terça-feira, 23 de setembro de 2014

Fotos de Cingapura devidamente comentadas

Apesar da corrida ter sido um tédio completo, garanti algumas fotos para tornar o mal feito mais agradável. Não, na verdade é "zoeira never ends" mesmo - não consigo controlar.


Kimi em evento agindo como mineiro. 
Mineiro vê as coisas e quer pegar. "Dexovê" e estica os dedinhos. 


Além disso, ele deve ter olhado o carro montado e pensado o mesmo que eu: "Ainda assim mais bem feito que o que eu uso em corrida..." 
Deve ser mais rápido também Kimi, pode crer!


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Essa é uma daquelas fotos que a gente dá na mão de quem fala que mulher gosta de piloto só por que eles são bonitos... o.O


Mas tenho adendos para essa foto, e peço que analisem como se estivessem no MASP olhando um quadro da exposição. 


Primeiro plano : Sutil está com a cara de quando a nossa barriga faz aqueles desconfortáveis sons involuntários. 


Maldonado está fingindo prestar atenção. Fingindo mesmo. 
E eu não tinha reparado no tanto que Ericsson é esquisito. Com esse olhar, deu medo. 
Segundo plano: Vergne ouviu o barulho da barriga do Sutil e ficou tentando ver da onde vinha. Kimi está fazendo o que fiz durante 70% da corrida no domingo: dormindo de olho aberto. 


E Pérez parece assustado com alguma pergunta.

Mas Kimi Räikkönen nas coletivas merece post especial.  Porém vou fazer aqui e hoje mesmo. Nesse último fim de semana ele bateu o recorde de cliques bizarros. 
É um festival de caras e bocas, senhoras e senhores:

Aqui certamente alguém perguntou algo e ele disse seu clássico "hã?". Para quem não sabe, os "hã" do Kimi parece aqueles bichinhos de bebês que vc aperta e solta uma buzininha oca. 
Kimi tende a ser meio surdo as vezes.


Para os leigos ele está pensando na resposta, mas para quem conhece sabe que ele está preparando "a" resposta que ele gosta de dar.


Reparem nos cliques, que maravilha:


"Uaaaaah! Que tédio!! Humf..."


"Que sono! E pensar que eu podia estar dormindo, podia mesmo..."


"Esse cara se acha interessante... zzzzz..."

"Mais uma pergunta... MEUDEUS!!!"


Ser Kimi Räikkönen não é fácil...

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Ai depois dessa, ninguém consegue jeito para defender o Nico... 
Mas se estava fazendo tchauzinho à Fada Azul, deveria ter pedido para fazer o Lewis voltar a ser um boneco de madeira...


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Nico ao quadrado e com Bichinho de Goiaba de brinde. Esse é o combo da drivers parade de Cingapura. Há também outros, mas, deixa pra lá. Essa é a turma do Bermudão e das panturrilhas magras...


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Grosjean a todo custo procurando veículos mais rápidos que o carro da Lotus... 
"Aqui não, colega! Devolve!" Avisou, Rosberg.


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Kimi no detector de metais? No banco eu sou barrada porque estou com sombrinha. *Um saco isso*... O que Kimi carregava? Ele parecia interessado em saber se ia ou não apitar. 
Se fosse o Hamilton diriam que era preconceito... ¬¬'


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Clube da Luluzinha? Monisha parece que está falando: "Eu lavo, passo, cozinho e ainda tenho uma equipe para ajudar a sair do buraco." Claire está com aquela cara de "Sei-comé!"


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Um mexicaninho que basta eu ver uma foto, dou risada. Gutierrez.
Quer que eu dê mais risada ao olhar para a cara dele? Que tal tentar usar um óculos de nerd?



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Magnussen ouve Bob Marley no carro.


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A legenda dessa foto no Twitter era no sentido de que dois companheiros de equipe podem ser amigos e dividir um guarda-chuva. Na boa, já dei carona em guarda-chuva para gente que nem sabia o nome nos tempos de faculdade. Bottas e Massa não são amigos só por isso. 
Nesse caso aí eles não queriam era estragar a chapinha. Só isso.


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Magnussen está querendo mostrar-se maduro. Depois do cabelo "cacatua", a etapa seguinte é "penugens" no rosto. 


Só para constar, não melhorou. Mas o que vale é a intenção.

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Depois do desastre acontecido, ao que tudo indica, a esposa de Rosberg prometeu algo que não podemos contar nesse horário. A prova é a carinha dela e da moça que tentou disfarçar que nada estava acontecendo do lado.


E se Nico fosse o mesmo tipo  um Vingador da Caverna do Dragão, o Darth Vader do Star Wars, o Gargamel soa Smurfs, o Esqueleto do He-Man, o Lex Luthor do Superman, o Dr. Octopus do Homem-Aranha, o Coringa do Batman... *Isso pode demorar...* Sei lá qual vilão que escolherem eu acho que ele tinha tocado o terror nesse box da Mercedes logo que saísse do carro. 
Mas foi até calmo demais.
Certeza que não há muita promoção do Hamilton, pra nada?


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Jaspion?


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Ouvindo música e aquecendo para voltar ao pódio. 


Não como antes, mas senti falta.

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Agora o carro é lindo, maravilhoso e salve-salve? 
Que cara mais personagem de novela das oito da Glória Perez... ¬¬'


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"Que terror de corrida!!!".
Pois é; compartilho.


 Abraços afáveis!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Cingapura: Entre apressados e fugitivos, o tédio

Existe alguma razão para acontecer os GPs em Cingapura. Eu só não sei qual é.
Toda vez que paro para pensar a respeito desse GP não vejo nenhuma vantagem a não ser que "os carros ficam bonitões no circuito noturno". Mas e daí, não é? Em todo caso, não é motivo.
A corrida é longa, sempre passa das duas horas, foi monótona (reparem: depois da largada, pouquíssimas coisas aconteceram e fizeram com que mudassem as posições de forma palpável), quase sempre se torna chata e para não dizer mais: é desgastante - para nós, que olhamos aquelas voltas intermináveis sem perspectiva de uma emoçãozinha sequer, tal quase uma procissão; e é desgastante para os pilotos, que sempre estão semi-mortos no pódio ou no cercadinho dos jornalistas, estampando olheiras, palidez, pele brilhando de suor, e também desidratados, provavelmente famintos e mais magros que antes.
E olhem, não aconteceu nada relevante, houve um mísero safety car e ainda assim, passou das duas horas de corrida. Dois caras, um russo e um dinamarquês (certamente desacostumados com as condições) sofreram com o desgaste, o calor e possivelmente, com a falta de hidratação. 
Dispensável, eu diria. "Ah, mas os limites..." Bem, ter sangue de barata dá nisso mesmo... Só não tem sangue de barata quando alguém bete nos outros e aí fica aquela fofoquinha e mimimi interminável. Quando tem gente morrendo de calor dentro do carro "Ah, que frescura..." Ok, então.

Mas vamos ao GP, mesmo que eu me negue a fazer um post positivo sobre.
Inicialmente tivemos uma transmissão cheia coisas repetitivas: o lance dos rádios proposto pela FIA não entraria em vigor só na temporada que vem? Porque falaram tanto disso ontem? Achei que ainda não estava decidido, mas pelo visto, me enganei ou aquele magnífico trio - mais uma vez - se enganaram. Porque não me surpreendo? Sei lá, se a FIA quer, nem adianta falar que está incoerente. Vai dar "m" de qualquer forma.

Pela largada já tivemos a tônica: Rosberg teve algum impasse com o volante e já não foi para a volta de apresentação, ficando lá na marca em segundo lugar, desesperado para que funcionasse. Se era a terceira vez que trocavam o volante, o problema então não era o volante. Porém os "mercêdicos" acharam-se na sapiência de nos me enganar com a solução rápida, mas no fim eu sabia que isso custaria a corrida do Rosberg. A troca foi em vão, e já no prejuízo ele largou dos boxes. Rosberg, custosamente, com volante pulando marchas, andava com um carro que não saía muito do lugar. Ele desistiu no pitstop quando o quarto volante também não funcionava. Um monte de gente, inclusive Toto Wolff veio falar palavras de consolo (ou será que não?) e ficou aquela aura de apoio... Fake, totalmente fake. A única carinha mais amistosa foi da esposa do Nico. 
Sem oponente, Hamilton - o "bonzinho master" - não teria problemas. E não terá. Aos poucos eles tiram Rosberg de cena, uma hora com a sombra da má sorte, outra com erros custosos. 
Eu não sei o que é pior: um campeonato em que só um vence, e a disputa fica para os vices; ou um campeonato onde dois disputam, mas está na cara que o de índole duvidosa tem uma sombrinha de proteção e ainda será considerado gênio (e na verdade não é bem assim, acredito).
Saudade do Vettel e sua Red Bull. Falo, sem medo de ser feliz.

Mas é opinião individual e então seguimos adiante. Com novo líder, "a emoção" da imprevisibilidade não teve lugar em Cingapura. Não empolgou, mas algumas coisas aconteceram. Ricciardo novamente fez uma excelente corrida, e Vettel finalmente o superou, fechando, em terceiro e segundo, respectivamente, e completando o pódio, garantindo então, a equipe que mais pontuou na corrida. Em quarto, Alonso, que arquitetou bem para ter lugar no pódio, mas o decepcionante, frustrante e ridiculamente fraco carro da Ferrari faz novamente ele (e seu companheiro) pagar todos os pecados possíveis - cometidos e os que ainda irá cometer.

Em quinto, Massa. Sim, eu chamei ele de atraso de vida no post anterior. Não, eu não volto atrás. Principalmente depois da declaração à Globo que "guiou o carro que nem uma vovó". Pela primeira vez curti o que o Galvão falou "Vovós sabem das coisas". E assino embaixo. Sabem mesmo. E seria bom se houvesse uma associação de vovózinhas porretas para mandar um "VSF" em uníssono para ele. Mó "pataquada" essa "modéstia" súbita agora. "Pilotei tão leve e calmo e nem assim me incomodaram... Eu sou demaaaais!" ¬¬' No pique que estava Pérez, que causou o primeiro safety car e passou 3 carros de uma vez e terminou em sétimo; e no pique que Vergne também estava, depois de duas punições ainda conseguindo manter o sexto lugar; queria ver se haveria o mesmo "otimismo" quando esses dois tivessem chegado junto nele. Choveria "mimimimi" novamente.
Os dois, Vergne e Pérez, não tomaram conhecimento de um trio que estava disputando chances de superar o outro por muito tempo: Bottas, Raikkonen e Hulkenberg. Bottas teve problema hidráulico, mesmo assim segurou bem os dois loirinhos atrás. O desespero tomou conta quanto quando Pérez - que não tem o menor medo das coisas - passou o companheiro, nem buzinou para Kimi e de certa forma desestabilizou Bottas, que logo perdeu também para todos os outros e para Vergne que vinha chegando também.
No fim das contas, logo depois do sétimo de Pérez, Kimi ficou em oitavo (putz, Ferrari!), Hulk em nono e Magnussen em décimo, nos segundos finais da corrida.
Bottas acabou se arrastando e mantendo até apenas o 11º lugar, ficando sem trazer um ponto a mais para a Williams. Pena. Já sabem que em termos de Williams, Bottas me conquistou para seu fã clube. E olha que ele não é o finlandês mais bonito que já vi, muito menos o mais da F1... *Mas chega de assunto menininha.* 
Atrás de Bottas, nas posições 12 e 13, Maldonado e Grosjean. A Lotus foi do céu ao inferno de um temporada à outra. Acho engraçado, porque certas coisas, não deveriam ter sido feitas como foi. Hoje se paga por isso. Em seguida: 14º Kvyat, 15º Ericsson, 16º Bianchi e 17º Chilton.
O primeiro a abandonar foi o Kobayashi, que foi tão relevante que ninguém comentou muito bem. O carro do japonês pegou fogo antes mesmo da corrida acontecer. Depois foi a vez de Rosberg que jogou a toalha com razão. O problema não era o volante e só agora os gênios da Mercedes sabem.  O vento da má sorte mudou de direção, mas é aquela coisa... Se for verdade, Galvão comentou que Hamilton está na cientologia, então, talvez seja melhor mudar as crenças, Rosberg! Quem sabe não ajuda? 
Gutierrez recolheu o carro e arremessou as luvas em tom bem revoltado, nos boxes. Justificável. A Sauber não tem um pontinho sequer sendo que até a Marussia tem 2 pontos na conta. Sutil abandonou depois, e como é mais meigo que Guti não se irritou nem nada. Por último, Button, que vinha fazendo uma corrida até boa, teve a sombra da confiabilidade do carro deixando-o na mão.

No geral, Hamilton tomou a ponta da tabela, com 241 pontos e Rosberg está à 3 pontos do inglês. Alonso retomou o quarto lugar que havia perdido para Bottas, na corrida anterior. O prejuízo do Bottas foi trágico; com o 11º ele perdeu o quarto lugar para o espanhol e Vettel também subiu, estando agora em quinto. Bottas tem o sexto lugar no geral com 122 pontos, enquanto seu companheiro é o nono com 65 pontos. Button e Hulkenberg estão empatados, em oitavo e sétimo com 72 pontos, assim como Pérez e Kimi, ambos com 45, em décimo e décimo primeiro, respectivamente.

Nada mais justo para meu título: entre apressados (Pérez, sempre afoito. Hamilton, que depois do Safety Car deu um jeito só porque tinha de trocar pneu contrariando a tudo e todos. E Vergne, que aprontou alguma coisa no meio do caminho e surgiu do nada - ou eu estava dormindo de olho aberto?) e fugitivos (os que atacaram as faixas de tinta para não bater ou ser atingido, ou para ganhar vantagem mesmo, e daí?), instaurou-se o tédio. (Assim como na corrida, tédio para ler esse meu post... Fazendo jus, apenas. Peço desculpas por isso, hehehe...)

Abraços afáveis! Amanhã, umas fotos do fim de semana na F1.

sábado, 20 de setembro de 2014

Treino classificatório de Cingapura

Com o calor que tem feito aqui no centro-oeste, especialmente na minha cidade - onde a umidade está bem baixa e estou procurando fazer curso de "dança da chuva", de tão desesperador - há uma névoa de fumaça por queimadas que acaba com a cidade e consequentemente com a nossa respiração, fica difícil dormir mais do que deve. A cama logo te chuta pra fora e vc acorda cambaleante e à força, piscando miudinho e ainda com uma baita preguiça.

Foi assim comigo hoje, e só as 10 da matina é que teria treino classificatório para tentar dar uma acordada.
E tome tédio. Ledo engano que a TV Globinho é mais interessante. Seria, se passasse Turma da Mônica ou qualquer "deseinho" mais descente.
Enfim, fui gastar tempo na internet até o momento do treino. O tédio estava marcando presença e eu sabia que a classificação seria sumariamente uma meia boca.

Depois do Q1 até achei que havia esperança; Kimi Räikkönen fez o melhor tempo. Competiu com 21 caras, e o foi "O" mais rápido. Sim, eu sei que o que vale é o Q3, mas Q1 teve gosto de pole.
Na maré que nós torcedores do finlandês enfrentamos, uma onda que a gente consegue se manter em pé sob a prancha já é motivo para comemorar aos gritos.

O Q2, apesar de tudo, também foi melhor que muitos anteriores, não 100%, mas bom.
Não é que no Q3 ainda pairava a esperança de que o treino poderia não ser assim tão meia boca?!
Mas no mesmo qualifying é que descobrimos porque o carro da Ferrari é detestável - problemas no motor surgiram e Kimi tinha o quarto tempo. Dos males o menor; o prejuízo não foi tão grande e ele largará em sétimo. Porém atrás daquele atraso de vida que atende pela alcunha de Felipe Massa. Este que por sinal, deu minis ataques cardíacos a muita gente, pois por um looooongo momento, foi pole. *Bottas, cadê vc meu querido?* Mas a Mercedes calou o bico, com outro cara da qual sou avessa: o Hamilton.
Com razão, Rosberg "xingou" no rádio pela superação do companheiro:


Conselho a Rosberg: "Slow down and take it easy, man". Toto Wolff fica de assuntinhos nada favoráveis a vc e ainda por cima, o "pai" (sotaque de Henri Cristo) de Hamilton, está na área. É pole e vitória da cria agora até dizer chega. 
E mesmo que alguém diga chega, duvido que pare de fato.

E com o tédio do começo da manhã antes do treino começar, voltei ao pensamento inicial, com o fim dele: o treino foi mesmo "meia boca".


O grid de Cingapura, até o momento, é: 1 HAM, 2 ROS, 3 RIC, 4 VET, 5 ALO, 6 MAS,     7 RAI, 8 BOT, 9 MAG, 10 KVY, 11 BUT, 12 VER, 13 HUL, 14 GUT, 15 PER, 16 GRO, 17 SUT, 18 MAL, 19 BIA, 20 KOB, 21 CHI, 22 ERI.

Boa corrida, um domingo tranquilo para todos e abraços mega afáveis. Segunda eu volto!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Música do dia: Anthem for the year 2000

Depois de um pequeno momento - da qual me arrependo muitíssimo - com uma pessoa de mente pequena e intolerante, que se acha a dona da verdade e exclui amizades pelo simples fato delas gostarem de coisas que ela tem repulsa, decidi que vou ser uma pessoa a estilo Kimi Räikkönen: "I don't care, I don't give a damn for you". Eu detesto isso, mas cansei de ser tratada como relé.

Seguramente, o mundo está chato pra caramba. Você não pode rir, nem fazer uma mísera piada sem ser atacada pelos coxinhas politicamente corretos dos infernos - que pelo visto brotam por aí mais que ervas daninhas. Você não pode mais apenas curtir páginas de times de futebol sem alguém te excluir porque você torce para o "time x" ou deixar de seguir você no twitter porque seus tweets são recheados de comentários sobre esportes e não sobre roupas, maquiagem ou afins.
"Vou te excluir, você gosta de sertanejo"... E daí? Se você não me forçar a ouvir César Menotti e Fabiano, vou gostar de você pelo contato que tivemos, pelo seu carinho a dizer "bom dia" quando me viu pela manhã, por ter me dado os parabéns quando consegui uma coisa legal, por ter me respeitado enquanto ser humano. Eu não ligo se você ouve Latino ou Bach. Seu gosto musical é apenas uma parte de você e - assim penso mesmo - se você leu Crepúsculo, gostou e esse tipo de literatura virou o seu tipo, porque eu vou impor a você algum livro do Machado de Assis, porque na minha opinião é o melhor autor do mundo? Posso sugerir algo que eu li, ouvi, sabendo se a pessoa está aberta a trocar. Caso contrário, há diversas coisas pelas quais podemos concordar, ou não. Conversar, mesmo não concordando com tudo, amplia a cabeça e te dá chances de exercer a alteridade.

É difícil entrar nas cabecinhas ocas, que as pessoas são diferentes não só pela impressão digital. Você não é obrigado a concordar, mas é obrigado sim a respeitar. Se é difícil para você encarar isso, feche suas redes sociais ou exclua todo mundo que não faz parte de seu círculo de amigos próximos e familiares porque caso contrário você vai sim ver postagens que não te agrada, porque PERFIL é individual e administrado por aquele cujo o nome segue no topo da página. Ele é quem decide o que postar, o que falar e por consequência ele é quem tem responsabilidades por esses atos virtuais.  Não gostou? Eu tenho a solução: não curta, não comente, não favorite, nem compartilhe. Se ofendeu com algo, é só ocultar ou deixar de seguir. Evite a fadiga e pare de encher o saco dos outros com lições de moral de quinta categoria, porque o que você faz da sua vida, desculpe mas eu tenho uma lista bem conservadora de críticas também. Eu só não faço por uma única razão: não tenho nada com isso e não sou dona da verdade.

Revoltada? É, um pouco, porque não foi a primeira vez que aconteceu, que essa pessoa - mais nova que eu, formada em um curso que sinceramente, acho irrelevante (viu, também sei ser intolerante!) vir e querer me rebaixar por eu ter pedido uma segunda chance e se atentar que generalizar fere e magoa assim como um comentário racista. Se você tem discursos favoráveis aos direitos das minorias, mas não tem um amigo gay, um amigo negro e muito menos um evangélico e fica aí, falando aos ventos que aceita todo mundo, desculpe novamente, mas não acredito que seu julgamento contra mim, que tento ser amiga de todos que conheço, seja fácil de aceitar com as orelhas baixas e rabo entre as pernas. Sua grosseria e falta de educação me irritaram e por essa razão, acho que você falhou em "ser uma pessoa melhor". Até por que se fizerem piadinha machista ou homofóbica você mesma será a primeira a xingar, esculachar e ridicularizar, porque é superior e evoluída. Pergunto: Será?

Por tal, a música de hoje - da banda Silverchair, lá da fase grunge em fins dos anos 90 para começo do 2000 - surgiu rapidamente à minha cabeça quando a situação me aconteceu. Depois de ser deixada no vácuo quando tentei - no bom português - apenas dizer que concordo com ela, mas que não achava que ela deveria me julgar por gostar de humor um pouco mais ácido, as vezes, pipocou essa parte da letra:

"(...) Never knew we were living in a world
With a mind that could be so sure
Never knew we were living in a world
With a mind that could be so small
Never knew we were living in a world
And the world is an open court (...)"

Todos tem defeitos. A gente só tem que tentar - no tempo que temos - fazer com que eles não sobressaiam às qualidades. Se você morrer e for bem sucedido nesse ponto, bem, já conseguiu muito!


Obrigada por me lerem sempre que podem. Abraços afáveis a todos e volto ao tópico F1 sábado com vocês, como é o que faço sempre. ;) Cingapura vem aí (e se for chateante, tem NFL rodada dupla no domingo \o/)

sábado, 13 de setembro de 2014

Slipknot: novos vídeos e novo álbum a caminho

Já comentei sobre a banda Slipknot aqui no blog. Conheci os tais na época do colegial e como uma pessoa que não curte muito máscaras (em especial, palhaços) sempre fui arredia com a banda. Mas após assistir ao primeiro show ao vivo dos caras em DVD, acreditei que devia ser momento de esquecer a aparência e abrir os ouvidos. 
Fiz inclusive uma postagem densa sobre eles logo após a apresentação no Rock in Rio de 2011 - ver aqui
Nesse post eu não mencionei alguns dados da banda. 
São bem reservados, e suas máscaras tem o propósito, não de chocar, mas de mostrar que eles são uma banda de metal de muita fibra, que fazem uma música pesada, com letras pesadas e não se importam com aparência. Tanto que usavam macacões iguais e se definem por números, não nomes e por consequência, nada de rótulos. 
O anonimato foi meio complicado de manter, principalmente para aqueles que são fãs da banda, conheceriam fácil os rostos depois de um tempo de exposição em mídia. Quem não é fã, pode ver os caras assim que uma tragédia baqueou os membros da banda: o baixista Paul Gray foi encontrado morto em 24 de maio de 2010. A perícia divulgou que Paul sofria de problemas de saúde e, uma prescrição médica em combinação de medicamentos como fentanil e morfina para aliviar a dor, acabou levando o músico à uma overdose fatal naquele dia.  
A banda ficou por muito tempo dando declarações tristes e pesarosas e claro, suas identidades foram de alguma forma escancaradas. O vocalista Corey Taylor (mais conhecido deles, pois também pertence a banda Stone Sour) pareceu o mais abalado com toda a situação. Paul tinha esposa, e uma filhinha estava a caminho de nascer quando o acidente aconteceu.
Desde então a banda fez apenas alguns festivais, com o antigo baixista deles, que assumiu o lugar de Paul mediante a concessão da família. Porém nunca se via ele nos shows em respeito a Gray; ele estava lá, mas apenas dando suporte. 
Em 2010 também começava um embate que pela mídia se tornava mais latente: o baterista Joey Jordison dizia que queria novo álbum de estúdio, enquanto Corey reiterava que era preciso tempo até superar o luto de Gray.
Informações desencontradas e picuinhas chegaram ao dia 13 de dezembro de 2013 e Joey foi anunciado como dispensado da banda. As informações continuaram desencontradas, não se sabe o motivo da demissão, não se sabe muitos detalhes sobre e a banda lança, logo depois dessa divulgação, que para 2014 estava sendo preparado um novo álbum de estúdio.

O que é necessariamente importante quando se trata de uma banda? Como sabem, sou fã do Nightwish e por duas vezes a banda trocou de vocalista. Em 2004 demitiram, em carta aberta, a cantora Tarja Turunen. Fãs desesperados choraram copiosamente por anos, porque a "diva" foi "maltratada" pelos integrantes da banda. A imagem da vocalista ficou meio ruim, pois por eles, ela não tinha comprometimento e tudo o mais. Não sou talifã. Sempre gostei do Nightwish pelas belas letras e melodias de Tuomas Holopainen, o tecladista. Minhas músicas favoritas são completas quando Marco Hietala as canta. Não posso fazer nada se houve problemas de comunicação entre os membros da banda. Além disso, Tarja tinha um empresário e marido que como um cara do ramo, queria mais do que uma banda de metal está acostumada. Ele meio que tornou ela uma Beyoncé do metal. Ou seja: uma diva que não combina com a imagem que uma banda de metal parece ter como espaço. Perdeu o sentido quando a última turnê da cantora com a banda, ela trocava de roupa mais de 3 vezes no show e os microfones combinavam com os trajes. Se era vestido vermelho, o microfone era vermelho. De repente ela aparecia com uma saia amarela e lá estava um microfone amarelo. Hein?
A falta de comprometimento só comprovou anos depois, quando ela nem divulgou aos fãs que estava grávida. Soubemos, quando a menina já estava de colo, com quase um ano. Nem a embaixada finlandesa no Brasil sabia (foi por lá que soube que ela era mãe, e eles davam os parabéns) - ela vive com o marido argentino, aqui do nosso lado, na Argentina. Mas essa informação não foi dividida com ninguém, o que meio que comprovava que ela era reservada ao extremo ao não dividir coisas importantes com os fãs (que de certa forma, são loucos por ela). Entendo que privacidade é necessária, mas apenas era bom se ela dissesse que esperava o primeiro filho e divulgasse apenas informações de bem estar dela e do bebê... Mas cada um, cada um.

Vida que seguia. A nova vocal escolhida anos depois não me agradou de primeira, mas amei as músicas então fui acostumando. Fui no show do Nightwish com a nova vocal, Anette Olzon, em 2010. Sonho realizado, tudo belo. Até que em 2012, na nova turnê, nova confusão. Anette ficou doente, foi substituída às pressas por duas vocalistas da banda de abertura. A banda deu ao público duas opções: grana do ingresso devolvida ou show com cantoras reservas que aprenderiam as letras em duas horas. O público escolheu as moças. 
Anette se irritou e em reunião declararam que ela que estava fora da banda.
Picuinhas e mulher se vitimizando novamente, fãs dramáticos e poucos meses depois Anette apareceu com um novo bebê nos braços. Depois de atrasar a gravação  do disco Imaginaerum por causa de uma gravidez, ela engravidou durante a turnê do segundo filho. Obviamente, a vida musical dela teria que ter pausa porque algo pessoal estava em jogo. Toda uma turnê ia ser desmarcada por causa de um descuido. Pois filho, a gente evita e programa. 
Obviamente, uma nova vocalista veio, Floor Jansen (ex After Forever, atual ReVamp) aprendeu o repertório em dois dias e eles finalizaram a turnê. E por mais que elas - as ex vocalistas falem e falem - o importante em tudo é que o que permanece é a música. E se ela permanece e continua sendo produzida com membros novos, mas eficientes... Bem. É isso que importante. Porque as vezes enjoa mesmo os bastidores, e o mais importante é o entretenimento das boas notas ecoando nos ouvidos e fazendo você viajar. 

Fora o baterista do Slipknot, que certamente fez algo que realmente não foi agradável, caso contrário não teria os outros 7 membros favoráveis à sua saída e deixando as picuinhas de lado, Slipknot está preparando a estréia do novo álbum, intitulado "5: The Gray Chapter", que fala obviamente de Paul Gray e as pedras no caminho que a banda enfrentou. O álbum completo tem lançamento marcado para dia 21 de outubro e pelas duas músicas até então divulgadas, vem material bom por aí. 
Eis os vídeos disponíveis. O primeiro, "The Negative One" indica na letra que é para Joey Jordison:



Ontem, lançaram outro vídeo, onde estréia as novas máscaras, o line-up e "identidade" do novo baixista. Aparentemente, por comparação de tatuagens, é o Alessandro Venturella, rodie do Mastodon (ver aqui). A identidade do baterista até agora, não entrou em nada a não ser por apenas rumores.

O vídeo "The Devil In I" saiu ontem e é um vídeo que pode causar umas emoções aos cardíacos ou assustados de plantão. Mas é uma excelente música, vale a pena, conferir:





O novo Slipknot e os preparativos para a nova turnê estão aí - e aparentemente no próximo Rock in Rio terá chances de estarem aqui nas nossas terras novamente.  



No aguardo para ouvir o novo álbum. E vcs, o que acharam?

Fico por aqui. Bom fim de semana a todos!
Abraços afáveis!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Mudança na Ferrari

Sabe aquele discurso de que todo mundo é substituível? 
Então, Montezemolo está de fato, fora da presidência da Ferrari (Ver aqui, reportagem de ontem)



A situação da equipe na F1 é risível desde 2008. A temporada de 2007 foi em partes gloriosa por uma somatória favorável: tinha um novo piloto na equipe sedento por vencer um campeonato e uma brecha dada pela McLaren, que tinha um piloto em potencial para tirar essa da equipe de Maranello, mas claro, fez caquinha.
Desde então, o barranco só foi caindo. Em 2008 jogaram nas mãos da incompetência para tentar conseguir outro campeonato seguido. Em 2009 foi uma bagunça. Conto, a partir de 2009 como o ano em que os problemas foram transbordando do copo já cheio. A solução - para eles - pairava na parte prática para atingir sucesso: queriam jogar fora um piloto por um melhor. De forma pragmática, isso é incontestável. Mas para 2010, o milagre também tinha que acontecer no carro. Mas para eles, não... O melhor piloto resolveria tudo.
E então à 7 anos, nada novo para eles. E à 7 anos eles provocam comentários horripilantes para seus pilotos. Mesmo assim, alguns tem um devoção à aquela empresa, que jamais entenderemos porque. 

Nesse caso, a saída de Montezemolo é o "fim de uma era" e não dá para verificar na bola de cristal o que será da empresa e especificamente da equipe daqui em diante. A péssima era já é feita, e para mim, não tem como ter outra. Daqui a diante, todo ponto um pouquinho mais positivo é lucro.

Em Monza, como escrevi na segunda-feira, a Ferrari em "casa" dispensou a festa para um festival de micos. Tal corrida só colocou no holofote, tudo de mais desmoralizante que a equipe tem passado. E por mais que falem qualquer coisa, não foi só essa corrida que foi "inadmissível" como eu incluo aí todas as outras 12 etapas, deste ano e dos anos anteriores. Se alguma vez Alonso venceu ou pisou no pódio, marcou ponto é fato consumado que foi por sua conta em 90% dos casos. 

Luiz Razia fez um comentário problemático sobre Räikkönen em seu Twitter, referindo-se à má classificação (outra) do finlandês em Monza. Comparou Kimi, erroneamente, com o Massa. Por ele - defendendo uma causa perdida - Massa no lugar de Kimi já teria inúmeras críticas, mas o finlandês não.
O lance é o seguinte Razia. Primeiro: quem é você? Segundo e mais importante - afinal, quem sou eu para questionar a sua pessoa - é: Kimi é piloto, Massa não. Por esse simples fato, é que décimos lugares no grid são inadmissíveis para Räikkönen, um cara que apesar de todo o falatório extra, tem dois vices em seu nome, um campeonato mundial, e um retorno à F1 em 2012 majestoso em uma equipe pequena e desacreditada. 
Enfrenta sim problemas na Ferrari, que fãs e torcedores normais sabem o quanto são dolorosos. Mas sabem (os normais, repito) que parte desse desempenho ruim é dele mesmo: seu espírito é de batalhar na pista e não ficar no calço do mecânico como frieira. Ele é preguiçoso para a parte fora das classificações e corridas. Fora que, está em outra maré da vida, com novo relacionamento e também filho à caminho. Sorte no amor, azar no esporte?
Não justifica discursar, bem sei. Mas se deparar com comparativos que embrulham o estômago, abro o anti-ácido e deixo dissolver no copo enquanto digo: "os números não mentem". Basta.

Estava mais que na hora que o pessoal que de fato tem respeito pela marca, empresa - e no caso equipe - Ferrari deixar de esperar que todos façam o trabalho que eles tem obrigação em fazer e assegurar que, agora com os melhores pilotos do grid, possam ser imbatíveis, sem firulas ou falcatruas: apenas contando com a ciência da engenharia de ponta e talento de dois grandes pilotos para, por ventura, proporcionar uma disputa muito mais agradável que essa que a Mercedes vem mostrando: a prioridade de um fraco que usa a mídia em favor de seu falso e fácil sucesso. Não digo que Kimi e Alonso são os únicos melhores pilotos do grid, mas são os que mais levam corridas à sério, mais trabalham por voltas rápidas, ultrapassagens limpas e momentos de tirar o fôlego por que são bonitas e não porque são perigosas. Se não sentem falta disso, eu sinto. Alguns pilotos mais novos, fazem isso volta e meia. É necessário que essa emoção incrível aconteça mais vezes nas duas horas de corrida que temos aos domingos.

E se conforta poder rir um pouco dessa saída do Montezemolo, para o bem da Ferrari, para o bem da F1... Abram alas:


E claro, quem sabe tudo não melhora de vez? 
De qualquer forma, quanto menos incompetentes por lá, melhor. Arrivederci, Montezemolo! 


Abraços afáveis!