quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Tag Musical: Músicas que você escolheria para (#17)

♫ Música que você escolheria para

♫ Dia 17: Lembrar da melhor época da sua vida

Procurei na minha memória. Não sei se por pessimismo, mas não teve uma etapa perfeita. Tudo em algum ponto deixava as coisas meio amargas. Me veio o ano de 2006 à mente: ano em que tive resoluções - passei na federal, cresci mentalmente, decidi coisas por mim mesma, tive mais liberdade com relação aos meus familiares, e fiz coisas diferentes com a minha irmã companheira de sempre, Michelle, como ir à shows, peças de teatro, sem amarras, livres. Mas também não foi um ano perfeito: houveram conflitos em que me senti afetada, havia passado por um choque de realidade como repetir matéria na universidade e me afundei no desespero de recuperar o tempo perdido das reprovações no semestre seguinte, não fazendo mais nada na vida a não ser ir para faculdade, chegar tarde em casa e não ter ânimo nem para comer. Esgotada, entrei em 2007, num dos piores anos da minha vida - agora, só batido por 2017.

O período até meados de 2006 foram bons. Coloquei na cabeça o que queria da minha vida e segui adiante. Estive mais tempo em contato com amigos, estudei, me esforcei e me empenhei em muita coisa na fase dos colegiais - que já na minha geração não apresentavam as mesmas motivações: faculdade era e é sinônimo de eterna festa. Eis a razão de nos depararmos com tantos profissionais ruins por aí.

Está certo que depois perdi o fio da meada das coisas, e decisões que vieram depois da crise de 2007 foi crucial para que eu me afundasse de vez em 2017. Mas antes, eu era feliz, apesar dos pesares.

O começo dos anos 2000 eu estava "evoluindo" em termos de música. Me lembro de ouvir bastante Helloween nesta fase, então, escolhi uma das canções deles, que define bem o meu sentimento naquela época de colegial e cursinho, diretamente na letra, afinal de contas, apesar de ter convicções do que queria fazer, temia o futuro como qualquer pessoa, mas estava animada em enfrentar. Parece esse o sentimento da música para essa tag:


Deixem os comentários sobre a canção da qual lembra a boa época da vida de vocês!

Para conferir as tags que já passaram por esse desafio, basta clicar nos links:

♫ 1- (Música que escolheria para usar como despertador);
♫ 2 - (Música que escolheria para ajudar a dormir);
♫ 3 - (Música que você escolheria para ler um livro); 
♫ 4 - (Música que você escolheria para um dia de sol);
♫ 5 - (Música para ouvir num dia de chuva);
♫ 6 - (Música para malhar em casa ou na academia);
♫ 7 - (Música para cantar no chuveiro);
♫ 8 - (Música para ouvir numa viagem de carro);
♫ 9 - (Música para beijar a pessoa amada);
♫ 10 - (Música para fazer um trabalho manual ou no computador);
♫ 11 - (Música para arrumar um quarto bagunçado);
♫ 12 - (Música para ouvir no carro a caminho de uma festa ou show);

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

F1 2018: Carros, pinturas e afins

Estou de volta, claro, como prometi, e com aquilo que fez o blog tomar corpo: F1.
Vou confidenciar uma coisa com todos: estou com uma bela de uma preguiça da 69ª temporada da F1. 
Não porque estou na bobagem semelhante ao #ForaTemer, trocada pela #ForaLiberty. Não, nem quero Ecclestone de volta. Na boa: tanto faz como tanto fez.
Não acho - embora não concorde - que a noção do politicamente correto, abordado com o exclusão das Grid Girls dos GPs seja algo assim tão agravante. Já falei disso aqui, de forma ate meio radical, confesso, mas passou.
Estou com preguiça de tudo. Inclusive dos "entendedores" e a mídia especializada. Cada vez menos, quem gosta da F1 como eu, merece ser ouvido ou lido. 
Já fiz parte de grupos de fãs, já fui assídua em portais de notícias de esporte... Saí do primeiro pois cansei de gente entendida, metida a besta, que vive no passado. Desisti do segundo, muito antes do papo "Williams-Massa-Kubica", do fim do ano anterior para esse. Vocês sabem do que eu estou falando.

Neste começo de ano, tivemos as apresentações de carros.  Dessa foto temos alguns, faltando a Force India e a Toro Rosso:


Muitas cores, carros até bonitos, apesar do polêmico "halo". Esse é um assunto mega engraçado. Todo ano tem alguma coisa que todo mundo detesta. Teve a tal barbatana de tubarão. Foi um drama de novela mexicana. Antes teve bicos fálicos... Rendeu boas (e ruins, claro) piadas de duplo sentido. Mas muita gente gastou dedo e saliva reclamando do quanto eram feios, desproporcionais e outras coisas. Não li (mais uma razão para largar de mão muito antes, os portais de notícias) uma mísera matéria explicando a função exata e o quanto são importantes para o carro, para o piloto e para a velocidade, todas as coisas que criatura vocifera ou vociferou por "ser feio". 
Se estamos aqui pela estética, voltemos com as Grid Girls para os fãs, e escolhamos pilotos mais  padrão Jenson Button para as fãs. 
Enquanto todos falam da feiura e estranheza do halo, eu acho que, sim, esteticamente, feios, mas esse não é o problema de se rasgar de raiva com a categoria.
Nem mesmo pinturas ou cores desagradáveis. Esse branco com faixinhas discretas azul e vermelha da Williams é horroroso para mim. Mas é o famoso: E daí?! 
Amei o carro da Red Bull, mas é provisório, e lá vem estrago. E o kiko? Laranja e azul da McLaren é chocante, mas bonito. Os fãs estão divididos, mas olha só, o importante não é a tinta, é o interno dele... E aí a decepção acontece no segundo que o carro vai pra pista. Os detratores pisam, os fãs sofrem por antecipação.
Ninguém pega um engenheiro, senta com ele, mostra as fotos e faz uma matéria falando que os bicos de um são assim, as asas móveis são assado. 
Ninguém também mete o pau nos pilotos hegemônicos que nem o Hamilton, grande detentor de recordes apenas porque tem um carro perfeito. Eles caçam o companheiro, para dizer que ele tem talento enquanto o avesso, nunca tem o mesmo rendimento. Em que mundo teria? 
Não sei porque, ainda, se rasgar de raiva pela cor azul nas asas dianteiras da McLaren e questionar a falta da cor no macacão dos pilotos... Oras, porque não gritar pela categoria que tolhe a competição sempre que convém? Claro que em 2017, diminuiu as punições desmedidas, mas houve circunstâncias em que a gente percebeu a injustiça, mas ninguém chiou. 

 As vezes penso que, a mídia também não ajuda neste ponto. Não ajuda em nada, na verdade. Eles não gastam tempo com isso porque explicar a coisa certa, não dá em nada. Eles gostam de inventar contos mesmo, só para os papagaios repetirem depois. As certezas de conspirações, as "visitas" que o Galvão costuma dizer que faz são semelhantes aos que "jornalistas" fazem. As entrevistas mal traduzidas de pilotos à dirigentes, os recortes de informações destacando o que convém é maracutaia inerente no jornalismo brasileiro. Fora os boatos, que viram verdade as vezes só aqui. O que dizer do único país no mundo que acredita piamente que Santos Dumont foi o primeiro a colocar um avião no ar? Nada mais do que impropriedade e amadorismo para falar de um esporte que parece complexo, mas não é tanto. Talvez tenham medo de um qualquer tomar o lugar deles.

Vou além: eles são amadores, sim e eles sabem. Fazem de propósito. 1/4 por se acharem os tais. Mais 1/4 por ser mais fácil jogar uns pozinhos mágicos e inventar umas coisas das quais acha que é mais propício na mente irracional movida por paixões dos fãs, do que conhecimento de causa e esclarecer razões por detrás de qualquer notícia e fala dos reais envolvidos. 2/4 é muita coisa, mas eu só não bato carimbo, porque tenho consciência da minha inexpressividade: na maioria dos casos, especialistas não falam dos carros, das estruturas aerodinâmicas, por chover no molhado (Claro, pois ninguém quer saber de técnica, de ciência, afinal, há quem esteja batendo o pé no "a Terra é plana!!!"). Eis a razão por estar mais e mais com preguiça da temporada 2018: mesmo quando a coisa está boa, Hamilton e a Mercedes vem e acaba com toda mínima emoção e imprevisibilidade que poderíamos ter. Mesmo quando a coisa está competitiva, os coleguinhas escolhem um herói e um vilão - que é endeusado ou massacrado muitas vezes, sem amostras verdadeiras de um ou outro e acaba que a maré entorna o caldo para o pintado como "Darth Vader" da temporada.

Estou com preguiça mesmo, afinal vivo na sonífera ilha do gosto da F1: todos detestam a pintura do carro x, e eu acabo gostando. Aprendi de uma vez por todas que a pintura não me interessa. 
Aprendi também que tudo dito pelo piloto no começo da temporada é pura "bullshit". Nenhum piloto vai ser do tipo "o carro é uma merda, vai ser um ano difícil", pois dependendo da temperatura das suas costas, se for baixa, ele é substituído por um "mais novo". Mas há quem escuta o cara como se fosse mandamento no alto da montanha. Não ouço também reclamação de dirigente, como se ele tivesse humilhando piloto famoso. Ninguém ali dentro é só vitima ou só tirano. E se assim for, porque ainda insistir no acompanhar os processos? Sadismo tem limite. Pelo menos, para mim.

Certamente, esse ano, vou assistir e comentar F1 sem amarras com pilotos. Tenho meus preferidos, mas despida da "paixão", a gente fala menos besteira. 
Uma coisa vai ficar sem graça: estou sem o Massa para poder criticar hahahahaha... Vou ter exclusividade para o Hamilton, para o horror de seus fãs, se é que eles acessam esse espaço.
No mais, 25 de março ainda demora. Mas é certo que, continuarei com as colunas (talvez mais curtas e diretas esse ano - pois, quem me acompanha, já deve ter percebido que ando repetitiva nas minhas análises), continuarei com as legendas de fotos no meio da semana, à cada GP. Humor deve prevalecer.

Antes do dia 25/03 então, aviso que terei novidades no blog. Uma delas, uma reformulação do Corrente Musical que seguirá contando com a escolha de vocês para as postagens semanais. Terei também assiduidade para escrever sobre filmes, dicas de 15 em 15 dias. Estou de volta. Espero que todos estejam bem.

Abraços afáveis!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Pausa no blog: uma pequena férias

Aviso à todos:

Estarei dando uma pausa no blog, umas férias para ele. Provavelmente, retorno quando a F1 estiver para começar. Não prometerei uma data de retorno pois ainda não sei como estará meu tempo nos próximos dias, mas encaixarei um jeito de continuar com esse espaço. Estou também dando uma pausa nas redes sociais. Só não atualizarei os perfis, nem estarei online por mais do que uma hora. Vez ou outra, estarei acessando essas páginas para verificar qualquer forma de contato. Para os que constantemente me escrevem, já estão avisados que terão outras formas de me contactar com mais rapidez, caso precisem de algo. 
Por uma razão pessoal, a escolha de fazer esse "afastamento" surgiu e ocorreu de avisar no geral sobre a decisão. Ocorreu também de escolher dar umas férias para os textos e publicações. No mais, quero que saibam que logo que eu me "ajustar", estarei de volta falando da F1 e outras coisas que me apetecem.

Abraços afáveis e fiquem bem!

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Drop - Gota D'água: Desconforto, Arruda e Philadelphia Eagles

Sabe as gotas d'água? Então...

Drop 1:

Já pararam para pensar o quanto difícil é passar por uma fase ruim em que alguns a sua volta tem um palpite para dar ou um jeitinho de te afundar ainda mais?
Todos já escutaram - especialmente dos mais velhos - que educação é tudo na vida. Pelo menos as pessoa de mais idade comigo, sempre disseram que gostam muito do empenho que tenho em estudos. Agora aquelas que não tem os cabelinhos de algodão doce, ah, são pessoas que em níveis diferentes que me irritam: 
Grupo a) Os que acham que devo me sujeitar a qualquer coisa que chama de emprego. "Dê aulas, pegue designações, sempre precisa de professor nas escolas! Sem experiência da aula, você não cresce...!" 
Gosto de ensinar. Mesmo com alunos cada vez menos interessados e com metas de ensino do governo totalmente sem noção, eu ainda acho que estar 4 horas mudando de sala em sala vale o mísero salário. O que não vale é o extra sala de aula, com reuniões e gente frustrada da vida reclamando no seu ouvido. 
Experiência de aula se adquire com uma coisa muito simples: estudo contínuo. Me deparei com  um alto despreparo de profissionais que "caíram" na docência e estagnaram. Ensinam qualquer coisa e se dá errado, a carta na manga é culpar os discentes. 
Todos os meus conhecidos, estagnaram. Estão fazendo carreira e não passam na Universidade nem na calçada mais... 

Grupo b) Os que acham que devo dar aulas/trabalhar e estudar. 
Eu escrevi que as pessoas fazem as duas coisas? Pois é porque não conheço quem faz as duas coisas realmente. Quem estuda, tem bolsa, burla para ter bolsa, tem costa-quente-orientador, ou, tem "paitrocínio". Quem faz as duas coisas: chega num ponto que os estudos são segunda prioridade, quiçá a terceira. Conheço gente que fez porcarias de pós graduação, para ter título, mas nadou de braçada no trabalho: o trabalho é a desculpa para a pesquisa estar parada, e a pesquisa é a desculpa para o chefe.
Ousaria fazer as duas coisas se a escola não tivesse me deixado com asco de "reunião pedagógica".
Além disso, designação é dada para aquele que tem 800 horas/aula. No máximo posso pegar é substituição, isso se não aparecer ninguém mais para a vaga. Graças aos "burrocratas" do governo, o seu valor não é medido em conhecimento ou titulação. Seu valor é medido em quanto tempo você ficou à mercê deles. Concorrer à vaga de substituta e perder para alguém que diz "invéis" a cada cinco segundos numa sentença, ou substituir gestante que durante a graduação colou em provas, roubou trabalhos, saía da sala para dormir no sofá do DA e não sabia que Chico Buarque escreveu o "Calabar" pouco antes de trabalhar no núcleo de teatro, é no mínimo desmoralizante. Ter que fazer todo o trabalho de uma pseudo professora que não soube fazer nada e não era nem formada em História, joga terra por cima quando você se vê no buraco. Foi necessariamente para isso que passei 10 anos na faculdade. #sqn

Grupo c) Concurseiros e exaltadores de título. Os que acham que eu posso fazer concurso de tudo, que eu entro em qualquer lugar que tiver edital porque eu tenho curso superior de federal e que pela meu mestrado, eu vou ganhar muito bem... São os mesmos que dizem que se eu disser para aquela escola particular ali que tenho mestrado, eu entro na vaga de professora... Há! Pegadinha do Malandro!!! 
Concurso são anos de dedicação aos estudos - para alguns deles, tem que ser à exaustão, tentativa e erro - para conseguir alguma coisas. Meu mestrado não serve para nada hoje. As escolas e faculdades particulares são dadas ao básico "QI", o "Quem Indica": é preciso conhecer o dono, dever favor à alguém que trabalha lá, saber quem é o presidente da faculdade, a secretária do político tal que tem parte ali...

E eu caio, sim senhores, na besteira de pedir ajuda para conhecidos desses grupos: "se souberem de algo, me avisa"... Ouço: "Dê aulas", "Largue de fazer doutorado, isso é um sinal de Deus que não é agora...", "Peça para a fulana, que ela te ajuda...". Não que eu queria as coisas fáceis, mas, um simples "está bem, se souber de algo te ligo" é bem melhor do que me forçar à soluções que não são tão simples.

E de agora em diante, o lance é seguinte - não contar planos à ninguém, não pedir nada para ninguém. Nem me lamentar. Há os que gostam da derrota do outro para se sentirem bem. Mais ainda: não existe bom samaritano que vai te ajudar nessas horas. É perigoso aparecer alguma coisa que é ideal para mim e tomarem de mim, do tanto que são caras-de-pau.

Drop 2:

Arruda realmente resolve para urucubaca? Pois é isso. Desde que perdi a chance de fazer doutorado em História, graças à incompetência alheia - inclusive de parte da elite historiadora e grande parte da elite intelectual e acadêmica desse país - todo dia é um 7 x 1. 
Eu que ri tanto daqueles apagões do o timeco brasileiro e gols seguidos da seleção alemã na Copa do Mundo de 2014, sofro na pele o que é tomar 7 e não saber defender o gol...
Coisas grandes desde: todas as possibilidades de estudo se esvaírem pelos dedos, dados como garantidos, mas "cancelado", "falta vagas" ou - e o mais dilacerante - "falta dinheiro", até pequenas e sem controle de chuvas que detonaram a rede de telefone e internet até mais chuva que faz com que destruísse todo o fim de semana.
Sábado à noite eu ia à uma festa vestida de Hard Rock - Hair Band tipo Poison, com maquiagem brilhenta, cabelo armado, calça colada e saltão. Breguérrima, mas sempre quis uma chance de fazer isso e tinha uma oportunidade de uma festa de rock temática. 20hs da noite, decido me arrumar, começa uma ventania, um chuvão e ficamos sem energia. Não saio de casa, vou dormir triste e amanheço sem energia no domingo. 
Assim, secretaria de obras, CEMIG não estavam com vontade de resolver as árvores caídas pela cidade, nem mesmo os transformadores... Mais de 24 horas sem luz e para piorar, não vi o Super Bowl ao vivo.
Digam se não preciso de uma benzedeira?

Buenas, imagino que posts dessa natureza são chatos pra caramba, vamos tentar falar de coisa boa.

Drop 3

E então, tanta gente choramingando sobre o SB: ou como hater, ou como hater dos times que jogavam, eu daria qualquer coisa para ter energia na hora do jogo... 
Menos mal, ainda bem que não apostei com ninguém que o New England venceria o SB. Tudo dava conta de que seria eles, mas lá no fundo eu sabia que "Eagles" poderia sim vir a ser vitoriosos e pois, mereciam muito a vitória. 
Sem gotas d'água (tanto de chuva, quanto de problemas) a energia voltou de madrugada e pude conferir um (ruim e cortado) VT do jogo. Estava torcendo pelo Eagles e fingi que não tinha internet, não abri nenhuma rede social que me contasse o resultado, nem nenhuma mensagem. Assisti o VT como se fosse ao vivo. Uma grata surpresa ter visto que estava errada na expectativa de outra vitória do Patriots, sinceramente.
Foi um bom jogo e bem feito principalmente por parte de Nick Foles, que deveria ter dado de Kirk Cousins num básico "You Like That" para aqueles que disseram que ele era um nada. 
Bom, bonito e agradável. \o/
Não conheço nenhum fã dos Eagles, mas se caso surja algum lendo esse post (acho difícil): um salve para você! 
Agora pode ser que brote uma galera fã do time pois, modinha sempre tá pronto para "nascer", rsrsrsrsrs...

Uma imagemzinha adorável para um post meio amargo:



Findando-se, desejo a todos um começo de semana bom e descente. 
Volto com o humor melhorado, prometo. 
Abraços afáveis! 

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Palestrinhas, lacradores e pseudo entendedores: Polêmicas miúdas

O texto de hoje vai ser um resumo do grande descaso que há na nossa vida cotidiana de internet. Descaso em que sentido? No sentido de termos um sem número de informações e postagens que atentam à nossa inteligência em doses homeopáticas até por fim causar tamanho dano que você se torne amargo o suficiente para afastar de você o resto de amigos e conhecidos que meramente tolerava pela visão periférica que possuem de todas as vertentes que regem a vida humana.

Tivemos um bom começo de ano pautado em grandes irracionalidades escancaradas como bem feitorias, aplaudidas à ponto de fazer as mãos arderem como se tivessem encostado em um ferro quente.
Devo dizer a todos: passa ano e sai ano e a porcaria do politicamente correto, de fato, tornou-se não são chato, como também, burro. E olha, o politicamente correto não permite que a gente use essa palavra, mas infelizmente, não vejo melhor termo para nossos tempos.

O simples fato de você achar decente a condenação de um ex-presidente trouxe à tona o julgamento e acusação de uma noção política ideológica que certamente a maioria que recebe esse rótulo nunca teve: ser direitista. Conhecer minimamente de processos agora também é o mesmo que nada. O achismo ganhou novamente. O que teve de pessoa letrada que disse que o processo era uma fraude... Quase dava um gibi. 
Desde o Impeachment da Dilma, brasileiro cospe palavras como "golpe", "democracia" como se tivessem engolido uma mosca e precisasse se desfazer dela antes de ser engolida. Achando que sabem explicar com propriedade quaisquer dessas situações, agora a moda é "atentado ao Estado de Direito". Ouse perguntar ao "palestrinha" do que se trata isso e prepare a pipoca. Você terá mais comédia vindo daí do que o canal Comedy Central.

Aceitando primorosamente que ninguém deve saber de tudo, a pergunta que fica é: porque não ficar calado e transparecer inteligência, e abrir a boca e confirmar a falta dela?
Porque agora vivemos no estado de direito! Direito a dizer tudo que pensa, mas ai de você se dizer algo que vai contra o que eu penso. Ui, que medo.
Cultuar gente medíocre agora é mais peça chave no guarda-roupa. Mais que a calça jeans.

Situações "lacradoras" dos cultuados: Atrizes fazem discursos sobre assédio em seguimentos de emprego, especialmente em Hollywood. O homem agora é um verdadeiro lixo. Produtores, diretores, colegas de trabalho são trogloditas em potencial. Se não tem denúncias sobre eles, a mídia trata de caçar um podre do passado. Sim, pois nós nunca na vida, nunca nos exaltamos com alguém, nunca xingamos um familiar na hora da briga, e jamais agimos com raiva e ofensa a ponto de ferir alguém. Cabe à nós, santos, acusar os que já fizeram isso. E a "caça aos bruxos" está à solta. Ninguém se salva. Como diria o filósofo Bruce Dickinson: "Run to the hills..."

Uma atriz que ganha o Oscar por filme que fez com o Woody Allen, some. Juro que procurei, mas ela não declarou nada sobre a polêmica do diretor problemático.  Mas os atores e atrizes "lacradores" que trabalharam com ele se prestam (coagidos?) a falarem sobre o arrependimento de terem trabalhado com um homem tão vil e amoral. Alguns viram ícones do "bom senso" ao doarem cachê do último trabalho com o diretor... A vida privada do cara sobressai e define o caráter. Tudo que ele já fez profissionalmente (ainda que eu particularmente deteste) vira pó e é desacreditado. E como fica a atriz que ganhou Oscar a partir do trabalho que fez com a ideia de filme dele? Sem informação. Ai de nós pressionarmos ela na parede.
Eu sei e entendo que há ideologias e coisas em que acreditamos e quando nos deparamos com algo que abominamos e discordamos torna-se difícil de aceitar e de se submeter. Mas, quer dizer então que, o passado de uma pessoa agora deve ser levado em conta para me relacionar profissionalmente come ela? Então, me diga: ex detentos são caso perdido? Eu não posso aceitar que eles ou elas tenham um emprego na minha empresa porque cometeram um erro na vida e depois de pagarem por isso, devo deixar que morram de fome? Você ter fugido de casa, falado umas porcarias para sua família, indica que não pode voltar e pedir perdão pelo feito desonroso?
Ninguém então é passível de reformular-se, mudar e tentar ser gente de novo? É isso que parece estarem dizendo. Afinal, é 8 ou 80: se o cara assediou, ele não é indicado à Oscar. Mesmo que ele prove que ele não fez nada, ele vai ser eternamente um porco, pois a palavra da vítima é incontestável.

Vejam bem: Não digo que devemos passar a cabeça na mão de gente que de fato possa ter sido bruta, cruel. Mas isso não é peculiaridade de uma cor de pele, gênero, etnia, religião, ideologia política ou o que quer que seja. É muito difícil entender os dois lados, mas certamente, radicalizar, banir, segregar não é nem de longe o melhor caminho. Se a pessoa é um grande babaca, abusador, violento, tarado, porque precisou de um para contar, para milhares dizer eu também? Já viram o filme "As bruxas de Salem"? Uma faz uma acusação sob vingança, outras começam com as maluquices de possessão logo depois e vira uma bola de neve. 
As primeiras pessoas a falarem do tanto de seus "umbiguizentos" direitos e lutas são as primeiras a detonarem qualquer segmento que seja opressor de alguma forma, seja em ações ou meramente um olhar torto.
Percebam a contradição tamanha: Mulheres não querem ser oprimidas, mas oprimem quem se interessa por elas afetivamente - mesmo que não seja recíproco e passam a insistir, principalmente. 
Agem de má fé usando uma roupa transparente em eventos, e não aceitam serem julgadas por quem discorda da conduta adotada.
Mas não estão livres da hipocrisia idêntica aos detratores, pois, detonam os homens assediadores, mas se aparece um que rasteja por elas e é, bem apessoado, a coisa toma novas formas: será o marido que cuida dos filhos enquanto ela trabalha fora. Os direitos iguais não são só iguais, é uma troca na verdade: Se antes era subserviente, agora eu mando e piso em cima de salto alto, para fazer doer.
Tudo numa boa, colocar mulheres fortes e ícones para serem exemplos, mas inventá-las em contextos das quais elas não estavam ali para exaltação e culto, eu não vou aplaudir. Não mesmo. Gosto de gente autêntica, não massa de manobra. Sim, vou preferir Marie Curie de ícone feminino à Frida Kahlo, pelos feitos da primeira ser muito mais expressivos que o da segunda. Vou preferir J. K. Rowling à Stephenie Meyer, por ter feito uma sequência de livros ao menos, mais profundos e sim, cujo herói é do sexo masculino. Vou preferir Éowyn à Tauriel na sagas do Tolkien, pois a primeira existe na história subcriada e é guerreira e donzela ao mesmo tempo, do que uma elfa inventada pelos roteiristas do filme, além de ser absolutamente insossa não se encaixa na adaptação. Vamos falar de direitos? É o meu direito de pensar e escolher dessa forma. Não precisa se rasgarem por isso. Eu aqui no meu interior de Minas, não afetará as suas lutas pseudointelectuais. Podem acreditar. Eu até ofereço pão de queijo e café se vocês prometerem não me crucificar, nem me chamar de coxinha.

Tudo numa boa, mais ainda, se tiver filmes de casais gays, transgêneros em luta por serem reconhecidos como "normais". Eu só acho bizarro achar isso uma coisa super "da hora", pois, para mim, eles são normais, então, não vejo peculiaridade em tornar suas histórias tão especiais em um filme. Por isso, não vai ser meu filme favorito o casal gay que se relaciona num filme parado e arrastado como "Me Chame Pelo Seu Nome". Nem mesmo pois tem Armie Hammer que é mesmo um cara apaixonante e justifica a atração do tal menino interpretado por Thimotèe Charlamet. Casal gay que quebrou paradigmas aconteceu lá com o "O Segredo de Brokeback Mountain" se não antes (confesso que me falta conhecimento, então). Casal gay bonito, sofrido, sem ser erótico, já foi premiado e aclamado ano passado com o "Moonlight - A Luz do Luar". Um longa muito melhor, diga-se.  Talvez aprecie um filme dramático chileno com uma transgênero lutando pelo direito de acompanhar o enterro do ex namorado que tanto amou, mas que a família do mesmo acha a sua presença vergonhosa. Interpretação boa, história sofrida, momento de reflexão. Ótimo. Bola para frente, qual é o próximo filme?
"Ah, lacrou!" é comentário que para mim, já deu preguiça e nem quero ouvir o resto... 

Essa semana até o esporte adentrou no contexto do politicamente correto. Um dos casos foi que Tom Brady teve a filha (com a modelo Gisele Bündchen, e por isso o holofote da imprensa) criticada por um jornalista de Boston. Em um contexto não destacado pela mídia, o infeliz chamou a menina de pestinha ou algo correlato, o que fez o jogador se retirar da entrevista pela ofensa gratuita.
Sim, sem o contexto fica fácil julgar o cara: é feio falar isso de crianças inocentes que não podem sequer se defender. Além disso, jornalista é em suma profissional que vez ou outra é infeliz nas colocações. O politicamente correto manda também que não devemos fazer ofensas dessa natureza assim, por mais raiva que tenhamos do outro. Pode causar traumas, choros e revolta. Pode causar processos bem dados e demissões. Mães e pais são julgados quando gritam ofensas aos filhos que dirá um outro? Meu Deus!
Mas e se o cara foi pentelhado pela menina e ele, tem aversão à crianças? Pois isso existe. Tem gente que não suporta os filhotes humanos espoletas. Parecem que nunca foram uma. Parece meio heresia falar assim, mesmo que de fato, a criança seja uma "peste", que você receba em casa e quando ela vá embora, parece que passou um furacão no lugar.. Você é superior e deve se controlar, catar toda a bagunça e tentar não externar seu descontentamento com a criança nem com a família dela. É o típico: não importa. Engole aí boneco, que essas coisas não se falam, por mais que se queria.
Já viram que pais e mães viram bicho quando se faz algo com seus filhos? Então, foi assim que Brady agiu. Muita gente teria feito o mesmo.
 O jornalista achando no direito de ofender, fez e foi punido com demissão. Mas o mesmo direito que ele exerceu para fazer essa bobagem é o direito que inúmeros de nós exercemos (eu inclusive, com esse texto) de expor opiniões sobre qualquer coisa que nos afeta. Uma hora, dá "M" e as vezes é muita ou pouca, mas você é responsável pela caquinha espalhada e é aquele que tem que limpar sozinho. 

E então a Liberty Media, lança mão da retirada das Grid Girls da F1. Eu, uma mulher de 30 anos, que acompanha a F1 na metade destes anos, convictamente heterossexual, obrigada, não liga se tem moças segurando plaquinhas com números e nomes de pilotos. O importante, que eu saiba, é ter corridas, carros competindo - ainda que saibamos sempre quem vencerá - e se tiver competidores bonitos, não vou negar, vou admirar assim que eles estiverem sem capacete. Assim, como os caras também estão livres para olharem as grid girls e sonharem com elas em seus sofás e poltronas.
O "banimento das" grid girls tem consequências. Os pilotos, por acaso, não terão "teretetês" com as modelos que trabalham ali nesse ofício. E elas, não poderão ter acesso aos ricaços dos paddock, seja eles donos de equipes, dirigentes e funcionários. Também não poderão se exibir caso gostem de fazê-lo, não poderão ter mais chances fazer carreira de modelo deslanchar, nem poderão ter contatos profissionais com alguma empresa de publicidade, caso surgisse a oportunidade...
A questão colocada é que no século XXI esse tipo de "serviço" não é mais bem visto. É exposição feminina, do estético e nada mais. E as que lutaram pela igualdade dos gêneros e contribuíram para esse pensamento da Liberty, sequer fez com que pensassem também que, talvez, remotamente, lá no fundo, essas moças de fato GOSTAM de ser Grid Girls e queriam continuar sendo. A igualdade de luta de umas, sobrepôs a liberdade de escolha de outras. E isso, senhores, eu não concordo nem sob decreto. Eu acho que todo mundo deve enfiar uma coisa bem simples na cabeça: a plantação é opcional, mas a colheita é obrigatória - já diz bem meu cabeleireiro. No caso, essas mulheres plantaram, mas veio uma baita enchente e levou tudo que elas poderiam colher do "esforço" (seja ele de qual "semente" era).

Vamos apertar mãos, sorrir e brincar com a pessoa com mais amistosidade, mesmo que ele tenha dito que vai votar num ladrão nas próximas eleições ou que gosta de filme dublado. Se ele insistir em votar no doidão dos 9 dedos, ajude ele a compreender que não pode ficar mais tendo político pet. Se ele não quiser ajuda, mude de assunto: pergunta se ele acha vai chover porque você tem uma festa infantil para ir no fim de semana e não quer chegar lá encharcado. Quando o ladrão vencer as eleições e ele estiver na pindaíba de dinheiro, aí talvez você pode até "trollar" o coleguinha pela escolha mal feita e dizer: "eu aviseeei" e esperar que a ficha dele caia. Se não cair, dê de ombros. Sua parte fez. Explore seu lado bom e ative o esquecimento. Mude de assunto e pergunte se ele assistiu algum filme bom ultimamente que não seja estrelado pelo Adam Sandler. Não levar as coisas à ferro e fogo, ajuda na saúde, melhor que sal do Himalaia. Vai por mim.
Seja gay, transgênero, negro, mulher, evangélico, muçulmano, judeu, católico, umbandista, cigano, deficiente físico, psíquico, asiático, alemão, latino, petista ou tucano, vegano ou carnívoro, ou nada disso, não muda para mim - é um ser humano e se puder, deve agir como tal pelo menos na maior parte do tempo do seu dia. Tradução: ser moralmente decente e não expor seus "achismos" porque "leu na internet". Leia um livro, que tal? Se for um "asshole" até quando dorme, aí complica. A premissa que acredito é: desde que as suas e as minhas imperfeições de caráter não sobressaiam e não nos definam, está absolutamente ótimo. Chega de tempestade em copo d'água. Chega de "mimimi", de contradição e hipocrisia. A gente se desgasta por tanta mesquinharia que não sobra tempo com o que é mesmo útil para o nosso bem...
Que tal pensarmos nisso? Acho que vale a pena.

Abraços afáveis!

PS: Fim de semana tem Super Bowl LII. Torço para que o Eagles vença, mas querer não é poder - vamos preparar o refrigerante porque tem mais uma vitória do Patriots à vista que carece (e muito) de ajuda para engolir. Bom jogo à quem for acompanhar - mesmo que seja para ver o Justin Timberlake no halftime - e nos falamos semana que vem. Fiquem bem!