segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Para 2015

Espero que todos tenham passado um excelente Natal! Estamos todos bem, cheios e descansados? Digam que sim hehehehehe...

Para finalizar 2014 pretendo fazer um resumo do ano.
Minhas metas pelo fim do ano de 2013 eram claras, e urgentes: estudar, ganhar algum dinheiro, prestar o processo seletivo do mestrado e terminar meu curso de línguas. 
Dois deles, dependia exclusivamente de mim. E deram certo. Os outros dois mais ou menos. Explico porque.

As metas urgentes, era estudar para fazer um processo seletivo longo. O primeiro passo era fazer uma prova de inglês disponibilizada pela própria Universidade Federal de Uberlândia, do curso de Letras. Uma prova mal feita que não testa conhecimentos e sim, sua paciência: textos longos, de fácil assimilação. Mas os métodos de correção são ilógicos: não pode traduzir ao pé da letra, nem sair do texto. Fácil? Não tanto. Para uma pessoa sucinta como eu o resultado foi: as respostas curtas me levaram a reprovar ano passado, e nesse ano, não tive tempo para escrever as 'enormes' respostas. Conclusão: uma questão ficou incompleta, e eu passei raspando na média de corte.

Ok, se todos sabem que essa prova não mede o que você sabe, e que alguns mal sabem se apresentar no idioma nativo, que dirá no estrangeiro, mas estão lá fazendo seus cursos de mestres, a etapa seguinte era fazer a inscrição em setembro, no curso de História, apresentar projeto, esperar nota do projeto, ser convocado para prova em outubro, esperar nota da prova, ter currículo sob análise, esperar nota de currículo e ser convocado para a entrevista em novembro e aguardar a nota final. 
Ufa!... Não tanto pois tem mais em janeiro: a disputa de bolsas, que é por outro departamento. Mas aí é outro ano...

Enfim, apresentei a inscrição com muita documentação. Aceita, esperei que olhassem meu projeto. Ganhei nota máxima e fui convocada para a prova. Tirei uma nota boa, a quinta melhor geral, a melhor nota da minha linha de pesquisa. Ou seja, valeu todo meu esforço e empenho nos estudos durante o ano.
Já o currículo eu sabia que era fraco. E a entrevista, bem... Quando você encontra acadêmicos, ledo engano que você está em um lugar de grandes pessoas. O intelecto pode ser o que levou eles àquele patamar, mas para conhecer verdadeiramente um ser humano, dê poder a ele. Ali naquele caso, a mesquinharia, a ignorância e a soberba, me tiraram 1,5 ponto que me fizeram cair de terceira na linha, para quinto lugar. A minha nota de projeto e prova atingiu em cheio o ponto fraco dos orientados pela professora chefe da linha: eles não foram bem ou no projeto, ou na prova (ou nos dois) ela tratou de me desestabilizar na entrevista, para que os seus protegidos triunfassem. 
No que coube a mim, eu fiz. Assim, sigo para a disputa de bolsa, que ainda parece remota conseguir, em virtude dessa minha colocação na linha. Mas lá, o plano projeto e prova contam bastante e isso, eu fiz. 
Quem dera que tudo na vida fosse ganho por mérito...

Estudos e mestrado em mãos, concluí que meus planos deram certo. Se dediquei dias na montagem de um projeto de pesquisa e uma vasta leitura específica (que convenhamos, era bem chata!) para a prova, tive o meu mérito: uma aprovação no mestrado, antes das fases classificatórias - currículo e entrevista.
O resto agora, tem que ser o resto, caso contrário, eu vou remoer os atos daquela professora até o fim e só eu que vou perder nessa batalha.

Sobre o fim do meu curso de italiano, ele se arrasta a um bom tempo e não, não concluí. Nem tenho perspectiva que termine. Uma pena, afinal, queria logo o certificado, mesmo que eu não saiba bem o idioma. Simplesmente não é para mim falar e saber o tal italiano. Não aconteceu, simplesmente.
Na minha área o alemão é necessário e o francês mais útil. Mas... Alguma coisa deveria dar errado, não é?!

Não só isso, também não pude trabalhar. Escolas são difíceis. Uma dedicação nas instituições públicas me atrasariam os estudos. Nas particulares, poderia não ser justo e poderia não ser adequado para as máquinas de fazer alunos de vestibulares. Além disso, não consegui algumas poucas aulas porque não tinha "Quem Indica" suficiente. Mas consegui umas aulas particulares de inglês que, ainda não fosse na minha área, foi divertida e não me deixou zerada. Alguns livros foram comprados com essa remuneração sem depender de pai, mãe e irmãs. 

Dei continuidade e uma pausa para arrumar tudo, no meu curso de corte e costura, que pretendo voltar para só aumentar minha confiança no corte. 

Uma coisa que eu não contava para 2014 era a academia. Por indicação médica, um pedido de esporte no meu dia-a-dia foi feito depois de exames rápidos. Nada alarmante, só que eu precisava criar resistência física... Bem, meus pais levaram a sério e em algumas semanas eu estava enfiada em um academia fazendo ginástica. ¬¬'
Não aumentei uma grama desde fevereiro. Mas evoluí em termos de pesos e resistências. Não sinto mais tanta preguiça e por incrível que pareça, adquiri mais disposição mesmo. 
Sejamos sinceros: musculação é um saco. Não vejo a hora de ver um jeito de fazer uma atividade mais dinâmica e menos "boring".

E 2014 passou muito rápido. Não vejo razão para todos pedirem para que o ano termine logo. Não fizemos nada! Eu contei pelo esportes: em fevereiro teve Super Bowl e fiquei órfã de esportes legais até a temporada começar de novo em setembro. Em março a F1 voltou mais chata que nunca, horrível até dizer chega e nem vi as corridas passarem, porque de tão chatas, nem tempo para odiá-las tive. Teve Copa do Mundo, que foi triunfal pra mim, mas rápida que deixou saudades. No fim, o gasto com o evento nos fez ficar mais infelizes. Depois vieram as eleições, as mais ridículas 'ever'.
Agora com mais governo PT a gente vê que foi um péssima escolha, de verdade: agradeça a seu amigo que votou no partido pelas infelicidades que estão por vir nos 4 anos que se aproximam. Não arrependo de ter anulado meu voto. Mas olho torto para aqueles que fizeram discursos defensores desse partido e agora não fala mais nada com as escolhas de ministros, aumento de preços, e afins... (E aviso, faria as mesmas reclamações se Aécio estivesse 'vencido'...)

O que quero para 2015: que meu mestrado seja produtivo na medida do possível. Que todos a minha volta e que fazem parte da minha vida tenham saúde e muitas alegrias. 

*Desejo a todos um ano excelente, que todos os planos de vocês se concretizem: quem procura novo emprego, novo curso, novo investimento, que dê mais que certo. Para quem vai casar, ter filhos, comprar uma casa nova, se mudar... Que tudo seja ótimo para todos nós!*

Volto no ano que vem, possivelmente no aniversário do blog. ;)
Abraços mega ano-novísticos afáveis!!!!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Post de Natal

Todos encarnam um ser, diferente do resto do ano (ou não), na véspera e no dia de Natal.
Conheço uma galera que é falsa por natureza, mas no Natal fica latente os atos de "carinho" unicamente por interesses futuros (leia-se presentes para si ou para os filhos). 
Outros encarnam os gordinhos da lancheira: aqueles que contam os dias para a ceia por causa da comida. Esse grupo dividi-se em dois: a. os fãs da comida que o ano inteiro comem mesmo, só pensam em comida, escolhem a comida no lugar do cinema, da visita, só vai em festa que tem "open food"... e b. o pessoal que por alguma razão foi influenciado pelo movimento "fitness" e acha que sair da linha no Natal será o triunfo sob a frase "afinal, sou filho(a) de Deus...".
Existem também os estressados, que fuzilaram o chefe com o olhar ou com a língua o ano todo, mas está todo todo, porque ele fez a obrigação de dar um espumante de quinta ou um bônus que garantiu a lotação do freezer de casa com cerveja. 
Os fingidos que ficam o ano todo falando mal dos parentes, mas na reunião do Natal faz questão de apagar tudo e encarna o bonzinho da vez por conta da data. (Estes também servem para aqueles que trabalham e as festas da empresa).
Quem tem sobrinho deve saber: ele surge todo meigo e educadinho, nada arteiro quando chega essa época, rsrsrsrs... 

Existem vários! Aposto que já lembraram de outro tipo de figurão típico do Natal.
Eu vou torcer por uma coisa simples: papis e mamis na preparação da comida e que o tempo esteja chuvoso e fresco, porque calor nessa época, detona com o meu bem estar. Que o Natal seja natural e em família como tem sido sempre nesses anos. Ah, devo pedir também que se possível, role uma chuva pois ela evita que meus vizinhos regados a etanol extrapolem os limites do bom senso, com suas músicas horrendas e seus foguetes: os pingos fortes abafam os sons e mixam os fogos. 


Desejo a todos um excelente Natal, e obrigada a todos por mais um ano por aqui. 
O blog volta assim que puder, provavelmente dia 26. Boas festas!!!! 

Abraços afáveis! Hohohohoho! 

sábado, 20 de dezembro de 2014

Música do dia: Breaking the Law

Conhece alguém que está quebrando as leis? Eu conheço um tanto bom, que ma faltam dedos para contar. Mas está longe de rebeldia. Estão é querendo agir como espertos.
E sabe o que é pior? Bobos somos nós que queremos fazer tudo certo?

♫ There I was completely wasting, out of work and down
all inside it's so frustrating as I drift from town to town
feel as though nobody cares if I live or die
so I might as well begin to put some action in my life

Breaking the law, breaking the law... ♫


Bom fim de semana a todos!
Abraços afáveis!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Friday!

Hoje é um daqueles dias que a gente sai em bando para fazer compras de Natal. Sairei com o pessoal de casa para fazer esse programa de índio.
Nessa época sempre foi assim: decidíamos sair de casa quando estivesse escurecendo, para poder ver as luzes da cidade. Planejávamos um lanche nada saudável em lanchonete de fast food e passeávamos pelo centro comprando aquilo que deveria ser comprado e voltando de bolsos vazios e sacolas enormes.
Eu sempre fui de bolsos vazios, então, opto por encarnar uma sacoleira do Paraguai e vou.
Nessa época de dezembro sempre chove muito por aqui. Era falarmos que íamos no centro da cidade e caia o mundo em água. Fazia tempo, uns dois verões que não chove quando saímos, mas chove quando saímos de uma loja. Mas nos dois últimos anos, desesperávamos quando as lojas começavam a fechar antes do horário de comércio de Natal. Coisa de cidade pequena e de gente que não tem vontade de trabalhar.

A grana está curta. As lembranças dos afilhados de minhas irmãs e da minha mãe forma compradas no shopping da cidade vizinha só para escolha de coisas diferentes, ou que só teriam lá. Crianças hoje são difíceis: antes um jogo qualquer e a criançada estava feliz. Hoje é tablet, playstation 3... O afilhado da minhã mãe fica no celular e nos jogos eletrônicos o dia todo. Minha mãe ficou indignada da última vez que ele esteve aqui em casa. A vó dele disse: "larga isso, meu bem, vamos conversar..." Ele nem pareceu escutar. Por um lado foi bom fingir de surdo, ou estar mesmo distraído. Quando ele entra no meu quarto, meus ursinhos e livros choram de medo. 
Gastar com os filhos dos outros assim, e dar coisas caras é selar o respeito porque deu presentes caros e não por que dão carinho. 

O bom do centro da cidade - e falo "bom" no tom irônico do significado - são as multidões. As multidões foram temas de caras como Nicolai Gogol e Edgar Allan Poe, e em suas narrativas são análises profundas das sociedades modernas, do indivíduo no particular e no privado, o sentir -se sozinho, mesmo na multidão... Mas hoje, apesar de gostar de filosofar sobre isso, eu perco fácil a paciência quando fico no meio dela. 
Reparem, quando forem fazer as compras: as pessoas não tem rumo. Aqui, as pessoas andam devagar sobre as vitrines. Se você não sair do caminho delas, toma encontrões leves porque as pessoas simplesmente parecem robôs com bateria fraca. A sinapse demora a acontecer para aqueles que a poucos metros de sua face, decidem desviar depois de longos segundos. As vezes você sai do caminho e a pessoa está lá, paradona... É como se vivêssemos em uma multidão de zumbis.
E quando param bruscamente para olhar as vitrines e largam vastas sacolas e crianças soltas na calçada? Que desespero!
E eu fico sufocada. Ah, se fico!

Façam um teste no dia das compras para mim. Uma coisa que acho engraçada e sempre acontece comigo, agora tantas vezes que já me tira do sério é quando estou sem compromisso em uma loja, muitas vezes esperando a companhia decidir-se sobre o que vai comprar: eu paro em uma prateleira e começo a olhar um DVD por exemplo. Em menos de um minuto, surge alguém, geralmente mulher, às bolsadas para me tirar do caminho só para pegar o DVD que eu tinha em mãos. 
Uma vez fiz isso na Lojas Pernambucanas na área de roupas de baixo. Peguei uns conjuntos de calcinha e sutiã meio indecentes e ri do pouco tecido (o que aquilo tamparia, afinal?) uma moça de no máximo 30, 35 anos, esbelta, me deu uma leve bolsada e pegou a mesma lingerie e ficou analisando o preço. Segui para área infantil e ela passou os dedos em tudo que eu que coloque a mão. Fiz o teste: peguei aquelas calçolas de vó enormes tamanho GG e mostrei para minha irmã na fila do caixa, acenando e curtindo com o vestuário. A moça que nunca usaria aquela calçola, grudou nas minhas costas para verificar o que era que eu havia pegado e pegou a calçola!!!! 
Por alguma razão as pessoas vão naquilo que outras também compram, não sei se por falta de opinião ou por consumismo mesmo. Se acontecer o mesmo com vocês me digam, pois pode ser uma patologia mais comum que imaginava.

Aqui a grana está curta. Aparentemente vai chover e pode ser que os planos irão por água abaixo, literalmente. Mas, como todo ano, compraremos o necessário, e passearemos, se pudermos, curtindo o caloooooor do povo descontrolado gastando até o que não tem. 

No mais, desejo, como foi o propósito do post um:


para todos ;)
Abraços afáveis!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Sobre a mentalidade da educação

Peço espaço para fazer um desabafo. Peço também aos que trabalham com educação ou que tenham filhos e se preocupam com a educação deles, que se manifestem, se puderem e quiserem.

Não é de hoje que venho descontente com o ensino em nosso país. 
Fiz cinco disciplinas de estágio supervisionado. Tive outras tantas de licenciatura para me preparar para essa etapa de estágios. Tenho então dois diplomas em História: um bacharelado e outro de licenciatura. Deste último, pouco me orgulho.
Para ser sincera, me orgulho pouco de ter um diploma de uma federal. O curso foi raso, pouco desafiador. O jogo acadêmico é formado de batalhas. Não são batalhas do conhecimento, mas sim aquelas que se encara com espadas em mãos tentando vencer os egos dos seus professores. Foi meu caso e talvez não tenham percebido, mas foi de outros colegas também.
Antes de começar, em 2008, a graduação de História, eu tinha a maturidade (hoje, raríssima) de uma universitária. Passei em quarto lugar em um vestibular (em 2006) que não era "facilitado" por medidas como o ENEM. O nível era um pouco mais alto e específico em duas fases para cada área e departamentos. Não estudei nada. Passei um ano (por conta de uma greve das federais) só assistindo à aulas em um cursinho. Achei que arrasaria no novo curso: era Matemática.
Lá tomei um banho de água fria. Durante toda minha vida de escola, nunca fui ensinada a entender as coisas. Não me ensinaram a pensar. O pouco que pensei me garantiu um colegial super tranquilo: nunca cheguei perto de não passar em química, física, matemática ou qualquer outra matéria. Era trouxa o suficiente para ensinar colegas que dormia nas aulas e se desesperavam no fim do segundo semestre com reprovação batendo à porta. Naquela época ainda estudei com filhos de pais que ameaçavam a colocar os tais em escolas públicas à noite e forçar a arrumar um trabalho, caso seus filhos não passassem de ano. Hoje, a onda é outra.
O curso de Matemática era dividido em dois tipos de professores: os que queriam que você pensasse e respirasse números e cálculos, e os que absurdamente rolavam de rir ao "ferrar" seus discípulos, como foram quando eram estudantes. 
Saí do curso porque não concordava com a didática de uns e não conseguia me fazer entender com outros. Mas assumo: fracassei.
Fui para a História, novamente sem estudar no vestibular, sem contato com matérias de cursinho à 1 ano e meio. Fiquei melhor colocada que muitos,  em uma sala que tinha um bom número de segunda e terceira chamadas.
Ri de muitos professores que passavam colegas quando alertados pelos chorões da nota que "não se pode reprovar mais de 10% da turma". Não sei da onde tiraram essa ideia, pois certamente na matemática era os 10% que passavam... 
Durante uma graduação, sofri com o "assédio" de uma professora de índole duvidosa e ética inexistente. Por respeito a mim, declinei trabalhar para ela por não me identificar com a temática proposta. Lucrei em um ponto: por uma bolsa, ao menos não era a escrava que carregava livros e buscava seus cafés sem açúcar...
Optei por fazer o que gostava e fui subordinada a uma professora que até tinha respeito pela minha responsabilidade como aluna, mas não teve pela minha saúde. Fiquei uma pilha de nervos quando ela foi embora para outra cidade e me deixou sozinha para me virar na minha monografia.
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. 

Nos estágios, achei as escolas boas, os alunos legais. Meu desconforto era com o descompromisso e bizarrices das coordenações e também, dos professores. Despreparo dos mais jovens e preguiça dos mais velhos. Tenho cada história que se eu contasse, daria fácil um texto de stand-up comedy. Mas se você parar para pensar mesmo, não teria nada de engraçado.

Esses dias um professor da minha universidade queixou-se dos alunos da graduação. A maior insatisfação dele era que nenhum causava empolgação e a falta de interesse o desmotivava como professor de tal forma que ele se via cansado.
Ontem, li um depoimento de um professor também do meu curso, na rede social Facebook em que ele justificava que deixaria a pós graduação. O instituto de História meio que podou suas produções "diferentes" na região (que só falam das mesmas coisas e dos mesmos autores). Quem propõe coisa "nova" ali está fadado a tomar chicotada de A a Z. 
Eu fui e sou uma delas. Apesar de elogiarem que eu pertenço ao que trabalho, que minha pesquisa sou eu, há os soberbos e egocêntricos que se acham em tal nível que gostam de me empurrar morro abaixo. Sacudi a poeira uma, duas e se tiver saúde farei isso 10 vezes se for preciso. Mas entendo que esse professor queira liberdade para ser aquilo que ele almeja, sem se prender às bobagens institucionais (são bobagens, a academia hoje é para inglês ver).

Engraçado que no mesmo momento que li a declaração do professor sobre seu abandono para ser livre e bem sucedido (e apoio completamente, embora um cara que pense assim só deixa poucos que prestam no instituto), deixei a internet para ler um livro (coisa rara, não é?) e recebi um telefonema da minha professora de italiano. Ela foi procurada por uma mãe de um aluno de escola particular cara da minha cidade com 4 trabalhos de recuperação para serem feitos mediante pagamento. A professora pegou um trabalho de espanhol. A mim veio um de História. Sobraram um de biologia e uma redação! (pasmem, bastava ler o texto em anexo sobre lixo e fazer uma redação sobre... qual a dificuldade nisso? Se chegou até ali, era capaz...)
Nunca fiz esse tipo de trabalho. Fiz uma cena em casa: reclamei, vociferei absurdos sobre a mãe e o aluno e a escola. Recebi a mulher que estava afobada. Ela pechinchou meu preço. Fiquei engasgada: queria dizer tudo sobre a má conduta dela como mãe, dele como aluno e da instituição que não deixaria o filho dela reprovar se o boleto estivesse em dia. "Que tipo de filho a senhora está criando? Um mimado que vai pagar trabalhos até na faculdade? Ah, vai pagar até o diploma não é? Rezo para não ser um profissional que eu vá precisar..." Mas a educação que minha mãe e meu pai me deram, me deixaram contemplando a cara dela, no silêncio. A cabeça à mil.

O trabalho era ridiculamente fácil. Não sei escrever como um garoto de 1º  colegial. Ainda mais se eu lembrar dos jovens de hoje. Fiz o que sei, do meu jeito. Se o professor perceber, não ligo. Simplesmente uma reprovação poderá ser uma lição. Se é que o aluno tem algum tipo de vergonha, o que duvido... Sei bem, dei aulas e não só de história. A aula é dada e de repente não se dá o trabalho de chegar em casa e estudar. Quanto volto a repetir o assunto e digo "Lembra?" vem sempre um displicente frase depois: "Ah, tá!" Eu sei, mesmo na pouca experiência que tenho, que não lembra coisíssima nenhuma! Mas se alunos são carentes, em uma escola é fácil contornar: se você se predispõe a estimulá-los, você descobre potenciais. Dá trabalho, mas se você quiser, só você pode fazer dar certo.
Tive esse choque em umas aulas que ministrei recentemente, aulas particulares. Doeu porque é parente próximo. Fiquei triste por não ser capaz de motivar a chegar longe, de caminhar com as próprias pernas. Do jeito que vai (e no descompromisso que tem de não chegar no horário marcado, não fazer tarefa e não estudar em casa) será eternamente dependente de alguém para ajudar a estudar. Um pouco é lerdeza, que corre nas veias. Quem nunca teve preguiça de estudar algo? Minha derrota era biologia. Mas dói mais ainda é o gasto que os pais tem em escola particular (que não é fácil) naquela ilusão de que o ensino é melhor que a pública. Sempre concordei que quem faz o lugar é a pessoa: se você se dedica, a escola é só um veículo. Mas decididamente o ensino está fraco, para todo lado. A capacitação foi para o lixo, qualquer um com diploma pode ensinar e é contratado. Na prática isso é um engano. Se a pessoa não tiver vontade, ela faz o nível cair. Por isso, hoje, as escolas e o ensino está assustador assim.

Quem é pai e mãe eu tenho um alerta: acompanhe seus filhos no que eles fazem na escola, e da escola para casa. Não tenha medo, cobre do professor (mas cobre conteúdo e não educação - educação se dá em casa). Rola uma bobagem cômoda na profissão professor: muitas pessoas correm para dar aulas pelo simples fato que é simples: férias duas vezes ao ano, só trabalha um turno geralmente. Acha-se um trabalho fácil. Não é. E dá trabalho. O grande lance é esse: ninguém se dá o trabalho de montar aula, de estar atento a todos alunos. Em dois anos assim, esgota-se e faz provas repetidas ano após ano, trabalhinhos para ajudar na nota, passa filmes e documentários só para poder ficar sentados e não se dá o trabalho de discutir, de debater... Chega no fim da vida, aposenta amargurados.
Tudo que eu ouvia nas salas de professores das 3 escolas que fui estagiária era reclamações que não tinham tempo, que não iam viajar porque o dinheiro estava curto e o governo não remunerava aumento à tempos e que o "fulano" deu trabalho, que o "ciclano" me tira do sério...

Minha irmã é professora de universidade particular. As provas dela, até eu as faço - não porque são simples, mas porque são lógicas. Com a aula dela (e a criatura fala pra danar) as provas não precisam mais do que uma olhada no caderno. Ela faz o trabalho dela. Ainda tem gente que fica de recuperação, reprova. E os que não reprovam, escrevem um português venusiano ou textos mais absurdos que de meninos do primário.
E o governo PT se vangloria de formar mais pessoas no ensino superior. Desculpa, mas eu olho em volta e não vejo vantagem nenhuma. Veja bem, tenho dois diplomas, um de bacharelado e um de licenciatura. Qualquer um tem. Tanto é que a 1 ano estou sem emprego, porque: a. optei por estudar e dar o meu melhor para passar no mestrado e b. não conheço ninguém que pode ser benevolente e me indicar a um cargo. 
Não puxei saco. Tudo que deu machucados profundos na minha vida e deixaram feridas abertas é porque não fiz aquilo que as pessoas queriam que eu fizesse, ou seja, "carregá-las no colo". Consegui o mestrado, com louvor: projeto de pesquisa nota máxima e prova, faltando 3,25 pontos para a nota integral. Acabei mal colocada porque uma pessoa estúpida teve medo que eu tirasse o lugar dos protegidos dela e perdi nota em uma entrevista. O medo e a soberba me atingiram porque eu estava sem escudo e desarmada. 
Agora posso perder a bolsa, pois minha situação socio-econômica não reflete bem como uma merecedora dela. Se eu me fizesse de coitadinha e esfomeada, poderia burlar uns documentos. Mas não farei porque não é certo. O certo tem que prevalecer, mesmo na sociedade que o errado é que triunfa. Pelo menos durmo tranquila: sou fiel à minha consciência.

A escola não me ensinou ser o que sou e pensar o que penso. Se dependesse dela, eu seria amarga como minhas "tias" do primário, cuja a raiva me fez esquecer boa parte delas. Seira estressada como as professoras do fundamental, que por ser escola de freiras, realçavam a moral, mais do que qualquer outra coisa). E seria descomprometida como meus professores de colegial que curtiam aulas porque era fácil, porque eram palhaços de circo e claro, nas festinhas soltavam suas asas e esqueciam das suas idades.
Não vou falar da maioria de meus professores de universidades. As vaidades deles ofendem.

E olha, não sei como terminar esse post. Talvez só afirmando que estou desgostosa com tudo isso? Que de forma pessimista, só acho que tende a piorar? ...
Fico no aguardo para saber o que pensam sobre.

Abraços afáveis!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Cinema + Música: Trilogias "O Senhor dos Anéis" e "O Hobbit"

Não há sombra de dúvidas: umas das melhoras coisas dessa vida é um filme bom com uma trilha sonora amável. Particularmente me agrada muito, pois une o que adoro com o que amo. Certamente quando livros das quais eu gosto, são adaptados no cinema (mas claro, cada um respeitando as suas próprias regras em suas próprias áreas) tem ótimos atores, figuras amáveis e uma trilha sonora estupenda, só posso agradecer aos idealizadores mil vezes. 
Há dias venho pensando nas cenas incríveis com trilhas maravilhosas. Por hoje, começo com aqueles que por muito tempo, serão meus filmes favoritos, pois se tratam de adaptações de livros favoritos.
De brinde, ganhei excelente músicas para se ouvir, cds inteiros incríveis, na mais alta emoção da música instrumental. 
Especificamente, há belas cenas com músicas cantadas, mas no casos dessas duas trilogias, escolhi músicas que foram escritas por Phillipa Boyens e Fran Walsh (roteiristas e idealizadoras com o diretor Peter Jackson - sendo Fran a sua esposa) e baseadas nas obras de Tolkien que serviram de melodias para fecharem cada um dos dos filmes de cada trilogia. São 6 belíssimas canções que em um dia de muita sensibilidade pode-se chorar rios.

Começo pelas três canções da trilogia do "Senhor dos Anéis" apenas por uma questão cronológica das estreias de cada longa. 
O primeiro filme da trilogia é "A Sociedade do Anel" que teve estreia no ano de 2001 (tudo isso, sim!) A escolha da trilha para esses três filmes eram 3 cantoras de vozes marcantes e para o primeiro baseando-se em uma levada mais leve, mais etérea da narrativa a escolha foi uma música com partes escritas em alto-élfico (idioma desenvolvido com maestria pelo professor Tolkien para os seus personagens elfos). Por mais de duas vezes os 4 hobbits principais da saga encontram-se com eles, os seres mais interessantes da literatura de Tolkien - belos, finos, imortais, quase como criaturas celestes, com um idioma de sonoridade excelente para quem sabe uma cantora de New Wave... Eis que a música então, que fecha esse primeiro filme é "May it Be" interpretada pela Enya:

Link da letra aqui

Como se fosse um resumo poético do filme a letra busca ambientar a caminhada quase solitária de Frodo, para a destruição do Anel. Logo que ele sai de Rivendell, ele se vê duvidoso várias vezes pela sua missão - tanto que o filme acaba na parte em que apenas ele e Sam partem sozinhos até as terras de Mordor, enfrentando os perigos até a destruição.

Partindo para o segundo filme, "As Duas Torres" de 2002, a escolha foi para o ápice do filme, além das batalhas: o personagem Gollum. Para a literatura, um dos personagens mais interessantes já construídos em questão de comportamento, personalidade e características. Para o cinema, um desafio e tanto para o ator, quanto para a tecnologia: Gollum foi a primeira personagem feita por computador, na chamada "motion capture". Um ator (Andy Serkis - excelente) vestia uma macacão colante com pequenos pontos estrategicamente colocados no corpo e especialmente no rosto para a captura de movimentos, que seriam usados como modelo para um programa de computador. 
Marcante, os créditos finais ficaram a cargo da música "Gollum's Song" interpretada pela então desconhecida, Emiliana Torrini:

Link da letra aqui

Explicando a condição de Gollum, Phillipa e Fran buscaram um jeito na letra e na melodia, com uma cantora muita semelhante a também peculiar Björk. Mesmo que sempre prefira vozes masculinas à femininas, devo dizer que essa foi ótima ideia. E acabei gostando da música.

"O Retorno do Rei", lançado em 2003, aquele em que por si só você já choraria muito no cinema, teve uma música de créditos finais arrebatadora (tanto que em 2004 levou Oscar de melhor canção). A escolha foi então da parte mais triste do fim do romance: boa parte dos personagens partem para uma viajem sem volta, inclusive Frodo. O mal foi vencido e derrotado: a era dos homens tem início. Para interpretar "Into the West" escolheram a excelente cantora Annie Lennox, do grupo Eurythmics:

Link para a letra aqui

As três são belas canções, belas obras. Mas em escala de preferência, fico com "Into The West" como a melhor, seguida de "May it Be" e "Gollum's Song" por último, apenas pois nada ouço de Torrini a não ser essa canção. Ela é muito sombria e específica de um tema e personagem. Adoro Enya e Annie Lennox e são as duas cantoras que mais gosto fora do meu padrão de sempre de músicas do rock. Mas ouvir Lennox nessa canção é mais difícil segurar as lágrimas, podem ter certeza.

As escolhas para os 3 filmes d'O Hobbit" foram 3 cantores. Por aí, já achei mais fácil me agradar. Pela história d'O Hobbit, ele possivelmente seria mais leve, já que o livro é mais para o público infanto-juvenil que adulto. Porém a opção de Peter Jackson era acrescentar algumas histórias de apêndices dos livros para meio que fazer um prelúdio completo para "O Senhor dos Anéis". 
Mesmo assim, as músicas não são assim tão levinhas ou alegrinhas. Elas acompanham o esquema da primeira trilogia, mas nas três, elas são músicas que contam a amizade e a aventura de 13 anões mais um hobbit em busca de reclamar a casa destes 13 onde se encontra um dragão. A história do livro é leve, mas no filme passa a ser um pouco mais "feroz", naquela apoteose necessária para filmes.

O primeiro, "Uma Jornada Inesperada" de 2012, teve escolha de uma música que parte dela se encontra no livro e no filme cantado pelos anões na casa de Bilbo - uma adaptação de Misty Mountain" (cuja cena é essa: link). A música tem uma levada tribal, com a ajuda de um "coral" dos Maoris, os nativos da Nova Zelândia que sempre guardaram o pessoal da produção e os atores desde o "Senhor dos Anéis". O intérprete é Neil Finn, também neozelandês, líder da banda Crowded House. A música "Song of Lonely Mountain":

Link da letra aqui

Muito legal, divertida, quase dançante que em letra resume praticamente toda a busca dos 13 anões, liderados pelo herdeiro do trono, Thorin Oakshield.

O segundo filme veio com o título de "Desolação de Smaug" no ano de 2013. A escolha do pessoal da produção foi uma das melhores vozes da atualidade com uma letra que fala especificamente do Dragão - o Smaug - e a possibilidade de morte iminente que está pairando por enfrentarem a ira dele que está tomando conta de toda a riqueza do Reino de Erebor. Aguçar a sua fúria, leva Bilbo e seus companheiros a provocar a destruição da Cidade do Lago... Eis então "I See Fire" - Eu Vejo Fogo.
A música é a coisa mais linda que já ouvi, na interpretação e escrita para um filme. A escolha foi o inglesinho ruivo Ed Sheeran: 

Link para a letra aqui

Ele é ótimo. E olha que músicas inglesas tendem a ser bem chatinhas nos últimos anos. Mas Sheeran não é um destes exemplos, definitivamente!

A saga chegou ao fim nos cinemas na semana passada. Aqui no Brasil a estreia ficou marcada para dia 11 de dezembro sob o nome de "A Batalha dos 5 Exércitos". A música é "The Last Goodbye" e seria impactante tanto quando a do fim de "O Senhor dos Anéis". Dito e feito; a letra trata do último adeus, que em tese, não só que os amigos anões e Bilbo travaram, mas que nós, fãs de Tolkien também fizemos com as adaptações de Peter Jackson. Os direitos dos livros terminaram (há outras obras, mas os herdeiros do professor relutam em não cederem - talvez com alguma boa razão, afinal são bem complicados de serem adaptados e pode ser que, se cair em mãos erradas, as coisas fiquem mais que horríveis, se não tornarem profundas heresias. Os descendentes de Tolkien em sua maioria não gostam dos filmes, e com certa razão. As vezes o PJ faz umas coisas que é quase um ataque cardíaco aos mais fervorosos).

Se lá nos filmes, de ambas as trilogias, há cenas (tanto nas versões estendidas quanto nas dos cinemas) com os atores cantando músicas, houve uma em específico que foi de se acabar em lágrimas: em "O Retorno do Rei", o personagem hobbit Pippin canta uma música triste à Denethor em Gondor. Billy Boyd, o ator de Pippin "causou" mostrando seu talento musical, hoje notável com a sua banda Beecake, mas na época, novidade. Eis a cena: link.
Com "The Last Goodbye" Fran e Phillippa quiseram garantir as lágrimas e chamaram Billy Boyd para interpretar a música do fim do último filme de "O Hobbit" (busquem os lenços):

Letra da música aqui

De preferência - embora sera difícil escolher - fico com "The Last Goodbye", "I see Fire" e "Song of Lonely Mountain". Se não bastasse 6 belas composições de trilha do Howard Shore, eis 6 belíssimas músicas. Trabalho simplesmente perfeito e completo de filme + música. 
No todo "Into The West" e The Last Goodbye" são as minhas mais mais. Seguidas de "I see Fire", "Song of Lonely Mountain", "May it Be" e "Gollum's Song". 
E vocês, com qual (ou quais) ficam?

Com isso também finalizo aqui, desejando a todos uma bela semana. 
Abraços mais que afáveis!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Enfim, o lenga-lenga da McLaren chegou ao fim

Com título rimado, faço o post de hoje.
A equipe McLaren - depois de nos fazer esperançosos semana passada, exatamente na quinta-feira do dia 4, indicaram decisão da dupla de pilotos para 2015, e deixou a gente no vácuo não chegando a nenhuma conclusão a não ser ontem, exatamente uma semana depois do lenga-lenga.
Eu até fiz um post, exatamente uma semana atrás sobre esse anuncia-não-anuncia: McLaren - dificultando a vida
Eu peço, a quem não leu esse post da sexta passada, que faça antes de prosseguir. Eu disse que o impasse estava chato, que a decisão deveria ser rápida ou pelo menos, não deveria ser colocada sob tanto holofote assim. E ainda: as combinações Alonso + Button, Alonso + Magnussen ou Alonso + Vandoorne não seriam mais novidade, então tudo era uma questão meio que ... como posso dizer... Enjoamento?

Pela mídia se ouviu (e se leu) que o GP de Abu Dhabi (sim, aquele "trem" horroroso) seria possivelmente o último de Button, inclusive na categoria. Certamente pareceu isso, pois se formos parar para pensar, rolaria sim esse tipo de coisa, sabem? Aquele cara que veio para equipe, com a pompa de campeão mundial, para fazer da equipe estritamente inglesa, logo, foi o que fielmente permaneceu quando até o bibelô da saia do Ron Dennis catou as tralhas e migrou para aquela que além do motor, foi meio que a rival. Button sofreu absurdos com um carro vergonhoso em 2013 e não mais que de repente, se viu em 2014, razoavelmente bem, mas com a vaga colocada a disposição rapidamente sem muita justiça feita a si. 
Alguns - no que falam por aí - diziam que Alonso queria Button, Ron queria Magnussen e acionistas, o Vandoorne. Se assim foi, no fim, deu a decisão mais sábia, que por sinal, foi a escolha de Alonso:


Magnussen parece que chorou as pitangas, mas ainda tem um espaço muito bom na equipe, mesmo que seja como piloto de testes. Fez pouca bobagem no ano de estréia e acho que pode ficar mais zen.Vandoorne é que não teve muita sorte, mas é novo e ainda tem muito por plantar e se for propício, colher. 
Ultimamente novatos realmente bons está raro. Não tenho ideia se Vandoorne seria um completo desastre ou um sucesso total, mas saber que foi vice da GP2 enquanto um certo alguém, contratado da Sauber para o ano que vem, deixou escorregar pelos dedos, me parece que se dar bem nas categorias de base não é mais, nem por um fiozinho milimétrico, influência para se chegar a F1. Posso tirar isso da cabeça, de uma vez por todas.

Não sou sabe-tudo de F1, só comento aqui no blog pois, como mulher, gosto de falar, palpitar... E gosto da categoria, ainda que ela esteja chata pra chuchu. Mas ter a mídia especializada não deveria cometer deslizes como os que aconteceram: cravar Button fora e Magnussen como companheiro de Alonso foi bola fora. Um pouco de paciência nesse ramo só tem pontos positivos. 

Em todo, naquela mesma postagem de sexta, disse que escolheria Button para ficar e ao que parece ele fica até 2016. Se Ron Dennis foi convencido, foi bem convencido, e há então esperança para a mudança desse cara. Intragável, Ron foi um completo idiota em 2007. O cano entupido arrebentou na cara do Alonso que "p" da vida com a sujeirada, arremessou tudo no ventilador de teto. Com todo o episódio, a mesma mídia especializada que comete erros quase sempre, pintou quadros de personalidades medonhas: a do Alonso quase sempre injusta e exagerada. A de Ron como o chefe esquentado-culpado e de Lewis como santo. Do pau-oco, sempre disse, sempre achei. 
E 8 anos depois, a maré mudou: Alonso voltou a McLaren que quase detonou sua carreira (mas manchou sua personalidade aos olhos de muitos) e Ron agora admite que quem começou seu "problema" com o espanhol foi ... Hamilton. 
Pode ser panos quentes, agora que o cara vai trabalhar novamente para ele. Mas na boa? Sempre soube. Era óbvio. Panaca é Ron Dennis que, apesar de admitir que errou no comando da situação, segurou as pontas para o mimado Lewis. O cara venceu um campeonato com eles a duras penas em 2008, tendo perdido por um ato cômico no ano anterior. Hoje tem ego inflado de bicampeão em outra casa, em outra cerca de puxa-sacos e endinheirados... 
Bobo, Alonso não é, então realmente quando ele diz que coisa melhores virão... Pode estar certo. Há quem confirme que a barba inclusive é só para provocar Ron. E olha, se for para sair daquele marasmo que a Ferrari proporcionou a Alonso, nada mais justo curtir a situação.
E bom que Button fica mais 2 anos. Gosto dele. Um gentleman assim é necessário a F1, ainda mais hoje em dia. 

Por agora, surge uma luzinha fraca na minha ansiedade (que até então estava adormecida e com plaquinha no quarto escrito "não perturbe") para a chegada da temporada de 2015. É fraca, mas existe. Seria ainda mais intensa se a Ferrari pudesse fazer algo útil. Porém, o bom dela vai se limitar novamente a dupla de pilotos (que é outra combinação interessante...). Mas não dá para querer muito mesmo...

Abraços afáveis!

PS: Desejo a todos um fim de semana excelente. Devo aparecer aqui apenas semana que vem. Terei umas coisas para fazer esse fim de semana, que não inclui internet por muito tempo. Porém farei coisas bem agradáveis no meio dos dois dias: vou assistir à "O Hobbit e a Batalha dos 5 Exércitos" no cinema e à jogos da NFL no domingo, já que estamos quase lá nos playoffs. (Só para não perder o costume: *United in Orange!* \o/ )

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

"Separados no nascimento"

Muito bem, o post pode parecer sem noção, mas sem a contribuição potente das vossas digníssimas pessoas, nos comentário, ele vai se tornar ainda mais inútil. Então vamos lá: eu cacei umas figuras aí que são semelhantes umas às outras só para brincar com a ideia de que são parentes, separados quando nasceram... Enfim, que eu acho parecidas.

O primeiro foi uma escolha sem pensar muito. Quando comecei a assistir jogos de futebol americano, a quase três anos atrás, a primeira vez que pus os olhos em Aaron Rodgers, quarterback do Green Bay Packers achei que soava bem parecido com Fernando Alonso. Até na época comentei com umas fãs do piloto, mas não tive resposta muito positiva vindo delas. Na realidade, se limitaram em comentar a foto que escolhi para levantar o assunto (que por sinal Alonso estava com a namorada russa, que "causa" assunto sempre que aparece) e não comentaram se de fato Alonso e Rodgers eram parecidos. Fiquei no vácuo, passei adiante afinal aparentemente não queriam admitir que há outro ser no mundo que possa ser tão atraente quanto Alonso é para elas. A gente tem que abordar tais assuntos, mas tem que saber quando parar antes de ser inconveniente - o que senti que estava sendo. 

Eis que o Ron Groo esses dias me mandou uma mensagem privada lembrando da semelhança entre os caras. Só pude concordar. E a escolha das fotos dos dois só mostrou ainda mais a semelhança. Os créditos da foto vão totalmente para Ron Groo, galera e peço aqui já a licença de usá-la na postagem:


Agora que Alonso aderiu ao uso de barba, estão mais do que iguais. Concordam ou não?

Recentemente, Aaron Rodgers conheceu um comediante inglês que é a sua cara também, exceto pelo porte físico hehehe... O comediante chama-se Tom Wrigglesworth. Já viram o vídeo? É muito legal, acho que vale a pena dedicar-se um pouco ao vídeo:



Outro que acho semelhanças é o amado, idolatrado, salve-salve Tom Brady (Sério, porque amam tanto o cara? Chega a ser doentio... Mas, tudo bem...). 
É sabido - e enche o saquinho da paciência (que já é de filó) - que a Gisele Bundchen é a sua esposa. Aproveitando do tópico Gisele, preciso comentar: só fico sabendo de fofocas fúteis quando sem querer abro portais na internet ou ouço alguém comentando na tv. Outro momento é quando vou à dentistas, médicos ou cabeleireiro. Aí, sempre que esqueço livros, ataco as revistas de fofoca para passar o tempo. Todas, mas TODAS aqui no Brasil (e lá fora também) são cômicas, nas bobagens publicadas e nos textos toscos. Se fala de Gisele e há foto dela com os filhos ou com o marido, a frase de descrição que se segue é sempre a mesma: "Gisele e o marido, jogador de futebol americano, Tom Brady." ou quando só com os filhos eles colocam os nomes, as idades das crianças, "frutos do relacionamento com o marido, jogador de futebol americano, Tom Brady." Eu juro que já li comentários auto explicativos de que ele jogava futebol, "mas não o nosso futebol, o americano"... Custa, escrever Gisele e o marido, Tom Brady? Lá nos EUA ele é bem mais famosinho que ela, mas aqui, "ah ele é um zé ninguém". Só aumenta a credibilidade e o gasto dessas folhas com essas revistas, sinceramente.

Mas vá lá, o assunto e outro. Mr. Brady é um tanto semelhante ao ex da Gisele (também famoso, hein dona Gisele, espertinha!),  o Leonardo DiCaprio. "Viajação" minha, ou existe sim uma semelhança?


Gisele tem meu aval: ainda que prefira o Leonardo, entendo quando se fala em "padrão" de gostos. A gente foge, foge, mas não dá. E o Leonardo andou com umas moças muito parecidas com a Gisele pós fim de namoro. Vai ver foi isso que sugere certa semelhança. Mas Brady, não seguiu isso não. A mãe do seu primeiro filho é modelo e atriz, mas só se iguala à Gisele na esbeltez do corpitcho: 


E eu, que sou uma pessoa estranha, reparei que Tom tem uma mania indiscreta de descansar a mãozona de quarterback nas bundinha murcha das moças. 




Essa última nem está descansando né? Virou vício, podem conferir outras fotos no tio Google- é praticamente todas as fotos assim. Cuidado, vai acabar pegando bundas alheias aí, depois vem processo... #ManuAvisa

Essa semana que passou, Brady me surpreendeu. O pessoal do 10 Jardas publicou um comercial hilário estrelado por ele. Movida pela curiosidade (porque de fato não sou lá fã dele) fui conferir e sim, é bem legal. Se Brady quiser, já pode ser ator depois que aposentar - coragem para usar uma peruca super desfavorável a aparência já teve, o resto então será fichinha!


Para finalizar, estou apenas lembrando de Peyton Manning. Outro também dado a comerciais super bons. (Se os fãs do Brady podem puxar-saco dele, de forma desenfreada, abram alas que voi puxar saco do velhinho Peyton Manning, hehehehehe...) 
Não bem que ele se pareça com alguém (além do pai e irmãos), mas a voz de Peyton me lembra de um outro cara, também Tom, mas nesse caso, o Tom Hanks. 
Hanks tem a voz um pouco menos grave que Peyton, mas os dois tem vozes de idosos, anciãos e apesar de Hanks já ser um cinquentão, sempre teve essa voz e sempre achei que não combinava com ele, apesar de tanto tempo vendo seus filmes, ainda sou tendenciosa. Ouvindo Peyton falar é instantâneo lembrar de Tom Hanks.


PS: esse vídeo do Peyton é ótimo, por sinal. 
Ri demais do jeito que ele fala dos filhos gêmeos e do documentário "Manning Book". Toda a entrevista é muito espirituosa! :D

E aí, povo? Deixo com vocês agora.

Abraços afáveis a todos!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Aniversariante do dia: Corey Taylor

Hoje, dia 8 de dezembro é aniversário do vocalista do Slipknot e da banda Stone Sour, Corey Taylor.
Um cara maneiríssimo até falar chega, bem humorado e excelente músico. Mais que nunca, abro a semana por aqui, com uma singela homenagem, e indicação de música do dia (que já publiquei aqui em outras oportunidades e faço repetidamente, sem menor receio ou arrependimento hehehehehe...):


De novo, afinal é uma das melhores composições de Corey com o Slipknot, de melodia tocante, letra profunda e execução ao vivo bem interessante. 
Felicidades ao Corey, nesses seus 41 anos! E que venha muitos mais!!!

Para quem ainda não leu, aqui vai dois links relacionados ao Corey: Uma postagem que fiz sobre seu livro "Sete Pecados Capitais" (aqui) e sobre os novos vídeos do Slipknot (aqui) - o álbum "5: The Gray Chapter" já saiu. Logo faço meus comentário sobre o disco. Há músicas muito boas! ;) Procurem ouvir se puderem.

Excelente semana a todos!!
Abraços afáveis!!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

McLaren: dificultando a vida


Ontem ficamos a espera de anúncio da McLaren em quem serão seus pilotos para o ano que vem. O mais show é que muita gente de fato, esperou. Eu inclusive, embora, pouco resolva minhas preferências para o caso. Gastei umas horinhas, jogando, ouvindo umas músicas, publicando umas fotos em redes sociais... A equipe então veio com a notícia de que não tinham chegado a nenhuma decisão...


Já não é novidade que vão mudar a dupla de pilotos desde que se confirmou que motores Honda passarão a estar nos carros de 2015. Nesse momento também surgiu um boato que o Fernando Alonso sairia da Ferrari, a caminho da McLaren, lá no começo da segunda parte da temporada. Com a notícia de que Sebastian Vettel também estava de mudança da Red Bull para a Ferrari, quem achava que podia, deixou no ar a surpresa da saída do Alonso da equipe italiana. Oras, Räikkönen tinha um contrato ainda até o ano seguinte e depois de muita dificuldade, a Ferrari assumiu a saída do espanhol, sem cara de muita novidade. 
Nisso, a McLaren não só fazia, como permaneceu fazendo, um jogo duro. 
Passando por cima de qualquer ética e respeito, botaram a vaga de Jenson Button não só à prova, como facilmente substituível por um qualquer (coisa que por mais que se ache Button sem graça, há de se convir que "um qualquer" hoje na F1 dá mais dor de cabeça que divórcio)... Para a segunda vaga ainda disputaria o atual desse ano Kevin Magnussen, que tirando Sérgio Pérez do caminho, pode ter vaga de titular em 2014 - sabe-se lá por qual costa quente, fora o sobrenome razoavelmente conhecido. Não que Kevin fosse merecedor da vaga, mas foi mais que Pérez, na humilde opinião que essa que vos escreve. 
Por fora, ainda há o vice-campeão da GP2 (não era o Nars, querido trio Galvão-Regi-Burti?), o belga Stoffel Vandoorne. 
Quem junta dois mais dois diz que não há dificuldade nenhuma em anunciar Alonso + Magnussen e ponto.
Não se sabe ao certo o que a McLaren quer com esse joguinho. Porque tanto holofote? Vai que nada dá certo em 2015? 


Pode ser também que esteja rolando um leilão de "quem se humilha mais", ou mesmo, um tedioso doce para só informar o que já sabemos. Nenhuma combinação, seja Alonso + Button, Alonso + Magnussen ou mesmo Alonso + Vandoorne, nessa altura do ano, não será novidade alguma.


Nisso, eles continuam essa cena repetitiva e tosca, e vão ao mesmo tempo fazendo Button, Magnussen, e - em menor escala - Vandoorne (que o que vier para ele, é lucro) de bestas, assim como nós que ficamos na espera da tal confirmação como trouxas. Alonso, certamente sabe o que vai fazer da vida, pois parece confiante via Twitter. No mais, é um cara talentoso, que em tese não está sofrendo, afinal não me parece ser uma pessoa que não tenha tudo acertado em poucos dias, muito antes dessa baguncinha provocativa.
Ainda que seja remoto, a gente pode até pensar que vem novidades das grossas por aí, mas sinceramente? Precisa de tudo isso?


Não, não mesmo...

Abraços afáveis!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dica de Leitura: Eu sou Ozzy

Hoje é aniversário de Ozzy Osbourne. Ninguém mais e ninguém menos que ele, uma das lendas vivas do rock, que é um doido varrido, mas dono de uma das vozes mais características do meio e de indiscutível talento.


Há muito o que falar dele, na realidade há um monte de histórias, seja sobre músicas, turnês, aparições e até um reality show com a família (muito bom por sinal... rsrsrsrs...). Tanto é que para a data de "comemoração" de 66 anos desse cara, escolhi falar um pouco do livro dele que li alguns anos atrás e me diverti horrores:

"Eu sou Ozzy" 

Leituras de autobiografias podem ser chatas, uma vez que certos detalhes são ocultados ou propositalmente escondidos. Ainda pode explorar um ego exagerado, de forma quase dispensável dependendo do autor. Biografias podem ser um tanto piores: elas podem apelar para trechos polêmicos, as vezes vexatórios, apenas com o propósito de venda que boa parte vai para o autor da obra. Há também aqueles que tem dois anos de carreira e deixam fazerem livros de biografias que vendem absurdos. Uma bobagem, eu diria. Ozzy tem muito mais a contar que um Justin Bieber. E sendo justa: me interessa muito mais sobre as maluquices do velho, que as "pataquadas" do jovem (facilmente disponíveis nos sites de fofoca da vida, inclusive). 
No caso dessa autobiografia de Ozzy, ela é definitivamente a cara dele. Logo de começo ele avisa que muita coisa contada é aleatória - foi apenas organizada para que ele pudesse contar o que lembrava. Ou seja, se há alguma coisa faltando, nem mesmo ele lembra direito, rsrsrsrsrs...
Felizmente, apesar de ter esquecido algumas coisas - provavelmente pelo uso dos narcóticos que quase afundaram ele de vez para o plano dos não vivos - os fatos contados são (de certa forma) hilários. Há cenas que se vocês imaginarem, não são nada legais do ponto de vista da moral e dos bons costumes, mas vá lá, ele mesmo propôs contar, então, que possamos rir da situação e se divertir, já que faz parte de uma história. (Eis uma das maravilhas de se divertir lendo livros). Uma delas, conta um surto - regado à drogas, claro - em que ele atirou em suas galinhas. Uma loucura e meia, mas ao mesmo tempo que é chocante é contada de forma bem humorada (apesar de se arrepender das coisas mais horrorosas que aprontou e deixar claro sempre que pode, a cada momento ruim).
Toda a escrita acompanha os fatos importantes de sua vida: vida de jovem inglês, a entrada para o Black Sabbath, a sua formação como músico, seu envolvimento exagerado com as drogas, a saída da banda e o começo da carreira solo - dentre isso, o convívio e amizade que acabou com a trágica morte de Randy Rhoads, evento que deu um tanto de juízo à Ozzy, que tinha naquele momento embarcado na construção de uma nova família, em seu segundo casamento com a atual esposa, Sharon. E sim, ele comenta sobre a cena em Des Moines, no estado americano de Iowa, da qual ficou conhecido entre os leigos como "o cara que comeu um morcego". Sobre isso, não contarei, a visão dele sobre, até porque perde a graça. 
Fica a cargo de vocês agora, procurarem o livro e se inteirarem das memórias do grande Ozzy Osbourne. Para quem gosta dele como músico e figura artística, é leitura indispensável! 

Feliz 66 anos, e muito mais ao Ozzy!


Abraços afáveis!