quarta-feira, 28 de março de 2018

Qual álbum comentarei no Faixa a Faixa?

Pessoal, aviso que as votações do Faixa a Faixa vão até hoje a meia-noite.

As parciais estão assim:





Um voto foi dado ao AC/DC na página do blog no Facebook. Como avisei, quem votar por lá ou pelos comentários aqui, vou contar como voto à parte, mas prefiro que me avisem caso já tenham votado no link da enquete, para não contar mais de um voto para o mesmo disco. Deixei inclusive aberto para votar em mais de uma opção, mas não a mesma. Então, "Back in Black", por enquanto será o próximo "Faixa a Faixa". Ainda dá tempo de votar, caso ainda não tenham escolhido. 

Abraços afáveis!

terça-feira, 27 de março de 2018

Legendando Fotos do GP da Austrália 2018

Para quem ainda não está ambientado, já recorro á minha justificativa: esse post é de humor, ok?  
Vamos?

Classe de 2018:
Gosto sempre: Tem as caras de sol, dos 'burrinhos' que esqueceram os óculos ou os bonés. Bonés inclusive que só não colocam quem tem medo de bagunçar o penteado 


Hamilton já deu recado: fez um V discreto com a mão esquerda 


Leclerc olhava para a esquerda e Pérez para a direita. São os deslocados da vez?...


E Siroktin, por fim, em pose de bule com asa dupla...

Mas aproveitando a menção, o pobre russo então, já foi detonado na grande e inteligente imprensa brasileira especializada, e culpado pelo abandono no domingo. Diga-se de passagem, esse pessoal nunca foi de confiança. Mas agora, estão sendo ridículos com registro em cartório.


***


Dois tetras com cabelos horríveis


Espero que Vettel tenha processado o "hair dresser"


Todo mundo foi no mesmo barbeiro, é isso, produção?


***


Se fosse o Vettel, diria que tinha aprontado alguma.
Se fosse o Alonso, diria que estava se martirizando de algo.
Se fosse o Kimi, certamente era preguiça doentia dele, dando as caras.
Mas é Hamilton, e então é insolência agravada pela síndrome de superioridade


***


"Hum... Depois tem breakfast..."


***
- "Onde está o Alli?"
Ericsson: - "Que Alli?"
- "Alli...Gator..."




***


Seb: - "Olhe, o meu umbigo está limpo. Que tal cuidar de seu, Hamilton?!"


***


A Mercedes poderia dar esse veículo para ele correr o ano todo. 
Não é o "bão"? Então, qualquer coisa com rodas, serve


***


Ric não teve pódio, embora tenha tentado. 
Mas teve dentes. Muitos. Sempre tem.


***


- "Segura as pontas aí Kimi, vou fazer xixi"


***


Isso aí deu munição para os detratores de plantão discursarem que Bottas ficou apagado na corrida. De fato, ficou. Mas na transmissão do VT, um daqueles imbecis da SporTV disse que Bottas parecia usar um carro do ano passado de tão irrelevante que ele estava na disputa. Eu não duvidaria. Será que a Mercedes iria correr o risco de ter um "novato" fazendo um trabalho sutilmente melhor que o King? Ano passado ele deu brechas de que poderia, pelo menos, perturbar. As asas podem ter sido cortadas, por precaução, afinal, se não dá para não acusar a Ferrari de preterir um piloto pelo outro, sempre, não vejo porque não atribuir à Mercedes o mesmo pensamento. 

Estamos de olho!!!


Mas a crítica veio fervendo para o Bottas, como sempre é para os 'segundões', a não ser que fossem brasileiros - para esses a opção é sempre vitimizar, colocá-los como coitadinhos.  No caso do Bottas, retornaram ao papo de falta de rendimento, que Bottas perdeu o fio da meada do meio do ano passado para frente... Que ele não pode ser apático assim... Um blábláblá pouco produtivo, mas que sempre funciona como pauta de transmissões das corridas: dá um ar de entendimentos dos comentaristas que a gente quase acredita que seja verdade. Na real é apenas juízo de gosto ou puro veneno.
E me pergunto: e tem lá o que o coitado fazer? Ele é um zezinho ninguém com cara de de bicho de goiaba. Criticar assim, gratuitamente, não ajuda.



***


- "Calma, eles não te chamaram para o RH ainda. Mas faça isso de novo e eu faço ratatouille de você e o Magnussem disse que vai flambar as suas 'balls' pessoalmente"

*PS: para quem não sabe, Linguini do desenho e Grosjean são os mesmos e Magnussem gosta de falar em "balls"... 


***


5º lugar? Dá para empolgar? Diz que sim, diz que siiiiiim!


***


Que saúde, hein?  


***


Sempre tem um clique feio, nos meus garimpos.
 Isso era um processo de um salto, ficou parecendo uma dança desajeitada


***

Voltando um pouco, eis a Press Conference pós treino classificatório no sábado:


A cara do Kimi é a cara da politicagem da F1


Para entender as legendas à seguir, assistam esse momento: Vídeo
O resumo dessa troca de ofensas, foi num take só: Lewis sendo idiota, Vettel cutucando, Lewis rebatendo com cinismo, e depois fechando com chave de ouro, sendo 100% babacão.
É fácil falar assim, estando por cima da carne seca, não Lewis?

Então vou contar a historinha:


- "Kimi, lembra do que eu disse na press de ontem?"


- "Lembra, né?"


- "Eu, você... Festa...!"


- "Festa sim! Eu sempre estou no modo festa..."
E eles riram alegremente...

E o Lewis, que falou que fez a pole para tirar o sorriso do rosto do Vettel, ficou bicudo no pódio.






"FIM."

Apesar dos conhecedores brasucas da F1 (conhecedores?) falarem com a boca cheia que a Ferrari se beneficiou totalmente das quebras da Haas, há quem pondere e diga que a ajuda do SC virtual em momentos estratégicos foi apenas uma das razões. 
E concordo. Mas se não tivessem um carro razoável, não teria dado certo, nem mesmo o terceiro lugar de Kimi.

Será que Hamilton, não poderia ter ultrapassado Vettel, sendo que, em tese, o seu equipamento é melhor? Porque não o fez, então?


É fácil atribuir sorte às escolhas... Engraçado que para uns é sorte, para outros, talento. 
No fim, a Ferrari teve a festa - não como deveria, com uma dobradinha - mas já estão à frente da Mercedes e isso querendo ou não, dá um medinho nos prateados. 


Barein é dia 8 de abril. Vamos ver se a evolução da Ferrari progride ou se foi "sorte" mesmo.
Até lá a gente "festeja" também o retorno da categoria. 
Comentem o que acharam do primeiro GP, se deixei de mencionar algo, o que quiserem! Espaço abertão!! ;)
Abraços afáveis!

domingo, 25 de março de 2018

GP da Austrália: Trivialidades

Então a primeira corrida aconteceu. Fraca.   Pena que não muito eletrizante, mas  as coisas boas: Vitória da Ferrari, pódio do Kimi, beiço do Hamilton (HÁ!), quinto lugar do Alonso. 
Houveram pontos decepcionantes também: falha das duas Haas, sumiço de Bottas na corrida, falta de expressão também de Verstappen. 
Ainda que tenha sido sem muito oba-oba, serviu de start. Ainda que não demonstre a totalidade do que pode vir a ser a temporada, uma coisa dá para cravar: não vai ser muito diferente do ano anterior... Preparados para se sentirem "em casa"?

Abraços afáveis!

sexta-feira, 23 de março de 2018

Coluna: A Real da F1 2018 by Manu Super Sincera

Vestindo a capa da Super Sincera, vou mandar a real sobre a F1 2018 que teve início ontem, na quinta-feira, com os treinos livre para o GP da Austrália, no domingo.
As arrobinhas do post são figuras apenas ilustrativas, algumas caricatas. Não estou falando de ninguém específico... (Ou será que estou?!)

► "Nossa, você vai ficar a madrugada acordada para ver F1?", diz o @Zé_Preguiça, aquele indivíduo que sempre que você pergunta o que ele vai fazer no fim de semana ele responde: "dormir".

Resposta Super Sincera: Não. Fiz isso poucas vezes na vida. Não sou burra. Tive vídeo cassete à minha disponibilidade e usei sem moderação. Agora tenho aparelho de gravação. Farei o mesmo. Até porque a tendência é ser sutilmente, mais do mesmo.

► "Compensa assistir um troço chato daqueles?", diz a @Jô-Fu.Tileza, aquela que assiste o programa das Kardashians no canal E!

Resposta Super Sincera: Uai... Na real? Não compensa tanto assim não. Até porque sabemos quem vai vencer, bater recordes, ter a bunda beijada e tudo o mais durante a temporada. De nada adianta se rasgar aqui falando mal do presuntinho (Ham) se ele vai detonar tudo pelo caminho e ser penta no fim do ano. Queiramos ou não essa possibilidade é enorme e precisamos ser realistas.
Mas chato não é tanto assim não, só não é surpreendente mais, faz tempo. E com isso, acostuma-se. Se eu estressar mais, vai começar a fazer mal, e sadismo não é comigo. Mas vício, é outra história.

► "Kimi agora tem Instagram! Vai ser legal seguir ele à cada evento da F1, né?", diz @F1FanAndLover, aquele ou aquela pessoa que se diz fã do Kimi só quando ele dá uma dentro. 

Resposta Super Sincera: Vamos lá, vamos ser imbecil que nem a maioria e me intitular "fã raiz" do Kimi. Sou dessas que gostava das sinceridades nojentinhas dele, do tipo "I was having a shit" ou patadas do tipo "the helmet protects my head".
Antes dessa "nova fase", dizer-se fã do Kimi tinha duas vertentes: ou acarretava comentários invejosos do tipo "só porque é bonito..." ou comentários toscos, exemplo - "o bebum da F1? Também gosto dele, mó autêntico...". Nem o primeiro, nem o segundo definia minha preferência por Räikkönen à qualquer outro piloto. Duas ideias reais que não fazem parte do meu pacote de verdade.
Mas, esse novo Kimi, esse "Kimi Nutella" (ai, ai... Olha eu no meme besta...), família, pai de um casal de filhos, com esposa grudenta fazendo vídeos tipo aquela sua amiga de Facebook recém casada, e ele com fotos aparecidas exibindo a felicidade fake comuns da irreal vida que as pessoas compartilham como verdade no Instagram, não parece o Kimi durão, Homem de Gelo, que não se importava com essas coisas fúteis. Tudo mudou com o fatigoso casório. Kimi se tornou trivial e "mantegoso". Ter voltado à Ferrari fez dele não só capacho, como agora, uma gelatina fora da geladeira. Tudo bem que quando ele saiu, foi por acordo, pois não poderiam mandar o Massa embora. Mas agora ele não faz festa em iate, não é flagrado dando vexame de bêbado, não cai dos alambrados e não se veste de urso porque perdeu uma aposta. 
Sim, todo mundo muda, as pessoas crescem, e viram gente. Mas ele poderia ter feito isso sem virar um escravo de Instagram, né não? Se moldar à essa parte descartável do nosso cotidiano é algo que tenho lá minhas ressalvas. Vamos dizer que ele perdeu a autenticidade.
Ele é uma das razões das quais assisto F1, pois há momentos em que ele ainda extrapola sua veia de piloto calculista e certeiro que tanto gosto. Mas vou dizer: ele não é a única razão

► "Você abandonou Kimi, sua ¨%$#@&!!!", diz a @Iceman'sWife, aquela que gosta tanto do Kimi que não vê seus erros, acha que todo mundo é hater, exclui qualquer amigo que exalta o Vettel e xinga muito no Twitter.

Resposta Super Sincera: Nein, nein, nein. Muito pelo contrário, sou e continuarei sendo conhecida por ser fã do Kimi. E exatamente por ser fã dele que, tenho um tempo de "acompanhamento", para saber que esse cara pode ter mudado, mas ele ainda mostra não dar a mínima para crítica, e mais que isso: pode ter começado a fazer coisas diferentes do antigo Kimi, mas não ficou burro. Ele sabe o que está fazendo, e se ele está sendo "humilhado" pela Ferrari, tem um contrato ali que deixa ele pelo menos, mais rico com isso. E se ele erra, faz bobagem, eu vou falar. Não quero heróis perfeitos para torcer, quero figuras agradáveis com o mínimo grau de afeição. Santos são para amadores.
E por falar em amadores, ficar falando de um piloto só, nos meus textos nesse espaço, me equipara à "mídia especializada" brasileira... Aí já viram, né? Credibilidade ZEEERO e inutilidade a perder de vista.

► "Sem o Massa, você não vai ter quem odiar, hein?", diria o @Bolha.Patriota, o exemplo de indivíduo que acha que a bandeira no pódio ou no capacete do piloto é o suficiente para sentir orgulho.

Resposta Super Sincera: Se segura, malandro, que vou malhar o Hamilton e sofrer com essa escolha, caso ele aparente fazer das suas esse ano. Ah, odiar não é a palavra certa para o que fiz com o Massa durante esses anos passados. O verbo certo seria "desdenhar", estamos combinados? Porque ele realmente fez muito pouco para essa exaltação toda. 

► "Sua racista!", vão dizer os novatos que lerem minhas reclamações contra Hamilton, caso eles consigam coordenar os dedinhos e clicar nessa postagem.

Resposta Super Sincera: Ooooooh, não diga isso. Jamais!
Porém, tentarei justificar o injustificável: o meu gosto particular que já aviso, não é por conta da raça, mas sim uma questão de empatia. Não gosto de Hamilton desde seu fingimento em 2007 no caso da espionagem da McLaren. Não gosto das suas atitudes mesquinhas, egoístas e cínicas com qualquer coisa que acontece na F1, sejam elas simples, ou não, sejam elas com ele diretamente ou que atingem ele em alguma circusntância. 
Não simpatizei com a sua pessoa quando as suas primeiras bolas foras foram dadas no ano de estréia, das quais todos em volta, passaram panos quentes. Seus recordes recentes, para mim, são números irrelevantes, que podem ser notáveis para o esporte, mas no crivo do meu entendimento, muitos nomes poderiam ter alcançado os mesmo resultados com o equipamento e respaldo que ele teve e tem.
No pessoal, se mostrou um grande mau caráter: destratou colegas e amigos que dizia ser próximos à ele. Agora, danou a ser preconceituoso até com membros da família... Só piorando, queridão! 
Se ele for ainda considerado gênio sem soltar uma gota de suor, posso até não dizer a minha opinião (que é irrelevante, o que estará feito, não mudará), mas defender essa atribuição, confesso, difícil.

► "Ih, alá, vai torcer para o embuste do Vettel", @AlonsistaSíSeñor, raivoso torcedor do Alonso, descontando em alguém, que não o culpado da má sorte do espanhol.

Resposta Super Sincera: Vettel não é santo. Já disse que não quero santos para torcer. Mas embuste é, não só uma forçação de barra, como soa como uma baita dor de cotovelo. Porém, de novo, é o que eu penso, ninguém não precisa acatar.
Sim, eu vou. Gosto do Vettel mais que muito piloto ali dentro. Mas junto com ele quero destaque de Alonso. A F1 tá insossa assim muito porque ele já não está sendo considerado na competição e isso é um baita desperdício de talento. 

► "Afinal de contas, qual é a sua real?", pergunta a @Impaciente_Maria, aquela que lê, mas não me entende. 

Resposta Super Sincera: O básico, Marias e Josés: uma F1 sem mimimi, competição sadia, menos pilotos preteridos, mais valor à pilotos que realmente fazem a diferença na categoria. Quero Alonso de volta, quero ver o real apelo de Vandoorne. Quero que Bottas crie mais ousadia e que Verstappen saiba medir seus atos em pista. Pode ser "bocudo" fora dela, pois a gente gosta de um showman. Quero mais apelo de Ricciardo, e mais calma de Vettel caso ele comece a perder ritmo pela queda de rendimento costumeira da Ferrari. Quero mais de Kimi e menos de Hamilton. 
Dos demais, quero que sejam pilotos, não coadjuvantes que só se lamenta quando atrapalham os demais, ou quando brigam entre si gerando risadas e disses-me-disses. Na verdade, muitos deles, nem sei escrever os nomes direito e confesso, não é bom de admitir. 

Custoso tudo isso? Também acho. Mas, a gente nutre esperanças.
A corrida será no domingo e devo fazer uma notinha por aqui. Não sei ainda se farei minhas colunas na segunda feira. Vou acordar muito cedo na segunda e vou passar o dia dedicado a estudos. As colunas estavam repetitivas e acho que ficará dinâmico se comentar eventos destacáveis por tópicos, quando relevantes.
Mas saibam, que farei o possível para comentar os GPs à tempo. Faço como Collor e digo: "Não me deixem só! Eu preciso de vocês!", rsrsrsrsrs...

Abraços afáveis!


quarta-feira, 21 de março de 2018

Versões Boas, Ruins ou Melhores? Wild World

"Wild world" é uma expressão que, apesar de ser real ("mundo selvagem" - literal, e "mundo cruel" - simbólico) não é muito usado no nosso dia a dia. Talvez alguns digam "ó mundo cruel", mas sinceramente, é raro.
Mas essa expressão lembra uma canção, datada de 1970. E desde então, o mundo continua cada vez mais cruel: seja por violência, seja por inconsequência, seja por atos de imbecilidade de desencadeiam uma das duas primeiras...

Essa canção, é original de Cat Stevens - ainda com esse nome (não como Yusuf Islam). Em tese, a letra retrata um relacionamento amoroso de noção protetora, tanto que diz: "Because I never want to see you sad girl, don't be a bad girl". (Hoje, talvez, essa letra inflamaria alguns discursos feministas... )
Para a maioria das pessoas talvez essa canção tenha chegado a ser conhecida através de uma das versões dela, da década de 90. Mas, existem muitas e muitas versões e covers da mesma.
Depois de minha mãe ter tocado, semana passada, a canção original repedidas vezes na hora do almoço, decidi relembrar dela no post. Vamos?

Original: Cat Stevens
Composição: Cat Stevens
Álbum: Tea For The Tillerman
Lançamento: 1970
Estilo: Folk


Oito anos depois dessa canção, Cat Stevens se converteu ao islamismo e adotou o nome de Yusuf Islam e abandonou a música sob o nome artístico anterior, dedicando-se fortemente à atividades beneficentes e educacionais em prol da "nova" religião. Deixou, de certa forma, de fazer sucesso no cenário folk, mas continuou a ser um artista da música.

No wikipédia há uma lista de covers notáveis, que escolhi algumas das quais conheço para ilustrar o post.

Versão 1: Jimmy Cliff
Álbum: Wild World
Lançamento: 1971



Essa "Wild World" foi lançada poucos meses após a original. Cliff deu à canção uma pegada mais "reggae" e chegou a ficar na 8ª posição da parada UK Singles Chart.

Versão 2: Jonathan King

Álbum: (Single) Wild World
Lançamento: 1987


Essa versão eletro pop rendeu muito mais do que deveria, já que King acusou a dupla contemporânea Pet Shop Boys pelo plágio na melodia em "It's a Sin" (ouça aqui). A música da dupla foi lançada exatamente no mesmo ano, o que não nos dá brechas para saber quem copiou quem à primeira informação. Tirando uma conclusão bem rasa (se todo mundo faz, porque não?), acredito que o Pet Shop Boys saiu em vantagem, uma vez que tem uma interpretação menos "xoxa" e contém uma letra diferente, com temática voltada a questão do pecado. Isso torna a canção deles original e não uma tentativa animadinha de uma música folk já bem formulada antes, sem necessidade de sintetizadores para melhorá-la. Certamente é esquisito acusar alguém de plágio de melodia de uma música da qual você fez uma versão... 
Numa busca rápida percebi um copia e cola muito sutil do caso. Alguns sites chegaram a informar que a banda foi processada por plágio da canção de Stevens, o que é um erro. Stevens não processou os caras, o que pelo visto foi feito por King. A dupla ganhou o processo (provavelmente pois o uso do sampler semelhante à versão não condizia com a original, o que não dava ganho de causa para ele). A indenização recebida pelos Pet Shop Boys foi revertida em caridade.

Versão 3: James Blunt
Álbum: Não há. James fez covers dela em apresentações ao vivo em 2007.



Versão simples, melodia idêntica à original, interpretada com a voz de Blunt. A próxima?

Versão 4: Ronan Keating feat. Marvin Priest
Álbum: Duet
Lançamento: 2010



Como o nome do álbum sugere, Ronan (ex Boyzone) fez um álbum bem legal: pegou músicas famosas e fez duetos com outros intérpretes. As participações mais interessantes são o próprio Cat Stevens - só que na canção "Father & Son" - e Elton John em "Your Song". A versão de "Wild World" de Ronan e Marvin tem uma pegada de balada pop que remete ainda a original, sem estragar.

Por fim a que provavelmente todos conhecem mais, e a que eu fui apresentada primeiro, quando era apenas uma menininha infantil, com 6 anos rsrsrs...

Versão 5: Mr. Big
Álbum: Bump Ahead
Lançamento: 1993
Estilo: Hard Rock


Eric Martin, o vocalista do Mr. Big, era um diferencial nos fins dos anos 80 e começo do 90, uma vez que o glam e hard rock batia fortemente nas nossas casas. Havia um sem número de baladas românticas em cada banda dos estilos, que tiveram seu ápice nessas décadas, mas por coincidência a voz meio andrógina e rouca de Martin, e o estilo mais voltado ao quase acústico, dava identidade a banda. 

É a minha favorita. E a de vocês? Comentem!

Abraços afáveis!

PS: Especial Versões/Covers na aba ou no link disponível para conferir as anteriores. 
E não se esqueçam de votar na enquete do Faixa a Faixa!

sábado, 17 de março de 2018

Corrente Musical: Faixa a Faixa

Dada o corrente musical de A a Z que fiz até o começo deste ano, decidi fazer algo semelhante, afinal, era divertido. Mas eu precisava mudar, já que repetir o mesmo, não ia ser interessante para vocês. 
Então pensei no seguinte: disponibilizar álbuns, 5 à cada semana, para que vocês escolham qual será comentado dentro de 15 dias. 
O padrão de questões respondidas do Corrente Musical de A a Z veio de uma corrente do Facebook: comentávamos na publicação de um amigo da rede e este "dava" uma banda ou artista para que você fizesse o mesmo. Aqui, respondi o padrão de questões e adaptei o "ganho" de bandas ou artistas para a votação de vocês. E deu certo.
Sem esse padrão pré estabelecido para o novo jeito de comentar músicas, eu montei as seguintes questões do Faixa a Faixa:

► Nome do álbum;
► Arte, capa e encarte (esse último, apenas se tiver acesso);
► Membros da banda, composições, participações especiais e convidados;
► Produção e gravadora;
► Música favorita do álbum e a segunda melhor;
► Faixa a faixa;
► Elemento chave do álbum;
► Porque gosta/desgosta de uma música do disco;
► Uma história sobre ele, como uma questão pessoal ou  uma curiosidade;
► 5 novos álbuns para a próxima postagem.

O tipo de escolha de álbuns para serem votados se darão, no começo, por álbuns conhecidos por mim à algum tempo. Na medida em que as postagens forem ganhando corpo, poderei sugerir para que votem em álbuns que irei me colocar para ouvir, pela primeira vez. Neste ponto, saibam que os comentários estão ao dispor: caso queiram que eu comente algum álbum em específico é só me dizer que coloco entre os 5 para os votos.

Láááá no primeiro Corrente Musical de A a Z resgatei do fim da minha adolescência e começo da vida adulta, o apreço pela banda Angra, para indicar como seriam as postagens e dar o pontapé inicial dos votos para a sequencia de postagens. Vou gastar essa ficha novamente, embora, seja de pouco interesse para alguns de vocês.

♫ Nome do álbum: Aurora Consurgens



O significado do álbum é interessante: trata-se de uma menção à obra (supostamente) de Santo Tomás de Aquino, escrito no século XV. Carl Jung, famoso psiquiatra contemporâneo de Sigmundo Freud, usou essa obra no tratamento de sonhos em diferentes estados mentais de pacientes. Embora tenha um sentido inerente no título, Aurora Consurgens não foi (e provavelmente não é, ainda) tratado como um álbum conceitual pelos membros do Angra. Álbuns dessa natureza contam uma história desde a primeira até a última faixa, seguindo uma linha de pensamento ou mesmo, temas intrínsecos ao título  que seguem uma lógica pré estabelecida. Ainda assim, existe nele um segmento que possa confundir ouvintes e críticos: a maioria das canções abortam temas de cunho psíquico como esquizofrenia, suicídio, depressão, bipolaridade e etc, o que levaria a pensar sobre um álbum conceitual.

► Arte, capa e encarte:


O livro de mesmo nome atribuído à Santo Tomás de Aquino e atualmente à um escritor "Pseudo-Aquino" é, como já mencionado, uma das obras cujos símbolos foram estudados e analisados pelo psiquiatra Carl Jung.
Possivelmente a imprecisão da autoria se dá pela falta de provas, já que o estilo do manuscrito não condiz claramente com as outras obras de Aquino para alguns analisadores, o que levantou suspeitas. Embora há quem defenda ser dele, o manuscrito foi certamente escrito por alguém semelhante ao filósofo medieval, isto é, um conhecedor da Bíblia e da liturgia cristã de forma enfaticamente clara.
A obra contém um tratado de alquimia medieval e é realçado como uma exceção, já que contem 38 tipos de iluminuras pintadas à aquarela, uma delas, a que constitui como capa do álbum:


Essa ilustração mostra Hermafroditas num possível simbolismo a respeito das relações da alma na obra original, assim como outras iluminuras do manuscrito. De acordo com Jung, estudioso dos simbolismos, essa imagem retrata ou representa a união dos opostos: "(...) um símbolo da união criativa dos opostos, e um 'símbolo de união' no sentido literal (...)".
Na imagem, a metade feminina do hermafrodita segura uma espécie de morcego e a metade masculina segura um coelho. Os termos junguianos para esses animais representados na figura tratam o morcego como um ser que emerge da sombra, ou seja, símbolo de sombra ou de cunho espectral. O coelho, pode ser interpretado como a imagem da mãe útil. O morcego e o coelho se opõem e se contrastam enquanto as metades masculina e feminina fazem o mesmo, ainda quando se unem conforme no desenho.
Há também uma águia na imagem. Jung determina a águia como representando "a alma liberta". Uma união de opostos na forma do Hermafrodita é levantada ou transposta para a ideia da "alma liberada" como Grande Pássaro, ou seja, um retrato do Eu, o interior.
Na parte inferior da imagem, aos pés do Hermafrodita parecem pássaros azuis ou, possivelmente, peixes. Jung atribui aos peixes o símbolo de energia criativa do inconsciente. (Fonte)

Assim sendo, as atribuições de estados mentais para algumas das músicas do álbum, conferem na perspectiva do que a obra trata.
Não apenas essa ilustração do livro foi usada, mas outras parecem na arte final da capa e do encarte, de forma bem feita e bem encaixada. A parte central do encarte, a imagem a seguir mostra o Sol e Lua, "lutando" por espaços, pode ser vista, assim como na contra capa do disco:


► Membros da banda, composições, participações especiais e convidados:

A formação do Angra neste sexto álbum de estúdio, lançado em 30 de outubro de 2006 era composta por: Edu Falaschi como vocalista, Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt como guitarristas, Felipe Andreoli como baixista, Aquiles Priester como baterista e Fábio Laguna, nos teclados (mas como membro de apoio).

Esta formação foi a que fez, logo em seguida os shows de comemoração dos 15 anos da banda. É também a formação do meio das 3 fases - se é que posso nomear assim - em que Angra já passou. O grande lance em que divide fãs é a questão vocal: tiveram três vocalistas - o de formação André Matos, até 1999, Edu Falaschi, até 2012 e agora, Fabio Lione, desde 2013. Desde o fim da turnê dos 15 anos do Angra confesso que me afastei de chats ou fóruns da banda e não sei como foi a repercussão da saída do Edu, nem a entrada de Lione, muito bem. O que acontecia na fase Edu que acompanhei, era uma rixa entre os puristas amantes do André Matos contra os favoráveis à mudanças do tipo conhecedores do passado de Falaschi. Pelo pouco que acompanhei, alguns radicais detentores de informações sempre gostaram muito de detonar Edu a qualquer custo. A sua saída da banda foi meio tumultuada, e essa galera deve ter sido as primeiras a dizer que ele não era para a banda e blábláblá...
O lance é que essas picuinhas de fã sempre exaltam o pior dos músicos, pois algumas brigas saltam e opiniões alheias tornam fatos. Nunca sabemos o que é fofoca afim de ser apenas maldade.
Fato é que, uma banda que troca de líderes, ainda mais vocalistas, sempre enfrentam uma maré de desgosto as vezes infantil, as vezes desmedida dos fãs. No caso do Angra, o que mais cansava eram os fãs da banda desde o início chorarem copiosamente pela falta de alcance de notas de Edu na canção "Carry on" do álbum Angels Cry. O erro de Edu era tentar copiar os falsetes de Matos e não criar seu tipo próprio para interpretar a música; assim não agradava nem os "novos" fãs que descobriam a canção original, nem os que estavam satisfeitos com a mudança e muito menos os fãs número 1 do grupo. Com o tempo na banda ele foi se adequando bem, mas mesmo assim, alguns faziam questão de publicar vídeos das apresentações que continham "Carry On" no setlist.
Bobagem? Sim, das grandes. Com um fundo de verdade, talvez. O fato das pessoas serem radicais, era um agravante. Não digo que fã tem que aceitar qualquer coisa, mas ele precisa entender que, ficar criticando, detonando só porque ele não gosta, é uma burrice sem tamanho. Imposição de gosto além de sem fundamento, é muito chato.

Não há participações ou convidados especiais no Aurora Consurgens. As composições são equilibradas entre Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, ora com música e letra, ora dividindo entre eles ou também com Felipe Andreoli e Edu Falaschi. Aquiles não participa em nenhuma parte de composições ou arranjos, e foi com o Aurora, o seu último trabalho com a banda.

► Produção e gravadora:

Produzido por Dennis Ward, baixista da Pink Cream 69. Como produtor, trabalhou com o Angra - de 2001 a 2006 (coincidentemente AC é seu último trabalho com a banda, como produtor) -, Edenbridge, Place Vendome e projetos solos do Kiko Loureiro.
A gravadora é a Paradoxx Music, e o Aurora Consurgens foi um dos últimos CDs lançados por ela, já sob a união com a Universal Music, pouco antes de seu fechamento.
O disco foi gravado entre junho, julho e agosto de 2006, em dois estúdios: no Via Musique Estúdios de São Paulo, e no House of Audio, na Alemanha.
A duração total do disco é de 50min32s, contém 10 faixas, sendo que a versão japonesa contém 11. A canção extra que só os nipônicos tiveram em disco é "Out of This World", composta e interpretada por Rafael Bittencourt. Ela faz menção a Marcos Pontes, o tal "astronauta brasileiro"... Fora esse  pormenor, a faixa é legal e conta com uma demonstração do outro lado do guitarrista, o lado cantor.

► Música favorita do álbum e a segunda melhor:

Minha favorita do álbum é uma das que mais gosto do Angra, a música que abre o disco, "The Course of Nature". Gosto dos desníveis dela e da bateria (por incrível que pareça, não é as guitarras ou o vocais, que geralmente é o que mais me chama atenção numa música).

Para escolher uma segunda melhor, escolho "Ego Painted Grey", cuja letra e a harmonia me agradam fortemente.

► Faixa a Faixa:

Aqui vou descrever (ou pelo menos tentar) o que cada faixa causa em sentimentos.


♫ The Course of Nature

"Natureza" já começa com uma introdução com toque indígena, meio floresta tropical e um berimbau. Acho a melhor música do álbum e a mais bem sucedida, do começo ao fim, com uma harmonia ótima. Edu está na sua melhor fase nesse disco: mais agressivo mesclados com vocais mais limpos em momentos mais naturais, da escola do heavy, mas direto e nem tanto "firulado". E nessa música ele mostra a que veio sem amarras. As guitarras estão sempre buscando peso (junto ao baixo) e melodia. Mas a bateria é um ponto que sempre me agradou nessa música.

♫ The Voice Commanding You

É (talvez) a música mais cansativa do álbum, com o pé total no speed metal que fez do Angra a sua morada. Essa agilidade nas guitarras e bateria como Helloween, Gamma Ray e afins fazem e faziam, exige o espírito preparado. Quando esse disco saiu e um pouco antes, eu estava imersa nesse estilo.

♫ Ego Painted Grey

A segunda música que mais gosto do disco é "Ego Painted Grey". Ela é o oposto da "The Course of Nature": não é vibrante, é uma quase balada, densa e pesada. A melodia dela me encanta em todos os pontos, e ao contrário (de novo!) da primeira faixa, o que mais gosto dela são as linhas das guitarras bem como o trabalho de Aquiles.

♫ Breaking Ties

Um tempo atrás, comentei com um amigo sobre esse álbum. Falei que não desgostava de "Breaking Ties" e ele disse que era "muito mela-cueca". Termo bem nojentinho esse, né?
Essa faixa tem uma letra que não é assim, bonitinha. É um tipo meio jogar tudo para o alto. Mas a melodia engana: se não souber o que está sendo cantado, pode parecer canção para ouvir em uma tarde com o vento batendo no rosto, sentado num carrossel. Mesmo assim, eu posso concordar que ela é meio dramática para que o cara tenha usado esse termo para defini-la, rsrsrsrsrs...

♫ Salvation: Suicide

Essa é como a segunda faixa, com o guitarras virtuosas, ágeis com a melodia igualmente acelerada, característica do power e speed metal. Ela tem alguns altos e baixos, com um foco quase inteiro nas guitarras. A justificativa: Kiko é o compositor da música e Rafael, a letra. Os temas que perpassam as canções ficaram simbólicos nos títulos, até essa que já toca o ponto tema diretamente: o suicídio.

♫ Window To Nowhere

Essa é animada. Segue a linha que define a banda à tantos anos, e se fosse para escolher uma canção que define a carreira deles, naqueles 15 anos, essa seria uma boa escolha. Não pela letra (até porque estão ainda na ativa então, eles estão indo para algum lugar, sim), mas porque todos os elementos do que fez a banda, estão lá, especialmente o vocal, cuja a técnica do estilo power metal está mais latente em "Window to Nowhere" que em todas as outras.

♫ So Near So Far

Esta é a canção mais longa do disco, com 7 minutos e 9 segundos. A extensão se justifica com uma introduçãozinha de música árabe, até o 1:50. A grande "estranheza" da canção é a mudança de atmosfera quando Edu começa a cantar, lembrando, no primeiro terço dela, uma canção mais progressiva do que necessariamente metal melódico, que passa a dar as caras logo depois do minuto 2:40. Não só por ser a canção mais longa, é certamente a mais elaborada.

♫ Passing By

A terceira melhor do disco, para mim é Passing By - meio balada e com cara de video clipe. Adoro o refrão e a virada mais bruta, mais pesada e o retorno à baladinha logo em seguida. Foi inteiramente composta pelo baixista, Felipe Andreoli.

♫ Scream Your Heart Out

Boa canção, com elementos de peso, guitarras afinadas em tons graves próximos ao baixo e baterias ágeis. Mas confesso que os solos são pouco criativos. Parecem semelhantes aos antigos - o que não é simplesmente negativo: é estilo característico e reconhecível no Kiko, que é o compositor da música e da letra.

♫ Abandoned Fate

A baladona master fecha o disco, inclusive com vocal acompanhado por violões, totalmente acústica. Há, quase sempre, algo assim nos álbuns, quando se começa com uma música bombástica do tipo "The Course of Nature". "Abandoned Fate" está longe de ser ruim, mas também não é "diferentona" que requeira detalhes.

► Elemento chave do álbum:

Apesar de depois ter "rodado" acho interessantíssima a contribuição de Aquiles à banda. Parece que houveram muitas brigas logo depois da tour desse disco e o motivo ao certo, é nebuloso, mas apontam para questões monetárias - que envolviam questões de marca (no caso, de Aquiles) cobrada pelos empresários da banda. O que foi externado pelo próprio Aquiles foi que seus produtos eram vendidos (e tinham boa aceitação), mas tinham de ser divididos entre os outros membros (algo cobrado pelos empresários). Em tese, Kiko e Rafael proibiram a marca do Aquiles e os conflitos deram começo.

Eu entendia (e entendo) zero de instrumentos. Percussão então, nem se fala. Mas acho empolgante a bateria nesse disco e considerei o elemento chave do álbum.
Se a questão da ganância teve seu lugar como um problema interno, pode ser que os guitarristas também se sentiram ameaçados por Aquiles, já que ele afirma que seus produtos personalizados eram os mais vendidos enquanto membro da banda, o que aparenta alguma preferência dos fãs. No show que fui da turnê de 15 anos, a bateria sobrepunha qualquer outro som no começo do show. Talvez por um problema do lugar (localizado em Uberlândia - MG, o tal "Acrópole" é de péssima estrutura para shows desse tipo), mas ajustes não foram feitos para que houvesse o equilíbrio nos sons. Sem se preocupar - e acho que nem deveria - Aquiles dava o sangue naquele dia.

► Porque gosta/desgosta de uma música do disco:

Quando houver alguma música que não seja exatamente uma favorita, esse é o espaço de responder (caso não tenha respondido) o porquê de gostar ou não gostar de uma música. Já comentei faixa a faixa então não há necessidade de reafirmar alguma outra coisa das 10 canções. Mas há espaço para a música "Out of This World" escrita e interpretada pelo Rafael Bittencourt, e que consta apenas no release japonês de Aurora Consurgens. O que eu penso é que de fato, a canção não se encaixa no álbum e não faz falta nele, especificamente pela temática avessa ao padrão de condições humanas abordadas nas outras 10. Ainda que penso que Rafael tem talento e foi bem sucedido sobre se embrenhar nas "cantorias" (o que não é muito absurdo de se pensar, já que Rafael é graduado em música), a canção começa bem, perde um pouco "o sabor" no refrão, com vozes estranhas aos meus ouvidos, é simples perto das outras do álbum e meio "positiva" demais se comparada as demais. Mas o que é pior é a homenagem à Marcos Pontes, mais uma dessas figuras bobas que o Brasil exalta como se fosse herói e blábláblá... Então, acabou por tornar-se irrelevante em termos de contexto.


► Uma história sobre ele, como uma questão pessoal ou  uma curiosidade:

Já escrevi bastante sobre o álbum. Nessa parte, poderia usar para qualquer menção sobre ele, de qualquer origem. Neste caso, conto como adquiri o disco.

No ano de 2006, um ano de triunfo e derrota pessoal, em meados de novembro, o Angra já estava em turnê de divulgação do álbum e comemoração de 15 anos na ativa.
Vi uma data na cidade vizinha (em Uberlândia, como comentei um pouco acima) e comprei dois ingressos, um para mim e um para minha irmã (que mesmo que não gostasse da banda, ia para me fazer companhia). Fiz reserva em hotel (para não depender de ficar em casa de parentes) e estava tudo pronto para um show em 21 dezembro. Já tinha até planos de encontrar um "crush" lá, embora ele tenha dado o pontapé inicial de nosso afastamento, quando me disse que ia com (ainda recente) namorada.
Uma amiga disse, logo que contei da compra do ingresso, que os membros do Angra, estariam dando entrevistas à uma rádio local para promover o show. Ela me incentivou a participar da promoção de ganhar o disco e um pôster autografado. O que eu fiz? Me inscrevi no site da rádio. Não havia nenhum problema tentar, embora, fiz por fazer, naquela de que "nunca ganhei nada"...
Logo depois do show, que foi uma boa experiência apesar dos percalços afetivos, consegui ficar numa posição em que ninguém me atrapalhava sendo mais alto que eu (era uma escadinha) e também não havia encontrões, empurrões, cotoveladas, nem pisões no pé. Assisti o show relativamente de perto e sem problemas maiores. A banda acabou salvando uma noite, que se fosse uma festa por exemplo, teria sido um momento em que não seria importante relembrar.
Algumas semanas depois, fiz minha irmã, depois de "sofrer" no show que não agradava (coitada! rsrsrsrsrs...) buscar na rádio o meu prêmio. Eu havia sido sorteada junto com duas outras pessoas, uma de Uberlândia e outra de Uberaba. Aparentemente, venci pois devo ter sido a única da cidade que se inscreveu na promoção (sim, os 3 "Bs" do Triângulo Mineiro: Beraba, Berlândia e a Beleza* de Araguari - *que vocês conhecerão como "a Bosta", mas que eu não escreverei pois só seres baixos como Vanessa Da Mata e Alexandre Pires gostam de divulgá-la).
O disco, já postei fotos. Eis o pôster com autógrafos:


Engraçado que essa semana, quando peguei esse poster para tirar a foto, minha irmã disse: "Você ainda tem isso?". Tenho. Confesso que eu guardo muita quinquilharia. Neste caso, foi a única coisa que ganhei na vida, então eu guardo como recordação também por ter sido o primeiro show, e tal... Mas fiquei pensando que, na verdade, tem  pouco valor afetivo: Eu nem cheguei a conhecer os caras, não tenho uma história de ter topado com eles, dado uns abracinhos e ter tirar foto... Pensando bem, é um papel com assinaturas, que as baratas um dia podem fazer a festa e eu vou ficar fula da vida com elas, mas menos mal que ainda terei a memória do show. :(

► 5 novos álbuns para a próxima postagem:

Vamos fazer um teste com este link para votação. Se der certo, continuamos com ele. Mas vocês ainda podem escolher via Facebook e comentários. O esquema será o mesmo: o segundo mais bem votado, volta na repescagem. Em caso de empate, farei um depois o outro num prazo igual de 15 dias.
Opções:

♫ AC/DC - Back in Black
♫ Pantera - Cowboys From Hell
♫ Judas Priest - Painkiller
♫ Black Sabbath - Paranoid
♫ Faith No More - The Real Thing


O voto pode ser anônimo, pode ser em mais de uma opção também. Peço apenas que me avisem caso tenham votado apenas pelos comentários aqui no blog ou na postagem da página do Facebook ou no link acima, para não contar duas ou mais vezes o voto de cada um. Faremos o teste. 

No mais é isso. Agradeço desde já os votos e espero que topem essa nova ideia. 
Abraços afáveis e bom fim de semana a todos!