez, Sebastian poderia muito bem nem ligar pelo acontecido, porém nunca é muito bom sair da diversão assim com uma situação tão sem graça. Mesmo paparicado, até por Bernie não parecia satisfeito, com razão.
Se não fosse o maldito pneu, a corrida seria mais chata para os que detestam Vettel, e mais normal ainda para aqueles que não estão nem aí e mesmo assim fazem como eu e vc e ainda ficam atentos até a última corrida.
Sem Massa por perto e de cara para o vento, Hamilton não teve tempo para "pitis". Tivemos uma ponta de empolgação talvez quando Alonso retardou uma parada aos boxes na possibilidade de ameaçar Hamilton, mas atrapalhado por uma Hispania, a situação ficou só na imaginação do pessoal da Ferrari. Se imaginaram algo para Massa, creio ter sido apenas Rob Smedley - seu mecânico, que ao falar alguns momentos no rádio incentivava atacar, ora Webber, ora Button. Nem fim das contas em que posição ficou mesmo? Atrás dos dois? E isso que sempre dizem que a Ferrari tem rendimento maior nas corridas. Sim, só a Ferrari do Alonso. Culpamos quem agora, já que Lewis estava longe?
Se Webber não conseguiria uma vantajosa corrida por si, a equipe Red Bull também não facilitou muito sua vida calculando mal suas paradas. Com um jogo de pneus para serem usados, o australiano não tirou vantagem boa na pista e perdeu a terceira posição para o poupador de pneus, Button que  completou o pódio com um bigodinho super hiper mega brega.




O que mais? Só um Pastor Maldonado fazendo uma festinha particular, ignorando bandeira azul e quase escapando na saida dos boxes. Companheiro de Kimi ano que vem? Espero que não.
Quero muito que tudo isso seja apenas um momento chatinho. Nada contra a Williams, ela até que precisa de alguém realmente bom para dar um brilho a mais para ela, mas Kimi de volta será muita cobrança, muita chacota, muito blábláblá. Estou velha para isso e acho que ele também não precisa disso.
Ao menos, no GP do Brasil vai ser melhor, boto fé. Ah, e tudo isso só foi assim porque aquela praga do Ronaldão estava lá enchendo as paciências...

Sendo chatos quando nunca deveriam ser:



Abraços afáveis!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Tempo

Eu não sei o que eu aprontei, mas meus dias não estão com 24 horas mais.
Não sei quanto a vcs, mas se eu não durmo, aí que minhas coisas ficam empacadas mesmo.
Essa semana tenho que ministrar 3 aulas numa escola pública. Para isso, saio da minha cidade cedo, amanhã e quinta e voltarei sabe Deus que horas, afinal a estrada entre Araguari (minha cidade) e Uberlândia (onde - infelizmente - estudo e faço estágio) está em obras de duplicação. Os amiguinhos que lá na estrada trabalham decidem sempre de última hora fechar a estrada por quantos minutos precisarem ao 12:00 em diante, hora que geralmente estou voltando para casa. E daí várias complicações: desde uma empresa que  leva e trás estudantes e seus motoristas desinformados que não estão nem aí para o pessoal tostando no sol dentro de um ônibus que mais parece um microondas, até colegas totalmente sequelados e sem nenhuma educação, gritando, falando alto, rindo freneticamente como dementes, debatendo sobre futebol e falando um português chulo e incorreto ao som de músicas de gosto duvidoso.
A vantagem de fazer estágio é poder pegar outro ônibus num terminal, sem esse tipo de gente, e com ar condicionado. Mas para isso, é preciso gastar "dindin" extra. Quando a estrada fecha, daí só volto para casa à 13:30, quando a estrada segue seu curso normal e o ônibus decide sair do terminal.
Os meus professores acham que é sumariamente fácil fazer estágio. Jogam a gente na cidade, e acontece de tudo conosco, desde alunos rebeldes, até profissionais da educação que de "educação" não tem absolutamente nada.
Comigo os alunos nunca foram desrespeitosos, até semana passada. Nessa é quando ficarei à frente deles como uma professora e aí pode ser que mude, pode ser que não. Mas quanto ao comportamento dos funcionários da escola... Digo "Bom dia" e o que recebo é uma cara que prefiro nem descrever.
Enquanto os professores dizem que é nossa obrigação ter tempo, eles mesmos usam a desculpa da "falta de" para não fazer algumas coisas.
Nesse impasse, ainda me comprometi ajudar na organização de uma festa beneficente para arrecadar fundos para instituições de caridade. A temática da festa é Halloween e fiz desde decoração até playlist de boas músicas para o evento. Com minha professora de italiano, usamos a escola de idiomas para a festa. Gastei dinheiro, tive idéias, montei minha fantasia... Ela e minha irmã também fizeram decorações, compras...
Quando tive nas minhas mãos os ingressos, ofereci a todos que pudessem ir e todos, TODOS me ignoraram. A festa é dia 12 e perdi a total fé nas pessoas. Uma prima mostrou interesse quando divulguei pela primeira vez a festa. Quando disse que já estava com ingressos ela disse que não podia ir e foi mais fria que nunca.
Pensei: o que queria, que fosse de graça?
Pelo visto sim, pois foi só falar em ingresso à R$10,00 todos se fingiram de cegos, surdos e mudos.
Sem nenhum tempo para arrumar os patrocinios, já prevejo prejuízo total no que montamos, uma vez que sem ingressos, ninguém mais vai querer bancar uma festa para meia dúzia de pessoas.
O tempo nesse caso é dinheiro, e quando não se tem dinheiro, percebemos o quão egoístas as pessoas são.
A festa é dia 12, e a semana toda estou cheia: aulas, estágio, prova e abobrinhas. Sexta tenho que arrumar a casa da professora para no sábado só fazermos as comidas e cuidar dos últimos detalhes. A festa vai até de noitão, então pouco tempo terei para aqui falar de Abu Dhabi na F1 (justo nessa corrida que boatos correm que dirão se Kimi Räikkönen retorna ou não à F1 pela Williams - espero que seja só mais uma novela, porque esse é mais um momento que estou sem tempo para dizer minhas impressões sobre...)
E ainda preciso de tempo para escrever coisas para a minha reunião geral com minha orientadora, marcada para sexta da próxima semana... Finito o estágio tenho que fazer relatório, provas na semana seguinte ao do feriado do dia 15, trabalhos às pencas, blábláblás intermináveis e ... o tempo corre, e não me ajuda.

Mas não vou surtar. Todo fim de ano é a mesmo, dessa vez apenas mais complicado, com mais coisas. Mas dicas para não ficar com o rosto cheio de manchas de stress são bem vindas, porque as pomadas estão acabando...


Abraços afáveis.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

E aí, como foi o GP da Índia?

Como foi?
Foi.
Tivemos a pole position do Vettel? Confere!
E conseqüentemente, ele venceu? Confere!
Tivemos o bom trabalho do Button, o grande merecedor do vice campeonato esse ano. Sim dessa vez como uma constante também.
A peleja do Alonso para deixar a maldita Ferrari digna da cor vermelha que usa. Pior que sim.

E por incrível que possa parecer, soando mais uma vez como piada repetida digna de Zorra Total, é que aconteceu uma nova briguinha entre Lewis Hamilton.
Dessa vez deu até para adivinhar o que ia acontecer. Era como a novela da Glória Perez, "Caminho das Índias". Todo episódio sabíamos que teria alguém dançando freneticamente e com certeza sem nenhuma verdadeira técnica de uma das danças mais difíceis que temos por esse mundo afora. Agora, sabemos que vai cedo ou tarde rolar uma farpa entre Lewis - O Estressadinho e Felipe  - o Mal-educado.
E sinceramente? Dessa vez foi uma batidinha proposital do nosso amado salve-salve Felipe. Ele disse que não, mas euzinha que senti uma ponta de vingança, ah senti!
E falar, falar, falar disso cansa.
Até quem é diplomático, educado,... um lorde inglês roda a baiana:

Button se irrita e evita falar da briga de Hamilton e Massa: 'Não dou a mínima' (ver aqui)

Desconfiômetro de jornalista sempre tende a zero? Pelo jeito, sempre.

Senti também uma raiva que há muito não sentia. E ri, forçadamente quando ouvi frases que ecoaram na minha cabeça por alguns minutos durante aquela corrida lá na Índia.
A risada digna de uma risadinha irônica que doeu meu rosto ao ouvir foi quando Mariana Becker avisou que Felipe Massa depois de sair do carro e abandonar a corrida, nem havia tirado o capacete, o que sugeria querer esfriar a cabeça para dar qualquer declaração.
Pois bem. Daí sem Galvão, Luciano Burti fez as honras dignas da casa e vomitou a piada mais gostosa do meu fim de semana. Juro, meu estômago doeu de tanto que ri:
"Será bom que ele esfrie a cabeça, pois Felipe nunca foi desses de falar bobagens..."
Meu Deus! Fui abduzida...

A raiva que senti veio quando estava tudo bem, mas no fim da corrida Mark Webber decidiu dar o ar da graça e começar a correr atrás do prejuízo como sempre tem feito, se aproximando de Alonso. Até aí normal, ele tem feito isso mesmo, e estava tudo bem. Mas, daí Burti se lembrou de Kimi Räikkönen, que - segundo ele - costumava fazer pressão só no fim da corrida. Se não estou enganada (porque a raiva deixa as pessoas surdas) Reginaldo Leme disse que isso ele fazia para mostrar que estava acordado.
Nossa!!!!! Morri de rir e não achei a menor graça.
Narrar a corrida, de fato, foi o que menos os 3 pastéis fizeram. Mas fazer da corrida uma seção de terapia e uma edição especial do programa Mulheres com fofocas a rodo e comentários sarcásticos de sobra.
É de duvidar quando se fala coisas irrelevantes, rompimento de namoro, cutucadas e indiretas durante uma transmissão e estamos assitindo esporte de homem.






Peço desculpas, fazia algum tmepo que eu não criticava o trio global, mas é que para quem gosta de dormir, acordar para ouvir bobagens num domingo não é nada, absolutamente nada divertido.
Sorte que há algumas imagens que fazem vc esquecer tudo e continuar encarando F1 como algo bom de assitir, acompanhar, e que vale a pena.



Abraços afáveis! ;)