quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Spa em fotos

"- E aí, cumpadi? Toca aqui!"


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Pode parecer que publico para mostrar o Ericsson, mas na verdade, publico para mostrar a felicidade da moça no carro
Bem que se vê que não é todo dia que isso acontece...



Aqui vemos que o Rosberg, assim como Ercisson, está sentado de forma destacável...



Aqui não tem destaque para Kimi. Tem a preguiça dele, que a gente já se acostumou em ver :D



... E temos o jeito soberbo do Hamilton.

Porque o Kimi é preguiçoso e o Hamilton é soberbo? 


Kimi sempre está escorado nas coisas, nunca faz questão nem de bater palma no pódio direito. Ele sempre foi assim. Muito por preguiça ou por não estar nem aí mesmo.
Hamilton está de fones de ouvido... Já mostra aí o quão comprometido ele é com esse "protocolo".
O gênio, o bom, o piloto talentoso que vai para seu quarto título mundial, está dando a mínima para a platéia...
Essa é a F1 da nova geração. E há quem plauda de pé.


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Kimi quase Johnny Football?


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Isso! Está certinho!


É certo, inclusive quando o resultado é esse:



Pausa para aviso:


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Avisa o Kimi que o Natal é só daqui 4 meses


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É por coisas como essa que a Pirelli é a única fornecedora de pneus na categoria: para proporcionar essas cenas inusitadas quando não, lastimáveis...


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O susto do domingo 


(E esperamos que Magnussen fique bem mesmo)

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Meu-Deus.
Fujam enquanto dá:


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A grande causa dos erros pode até ser a petulância do Verstappen.
Mas eu ainda acho que sua "senhora" deveria ficar em casa. Com ela em casa, as coisas não são tão drásticas ao seu "senhor". 
Mas ela quer ir lá passear né?


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Tomara mesmo. Assim, justificaria tudo feito até agora. 
Sabem a máxima do "fim justificam os meios"? Então, ela não vale só para política e regimes absolutistas, não. Podem confiar.

Mas se cabe uma dica, antes que ele vire um Hamilton da vida:


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Ganhou. 
Mas sem aquela pausa para arrumar os pneus na Eau Rouge, o rival poderia nem estar próximo do pódio.
Sorte passou longe, né boneco?


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Kimi: "Hum, será que eu tranquei a garagem?"


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Resumo da temporada: 
Rosberg vencendo, porém vai sentindo as coisas ficarem sempre esquisitas. 
Hamilton fingindo sofrência, labor e luta.
E um coadjuvante - que muda conforme a maré - todo alegre, no mundinho dele.
#Fail


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Virou moda essa porqueira?


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Bando de falso



Obrigada, Brady.

Abraços afáveis!

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Spa, a F1 e outras sensações

Pelo título posso informar que são dois sentimentos e outros que a gente passa a experimentar domingo após domingo, conforme vamos ficando mais velhos. Estou beirando os 30 anos. Eu vi Kimi Raikkonen, Fernando Alonso, Jenson Button  estrearem na F1. Eu vi os dois títulos do Mika Hakkinen (responsável pela meu gosto por corridas). Eu vi Rubens Barrichello fazer propaganda da Arisco. Eu não sou nova. Talvez por isso eu repita incansavelmente que a F1 está um verdadeiro porre hoje em dia: eu estou ranzinza a ponto de não aceitar que ela mudou e que algumas coisas não podem continuar durante 20 anos do mesmo jeito.

Spa é linda. Spa é vida. Sempre gostei do traçado, é de simplesmente a minha pista favorita. Chorarei copiosamente se um dia, ela sair do calendário. Do título posso afirmar que é o "amor". 
A F1 já foi um entretenimento de diversão, hoje é mais estresse que admiração.
As outras sensações são rompantes de raiva, de risadas, de míseras empolgações... Coisas que não duram todas as voltas, seja que pista seja. Mesmo em Spa, ela não foi completamente boa para mim.

Largando em penúltimo, Hamilton  e a Mercedes decidiram que era em Spa que ele pagaria a punição por troca de componentes no carro. Eu, inocente, achei que isso era uma boa coisa para que eu assistisse a corrida mais na torcida por pódio agradável aos olhos e ao meu senso crítico. Com a classificação eu tinha uma expectativa, uma boa expectativa. Porém, com a largada, eu me frustrei, mas mantive um plano B em mente. Depois de um tempo, a gente sempre tem que ter um plano B, caso contrário, você deixa de assistir as corridas na primeira volta.

Kimi largou em terceiro. Virou salsicha do cachorro quente entre Max Verstappen e Sebastian Vettel. O primeiro, enfiou o carro sem medir nada, o segundo fechou a curva e bateu em Kimi. O danificado: Vettel, que atravessado na pista, partiu para uma corrida de recuperação. Kimi teve problemas com o toque e teve mais ainda que enfrentar com a reação do Verstappen. Reação essa que peço que  vocês escolham para ele: Afoito? Desmedido? Agressivo? Potente? 
O adjetivo mudará de pessoa para pessoa, e no atual momento, os adjetivos são os melhores possíveis, pelo menos para a maioria. Mas não se iludam, o resultado é o mesmo: com essa, Kimi caiu para as últimas colocações. 
Neste meio tempo, Wehrlein bateu em Button, Ericsson ficou fora, Sainz teve o pneu traseiro direito totalmente rasgado e se descontrolou por completo na pista, rodando e saindo dele por um tempo longo e bem insano. Na hora em que Sainz parou nas britas, Kimi já estava nos boxes com o seu carro pegando fogo, mecânicos trocando o bico, e sofrendo com a chama para conseguir o feito. 
Um começo de corrida eletrizante, digno de Spa. E digno de Spa poderia ser batidas violentas na Eau Rouge. E teve: Kevin Magnussen passou como uma flecha e bateu forte no muro de pneus. 
É nessas horas que o coração da gente chega a parar. Acidentes assim são comuns nos esportes a motor, mas a gente nunca quer que eles aconteçam. Ao menos, pelo que se sabe, ele só teve um corte no tornozelo. Ainda bem. O carro da Renault ficou estraçalhado. 
Quanto à qualidade do Magnussen enquanto piloto, não é hora pra isso. Essas coisa simplesmente acontecem. E se acontecem com frequência, podemos até discursar sobre a imprudência e falta de destreza do piloto. Não foi o caso. Deixamos isso de lado.
Mesmo de forma apática, também não é hora de dizer que já que o acidente ditou o ritmo seguinte da corrida, não devia ter acontecido: A barreira de pneus se desfez e assim, foi preciso a bandeira vermelha para ajustarem o local. Os pneus nos carros que não estavam gastos a esta altura de 10 voltas apenas, com umas 3 delas, lentamente atrás do Safety Car,  sim, facilitou a evolução dos carros que estavam bem atrás. Dois deles, os dois últimos, Hamilton e Alonso, principalmente.
Deste momento, foi possível preve o que se passou depois, pois foi tudo uma boa cópia das outras corridas mais rápidas: Ultrapassagens, paradas, trocas posições e um pouco de tensão aqui e ali.
A tensão Master se deu com Verstappen e Kimi. Sim, de novo. Por três vezes, Verstappen jogou o carro ou fechou bruscamente a porta. Kimi, que deu a tônica do reclamar e xingar no rádio, já foi requisitado a se aposentar nas redes sociais. 
Analisando friamente, existe dois tipos de pilotos agressivos que eu nomearei de "sujos" e "mal-lavados". O "sujo" é aquele que joga o carro, acaba com a corrida do rival e sai, não só ileso, como sarcasticamente se vangloriando do feito, muitas vezes vitorioso, ou marcando pontos abrindo vantagem. O "mal-lavado" é o que faz isso, mas não detona o carro do rival, ou acaba se danificando com a brincadeira da disputa. 
Verstappen é o "mal-lavado". Ele não danificou por completo a corrida do Kimi. Mesmo achando que ele não fez o certo, eu sei que é o lado torcida que fala isso. Sei também que é Manu adolescente, que quer justiça para o seu piloto favorito. Depois dos 25 talvez, a gente fica meio casca grossa.
Digo isso porque abomino hipocrisia. Quase no fim da corrida, Massa começou a perder posições. Numa delas ele foi jogado para fora da pista por Sérgio Pérez que tentava manter o traçado. Uma manobra bruta, mas muito bem executada e eu (é claro!) vibrei. Porque deveria dizer que Verstappen é um bocó, se Pérez foi semelhante (embora mais preciso) e eu gostei? Ainda que seja opinião de torcida, sim, achei mais bonita a ultrapassagem do Pérez que as sambadas do Verstappen.
Tenho insistido que a FIA, é tosca com suas regras. Não obstante, comissários fingiram surdez e cegueira conveniente pelas manobras suspeitas de Verstappen, mas ao menos, não puniu Pérez por ter feito algo semelhante. Se fingiram de cegos com um, fingiram com o outro. Acho que está mais que na hora de rever essa regra. Deve-se optar por liberar as "fechadas" soberbas/maldosas (desde que não sejam com acidentes horríveis) ou soltar as punições nem que seja como advertências para "educar" os "trelelés". No momento em que Verstappen for um Maldonado, ou seja, bater e levar uma galera com ele, e alguém se machucar sério, não vai adiantar querer "meter o pau" no menino. Não deram limites quando a regra existia ou era aplicada vez ou outra (as vezes de forma bem injusta ou desnecessária),. Isso, abre brechas para quem quiser tentar ser "amalucado" também. A tecla que eu bato será essa: "porque uns podem e outros não"?

Minhas opções de pódio, depois da batida do Magnussen ainda era a permanência dos 3 primeiros: Nico Rosberg, Daniel Ricciardo e Nico Hülkenberg. 
A segunda frustração veio quando logo na metade da corrida, quando Hamilton passou o Hulk. Minha chateação tem nome e sobrenome desde 2007. 
Capciosamente, Lewis escolheu Spa para fara cumprir a punição porque sabe que o carro lhe levaria à uma recuperação que faria dele "um gênio". Não há espaço para dizer que um carro muito inferior, guiado por um piloto que não tem sorte com o traçado, e ainda chegar em sétimo ser também um ato genial. 
Genial é Hamilton, Verstappen que chegaram na F1 com carros bons, com investimentos e muita costa quente. O primeiro, quando pela primeira vez ficou a sombra do companheiro, traiu a confiança de muitos, saiu da equipe mãe que o fez quem é, para nadar de braçada numa equipe que estendem tapetes por onde ele passa. O segundo, ficou pouco tempo numa equipe de meio para fim de grid e viu em pouco tempo e com pouco trabalho para mostrar evolução, conseguindo rebaixar um companheiro para tomar o seu lugar numa equipe maior. 
Criticar Hamilton é andar em círculos. Mas Daniil Kyvat foi rebaixado por uma ideia de que andou "fechando carros da Ferrari" na pista. Ninguém se lembrou do pódio dele pela RBR, já o mandou de volta a subsidiária. Verstappen tem o quê que o mantém "fechando" carros da Ferrari na pista, sem que possa ser mandado de volta para a STR?

É assim. 
E afora esses momentos, alguma disputa entre Hulk e Alonso nos boxes, ultrapassagens aqui e ali, a narração reforçando que Massa venderia caro suas posições e tomava passões sem esforços, enquanto seu pai ele era filmado como se tivesse sendo humilhado por uma espécie de 7 x 1, não teve preço. Mas Spa teve lances de momentos arrastado e de mesmice. Isso deveria ser considerado sacrilégio numa pista como essa.
Infelizmente a F1 mudou. Não há mais espaço para aqueles pilotos que você confia, que são bons, que venceram campeonatos com corridas eletrizantes. Caras que saibam fazer manobras limpas, que saibam estudar o adversário para saber o melhor momento de atacar, que saiba "brigar". Isso ficou lá em 2012. Depois disso, tudo ficou previsível, como essas lutas livres. São nomes chamados nos ringues, caras que ficam provocando e fazendo performances. De repente o juiz senta uma cadeira na cabeça do cara e começam a rolar, se engalfinhando com movimentos ensaiados. Alguém levanta da platéia e é o "fulano" e pula no ringue afim de participar da pancadaria. Ninguém solta uma gota de sangue ou se machuca. Os cara tem figurinos como uma diva pop. E a platéia vibra. A tv narra como se fosse real. É entretenimento puro. 
Os "anciãos" da F1 já estão ficando reclamões. Vocês repararam porquê? Eu tenho a minha que eles estão de saco cheio como eu, que já assisto essa categoria à mais de 20 anos. Eles percebem que a coisa mudou tanto, que a competição é tão carta fora do baralho, que o negócio é estar bem no holofote.  Os pilotos do meio termo estão tentando se adaptar e alguns, considerados fracassados ou promessas que falharam, de vez em quando mostram uma coisa aqui ou ali, porque vez ou outra, o plano dos vilões e bonzinhos, falha e alguém aparece, como um empresário que arranca o terno e está com um colã colorido por baixo e pula  no ringue dando uma voadora no adversário do seu "lutador".

A nova safra pode ser prepotente, topetuda e um tanto corajosa.  E nós, apesar de velhos, vamos saber que parece tudo muito falso, mas vamos nos enganando enquanto dá. Vamos começar a nos reeducar enquanto a gente curte as coisas que nos agradava antes, e que ainda nos resta.
E assim a gente vai indo. Só olhando.

Abraços afáveis!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Filme + Trilha: Curtindo a Vida Adoidado

"Bueller? Bueller? Bueller?" 

Se você não sabe que raio de sobrenome é esse ou você é muito novo, ou... melhor nem dizer.
Goste ou não, se trata de um ídolo transgressor dos anos 80, um personagem icônico da década vindo da mente John Hughers, diretor do filme: "Ferris Bueller's Day Off", ou como é o nome daqui do Brasil, o"Curtindo a Vida Adoidado".
Este ano, o filme completou 30 anos e, antes que o ano acabe, decidi fazer menção à ele, um destes longas que que gosto bastante e se encaixa nessa tag "filme + trilha".

Para quem ainda não se atentou aos anteriores posts que fiz a respeito, pode conferi-las na nova aba: Especial 2: Filme + Trilha

O filme, é de 1986 e Ferris é interpretado pelo ator Mathew Broderick. Ferris é um aluno que mata aulas para curtir a vida, quase como um profissional em "vagabundar" sem esquentar a bunda na carteira de uma escola. Ao contrário do que se pode pensar com essa primeira linha do roteiro, Bueller é um aluno inteligente - aquele famoso que não precisaria de uma escola para ser alguém na vida, e nem é tanto aquele rebelde absurdo que só se mete em encrenca. Tanto é que as aventuras de Ferris - que é encabeçada com mais dois outros personagens: sua namorada Sloane Peterson (Mia Sara) seu melhor amigo, o metódico e sempre tenso Cameron Frye (Alan Ruck) - são simples e divertidas: eles vão à um museu, um restaurante chique, à bolsa de valores,  vão ao jogo de beisebol e à um desfile. A coisa mais criminosa que se passa com eles é a destruição total de uma Ferrari de 1960. Sim, isso sem contar a irmã invejosa de Ferris, que por estar em casa com inveja da esperteza do irmão pensa que a casa está sendo invadida por ladrões e liga para polícia. Na verdade, é apenas o diretor da escola, Ed Rooney que sabe que Ferris está aprontando, e entra na casa para pegá-lo no flagrante. A menina vai detida por trote e acaba "se pegando" com um cara drogado que também foi detido, interpretado por Charlie Sheen (irônico não?)... A certinha, também apronta um pouco e tudo fica "bem". Ah sim, fora a Ferrari e Cameron, que certamente será esfolado pelo pai, vivo, pela destruição do carro, mas isso não fica no enredo do filme. Apenas na suposição da nossa imaginação.

Apesar de Hughes ser um desses diretores/roteiristas que entende a alma adolescente, hoje seus filmes seriam uma piada. Adolescentes ririam de um amigo que matasse aula para ir à um museu, para citar exemplo do "Curtindo a Vida Adoidado". De seus filmes, vocês certamente não conhecem só este. Com a temática "adolescente" ainda temos: "Gatinhas e Gatões" de 1984, "O Clube dos Cinco" de 1985, "Mulher Nota 1000" de 1985 também, assim como foi roteirista de "A Garota Rosa Shoking"  de 1986. Destes é óbvio o meu favorito (se não, não estaria falando dele, aqui, e hoje). "Gatinhas e Gatões" + Mulher Nota 1000" estão empatados como segundo(s) favorito(s). Acho que por não ter vivido na época dos anos 80, eu não consegui captar muito bem o porque "Clube do Cinco" entrou nessa leva de cult filme adolescente. Todos os outros tem um toque de bom humor (sim, bobinho, mas ainda assim humor) que este não tem. Adolescentes, mimadinhos ou revoltadinhos, com raivinha de seus pais, numa detenção na escola? Tudo que fazem é absolutamente nada, e fogem a todo tempo das reprendas do diretor, bem como ficam importunando uns aos outros. Clichê. E todos saem dali como casalzinho, menos o nerdizinho que nem deveria estar na detenção... Não fiquei muito fã do longa, dá para perceber. Mas sim, é legal.
Já "A Garota Rosa Shoking", é mais ou menos. Também mais sério, que envolve romances e amizades. Mas garota acaba detonando o vestido no final do filme rsrsrsrsrs... Essa foi terrível, eu sei! Mas é a verdade. Com a atriz Molly Ringwald - musa de Hughes - ainda prefiro "Gatinhas e Gatões" que tem o Anthony Michael Hall em seu melhor momento cômico. E ah!, gosto muito de "Mulher Nota 1000" com Hall novamente e uma boa participação de Robert Downey Jr. ♥

Os pontos altos destes filmes são incomparáveis, mas eficazes: a boa faceta de trazer boas músicas nas trilhas (e atores revelação). Todos eles tem excelente sucessos. E claro, "Curtindo a Vida Adoidado" tem várias e uma delas fica aparente na cena icônica de Ferris na parada de Chicago onde interpreta "Twist and Shout" dos Beatles.
A trilha do filme não existe em K7, LP, nem mesmo em CD. Hughes achou que as músicas por serem cada uma de um estilo, não conviria lançar um álbum de trilha. Para além de "Twist and Shout" alguns sons muito legais tocam no filme e de fato, o tom eclético está confirmado. O grande lance que percebo é que, em sua maioria, não eram grandes músicas, super elaboradas, eram as músicas dos anos 80 apenas. Porém, era "A" década para música, inclusive para o pop que hoje, é uma "mistureba" de nada com coisa nenhuma.
Consta na trilha, nunca comercializada:

♫ Big Audio Dynamaite com "Bad"
♫ The Dream Academy - "The Edge of Forever"
♫ Blue Room - "I'm afraid"
♫ Sigue Sigue Sputnik:


♫ The English Beat - "March os The Swivelheads" 
(Quando Ferris corre para chegar em casa antes que seus pais percebam que ele passou o dia fora)
E claro, não poderia faltar a ridícula, mas incrível -
♫ "Oh Yeah" de Yello:


"Oh Yeah" é outra que ficou na memória de quem curte muito o filme. Tanto que a brincadeira da cena "pós créditos" do filme Deadpool (2016), o personagem anti-herói interpretado por Ryan Reynolds faz menção ao filme e à essa música. Vejam aqui a cena do "Curtindo a Vida Adoidado"(*), e aqui a do Deadpool.

(*) Convenhamos, esse título brasileiro parece mais tradução toscamente feita e inventada por Silvio Santos... ¬¬'

A cena com Ferris interpretando "Twist and Shout" fez tanto sucesso que fez com que a música voltasse às paradas de sucesso depois de 24 anos de seu lançamento (a música é de 1962). E nem só essa antiga aparece por lá: Ferris canta "Danke Shoen" no chuveiro e logo antes de Beatles, na parada do desfile. A música de Wayne Newton é de 1963. Ou seja, a trilha é um primor divertidíssimo. Não à toa, o filme, tão simples de história, acabou virando um filme cult.

Rodrigo Rodrigues aponta em seu livro "Almanaque da Música Pop no Cinema que a cena com a interpretação de Broderick em um carro alegórico fazendo a cidade de Chicago dançar, ao som de Beatles, marcou tanto que ele e uma galera correu nos vinis dos pais para descobrir o que vinha a ser "Twist and Shout". Eu não precisei de tanto. Como filha de um beatlemaníaco, eu já sabia que música era essa, embora, não fosse a favorita de meu pai, uma vez que ela é uma das mais comerciais. Não é querendo me gabar, mas dessa busca eu não precisei de esforços. Tudo que a cena me fez foi só fazer com que eu gostasse ainda mais da banda e apreciar filmes, afinal, eu sou de 1987, de um ano depois do lançamento do filme. Devo ter visto ele milhares de vezes via Sessão da Tarde. Ou seja, fui bem doutrinada, desde a gestação com boa música e bom entretenimento. Só posso agradecer por isso. Quantas crianças hoje, podem dizer o mesmo?

Um dado interessante do livro de Rodrigues é o seguinte: "Twist and Shout" é uma canção escrita por Phil Medley e Bert Russell. E os Beatles não foram os primeiros a gravá-la, para quem não sabe. A primeira gravação da canção foi feita pelos The Topnotes, depois ela foi regravada pelos The Isley Brothers e só mais tarde pelos Beatles, com John Lennon no vocal principal, e lançada pela banda em seu primeiro álbum , o "Please Please Me". O dado interessante é que a gravação dos Isley Brothers foi a que influenciou The Beatles a gravarem ela. Naquela altura eles tinham passado 12 horas gravando, seguidas (quem diz que alguém faz isso hoje  em dia e não se despedace em cansaço depois ou não maqueia a voz via computador?) e obviamente John Lennon já não tinha mais tanta voz para fazê-la. Mesmo assim, de acordo com Norman Smith, o engenheiro de som da banda, John chupou umas pastilhas, gargarejou com um pouco de leite e mandou ver. Por isso a voz rouca do beatle nesta música é totalmente destacável. A gravação foi feito num take só, já que uma segunda tomada foi impossível pois não restava mais nenhuma voz em Lennon. 
Mito ou verdade? Desculpa ou genialidade? Jamais saberemos. Mas que ficou especialmente boa, isso é fato irrefutável.
E viva os filmes com as boas músicas - e as músicas boas abrilhantando as cenas dos filmes!

Me despeço com essa particular cena de "Ferris Bueller's Day Off". Abraços mega afáveis e "Save Ferris"... xD

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Versões Boas, ruins ou melhores? "Rainbow in The Dark"

Fãs do bom e velho Heavy Metal nem precisam de maiores explicações; bastou escrever "Rainbow in the Dark" no título e já sabem de qual música se trata.
Esse mesmo grupo de fãs podem achar que esse post é um completo erro. Afinal de contas o autor da música e intérprete é um destes "mitos" do estilo musical: Ronnie James Dio foi frontman em bandas como Rainbow, Black Sabbath e Dio. Além disso, é considerado, com toda a "justeza" da atribuição, um dos melhores vocalistas de Heavy Metal, com apuradíssimas notas e técnicas vocais e é certamente o maior cantor do estilo que influenciou os músicos da atualidade.
E ainda para quem não se familiarizou com Dio, ele foi o principal cara que popularizou o símbolo do rock, feito com as mãos, em mão chifrada, com o indicador e o mindinho erguidos e os demais abaixados. Símbolo esse que é erroneamente usado em certos show, que é preferível nem comentar.

Dio faleceu em 2010, vítima de um câncer no estômago. Uma significativa perda para o mundo da música.
Mas falemos de seu legado, pois isso é o mais gratificante quando os grande se vão: o que fica de suas artes. 
Rainbow in the dark é uma ex-ce-len-te música, praticamente um hino do metal, presente em um álbum, que é grandiosíssimo, o Holy Diver. E ela já foi "coverizada" por incríveis músicos da atualidade, que apesar de não serem grandiosos como Dio - tem como contar com um dom performático que lhes confere ao menos, muito respeito.

Vamos às informações da original:

Original: Rainbow in the Dark
Composição: Ronnie James Dio, Vivian Campbell, Jimmy Bain e Vinny Appice
Álbum: Holy Diver
Lançamento: 21 de outubro de 1983 (do single com a música)
Estilo: Heavy Metal



As duas versões que conheço tratam-se de vocais e bandas que são do meio, uma de Heavy Metal e outra, vindo de um tributo.
Vamos à elas:

Versão 1: Teräsbetoni
Álbum:nenhum, usado em apresentações de shows e também quando apareceram na Eurovision
Origem: Finlandeses - Jarkko Ahola é o cantor e baixista da banda
Estilo: Heavy Metal, Power Metal (há quem difa também que seja um "cock rock", um subgênero do rock que enfatiza a sexualidade masculina... Será? rsrsrsrs...)


Versão 2: Corey Taylor
Àlbum: Ronnie James Dio: This Is Your Life - Tribute
Lançamento: 2014
Músicos: Corey Taylor, Roy Mayorga, Satchel, Christian Martucci, Jason Christopher
Estilo: Heavy Metal



Pois bem. Sem sombra de dúvida a original pode ser considerada irretocável. Entretanto, músicas assim, quando nas mãos certas, elas podem ser adequadamente boas.
Conheci Teräsbetoni à muito tempo, em meados de 2007-2008. Eram bons tempos em que, no afã de procurar coisas novas na internet, pude explorar mais da música finlandesa, que sempre me supriu quando sentia necessidade de alimentar bem meus ouvidos. Podem não gostar, mas Nightwish me abriu um portão para gostar da música popular finlandesa que eu diria que consiste em 85% de música do metal e subgêneros. A Finlândia (ainda bem) não se limita pra mim apenas à Mika Häkkinen e Kimi Räikkönen. E mesmo quando eu me propus a conhecer as bandas mais morninhas daquele país, eu ainda achei muito válido a experiência. Algumas até vieram a ser uma das minhas favoritas e não tenho a mínima vergonha de dizer isso para alguém que use cinto com balas e espetos.
À respeito de Teräsbetoni, as músicas são todas em finlandês. Um dos clipes (Orjatar) sugere mesmo o que alguns podem chamar de "Cock Rock" pela quantidade de moças loiras e bem maquiadas dançando sensualmente. Fora a letra, que num dos trechos diz:

"Mulher escrava ouça minhas ordens, e saiba seu lugar!
Mulher escrava satisfaça minha vontade,
E receberá uma recompensa: um prazer divino!

Atrás de nós estão batalhas onde sentimos a morte,
Arriscando nossas vidas em tempos de guerra sangrenta.
Um homem disposto à batalha irá obter o que ele merece.
Portanto, atenda à seus pedidos e sirva-o, ou seja punida!"

Uma combinação de frases que infartaria qualquer feminista, mesmo aquela mais tolerante. Mas, "who cares?", ouvindo a primeira vez, e não sabendo lhufas de finlandês você esquece disso no ato. E, logo de cara, adorei a forma como Jarkko canta! Não posso fazer muito se só li essa tradução uns depois de ter ouvido a música umas 5 vezes, rsrsrsrs... 
E dentre várias que selecionei para meu antigo mp4 na época, estava o cover de Rainbow in the Dark - uma boa e bem sucedida versão.

Já a de Corey Taylor eu ouvi esse ano, faz poucos meses. procurei Holy Diver no Youtube, que me levou à Rainbow in the Dark e que teve, como sugestão na barra de vídeos ao lado, o cover de Taylor.
Corey Taylor ganhou meu respeito aos poucos. Antes eu poderia ser pega dizendo que o frontman do Slipknot era um doido mascarado em uma banda de malucos idolatrados por adolescentes. Hoje, felizmente (e com tempo), percebi que ele é mais que isso: um cara com um grande talento, uma das melhores vozes da atualidade e uma pessoa com um senso de espaço e vivência que falta em muita figura pública hoje em dia - que, na minha opinião, se divide em "babacas  que eventualmente se drogam" e "drogados que eventualmente são bobalhões", principalmente no cenário musical de peso mesmo - não essa bobagem que está o cenário musical brasileiro (pelo menos, o que está sendo divulgado pela grande mídia).

E com essa, fico sem escolher a melhor das versões pois as duas são muito boas. 
E que Dio e seus companheiro, sejam muito abençoado por essas músicas!

Deixo vocês com essas maravilhas e desejo excelente fim de semana à todos! Se quiserem dar uma olhada nos outros posts sobre versões, basta clicarem aqui.

Abraços afáveis!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Tag Cinematográfica: Desafio dos 30 filmes (#9)

Desafio dos 30 filmes: Dia 9 - Um filme do cinema nacional

Não vou ser hipócrita em dizer que, como uma pessoa que gosta de filmes, eu apoio o cinema nacional. Apoio, mas não é normal que eu escolha ver filmes brasileiros. 
Sim, eu gosto muito da adaptação de "O Auto da Compadecida". Assisti Central do Brasil. Cidade de Deus. Tropa de Elite. Tudo filme bom (ainda que meu favorito, seja o primeiro dos citados). Assisti "O Bicho de 7 cabeças" e o recente "O Escaravelho do Diabo" (que por sinal, é uma excelente dica). 
Comédias? Não, nem pensar.
Nenhum dos citados virá para a resposta da tag. Fora dois, adaptados de bons livros, os demais mexem com uma realidade quase televisiva: regionalismos, pobrezas, favelas, violência, drogas. 
Cinema as vezes precisa de poesia, da simplicidade dos sonhos... 
Por isso a minha escolha do dia 9 é um filme brasileiro que tem essas coisas: "Colegas", um filme de 2012.

"Colegas" é uma comédia light que trata de forma poética as coisas simples da vida, através dos olhos de três personagens com síndrome de Down. Eles são apaixonados por cinema e trabalham na videoteca do instituto onde vivem. Um dia, inspirados pelo filme "Thelma & Louise", os três amigos resolvem fugir no Karmann-Ghia do jardineiro em busca de três sonhos: Stalone quer conhecer o mar, Aninha quer se casar e Márcio investe na vontade de um dia voar. Em uma viagem partindo do interior de São Paulo à Buenos Aires, eles se envolvem em aventuras, na tentativa de realizarem seus sonhos, como se tudo não passasse de uma lúdica brincadeira de cinema.

O filme é muito divertido, muito bom em se tratando de roteiro simples, ou a forma como é mostrado a  pureza e a vivência das pessoas com Down o que de alguma forma, reflete o quão mágico o cinema é, mais que uma indústria que visa acima de tudo o lucro, mas também uma máquina de fazer sonhos e vidas se transformarem.
Engraçado que esse tipo de filme nem chega a ser cogitado à ser grandioso em bilheterias, ou mesmo é comentado nos programas de tv aberta, que foquem na "cultura" desse país. Perda de tempo, querer que se dê o devido valor naquilo que de fato, as grandes massas possam extrair algo de útil para as suas vidas. Completa perda de tempo, mesmo, à começar pela qualidade dos programas, a forma como eles tratam artistas, atletas e músicos.


Abraços afáveis!


► Para acompanhar as outras escolhas:  

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Tag Musical: Músicas que você escolheria para (#10)

♫ Música que você escolheria para

♫ Dia 10 - Fazer um trabalho manual ou no computador

Essa tag é boa: não há trabalho mais divertido que não possa ser feito com músicas que você adora. 
E neste caso eu não vou abrir mão de ser um álbum inteiro, porque convenhamos, não há trabalho assim que para ser feito de boa, não demore um pouquinho: desde a montagem do que você precisa, até a limpeza do lugar (em caso de trabalho manual, tipo, uma costura) e em caso de computador, seus livros, suas anotações e cadernos.

E se segurem: a escolha é a óbvia, mas totalmente excelente:




01 - Enter Sandman 
02 - Sad But True (uma das minhas favoritas, das óbvias)
03 - Holier Than You 
04 - The Unforgiven 
05 - Whenever I May Roam (Outra favoritona)
06 - Don't Tread On Me - (Gosto muito, sem ser as óbvias e mais conhecidas)
07 - Through The Never 
08 - Nothing Else Matters  
09 - Of Wolf And Man
10 - The God That Failed 
11 - My Friend Of Misery (Mais uma favorita)
12 - The Struggle Within (Adoro!)

Abraços afáveis e volto logo quando puder! 

♫ Outras escolhas:
Número 1- (Música que escolheria para usar como despertador);
2 - (Música que escolheria para ajudar a dormir);
3 - (Música que você escolheria para ler um livro); 
4 - (Música que você escolheria para um dia de sol);
5 - (Música para ouvir num dia de chuva);
6 - (Música para malhar em casa ou na academia);
7 - (Música para cantar no chuveiro);
8 - (Música para ouvir numa viagem de carro);
9 - (Música para beijar a pessoa amada)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Aquaman post

Para quem assiste à série The Big Bang Theory vai entender melhor essa postagem. 
A série consiste em quatro nerds, dois deles dividem apartamento. Tudo começa com estes dois que começam a ter uma vizinha da qual um deles - Leonard - se apaixona. Sheldon é o físico/gênio sistemático, e de acréscimo temos os dois amigos que trabalham com estes dois no MIT: Howard - o engenheiro, e Raj - o astrofísico.

Num destes episódios em que os quatro são nerds do jeito bom, eles devem ir à uma festa na loja de quadrinhos, como o grupo da Liga da Justiça. Sheldon escolhe primeiro o Flash, Leonard fica com o Lanterna Verde, Howard de Batman e Raj acaba ficando com Aquaman...
Cliquem aqui para ver parte do episódio, em especial a chegada do Raj com o outfit do Aquaman.

E a frase repetida é essa:


Após a escolha de Jason Momoa para ser o Aquaman no próximo filme da DC, Liga da Justiça... Essa brincadeira ficou mais séria.
Hoje, essa reportagem do Omelete "Jason Momoa toca guitarra vestido de Aquaman em foto do set", a frase do Raj já pode ser trocada, por que sim: A coisa ficou BEM séria!

"Aquaman rocks!"

Com essa, me despeço. Bom fim de semana e já mando costumeiros abraços afáveis à todos!