segunda-feira, 31 de maio de 2010

GP da Turquia: Para não dizer que não tentei

Pois bem, temos uma nova novelinha da F-1. Como a Globo e suas novelas, as "estréias" da F-1 tem boa audiência.
Sentadinha aqui no computador procurando inspiração com algumas músicas para duas coisas: 
1- começar a fazer um texto sobre um trabalho para dia 29 próximo;
e
2- um texto para postar aqui sobre a corrida de ontem;
percebo que nem sempre é fácil expor a opinião que defini ontem mesmo após a corrida. 
Como uma trama de novela, tinhamos mesmo os personagens principais e os secundários. De acordo com um capítulo as coisas que são apresentadas na tela da tv são a seguinte: se os personagens principais da trama dão conta do recado, estes permanecem com as cenas maiores, os aparamentos mais evidentes. E aqueles que eram para ser os principais e não agradam o público cativo? Para onde vão? Geralmente o autor fica de olho nessa manifestação pública e os tais personagens que não vingaram ficam de escanteio, as vezes esperando uma vaguinha no núcleo pobre, no núcleo cômico... Ou matam seu personagem, ou viaja para longe para voltar no fim da novela e ficar com alguém que sobrou como solteiro...Ou vira o vilão...
Esse é o caso das Ferraris. Massa e Alonso fez a dança do quadrado (ai, que horror!). O espanhol até menos, afinal partiu para cima de Petrov. Investida que se tivesse optado por não fazer, teria feito a diferença dos pontos, ou seja, só algo que no fim ninguém reportaria.
Sim, porque os personagens principais eram quatro. Mark, Lewis, Sebastian e Jenson.
Sem pares românticos. Até porque nem cabe aqui. Se ainda Sutil estivesse por perto, quem sabe? (Ok, sem palhaçadas...)
Como uma novela, desde sempre temos o núcleo pobre (Hispania, Lotus e Virgin), só me faltaria o núcleo engraçado fixo, pois por vezes esse posto troca.
Eu sinceramente nada tenho a declarar das Renaults (fora que Kubica sempre faz um bom trabalho e Petrov me soa meio deslocado sempre). Nada a dizer das STR's... Nada sobre as Williams, nada sobre as Force India's... A BMW até que ficou legal dessa vez, com Kobayashi ( o japa-emo) marcando um pontinho. Quanto mais o que dizer de Hispania, Lotus ou Virgin...
No fim, eu quase não vi essas criaturas na tv, um exemplo foi quando percebi que ao ver Trulli saindo do carro, abandonando sua Lotus nem dois minutos depois aquelas fichas dos tempos passavam na tv e dei falta de Kovalainen e o finlandês já tinha abandonado também. de duas, uma: ou eu dormi com olhos abertos, ou a transmissão boiou.
A Mercedes? Ah, bem... Schumi até que tentou aparecer um pouco mais na largada, mas Button já tratou de mudar a situação. Ele e Rosberg podem se vangloriar de terminarem a corrida melhor que as Ferraris.

Bueníssimas. Até bem depois das paradas nos boxes nada parecia ficar intensamente interessante, a não ser uma possível chuva narrada incansavelmente pelo trio global, tão incansável quanto as chamadas das reportagens da Copa no Esporte Espetacular. 
E a chuva não veio. E as reportagens eu não vi porque eu estou de saco cheio do assunto Copa (patriotismo na hora de votar ninguém tem? Ao contrário, somos obrigados a fazer besteiras nas urnas depois não tem nem como reclamar...)
Fora chuva e aí percebi algo interessante: ao voltar dos boxes Vettel tomava o segundo lugar de Hamilton e Button começava uma visível e calma aproximação de seu companheiro- intocável.
Até aí beleza, quando não mais que de repente Vettel tratou de correr atrás do autraliano-bumerangue. Era hora dele fazer carinha de feliz com o primeiro lugar em suas mãozinhas ao contrário daquela cara amarrada da classificação de sábado. 
E lá se foi ele no básico: "super Gêmeos, ativar!" e no caso era ele e o carro. Só que ninguém se transformou em nada. Só o carro que deixou de ser guiável e passou a ser estacionável (ai, que péssimo)Vettel atacou e quer saber? 
Fez bem, fez muito bem, fez o que devia e deve ter pensado "se eu não tentar, me arrependo pelo resto da vida". E foi lá e fez. Acho que o Webber estava mimindo porque o alemãozinho estava mais rápido. Era "vai ou racha" e desafortunadamente rachou. E daí? Esse lance de maturidade e blábláblá já encheu. 'Bora atrás do objetivo, da meta. Se segundo lugar não basta, corra para o primeiro. Dê a cara a tapa. 
Frouxos os da Ferrari que numa disputinha, se cede e depois reclama, se não cede, depois reclamam com eles.
Alguém já ouviu "quem não arrisca, não petisca"? Pois bem. Vettel quiz ser o "Hero of the day" e vamos ser conscientes que o orgulho de Webber também não facilitou né?
Novela? Sim. Polêmica? Mais ainda!Hora de falar de certo e errado. E eu digo: no calor daquele momento, não tem certo errado. Não disseram várias vezes "larga de ser tapada" quando eu disse que Lewis não poderia fazer essa ultrapassagens inescrupulosas? Pois agora eu digo: eu quero é ver o circo pegando fogo.
E foi assim. O preju de Vettel foi grande. Agora tem dois caras em conflitinho de egos na Red Bull. A raiva também motiva. E a gente assiste e se diverte, contanto que não extrapole para a bizarrice.
Button atacou Hamilton e como era de se esperar o intocável saiu-se melhor. Não acho que tenha acontecido um jogo de equipe, mas apenas Button visualisou que mais uma provocação ele seria o Vettel 2 da corrida. Mas já deu o susto limpo que deveria ao compatriota/companheiro que exibiu, além de um troféu que caiu no colo, exibiu também uma namorada tão quanto famosa, para todas as câmeras. De volta às redondesas a Pussycat Doll (estou com preguiça de procurar o nome correto da dita "senhoura") veio com imbatíveis histerias e pulinhos de torcida. Button nem conta mais com essa, parece que seu relacionamento com Jessica Michibata acabou-se. Button ontentou-se com abraços melosinhos no pódio com Lewis (que não estava com uma cara tão boa para quem ganhou corrida tão fácil) e essa bondade na comemoração só seria coisa de Button, o lorde inglês.
E Webber? Como um bumerangue, mesmo com o choque com Vettel, ele voltou a pista em terceiro. Ainda é líder do campeonato.

E como vai acabar a novela? "Sei não". Talvez nem acabe e eu sempre vou perguntar: e daí? *So what?*


Abraços mesmo afáveis (apesar da música "violenta" ^^ É Metallica poxa!)

sábado, 29 de maio de 2010

F-1: Treino Classificatório do GP da Turquia

O que dizer do treino classificatório dessa manhã de sábado?
Como diz minha colega de sala: "BOOOOOOA Perrrrrrrrrgunta!"
O Galvão me irrita horrores. Isso todos já sabem. Numa manhã de sábado como a de hoje, onde as minhas duas irmãs, uma no meu computador a outra num notebook me gritava durante meu café. Eu estava ao som da voz glamurosa do Galvão, clamavam por minha ajuda. E minha mãe? Afff... Ouvia seguidamente "Creep" do Radiohead na cozinha enquanto preparava uma massa de pizza. Eu contei: foram 5 vezes só durante o Q1.
Surtada, e eu não sabia se era pelo Galvão, pelas minhas irmãs chamando meu nome, ou pela música do Radiohead (que me poupem os fãs, mas não vejo graça alguma em Thom Yorke)... Para completar no meio do treino houve pausa para falar da seleção brasileira. Ah, a copa nem começou e estou de saco cheio. 
Pois bem. Acalmado os ânimos, eu ri dos cometários do Galvão em relação ao Alonso. O cinismo foi bem pago. Alonso ficou fora da disputa no Q3 mas... O Massinha ficou em oitavo. Nisso a culpa deixou de ser do espanhol e passou a ser da Ferrari, cujo o desempenho só agora parece visível sendo aquém do esperado. Novidade não?
Lari e lará...

Q1 e Q2 Vettel parecia que levaria a pole fácil. No Q3 o Webber foi esperto e numa investida correta no minuto certo, aproveitando o erro do companheiro: Pufff - Pole novamente.


Um emburrado, um apocalíptico (ver link) e um papagaio de foto.
Sobre Webber eu lembro da minha infância:

"De novo, de novo, de novo..."

Porém... Só o australiano se diverte.

Abraços afáveis e boa corrida pessoas!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Capas de discos altamente peculiares

Chega de momento triste. 
Num dia como esse em que todos que encontrei no caminho tinha cara de ... SEGUNDA FEIRA, sentei hoje em frente à essa tela de computador a procura de momentos de risada. E encontrei. Minha tia mandou um bom email desses que se pode perder algumas horinhas inúteis na avaliação de imagens. E as imagens? São capas de discos!
Vamos à elas!

Eu fiquei me perguntando, qual seria o estilo da música desse LP. A imagem forte da capa é digna de um ... death metal da vida.(o.O)

"De Castro toca e você dança". Ok. Analizando a cara do "tio" a pergunta é: Dança em que sentido?

Essa que esses "velhinhos" tomaram, eu não quero.

Se alguém tá precisando de fazer o "ritual", acho que essa é a dica de trilha sonora para o "evento"

"O Som da Pilantragem"?? Iuúhulllll! Se fosse hoje, as colagens da capa viriam com os rostinhos dos nossos afáveis políticos.

 É isso que acontece quando se tem 39º de febre? Vc fica com a visão assim ou não consegue clicar boas fotos em movimento?

Para quem imaginava que Calipso era um desgraça recente e sem fundamento, achamos a grande influência do Chimbinha e cia!

Engraçado. As vezes nem precisa fumar algo para entrar na "onda". Já temos uma dama misteriosa de branco e a visão turva de algum objeto. Mais "sooooooh" que isso impóssiiiiiiivel!

"Para o seu prazer"? Certeza? A cara da moça não está muito convidativa, não, vamos combinar!

 Com direito a Papai Noel radical...

Hum! A subjetividade! O tiozinho tinha no "caderno de notas", telefones de moçoilas (algumas bem novas hein?), e ainda rolava uma linha cruzada. A primeira sala de bate-papo de mil novecentos e bolinha!

"Os brotos comandam"... Se eu não visse a capa diria que era um Revolução das Alfaces. Mas como não é imagino que essa frase veio depois que os "Brotos" inventaram a bobagem de queimar sutiãs (e até hoje as consequências disto são irrevogáveis... ¬¬')

Hum. E reclamaram e fizeram chacota do padre dos balões...

Não é espelho, nem fotoshop, muito menos montagem. O bizarro aí é a queda de braço nessa idade e numa modalidade diferente: queda de braço e com a mão desocupada com bengala para não usar como ajudinha. Que vença o melhor!

Ah, gostei das colagens com desenhos infantis. Para quem na infância ouvia um LP vermelho cuja capa era com 2 patinhos (um na guitarra e um na bateria) e uma pata como vocalista, até que esse aí é evoluído. Sapo astronauta é melhor que patos pseudoroqueiros: (olha o disco que eu ouvia com 2 ou 3 anos abaixo - riscado com nomes e canetinha, mas está valendo)



Até o Coldplay tem um álbum com esse nome. Tá a capa deles é melhor... Mas até o Coldplay!

Eu tinha uma boneca que quando apertávamos o peito dela ela dizia "mamãe"... Acho que a intensão aí era apertar a menina até que ela dissesse "papai"...

Eu tinha que deixar esse quase para o final. Tem muita coisa para ser analisada aqui. Primeiro: o ser penoso aí é uma mulher ou homem? Segundo: que diabos é essa máscara chifruda? E... George Feyer. "Feyer"? Seria o ser andrógeno da capa? Uma versão exorbitante de Ney Matogrosso?

Para finalizar, só constato uma coisa essa coleções eram músicas para depressão... (E mais: quanto tempo eu não ouço a palavra "conjunto" ao se referir à banda, pai celeste!!!!!!)

E deixando de lado o drama da segunda-feira, me despeço por aqui.
Abraços afáveis!

sábado, 22 de maio de 2010

(R. I. P. Dio) - Coluna do Andreas Kisser

Como não fiz um texto legal, reproduzo a coluna do guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura, no Yahoo.

Ronnie James Dio (1942-2010)

Todos os que acompanham mais de perto o mundo do metal sabem que o grande mestre Ronnie Dio morreu no último 16 de Maio, perdendo a luta que estava travando contra um câncer de estômago. Ele fazia sessões de quimioterapia em um hospital em Huston, nos Estados Unidos, e estava animado com os progressos que o tratamento estava mostrando. Prova disso é que o Heaven and Hell havia anunciado várias datas de shows para este verão na Europa, incluindo o festival Sonisphere com Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax. As datas foram canceladas logo depois e todos ficaram um pouco apreensivos, mas ninguém esperava a triste notícia que se confirmou.
A morte de Dio chocou o mundo da música, não só porque ele era um mestre nos palcos e estúdios, com uma voz poderosa, potente, agressiva e dócil ao mesmo tempo, mas principalmente pelo caráter, educação, respeito e o espírito gentil que todo verdadeiro mestre possui. Ele era uma pessoa rara, num meio em que transborda a soberba, a arrogância entre os músicos e profissionais, de pessoas que se acham melhores do que os outras. Ronnie era uma pessoa amável, que tinha muita paciência com seus fãs, sempre gentil com todos.
No palco, era sempre muito exigente, mas sempre com muito respeito. Os músicos que o acompanharam durante as diferentes fases de sua carreira podem comprovar isso. Os depoimentos que foram dados pelos amigos músicos que o conheciam são emocionantes, todos, sem exceção, citam a sua incrível e pacífica personalidade, desde Tony Iommi, Vinnie Appice e Rudy Sarzo, que estavam tocando com ele atualmente, até Lars Ulrich e todo o Iron Maiden, que foram influenciados por sua mágica musical.
Ronnie Dio foi parte de duas maiores bandas de rock de todos os tempos: Rainbow e Black Sabbath. Sem contar sua espetacular carreira solo, iniciada logo após ele deixar o Black Sabbath, em 1983. Sem ele, o metal seria muito pobre, não seria o que é hoje, não só musicalmente, mas especialmente pelas letras, sempre muito bem elaboradas, com influências da história medieval, os reis e seus castelo, os dragões, a mágica, as lutas entre o bem e o mal. Letras que inspiravam os mestres da guitarra como Richie Blackmore, Tony Iommi e Vivian Campbell a escreverem riffs fantásticos e inesquecíveis. P\ra quem não conhece eu sugiro estes três temas para se escutar “Stargazer”, do Rainbow, do disco Rising (ouça aqui); “The Mob Rules”, do Black Sabbath, do disco The Mob Rules (ouça aqui) e “Stand up and Shout”,  da carreira solo do Dio, que está no disco Holy Diver (ouça aqui).
Ele foi, e continuará sendo, uma das minhas maiores influências na música. Lembro que quando era mais jovem, começando a escutar metal, eu tinha um colete jeans e nas costas  dele eu mesmo pintei a capa do Holy Diver, primeiro disco solo de Dio. Eu usava aquilo como uma armadura, me sentia mais forte e protegido, era algo místico, como se eu fizesse parte de um clã ou uma tribo, lutando pelo nosso espaço.
Anos depois, eu tive o privilégio de tocar com Dio quando ele veio ao Brasil em 2006, em turnê com a sua banda solo. Ele me chamou para tocar Mob Rules, do Black Sabbath, com direito a solo e tudo…  foi inacreditável dividir o palco com o meu mestre, que escutei a vida inteira, um dos que me fizeram ser o que sou hoje. Ele assinou todos os meus discos do Rainbow, do Sabbath e da carreira solo, passamos o som, conversamos durante a tarde e foi sempre muito atencioso, um verdadeiro gentleman.
E o vi pela última vez no show do Heaven and Hell em Belo Horizonte. Foi espetacular como sempre e fiquei muito feliz em reencontrá-lo, estava com o meu filho Yohan e assistimos tudo de perto. Depois do show, ele nos recebeu com a elegância de sempre e tiramos algumas fotos para a eternidade. Obrigado por tudo mestre, você fará muita falta e nunca será esquecido.
Acesse o site oficial de Ronnie Dio e faça a sua doação para o “Ronnie James Dio – Stand up and Shout Cancer Fund”. A viúva de Dio, Wendy, e que também foi a empresária dele por muito tempo, criou esta fundação e conta com o apoio dos fãs. Condolências à família, amigos e fãs!

Adoro as coisas que Andreas escreve, de forma simples ele sempre posta em sua coluna opiniões ótimas. Ainda inconformada com a notícia da triste da partida de Dio, me despeço de vcs desejando boa semana para todo mundo.
Abraços afáveis!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Apocalipse está próximo IV

Brabham e Jones se empolgam com Webber e apostam em título do australiano

Campeões mundiais de Fórmula 1, os ex-pilotos australianos Alan Jones e Jack Brabham apostam no compatriota Mark Webber para ficar com o título da atual temporada, principalmente após o desempenho do piloto da equipe Red Bull nas vitórias nos GPs da Espanha e de Mônaco, que lhe deixaram na liderança do campeonato com 78 pontos, com vantagem pelo número de vitórias sobre o companheiro alemão Sebastian Vettel.
Com um carro que conquistou todas as pole positions da temporada e mais experiente que o companheiro de equipe e atualmente seu principal concorrente, Webber impressiona Brabham e Jones pela forma de pilotar.
“Mark pode vencer o campeonato mundial, eu não tenho dúvidas sobre isso. Foi um grande dia para Mark e para a Austrália. (Mônaco) é uma corrida prestigiosa, a mais dura e a mais difícil no mundo e ele não errou o pé. Eu assisti a tudo e ele foi muito bem”, afirmou Jack Brabham ao jornal Sunday Morning Herald.
“Ele está à frente no campeonato mundial agora e merece vencer. Seria uma coisa tremenda para a Austrália e para ele. Ele tem toda a minha torcida e meus votos de felicidade. Estou orgulhoso dele. Um australiano campeão novamente seria uma das maiores coisas que eu poderia imaginar. Quando você vence em Mônaco, pode vencer o campeonato mundial. Espero que ele possa fazer isso e acho que o fará”, completou Brabham, dono dos títulos de 1959, 1960 e 1966 na F-1.
Último piloto australiano a conquistar um título de Fórmula 1, em 1980, Alan Jones também ficou empolgado ao ver o seu compatriota conquistar a segunda vitória na temporada após ter largado três vezes na primeira colocação do grid.
“Eu acho que foi fantástico, ele saiu na pole e fez uma largada muito boa, resistiu à pressão várias vezes na relargada, que sempre é desesperador, pois você espera que o cara que está em segundo possa lhe ultrapassar. Acho que ele foi muito bem. Ele está melhorando a cada vez. Sua confiança está aumentando e derrotar Vettel em duas ocasiões não lhe fará mal algum”, afirmou Jones.


É. Apocalipse.

Abraços afáveis!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

GP de Mônaco: Herói do Dia

Um "PS" antes de falar da F-1 de ontem. Ontem mesmo, um dos vocalistas mais influentes do Heavy Metal,  Ronnie James Dio faleceu. Dio nos deixou devido um câncer (ver link) mas nosso conforto reside em suas músicas que deixam sua arte e vida como eternas aqui. "Rest in Peace, Dio!"


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O Herói do Dia

Ah, o GP de Mônaco! Ontem, por mais que eu tentasse, não conseguiria escrever algo legal para postar logo depois da corrida.
Pois bem. Ontem, além de um dia silencioso para os headbangers desse mundinho (veja o “PS” acima), aconteceu a grande e esperada corrida de Mônaco na F-1 com as novas regrinhas e novos carrinhos e equipes e blábláblás.
A questão era: quem seria o herói do dia? Então, vamos analisar essa questão com meus míseros neurônios.
Fernando Alonso tinha um plano. O treino livre antecedente ao treino classificatório ficou marcado por um erro do espanhol que o levou de encontro a uma mureta. Chassi danificado, o jeito foi ficar nos boxes, assistir aos mecânicos trabalharem, e assistir ao treino pelas televisõezinhas. E mais? Sim mais! Matutar, queimar as pestaninhas por uma pequena estratégia de recuperação para a corrida.
E foi o que ele fez. Na largada, Nico Hulkenberg perdeu, nas primeiras voltas, a chance de sentar no banco dos possíveis vencedores do “troféu herói do dia”. Com Safety Car na pista, Alonso não pensou duas vezes em usar os neurônios que geralmente a Ferrari deixa descansando: foi aos boxes e botou os pneus que lhe garantiriam a corrida toda. E acho que essa idéia partiu dele, sim, porque ultimamente a Ferrari não me parece ágil nem em pensamentos. E foi, aos trancos e barrancos (no bom sentido) ganhando as posições que poderia, e aquelas que devido a estratégia, eram suas por direito matemático. Era possível fazer isso? Sim. E por quê? Porque ele é Fernando Alonso, o bicampeão mundial. Só? Sim. Não tenho outra resposta.
Como tratar isso? Um candidato a herói do dia, até que a corrida acabasse.
Mas ainda não cheguei lá, tem mais gente no banco do troféu, oras!
Safety Car ainda na pista e “larí-lará”: aparece o líder do campeonato saindo, nada feliz do seu carro. Jenson Button, em meio uma fumaça daquelas de dar crise de tosse e pegar cheiro no cabelo recém lavadinho, abandonava a corrida por causa de quê? A equipe da McLaren esqueceu uma tampa na entrada de ar do radiador, causando o superaquecimento do carro, o que forçou o inglês a parar... Um erro humano como ele mesmo afirmou após a corrida. Eu diria um erro humano idiota. Caiu do banquinho do troféu por erro de terceiros. Pode ser que tenha outra chance... Ou não.
E o Safety Car saiu depois do mínimo resolvido e Rubens Barrichello havia feito uma largada digna de um bom piloto. Mérito próprio diria Galvão Bueno. ¬¬’
De qualquer forma, sentou no banco,áá assim que Jenson levantou, e se candidatou de pronto ao troféu.
E lá, lá na frente... O companheirinho pequenino, porém não meiguinho, de Alonso. Sim, Felipe Massa estava no banco. Largou em quarto, e como se fosse fácil, permaneceu em quarto. Um “grande feito” eu diria. Não pestanejou em sentar no banquinho e competir de igual para igual com o companheiro de equipe, em visível desvantagem, pelo título “Herói do Dia”. Afinal ele não toma “meio segundo de ninguém”. *Medo*.
No banquinho também, desprivilegiou uma suposta vantagem do Massa aí, um certo polonês. Estava certo que ele havia perdido uma posição na largada para o Sebastian Vettel. Mas, o que é um Renault na frente de uma Ferrari? O que seria um polonês que não chegou tão perto de vencer um título perto daquele que chegou e que foi vice em 2008? Nada muitos diriam. Mas esse polonês é Robert Kubica. Fortíssimo candidato à Herói do Dia.
Já que falávamos de Vettel... Ganhou a posição de Kubica, garantindo a hegemonia das Red Bulls, garantindo a dobradinha mais manjada do ano, mas não perturbou Mark Webber em nenhum momento. Como disse o Galvão Bueno, Vettel é brilhante, mas Webber é constante. Filósofo Galvão dizia não faz muito tempo “esse Webber só é leão de treino”. Agora é constante?
Falta maior exploração desse brilhantismo de Vettel, concordo. Postura para isso e talento ele tem. Webber garantiu o troféu da corrida e sentou no banco junto com o companheiro de equipe para disputar como herói. Mas e quem mais sentou no banquinho?
Schumacher! Claro! E ele não perderia por nada nesse mundo estar no meio da moçada! Na largada deixou as cordialidades de lado e deixou Rosberg para trás, que no caso, nem teve chance de sentar no banquinho. Mas ficou de pé à espera de algum deslize de algum para se sentar com os outros.
Os que abandonaram a corrida como De La Rosa, Kovalainen, Di Grassi, Glock, Kobayashi e Senna, nem puderam fazer como Rosberg, aguardar nem que fosse de pé uma vaguinha no banquinho. Já seria grandes feitos se não fossem suas equipes desprovidas desses grandes feitos. Fato é que os que tomavam lugar do Rosberg (coitado!) eram Trulli e Chandhok! Por quê? Uai, manter-se na pista é grande, grande evolução para eles.
Sutil e Liuzzi estavam fazendo bom trabalho, mas acabaram por juntar-se ao Rosberg, ali conversando os três como se não quisessem nada. Sabiam os três que, como na dança das cadeiras, na hora que a música parasse o mais rápido pegava o lugar abandonado por algum. Buemi e Alguersuari vinham assoviando como se não soubessem de nada, e também lá deram suas espiadelas na conversa dos três. Petrov que sempre me parece deslocado, observava os cinco de longe, enquanto via o companheiro mostrar a que veio lá no terceiro lugar da corrida.
Que faltava na festinha do banco da dona Baratinha? O Lewis Hamilton! É verdade!
Pois sabe de uma? Ele dividiu perna com perna o espaço do banco com Massa.
O Troféu estava em jogo. Eliminados aqueles que abandonaram a corrida, alguns estavam na disputa. Rubinho foi o primeiro a dar lugar à Rosberg, que mais esperto que os outros, tomou o lugar o brasileiro. Uma batida, uma desculpa, um arremesso de volante como se fosse um bumerangue (só que ele não voltou ao dono, como o brinquedo) e uma evolução na largada que... Não adiantou bulhufas. E Safety Car na pista. E Webber que podia ter uma corrida tranqüila, tinha todos coladinhos à suas costas. Ninguém podia errar. Caso a pista fosse liberada, um deslize e alguém mais esperto tomava a posição do outro. Tensão!
Mas nada aconteceu. Schumi já havia passado Rubinho na voltas dos boxes. Isso garantiu chance que desse um espaço ao Rosberg no banquinho. Schumacher já grudado no Alonso, que em sexto, já passeava com a idéia de recuperação feita até sem grandes esforços. Nada mudando... Porém o banco estava apertadinho ainda.
E... A tampa de um bueiro sai? Safety Car na pista para dar “emoção”. Todo mundo junto! Fila indiana. SC fora e nada chocante acontece.
Nada chocante? A corrida acabando e Trulli faz Chandhok ver a vida passar diante de seus olhos. Os dois fora num acidente daqueles que se abre a boca e diz: “desafio da física?” o.O Um minuto de bobeira do italiano. Pena. Muita pena.
Safety car na pista de novo e todos apertados e colados. Tensão novamente!!!!!! Viva! Sutil e Luizzi sentam nos banquinhos com os outros, Buemi e Alguersuari olhando torto.
SC sai para a bandeirada final e Schumacher aproveita um espacinho e passa Alonso. Rosberg se não fosse fechado, faria o mesmo. Estava seguindo os caminhos do supremo heptacampeão. E Alonso fez “na-na-ni-na-não”. Mas Schumi já comemorava o troféu Herói do Dia se os comissários não tirassem o doce da criança. Certos ou não, estava Schumi fora do banquinho, junto com Rosberg, que por seguir o caminho dele se tivesse mais tempo levaria punição também. A decisão do troféu ficou com:
Alonso - aquele que raciocinou uma estratégia de recuperação. Largou e último e foi constante até o sexto lugar;
Massa e Hamilton – “em quarto larguei, em quarto fiquei” e “em quinto larguei em quinto fiquei”, respectivamente;
Sutil e Liuzzi – os desprezados fazendo milagrinhos com uma tal de Force India, que para os desavisados não está tão ruim nesse ano;
Kubica – o polonês danado;
Vettel – o garoto brilhante, porém não constante;
Webber – o velhinho constante, porém não brilhante...

Carambolas. Agora bateu o problema. A corrida acabou. Passei o domingo inteiro, mais a amanhã de segunda toda sabendo, afinal que, todos correram para conseguirem o “Troféu do Herói do Dia”.


Não achei o vencedor do troféu digno de Mônaco e temo escolher algum e ser injusta. Alguém se atreve?

Abraços afáveis!

sábado, 15 de maio de 2010

GP de Mônaco. Treino Classificatório.

Com sono. Acordei meio vesga e já tinha começado o treino. Algumas olhadas para a tv durante o Q1 e um pãozinho com café era a coisa mais interessante que acontecia na minha 9 horas da manhã. 
Meio surda ainda, vi Fernando Alonso nos boxes na imagem da tv, mas como eu tinha perdido os segundos iniciais da trasmissão e o Galvão Bueno se preocupava em dizer "olha aí o Alonso" e já começava um "novo" assunto "Massa tem o melhor tempo até agora" fiquei sem saber pq o espanhol estava nos boxes e não na pista. 
Alguns minutos depois eu soube porque, quando iniciou o Q2.
A sorte do asturiano conseguida na Espanha foi por água abaixo em menos de uma semana. Isso eu chamo de azar mesmo.
Com os burros n'água, Alonso ficou o tempo todo vendo o treino. Taí uma coisa que se fosse Kimi aFerrari só teria uma coisa: que disponibilizar coca-cola e picolés para o finlandês até que o carro dele fosse reajustado para a corrida porque sentar lá e assistir o treino naquele solão bom ele não ia mesmo! 
Falando no Kimi... Ele está lá em Mônaco, vendo todos sofrerem como uns condenados e ele no iate tomando uma arzinho fresco. Alguém comentou isso na Globo? Não porque não é importante né?
Realmente, não é. Mas que é um vidão esse do Kimi, isso é.

Quem é os 3 sortudinhos? Esses aí: Link
Coloco o link porque o queridíssimo blogger não quer aceitar nenhuma foto. (¬¬' Ok, man, vc venceu!)
Amanhã, desejo que ocorra tudo bem, como manda o figurino. Boa corrida à todos e...
Abraços afáveis!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Apocalipse está próximo II e III

Eu ia hoje fazer um comentário sobre a possibilidade de Fernando Alonso voltar a reinar no GP's da F-1. Ontem nos treinos livres o asturiano foi o mais rápido não deixando nem sombra de dúvida que a pole pode ser dele no sábado. Como não tenho bola de cristal, e como sei que treinos livres muitas vezes não significam nada (mesmo que falamos de Fernando Alonso) eu fiquei bege. 
Sim, eu disse BEGE com a reportagem que recebi por email de uma colega de sala com os seguintes dizeres: "Manu, vc está certa, estamos a beira do apocalipse".

A reportagem:




Tom Kaulitz, membro do grupo alemão Tokio Hotel, sofreu durante dois dias as consequências da ingestão de uma overdose de viagra durante sua estadia em Taiwan, durante turnê do conjunto pela Ásia.
O próprio Kaulitz, de 20 anos, revelou ao jornal "Bild" que tomou as pastilhas que elevam a potência sexual antes de uma festa com várias fãs em um hotel da capital taiuanesa.
"Um vendedor me convenceu em um mercadinho noturno a comprar as pílulas azuis", confessa o músico, que, segundo conta, tomou uma imediatamente. 
"Voltando ao hotel, acompanhado de mulheres, tomei outras duas", disse. "Certamente (foram) muitas. No dia seguinte minha cabeça parecia um tambor, e minha visão estava confusa", disse Kaulitz, que se sentiu durante dois dias os efeitos das pílulas.
Seu irmão, o vocalista da banda, Bill Kaulitz, disse ao mesmo jornal que "ele não precisa tomar essas porcarias. Passa o dia de permanentemente excitado". 

¬¬' Apocalipse sim. Por vários indícios subliminares só nessa reportagem. 
Primeiro: essa coisa aí chamada de banda, é uma banda "emo" alemã. Deviam ser renegados da Alemanha, porque tem algumas boas bandas oriundas daquele país que não merecem estar perto de coisas como essa. 
Segundo: o título "músico da banda Tokio Hotel... " (...) MÚSICO???????? Banda? BANDA???
Terceiro: Viagra não era para os velhinhos se divertirem como jovenzinhos? Essa criatura errante aí é mais nova que eu!!!! 20 anos, misericórdia!!!!! Quanto mais a criatura é passível de disfunção eréctil, o que eu acho então que não é o caso...
Quarto: "... ao hotel, acompanhado de mulheres ..." Hum... É em Taiwan que tem concurso de travestis que são mais femininos que muita mulher por aí? Sei que tem um concurso quentíssimo de travestis e transexuais lá... Hum... Hum... o.O
Quinto e último: são emos, portanto o problema do garotinho não é a disfunção e sim, porque as coisas não ficam legais quando se encontra o sexo par, o igual, o semelhante, o... Ah vcs entenderam!

Falem: que vontade se tem de ter filhos hoje? 
Eu não tenho nenhuma. Já não tinha, porque pensei que educar uma criatura é uma coisa que requer dom, e estou passando longe disso. Segundo porque filho no mundo para sofrer é dose. Terceiro porque eu não estou com visão boa sobre meu futuro com família e casamentos estruturados (nem pretendentes a marido tenho). E por fim: imagina eu tendo um filho que depois da gloriosa infância, chega na adolescência e quer usar franjão e ouvir Green Day? Ele quer matar a mãe infartada!!!!!!!!
E ter uma menina, poderiam até dizer que seria razoável. Daí eu digo que não, pois corro o risco dela chegar aos 13 anos e ao invés de pregar no quarto, pôsteres do James Hetfield, Phill Anselmo, Andreas Kisser, e etc, ela colocar cartazes do... Como é o nome do ser? Ah, "Bill Kaulitz" e seu brother fã de pílula azul, Tom Kaulitz... Se o menino me infartaria, a menina me enlouqueceria. Fácil! ¬¬'

Esses dias no Yahoo Brasil, fui verificar meus emails e nas notícias fiz um "print" disso:


Verifiquem assuntos do momento... Que maravilha, hein?! Só coisa produtiva! E cobertura de shows? NX Zero e Cine mais importantes que Megadeth. 
É, faz a gente desejar uma "MEGA DEATH" mesmo.¬¬'

Nisso, recorro ao próprio Dave Mustaine para me acalmar:



Até amanhã comentando o que houver de legal no treino classificatório do GP de Mônaco.
Abraços afáveis!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

GP da Espanha em fotos

Sabem como é sábado e domingo de pura preguiça?
Pois dei esse momento de preguiça àquela garotinha que foi uma das 3 pessoas de uma sala de 40 alunos que tirou nota integral na prova.
Pensei então que meu post dedicado ao GP da Espanha da F-1 ficaria todo sem graça sendo postado na segunda-feira. Pois ontem quando acabou a corrida eu achei que seria mais que justo: uma corrida sem graça para um dia de comentários também... sem graça!
Selecionando os momentos  da qual eu "acordei" para prestar atenção na corrida:

Largada:


Geralmente largada me dava uma sensação tensa. Nessa foi tão corriqueira que no máximo alguns míseros seres conseguiram uma, duas posições. Nada chocante. Os cinco primeiros permaneceram intactos.
Passou-se algum tempinho e as primeiras trocas de pneus fez com as coisas dessem alguma mudada. Vettel levou novo "chega pra lá" de Hamilton logo que estes terminaram suas obrigações nos boxes. Por muito tempo Lewis andou no segundo lugar... Fora isso nada acontecia lá na frente. Webber fazia um passeio domenical. Vettel devia estar um pouco "p" da vida com novas investidas de Lewis pro seu lado e Alonso. Bem, o dono da casa esperava que alguém se desse bem mal, porque esperar do carro alguma coisa, parecia conto de fadas.


Esse trio aí Schumacher, Button e Massa ganharam os comentários de Galvão durante boa parte da corrida. Em relação ao Massa isso não é novidade, mas ao perder a quinta posição nos boxes por alguma falha da McLaren, Button investiu em Schumi, coisa que na cabeça de Galvão era boa coisa para Massa. Desse mato não saiu coelho. E como diz Massa nessa notícia: (link) não estava fácil sua vida nessa corrida. E quem disse que seria "easy, my friend?" ou no bom e velho italiano: "facile, mio amico!"... ¬¬'


Depois de dar umas "pescadas", olhar para minhas irmãs, fazendo a unha enquanto a outra perturbando minha mãe na cozinha e meu pai lendo jornal, só voltei à mim depois de bons minutos a tv focar nos dois Nicos da pista, o Hulkenberg e o Rosberg. Um vai num vai, ultrapassa ou não demorou uma eternidade para mim... Só para mim? De qualquer forma, Rosberg só veio à frente da Williams na 55º volta se não dormi demais...
Nesse meio tempo Vettel já tinha alguns probleminhas com seu carro. De novo a RBR deixava o garoto trabalhar mais que o necessário. Controlando para chegar ao fim, já havia perdido o terceiro lugar para o dono do pedaço. Alonso subiria ao pódio de acordo com a premissa do menos esforço. Seja o que for, com a "situation" em que se encontra o espanho, qualquer coisa é lucro.


E na volta 65... Lewis Hamilton com um pneuzinho furadinho foi passear na brita. Eu diria sim que isso era um falta de sorte daquelas. Fez uma corrida mais ou menos. Não se viu aquele Lewis das corridas de recuperação passadas. Nada disso foi visto por nenhum piloto alí. Péssimo para as Hispanias, horrível para as Virgins apesar de conseguirem finalizar o GP..., Ruim para Lotus de Kovalainen que caiu fora logo nas primeiras voltas. De La Rosa saiu com pneu rasgado, e o povo do fundão pode-se dizer que teve conclusões semelhantes. Nada emocionante. Webber fez passeio domenical. Lewis arrumou um lugar bom que foi tomado por um pneu, Alonso esperou e foi contemplado com sua linearidade. Vettel sofreu de novo. Massa reclama outra vez. Schumi ficou no quase lá. Button fica líder ainda, mas ficou apenas se mantendo no "controle" porque mais para fazer já não havia. Kubica perdeu a chance de estar com pontinhos mais gordinhos quando umacerta Ferrari tomou seu doce na largada... E assim foi.


Alonso com aquela de "Garoto, não roubei seu lugar, dá cá um abraço fofo"! Sim, eu digo isso porque Vettel é meigo e aconchegante. Até Fernandito sabe disso. ^^


E a alegria australiana finalizando, apesar de sem gosto empolgante. 
Um resumo de menos de 15 minutos? Tá ótimo, não?
O que esperávamos desse GP afinal? Eu, sinceramente não esperava nada além disso. Foi... U.U Normal!
Mas parece que eu ouço a F-1 gritar "Pour Some Sugar On Me"... Não, na verdade sou eu (e mais muitos?) que prefere isso. ¬¬'


Abraços afáveis!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Momento crítico: arte através da internet

Oi pessoas!
Minha postagem de hoje vai ser a postagem altamente pessoal com fundo de informação. Eu comentei no post de .... a respeito de muitas pessoas, uma delas, sobre Jason Newsted, ex baixista do Metallica, da qual tenho plena admiração.
Conforme tentei explicar (e creio que fui superficial) qual era a minha "atração" pelo cara, hoje vou tentar ilustrar um pouco mais. Não consegui talvez, e duvido que com esse post eu consiga por completo retratar isso. Mas, ao menos, se quizerem, entenderão por alguma parcela (nem que seja de 10 %) o que ele como pessoa significa.
Lá naquele texto expliquei que adoro Jason como músico. Uma má situação foi saber que ele havia deixado o Metallica, feito um projeto cá ou lá, mas mesmo ele fazendo enorme falta nos palcos de uma das minhas bandas favoritas, entendo hoje que era preciso isso e respeito sua decisão. Na ocasião poderia não parecer sábia a escolha, mas hoje ele pode fazer os shows com quem se habilita estar com ele, reconhece seu esforço pelo Metallica, mantém-se fã da banda e caminha sempre respeitando as pessoas que fizeram dele o músico reconhecido que é.
Naquele post comentei a respeito de um vídeo, da qual Jason falava de sua vida de músico e de... pintor@ Eu sabia que Jason vinha se dedicando às artes, mas nada havia visto a respeito de suas obras até aquele momento.
Eu gosto de arte. Talvez tenha herdado do meu pai a curiosidade sobre isso. Mas não entendo quase nada e isso me frustra mais ainda, principalmente pois sou um zero à esquerda quando se trata de desenho. Uma negação.
Meu pai, que gosta e além disso, desenha super bem, porém nem sequer se aproxima mais de um papelzinho, que seja, para reproduzir algo. Hoje, é seu aniversário (talvez por isso tenha ficado numa semana mais que inseguro - de qualquer forma, ele não gosta de receber parabéns, então deixo aqui em "off" - como dizem- , que desejo muitas felicidades hoje, amanhã e sempre, afinal meu pai tem muitos defeitos como todo ser humano, mas se eu pudesse ser um terço sábia como ele, em algumas coisas, já ficaria satisfeitíssima). Nessa semana pedi que ele fizesse em uma jaqueta um desenho nas costas incluindo meu nome e uma guitarra (instrumento a qual insisto em aprender e sofro como uma condenada). Seus comentários, quando ontem, finito o trabalho digno de profissional, insitia nos trechos mais falados "não ficou bom, vc devia ter mandado fazer em loja especializada". E gastar dinheiro, sabendo que eu teria um serviço ótimo de alguém que posso dar palpites do jeito que eu quero sobre o desenho a qualquer hora e na minha casa? E se mandasse em loja acredito que sairia insatisfeita.
Sabendo que o talento não veio no DNA procuro ultimamente entender da pouca arte que posso via algumas pesquisas exporádicas. É o jeito quando se mora no interior de Minas, quando na sua querida cidade, à bodas a casa de exposições está em reforma. E mesmo se não estivesse. Eu fui à uma exposição de quadros de um pintor da cidade quando eu tinha cerca de 6 ou 7 anos. Pergunta se lembro de mais alguma coisa desse nível para mais alto lá nos anos seguintes? Se teve não houve propaganda. A "Casa da Cultura", como é chamada, é no fundo pobre de cultura à mais de 15 anos.
Por isso o título? Arte através da Internet. Sim, porque uma ida a São Paulo me custa tempo e dinheiro. Culturalmente eu seria realmente mais evoluída nas grandes capitais. Se assim não tenho acesso, me viro com o que posso via um teclado, mouse, uma tela LCD e uma internet de velocidade relativamente baixa, porém mais eficiente que as internet's discadas.

Voltando à Jason, que é o foco da postagem: Já feita minha "justificativa" e meu "protesto", vamos ao tal vídeo em que Jason comenta sobre suas "artes". 
A Dunlop TV recentemente conduziu uma entrevista com o baixista  sobre seu equipamento de baixo e seu interesse em pintura, tendo pintado centenas de grandes obras de material original na última metade da década. A conversa a seguir de oito minutos tem apenas um por menor, é em inglês:


Os comentários do baixista que quero extrair seriam esses: "Estou possuído por uma corrente de energia que tenho canalizado através da criação artística pura, começando com desenhos e músicas enquanto criança, seguido de idéias adolescente de rock and roll, e ultimamente, músico internacionalmente reconhecido por gravações e performances ao vivo.
Com o título de baixista de heavy metal mais decorado de todos os tempos, meu objetivo passou de fazer música louca e colorida para fazer pinturas loucas e coloridas.
Eu permaneço disciplinado, auto-motivado, e dedicado a minha arte como sempre fui. É tempo para eu escalar a próxima montanha, manter a pureza por meio da genuína expressão da criação da arte como minha busca.”

No vídeo Jason ressalta bem ao final, a respeito da sua primeira exposição de arte numa galeria da Califórnia, que começa... Hoje! Dia 06 de maio. Por isso o post guardado com tanta "dedicação pomposa", mas com intuito pré definido. A exposição está ocorrendo no local chamado Micaëla Gallery, na qual o link que se segue é do site oficial: link. E a respeito de Newsted, o site tem uma página retratando o "novo" artista: Jason Newsted Expo
Aí se encontra um acesso ao portifólio com algumas obras de Jason, que por um infortúnio da vida são poucas as mostradas no catálogo e no vídeo inclusive mostram algumas que adoraria ver com mais detalhes. Tomei a liberdade de salvar o portifólio em meus arquivos e a biografia contida mais as obras (com os nomes e especificações originais - sem tradução -) estão reproduzidas abaixo:
 
(*) Imerso em criatividade desde cedo, Jason Newsted aprendeu sobre a beleza, a vida e morte a partir de sua criação na fazenda de sua família em Battlecreek, Michigan. Essas bases viriam a influenciar fortemente sua carreira musical e imaginação artística.
Newsted se juntou ao Metallica em 1986, e excursionou o globo com êxito como baixista do Metallica até 2001, e alcançou reconhecimento mundial. Ele gravou muitos álbuns que venceram 6 prêmios ‘Grammy’, venderam 100 milhões de unidades, e ganhou em 2009 nomeação para o Rock and Roll Hall of Fame.
Em 2005, Newsted voltou sua atenção para a pintura, onde ele encontrou consolo e uma nova forma de expressar sua criatividade. Sua experiência com a pintura é uma alegria para ver, cheios de espanto e de liberdade desinibida de uma alma madura e criativa.
As pinturas de Newsted expressam energia visual bruta. Ele usa cores fortes e uma maneira expressiva para traduzir sua intensidade característica, em pinturas categóricas.

(*) Tradução: Manu

Jason Newsted. Absenthe Won, 2009. Acrylic, ink, dry pastel on canvas. 70 x 70 in.

Jason Newsted. Red Bull White and Blue, 2009. Acrylic, ink, mixed media on canvas. 70 x 70 in.

Jason Newsted. Ruby Forma, 2009. Acrylic, ink, dry pastel on canvas. 70 x 70 in.

Jason Newsted. Redrip, 2008. Acrylic, ink on canvas. 50 x 50 in.

Jason Newsted. Planetae, 2009. Acrylic, ink, dry pastel on canvas. 60 x 60 in.

Jason Newsted. 3 Little Birds, 2009. Acrylic, ink, oil stick, mixed media on canvas. 72 x 144 in.

Jason Newsted. Bottle in Front of Me, 2009. Acrylic, ink, oil stick on canvas. 72 x 144 in.

Jason Newsted. Luna, 2009. Acrylic, ink, pencil, oil stick, mixed media on canvas. 72 x 144 in.

Jason Newsted. Cyber Equus, 2006. Acrylic, ink on canvas. 60 x 72 in.

Ainda que pareça que não tenho senso crítico, não consigo escolher a melhor tela. Mas a princípio as que mais me chamaram a atenção foram "3 little birds", "Planetae", "Luna" e "Redrip". As primeiras me cativam porque certa vez numa aula de educação artística na sétima série, me lembro bem que nos trabalhinhos de produção de arte, minhas pinturas saiam assim, com pinceladas desformes, apenas com combinação de cores. Lembro-me bem da Lenise (a professora) que sempre pegava essas bobagens que eu fazia e abria um sorriso que na época  eu interpretava como irônico, mas um dia ela disse que eu já tinha algo bom,  que era personalidade e me convidou para ter aulas no conservatório de artes e música da cidade. 
Nunca fui. Mas lembrando disso agora, acho que não é tão tarde.

Abraços afáveis à todos! 

PS:  Talvez volte sábado para comentar sobre a Fórmula 1. Grande Prêmio da Espanha está aí!