segunda-feira, 29 de maio de 2017

GP de Mônaco e Indy 500: The Good, the Bad and the Ugly

Pelo que escrevo nesse blog, reitero algo que, por ventura, eu não fui direta e reta ainda: o conteúdo dele é majoritariamente de expressão particular de opinião. Nunca quis que fosse um blog jornalístico, ele se tornou um exercício de escrita na qual comecei à 9 anos atrás e se tornou hábito. 
Longe de fazer retórica, nem mesmo perto de fazer poesia, eu tento, da melhor maneira, falar sobre algum assunto. Quem "me lê" pode ter várias maneiras de pensar: discordar completamente (e com o tempo, ignorar a existência da página), ler e comentar junto, com as perspectivas que lhe apraz, ou até mesmo dizer: "não tinha pensado por esse lado...". Mas eu sei que nunca, mudo a opinião de alguém. E nem devo. O que posso esperar é apenas que aceitem que eu diga os meus pensamentos sobre os assuntos que decido falar. Até porque a verdade, verdadeira mesmo, ultimamente, é uma utopia. Eu bem que posso tentar ser razoável de cá, se daí do outro lado, você no sentido radical ou passional, pode dizer que pouco se importa com o feito ou o dito. E querem bem saber? Tudo bem. 

Está tudo certo, por um primeiro motivo bem óbvio: no alto dessa manhã de segunda-feira, o assunto GP de Mônaco e F-Indy já decantou o suficiente. Quem assistiu ambas já formou a sua opinião sobre elas. O compromisso de nós, fãs do esporte, é simples: ter opinião e não tratar a formulação sobre como fato. Opinião é caso, e assim sendo, cada um com o seu. 
O segundo motivo não é válido só na roda da conversa sobre esporte, mas também, para qualquer conversa do cotidiano: ninguém é dono da razão. E sejamos sinceros: ainda bem. 

Demorei para escolher um título para essa postagem. Talvez eu escreva muito, e ao mesmo tempo pouco sobre as corridas em si. Uma pois, novamente, meu intuito nunca chegou perto do texto jornalístico. Se é que esse tipo ainda exista - que informa, sem amarras ideológicas, sem proteger um lado da situação em detrimento de outro - o que aconteceu nas corridas, vocês já devem saber (caso contrário, vocês param de tentar ler, no segundo parágrafo pois entenderam que, na segunda-feira, já foi comentado o suficiente). Duas, que, falar sobre o quê aconteceu na corrida agora, não faz sentido para expor o que tenho planejado na minha cabeça.

Vou começar por Mônaco. Há sempre um oba-oba com o evento, como se fosse o melhor dos mundos. Não é, pelo menos, não para mim. Explico. 
Sentimentalismos e "mimimis" são momentos que, basta que sejam usados no tema F1, surge alguém que critique duramente: "ah, o piloto tal está de frescura", "ah, lá vem o reclamão, mimimi, só comigo acontece isso...". Se alguém de fora comenta: "você é torcedor do fulano, não vale", ou, o que o eu mais gosto: "vocês está defendendo porque o cara é bonito", o sentimentalismo, e não a razão, prevalece.
Eh calorzinho que dá no coração quando ouço umas coisas assim. O calor é tanto que "sopita" pelo pescoço até chegar na testa. É aí que desrespeito começa. Inevitável. Sem argumento, a gente ataca com a arma que tivermos, inclusive se pegarmos um ponto "fraco" como desses tipos. 
É de comum entendimento que torcida pode beirar o fanatismo e desregular o bom senso. Por raiva ou choro, a pessoa cai numa revolta que ninguém consegue lhe fazer recobrar a razão. Neste momento, todo mundo torna-se inimigo em potencial. 
Numa conversa informal de internet neste fim de semana com algumas pessoas, renderam comentários do tipo maldosos com alguns pilotos. Uns queriam falar mal do Hamilton, eu do Massa, outros criticaram Verstappen. Uma pessoa cortou a conversa e disse: "Nossa, vocês odeiam muitos pilotos". 
Eu travei. Observei tudo que foi dito e de fato, constatei que, movida por sentimentos, sou radical e posso muito bem estar sendo muitas das vezes, preconceituosa.

Tendo uma amiga (oi, Myn!!) em Mônaco, e depois de suas fotos com pilotos questionei quem era e quem não era simpático com os fãs. Quis saber o que ela teve de impressão no contato com os caras.
Como não tive contato com pilotos (ainda?) sou movida por preconceito em achar que este e aquele são um nojinho, este e aquele, me parecem simpáticos. 
Acho Hamilton muito arrogante. Mas, há quem diga que ele é solícito. E eu decidi que não vou duvidar. Não posso inclusive, sendo fã de Kimi Räikkönen, achar que só porque não vou bem com as atitudes do Hamilton, eu deva fechar minha mente. Kimi, bem vemos, não é solícito. Seria complicado para mim, chegar para ele e pedir foto e autógrafo: a chance de eu ser ou ignorada ou tratada com muita frieza é enorme. Eu precisaria escolher, pedir mesmo que recebesse isso, ou me afastar para não deixar me atingir pela distância dele. É difícil para um fã enfrentar tanta frieza. Mas é aí que eu chego bem no ponto do doce.

Ontem, Kimi largou na frente, fez uma pole rompendo um jejum de 9 anos. Comemoramos, houve fãs do Räikkönen desaparecidos que saíram da moita em que estavam inclusive para "perturbar" quem torce por Vettel (como se houvesse uma rivalidade latente entre os dois). Eu comemorei em rede social e aqui. Fazia tempo que eu não via uma pole de Kimi. Foi bom - ainda que falso - abrir portais e ler comentaristas escreverem que Iceman ainda tinha lenha para queimar. 
No fim da tarde de sábado, era meio óbvio chegar a conclusão de que a Ferrari precisaria agir: deixar Kimi vencer à sua própria custa ou fazer a troca de posições para garantir não 18 pontos, mas 25 à Sebastian Vettel? A matemática é clara. Com Hamilton marcando até 8 pontos na corrida, Vettel teria a vantagem de 18 ou 25 pontos no campeonato, e isso dependeria da posição da corrida. Dado que à frente vinha Kimi, a opção dos 25 pontos era mais dele, que do rival. Ainda na medida, o segundo lugar era garantido, a não ser por quebra ou que Bottas fosse muito superior  a ele, na largada.
Com Hamilton largando em 13º, a chance de marcar 10 pontos, pelo menos, seria grande, se não mais. Mantendo o alemão em segundo de diferença de um para o outro seria de 8 pontos, na corrida, contando com Hamilton em sexto. A diferença de pontos de Vettel para Kimi, seria de 7 pontos, na configuração do grid. 
Com as duas contas na cabeça, para mim era claro que a mudança de posições entre os pilotos da Ferrari viria e seria um reboliço. Não acreditei na vitória de Kimi. Tanto que se abrirem a postagem anterior, eu disse que torcia por uma dobradinha da Ferrari, mas não dei colocações de um ou outro.
Não cantei a pedra totalmente no afã de evitar sofrer por antecipação.

O Homem de Gelo teve a corrida nas mãos, escolheu parar primeiro, teve um sutil atraso nos boxes, mas pelas contas, ele poderia sim, vir à frente de Vettel e forçar que o alemão ganhasse dele na pista. O que ocorreu é que a Vettel ficou na pista mais tempo, aproveitou a parada da melhor forma, e voltou à frente. Kimi teve bem menos sorte com a escolha do jogo de pneus. 
O que sobressaiu foi um suposto boicote da Ferrari, deram os pneus diferentes e facilitou para Vettel. Esqueceram absolutamente que Vettel se manteve na pista forçando voltas para ter essa possibilidade de vantagem. Um outro piloto fez isso em cima do companheiro e de um adversário, não foi sequer mencionado. Verstappen era quarto enquanto Bottas era terceiro e fizeram suas paradas, enquanto Ricciardo permaneceu na pista em quase semelhante ritmo de Vettel. Quando o australiano parou, ele não só superou Verstapinho, como também o Bichinho de Goiaba. Boicote? Aí não cabe o mesmo raciocínio, embora tenha sido feito com a mesma lógica e tenha sido tão mais eficiente.

Sendo os fãs do Homem de Gelo, seria de se esperar que os  nervos devessem ser como os do piloto admirado: frios e calculistas. Mas não foi assim nem com os fãs dele, nem mesmo com os especialistas de plantão. Na onda da polêmica, 10 entre 10 pessoas acharam que houve jogo de equipe sim. 9 destes 10, acharam que foi uma sacanagem das grandes.

Hamilton acabou a corrida em sétimo, somando seis pontos. Com a troca de posições Vettel tem um ponto a mais de lucro (25 menos 18 = 7)- e que pode sim ser crucial no final do campeonato -  abrindo uma vantagem de 25 pontos para Hamilton.
Assim como as pessoas acreditam em boicote interno, eu acredito que Hamilton está estranhamente tranquilo e logo vai agir rápido para repor prejuízos. Ele não vai perder a cabeça. Já foi o tempo, agora ele faz joguinhos cínicos. Tanto que por ele, houve jogo de equipe na Ferrari e já jogou essa fala na mídia, para atingir Vettel. Rosberg conseguiu ligar o modo "f@d#-se" e por isso venceu o campeonato ano passado: aproveitou do começo preguiçoso de Hamilton e não dos seus chiliques, que no fim, não surtiram tanto efeito. Mas eu acreditei até no fim que o "jeitinho" viria e daria para que Hamilton vencesse. 
E se a nova direção da F1 for mesmo "boa", vai deixar o jogo de provocações correr esse ano porque dá uma mídia danada. Mas é só isso. Acreditar que está fácil para Vettel é desacreditar o efeito do bom senso. Se está assim tão fácil para ele, que entreguem o caneco logo. Se não está um pouco melhor e um pouco mais imprevisível que antes, o quê estamos fazendo em frente a TV todos os domingos de GP? Masoquismo para ficar ouvindo Galvão e companhia? 
Eu ainda quero fingir que há uma imprevisibilidade aí, ou volto a torcer para chegar setembro e gastar meu tempo com NFL. Não dá para acreditar que se gosta de corridas enquanto ficamos o tempo todo falando que um alemão cretino vai vencer. Quando um inglês arrogante esteve com essas mesmas chances nos três últimos anos e foi chato para caramba. Estava tudo bem? Então...?!

Não há dúvidas mais do que a Ferrari é capaz. Se houve ou não boicote, eu não posso cravar com certeza. Tudo que eu pude sentir foi que era melhor assim. Um rádio pedindo para Kimi desacelerar seria pior, mais humilhante. Kimi é campeão mundial. Rosberg, Massa, Webber, "ouviram" isso nos últimos anos, uns mais enfaticamente, outros, de forma velada. Eles não eram campeões e foi humilhante. Mas estava ok, pois muita gente os achava medianos ou mesmo, ruins pilotos. Mas a coisa fica feiíssima com um campeão mundial e que não é mediano, nem quando está de pouco caso.
Um ataque feroz que forçasse até uma batida, seria complicado, visto que tenho simpatia por Vettel. Embora é bom para o esporte ver os caras na disputa, nem sempre isso é excelente. Kimi não cederia fácil, mas perderia, não por falta de talento ou habilidade, mas porque Vettel é mais agressivo (e diferente) no jeito de disputar posições. Não seria nada bom, depois, ouvir e ler o contra das manchetes: "tem lenha para queimar" sendo trocado por "Kimi precisa aposentar", não só é uma inverdade, como é simplista. Minto? Ainda que, as informações não são mais fato (talvez nunca foram) são fontes formadoras de opinião. E como eu disse, opinião é caso, e não fato, isso seria argumento usado para desmoralizar Kimi e exaltar Vettel, sem pestanejar.

Para além disso, a questão crucial é: apesar de achar injusto, foi menos feio que em outros momentos, se é que foi proposital e não circunstancial. Dirão que está mais na cara que nariz. Eu diria que hipocrisia deveria dar prêmio na F1. Criticavam a Ferrari por jogo de equipe, mas todas que estão no topo repetem o esquema e depois, dizem que não. A Ferrari agora aprendeu a negar que não fez de propósito. E  se foi, aprendeu a disfarçar.
Ainda que seja ruim ver Räikkönen nessa situação (muito ruim, mesmo) eu disse no começo que sentimentalismos e "mimimi" não são razoáveis. Pois eu apresento a minha paciência e quem sabe, virtude, sobre a situação: eu não sei se estou conhecendo melhor meu piloto favorito ou se estou ficando fria como ele. Mas fato é que, desde que ele foi para a Ferrari, eu sabia que tinha alguma coisa que não era boa, mas ele queria e tive de aceitar. O primeiro ano com o Alonso mostrou-se ruim, o segundo ano com Vettel, não trouxe diferenças, mas me pareceu claro, que Kimi não faria esforços para ser campeão mundial de novo, até porque ele nunca fez. Muito me surpreende ver seu modo reclamão, nos rádios, ou fazendo cara feia no pódio. Ano passado teve uma decisão de permanência, mútua, equipe e piloto se adequaram. E se ele decidiu por isso, ele saberia o que que custaria. Podia ser caro ou muito caro. E ele é muita coisa, menos burro. Ele sabia e sabe o que fazendo.
Não adianta chorar o leite derramado. Hoje ele possivelmente foi para casa, viu a filha mais nova, recém chegada e vida que segue. E campeonato também. 

Basta um olhar para Mônaco e começar a desdenhar um pouco: glamour não está em jogo. O traçado estreito e com curvas fechadas,é espaço muito pequeno. Corrida ali eu chamo de Fila-de-Loteria. Não sei nas cidades de vocês, mas na minha, Loteria é um lugar pequeno, cheio de velhinhos em suas filas preferenciais e gente reclamando de calor ou de demora. E sempre está cheio, no começo de mês com o povo pagando as contas, em meio de mês com o povo pagando as contas atrasadas, e em fim de mês com povo pagando conta de fim de mês com moedas que custaram a sobrar e fazendo um joguinho. Está sempre apertado, quente e se você sai um pouco da fila para olhar na frente porque está demorando tanto, alguém tira o seu lugar. 
Mônaco é assim: um erro e você passa a ser um loser, um idiota, burro. Ela atinge o campeão mundial até o mais ruim piloto da pista. E as vezes, os dois juntos com mais um monte de medianos. As vezes, só um ou dois azarados. Nunca dá para saber. Mas ele nunca é justa totalmente. É lá que pintam o bom, o mau e o feio. E geralmente, a pintura de cada um, é composta por nomes diferentes. 
E sabem de uma coisa? O bom, o mau e o feio foram a mesma pessoa: Sebastian Vettel. 

O "Bom" porque venceu a corrida fazendo o esforço antes da parada. O "Mau" pois nem deu-se por tímido ao ver que o companheiro de equipe não ficou satisfeito em ser segundo literal e metaforicamente falando. E também é o "Feio" pois todo mundo acha que foi armação e isso não fica bom, pois o pessoal esquece quem votou nas últimas eleições, mas incidentes esportivos... Há! Jamás!

Para mim tem mais bons, maus e feios por ai. Bom que Kimi tenha feito o dever de casa, se mantendo pelo menos em segundo e respondendo à mídia que, apesar de ser ruim, o segundo lugar foi consequência de sua confiança na equipe. É Mau mesmo que Vettel tenha que se prestar à isso para ter de responder depois que não foi premeditado. A F1 tinha que resolver isso, mas no caso, é algo que, assim como equidade de motores, a F1 nunca interferirá para que tenha equidade interna nas equipes. Como fazer isso, sem que ninguém queira mais "brincar"? Feio e completamente feio é Hamilton vir a público e falar em jogo de equipe, quando na corrida anterior aconteceu a abertura de porteira do Bottas para que ele tomasse a primeira posição. Ora, faça-me o favor! Feio somos nós que julgamos isso injusto, mas aquilo normal, canalhice quando é Ferrari, mas quando é Mercedes, é estratégia, burrice quando o piloto vai por dentro e vira o carro do adversário ao contrário, mas gênio quando o cara faz o mesmo e o outro bate de bico para se afastar do maluco do lado. inabilidade de um piloto aposentado com um carro ruim, mas um ano de recuperação para um que só está dando mancada, atrás de mancada, desde que saiu da aposentadoria. 

Acho que mau e feio somos todos nós que vez ou outra soltou os cachorros na rede social por conta de algum piloto que detestamos. Seja eu quando fiz comentários cínicos com relação ao Massa, seja o fulano do bar que chamou o Ricciardo de viado por conta de ter tirado o pódio do Verstappen, ou daquele cicrano que detesta todos os pilotos que já bateram com o seu favorito. É igual aquela piada da mãe vendo o filho marchando no pelotão do Exército. Só o filho dela está começando com o pé esquerdo e ela orgulhosa diz: "Só o meu filhinho está marchando certo, que orgulho!!" Pior ainda, quando achamos que entendemos de volante e física e já atacamos as pedras: "uau, mas esse cara é mesmo uma anta, olha o que ele fez!!!" 
Assim Mônaco pode ser pista para separar quem é piloto ou quem joga vídeo game, mas é um tanto irracional achar um piloto ruim porque ele comprou vaga (né, Galvão?!), ou porque ele falou alguma coisa ofensiva, bateu no seu piloto favorito, ou porque do nada, tomou-se uma implicância com um deles simplesmente porque quis. Isso é a gente fazendo pose de perfeito. 
Ultimamente eu tenho passado por uma situação na qual eu sou constantemente avaliada. O peso nos ombros e minha dor no pescoço são o reflexo das altas responsabilidades, o excesso de coisas para resolver e os sapos que tenho que engolir. Eu devia ter feito e falado isso e aquilo e não fiz nem falei. E eu tive tempo. Por excesso de prudência, ou falta de oportunidade, ou mesmo, por não ter as palavras certas, eu fiquei estagnada e não disse nada. Errei. E eu não estava correndo a mais de 150km, não estou repetindo movimentos mecânicos dentre de um carro de corrida, não estou na pista olhando freneticamente para frente, pelos retrovisores e para os botões de um volante. Não dá para pedir para que pensem rápido a todo milésimo de segundo, pilotos, ainda que sejam caras que não gostamos, são gente e não computadores (e até eles pifam, nas horas mais cruciais). 

Rapidamente, isso se aplica à Indy. Não gosto da Indy não porque não tem piloto bom. Isso não é assim tão fácil de definir. A F1 também não está toda essa maravilha de super talentos. Não gosto da Indy por conta da agonia que me dá os acidentes e as paradas que parecem amadoras. Vejo Indy 500 sempre que posso. Esse ano me prestei a fazer isso pois, tive tempo, e tinha Alonso lá. 
Teve acidente feio, foi chocante e eu detestei ver. Ali, o preço de se ter sorte é alto. Não é caso de inabilidade. As vezes o carro quebra e na velocidade que estão, não há física nem percepção humana que resolva. Mas aqueles pitstops são agoniantes pois são bagunçados... A F1 me acostumou mal. 
Infelizmente, apesar de uma corrida excelente para um piloto de outra categoria, Alonso foi muito bem. Não surpreende: ele é o melhor piloto da atualidade. 
Mas vamos lá: vamos falar de justiça e aí dar ao Kimi a chance de vencer Mônaco e depois, os sete pontos que separou Vettel do primeiro lugar é aquele que lá em Abu Dhabi, Hamilton vence o campeonato, sendo tetra ficando equiparado com o alemão. Fato: ainda não ocorreu, como poder dizer que Vettel não precisará destes pontos no somatório final? Opinião/ Caso: saber que não vai precisar deles e que queria ver Räikkönen vencendo a qualquer custo, porque assim, o esporte é bom.
Vamos lá ver que, o melhor piloto da atualidade, tem, faltando menos de 30 voltas numa corrida de pista oval, vem passando todo mundo e vencendo a Indy 500. 
Fato: Honda é uma porcaria de motor mas Alonso é um baita de um piloto. Opinião/Caso: dizer que ali dentro, com aquele tanto de gente ruim, para ele foi mamão com açúcar.
Mas o que é fato: Kimi segundo e Alonso estourou motor pouco antes de 30 voltas finais. Duas situações horríveis, mas, a coisa não é só boa quando o que a gente quer, acontece.
Justiça? Não cabe no esporte à motor, talvez não seja coisa de nenhum esporte. Já precisamos procurar por outra coisa, se quisermos continuar a acompanhar o que nos agrada.

Abraços afáveis!

PS: Desculpem o textão. 

sábado, 27 de maio de 2017

Sexta Etapa da F1 2017: GP de Mônaco

GP da França, 2008. Esse foi o último momento em que se viu Kimi Räikkönen fazendo a pole position. Nove anos atrás. Esse blog aqui era totalmente amador (hoje ele é só um pouco rsrsrsrsrsrs...)

O Q1 foi marcado por uma ameaça à Ferrari de Vettel vindo das Red Bulls de Ricciardo e Verstappen. Logo, Raikkonen mostrava que estava confortável também. Mais atrás, Grosjean - Linguiiiiini!!! - rodava e era quase acertado por Sainz. Cair do Q1 foi inevitável para Stroll (não tá fácil!), Palmer (nunca esteve fácil!) e as duas Sauber (já foi mais fácil...) 

Já o Q2 tivemos não uma, mas três (gratas!) surpresas: mesmo sem Alonso, as duas McLarens passaram para essa etapa. Uma pena que Vandoorne, que vinha em sétimo (uma excelente posição) bateu na saída da Piscina, aniquilando a sua brilhante atuação. 
Hamilton estava lutando para fazer voltas descentes e falhando. Reclamando muito sobre o equilíbrio com carro (e eu me pergunto, como é que horas, essa notícia é dada, hahahahaha...), a batida do menino belga foi dada como aquela que minou as chances dele de passar para o Q3. Sinceramente, largando em 14º, acho que não. O mesmo foi dado para o fracasso de Massa, em 15º. Tudo, uma forma de tirar um bom tanto da culpa dos ombros de ambos. 
Ainda assim, já está arquitetado, Vandoorne perdeu 3 posições, e Hamilton foi para 12º - logo na largada ele vai parar lá no lugar do Bottas e ninguém vai se importar se cortar algum espaço extra pista. Massa já não teve a mesma arrumação: larga em 14º. 
A terceira surpresa boa, foi Kimi fazer o melhor tempo, e superar o próprio recorde de volta: 1min12s231, situação que deu uma aquecida nos torcedores do cara.
Button, retornando à F1 para substituir Alonso, passou com facilidade para o Q3. Mas, infelizmente, trocou peças e perderia 15 posições. 

O Q3 foi uma festa: Kimi fez a melhor volta e foi deixando para que superassem ele. A surpresa desse período do treino foi que, o Iceman estava tão liso, que Vettel não conseguiu acompanhá-lo. Fechando o tempo com 1:12.221, Vettel passou perto, mas Kimi terminou o treino com 1:12.178. Dobradinha da Ferrari, dupla finlandesa na frente: Bottas completou seu terceiro tempo, com 1:12.223. Mais afastado, Verstappen larga em quarto com 1:12.496 seguido do companheiro Ricciardo, com 1:12. 998

A lista completa do grid de amanhã:

Fonte: Grande Prêmio

Domingo promete, esperamos vitória e dobradinha da Ferrari com gosto e depois, Alonso na Indy 500: muita velocidade para acompanhar.
Reclamamos? Mas é lógico que não! 
Boas corridas para todos! Volto na segunda!
Abraços afáveis!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Corrente Musical de A a Z: Black Sabbath

Senhores e senhoras, venho com mais um post do Corrente Musical de A a Z. Desta vez, tivemos quatro opções novas e uma da repescagem: Black Sabbath, Blind Guardian. Backstreet Boys, Bon Jovi e a segunda chance para Alice in Chains.
Para o post desta terça-feira, vem com a banda que garantiu 5 votos.

Banda ou artista mais bem votado


♫ Música que mais gosto:



♫ Música que eu não gosto: 

Poxa, difícil. Mas escolherei pelo contexto (não amo a "sweet leaf" hehehehehe) não pelo som, claro... rsrsrsrs...



♫ Música para dançar:




♫ Música romântica:





♫ Música que me define: 




♫ Clipe favorito:


♫ Álbum favorito: Depois de pensar bastante, escolhi "Paranoid", segundo álbum de estúdio de 1970 e com a formação original (Ozzy Osbourne - vocal, Tony Iommi - guitarra, Geezer Butler - baixo e Bill Ward - bateria). Creio eu que é um dos discos mais importantes da década.
Faixas: 1 - "War Pigs"  
2 - "Paranoid"  
3 - "Planet Caravan"  
4 - "Iron Man"  
5 - "Electric Funeral"  
6 - "Hand of Doom"  
7 - "Rat Salad"  
8 - "Fairies Wear Boots"  

♫ Pior álbum: Sinceramente, não há. 
Inclusive, um dos álbuns que da banda que gosto e que acabei não citando nenhuma música dele é Heaven and Hell. Possivelmente, o meu segundo favorito. O álbum é 1980 e com a formação mudada com Ronnie James Dio nos vocais, eu realmente acho um álbum excelente, a começar pela capa:


Menções honrosas: 10 músicas boas que não se encaixaram na brincadeira

N.I.B.;

Estão abertos os comentários: quais as escolhas de vocês?

E para a semana que vem(talvez bem no fim da semana) teremos uma nova postagem. Os votos computados foram: Black Sabbath com 5 votos, Blind Guardian e Backstreet Boys com 0 votos, Alice in Chains e Bon Jovi com 1 voto cada. 
Conheço pouca banda com a letra C que dê conta do recado para fazer a brincadeira. Mas, para o voto da próxima rodada é o retorno das mais votadas: uma terceira chance ao Alice in Chains, uma segunda chance para Bon Jovi e mais três novas bandas para votarem:






O process de votação é o mesmo, aqui nos comentários, logo depois das escolhas de vocês, ou na página do blog. Semana que vem, depois de GP de Mônaco e Indy 500, a gente dá continuidade na "Corrente Musical de A a Z".

Abraços mega afáveis!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Corrente musical de A a Z: AC/DC e A-ha

A abertura  da brincadeira com o Angra (Não leu? Não seja por isso: clique aqui) abriu a votação com 4 bandas para o post desta semana, que vocês escolheriam entre: Aerosmith (que teve 0 votos), AC/DC (três votos) A-ha  (com três votos) e Alice in Chains (com um voto). 
Como houve empate, farei a brincadeira com as duas bandas: A-ha e AC/DC. Contando que Alice in Chains teve um voto e Aerosmith nenhuma, Aerosmith está fora da escolha da próxima rodada. Alice in Chains terá uma segunda chance e vai para nova votação junto com as opções da letra B. 

Banda ou Artista mais bem votado:




♫ Música que eu mais gosto:





Música que eu não gosto: (Que menos gosto, na verdade)





♫ Música para dançar: 





(Para dançar tipo Carlton Banks, rsrsrsrs...)

♫ Música romântica:

(Do AC/ DC? rsrsrsrs... Difícil, mas... Desafio aceito!)



♫ Música que me define:





♫ Clipe Favorito:





♫ Álbum preferido:


AC/DC é uma dessas bandas das quais se fica difícil de escolher um álbum bom. Mas escolherei o que tenho e consequentemente, ouvi bastante e assim, acaba sendo uma escolha óbvia de preferência: Back in Black de 1980. O sétimo álbum de estúdio, e com os integrantes: Brian Johnson (vocais), os irmãos (guitarristas) Angus e Malcolm Young, Cliff Williams (baixo) e Phil Rudd (bateria).
As faixas: 1 - "Hells Bells";
2 - "Shoot to Thrill";
3 - "What Do You Do for Money Honey";
4 - "Givin the Dog a Bone";
5 - "Let Me Put My Love into You";
6 - "Back in Black";
7 - "You Shook Me All Night Long";
8 - "Have a Drink on Me";
9 - "Shake a Leg";
10 - "Rock and Roll Ain't Noise Pollution"

A-ha também é complicado, pois, assim como AC/DC possui muitos álbuns (não a mesma quantidade)  e todos bons, especialmente os mais recentes, pois se tornou o exemplo bom de banda que soube evoluir o seu som. Cada disco tem pelo menos uma grande música que leva à ficar na dúvida. Mas escolho: Scoundrel Days, segundo álbum de estúdio, de 1986. O trio norueguês de formação nunca se desmantelou: Morten Harket nos vocais, Paul Waaktar-Savoy na guitarra e Magnen Furuholmen nos teclados. A escolha está pautada na faixa título, que é uma excelente música e também por Manhattan Skyline, a minha favorita.
Faixas: 1 - "Scoundrel Days";
2 - "The Swing of Things";
3 - "I've Been Losing You";
4 - "October";
5 - "Manhattan Skyline";
6 - "Cry Wolf";
7 - "We're Looking for the Whales";
8 - "The Weight of the Wind";
9 - "Maybe, Maybe";
10 - "Soft Rains of April"

♫ Pior álbum:

Não tenho razões para não gostar de um álbum de nenhuma destas bandas. Justificativas pautadas em "ouvi pouco" ou "não ouvi ainda", não podem fazer justiça aos trabalhos.

► Menções honrosas: 10 músicas que não se encaixaram na brincadeira

AC/DC: ♫ Thunderstruck;
T.N.T.

A-ha: ♫ Scoundrel Days;
Take on Me; *
I Call Your Name;
Stay on These Roads e ♫ The Living Daylights

* Take on Me é inclusive um dos clipe mais legais das eras áureas da MTV. 

É isso. Como sempre, está aberto os comentários para falarem de suas preferências para cada banda.
Mais que isso, também peço que votem, aqui ou na página do blog no Facebook, a banda da próxima postagem. Minhas escolhas serão como as anteriores, quatro opções na letra B: bandas de rock e uma mais pop. A segunda mais votada da letra A foi Alice In Chains, com isso, a banda retorna, tendo uma segunda chance.

Quem vai para o próximo post do "Corrente Musical de A a Z"?





ou 



Quatro bandas com B. Backstreet Boys é a opção pop. Nem malucando de vez que lhes daria a opção Beyoncè ou Britney Spears (risos). A mais votada, figurará o post da semana que vem (na terça-feira). A segunda banda mais votada, terá a segunda chance com as bancas ou artistas da letra C.

Abraços afáveis e agradecimentos imensos pela participação! Deixem suas escolhas (e seus votos) nos comentários!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

GP da Espanha com fotos comentadas sarcasticamente (ou não)

Se este é Roscoe, ele deve ter ido à coletiva no lugar do dono...
Será que o cachorro também se inspira nos cachorros do Senna?


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Na hora da entrevista a "falsiane" é a personagem principal


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Super empolgado hein, Kimi?


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Alonso fazendo  o básico: sorrindo e acenando, mas arquitetando magias


Vandoorne sabia o que o espanhol estava preparando e riu da ignorância alheia
7º lugar no grid. Poucos podem, poucos fariam (nessas circunstâncias)


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É Vettel, Hamilton passou e você nem viu.
E pensar que quem deu show, foi você... Fazer o quê?


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Kimi agindo como brasileiro: tomando um "7 a 1" de alemão


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"Ali embaixo estão as chances da Renault ser competitiva" - Hulk
Sainz Jr. está tipo:


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*Esperando o Uber chegar*


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Adendo sintomático:


a) "Massa atrapalha volta rápida de Verstappen para o grid de largada no GP do Barein"
b) "Com Massa à frente, Vettel perde chance de atacar Bottas e tentar vencer o GP russo"
c) "Massa sugere aumento de área de ultrapassagem para aumentar chances de ultrapassagem no GP espanhol"


Quinto GP acontecendo e lá vai ele atrapalhando alguém e de novo, e de novo... Até que se ouve uma pergunta ótima no rádio: "Porque sempre o Massa?"


Se era para isso que voltou, que vontade de:


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Thomas: A figurinha do GP


Abraços afáveis!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

GP da Espanha: Fato e opinião

O GP espanhol começou de um jeito que já extrapolaria as emoções de muitos, a começar pela largada. Tudo bem que Vettel aprendeu direito a observar que Hamilton não sabe largar bem, porém a desvantagem maior, nessa hora, ficou com o outro carro da Ferrari. Visivelmente mais rápido que o compatriota que largou em terceiro e sumariamente "sanduichado" por um holandês que vinha em quinto, Kimi acabou tocado por Bottas, numa tentativa de tirar proveito da falta de espaço e também fazê-lo perder o traçado, uma vez que com isso, Kimi sairia da pista ou tiraria o pé. Essa ideia do Bottas me parece algo de quem está em equipe suja. Na Williams, muitas vezes, Bottas mostrou-se medroso em defender posições. Agora de repente, Bichinho de Goiaba cresceu no fermento depois da vitória na Rússia (e depois de alertas de Toto e Lauda sobre "o seu lugar na equipe", certamente). 
De forma bem didática, entendemos a lei da física e a lei da malandragem: a primeira lei foi quando Kimi, sem espaço para escapar do toque de Bottas, bateu em Verstappen, lateral com lateral. Kimi saiu na pior com toda a suspensão dianteira esquerda, torta. Verstappen também teve danos na suspensão. A segunda lei, é aquela das equipes grandes: está sem potência ou sem jeito de defender posição? Jogue sutilmente o carro, dando ao adversário a responsabilidade de evitar o acidente. 
É assim que se constitui corridas de carros, certo?
Para nós é até fácil encarar isso. Somos adultos, temos mais de 15 anos que assistimos a categoria, já vimos todo o tipo de lei da física se fazer exemplo prático, já vimos também que meritocracia nem sempre tem lugar no asfalto... Já vimos inclusive pilotos fazerem coisas estapafúrdias e serem aclamados, já vimos o contrário também, caras que ao fazerem coisas absurdas foram pintados como ruins e passaram a ser odiados. Tudo isso, depende de opinião. E opinião, minhas queridas pessoas, é caso e não fato. 
Fato é irrefutável: Derrube uma caneta que está próximo de você agora e observe que ela vai cair no chão. Isso é fato. Agora, derrube mais de uma caneta e saiba que você não saberá de que jeito elas ficarão no chão. Se você disser, antes de derrubar, que elas formarão a letra inicial do seu nome no chão, isso é "opinião" e não fato.
Podemos usar isso no esporte. Se torce para um, todo o resto é inimigo. Ouso dizer que vocês encontrarão poucos fãs de Kimi Räikkönen que não tenham xingado, ontem, Bottas, Verstappen, Hamilton (por estar lento à frente dos 3), Vettel, por ter deixado o companheiro sem "ajuda" para trás, ou ainda o asfalto, a Ferrari, a FIA e até o vento. Cabe xingar, com razão ou emoção (mais o segundo caso, que o primeiro, convenhamos). 
Por uma questão de não querer dar a minha opinião, sobre o fato - Bottas encostou o carro, Kimi afastou e bateu em Verstappen - eu não xinguei, nem Bottas, nem Verstappen. Xinguei mentalmente Hamilton, que ficou sambando na pista e isso só piora a questão do espaço. Mas não xinguei verbalizando ou digitando algo em redes sociais. Porque é opinião, e não fato. O fato não é refutável, a opinião é. Apresentando minha ira com relação à má largada de alguém, as pessoas dirão, cobertas de razão, que largada é assim: as vezes se sai ileso, as vezes não. De nada adianta se eu disser que Hamilton larga mal, que nunca tocam nele, que blábláblá... Não interessa. Cada piloto olha o seu umbigo nesta hora. As vezes ele é habilidoso (ou sortudo) o suficiente para sair ileso, ou se recuperar mais adiante.
Somos adultos, certo? E como tratar disso, da decepção de ver uma corrida de seu piloto favorito finita logo na largada, com uma criança? Explicar isso, passo a passo para ela? Não há jeito. Ela vai chorar de decepção, como chorou Thomas, lá na platéia, e foi captado pelas câmeras, todo vestidinho de Ferrari, quando Kimi saiu da corrida.

Marketing? Óbvio que sim. Era uma criança, que faria qualquer um ficar com pena. Se fosse filho meu seria consolado, no modo comum. Como fã de Räikkönen, eu mostraria para ele, que diante das adversidades, "pegue uma coca-cola e um picolé, meu filho!" Mas não conseguiria fazer ele acreditar que todo o stress não vale a pena, até que ele fosse, adulto.
Mas a F1 agora quer se ligar com seus fãs. E logo, quando Vettel fez uma bela ultrapassagem, o menino foi novamente filmado, vibrando. A Ferrari (por intermédio da direção da prova) e Kimi já esperavam Thomas, no motorhome. Das lágrimas, o mocinho foi aos sorrisos, ganhando atenção do pessoal da equipe, ganhando boné do Kimi e tirando foto com o piloto. Atitude fofa, que a gente esperaria claro, de aparecidos que curte um holofote como o Hamilton. Mas a imagem se finalizou com Kimi, algo que, posso dizer que não foi realmente sua ideia, mas não houve protestos por parte dele. Isso é ser Kimi e ele deu atenção e um grande momento ao garoto, e também à família, já que é de conhecimento público que a mãe é uma grande fã da equipe. Por mim, posso dizer que, apesar de não duvidar da capacidade de Kimi em ser sensível, o problema é ser sensível para as câmeras verem. Há quem dirá que foi ele também, um aparecido. Mas quando é para fazer o bem, eu digo que o altruísmo não é exagero e sim um dever. Mesmo que seja só para "aparecer". Dentro do ano de se exibir, alguém sai no lucro, no fato, Thomas e sua família.

Na pista quem fez por onde em "aparecer" foi Vettel. Fez ultrapassagens e segurou a posição como campeão mundial que é. Foi uma bela corrida, mas só até um momento. As paradas seriam as que colocariam Hamilton na cola de Vettel. A Mercedes já fazia o esquema antes mesmo da corrida dar início. Com incidentes que tiraram da pista Vandoorne, e mais tarde,  Bottas, vieram dois momentos de Safety Car virtual que, ajuntou os carros.
Vettel segurou Hamilton uma vez depois de sair dos boxes, na segunda parada. Segurou quando ele se aproximou por conta da estrategias e SC. 
E então Massa veio esse ano, não só para atrapalhar como ser um completo idiota. Atrapalhou Verstappen, atrapalhou Vettel em duas corridas das quatro anteriores: "Porque ter que ser sempre o Massa?" perguntaram no rádio.
Sinônimo de encrenca esse ano, já na quinta etapa, tudo que o Massa estampou nas manchetes foi coisa ruim: a pior delas, veio aqui, na quinta corrida: a sugestão de aumentar o limite para o uso do DRS para (leiam com aquela voz máscula) "ter mais chances de ultrapassagem". Por conta dessa dica ridícula que acataram, Hamilton passou Vettel sem erros do alemão, sem luta, sem show. 
A equipe Mercedes vibrou. Eu achei que cortou toda e qualquer empolgação de disputa. 
A gente quer mesmo emoção, quer luta por posições. Agora me digam: que luta e disputa houve ali? Facilitou tudo para que de novo, a Mercedes só se glorifique de ganhos fáceis. Emoção? Que emoção?
Aí, no que antecede o pódio, aquele que todo mundo chamava de mimado e ranzinza, comentou com sorrisos a ultrapassagem com Hamilton. O inglês gênio foi cínico e arregalou a sua arrogância, não dando atenção ao Vettel.  
Bobos de nós que ainda acreditamos nas melhorias e ainda reclamamos do marasmo da Rússia... Bobos de nós...

Abraços afáveis!