quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Boas Festas 2018!

Escrever postagens de fim de ano te dá dois caminhos: fazer textos bonitos, profundos e com alguns (grandes) clichês. Ou, escrever sobre seus momentos, contar o que deu certo, e o que deu errado de seus planos... 
Eu já contei o que deu errado para vocês, recentemente. Não farei retrospectiva. Tudo que vem à mente são as derrotas, as contrariedades, os murros em ponta de faca. Ainda que as pessoas por aí insistam que a gente não deva ficar apenas falando das falhas - que existem muitas coisas mais importantes que elas e das quais devemos celebrar - eu simplesmente não consigo ver como, em todo o mundo, alguém pode sacar um textão à agradecer pela casa, comida e roupa lavada do dia-a-dia.

De fato, essas coisas são dignas de agradecimento. Existe muita gente que passa por dificuldades por aí, e muitas vezes, não reclama um terço do que passam. Somos mesmo, um bando de malucos ingratos. Vejam bem: esteve uma temporada de bastante chuva, por aqui e em algumas regiões do país. Conte para mim quantos não pediram por uma trégua do São Pedro e um solzinho?
Agora vai lá na sua rede social favorita, e veja se não está reclamando do calor dos infernos?
Assim como faz parte reclamar de qualquer coisa, faz parte ser um fdp ingrato que não sabe o que quer, mais do que permite o bom senso.

Infelizmente, falhas fazem parte da vida. Ainda que sejam parte dela, não mencioná-las não ajuda a sarar a frustração.
Sim, tive um 2018 péssimo. Fiquei sem emprego, me desdobrei em atividades acadêmicas sem ganhar um níquel, e ainda falhei num processo seletivo de pós graduação. Esse mesmo sistema educacional que os esquerdopatas falam que vai acabar com o novo presidente, já é um lixo por si só e não é porque eu não consegui ter sucesso nele. Esse meio acadêmico, que olha para algumas pesquisas, e por 'bugs mentais" ou simples falta de intelecto, só enobrecem seus nichos. A ciência, a pesquisa de coisas novas, é tratada com desconfiança e/ou desprezo.
Mas só os coxinhas é que precisam estudar mais... Ah, se assim fosse...

Estou altamente cética, especialmente com o que mais gosto de fazer. Achei que votando num ou noutro palhaço, escolheria só a forma de "morrer": se era afincada no espeto ou tostada na brasa. O sistema no Brasil, é uma farsa. Tenho a convicção que sou em muitos assuntos, uma completa idiota, mas eu não acho que para viver eu precise me dobrar ao Estado. Porém, é assim que está, e fugir de seus torturantes mandos é uma luta, uma guerrilha; assim tanto fazia um babaca poste ou um bruto incapaz. No fim das contas, o fim de nosso conto, é tragédia grega, tipo Édipo Rei: um tantão de desgraças, e o desespero derradeiro de arrancar os olhos. Metáfora forte, mas verossímil.

É óbvio que algumas coisas nos salvam. Falhas, são clichês, mas moldam caráter, faz você ter orgulho caso alcance uma meta. Ou isso, ou a falha te liberta. No terceiro ou quarto soco na ponta da faca, você desiste, passa um curativo, estanca o sangue, e joga a faca fora. Conta para um ou outro amigo que diz "mas esse sangue perdido, valerá de algo" mas internamente, você tem vontade mandá-lo para aquele lugar. Claro, para ele ou ela, é fácil dizer isso. Ele bateu na faca até ela ficar cega, aí sentiu que poderia vencê-la e entortou a dita cuja. Ela, acha que todo o sangue perdido, foi o sacrifício aos deuses. Ambos fazem parte de toda palestra motivacional como sujeitos ocultos. Ambos adoram quando veem artistas ou atletas contarem suas superações na tv ou em entrevistas. 
Mas só funciona com eles, não se enganem. Desistir também faz parte da vida. E por mais que tenha doído decidir assim, é só mais uma cicatriz que forma. 

Assim, encaro 2019. Sim, desisti de fazer qualquer plano. Vou parar de dizer para mim mesma o que tenho que fazer. Vou parar de pensar demais e ver no que dá. 
Sobreviver a gente sobrevive. Mas não adianta dizer que foi um ano bom pelas pequenas coisas, porque isso a gente identifica em ações e agradece em orações. 
São as falhas que te desmoronam. E elas são mais comuns que os momentos afortunados e são, tão importantes quanto. Nem que seja para fazer você tomar uns tombos e perceber o quão burra está sendo, ou o quão cega é ao ignorar as coisas boas que são passageiras. 

Foram 84 postagens neste ano, das quais vcs acompanharam, sem reclamar, e o bônus está aqui: um enorme obrigada, por me aturarem por mais um ano. Ainda me sinto surpresa pelos elogios de meus textos, sejam eles sobre F1 ou sobre música (mais raro) e sigo gostando deste espaço, como uma válvula de escape. 
Espero ao menos, não perder o humor. Já está difícil achando graça de algumas bobagens, imaginem se me rendo por completo à ranhetice? 

Por isso, roubei essa tirinha pra desejar Boas Festas à todos que passarem por esse blog, de hoje até meados de janeiro. 


Se esbaldem de boa comida, brinquem e se divirtam com quem mais amam. É fútil, mas é útil, desde que com bom senso. Se vai para festejar, faça por onde. Não chegue nos lugares ou receba pessoas em sua casa para ser um chato (mas está liberadíssimo fazer piadinhas de tiozão: "é pavê ou pacumê" e "na vida tudo passa, até a uva...", rsrsrsrs...)

Feliz Natal, Feliz Ano Novo! E abraços mega afáveis a todos e todas!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

F1 2018: O que poderia ter acontecido, o que aconteceu e que fim levará (Parte 2)

Dando continuidade ao balanço da Temporada de F1 2018, conforme prometido. Na verdade, o texto foi escrito de uma só vez, mas, dividido em dois posts, pois, virou capítulo, rsrsrsrs... 
Para quem não leu a primeira parte, pode conferir aqui
Seguimos?


Sainz tem nome conhecido no automobilismo, mas pode ser um destes que tudo que se tem para dizer sobre ele para por aí. Foi por dois anos e um tanto do terceiro, piloto da Toro Rosso, uma das apostas meio estranhas da equipe. Depois passou a ser piloto da Renault. Veio para equipe, em 2017 ainda, e correu por ela, nos 4 últimos GPs. Ainda era dúvidas de como seria na "nova equipe" para 2018.

O que poderia ter acontecido: Poderia ter sido bem pior, visto que não era uma grande aposta da STR e logo aceitou proposta da Renault para substituir o demitido Joylon Palmer - outro com sobrenome conhecido e só. Não havia expectativa grandiosa para ele, a não ser para quem confiasse que fosse a melhor escolha da equipe.
O que aconteceu: De fato, não muita coisa. Fez 53 pontos, abandonou apenas duas vezes e fez um quinto lugar no Azerbaijão. Sainz terminou a temporada na equipe, mas ainda vêem algo de muito especial nele, e não se sabe ainda o que pode ser. Talvez os números falem muito, mas não vejo grandes maravilhas no cara.
Que fim levará: Foi o escolhido da McLaren a substituir Fernando Alonso. Talvez, o conterrâneo tenha feito uma propaganda para o colega, mas o que se sabe é que a McLaren teria feito melhor mantendo Vandoorne, pelo menos, já que Alonso queria mesmo sair. Enfim, só o futuro dirá. Sainz terminou a temporada em décimo lugar e de todos, deve ter sido o que mais mostrou interesse em correr pela equipe que já foi grande.

Kevin Magnussen é mais um de sobrenome conhecido, mas nem destes que a gente respeita. A gente até respeita porque o cara é firme na pista. Mas não é dos mais talentosos. É bonito, sim, mas... Beleza não se põe a mesa (rsrsrsrs...)

O que poderia ter acontecido: Poderia ter superado o companheiro Grosjean, botado banca e ficado mais bem posicionado para garantir uma tranquilidade na equipe. A Haas é boa, e tinha e tem muitas chances de ser meio de grid.
O que aconteceu: Conseguiu levar a Haas em boa posição como uma das melhores além das 3 grandes, perdendo só para a Renault. A equipe, por sinal, deve ao trabalho constante de Magnussen  durante a temporada. Ele ficou bem à frente de Grosjean, em nono na classificação geral, somou 56 pontos, abandonou apenas duas vezes e marcou pontos em 11 das 20 corridas do ano. Foi desclassificado no GP dos EUA, por ter consumido mais dos 105kg de combustível permitidos pelo regulamento, mas Grosjean também teve problemas de regulamento - aquelas que só arrebentam do lado fraco. Teve dois quintos lugares, no Barein e na Áustria. 
Que fim levará: permanecerá (tranquilo?) mais um ano na Haas para 2019, com chances de evoluir na equipe e disputar mais posições de meio de grid, como já fez outrora com um "meio" rival, Hulkenberg (já sairam farpas entre os dois, e a repercussão do caso foi um dos lances mais engraçados da atual F1, inclusive) e também, disputar com o companheiro, Grosjean. 

*Pausa dramática*
Aqui fechamos a equipe Haas que terminou o ano com 93 pontos somados, e um quinto lugar, posição altamente favorável para a equipe. Em 2019, poderão disputar diretamente com a Renault novamente, pelo quarto e quinto lugares na classificação de construtores. Talvez, também poderemos contar com a Sauber, nessa briga aí, ou pelo menos, muito próxima à elas. A conferir...
***



Confesso que quando Sergio Pérez chegou à F1, achei favorável. Mas aos poucos fui perdendo total interesse pelo mexicano. Era fogo de palha. 

O que poderia ter acontecido: Pérez não tinha nenhuma responsabilidade a não ser permanecer mais duro frente o companheiro Ocon. Depois de disputas internas, os dois se estranharam em 2017 e isso apimentou a disputa - mas, só entre eles - eis o grande problema da F1 atual. Parece que existe duas realidades quase conflitantes na mesma categoria. 
Esperava-se que neste ano, as coisas fossem boas o suficiente para alavancar a equipe na forma de espetáculo, mas o "show" foi outro.
O que aconteceu: Sobrepôs Ocon, eclipsou ele de vez, terminou o ano em oitavo e com 62 pontos, contra 49 de Ocon. Não ajudou tanto a equipe, pois após a falência e venda, os pontos da primeira metade do campeonato foram subtraídos da contagem geral, e a antiga Force India, tornou-se Racing Point. (Os pontos contados para o campeonato de construtores foram os do GP da Bélgica em diante.) 
Pérez teve dois abandonos, um no GP francês e o outro na sua própria casa. Sua melhor colocação no ano, foi um pódio, terceiro lugar no Azerbaijão. 
Que fim levará: Pérez conseguiu convencer o novo dono da equipe, sr. Lawrence Stroll em permanecer. Vai ser companheiro de equipe do filho dele, o tal do Lance. Deverá andar bem longe do filhinho - o que não parece ser difícil - para não ter problemas. Isso, se é que a equipe vai chegar a algum lugar com a mudança de comando...

*Pausa dramática*
Como foi dito, a Force India faliu, vendeu-se e foi comprada no meio da temporada. No GP da Bélgica veio uma confusão dos diabos sobre o ocorrido e ainda um nome de príncipe para a equipe, ou seja, comprido "pra cacildis": Racing Point Force India - Mercedes. Os pontos para o campeonato de construtores foram contados a partir do GP belga, e então, foram apenas 52, fazendo-os terminarem em sétimo na classificação. Caso fossem somados os pontos anteriores (contados apenas aos pilotos), eles teriam terminado o ano com 111 pontos, em quinto, rebaixando a Haas à sexto lugar. 
Creio eu que a equipe perderá um pouco no ano de 2019 dando chance a Haas e a Renault de se fortalecerem. Pode ser que disputem diretamente com a Sauber, agora que ela tem uma dupla de pilotos nas quais um é experiente e já foi da casa e um que é novato cuja expectativas são altas. Mas, é só especulação.
***

Nico Hulkenberg mora de pantufas no nosso coração (plagiando Rômulo Mendonça da ESPN, rsrsrsrs...) e todo ano, eu espero dele melhores resultados e o coitado, fica lá, amassando barro, sem muito do holofote que lhe é de direito. 

O que poderia ter acontecido: Ter feito uma senhora temporada que lhe desse chance numa das grandes, mas pelo visto, "nobody cares about Hulk" e isso é uma das coisas mais bestas da F1 atual. Acho sinceramente que o cara merece vaga numa equipe boa para vermos se tem mesmo braço para estar na categoria, mas não há possibilidade disso. Até porque, muito cara descartável tem vaga e para o Hulk só migalhas.
O que aconteceu: Dentro das limitações, a Renault tem um carro razoável, o melhor das equipes de meio de grid, muito pelo empenho dele mesmo. Hulk terminou o ano em sétimo com 69 (pornográficos) pontos e teve muita má sorte caindo no seu colo, como foi na última corrida num acidente desesperador. Abandonou 7 vezes, o segundo que mais abandonou no ano e a sua melhor colocação foi um quinto lugar, em casa, na Alemanha. 
Que fim levará: Permanece na equipe Renault para o ano que vem, mas terá um desafio a enfrentar. Em tese, será a primeira vez que terá um companheiro muito talentoso e com sede ao pote para colocar em risco sua postura (duvido) privilegiada na equipe. Se não tomar cuidado, pode ser superado. Se tomar, será uma injeção de ânimo para mostrar seu melhor e rivalizar Daniel Ricciardo de igual para igual. Pode ser uma briga bonita nas quais, a Renault será muito bem beneficiada. 

*Pausa dramática*
A Renault saiu-se muito bem esse ano, fechando em quarto lugar com 122 pontos. Ainda que muito longe da terceira colocada, a Red Bull, há de se convir que é outro patamar. A F1 não prioriza equilíbrio e isso é bastante contraditório na hora de escrever um texto como esse. Onde lá 122 pontos é bom se o terceiro colocado ficou com 419? Mas é isso que a F1 é, esse desnível, inclusive de investimento. É difícil não aceitar que um teto orçamentário deixaria tudo muito mais divertido. Mas eles lá querem dar diversão? ¯\_(ツ)_/¯ 
Seguimos como está, mesmo reclamando como velhinhas ranhetas e caquéticos nostálgicos. 
A Renault vai para 2019 com uma boa expectativa: foi bem em 2018, dentro das suas limitações e terá dois bons pilotos para a temporada seguinte. Estou particularmente curiosa para que chegue logo 2019, só para ver o que vai acontecer da terceira equipe para trás. Porque digo isso? Bem, os próximos que vou comentar, a gente já sabe o que esperar deles...
***


Daniel Ricciardo é o cara mais simpático da F1 atual. Mas sua carinha amistosa e seus sorrisos fáceis tendem a levá-lo pouco longe na categoria. Quem é formidável, logo é esquecido ou desconsiderado. Mas esperava-se que seu terceiro ano na Red Bull em 2018 fosse satisfatório.

O que poderia ter acontecido: A Red Bull perdeu a mão esse ano, em alguns momentos de corrida e deixou muitas das vezes o protagonismo especialmente no começo da temporada. Por outros anos era de se esperar que em momentos cruciais "atrapalhassem" as decisões de campeonato, e no caso, víamos com melhores olhos que Ricciardo fosse mais bem sucedido que o impetuoso Verstappen. 
O que aconteceu: Ricciardo dormiu com a má sorte. Foi o piloto que mais abandonou no ano, com 8 corridas não finalizadas. A equipe procurou o contrato com a Honda para 2019 e 2020. Essa situação pode ter contribuído para a mudança de Ricciardo para outra equipe no próximo ano, mas não deve ser a única razão, já que ele não teve muita sorte com motor Renault esse ano. 
Ele acabou terminando o campeonato, abaixo das expectativas, com 170 pontos, em sexto lugar, e superado pelo companheiro de equipe. Neste ponto, ser impetuoso contou muitos - quase 80 pontos de diferença - a favor de Verstappen. Mesmo assim, Ricciardo usufruiu de duas vitórias: uma na China e outra em Mônaco - onde largou da pole (assim como largou na ponta, também, no México).
Que fim levará: Irá estrear em 2019 na Renault, protagonizará uma alavancada da equipe com Hulkenberg e devem formar uma das duplas mais fortes do grid. 
Ou, poderá ser uma grande decepção na nova casa. É ainda complicado de prever sem ser baseando-se nos "achismos" ou nossa "torcida".

Sinônimo de capacho na nova edição do dicionário Aurélio, Valtteri Bottas poderia ser muito menos inapto do que tinha sido em 2017, seu primeiro ano na Mercedes.

O que poderia ter acontecido: Bottas tinha - em tese praticamente comprovada - um bom carro em 2017. O melhor do grid, em disparado. Mesmo assim, com a segunda metade do ano ele foi perdendo rendimento. Desculpas vinham e as críticas também. Eu cheguei a defendê-lo, pois para mim não havia forma de um recém chegado botar banca na equipe voltada para Lewis Hamilton. Fatalmente, pouco deveria ser de sua própria incompetência. 2018 seria sua redenção. Precisava ser mais durão, se quisesse que parassem de falar de sua forma de conduzir campeonatos ou compará-lo com Rosberg (que ao menos, ganhou do rei da equipe e chutou a bunda dos dirigentes). 
O que aconteceu: Ele perdeu o direito de ser defendido, se dobrando aos mandos da Hamilton Team sem sequer levantar a voz. Se antes, a gente tinha uma bancada dura de falastrões a defender Rubinhos e Massas, obviamente ninguém se levantou para defender Bottas, que sabia, tanto quanto os outros citados, que seria humilhado na equipe Mercedes. E assim foi. Terminou ainda atrás de todas as Ferraris e uma Red Bull no campeonato, talvez de propósito como um menino birrento. Mas essa birra pode ainda lhe custar a vaga, porque não foi ajudante o suficiente contra o Verstappen ou o Raikkonen. Isso vai ser contado nesse próximo ano, já que é em 2019  que seu contrato vence. 
Aparentemente ele realmente abaixou a orelha para os mandos e mais uma vez, ser bonzinho, na F1, não vale de nada. Seu saldo final é de quinto lugar, 247 pontos, um abandono, nenhuma vitória, 7 segundos lugares - um deles, deveria ser ele o vitorioso, mas abriu passagem para o Rei, sem necessidade prática na contagem de pontos - e teve apenas uma pole position. Inapto, regular, frouxo. Pior? Ainda fortificou a ideia de que a Ferrari era que tinha o melhor carro, pois ele não conseguiu ser o vice... Mas na hora H, trabalhou bonito para tirar da Ferrari o campeonato de construtores, né? ¬¬' 
Que fim levará: Vai para seu último ano de contrato na Mercedes e vai trabalhar como um cordeirinho, sendo segundo em quase todas as corridas ou vai rodar no fim do ano. Vai ser homem e piloto sagaz do nada só para garantir a vaga e atrapalhar a vida da Ferrari, ou falhar e ter a Mercedes e o Hamilton, sem pestanejar em trocá-lo por um outro carpete-capacho-tapete, LAMBE-BOTAS - com perdão do trocadilho. É perigoso, com essa última situação, ter de voltar para a Williams, de onde saiu para fazer papel de trouxa e ser esquecido por lá.




Controverso desde que pisou na F1, Max Verstappen pode até ter me irritado. Tanto que cheguei a dizer algumas vezes que ele precisava amadurecer logo. Volto atrás e digo que acho imprescindível que ele exista na categoria, exatamente do jeito que é.

O que poderia ter acontecido: Esperava que a Red Bull pudesse protagonizar boas corridas desde o começo da temporada. A questão que mais me incomoda é que, geralmente, eles não rivalizam de forma eficaz a Mercedes, pois já está bem claro que com a Ferrari eles importunam faz tempo. No caso de Verstappen ele via nos carros vermelhos como as bandeiras dos touros na Espanha: alvos de ataque e destruição. Eu esperava que ele fizesse da Mercedes, pinos de boliche, em 2018. 
O que aconteceu: Teve um começo morno, mas logo ficou claro que, o carro dava problemas mais com o estilo de pilotagem de Ricciardo do que de Verstappen. Apesar de ter aprendido a conduzir melhor as corridas, ele deu das suas, especialmente no fim da temporada. Nada ainda que justifique que ele seja crucificado. Abandonou 3 vezes, marcou pontos em 17 corridas, sendo que em 11 delas, subiu ao pódio, duas delas com vitória nos GPs da Áustria e México (que poderiam ser três, caso Ocon não tivesse trabalhado bem para a Mercedes). Fechou 2018 em quarto lugar, 249 pontos, e alguns empurrões nos colegas e respostas bem dadas à mídia. Quase - por muito pouco - não passou Kimi Raikkonen na tabela.
Que fim levará: Permanece na Red Bull, agora com um certo requinte, pois tem mais experiência que o "novo-velho" companheiro, Pierre Gasly. Pode agora ser considerado - embora a Red Bull não seja dessas - o primeiro piloto e tem muitas chances de se sair melhor que Gasly no fim de 2019. Mas isso, depende muito mais do comportamento do motor Honda, do que necessariamente, de suas habilidades. Muita sorte ao Max.

*Pausa dramática* 
A RBR então fechou o ano em terceiro lugar no campeonato de construtores. Não surpreende, já que tem sido mais ou menos isso, desde a hegemonia acachapante da Mercedes. Terminaram 2018 com 419 pontos. Irão para 2019 de motor novo e isso pode ser complicado para adaptação. A confiabilidade do motor Honda é obscura. Tomara que tenham feito uma opção certa, pois, perder a chance de ver mais de Verstappen é péssimo para competitividade na F1, especialmente no patamar em que ela se encontra. Sem chances da Red Bull ser a terceira força, a Mercedes cresce muito e Hamilton ganha o hexa na metade do campeonato, pois a depender da Ferrari...
***

Kimi Räikkönen, meu piloto favorito, caso alguém não saiba, tem a minha confiança em sua capacidade. Apesar dos anos, eu só perdi a mania de defendê-lo a qualquer custo, porém continuo sendo fã. Optei assim fazê-lo conforme condiz mais com o que deveria ser um fã de Kimi - fria tanto quanto. 

O que poderia ter acontecido: Kimi teria de fazer de qualquer jeito um bom ano ou seria substituído por um piloto mais jovem, como os dirigentes da Ferrari já haviam deixado no ar. Claro que foi com argumentos quase fofinhos. Diziam que queriam mantê-lo, mas se fosse o caso, um piloto mais jovem não estava descartado. A se esperar de Kimi, poderia ser que de fato, ele não fizesse força para ter destaque, concluindo em aposentadoria. Não seria surpreendente.
O que aconteceu: O começo da temporada foi morno. Enquanto Vettel vencia as duas primeiras etapas, Kimi teve um terceiro e um abandono. Com a morte de Sergio Marchionne, os boatos de que Charles Leclerc iria para Ferrari, tomaram força. Aquele "disse me disse", quando não calado por nenhuma das partes, só fez a bolha crescer.
No fim das contas, o que se sabe é que Kimi ( de novo!) teve de entrar em acordo com a Ferrari. Da primeira vez, foi dispensado, lá no fim de 2009. Tenho para mim que fizeram assim, pois se dispensassem Massa, na época, acidentado, poderiam ter problemas com seu empresário. Desta vez, havia um pré contrato entre Marchionne e Leclerc. Com o falecimento do primeiro, o empresário do segundo - o mesmo do Massa - requisitou que honrassem o pré-acordo.
Para mim, parece claro que Kimi faria um bom ano e Leclerc teria de passar 2019 criando casca na Sauber. Porém, o destino tem dessas e empresários são "o bicho". O acordo teve de ser honrado como se fosse último desejo do Marchionne. No fim das contas, jamais saberemos o que passava de fato na cabeça do cara, a não ser o que foi divulgado para a mídia.
Kimi, teve o bom ano, tentou ajudar Vettel em alguns momentos, mas precisou de segurança que isso fosse realmente necessário (não que nem o Bottas, que entregou de bandeja posições nem tão necessárias). Se despediu da Ferrari pela segunda vez com 251 pontos, quatro abandonos - um deles, justo na última corrida do ano -, uma vitória bem legal nos EUA - que empolgou até quem não é fã do cara. Marcou pontos em 17 das 21 corridas 
Que fim levará: Aquele cara sisudo, que dizia não gostar de entrevistas, que dizia não querer ter filhos enquanto estivesse na F1 pois queria vê-los crescer, se tornou um cara que leva filhos e mulher para o paddock, faz festa para a criançada, e tem até rede social. Esperar que ele desse de ombros para a Ferrari e fizesse o trivial, era coisa do antigo Kimi. O Kimi 2.0 fala mais, sorri mais, e decidiu agir como jovem de novo. Fez uma boa temporada, aceitou normalmente o acordo com a Ferrari e mandou uma: volta para a Sauber, a equipe que o trouxe para a F1 lá em 2001. (Isso reforça a minha ideia de que a Ferrari ainda tinha vontade de manter Kimi e fez o melhor que podia para que ele ficasse minimamente confortável na categoria). 
Pode não vencer corrida nenhuma, mas teremos mais 2 anos de Räikkönen falando umas verdades na F1, aprontado umas e outras e fugindo das responsabilidades de ficar em casa com mulher e filhos (hahahahaha... pensa que eu não sei?!). 
Duvidam que ele vai aprontar umas? Dêem uma olhadinha nos vídeos e fotos dele no FIA Gala deste ano. Pentelhou geral, e passou vergonha no crédito e no débito. Mas foi divertido, especialmente pois, ninguém deu a mínima para (o mal vestido) penta campeão, Hamilton. 
Como não amar KiMito? 





Era notável que, eternamente, a Ferrari será segundo plano já nos começos das temporadas da F1. Quase me iludi, no começo dela, com as duas primeira vitórias do Sebastian Vettel, que esse ano seria diferente...

O que poderia ter acontecido: Vettel tem capacidade de ser campeão de novo. Vettel é mais piloto que alguns. Porém, a Ferrari é dada a feitos que prejudicam seus pilotos. Além disso, ela em 2007, precisou contar com uma dose boa de sorte, para ter seu último campeão consagrado. Depois disso, erros cruciais, de pilotos talentosos, colocaram seus campeonatos a ruir. Incompetência exclusiva dos caras? Duvido. Com algumas apresentações, parecia que esse ano seria diferente e que a Ferrari tinha que aprender, na marra, a não esperar as coisas caírem do céu e fazer por onde por merecer a dupla de pilotos e a tecnologia que dispunha.
O que aconteceu: Vettel até teve um bom começo de temporada. Ficou na liderança, até no GP britânico. Depois errou por causa de uma chuva providencial e em casa, para piorar tudo. Aí a sorte, que já acompanhava o Hamilton, carregada num sidecar invisível, cansou de andar na carona e tomou o volante.
A Ferrari não sabe administrar pontos com larga vantagem. Vettel até sabe, mas, a pressão na equipe vermelha é tamanha, que deve ser absurdo trabalhar para eles. Assim, ele sentiu isso, desaprendeu a administrar as coisas, assim como Alonso sentira. Tenho, certeza, absoluta, que Hamilton com o carro do Vettel, teria perdido o campeonato, como o alemão perdeu, talvez de um jeito muito pior. Mas como poderia provar?
Assim, Seb terminou a temporada de 2018 como vice, sendo muito criticado. Foi pole 5 vezes, venceu também 5 vezes, teve um abandono, marcou pontos em 20 corridas, sendo que 10 delas, subiu ao pódio. 320 pontos, 69 pontos a mais que seu companheiro que era o terceiro colocado na tabela. E ainda disseram que a Ferrari tinha o melhor carro... o.O
Que fim levará: Permanece na Ferrari, agora resignado, derrotado e acabado. Não soa combativo desde o GP da Bélgica, em agosto deste ano. Está contentado com pouco, está com sorrisos amarelos e triste. Não vejo com bons olhos sua próxima temporada. Terá um novo companheiro, que chega com muita expectativa e sede de vitórias. Será complicado para Vettel, apesar da premissa (verdadeira ou não) que ele manda e desmanda na equipe.

*Pausa dramática*
A Ferrari - que tinha o melhor carro, sei...  - perdeu, o campeonato de construtores, com um abatido Bottas dando uma mãozinha - ainda que não grande - faltando uma corrida para finalizar a temporada. Os números? 571 pontos, e 5 abandonos somados entre os seus pilotos. Depois comparamos com a Mercedes e vamos ver, que papo é esse de melhor carro. Acho que seria a melhor dupla, mas carro...
A equipe Ferrari vai para 2019 com carne nova no pedaço. Mas vai dar problema. É bem provável que Vettel torne-se o segundo piloto dada a insatisfação que foi seu 2018 frente aos torcedores, comumente conhecidos como muito fanáticos e também muito drásticos quando as coisas estão ficando ruins. No entanto, Vettel não melhora a reação, está resignado como eu disse, e Leclerc vai achar que pode muito mais do que possa ser de seu talento natural, ou seja, vai achar que estando na Ferrari, pode enfrentar Hamilton... Ele até poderia, se houvesse certa equiparidade entre as equipes de ponta. 
Proponha um equilíbrio em nome da competitividade e veja a equipe Mercedes surtar primeiro que a Ferrari...
***
Por fim, Lewis "Gênio" Hamilton.

O que poderia ter acontecido: Poderia ter sido um campeonato como de 2008, com a disputa ponto a ponto, mostrando de fato, um teste de talentos e braços. Mas, essa era a expectativa? Só para os ingênuos.
O que aconteceu: Aquela premissa de não votar num certo partido, pois, se ele vencesse as eleições não sairia jamais do poder dá para aplicar na F1. Se Hamilton fosse penta, ele não só teria seu talento sumariamente inquestionável, como bateria muitos números e recordes propiciando uma hegemonia imbatível nos próximos anos. 
O sandbagging feito no começo da temporada pela Mercedes fez deles muito confiantes no quesito. Com isso, muita gente comprou a ideia de que a Ferrari tinha um carro melhor e aproveitando da melhor maneira, mascararam uma leve dificuldade de Hamilton a chegar em Vettel, tiveram a sorte do alemão ter perdido a medida das corridas e mesmo depois de sua vitória no GP da Bélgica, era claro que Hamilton venceria o campeonato ainda com larga vantagem e por antecipação. Ele venceu o campeonato com 4 corridas de antecedência, finalizou a temporada penta campeão, tendo o quarto título seguido. Ainda marcou 408 pontos em 20 corridas e abandonou apenas uma. Carro danado de desequilibrado esse, hein? Das 20 corridas em que marcou pontos, 17 foi ao pódio,  sendo que 11 delas, foi o primeiro colocado. Foi pole postition em 10 das 21 corridas.
Foi uma falácia das grandes esse papo de que foi penta "no braço": a diferença entre ele e Vettel terminou com 88 pontos. 
Que fim levará: Permanece, claro, na Mercedes. Na vida de piloto, só correu de motor Mercedes, não faz ideia do que é ficar em meio de grid com motores explodindo e guiando verdadeiras carroças. Quando fica atrás dos 3 primeiros, se desespera e fica nervosinho. Além disso, se acontece alguma falta de concentração e ele cai de posições, do nada se recupera e ninguém o segura. Parece que no grid, todos tem medo dele. 2019 e 2020 são os seus anos: será hexa e hepta num piscar de olhos. Logo, 2021, será o maior da história, mesmo não valendo a sujeira da unha do pé de Michael Schumacher. Tanto é que, qualquer mudança sugerida para os próximos anos, nunca tem sequer um "alto lá" de alguém da Mercedes... Isso diz bastante.


*Pausa dramática*
A "Hamilton Team" foi campeã no campeonato de construtores, com 655 pontos somados contra 571 da Ferrari. O melhor carro do grid perdeu 84 pontos na disputa e somou 5 abandonos, enquanto a Mercedes somou dois abandonos - um para cada piloto e na mesma corrida - no GP da Áustria. Parece estranho afirmar isso e dizer que foram erros dos demais que propiciaram a diferença entre os quatro carros comparados. Nem mesmo dizer que por Vettel e Kimi terem concluído a temporada em segundo e terceiro, enquanto Bottas foi apenas sexto e Hamilton o primeiro, é questão de perspectiva. Para mim, não diz nada mais do que isso: Bottas foi muito ruim o ano todo. 
Em 2019, a Mercedes seguirá com os mesmos pilotos, exaltando um e massacrando o outro. Talvez até, dê boas armas ao Bottas, para que ele seja escudeiro mais efetivo, como Irvine foi para Schumi. Em tese, terão Leclerc e Vettel para afastar, além de Verstappen - caso Honda combine com a RBR. Mais ainda parece ser um ano bem fácil para equipe, mesmo com essa possibilidade de terem mais concorrentes. Eles já vem, há 5 anos, rachando de ganharem dinheiro - e claro, gastando nem a metade, pois estão tendo muito pouco para ajustar do carro, em comparação com as outras. Quem está correndo, atrás do prejuízo, segue sendo a Ferrari e a RBR, e as demais - estas, quase numa categoria à parte, dada a discrepância de mais de 290 pontos entre a terceira e a quarta equipe. 
***

Seria muito complicado para mim dizer que foi um ano bom. Também seria injusta se dissesse ter sido a pior temporada dos últimos 10 anos. Se me permitem, ficarei em cima do muro, e na sombra, fugindo do sol. Hora me sentindo confortável, hora afobada porque o sol está chegando e fritando a pele. 
Acho que é necessário, pela saúde do esporte, que a competição fique um pouco mais direta, não forçada. Que o jogo fora da pista não seja tão maior que o interno. Pedir teto orçamentário é súplica, mesmo que não seja concedida, e implique muito mais coisas que eu mesma possa entender.
Ainda há brilho na F1: há bons momentos, boas pistas - ainda que raras. 21 corridas ao ano, parece bom pois ficamos mais tempo com a F1 no ano. Porém, pistas como Singapura, Rússia ou Abu Dhabi são, por exemplo, muito chatas e a gente questiona a necessidade delas no calendário.
É preciso ter um pouco de paciência, e saber aproveitar o além daquilo que desagrada. Então, digo um até breve à F1, e aguardo para falar sobre a temporada de 2019, assim que as apresentações dos carros, e notícias sobre o novo ano, forem surgindo. 

Aproveito e agradeço a companhia de quem leu meus textos curtiram a página do blog no Facebook. Gosto de escrever, e vez ou outra recebo elogios por isso. Agradeço especialmente aqueles que dedicaram um minuto a deixar comentários. Vocês são os responsáveis por continuar escrevendo por aqui, mesmo quando o tempo me assalta todos os dias. 
Escrever sobre F1, foi uma escolha que acabou dando certo para o blog (cujo intuito inicial era fazer crônicas). Hoje, me sinto confortável, apesar de não ser nada mais do que uma exposição de opiniões particulares, que não movem nem uma pedrinha. 
No entanto, faço e espero sempre que agrade.

Ah, claro: comentários abertos! ;)

Abraços afáveis, boa semana a todos! 

PS: ainda volto com o último post do ano.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

F1 2018: O que poderia ter acontecido, o que aconteceu e que fim levará (Parte 1)

Não mais tarde, venho com meu "balanço" pouco equilibrado e recheado de alguns achismos (movidos pela emoção, provavelmente) da Temporada da F1.
Apesar do atraso, é um momento relativamente propício. Posso acrescentar coisas que ocorreram ao FIA Gala deste ano rsrsrsrs...

Vamos? Começamos com o fim da tabela, na parte 1. 



Sirotkin não veio com nenhuma pompa, apesar da balbúrdia causada pela imprensa brasileira a respeito de quem seria companheiro de Lance Stroll, já que o Felipe Massa tinha se aposentado pela segunda vez e nós agora, esperávamos ser a última. Acho que muita gente saberia falar mais sobre o russo do que eu. Sinceramente, não prestei atenção no cara. Talvez por isso, ele esteja em último na tabela: não tinha mesmo o que prestar atenção.

☺ O que poderia ter acontecido: Poderia ser que Sergey, fosse muito bom, a ponto de conseguir fazer bastante pela equipe Williams, que estava no ápice destrato neste ano de 2018. Além disso, calaria umas boquinhas da imprensa dita especializada, daqui. E também, especialmente, aqueles que achavam que era por conta de Massa que a Williams tinha ainda uma vida ativa. 
► O que aconteceu: Não ajudou a equipe, ficou muito abaixo do que poderia se esperar de um piloto que possa ser pelo menos considerado pela categoria em todas as classificações e teve uma temporada pífia. Terminou com um ponto o carro 35 do grid, tendo então 3 abandonos, e o melhor resultado, um 11º lugar no GP de Monza que se converteu em 10º após a desclassificação de Romain Grosjean. 
↔ Que fim levará: No meio da temporada mais ou menos, negociações pairavam sobre novos pilotos para a equipe Williams. Assim que ficou bastante claro que a equipe pega os restolhos da Mercedes, em meados de outubro que um dos jovens pilotos da "Suprema", veio a confirmação de George Russell para uma das vagas. Então, Siroktin em tese, sem vaga na F1 e sem sombra do que fará no ano de 2019.

Já o Hartley, esperava-se bastante dele. A equipe Toro Rosso demonstra já a algum tempo, uma equipe de treino de pilotos para elevar a Red Bull e serem boas surpresas nos anos seguintes. Neste ano, não foi bem assim, no geral, assim como a sua "chefa", RBR, também enfrentaram problemas. 

☺ O que poderia ter acontecido: Poderia ter atendido as expectativas e poderia ter obtido mais sorte com a configuração do carro em 2018. Mas, pelo visto, o mar não estava para peixe para a STR...
► O que aconteceu: Muitos abandonos, uma sobreposição do companheiro mais jovem, Gasly, e um término pouco notável de 4 pontos na classificação geral, penúltimo lugar e mais abandonos (no total  de 5) que pontos. Melhor final de corrida de Hartley foi no GP dos EUA, ficando em nono.  
↔ Que fim levará: Na segunda metade da temporada, havia uma notícia de que o Daniil Kvyat retornaria a equipe em 2019. A disputa da outra vaga pairava entre Hartley e Gasly. Em novembro, a equipe STR decidiu por Alexander Albon, que confesso para vocês que não sei nada sobre e vou me atualizar para os posts sobre a Temporada 2019, que devem acontecer entre fim de janeiro (assim que os carros forem sendo apresentados). Logo antes da primeira etapa, um post com as caretas velhas e novas e as expectativas dos mesmos. 



Stroll em seu segundo ano se provou tão descartável quanto uma toalha seca para limpar tênis cheio de barro. Intensificou-se que, o dinheiro manda e a F1, equipes e tudo o mais, obedece como criança em véspera de Natal.

☺ O que poderia ter acontecido: Lance poderia ter sido menos Hamilton no começo de carreira, e ter deixado o pai de lado das suas decisões e trabalho na F1. Ainda muito imaturo, um carro melhor na mão deste garoto, pode ser problemático. Não por ser sem talento. Até pode ter algum, mas parece, claramente que ele não está exercendo um ofício e sim, um hobby. E dos mais mal feitinhos...
O que aconteceu: Nada do que não se esperasse. Lance terminou a temporada à frente de uma Toro Rosso, talvez por muita sorte, já que não é melhor que Hartley, nem sob decreto de seu pai. 
Terminou o ano em 18º com 6 pontos, dois abandonos, e um oitavo lugar no GP do Azerbaijão para contar vantagem.
Que fim levará: Lance virou notícia no meio da temporada, por uma situação inusitada: a equipe Force India teve problemas financeiros e foi comprada pelo seu pai, Lawrence Stroll. Foi apenas uma questão de tempo para que fosse anunciado a sua vaga como um do pilotos da equipe. 
Com tanta gente boa, o dinheiro segue mandando mais nas vagas que o talento puro e nítido na categoria... (Putz, fiquei parecendo o Galvão agora... o.O) 

* Pausa dramática* 
Fechamos aqui, a última colocada no campeonato de construtores, a Williams. 
Muito mais aquém do que já foi a equipe um dia, ela enfrentou o pior tempo de sua crise. Vai para 2019 com George Russell e após a confirmação já sabida de Stroll na Force India (ou sei lá que nome vai ficar), anunciaram que finalmente vão usar Robert Kubica como piloto titular da equipe. 
Já conhecemos Kubica... Então, dispensa apresentações. O que dá para adiantar? Teremos um sem número de aulas sobre a pronúncia no sobrenome do polonês... Como se falar o nome das pessoas corretamente, fosse preponderante, já diria o Daniel Ricciardo... ¬¬' 
Fora isso, todos os detalhes sobre os movimentos de sua mão, é outro assunto que deve ser comentado em todas as corridas, sem sombra de dúvidas. Respiremos, irmãos e irmãs!
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Marcus Ericsson, carro número nove, nunca chamou muito atenção desde que colocou os dois pesinhos na categoria. Assim sendo...

O que poderia ter acontecido: Poderia ter aproveitado de sua "experiência" na categoria, gastado o esforço, mesmo que a Sauber não fosse detentora de um senhor carro. Deveria, e teria mais chances de colocar a equipe em eixos melhores que as Williams e as McLarens.
O que aconteceu: Pode até ter ajudado a Sauber a ser melhor que a Williams (teve dois pontos a mais que os dois pilotos da Williams, somados), mas não superou a ainda defeituosa McLaren. A surpresa foi ter superado as Toro Rossos, mas não por sua conta.
Não usou de sua experiência, foi eclipsado totalmente pelo seu companheiro de equipe, o novato, Leclerc. Se retirou da corrida 4 vezes durante a temporada, fez 9 pontos - talvez para combinar com o número de seu carro - e o 9 não parou aí: deve ter comprado o nono lugar, pois este foi seu melhor resultado nos GPs do Barein, da Alemanha e do México.
Que fim levará: Em meados de setembro, foi definido outro titular da Sauber, Antonio Giovinazzi - italiano, ligado a Ferrari. As ligações que com a equipe não param por aí como veremos quando falarmos do companheiro de Ericsson em 2018. O sueco, foi rebaixado à terceiro piloto. Ruim, mas ainda está bom, pelo resultado murcho comparado ao revelação Leclerc. 





Vandoorne estaria no seu segundo ano, num perrengue danado que era a McLaren. Se não bastasse, era o segundo ano como titular, que tinha seus resultados sendo comparados aos de ninguém menos que Fernando Alonso.
O que poderia ter acontecido: Vandoorne tem, aparentemente, uma fibra muito maior que Stroll, Ericsson e, ouso dizer, Ocon e Sainz Jr.. Mas as circunstâncias eram tais na McLaren que a boa esperança não tardou a ser aniquilada, logo no começo da temporada. 
O que aconteceu: A McLaren perdeu rendimento, ou ele é bom mas não o suficiente para essa equipe, e logo depois do GP da Espanha, Vandoorne foi vendo a corrida de meio de grid, mas aquele meio que não marca pontos, ou seja, do décimo para baixo. Teve apenas dois abandonos, que comparados no ano anterior era saldo positivo. Mas seu melhor resultado foram miseráveis oitavos lugares no Barein e no México. Terminou o ano com 12 pontos. 
Que fim levará: No meio do ano, seu companheiro de equipe jogou a toalha. Aparentemente, ele teria um novo companheiro, e talvez uma segunda chance... A equipe decidiu substituir Alonso por  um piloto que não tem graça e chutou Vandoorne preferindo um jovenzinho chamado Lando Norris. 
Não é de hoje que a McLaren faz escolhas altamente duvidosas.

Gasly ao meu ver, chegou com os mesmo propósito de seu companheiro, Hartley. Se espera que a STR nos dê pilotos que sejam mais do que apenas boas carinhas no paddock. Ele no caso, tinha um pouco mais que o companheiro, já que tinha substituído Kvyat em 2017 depois de uma situação enrolada. Conhecendo a equipe, teria um andar a mais que Hartley.

☺ O que poderia ter acontecido: a equipe tinha em 2018 bons pilotos para desenvolverem e serem substitutos caso alguém da RBR saísse para melhores contratos. O que houve foi pouca apresentação de ambos titulares. Gasly deveria, por ser mais jovem, mostrar mais dificuldades com o carro motor Honda, mas na verdade, tinha mais chances de superar, por conta de conhecer a casa. 
► O que aconteceu: Superou fortemente Hartley e foi bem sucedido nesse ponto de usar a experiência a seu favor. Conseguiu superar todas a Williams (não era difícil), uma McLaren e uma Sauber e ainda, o companheiro. Terminou o ano com um saldo relativamente melhor que os anteriores: 29 pontos, 5 abandonos, e um quarto lugar no GP do Barein. 
↔ Que fim levará: Como se espera, a STR manda seu melhor piloto para a RBR, caso haja vaga solta. Gasly correrá de RBR, tendo um upgrade no cargo. Substituirá Daniel Ricciardo. A STR já havia definido o retorno de Kvyat em meados de setembro e logo que Gasly foi anunciado para a Red Bull, eles definiram Alexander Albon, como dito anteriormente. 

*Pausa dramática*
A Toro Rosso acabou terminando o ano com 33 pontos, e em penúltimo lugar, só superando a Williams. Essa foi um surpresa, embora soubéssemos que motor Honda era instável. Ainda assim, foi decepcionante. Vai para 2019, precisando sacudir a poeira, com uma novidade no seu quadro de pilotos. 
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Romain Grosjean, autor de muita discórdia, perseguido mais que doce em Halloween, ganhou meu afeto. Ele erra bastante, mas não é muito mais obtuso que alguns que ganharam fama de talentosos. Além disso, todo pisoteado na F1 pode não ter razão de ser. E quem merece, só colhe elogios. Vai saber?! Prefiro não arriscar a jogar pedra.

O que poderia ter acontecido: A Haas é uma equipe relativamente nova que não é tão ruim assim. Grosjean tem experiência na categoria, já andou de Lotus, num bom tempo que era uma equipe que disputava pontos importantes em 2012. Seria vantajoso que ele protagonizasse melhores posições e corridas. 
► O que aconteceu: Sua melhor posição foi um quarto lugar no GP da Áustria, e terminou o ano em 14º lugar com apenas 37 pontos. Ajudou, com esse número, uma boa posição para a equipe no campeonato de construtores, mas, foi só. Nem sequer se aproximou de seu companheiro de equipe, que terminou o ano em nono lugar. Não finalizou 5 corridas, e a única coisa que se equiparou com Magnussen foi que ambos foram desqualificados uma vez em 2018, no caso do Linguini Grosjean, foi no GP da Itália. Ele concluiu a corrida em sexto, mas devido o uso de um assoalho que não estava de acordo com o regulamento, perdeu os pontos. 
Que fim levará: Permanecerá na Haas em 2019, sendo companheiro mais um ano de Kevin Magnussen. Time que está ganhando, não se mexe. Achei prudente.

Eis que pouca gente poderia concordar, mas eu mesma, não tinha nenhuma expectativa com a Sauber, ainda mais com um debutante na F1. Charles Leclerc tinha pompa lá fora e eu pouco sabia sobre ele, confesso. 

O que poderia ter acontecido: Pela pompa, era de se esperar que ele tivesse um destaque, então, talvez para quem soubesse quem ele era, a expectativa fosse alta e que surpreendesse fortemente. Ele teria a chance de criar bastante experiência, para que, no futuro, tomasse uma vaga na Ferrari. O primeiro ano, poderia ser crucial para os demais em termos de maturação...
O que aconteceu: O oba-oba foi tão grande, que muita gente começou a dar como certo a sua contratação na Ferrari, mesmo sem saber como é que se daria. A questão é que a Ferrari flerta, mas nem sempre leva para casa, para tomar um café. Por razão do destino, eles foram obrigados a honrar uma promessa de Sergio Marchionne antes de morrer, feita à Leclerc e seu empresário - que mais uma vez, ferrou a vida de Kimi Raikkonen na equipe. 
Leclerc foi tão bem, que a transmissão em algumas corridas, não pararam nem por um minuto de falar seu nome. Ele ficou apenas 2 pontos à frente de Grosjean, terminando o ano em 13º, com 39 pontos, cinco abandonos e um sexto lugar no Azerbaijão. Pontuou em metade das corridas, e isso é e era um grande ganho para um novato, que não estava em equipe de ponta.
Que fim levará: Pode dar bastante trabalho para o futuro companheiro Sebastian Vettel, na Ferrari. Se minhas ideias estiverem corretas, Vettel está com a batata assando faz muito tempo, está resiliente e derrotado, perdeu seu melhor companheiro em anos, e vai enfrentar um garoto com muita sede ao pote. A questão é se Leclerc vai ser tão sagaz assim na Ferrari, cujo ambiente transforma dada a pressão grande que colocam em todo recém chegado. Ainda mais novinho assim... 

*Pausa dramática*
A Sauber fechou 2018 então em 8º lugar no campeonato de construtores. Ainda que seja notório ter terminado o ano a frente da STR com 48 pontos somados, boa parte do trabalho poderia ter sido apenas fruto do trabalho no Leclerc. Se houvesse um companheiro tão empenhado quanto, o saldo teria sido mais satisfatório. Pode ser que essa realidade se concretize no próximo ano. Pode ser até que dispute mais diretamente com a "nova" Force India. 
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Esteban Ocon usufruiu de holofotes na F1 talvez do mesmo jeito em que esteve no ano de estreia. A expectativa é que, passado um ano, ele apresentasse mais resultado do que já tinha apresentado, e mais modéstia em disputas da pista. 2017 mostrou que ele era "galudo" o suficiente para peitar o Pérez, companheiro de equipe, em disputas pra lá de engraçadas, se não trágicas. 2018 ele provou, pelo menos para mim, que não sabe decidir quando e com quem deve arriscar ultrapassagens.

O que poderia ter acontecido: Poderia ter evoluído tão mais que 2017, que tirasse qualquer possibilidade de ter que ser submisso ao Pérez novamente. Que mostrasse certo talento de carne fresca que está cada vez mais difícil de achar na F1 - e fazer permanecer sem se desmantelar nos anos seguintes conforme a idade fosse se aproximando. Talvez até conseguisse vaga em equipe de ponta, caso, evoluíssem muito bem.
O que aconteceu: Fez o trivial, esperado e condizente com as possibilidades, mesmo com a equipe passando por problemas financeiros. Abandonou 5 vezes, teve 4 GPs em que terminou em sexto (seus melhores resultados no ano, mostrando certa consistência) mas acabou não superando Sergio Pérez, ficando com apenas 49 pontos e o décimo segundo lugar na classificação geral.
Que fim levará: Depois de fazer uma bela bobagem de disputar com Max Verstappen que era primeiro, e ele retardatário, a posição no GP do Brasil, mostrou-se impetuoso e irracional. A consequência foi um toque brusco, pois Ocon decidiu não tirar o pé ao invés de obedecer a bandeira azul e Hamilton passou a frente numa corrida que não merecia ter vencido. Já havia uma história de interesse por parte da Mercedes em Ocon. Com essa, os olhinhos da equipe "Suprema" brilharam e eles chamaram Ocon para fazer testes, dando indícios de que pode ser piloto de testes, futuro contratado, talvez no lugar do capacho Bottas.
Apesar de discordar que Stroll tenha talento para ter um carro melhor, ou mesmo vaga na F1, foi merecido que Ocon tenha perdido a vaga para ele e a Force India (ou seja lá que nome usará ano que vem) tenha permanecido com Sergio Pérez. Reiterando que não gosto de nenhum dos três, mas Ocon foi petulante sim, desmedido e pelo visto, visava ligações com a Mercedes, já que foi confirmado que será piloto reserva dela.

O aposentado do ano, Fernando Alonso, entrava 2018 já um tanto recluso. Esperava-se mais da equipe, mas suas esperanças vinham em saquinho de filó. 

O que poderia ter acontecido: A McLaren, ao deixar o motor Honda poderia melhorar a ponto de renovas as expectativas de Alonso para tentar mais outros anos a ter mais um pouco de protagonismo na categoria.
O que aconteceu: A McLaren melhorou, mas Alonso já não tinha mais gasolina no tanque, literalmente. Muita gente contra, muita gente a virar a cara, tornou tudo muito complicado para ele. Talvez, tudo que ele tenha feito na carreira, tenha sido completamente certo. Eu não teria feito diferente, se tivesse o talento que ele tem. Mas, como no mundo, toda resposta é binária, o Alonso se tornou persona não grata nas equipes de ponta. (Um fim que pode ser o mesmo de Sebastian Vettel, muito em breve.)
Tornando o impossível, possível, ainda que à muito custo e com doses altas de pessimismo, Alonso decidiu no meio do ano aposentar-se da F1, quase aproximando-se da sua melhor pontuação desde que saiu da Ferrari (em 2016 ele fez 54 pontos, e era seu segundo ano na Mclaren). Terminou o ano em 11º, com 50 pontos, 6 abandonos, e o melhor resultado, um quinto lugar no GP da Austrália. 
Que fim levará: Com Ocons, Strolls, Ericssons e afins, tendo vagas, ainda que de terceiros pilotos ou comprando vagas na F1, e um dos melhores (quer queira ou não) a passar pela categoria nos últimos anos, deixa o lugar mais por picuinha e má vontade do que por consequência certa de falta de rendimento é meio revoltante. 
Ainda não se sabe ao certo o que Alonso fará, mas tem sua marca na categoria e fará bastante falta, nem que seja para ouvir seus sarcásticos rádios. (E será que volta, como Schumacher, Raikkonen e Kubica? )
Foi substituído na McLaren por outro espanhol Carlos Sainz Jr., agora, ex Renault... Para quem torce pela McLaren, acho que devo desejar meus pêsames. Pode vir muito sofrimento por aí (se já não sofreram o suficiente).

Peço licença para fazer um balanço do fim de carreira na F1 para Alonso: Foram 17 anos de F1, 1899 pontos, campeão mundial em 2005 e 2006, vice em 2010, 2012 e 2013. Vinte e duas pole spositions, 32 vitórias, 97 pódios. Bons números, que custaram bastante suor e foco.

*Pausa dramática*
A McLaren acabou o ano ainda à frente da Force India, com menos pontos (os que tinham adquirido antes da troca do nome e venda foram subtraídos). Ficaram em sexto lugar no campeonato de construtores, somando 62 pontos no total. A equipe vai para 2019 renovada em pilotos: Terá Lando Norris e Carlos Sainz Jr. 
Como diz Silvio Santos: "Aguardeemmm"...
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Finalizo essa primeira parte por aqui. Semana que vem, posto os demais, apenas para não ficar carregado de textão para lerem. Combinados? Comentem e palpitem sobre essas figuras que já postei.
Até a parte 2; bom resto de semana a todos!
Abraços afáveis!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Os tombos de dezembro

Para finalizar comentários sobre a temporada de F1 2018, decidi fazer um post que poderia ser longo, mas era a ideia que eu tinha. (Ele ainda virá, como um dos posts de fim de ano).
Estava para desistir, confesso. Questões particulares indiciavam duas coisas: uma que, talvez, em 2019, eu não tivesse mais tempo para o blog e eu estava protelando esse aviso. Duas que, eu até poderia ter tempo para ele, mas seria exatamente, ou até pior, que 2018. 

Acham que dezembro o pior é ganhar presente de Natal ruim, ter briga na família ou engordar com as comidas? Bobagem.
Antes mesmo do começo de dezembro, tomei outra rasteira da vida, numa dor potencializada do que a que tomei em 2017. Se no ano passado, eu montei num cavalo, no meio do caminho, disseram que o cavalo estava doente e precisava fazer um tratamento. Em dezembro a notícia que veio era de que o cavalo não resistiu. Tive que procurar outro e isso demandou tempo.
Em 2018 montei em um cavalo novo. Arredio e desconfiado. A dedicação para que ele me aceitasse, foi em vão. Ele se cansou de mim. Avisou uma vez. Na segunda vez, ele me derrubou e ainda me deu um coice, bem na cara.

Do que raios estou falando? Bem, vou explicar, embora, vocês não tenham nada com isso.
Em 2017 eu terminei meu mestrado. Redigi um projeto de pesquisa juntamente com a dissertação, o que acarretou um bolo de ideias mau organizadas num arquivo de mais de 20 páginas. Por sorte, tive um orientador (não sei se era tão sorte assim), que me ajudou a ordenar as ideias desconexas, enquanto eu fechava as pontas para a defesa da dissertação. Projeto feito, bem escrito, organizado, entrei em agosto, com uma prova de espanhol para fazer e uma inscrição de doutorado em História feita.

A pressão veio, na medida que passar no exame de proficiência em uma língua estrangeira no programa PROFLIN da Universidade Federal de Uberlândia, é obscuro. Professores de inglês não passam. Já pessoas que nunca fizeram mais do que o básico do idioma nas escolas, passam. O cirtério é totalmente desregrado, seja lá qual for o idioma. Além disso é cobrado uma taxa de 80 reais para as provas. 
Eu, com diploma em curso inglês avançado concluído, fiz a prova em 2013, não passei e protelei em um maldito ano, a entrada no mestrado da História. Um dos únicos cursos de pós graduação que exigia o certificado de proficiência junto com a inscrição, e não, ao longo do processo de pesquisa da pós, como em outros cursos, como alguns das áreas exatas.

A UFU é um microcosmo do que são universidades públicas no Brasil, penso eu. Um lugar em que se empunha a bandeira de transformação social, mas que na verdade, segrega absurdamente quem não faz parte do "nicho" deles. Exigindo um idioma diferente do seu na pós da História, já era, absolutamente, uma grande triagem. Oferecia-se muitas vagas, mas, já se avaliava mesmo antes de se inscreveram. O que mais revolta, não é essa seleção acadêmica de conhecimentos. Acho absolutamente certo isso, inclusive. Eu ficava com um pé atrás com a exigência já na inscrição, afinal outros programas, se exigiam, exigiam o conhecimento da área, e não terceirizavam a prova do segundo (ou terceiro) idioma. Assim sendo, tinham um controle interno mais propício para a a área afim. 
A História não. Jogavam (e jogam) na mão do pessoal da Linguística, a responsabilidade de avaliar o seu próprio (futuro) aluno. Pior, faziam essa exigência, mas seus próprios docentes se negavam saber outro idioma, se negavam a ler obras nos idiomas originais. Nada ou pouquíssimo do que não fosse traduzido, tinha relevância na graduação. Porque exigir isso, de seus futuros pós graduandos? Contraditoriamente, era assim que eles fingiam (e fingem) demência e pinçavam alunos.

Na Linguística, como disse, alguns alunos faziam o curso do idioma solicitado e não se aproximavam da nota de corte. Professores do idioma, e até pessoas que viveram na França, nos EUA, na Espanha... Chegavam lá, reclamavam de uma prova mal feita, e iam para casa sem terem passado. Eu fui uma delas, lá em 2013. Passei um ano estudando para o mestrado, lendo todos os textos que deveria ter conhecido na graduação (outra coisa errada da História - se exige textos que não são dados como base pelo corpo docente, na graduação. Que formação é essa, afinal?). Repeti a prova na segunda vez, no ano seguinte, em 2014. Tirei 6,9. Pelo menos, acima da nota de corte. Apresentei o certificado no processo seletivo e foi deferido.

Havia prova no processo do Mestrado em História. Tirei a maior nota da minha linha de pesquisa.  Da geral eu era a terceira melhor nota de mais de 50 inscritos. Fechei o projeto, nota máxima.
Mas era preciso pinçar alunos de novo. Pinçariam na entrevista, com os professores da linha de pesquisa. Então enfrentei quatro professores, dois conscientes do meu conhecimento. Dois queriam "causar". Ganhei nota 13,5 em 15 pontos. Perdi a bolsa para os orientados dos dois que quiseram pinçar entre os concorrentes.
Resumo: bolsa ali, era só para os alunos dos grandes professores. Mesmo que eles tenham sido obtusos na prova, mesmo que eles sejam obtusos.
Que se foda você que sabe o conteúdo e seu projeto é interessante, academicamente cheio de teorias. Não queremos você. Não fomos com a sua cara, você se aliou a rivais acadêmicos, Você diz coisas com muita petulância. Você sabe demais... 
Fiz 2 anos de curso, vendo os colegas que receberam a bolsa, passearem na Europa com dinheiro público, sendo que suas pesquisas, não necessitava das viagens. Vi colegas se gabarem de pesquisarem o que seus orientadores ofereceram para eles. Nem vou dizer o que acho desse tipo de gente.

Tive um custo alto por ficar 2 anos assim. Sacrifiquei pelo bem do título de mestre. Fiquei na minha, ainda que revoltada. Era necessário me calar para poder não ser calada.
Enquanto isso, tomei bordoada de orientador. E muita. Eu não sabia o que tinha acontecido, mas ele, não via mais que eu pudesse ser capaz de desenvolver minha pesquisa. Tivemos falha de comunicação. No começo de 2017, chorei em mais de uma vez, em cima do teclado do computador. Ficava muda, quando o orientador me ligava e me dava esporro. Tinha se passado dois anos, e eu estava com um trabalho na mão que, e do jeito que ele me tratava, parecia que tinha feito um trabalho ridículo.
Ele colocou panos quentes, toda vez que eu era dura com ele, porém era meio claro que aos seus olhos, eu falhei. Defendi e para os avaliadores, não tive gravidade. Embora não fosse uma grande maravilha, foi elogiado. 
Nesse meio tempo eu não tive muitas horas para pensar no que ia fazer depois. Eu não tinha tempo de fazer um projeto descente, então ele, depois de apagar o incêndio da defesa, aceitou em me ajudar a organizar aquele projeto que eu tinha redigido. 

Eu havia me precavido em 2017, procurado fazer a prova de espanhol com antecedência. Gastei 80 notas, para não passar na prova. Só conseguiria uma segunda chance, caso no edital do doutorado tivesse a inscrição em setembro, quando o resultado das provas de proficiência já tivessem sido divulgadas. Mesmo com os problemas do fim do mestrado, arrisquei fazer mais uma pesquisa. Dessa vez, a comunicação ia ter de ser mais clara.

Estranhamente o edital saiu e indicava que as inscrições seriam muito cedo, em agosto. Eu não ia entrar de novo, por conta de uma palhaçada avaliativa na prova de espanhol no começo do ano.
Está certo que eu não domino espanhol, mas eu tinha um dicionário do meu lado, e eu, que eu saiba, sei interpretar textos. 
Por sorte (será??), poderia ser entregue os certificados dos exames de proficiência junto com os documentos do currículo. Acho que algum bom samaritano do curso de História, percebeu que, sendo agosto, ia prejudicar quem fez a prova de línguas, no segundo semestre. 
Ou assim eu pensava...

Na real, depois das inscrições saiu a nota que dava conta de que CAPES - órgão de fomento das universidades e pesquisas - tinha avaliado o curso de pós graduação da História UFU com notas 3 para mestrado e 2 para doutorado. Essa nota acarretava um "descredenciamento" do doutorado em História na instituição. Motivos? Vários, inclusive o mais graves: evasão de professores e desequilíbrio na produção dos mesmos. 
Meu coração ficou do tamanho de uma noz. Era por isso que adiantaram as inscrições, para forçar a CAPES a aceitar a última turma que estava sendo selecionada, pois já haviam sido avisados do possível descredenciamento.
Eu sabia que eles já tinham sido avisados, pois, um dos aproveitadores da minha bolsa, causou confusão na nossa turma de mestrado 2015, mandando o pessoal cobrar de seus orientadores, muita produção, pois, em breve, teríamos a nota e ia cair o conceito caso o pessoal não passasse a trabalhar enquanto docente e pesquisador. "A nota vai cair, e nós seremos os prejudicados, pois eles recebem e não fazem!!"
Eu tinha raiva do cara, que usou de meios escusos para ficar um mês na Espanha assistindo jogos in loco do Barcelona, fora as outras falcatruas que ele fazia por ter costa quente. Achei que ele estava "vomitando" abobrinhas, que não aconteceriam. Básico: terrorismo.
Inocência a minha...

Em dezembro, o relatório para revogar a nota da CAPES, teria uma resposta do órgão. A resposta era clara: nota 2, e automático descredenciamento do curso de doutorado em História. Não se convenceram...
O processo seletivo que estava em suspenso, foi cancelado. Sem mais explicações, tiraram, em uma semana, do site, todas as informações sobre doutoramento. 
Fiquei a ver navios, especialmente pois, meu orientador não me dava nenhuma indicação de ir para outro programa, em outra cidade que fosse. Literalmente, ele - pelos motivos dele que jamais saberei - me deu as costas.

Passei um fim de 2017 horrível. Peguei aulas de professora substituta em setembro, para ter $ e para criar experiência. Fui humilhada pelo administrativo e pelo corpo docente da tal escola. Ouvi professor de biologia dizer que não sabia o que vinha a ser "castração química".  Fui proibida de dizer para os alunos, que Zumbi dos Palmares tinha escravos no quilombo sob a justificativa de que "não queremos passar a mensagem errada para nossos alunos. Ele era um herói, e essa informação, muda as coisas". 
Na semana da Consciência Negra, costurei uma monte de coisas para os enfeites da escola que faria um monte de atividades. Trabalhei mesmo. Ajudei alunos, e avaliei eles ao mesmo tempo. Na apresentação, uma aluna chorou para mim, pois ela disse para a diretora que a escravidão sempre existiu e nem sempre foi uma questão racial. Ela mencionou que brancos já foram escravizados ao longo da história, por exemplo em Roma. A diretora disse para garota: "Você está errada, brancos nunca foram escravizados... Quem são as professoras que coordenaram seu grupo?" Enquanto isso, eu fiquei das 7hs ao 13hs, na escola, sem lanche, e com os alunos o tempo todo, dando assistência, enquanto os outros professores estavam vagando pela escola sem ajudar um infeliz. Em casa, minha mãe recebia visitas para o aniversário dela.
Na semana seguinte, no mural da escola, as duas professoras que dividiam comigo a orientação da turma, tinham seus nomes num cartaz de agradecimento. O meu, não estava lá. 

Haviam reuniões. Eu tinha de cumprir 20 min de reunião, pois tinha uma turma. Eu ficava em todas as reuniões até o fim, passando das duas horas de duração, ouvindo borracha de professor e funcionário, toda santa semana. Um dia que fui embora mais cedo, pois ia fazer exames de sangue no dia seguinte. Estava morrendo de fome e ia complicar o meu jejum. A pedagoga me repreendeu como se eu fosse criança: "Não vai embora não, mocinha. Te dou falta!"
E a coisa só complicava, Mudavam o horário, não me avisavam. Eu chegava para dar aula, não era a minha vez. Um babacão de educação física fez uma dessa comigo: Os alunos saindo da sala e ou olhando eles de fora. Ele chegou pra mim e disse, "é meu horário agora... professora!", com uma longa pausa e reforçando o jeito de dizer "professora". O sorriso nos lábios indicava cinismo.

Para quem não sabe, tenho 1,50m. Todo mundo acha que eu tenho entre 13-15 anos. Na escola, os docentes achavam verdadeiramente um absurdo que eu fosse professora. Havia um professor de geografia, que me via e falava sempre que havia oportunidade: "Como pode, isso não existe!"
Foram tristes dias. E eu engolia seco para não mandar todos à ....
Por isso em 2018, depois de perder nas designações, decidi fazer matérias como aluna especial na UFU. Por mais que seja uma instituição segregadora, eu ainda amava aquele lugar, o fato de estar estudando, de estar na biblioteca me agradava. Poderia até usar o tempo extra para estudar para o programa de pós da Literatura. Era menos complicado fazer o que gosta, mesmo quando pouca gente se interessa por isso. Geralmente, os detratores são invejosos e você o reconhece com mais facilidade. O isolamento existe, mas é fundamental para a pesquisa. É sofrido, mas gratificante... 

Assim o fiz. Me matriculei em duas disciplinas na Filosofia e fui fazendo contatos com professores de outras áreas. Encontrei uma professora ótima na Letras/Literatura. Fomos conversando ao longo do ano. Eu tinha um artigo pronto e pedi que ela corrigisse. Ela aceitou e publicamos juntas. A coisa fluía melhor que comparado ao meu antigo orientador, que é um excelente profissional, mas não via mais em mim, nada que lhe agradasse. Novamente não sei porque. Talvez ele leia (provavelmente não) esse texto. Mas quero que ele saiba que tenho estima pelo trabalho dele comigo, ainda que tenha sido insatisfatório.  
Tentei de todas as formas, até mesmo contatos profissionais fora da UFU, mas foi em vão. Por isso, me liguei  à professora da Literatura e segui a diante.

Não trabalhei. Sacrifiquei mais um ano pelo bem da pós no ano que vem. Meus planos eram que, com bolsa, teria depois do título, um jeito de ter um emprego satisfatório com meu conhecimento. Escola pública não seria mais o caminho, afinal, não ia resolver ter os títulos pregados na cara. Na verdade, se antes eles me humilharam, se eu esfregasse meus títulos na cara deles, aí que eu sofreria isolamento mesmo. Então tirei essa carta do meu baralho. Dediquei ao possível doutorado como meu coringa.
Fui chamada para apresentar trabalhos, tomei coragem e me inscrevi para ministrar um mini curso no curso de História, com o meu tema de pesquisa e teve adesão de alunos. Entrei em 2 grupos de estudos. 
Eu estava feliz. Achava que eram sinais de sucesso e recompensa. Recompensa pois, que anulei muita coisa para fazer isso: faltei no conservatório de música um mês e deixei o blog quase às moscas. Não tinha tempo para fazer outras leituras, os trabalhos se acumularam. Muitas atividades, ficaram no banco de reservas.
Tudo isso, sem ganhar um tostão.

Prestei o processo seletivo de doutorado na Literatura. A inscrição deles, é paga. Detestei a ideia. Mas gastei mais, além dos ônibus para ir à UFU, mais de 200 reais por mês. 
Fiz uma prova, coloquei autores que domino, além dos exigidos. Escrevi um texto coeso e crítico. Debati temas com segurança e saí leve da prova, com sensação boa.
Tirei 74,33 pontos. Um balde de água fria, mas ainda não gelada. A bolsa só ia ficar mais difícil de conquistar... 
Viajei para Ouro Preto, sob pressão. Não parava de pensar no processo avaliativo. Tentei relaxar, mas não consegui. Voltei e sacrifiquei mais grana para entregar projeto e currículo. 
Semana passada recebi a nota do projeto. Tirei 60,33. Estou eliminada do processo..
Não contei a muita gente sobre meu plano. Mas a contar que não passei, ouvi o "não desista, você é inteligente".
Será?

Por isso no começo do texto, disse que tomei um coice do cavalo dessa vez. Em 2017, não por minha culpa, não fiz o doutorado. Caí do cavalo por conta de circunstâncias fora do meu controle. O instituto que foi displicente com o programa de pós. E claro, em qualquer problema grave, a corda arrebenta do lado mais fraco. No caso, os alunos, pois os docentes continuam na mamata de sempre.
Dessa vez, cair do cavalo doeu, e teve mais, um coice, pois pela minha conta e risco, eles disseram, com essas notas atribuídas: "Você não serve para nós, você é uma inútil."

Meu projeto foi organizado pelo meu ex orientador. Sim, se pensarmos desse jeito, eles estão dizendo o mesmo para ele. 
Mas a questão é: eu não faço bancada esquerdista. Não milito enfiando Marx em qualquer discurso, não defendo causa de gênero, nem causa racial. A UFU, que eu disse que era o microcosmo das universidades brasileiras, se pinta de transformadora social, de formar acadêmicos que falam e buscam as verdades das coisas, simplesmente não aceitam quando alguém pensa fora da caixinha. 
São uns putos, com o perdão do linguajar, que falam assim, mas no virar das costas, diz: "aquele ali não, nem este, nem este". Pensam que inteligentes só são os que pensam como eles. 
E eu, estou fora dessa. 
Na sociedade do contraditório, onde se defende partidos corruptos, pessoas escusas e endeusam maus elementos, claro, pois são no fundo, maus caráteres também, eu quero me desvincilhar disso. Pelo menos para colocar minha cabeça no travesseiro e dormir. Não ficar que nem coruja, a pensar que eu burlei algo, ou que eu estou me desfazendo de minhas vontades para ser uma "fdp" hipócrita. Porque é isso que a galera das universidades são. Ficam aí falando mal das decisões governamentais, como corte de verbas ou sobreposição de disciplinas na grade curricular, dizendo: "eles não querem que a gente pense por si", mas tolhe, corta as asas de qualquer um que queira enfiar o dedo na cara deles, acusando de serem inaptos intelectualmente.

Meu ex orientador diz sempre que o importante é não desistir. Que o importante é sentar a bunda na cadeira e estudar. Que se alguém te mandar "ler 12 livros, seja rebelde e leia 24", como o Bill Gates fez, especialmente porque lendo 24, você vai ter discernimento do porque que os 12 foram exigidos de você. Mas ele está nessa de professor universitário a 24 anos. Para ele é até razoável dizer essas coisas e incentivar os alunos, sejam eles orientandos ou não. 
Depois do PT - sim vou ser suja - esse papo de militância passou a tomar corpo e agora tem fala própria na UFU. Sim, eu entrei na UFU, o Lula já era presidente. Mas sabe onde era meu lugar? Na Matemática. Por isso eu não via essa palhaçada militante de idiota da humanas. Lá nas exatas o povo já está manso. Mas ainda tem razão de ser casca grossa quando querem. Eles ainda sabem alguma coisinha das disciplinas deles. Um pelinho que seja, os alunos guardam e guardaram de cálculo, de física, de orgânica... Se não aprenderam por bem, aprenderam pela dor. Repetiram 3 vezes geometria analítica. Choraram em cima de livros no fim do semestre e choram por décimos. Fizeram prova substitutiva valendo 100, no dia 23 de dezembro. 
Está certo que jogaram truco em frente uma lanchonete e foram para festa open bar o semestre inteiro. Mas eles ainda vão ser melhores. 
Babaca da História, faz prova de consulta e reclama que teve de ler um texto de 30 páginas de um autor que não fala de nada que ele interessa. Otária sou eu que li textos medíocres (alguns de ensino de História) porque era obrigada, de autor que vive em Sorbonne, e tem Marx como bíblia. Vai lá perguntar para ele sobre o que o deus Karl fala sobre propriedade privada se ele não desconversa sobre ter uma casa, um carro e as viagens dele para Europa?

Estou cansada. Perdi 5 anos de graduação e 2,5 de mestrado em História, para simplesmente ser derrubada dentro dos mais lamacentos buracos. Me inscrevi para voltar a dar aulas em escola pública. Não estou no disparate de escolher trabalho. Estou disposta a trabalhar em qualquer coisa, que seja até comércio. Não tenho qualificação para isso todavia. Foram 7 anos de estudos acadêmicos, para me dizerem "não" lá dentro, e ainda ouvirei muitos, inclusive das escolas. Há mais de 130 professores inscritos na minha área numa cidade que tem 16 escolas municipais. Pelo menos metade, é de outras cidades, já saturadas. Ainda mais, as particulares. Uma delas, contrata professores de outra cidade, e teve diversos de meus currículos, jogados na lata do lixo.

E aí vem gente a dar de ajudante, a falar que eu tenho inteligência e vou prosperar? Vir gente a dizer que não devo desistir, que outras portas se abrirão? Por mais que estejam bem intencionados, não devem dizer isso. Não há nada que prove que essas pessoas estão certas. Especialmente pois, se aconteceu com elas, é porque deram sorte ou são melhores do que eu. 
Talvez seja melhor dizer que sou, de fato, incompetente. Facilita as coisas, já que estou incrédula. 
Uma amiga disse: "Você é inteligente, só esses professores desse doutorado que tem merda na cabeça e não sabem reconhecer isso". Bem, adivinha? Eles ganham 20 mil para serem professores. Podem ter merda na cabeça, mas o estado paga eles para produzir... Merda.

Não sei ainda como será ou até como é que vai estar o blog. A tendência é que eu continue a escrever nele, pois nada na minha área surgiu e outros empregos podem ser difíceis, ainda mais numa cidade cujo Q(uem) I(ndica) funciona mais que currículo gordo - que por sinal, também não tenho.
O que sei é que haverá uma (certeza), duas (talvez) postagens sobre F1 até o fim do ano e um desejo de boas festas. Em janeiro, apresento os planos para o blog e se puder, continuo com os posts de música até a F1 começar.

Peço que aguardem o post de análise da F1 2018 e a projeção para a temporada de 2019. Não será requintado, mas pode ser melhor que alguns portais especializados (ou não, vai saber? rsrsrsrs...)
E peço desculpas pelo tom pessimista do post. 

Abraços afáveis!