terça-feira, 23 de abril de 2019

Capítulo 4 à vista: expectativas maiores que Game of Thrones

Creio que todos vocês devem estar contando as horas para o GP de Baku.




(Sendo bem cretina) Posso ver daqui que estão mais empolgados com o GP do que o terceiro capítulo de Game of Thrones - aquele em que o bicho pega, que todo mundo que ainda não morreu, vai morrer...
Que Jon Snow que é Aegon Targaryen o quê? Que mulher grande que virou uma Cavaleira dos Sete Reinos, uma ova! 
Querem ver é a chuva de champanhe com pilotos "que fizeram corridas no braço", não é?




Está bem, está bem. A sua vibe não é Game of Thrones. Seu negócio é filmes de super-heróis. Mas você não está dando a mínima para "Vingadores: O Ultimato". Você quer mesmo é sentir muita emoção com muitas ultrapassagens, carros disputando posições até o último milésimo de segundo e uma rotatividade enorme de líderes da corrida que você chega a ficar perdido!?! 



Se Tony Stark ou Steve Rodgers parte dessa para melhor, você ainda não sabe, mas seu coração palpita forte, e um ninja cortador de cebolas passa por você bem na hora da corrida, não é?




Vão me dizer que vocês não estão super felizes porque vai ter, finalmente, aquele GP novo, cujo nome dá altas rimas de duplo sentido?




Os zueiros podem já começar: As chances do GP em Baku ser aquele palavrão curto, de duas letras, que a gente manda as pessoas desagradáveis, tomar lá, é 99,9%. 
Sem margem de erro. 
Podem zuar à vontade, pois nem a F1 está mais levando o trabalho à sério.

Botem reparo na postagem do Instagram oficial:




Eles tem a coragem, a pachorra, A PETULÂNCIA de falar sobre "a diferença que um ano faz", comparando como o campeonato estava antes do GP do Azerbaijão (em 2018)  e como está (em 2019). 



Cacildis, como melhorou né? 



'Tá tudo muito mais acirrado!!! A competição está fervilhando! 




Se não fosse essa postagem, eu jamais saberia, o quão bom o campeonato está! Ainda bem que abriram meus olhos para isso. Preciso agradecer:




(Ok... Chega de sarcasmo... Por um momento!)

Acompanhem com a tia Manu, aqui: Ano passado, Vettel era líder, com 54 pontos. Hoje, no mesmo tempo, Hamilton tem 68 pontos; 14 a mais que o Vettel de 2018, com a super potência da Ferrari, lembram?
Bottas, terceiro colocado na mesma ocasião em 2018, em 2019 soma 62. Ainda: 12 pontos a mais que o líder do ano passado, que tinha o melhor carro do grid.

A diferença de Vettel, para o segundo colocado, Hamilton, em 2018, é de 9 pontos. Esse ano, a diferença entre Hamilton, líder e Bottas, o segundo, é de 6 pontos. Próximo, não? 
Até aí, tudo bem, sem babaquice da minha parte. Mas o pulo do gato vem agora: Em 2018 era dois carros, no topo e de equipes diferentes. Esse ano, são dois, da mesma equipe. Atestado de hegemonia carimbada no cartório. 
Podemos abrir novo documento: o de chatice. 
Ano passado, Vettel se distanciava de Hamilton em 9 pontos. Entre Hamilton e Bottas a diferença era de 5 pontos. Esse ano, a diferença entre Hamilton e Vettel é risível: 31 pontos. A minha idade.
Entre Hamilton e Bottas, estão mais afastados entre si que no ano anterior: 6 pontos. 
Mesmo se olharmos bem, entre Hamilton e o quarto colocado, Verstappen, a diferença é de 29 pontos.

De fato, 2019 está muito bom. Como disse o Galvão umas 3 vezes na corrida passada: "Como a a F1 está bonita esse ano!"




A F1 oficial lançou essa nas suas redes. Sim, ela colocou essa tabela comparando os campeonatos, como se fosse um "vantajão".
Parece piada, a gente podia até rir. Mas ela fez uma coisa boa: esfregou, na cara de todo mundo, como a F1 está, antes da quarta corrida do ano:




Já sabemos, antes de completar 1/3 da temporada, quem é o campeão mundial de 2019. 
Eu não sei vocês, mas nos outros de "dinastias", ainda pairava uma dúvida, pelo menos no começo do ano. Quando não resta um pelinho de dúvidas sobre quem é o campeão, na terceira etapa de 21, qualquer argumento para salvar a categoria torna-se indefensável. 


Percebemos que a coisa está tão ridícula, que o único, além das Mercedes, com motivos de gostar dessa comparação "evolutiva" de um ano para o outro, é Verstappen: Escalou de 18 pontos e um oitavo lugar na tabela, para um florido 2019 com 39 pontos e um terceiro.



É. Nem dá para empolgar. Se para ele, terceiro não é suficiente, para quem clama por mudanças, não serve de nada também, especialmente a pensar que ele está 29 pontos atrás do Hamilton. A diferença, só vai aumentar.


O mais gritante dos problemas, não é o aparente, ou seja, as Mercerdes com esse tantão de pontos. A gente já sabe que os malditos tomaram a F1 e a categoria está achando ótimo. Mas é complicado ver, por exemplo a situação bem inferior do esperado em relação à Ferrari, estando com a metade dos pontos que a Mercedes conquistou. A diferença entre seus pilotos é mais ideal: um ponto, de um para o outro. 
Já essa diferença entre duplas não favorece a Red Bull, que é outro problema que ecoa: Verstappen corre sozinho, depois da saída de Ricciardo, que ano passado, ocupava o quarto lugar na tabela. Esse ano, na Renault, nem aparece na lista dos 10 primeiros pontuadores. Gasly ainda não o substituiu nem um terço do que se esperava.
A situação da Renault é, de fato, decepcionante: Hulkenberg, que era sétimo com 22 pontos, empatado com ninguém menos que Alonso, em 2018; em 2019, amarga 6 miseráveis pontos.


E sobre Räikkönen? Ainda que esteja tirando leite de pedra na Alfa Romeo, passar de 30 para 12 pontos, deve ser frustrante. Mas, no fim das contas, está bem ok, tendo em vista seu companheiro de equipe.
É esse um dos pontos: Acabamos nos contentando com mesquinharias. Ficamos felizes com o fato de um piloto ou outro poder dar um show nas corridas, ainda que seja um sexto, um sétimo lugar, uma ultrapassagem bonita ou marcar o seu primeiro ponto. 
Além disso, aquela resiliência que acaba surgindo, de aceitarmos o campeão mundial e ficarmos na expectativa a respeito do segundo ou terceiro colocado. Isso é, degradante. Principalmente pois, o segundo, o terceiro colocado, ninguém se lembra. (O mundo é só dos vencedores. Mesmo quando são os lacradores...)

E é isso que a "nova" F1 vende de entretenimento, não mais esporte. É nessas pequenas parcelas miúdas e insuficientes, que faz com que muitos de nós, ainda dedique umas horas do dia para saber como foi ou está sendo as corridas. 


Fim de semana chegando, depois de um com feriado prolongado... Como portaremos com o capítulo 4 da nossa novelinha chata, mas que somos viciados desde que a gente se entende por gente?
Eu estarei com muito trabalho, inclusive no fim de semana. No domingo, não vou ver o Baku. Vou ver Vingadores...  


Mais tarde, devo assistir Game of Thrones, embora eu já saiba alguns spoilers e não faça questão da série... 
Mas é certo, que a corrida, eu só vou ver, em gravação, pois assim, eu passo para frente, e em 10 minutos, me inteiro de seu conteúdo, mais óbvio que 2 + 2 são 4.

Aguardo comentários de vocês, sobre a corrida que está por vir. Peço desculpas pelo sumiço: apenas muito trabalho.
Continuaremos por aqui e pela página do Facebook, para troca de ideias. 
Abraços mega afáveis à todos e todas!

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Novelinha da F1 - Capítulo 3: GP Chinês

O GP Chinês seria (ou deveria) ser especial. Era a comemoração da corrida número 1000.
Eu até pensei: vou fazer umas contas de quantas mais ou menos eu já assisti/acompanhei... 
Preferi não. Tive duas razões para desistir: 
a) Devo ter "assistido" corridas em meus 3-5 anos, afinal, nasci em 1987. Passei a prestar mais atenção nelas com 10-11 anos e, a ficar viciada, com 14-15, época em que desejava cursar Engenharia Mecânica. 
b) O que importa quantas, dessas 1000, que eu tenha assistido?

A alternativa A indica que não saberia calcular as corridas, poderia ser mais ou menos o valor de todos esses anos, ou apenas de parte deles. 
A alternativa B foi a redentora para desistir. Não importa, não é mesmo?
O que salta aos olhos é que, não havia nada a se comemorar.
A categoria está num marasmo danado. Sim, eu particularmente acho um porre a hegemonia de um piloto só. Mas acho ainda mais porre quando esse "piloto" é pouco talentoso, oportunista e celebridade. 
Já sabem. Não vou contar essa história de novo.

O GP seria na China, um dos circuitos mais chatinhos que há no calendário. Pior: para a gente acompanhar, tem que sacrificar o nosso precioso sono. O cirquinho da F1 corta a nossa madrugada.
Na atual conjuntura, sejamos bem sinceros: vale a pena? 
Se não valia uns anos atrás, agora com as responsabilidades e muito o que fazer no trabalho, era óbvio que eu veria, quando muito, apenas o VT.

"Ver" é um verbo abusivo. Eu "ouvi", o VT da classificação. Enquanto passava, eu corrigia as questões fechadas das provas de meus alunos. Não sabia o que me deixou mais triste: a classificação da F1, ou as respostas erradas. 
Talvez a frustração tenha sido maior com os meus alunos. Ao menos deles, tinha a esperança de me surpreenderem positivamente. Já a F1, era uma básica derrota: Bottas poderia ter feito a pole, mas Ocon está sempre perto, e a pressão para o Bottas parar de "botar" as asas de fora, ia vir logo. E a Mercedes vai permitir disputinhas com o chorão do Hamilton enchendo o saco? Claro que era encenação! 
Mais um motivo para nem pensar em levantar de madrugada. Cansaço do trabalho, e a previsibilidade é redentora. Assim, "ouvi" a corrida, passando notas para uma tabelinha de pontos distribuídos no bimestre. 

E quanta bobagem ouvi nas nossas transmissões... Se lá, brota bobagem, o que esperar dos "anônimos" que acompanham a F1?
Ainda pouca gente percebeu, mas a novela está seguindo à moldes chatos o suficiente para pararmos de acompanhar. Deixar cair o ibope pode ser drástico, pois a TV pouco importam. 
Mas é fato que se fosse uma série da Netflix, já tinha sido cancelada. Afinla, tudo é plasticamente falso, e até na narração, a frase mais besta e fake surgiu: "tá bonita essa F1 esse ano" foi repetido várias vezes.
Tá mesmo? Putz, tô cegueta, então... Porque eu não vejo nadica de nada que encha os olhos na F1 hoje. 

Assim, o terceiro capítulo, que já não era mais tão esperado, murchou de vez. Fora alguns milagres, tipo Kimi na zona de pontuação com a Sauber, pelo menos uma Renault terminando a corrida com uns pontinhos, Vettel fazendo seu trabalho sem erros, todo o resto foi tão descartável quanto papel higiênico após o uso. Gostaram da comparação? Pesada? Bem, desculpem, mas foi proposital. 
Desagradável, mas não menos verdadeiro.

Não posso finalizar esse texto sem agradecer o apoio que tive, de amigos e colegas, para manter esse espaço. Um destaque especial: o meu muito obrigada para Robson, Carol Reis, Diogo e Carlos pelos comentários ricos e de força no post passado. Não tenho nada a acrescentar ao que disseram. Fiquei bem feliz em saber que não sou a única a pensar dessa forma.  

Continuarei com os posts sim, farei meu melhor e mais divertido possível, derrubando a alegria de quem achou que ficaria livre dos meus textos "reclamões" aqui neste espaço.
Vamos que vamos! Vocês terão ainda um pouco da Manu ranzinza! ;) 

No mais, comentem a corrida 1000. Me digam o que acharam...!
Fico por aqui e aviso que logo posto algumas fotos comentadas para fazer umas piadinhas. 
Abraços afáveis!

terça-feira, 9 de abril de 2019

Novelinha da F1 - Capítulo 2: GP do Barein

Olá a todos e todas. 
Creio que nesse momento vocês devem estar pensando: "Ah, A Manu está com síndrome de Rubinho, agora... Que desespero!" 
Atrasei o post quase duas semanas, certo?
É... Eu sei.

Dei uma de louca no domingo, logo depois do GP do Barein. Essa surtada básica aconteceu no Twitter. Primeiro, depois de uma sequencia de notícias, tuítes e comentários que li e ouvi, dei aquela avisada que não teria post sobre o GP no blog. Motivo:


A questão estava numa perspectiva, talvez besta, mas levada muito à sério por mim: existe muita gente para palpitar a F1, como se ela fosse caso de utilidade pública. Existe poucos que levam as coisas do "esporte" na brincadeira. 
O pessoal que discute, como brincadeira a F1, nas redes sociais, fazendo altas zoações, faz isso, para arrancar umas risadas. E a coisa é bem simples: É engraçado? Ria, curta, compartilhe. Se não achou que é engraçado, não ria, não compartilhe, nem curta. Deixa o cara ou a cara para lá. 

Até não me incomodo. Eu mesma faço umas graça (sem-graça) por aqui. O que torra a paciência da gente, que já é pouca, é os senhores e senhoras da seriedade, os donos das verdades, os sabichões. Esses, inclusive, vão lá na página do humor, bater boca. Esses, dão risada, daquilo que não tem graça. Esses, alargam threads no Twitter para defender um piloto, criar teorias das conspirações e dizer que "ama F1". 
A gente também faz isso? Faz. Mas a gente nem entra na discussão do outro. Eu pelo menos, não mais. Creio que vocês também evitam. E sabem porquê? Porque esse lance de "colonizar" o outro é feio para cacete! Não temos mais tempo nem idade para isso. 
Na boa: Será que esse pessoal ama mesmo aquela pataquada, lá? Ou quer só encher o saco?
Eu sei que no post anterior eu até disse que ia ser menos ranzinza, mas dá para não ser?
Poxa, que circo! Que sentimento mais bosta (desculpem os sensíveis) é você estar vendo uma corrida, poder contar com a chance de ver uma coisa interessante acontecendo, e tudo dar errado em questão de poucas voltas. Aí as redes sociais, que eu preciso parar de usar, faz a gente ficar mais "full pistola" com gente brotando do nada, rindo da rodada do Vettel, depois sumindo por conta e risco. E mais: Gente desesperada pelo quase abandono do Leclerc e outro pessoal rindo do desespero alheio. 
Gente discutindo a sexualidade das borboletas pretas e amarelas da Renault com seu duplo abandono...
Ninguém sacou que a situação não era de riso. Em nenhum dos três casos, em nenhum dos momentos não mencionados. 
Ninguém se deu o trabalho de arregalar o maior problema dos 4 últimos anos dessa F1: que qualquer idiota que tenha um carro da Mercedes ao seu dispor, vence uma corrida e eles, conseguem uma dobradinha. Uma mandinga braba. Um sorriso de lado do chefe da equipe, indicava a tranquilidade de que tudo estava nos eixos. 
Eu brinco sim, que a F1 virou novela, mas me diga se não parece que tem roteirista por trás, arquitetando maquiavelicamente um jeitão de "dar emoção"?

O título da postagem deveria ser: "O capítulo que me deixou muito p&%$..."
Não deu para "shippar" ninguém, não tive forças para ficar triste pelo mocinho que se ferrou, não ri da piada que aconteceu, não gostei no final, detestei os comentários. 

Aí veio aquela de "Hamilton gentleman, consolando Leclerc..", e "Vettel nunca foi talentoso... É um arregão". E o 1º de abril era só na segunda. Não estava nada fácil. Eu até acho que quando é série ou novela, você tem esse misto de sentimentos, mas no esporte? Sei lá... 
Confesso que quando eu lancei um segundo tuíte sobre o assunto de escrever aqui neste espaço sobre F1, eu nem prestei atenção na data da mentira. Uma que tinha tanta gente caindo ou pregando mentiras bizarras, que parecia um dia normal, dada a quantidade de fake news que há em todos os portais hoje em dia. 
Mas... é, foi no dia 1º de abril que eu postei isso, mas eu falava sério:


Pode parecer que eu queira bajulação. Não é nada disso. Embora eu agradeça ao Diogo pelo apoio, que talvez seja o mesmo apoio de alguns de vocês. 
A questão é que, passou a não ser mais tão divertido. Sobressai sentimentos que nem sei se são vantajosos. Uma é a sensação de estar sendo enganada e outra é a certeza de estar perdendo meu tempo. 
De que adianta ficar aqui, que nem uma senhorinha caquética, reclamando que não viu graça na corrida, que quando estava bom tudo ruiu e que tem maluco comentando o "esporte" e com isso tem me tirado do sério?

Três dias depois desse momento "sincerão" no Twitter eu li os comentários da minha última postagem e senti que, talvez eu ainda pudesse continuar mais um pouco, desde que me sentisse motivada para isso. E logo em seguida li essa reportagem: Vettel ameaça sair da F1 após 2020: “é mais um show que um esporte”.

O que para muitos de vocês deve ter sido um grande chororô a declaração do Vettel, para mim foi um arrebatamento. Tive grande compaixão por ele, especialmente depois de domingo e depois de como a imprensa italiana reagiu com Vettel.
Eu sei que os tifosi são impiedosos. Mas não vi razão para todo mundo ser, também. 
Eu não sei se o Vettel está perdendo o talento, se nunca teve ou se está só sendo pressionado a fazer burradas em nome do espetáculo. Mas eu posso dizer o que eu acho. Vettel é, hoje o cara mais detestado da F1. Talvez até mais que o Verstappen e, muito possivelmente, com muito menos razão que o holandês arrojado. Porque ele é detestado? Não sei. Hoje em dia, a turminha da lacração gosta de umas coisas estranhas e detesta umas que não faz sentido algum. Os tradicionalistas sempre procuraram um para pintar de vilão e poder descer a lenha da crítica sem dó, nem piedade. Juntou o inútil ao detestável e esse é o resultado. Ele é odiado. Os apelidos, dos mais meigos aos mais pesados, estão na boca (e nos "dedinhos digitantes") de muitos comentaristas e palpiteiros.
Muitas vezes eu decidi certas coisas sobre a F1, pelo lado do cara criticado. As vezes, eu observei os pontos da situação, considerei os não visíveis e "puff", como se fosse um passe de mágica, eu completei um raciocínio. 
Foi assim que fiz, talvez 80% dos meus textos entre treinos e corridas, além de testes, polêmicas, declarações e comemorações de pilotos e equipes. 
É impossível saber se eu estou ou não errada, nas coisas que publico. Mas que, quando vejo uma declaração, como essa do Vettel, percebo que, totalmente enganada, provavelmente não estou. 

Antes de arremessar as pedras nele, peço que ponderem. Hamilton, quando Vettel vencia todas, também reclamou da F1 naquele estágio de hegemonia. 
Quando ele passou a ser o primeiro em tudo, ele nunca soltou uma nota de reclamação sobre a falta de competitividade. 
Lembrem-se também que, se Vettel nunca teve talento, é de se surpreender que ele tenha conquistado os seus 4 títulos na presença de 5 campeões mundiais, com pelo menos um deles em uma equipe grande. "Ah, mas ele tinha o Webber de companheiro". E Hamilton teve Rosberg, e que fim levou? Agora tem Bottas, que saiu de touro indomável para cordeirinho pimpão de uma corrida para outra. 

Tenho trabalhado muito. Mas vou reconsiderar a decisão para a milésima corrida de F1. É na China, e isso não é bem a motivação que eu precisava. Na realidade, não há motivação nenhuma, a não ser vocês, que ainda gastam tempo a ler os meus devaneios. Espero ter tempo semana que vem, e espirituosidade para escrever um texto na segunda e brincar com algumas fotos, na terça. Caso o tempo esteja curto, pelo menos uma notinha sairá.

Agradeço sempre, os comentários e recados de todos. São muito importantes, de verdade!
Abraços afáveis!