sábado, 28 de janeiro de 2017

Mudanças na F1

2017 promete uma F1 "diferente". 
Houveram de uns "disses" por aí:
A F1 precisaria de mais contato com as mídias sociais, para que traga mais interesses à categoria... 
Isso por de ser bom já que enfrentamos o gosto pelo esporte, com requintes de muita frescurite. Mas também pode ser ruim: muita gente pode ver um GP sendo comentado nas redes e começar com nostalgia, ignorâncias, ou mesmo, comentários depreciativos. 
Disseram  que a F1 precisaria aprender com a NFL na montagem de grandes eventos esportivos. Eu esperaria o Super Bowl LI passar para dizer isso. Lady Gaga no show do intervalo, com as maluquices que ela já proporcionou por aí, agora, em tempos de presidência de Donald Trump... Pode ser que tenhamos saudades do peito saltitante da Janet Jackson. E no caso, a Liberty Media terá se arrependido um pouco de querer usa a NFL como exemplo.
Claro que estou brincando. A questão é, penso eu, que a gerência da NFL para eventos, pode pecar na hora do entretenimento, mas ela não peca com o esporte. Não é perfeita, mas é justa em muitos de seus pontos. Para citar alguns: o salary cap dos times - ou teto de gastos, as colocações para escolhas de draft - que possibilita times que fizeram campanhas péssimas nas temporadas, que sejam os primeiros na hora de escolher novos talentos ou negociar trocas de jogadores e etc. 

Muito bem. A mudança 1 já parece promissora. Talvez só eu ache que seja uma coisa, boa: a Liberty Media, mandou Bernie Ecclestone para casa. Ele não é mais chefão da F1. 
Sim, há algo de bom nisso: não que vá mudar os tilkódromos ou a categoria vai ser sumariamente competitiva da noite para o dia. É óbvio que a politicagem permanecerá firme e forte. Porém, muitas ideias de "vento" não surgirão mais. Picuinhas com calendário e ameaças com certos autódromos tradicionais talvez desapareçam por um tempo, ou pelo menos, amenizará. As ideias estranhas como produzir chuvas artificiais ou medalhas para quem faz pole position podem não voltar. #Viva!
Não sou do tipo que acha que sentiremos falta de Bernie. Não nego que ele foi importante durante seus 40 anos na categoria, mas que ela se tornou muito pomposa desde que ele se tornou figura principal e referência, e isso não podemos negar. Uma categoria bilionária, inclusive. E onde há muito dinheiro, há também muito problema. Os carros melhoraram, a tecnologia foi amplamente usada, a vida dos pilotos melhoraram, os contratos ficaram maiores, a segurança foi reforçada. Está certo. Mas com o dinheiro todo, foi de se esperar que o que é realmente o ponto cerne do esporte - a competição com carros à motor, conduzidos com habilidade pelo piloto - ficasse em segundo plano. 
Eu penso assim: espera-se mais das apresentações de carro hoje, da cor que usarão, das malditas propagandas que enfeiam a maioria dos carros, a forma como os pilotos posam com relógios, celulares, óculos na pré temporada. Na hora do vamos-ver, acontece de uma equipe passear sob os outros e um piloto mais diplomático tomar as rédeas do campeonato. Diplomático digo, pois muitas vezes é o brincalhão, o turrão, o cínico, o celebridade... 
Isso aconteceu mais vezes quando Bernie esteve no comando do que em outros tempos - tempo em que os carros quebravam mais, a grana não rolava solta como hoje, a tecnologia não era tão avançada e claro, a segurança era escassa. 
40 anos de comando, era necessário uma reformulação. A F1 está trivial. As mudanças de regulamento, são favoráveis até certo ponto: depois de um tempo, mostram muitas falhas - que nem os Windows.
No seu lugar de Bernie: Ross Brawn. 
Custo a projetar o que isso pode refletir. Mas é um cara competente. E acho que dá conta do recado. 
No momento, penso como crucial uma simples coisa: nostalgia não nos permite avançar. 
Ross quer acabar com as artificialidades , como por exemplo o DRS - que foi e é, de fato, uma forma apressada de facilitar ultrapassagens na categoria que via-se praticamente sem elas. O DRS acabou gerando uma série de ultrapassagens forçadas que além de tudo, vinha com outras regras para ataque e defesa. Isso gerou umas ideias e punições que hoje, nos tira do sério.
Ross também quer trazer a tradição dos GPs. O quanto isso melhora a categoria hoje, é talvez apenas, um apego nostálgico. Isso não significa que é melhor, acho que é apenas um atrativo para quem acompanhava a F1 e abandonou por algum motivo: seja porque na sua época, torcia para um piloto que não está mais nessa brincadeira, seja porque tinha tempo na época para assistir. Hoje, um fã de F1, que tinha admiração pelo Senna,  se sentar para ver um GP de Mônaco, vai xingar todos os pilotos sem dó, de burros e fracotes. 

Os tempos são outros. As adaptações são necessárias. As iniciativas da Liberty estão postas. Cabe só torcermos para que melhore de fato. Mudar as caretas dos comandantes, só produz a troca do 6 por meia dúzia. O que a gente quer ver é competição mesmo, sem amarras e sem "falsidades". Será que dá certo?
Incerto.

O que acham?

Abraços afáveis e excelente fim de semana! 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Foco da Semana: Relações de opinião (parte 2)

A expressão "bella roba" é de origem italiana e talvez poucos conheçam. A expressão, eu aprendi (com muito gosto) com a minha finada vó Dú.
Ela foi a única vó que conheci. Tinha um humor incrível, um coração enorme e um jeito simples de tratar as coisas e as pessoas que fez e faz com que filhas, sobrinhos e netos tenham tanta saudade dela, que fique difícil mensurar.
A palavra "bella roba" é uma expressão que formula um sentido de não dar importância à algo que lhe foi dito ou visto. É uma forma de fazer um comentário jocoso à uma situação, isto é: um jeito, mais sutil de dizer o sarcástico: "grande merda!" 
Minha avó não era do tipo de pessoa que via maldade nas ações e nas pessoas. Muito pelo contrário: em 15 anos de convivência com ela, nunca ouvi nenhum comentário maldoso ou cruel partindo dela. A não ser claro, o "bella roba", que acontecia sempre com relação à algo que ela via na tv, e não achava nada relevante ou pertinente. Ao dizer "bella roba" ela soltava uma gostosa gargalhada, da qual é bem nítida em minha memória ainda hoje, quase 15 anos depois que ela se foi. 

Convenhamos: hoje - ao ter contado com as pessoas públicas via tv e mídias sociais, e contatos com as pessoas comuns, pelas mesmas mídias sociais (e no contato cara-a-cara, bem menos) - o que mais tenho vontade de dizer é um bom e sonoro "bella roba" para a maioria delas.
Abram o portal de notícias, o Yahoo, por exemplo. Vejam as notícias que passam em fichinhas por lá: Neymar e Marquesine curtem jantar com vinho de 11 mil reais
Nem existe a necessidade de clicar: basta deixar rolar o sentimento, encher os pulmões, abrir e boca soltar o "bella roba" em voz alta e ser feliz.
O que eu tenho com isso? Grande "m" tomar vinho nesse preço! 

Resolve criticar? Não. Mas as mídias sociais publicam, informam essas trivialidades, banalidades e isso parece uma afronta ao nosso intelecto: gera raiva pela inutilidade do assunto, a perda de tempo com uma situação que não lhe diz respeito, e claro, gera inveja. Um sem número de indivíduos vão achar magnífico essa ostentação de vinho de 11 mil reais. São os mesmos figurões que compram ingresso de filme com atores da Globo, caro para caramba. São os mesmos que vêem propaganda de celular novo na TV e quase vendem o rim para tê-lo. E a lista pode demorar um tempo para ser concluída, como se pode imaginar.
Há gente à toa o suficiente para clicar, ler e comentar as reportagens banais. Por isso eles fazem manchetes assim. Se não fosse uma tendência de gerar cliques, não existiriam. Há ainda, também, aquelas manchetes manjadas, que o Yahoo anda mestre no quesito: "Você não vai acreditar o que Fulana postou no Instagram - Veja a foto". Neste momento, o cérebro pulsa, você clica e descobre uma foto de uma pseudo-celebridade comendo um brigadeiro - normal - e um texto podre, mal construído, falando idade e o que a pessoa faz no momento. O ápice é um texto encaixa a legenda da foto entre aspas: "como chocolate e não engordo, é assim desde nascença. #Chocólatra"  
São os chamados "caça cliques" - que ganham pela repercussão daquele notícia lixo publicada. São estes que atiçam a curiosidade, alertando polêmicas que nem sempre são provadas: "Maria das Couves" brigou com a "Zefa Tupiniquim"  nos bastidores da novela "O X do Meu Coração" ou ainda: Ator hollywoodiano, largou modelo boazuda para ficar com a "Loira do Tchãn".

Os portais tem, geralmente, uma interface de comentários para a "interação" com o público, que vão de críticas ao texto ruim ou questionamentos sobre as provas do fato ocorrido, até defesas sobre personagens da notícia: se alguém á fã da Maria das Couves, posta comentários de demérito à Zefa Tupiniquim. Se a Zefa Tupiniquim for uma mulher negra, a vida dela ruiu: ela tem 90% de chances de ter de passar numa delegacia para reportar uma denúncia de comentário racista, na web. Alguém que se condói com a balburdia e atos de racismo, resolve retrucar, desmoralizando a das Couves, em algum sentido, como por exemplo, dizendo que ela é velha. A bola de neve está formada em plena web e em pleno país tropical.
Outra boa vontade latente é o orgulho brasileiro: se tem um estrangeiro "dando uns pegas" numa brasileira, os gritos de "brasil-il-il" em coro mais ensaiado que em estádio na copa de 70, aparecem do nada. Ouso dizer que será fácil encontrar xingamentos à mulher largada pela moça brazuca, no tom "Chupaaaa!" Super maduro, não?
Essas pessoas, que tratam essas notícias assim, são as mesmas que lêem reportagens sérias e soltam suas barbaridades em comentários: se alguma notícia reporta uma ataque terrorista, é de se esperar que o comentário idiota ofendendo a religião alheia, vai surgir. O extremismo é quase o mesmo, só que sem mortes, mas muitos feridos. As ofensas dos desavisados e manipulados, recai num ódio à qualquer pessoa de burca.  De novo: bem maduro, não?

O que é esse comportamento? São as figuras do século XXI, os Haters. Figurinhas medíocres que usam o seu tecladinho de computador como uma verdadeira metralhadora: ninguém se salva - é criança que sendo filha de um político que o hater esquerdista detesta - e ele acha de bom grado chamar o coitado de "retardado"; até direitista hater que vê brecha no AVC da mulher do Lula para desejar a morte dela.
Qualquer coisa é promulgado para virar polêmica, para meter o dedo onde não é chamado, para opinar como se fosse o dono da verdade, falar coisas que eram do âmbito privado, e caiu no público.
Falar mal do Trump, no Brasil, é no mínimo ridículo. Se você for cientista político, convidado de um programa, talvez até valha de debater sobre a política do homem cabelo de vassoura de piaçava. Mas olhem só: mal sabemos do nosso sistema político e já somos capazes de aderir à protestos gringos pois "sabemos o que é ter um babaca no governo"? Se for isso, está certo. Desde de 1500 sabemos, com propriedade, o que é ser governado por imbecis. Cada povo tem o político que merece.
Brincadeiras à parte, no crivo real do controle do esfíncter bucal: não fale daquilo que não conhece. Você nem sabe pagar a conta do gás, quer ensinar estadunidense a votar? Está grave isso.

Os protestos feministas contra o Donald Trump acarretam algumas contradições. Algumas mulheres tem seus discursos legítimos, embora eu discorde que se faça necessário: é como correr atrás do rabo. Mas algumas "protestadoras", celebridades basicamente, mostram contradição. Madonna e Lady Gaga fizeram e fazem dos seus corpos, símbolos controversos da figura feminina: exploram a sexualidade e exibem corpos nus. É difícil segurar o revirar de olhos daquela pessoa que vê nesse tipo de atitude o motivo para não respeitá-las.
Sim, Trump é um bolha, um imbecil. Se fico sabendo de suas declarações, dou risada de nervoso. Penso, as vezes, que ele é um tipo de mau necessário para que percebamos o quão babaca um ser humano pode ser. Mas nem todo mundo pensa assim.
Enquanto a mídia der alarde para o que ele diz, mais ele fará da América do Norte e dos americanos, seres intragáveis. Sim, porque atá lá, a mídia esconde muita coisa, muita por convicção ideológica, mais ainda para não gerar desespero. Ao mesmo tempo, temos de saber, e algumas coisas tem de serem noticiadas. Com isso, vamos criando ódios, tristezas, e uma hora, explodimos em atos ferozes de ataque ou, entramos em depressão. Podemos estar num labirinto. Mas eu proponho um jeito: Que tal, toda vez que ele disser que vai fazer o muro da fronteira com o México, fazermos um coro para ele dizendo "bella roba"? Toda besteira que ele vomitar: "bella roba". Ele vai cansar. Ele tem que cansar.

"Bella roba" pode ser um start simples para que os gestores infelizes, os falastrões de plantão, os babacas de botequim se reduzam na sua insignificância. 

- "Meu time tem 800 títulos"
- Bella roba!

- "Meu piloto é campeão mundial..."
- Bella roba!

- "Hoje, podemos comprar tvs e carros porque o governo de esquerda melhorou nosso custo de vida..."
(Ainda que isso seja uma inverdade) - Bella roba!

- "Nunca quis sair do país, mas saiu uma bolsa, aproveitei e estou indo fazer doutorado na França..."
- Bella roba!

- "Estou sem dinheiro, mas tive de financiar um carro, porque é o meu sonho!"
- Bella roba!

- "Vou tirar o kit gay das escolas", "Precisamos ensinar os jovens a entender política", "O mundo está um caos", "Não sou racista, só acho que os negros são muito mimimi", "Não sou machista, tanto é que acho que homem tem que ajudar na cozinha", "Tenho um iPhone, isso não me tira o direito de fazer militância pró-esquerda", "Tenho opinião formada, vou falar o quanto quiser"... 
Bella roba para todos! 
Somos insignificantes, minha gente! Esse papo de achar que tudo ofende, fere, denigre, só promulga que as coisas piorem. Persar por nós mesmo é bom, mas é preciso, parar-olhar-escutar. Cuidando da limpeza do nosso umbigo e agirmos - evitando sermos extremistas ou prejudicando outros - a gente convive um tanto melhor, sabendo que cada um é cada um: ninguém pensa igual! *Ainda bem!* 

Pelo menos, eu acho que sim. 

Abraços afáveis!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Foco da semana: relações de opinião (Parte 1)

Liberty Media tomou as rédias da F1. 
Correu ideias de que haveria uma reformulação para atrair público, inclusive com aproximação com as mídias sociais que regem o mundo hoje a nossa volta. Decidi escrever sobre isso, dividindo em partes.

As pessoas não sabem (ou fingem que não sabem) que rede social é um plataforma que, se você não for muito maduro, ela pode acabar com a sua vida. Só sendo adulto é que você usa a rede social não cuidando da vida dos outros, nem achando o tempo todo que tudo é indireta. Só alguns destes é despido de ideologias piegas, e são humanistas verdadeiros. Um belo de um adulto ainda, pensa antes de escrever, e se escreve abobrinha, assume ou ameniza erros. Se lê alguma coisa ruim, se revolta, mas não parte para a ignorância. 
Você conhece alguém assim? Eu conheço, mas corro o risco de não conseguir completar os dedos das mãos.

Essa de colocar a F1 numa aproximação com as mídias sociais, pode tanto benéfica, quanto uma verdadeira porcaria: se agora, com um público ameno, temos um sem número de gente pseudo-conhecedora do esporte abrindo suas opiniões rasas como se fossem PhD em F1, a tendência é  que esse tipo, aumente. 
Os que já soltam as suas abobrinhas (eu inclusa) há algum tempo, vão se incomodar com o turbilhão de manifestações descartáveis sobre a categoria. 
Os haters também aparecerão. Vejam bem: a NFL ganhou um espaço grande nos últimos anos aqui no Brasil. Muita gente passou a assistir, comentar, fazer parte de grupos de torcida. É notável que as TVs que transmitem o esporte, ficam felizes com o aumento do ibope. Aqueles que não vêem graça no esporte, se remoem em comentários recalcados nas suas redes - pois, lembrando, poucos tem maturidade para encarar o fato de que algumas pessoas gostam de coisas diferentes delas. 
Época de Super Bowl então: Meu-Deus. Daqui a duas semanas, dia 5 de fevereiro, comentários do evento estarão bombando nas redes sociais. E nesse tempo que acompanho o esporte, já li e ouvi: "Esse esporte é muito violento e cruel", "Qual a graça de uns babacas correndo com a bola debaixo dos braços?" e "Adorei o show do intervalo com a diva fulana mostrando o poder feminino em meio à uma esporte de machsitas..." 
Revirar os olhos é uma opção boa, pois rebater essa galera, é como gritar com surdos.

Não é difícil que as pessoas, ao perceberem alguma movimentação coisa que está fazendo sucesso, queriam saber o que é. No afã de comentar e fazer parte da turma comandada pelo "Zé e a Maria Povinho" comenta-se o que der na telha: desde comentários depreciativos, até comentários que declaram e carimbam passaporte de "novato" ou mesmo, ignorante no assunto. Bastou dizer que um personagem de Game of Thrones morreu (novidade, não?) para muitos fãs criarem uma choradeira sem fim, angariando preferência por ele no desenvolver da história. Na temporada seguinte isso gerou um aumento no ibope da séria já na sua sexta temporada. Quando o personagem "ressusitou", foi outra comoção: memes, entrevistas com atores, programas de tv e tuítes se voltaram para o assunto. Mais gente se viu com curiosidade de acompanhar o seriado, começando desde a primeira e fazendo maratona dos episódios. Quem dá risada é a Netflix.

Estamos aí, à poucas vésperas do Oscar. Eu sempre faço uma reunião com minha irmãs assistindo a maioria dos filmes que concorrem para montar um esquema de apostas. Não é de hoje que o Oscar premia filmes bem ruins e que não nos dizem nada em termos de ideias. Fazemos a brincadeira por 17 anos, então, já aprendemos que o que a gente gosta não é o que a gente aposta.
Assisti o musical "La La Land". Não gosto de musicais. Mas há filmes do estilo que não tive problemas em assistir e outros que até gosto. Este "La La Land" não é um ótimo filme. As pessoas tem dito que é uma grande experiência com uma mensagem bonita. Aviso para quem não assistiu: leia-se "experiência bonita" como "história de casalzinho fofo" na trama. Ninguém usa esse termo para um "À Espera de Um Milagre" da vida porque não tem romance, não tem fofurinha, não tem casalzinho olhando para o outro com ternura.. 
O filme é artificial, que mescla clichês e referências de musicais antigos mais conhecidos, em colocações de "puro e claro tom de homenagem". É um filme extremamente ambicioso, que é rodado dentro de Los Angeles - onde a magia do cinema tem sua morada - onde também se venera de tudo, mas não se valoriza pouco. E olha só: eu não valorizo "La La Land". O que a gente espera de filme de Oscar não é roteiro bonito e filme da vida. Não mais. Isso ficou lá nos anos 60 talvez. 
Deste filme o que esperei: musical? Ok, a tendência é que dialogue com todos os musicais antigos e tal. Esperei que houvesse o diálogo com eles, uma emulação de algo característico de musicais (como cenários mudando enquanto os atores cantam e dançam), mas eu esperei mais ainda que "La La Land" criasse ALGO NOVO, não apenas uma mímesis dos grandes clássicos musicais, como "Cantando na Chuva". 
Esse "algo novo" não existe. "Ah, mas a história é bonita, os atores tem uma boa química e roteiro é bem construído" Está certo. Aplausos para você. 
Não tem história bonita aí. Um romance de um casal que se ama bastante e interpretam um período de suas histórias não é novo:  Dá para encher um planeta só destes personagens. 
Desculpe, mas não há química. Eu não sindo nenhuma boa vibração de amor dos personagens, a não ser caras inexpressivas que muita gente faz para seus "crushes" de verão. 

Ryan Gosling, fez programas como Mickey Mouse Club, onde os talentos mirins eram explorados e moldados com canto, dança e interpretação na TV. De lá saíram Britney Spears e Justin Timberlake para citar alguns. Rolou até um papo recente de que Gosling quase integrou a boy band Backstreet Boys - não me lembro bem porque não fez parte, possivelmente porque alguém já tinha entrado e completado a banda ou algo parecido, mas não importa: Como um mirim "talentoso", seu único bom feito no filme foi ter estudado piano por três meses para evitar de ter dublês. Dança? Duro como um bambu ressecado. 
Emma Stone é uma "stone": uma pedra fria, pouco lapidada. Seus movimentos de dança são triviais, seu vocal beira o baixo e fraco de Renèe Zellweger de "Chicago" - que não fez apresentação nenhuma porque? Não tinha voz alguma. Stone também não tem. Não há nada além do trivial nas interpretações dos dois. 
O filme beira o bonitinho; o famoso "feio arrumadinho", só que não é feio, é "fake". Se não fosse as cores e atmosfera positiva, e a tentação de pagar de cult clássico, ninguém estava assistindo.
Pergunte à quem viu, sua postura sobre o filme anterior do diretor de "La La Land", o "Whiplash". Pergunte e ouvirá que o filme é chato, péssimo e tudo o mais. Mas agora, tudo mudou... 
Ah, em ambos os filmes é levantado o Jazz, inclusive com uma questão sobre a "morte do Jazz" e da perfeição do estilo... Quem ouve jazz sempre transparece ser uma pessoa que se acha. 
Volto a dizer: o filme força a barra para que o Zé e a Maria Povinho paguem de "cult". Ai de você se achar o filme só "ok.".

O Oscar tem suas cartas marcadas à cada ano para premiações. Existem empresas e atores que escrevem roteiros aos moldes de gosto da academia só para levarem a estatueta (Vejam esse link e entendam). O Oscar é moldado para premiar quem fez a "propaganda" melhor do seu produto. O juízo de gosto impera: a gente detesta filme de Oscar, mas ama aqueles que eles não deram importância. (E disso, acrescento: ainda bem!) Neste caso, pago de cult mesmo: se tem filme estrangeiro no Oscar eu opto por assistir sim. Eu provavelmente não vou gostar, mas eu arrisco assistir e tentar. Assisto filme independente, assisto filme que não tem atores bonitos, assisto filmes até de atores e atrizes que eu detesto. 
Cheguei num ponto que se tenho vontade, assisto. Tenho maturidade (e liberdade) para dizer se gostei ou não e porquê. Mas uma coisa eu sei: Eu comento, se puder, mas não imponho e nem tiro o mérito de alguém se valer da sua própria experiência com o filme. Mas sim, eu vou colocar foto no Facebook daqueles que eu gostei e diverti do começo ao fim. Seja "Deadpool", seja "O Jogo da Imitação". 

Facebook, mídias sociais, ter muitos seguidores na sua page, canal no youtube, blog, Instagram... Esses são aqueles que te moldam em uma realidade que você "acha" que é beneficente? Youtubers aparecem na TV numa importância tal, que você assina os canais deles e seguem seus ditos  como se fossem deus? Isso é bom? Mais ou menos. É disso que vou falar na próxima vez que publicar aqui: artistas, esportistas, pessoas públicas que dizem gostar de Toddy, mas não de Nescau e todos nós perdemos o direito da escolha...

Abraços afáveis e até o próximo post!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Playoffs NFL: Finais de Conferência

Finita as finais da NFC e AFC temos dois times para se enfrentarem daqui a duas semanas em um dos maiores eventos esportivos que se tem conhecimento: o Super Bowl.
A edição LI contou com o primeiro classificado, Atlanta Falcons do lado NFC. Batendo o Green Bay Packers, por 44 a 21, e sendo considerado um verdadeiro atropelo por muitos, foi apenas um jogo hegemônico de uma das partes. 
Longe de ter sido um jogo ruim, mas bem próximo do trivial, o Atlanta Falcons venceu a final da NFC com sua seed 2 e segue firme para o Super Bowl, contando inclusive com a boa aceitação de Matt Ryan como quarterback líder dessa equipe. (MVP com muito mais mérito que o último, diga-se.) 
Está muito longe de dizer também que Aaron Rodgers decepcionou. Os drops dos recebedores, e a apática reação da defesa de Green Bay foram cruciais para a derrota do time. A defesa, por mim, é a grande culpada: Deixar que um time anote mais de 5 touchdowns como foi, ontem, é sofrível. Ainda mais sabendo que estavam numa final de conferência!!! Esse tipo de coisa pode até acontecer numa temporada regular, quando se tem outras chances. Mas na final é fez ou fez; se não fez, volta para casa.
Com uma substancial tranquilidade, o Falcons que ninguém alardeava, está no Super Bowl.

Do outro lado, da AFC, devo dizer que as coisas estão meio chatas e previsíveis. La vamos nós para sétima final do Tom Brady. Sétima...!
Vencendo o Puttsburgh Steelers por 36 a 17, o resultado foi massivo e nem um pouco surpreendente. Sabíamos que depois de míseros fieldgols contra o Chiefs podem ter segurado tudo na base de uma boa sorte, mas para o time de New England era pouco.
Tão pouco que agora temos de aguentar como se fossemos soldados prisioneiros de guerra em sessões de tortura assistida: obrigada Steelers e Packers! Com esses jogos, os fãs do time de New England e as bradyzetes terão duas semanas para fazerem de nosso gosto por FA um verdadeiro inferno.
Gosto é subjetivo e não depende de juízo lógico. Mesmo assim, quando os outros "invocam" em uma pessoa pública e você não vê graça nela, é de se esperar que o ser torne-se tão descartável ou intragável - dependendo do grau de chatice de seus fãs. 
Não, não existe fã que não seja chato. Existe aquele que é mais ameno, mas uma hora ou outra ele solta as abobrinhas de defesa ou admiração sobre seu amadinho. É inevitável. Mas a grande maioria é chata com força, passional sem medida, e claro, incoerente até dizer chega. 
É o caso de quem gosta do Tom Brady, seja por ele ser quem é, seja por ele ser casado com qual, ou por dizer/fazer aquilo que convém. 

Agora está no Super Bowl LI depois de ter ficado 4 jogos suspenso por - olha só que time florido - uma irregularidade que não teve provas de que era inocente. Temos aí muita tortura: aguentar seus fãs por quase duas semanas, sofrer com a iminência dele completar a mão com seus dedos brilhantes de anéis (acrescido de um sorriso cadavérico e cínico), sofrer em pensar que no caso, nossos respectivos times poderiam estar passando pela mesma situação, mas por incompetência alheia, não está nem perto.... 
Caso o Patriots vença os Falcons, tudo isso se concretiza, atenuando: os fãs do Tom Brady esquecem o quão indiferente ele é com relação quem o apoia (então, porque babar ovo para um cara desse tipo?) e passam a não encher o saco dos outros apontando números, resultados, recordes e todas essas baboseiras que só são boas para eles. Esquecem inclusive o que os outros jogadores fizeram pelo time. Com a mão completa de anéis (horrorosos, diga-se de passagem) Brady vai sair os exibindo para amigos e celebridades torcedoras - acarretando envolvimentos com traições, destruindo casamentos, gerando umas fofocas, como já aconteceu (muito mais porque ele é casa do com uma brasileira, e que americano mesmo não dá a mínima). 
Isso tudo a gente aguenta. 
Mas o difícil vai ser mais uma offseason com ele anunciando que não quer jogar mais até os 43 anos, não quer jogar mais até os 45 anos... A projeção após o quinto anel conquistado vai ser jogar até os 50... #HajaSaco

Abraços afáveis!

sábado, 21 de janeiro de 2017

Comentários e palpites NFL: Finais de Conferência

Prometo não reativar a choradeira por não ver meu time nos playoffs. 
Mas prometo um post realtivamente curto de palpites sobre a semi-final destes playoffs. Sim, estamos já na semi-final. Daqui, temos Pro Bowl (que é meio descartável) e o fim de tudo com o Super Bowl LI. #Trágico

Do Divisional Round, escaparam os Steelers e os Patriots do lado AFC e os Falcons e os Packers do lado NFC. Ao contrário do ano passado, em que os playoffs sustentaram as finais de conferência com a primeira e a segunda melhores campanhas da AFC e da NFC, 2017 já mostra diferenças: Steelers se classificou com a terceira "seed", e não teve a regalia da folga nesses playoffs nem mesmo a espera pelos seus rivais. Do outro lado, o Packers bateu o número 1 da NFC, sendo apenas o "seed 4", também, sem folgas e já sabendo quem enfrentaria, caso vencesse. Dos que tiveram todo o esquema de jogo em suas mãos - jogos em casa e com o time "descansado" - o Chiefs e o Cowboys deram bye-bye.

Os jogos de finais de conferência acontecem amanhã, às 18:00 e 21:40. Primeiro jogo, a final da NFC:


Depois do jogo que ambos apresentaram contra seus fortes rivais, Green Bay Packers e Atlanta Falcons mostram indícios de uma partida equilibrada. Tanto que está o chamado "fifty-fifty" nas apostas (ou meio a meio, se preferem). E é basicamente isso, e eu não tenho muito o que dizer a mais para esse jogo, além de que vai ser o melhor deles para assistir. 
O Falcons não foi dado com festa e confete em nenhum momento até hoje, e isso, pode ser bom ou ruim: bom, porque não transpareceram nem sombra de arrogância. Ruim, pois se vencerem, podem ser colocados como preferidos do Super Bowl ou nem isso e ficar aquele ficar aquele gosto de pouco caso. 
Mas é um bom time. Venceram o Seahawks bem e estão na final da conferência com tranquilidade. E merecem vencer, vejam bem, não estou dizendo que não. Muito pelo contrário. 
E se o Falcons quase não teve holofotes, o Cowboys foi derrubado pelo Packers quando pareceu ser batalha difícil. Agora, o time colhe os louros: fazendo um jogo espetacular sob o American Team, poderiam ser os favoritos, se não fossem os desfalques e o fato de terem passado um pouco de aperto sob o time favorito de quase um país inteiro. 
Mas não podemos duvidar de A-Rod. E é complicadíssimo apostar contra ele. 
Aposto no Packers, apenas por um latente "achismo". Nada mais.



Mais à noite, o jogo trás a semi-zebra do Pittsburgh Steelers contra o New England Patriots. Vencendo o Kansas City Chiefs, na cada da Dorothy, com apenas míseros fieldgoals e nenhum touchdown, o Steelers vai para Foxborough. 
Nen-hum touchdown. O Chiefs somou dois TDs e conseguiram o que eu chamaria de "proeza" de perder por dois pontos para o time de Pittsburgh. Sabemos que isso é bem pouco para ser preponderante. E é ponto negativo para enfrentar os famosinhos por virar jogo e ter controle de tudo, acrescido daquele argumento subjetivo de que possuem o jogador que é o melhor dos tempos.  
Nas apostas do NFL Weekly Pick'Em está 30% para os Steelers e 70% para o Patriots. A tendência é essa, e é nessa que também vou: Patriots. 
Steelers ainda não jogou esse "bolão" todo para poder ameaçar os carinhas de Boston. Porém, quer queiramos ou não, isso não exclui as possibilidades de um blackout de New England ou um super jogo de Big Ben e sua trupe. 

No mais, espero jogos bons e divertidos.
Deixem suas apostas! 
Abraços afáveis e excelente fim de semana!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A eterna da "silly season"

Existem coisas na vida que são certeiras. 
Uma delas é a morte. 
Deixando o trágico de lado, mas não o pessimismo, posso ainda alertar que é nadinha dessa vida não é ruim o suficiente que alguém ou alguma coisa não possa dar um jeito de deixar pior. 

Mas uma certeza que pouca gente pode conhecer é que não existe off season mais "besta" que a da Fórmula 1. Não à toa é chamada com propriedade de "silly season".

É difícil encontrar, por exemplo, reportagens que deem conta de assuntos que não são especulações sem sentido. Basta abrir qualquer portal da internet que fale sobre a categoria que vocês encontrarão pelo menos umas duas ou três notas que se contradizem e ou, ninguém se interessa.

A coisinha nas nossas terras, que pega é Felipe Nars. Ora dizem que patrocinador desconsiderou contratos, ora dizem que times estariam interessados e que haveria uma chance.
Fato é que, depois da espiculada a volta do Felipe Massa, pouca gente se interessou pelo outro Felipe.
Até meados do último GP da temporada 2016, tudo que se tinha é uma possível permanência na Sauber. Havia uma vaga na Force India,  outras na HAAS ou Renault e até mesmo na Williams, mesmo que tivessem anunciado Lance Stroll na vaga do então aposentado Massa.
As firmações de contrato se deram antes e pouco depois do GP de Abu Dhabi. Mas aí veio a verdadeira bomba: a aposentadoria de Nico Rosberg e a então abertura de uma vaga muito boa na Mercedes.

Boa em partes. Nico esteve na F1 por 10 anos, 6 deles na Mercedes, que começou a fazer parte da briga em 2010. Contando nos dedos, dá 6 anos de equipe e nem assim, Rosberg foi o preferido da casa. Depois de dois vices super mornos dados por intervenções muito além da tríade braço/volante/motor, ele finalmente percebeu que já tinha o que queria e que deveria curtir a vida sendo dono de si. 
Para desespero da Mercedes, eles não teriam mais como disputar em termos de pilotos de peso com Ferrari e McLaren (que tem e tinham dois pilotos campeões mundiais). Agora ficaram a se contentar com a procura do melhor cara que possa dar o suficiente para enfrentarem, novamente, uma chata mas eficiente empreitada de serem líderes do campeonato 2017.

A abertura da vaga fez com que eles se exibissem e jogassem um bom tanto de piloto bom na fogueira: excetuando Raikkonen e Kvyat - nas palavras dos dirigentes da Mercedes - todo o resto os procurou para negociar a vaga deixada por Nico. 
Gente que tinha contrato e que provavelmente tem cláusula de multas de rescisão (se não tem, alguém nisso está sendo passado para trás - e eu duvido que tenha alguém inocente nesse quesito), foi dado como potenciais cobiçantes à vaga. Alonso e Vettel foram colocados de olhudos no afã de darem um esquentada na especulação, pois seriam eles os mais fominhas prepotentes do grid interessados em voltar a vencer.
Que são fominhas, isso posso afirmar que são. Mas, acho que já provaram que não precisam ser taxados de prepotentes. Eles são bons, e se tiverem um bom carro, podem fazer espetáculos.
Agora imagina você, dono de equipe, que foi lá, fez contrato com um piloto que você gostou, apertou a mãozinha dele e depois descobre que ele ligou para a Mercedes?! 
A Mercedes já começou errado se achando no alto da pirâmide com esse papo. 
Assunto que por sinal, eu não comprei, só achei que era apenas uma promoção da vaga (camuflada de desespero). 

Hamilton acabou deixando em algumas declarações a entender que ele tem uma palavra na escolha. Sabendo de sua arrogância, não é de se imaginar que, Alonso e Vettel podem até terem sido cogitados, mas cortados. Se Button quando se tornou companheiro dele, esteve próximo dele em pontos no primeiro ano, superou no segundo e quase superou no terceiro, ele daria um pití homérico com alguém mais talentoso que ele ameaçando seu trono. 

Com essa vaga solta, eu cantei a pedra: Massa ia se arrepender de ter aposentado. Podia até ser um destes que se ofereceu para Mercedes. Foi quase. A Williams viu um de seus pilotos assediado e não fez esforço para procurar coisa melhor para substituir. 
Foi dado o retorno a partir de momento em que Valtteri Bottas se confirmasse como piloto da Mercedes. E Massa por mais um ano em 2017 foi o seguinte: teve gente que gostou, teve gente que fez chacota. Eu me incluo no segundo grupo.

Com as vagas ainda disponíveis fechadas (e nada de Nars), Bottas foi anunciado realmente na Mercedes, nesta semana. Depois de tanto tempo, o "Bichinho de Goiaba" aceitou os termos da equipe, que eu espero, que não tenha sido inocente. Mas que vai sofrer um bocado, vai. Não vejo ele se impondo e batendo o "superior" Lewis.

E por falar nele. Lewis é nome chique. Hamilton nem tanto. 
Troquem para a alcunha que já apelidei de 'Amilton Aparecido" e escrevo sobre mais uma dessas boas de silly season:foi divulgado nos sites de fofoca (vejam bem se não é uma coisa bem besta...) fotos de Amilton com a Anitta. 
Sim, a pseudo-cantora e sub-celebridade.
Hamilton anda com umas figuras que senhor nos ajude, é difícil pracarambolas. 
Agora parem para pensar: Anitta no paddock, como namorada de Hamilton.

Eu disse, que nada, nada é ruim o suficiente que não possa piorar...


Abraços afáveis!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Playoffs NFL: Pós Divisional Round

Fim de semana com 4 jogos eletrizantes de playoffs de futebol americano já ficaram para trás. Agora, mais dois domingos (três, se contarmos o Pro Bowl), 3 jogos (finais de conferência e Super Bowl) e vamos ficar em modo "offseason".
Triste? Muito. Mas draft tá logo ali e também pré temporada chega rápido. Só precisamos esperar um pouco.

Peço que verifiquem meu post de palpites comentados para entenderem o que escreverei adiante. As apostasforam : Falcons, Patriots, Packers e Chiefs. 
Resultado: estou 3-1. 
Take a Take:

► Seattle Seahawks x Atlanta Falcons: vitória consistente dos Falcons. Porcentagem de apostas favorável, casa, clima e constância foram as chamadas do time de Atlanta. À favor, ainda contaram com um excelente jogo de Matt Ryan e Julio Jones. Contra, quase nada afinal o Seahawks estavam naqueles momentos da temporada em que eles, pareciam ainda estarem em modo piloto automático: como se era de esperar que pudesse teimar a acontecer, já que a campanha da temporada 2016 mostraram-se irreconhecíveis, fazendo o básico - que muitas vezes não era o suficiente. 
Não que jogaram mal, muito pelo contrário, jogaram apenas abaixo do que se esperava, enquanto o Falcons dizia à que veio (mesmo sem tanto alarde para o lado deles).

► Houston Texans x New England Patriots surpreendeu. Não imaginaria que visse turnovers ou erros de Tom Brady contra um time como o Texans. Sim, era muito fácil adivinhar vitória de New England, mas o Greatest of the Time, não foi o GOAT que dizem. 
O grande lance é, provavelmente, vocês só lerão esse tipo de comentário aqui. Duvido que alguém tenha a coragem de falar que houveram erros de Mr. Brady durante o jogo, ou mesmo que questione a postura chiliquenta dele, no meio de um jogo apertado no começo, gritando até com os juízes:os zebras que estavam bem ok e não tinham errado nenhuma marcação ou deixado algo acontecer de forma duvidosa. Uma interceptação inclusive, não vai ser comentada com rigor de chacota se fosse por exemplo. Eli Manning, como não foi comentado na transmissão que acompanhei e que não deve ter sido na transmissão que vocês acompanharam.
Como disse no post anterior, ano passado só se falava em Carolina Panthers. E então?... Tudo é questão de escolhas, de exaltar um lado e desmerecer o outro.

Dois jogos legais, mas meio morninhos. O começo do Seahawks (seed 3) e Falcons aparentava um jogo em banho-maria: nem tanto esforço do Seahawks em tomar a dianteira, demorando muito para saírem na frente do placar, enquanto o Falcons, mostrou mais facilidade para fazê-lo. Apesar do resultado próximo, 20 a 36, o Falcons costurou bem a barrinha do jogo. 
Já o começo Texans (seed 4) e Patriots foi apertado. A coisa começou a melhorar do terceiro quarto em diante constatando o atropelo de 16 a 34 para o time de New England. Se o começo tivesse sido melhor, era provável que não houvesse só quase 3 posses de bola para o Texans virar o jogo. Muito do sucesso do Patriots, foram as péssimas chamadas do time de Houston.

Dois finalistas: do lado NFC, o Atlanta Falcons (seed 2) esperava o resultado de Green Bay Packers (seed 4) e Dallas Cowboys (seed 1). Já o New England Patriots (seed 1), aguardaria o resultado de Pittsburgh Steelers (seed 3) e Kansas City Chiefs (seed2)

► Green Bay Packers x Dallas Cowboys: jogo mais esperado e talvez mais difícil, estava com uma facilidade homérica no começo. Mesmo que se diga qualquer coisa negativa, o jogo do lado do Cowboys funcionava, mas funcionava de um jeito que ainda, era apenas bom. É louvável sim que tenham tido uma temporada incrível, com dois rookies incríveis e tudo o mais? Sim. Mas, o excesso de falatório em cima disso, tem tudo para ser prejudicial. E foi. Tudo em excesso é ruim. 
Mas quem disse que equilíbrio das coisas existe? Tudo que é "bom" é exaltado, tudo que é "ruim" é achincalhado e no meio disso, os bichos da injustiça e do ego saem da jaula. E "bom" e "ruim" estão em aspas porque, afora do sistema do achismo, eles não existem como conceitos fechados.
O Packers não tinha responsabilidade nenhuma além de satisfazer seus fãs. Já o Cowboys, o "American Team", tinha mais a provar, já que "a América" estava de olho neles: tinham que provar que chegaram aos playoffs sem Tony Romo porque tem um QB melhor que ele, provar que um RB faz toda a diferença do mundo, que eles "atropelaram" certos times, com praticamente os mesmos recebedores dos anos passados e que, portanto portanto, beiravam o conceito de imbatíveis.  
Não é bem assim.
O Packers não precisava de muito, a não ser que fizesse a sua parte, já que esse ataque era "imparável". E fizeram o que propunham. Os dois touchdowns iniciais do Green Bay foram cruciais para desestabilizar a defesa do Cowboys. Assim, mais tarde eles puderam contar com a maravilha do tempo, já que a defesa não só acordou como foram para o campo mais vezes para tentar abrir espaço para o ataque fazer alguma coisa. E fez. A pompa continua e todo mundo segue ainda aplaudindo os "rookies". Nada mudou. 
Jogou bem? Sim, mas o Packers foi melhor. A temporada 2016 deles inteira: não faziam grandes espetáculos, vieram aos playoffs com 6 derrotas na conta, contaram com a inteligência de Rodgers e na hora de enfrentar o Cowboys, só contaram com o "fazer o que tem" e deixar eles resolverem os problemas deles. E deu certo. Muito certo. Eu não esperava outra coisa do Packers. Disse no post passado que se entrassem com esquemas lentos como foi contra o Giants, podia esquecer. Começar o jogo rápido seria eficiente, mas teria um custo: acordar a defesa. No fim, o esquema inicial unido à paciência sem perder a cabeça, levou à um fieldgoal com poucos segundos no relógio.

► Pittsburgh Steelers x Kansas City Chiefs...
Sejamos bem sinceros: que porcariazinha de jogo! Para playoffs, bem feio. Steelers seguem nos playoffs com um jogo em que fez 6 fieldgoals! "Ah, mas feio ou não, estão na final..." Tá, mas só com isso para enfrentar Patriots, a gente sabe que é pouco.
E eu errei o palpite. Apostei no Chiefs esperando que eles calassem a minha boca. Não calaram. Fizeram mais que o Steelers: dois touchdowns  seguros e rápidos e dois fieldgoals. Mas meu.. cadê aquela defesa que detonou o Broncos? Cadê a defesa, que pode não ter parado o Trevor Siemian, mas arrebentou o pé dele, num dos melhores jogos que ele teve? Poxa...! Me ajudem, né?
Para piorar, apostei neles e lancei mão do seguinte comentário no post anterior:



É de ficar bem revoltada, né, não?! 
Mas... Parecendo um jogo da batata quente, quem ficasse com a batata jogava com o Patriots. E deu nisso. Steelers deu uma bela de uma sorte. Até quando, nós não saberemos. Mas podemos palpitar.

Domingo então ficou com um jogo bom e outro bem difícil de assistir.
E assim: Packers 34 @ 31 Cowboys e Steelers 18 @ 16 Chiefs. 
Para a rodada de conferência, a semi-final do Super Bowl, teremos o seguinte esquema:
Para a NFC, o Falcons classificado com seed 2, enfrenta em casa, o Packers, classificado com o seed 4. Para a AFC, O Steelers, com o seed 3, joga no Gillete Stadium enfrentando o Patriots, que mantém ainda a melhor campanha da conferência ou seja, a seed 1. 

Caídos Seahawks, Cowboys, Chiefs e Texans. As possibilidades que eu postei no comentário anterior, caíram duas, a mais ou menos e a menos favorável:



A escolha "mais" permanece. Mas ainda temos a possibilidade Patriots @ Falcons, Steelers @ Packers e Steelers @ Falcons. 
Falcons e Patriots venceram seus oponentes com mais de 2 posses de bola de vantagem sob eles. Vão para suas finais de conferência com um certo favoritismo sob o Packers e Steelers respectivamente, embora, o Falcons possa a vir enfrentar um time muito mais complicado que o Patriots enfrentará. 
O que sei é que o palpite dos jogos de domingo próximo fica só para o post de sábado. Até lá, vamos pensando nisso...

Abraços afáveis!

sábado, 14 de janeiro de 2017

Comentários e palpites NFL: Divisional Round

Mais um fim de semana de playoffs!
Peço licença para falar das novidades também com o Denver Broncos já está naquela maré de reformas, contratando novo o headcoach, Vance Johnson e Mike McCoy para o cargo de coordenador ofensivo.
Destes, minha ideia rasa é que Vance sendo HC com experiência como técnico relacionado sempre com defesa anteriormente, me pareceu uma contratação estranha, já que o calcanhar de aquiles do time é a linha ofensiva. Mas, como dizem por aí, "in John Elway we trust"... Então, supostamente, eu tenho que esperar, no modo do bom e velho estilo "São Tomé" e constatar se é isso mesmo (ou não) que o time precisa no momento. Inclusive, espero, limitando as minhas falas munidas de muitas abobrinhas e não executando o modo achismo antes mesmo da prática acontecer; afinal, estão fora dos playoffs e a temporada 2017 começa só no segundo semestre propriamente.
Como disse, a linha ofensiva é o problema e este ano que passou, a equipe provou o gosto amargo de ficarem fora dos playoffs muito pela inexperiência de Trevor Siemian - que eu, particularmente, não acho um péssimo quarterback e arrisco dizer que ele tem mais de atrativo talento do que muito jogador (inclusive novato) que tem sido supervalorizado nessa temporada, nas anteriores, e etc.
Mas disso, é aquela história que eu escrevi num destes posts atrás sobre NFL: eu gosto dos jogadores não pelos números deles, mas pelas reações positivas que provocam em mim. E Trevor foi uma surpresa muito das agradáveis, posso afirmar sem medo. A falta de notícias sobre ele desde que ele entrou para fazer cirurgia nos ombro na semana do dia 3 deste mês, me angustia, principalmente a saber que tudo tem mudado em Denver e ele pode virar o que a maioria deseja para ele: um backup. O que se comenta na mídia especializada é exatamente isso: está aberta a competição pela vaga de QB entre Siemian e Paxton Lynch - o jogador draftado em 2016.
Nas palavras do novo headcoach ele quer: "An offense with swagger,", "I want an offense attacking.". Dando voz a isso, Vance foi contratado porque tem discurso motivador (bastava então, um palestrante? ¬¬') ele quer então um "ataque com ímpeto", no literal: "ataque com arrogância..." E logo que li isso, me veio Cam Newton a mente e eu tive calafrios. Pobres de Trevor e Paxton! E se esse é o ponto da mistura do doce, é perigoso termos Trevor no banco na temporada 2017.
Mesmo assim, está aberta a oportunidade dos dois provarem suas facetas, mesmo que Trevor tenha estado em 14 dos 16 jogos, com números colocados em média que acabaram baixos, mas também ele contribuiu para o time, com muitos jogos que foram excelentes (inclusive os jogos o contra Bengals na semana 3 e o primeiro confronto contra o Chiefs). Para o novo ano e para Vance, Trev é colocado no mesmo nível de Paxton (justo? não acho) que teve 2 oportunidades para mostrar que precisa ainda de muito para dar sinais, ao menos, de que foi um bom "pick".
No crivo do achismo e particularidades, pouco dá para esperar com clareza de tudo isso. A gente especula, mas quando tudo começa, analisamos e pensamos, tentando afastar as emoções, e decidimos por dois caminhos: ou conforma-se (caso não goste do resultado) ou aceita-se (caso não goste, nem desgoste).

E especular, palpitar sem muita certeza é mais do que faço para os jogos do Divisional Round. Desta vez faço palpites escritos. Não acho que vocês mereçam se torturar com a minha voz de novo. A minha irmã está também não quer fazer sozinha então, lá vou eu, só escrevendo.
No Wild Card eu confesso que fui mais pelas escolhas que eu gostaria que passassem. Não adianta querer, como já bem sabemos. Se assim fosse, queria SB consecutivo para o Broncos, é óbvio.
No Divisional Round eu vou parar com essa, e apostar mais pela "obviedade" do que o que eu realmente prefiro.
Mas antes, preciso dizer uma coisa que eu realmente quero destes quatro jogos que começam hoje às 19hs: que os jogos sejam melhores que os do Wild Card. Dos quatro, o melhor foi Giants x Packers. A gente sabe que playoffs pode ser mais eletrizante. Já está na hora!

Palpites para os jogos deste sábado:


Pelas apostas, o Falcons tem 68% das chances de vencer o Seahawks. Os carinhas de Seattle enfrentam os falcões na casa deles, ou seja, já não contam mais com o apoio da barulhenta torcida. Além disso, o Seahawks enfrentaram polêmicas de arbitragem no jogo contra o Detroit Lions (e também houve alguns lances nesse sentido durante a temporada regular) e isso pode ser de alguma forma relembrado neste jogo, já que é de comum acordo que não deve se repetir.
A não ser pela porcentagem favorável ao Falcons, aposto no time por ter sido mais constante e mais forte que o time de Seattle - que tiveram jogos bem altos e baixos na temporada. Uma má ideia é que pouco se tem exaltado o Atlanta Falcons, sendo talvez o time mais subestimado até aqui. Está nos playoffs, Matt Ryan concorre à MVP, mas pouco se fala deles, nem mesmo como coadjuvantes da conferência NFC...
Opções, opções... Ano passado, tudo era Carolina Panthers... ¬¬'

A aposta de hoje a noite talvez seja a mais fácil de todas. O Houston Texans está na disputa porque a AFC South foi desastrosa. Com um Raiders um tanto "perdido", passaram da fase Wild Card.
Enfrenta o Patriots, time que perdeu 2 jogos apenas na temporada regular e tem feito um trabalho muito ok, apesar dos desfalques do ataque e ainda jogará em casa... Parece bizarro apostar contra. A porcentagem das apostas é de 95% para o time dos bolas murchas do marido da Gisele do time de New England.
Brincadeiras á parte, nem precisa de recursos extra campo para boicotar o jogo. Por mais que eu não seja fã de Tom Brady, não acho que Osweiler leve o time à uma vitória sobre eles, mesmo tendo uma linha defensiva joia e DeAndre Hopkins em seu melhor momento.
Existe a possibilidade? Existe: 5% de chance. E se acontecer, vai ser a zebra master dos playoffs.

O normal é que os times que tiveram folga, tenham jogadores mais concentrados e torcida à seu favor, vençam. Tudo entorna mais do lado direito da balança, que do esquerdo, pois os times que classificaram em seed 1 e 2 tiveram campanhas mais bem feitas e obviamente, estão mais estruturados.

O que eu queria, no meu mundinho bonito? O Broncos, ali no lugar do Patriots.
O que eu quero no meu mundinho menos bonito? Tanto faz entre Seahawks e Falcons e - apesar de não gostar do time - que seja Patriots no segundo jogo. Texans deve voltar a provar playoffs com um QB decente e com J.J. Watt em campo, com chance de ganhar o SB.

Palpites para os jogos de domingo:


Eu tentei, mas não consegui ser tão óbvia, pelo que pude perceber quando fui ver as porcentagens para cada time.
O primeiro jogo do domingo tende a ser o jogo mais difícil de apostar e claro, acertar. Escolhi o Chiefs, logo na segunda-feira. Isso sob uma premissa simples: "estão em casa e descansados" enquanto o Steelers viaja para Kansas com um Big Ben pouco saudável - ele inclusive usou bota ortopédica na coletiva de imprensa logo depois do jogo contra os Dolphins, e passou boa parte do jogo mancando e com caras estranhas. Vai para jogo - até onde eu sei. Mas se vai ser bom o suficiente para passar dessa fase, é outros quinhentos.
A porcentagem é 55% para os Steelers e 45% para o Chiefs. Eu bem acho isso possível, uma vez que Chiefs não é essa maravilha toda, na minha opinião. E isso me irrita profundamente, por saber que estão nos playoffs, que venceram o Broncos duas vezes: uma de forma meio "que está acontecendo?" com direito à uma porcaria de chute que deveria ter saído fora. (Desculpem fãs do Cairo Santos, mas patriotismo não é momento). E a última vitória foi com requintes de crueldade, botando um gordão para fazer TD na defesa do Broncos. Humilhante. E feio. Se eu torcesse para um time desse, eu não ia dar risada do adversário. 
Mas pensar isso tudo e ainda saber que existe sim a possibilidade de perderem de forma bizarra, ainda mais sabendo que Alex Smith não é lá essa confiança toda? Dá um certo desconforto, mas eu vou estender o cartão se isso acontecer:


Mesmo assim, olha só que porcaria: eu aposto no Chiefs. Pelo menos para honrar a seed 2 que tiveram.
Agora se o Steelers fizer o que fez com o Dolphins, caçar briga e quebrar todo mundo, tenho dó da próxima vítima...

(*PS: Esse jogo foi colocado para às 23:20 no domingo, por conta do mal tempo).

Sim, segundo jogo do domingo, provavelmente o mais esperado de todos eles... É, eu aposto contra o favorito. Se nos anteriores eu puxei tudo, automaticamente, para a direita, neste, eu não fui nessa hipótese e não aposto no "American Team". Não consigo deixar o monstro do "Quero" na jaula.
Favorito, o Dallas Cowboys é a sensação do momento, o Carolina Panthers do SB passado. Tudo lindo e florido, nada os atinge, nada os detona.
Mas vale lembrar que perderam duas vezes para o rival de divisão, Giants. O mesmo que foi pisado pelo Packers. O que isso significa? Apenas que dá medinho nos caras de Dallas.
Ou não. Se o Packers jogar apático como foi em alguns dos jogos da temporada regular, pode ser fogo de palha.
A porcentagem para o "American Team" está à 56% de chances.

O que eu queria no meu mundinho menos bonito? Entre Chiefs e Steelers é o famoso tanto faz negativo: não gosto de nenhum. O Chiefs tem me feito passar bastante raiva nos últimos dois anos e eu nunca curti jogos com os Steelers. Acho eles meio abrutalhados demais. Só gosto mesmo é de ver Antonio Brown sendo ele mesmo.
Mas se Chiefs vencer, quero que montem banca para pegarem o Patriots na final da AFC. Se o Steelers vencer que façam o mesmo.
Quero Packers na final da NFC. Quero Aaron Rodgers mandando a real do que é QB que carrega time nas costas. Quero hail marys, quero recordes de TDs, quero jogo-show.

Agora, sobre o que eu quero das finais de conferência... Bom... Vou confessar que queria Giants passando e ter a possibilidade de Patriots e Giants no SB.
Com as novas possibilidades eu tenho 3 combinações em mente:

+ ) Patriots @ Packers = Packers
+/- ) Chiefs @ Falcons = Falcons
- ) Steelers @ Cowboys = ?

E sim, eu posso errar tudo. Mas ainda tenho o direito não é? Mão Dinah já se foi e essas coisas de prever acontecimentos - se existem - não fazer parte da minha realidade. 

Comentem o palpite de vocês!

Abraços afáveis! 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Tag Musical: Músicas que você escolheria para (#13)

♫ Música que você escolheria para

♫ Dia 13 - Dançar numa festa ou balada

Como bem avisado na última postagem desta tag musical, balada é um lugar em que nunca estive, e temo que nunca estarei. Música tecno, dance e afins não é minha praia. Se tivesse um som disco, ou new wave até poderia tentar. Mas é o limite.

Apesar de não parecer e nem saber, eu gosto de dançar. Mas faço isso quando ninguém repara ou ninguém está vendo. Numa festa então, eu faço isso depois que todos a minha volta já estão mais pra lá de Bagdá, se é que me entendem. Assim, ninguém vai lembrar das minhas danças. 
A última vez que fui à uma festa e que alguém sóbrio me observou foi na formatura de meu primo, à uns 3 anos. A banda contratada começou com umas músicas internacionais mais fáceis de entrar no clima de festa e então, a minha tia levantou a barra do vestido e começou a pular, chamando quem estava com eles, inclusive eu. Aos poucos, observando as pessoas conhecidas já com bastante uísque na "cachola", fui dando uns passinhos aqui e ali.
Meu primo - que não bebe, e não conseguiu tomar mais de dois goles do uísque que levamos - acabou vendo a minha pessoa - também sóbria - chacoalhando o esqueleto com as primas dele e minha tia, numa rodinha, umas três músicas depois do começo. 
O infeliz ainda contou detalhes à uma professora de línguas nossa, que depois, acabou me zuando dizendo: "soube que você soltou a franga na festa"... 
Depois de umas risadas, ela disse que ele tinha contado que comecei timidazinha, mas que depois eu estava só melhor que mãe dele, porque estava com o vestido mais no lugar e ainda calçando os sapatos. 
Pois é, primos são uma derrota, mas eles existem para muita coisa, inclusive para fazer você passar vergonha numa situação dessas.
Pior é que nem na bebida pude jogar a culpa: Bebi coca-cola e ajudei a reabastecer os copos dos bebuns da mesa. E só. 
Fato que me garante um pouco de dignidade é que, com os axés, forrós e sertanejos do meio em diante da festa, eu sentei o buzanfã na cadeira e dali não saí. Como disse: existem limites e eu não perco a oportunidade de honrá-los. 

E então, uma música para dançar! Geralmente a escolha caminha para o pop. Músicas pop são grudentas e indicam as vezes, até uma coreografia. Então eu pensei em filmes que tenham cenas de dança. Como no post anterior, música para ir para festa, eu usei "Jump for my love" e eu queria fazer referência da cena do filme "Simplesmente amor": o ator Hugh Grant dançando essa mesma música... 


A referência ao jeitão tão desajeitado quanto Hugh Grant dançando feliz sendo ministro do Reino Unido, fica só nas palavras, pois a música já foi escolhida em outro momento.
Acabei por pensar e escolher o óbvio: Footloose


E juro que dá até para fazer coreografias combinadas, desde que ninguém dê risada do outro e se comprometa a pagar mico juntos.  
Uma excelente opção extra é Mc Hammer:



Porém, precisamos admitir, é preciso muita habilidade e coragem para tentar essa. Mas duvido que alguém consiga se segurar em pelo menos uns 10 segundos ao som dessa música.

Na falta da opção mais elaborada e o momento de fazer uma social animadinha, rápida para arrancar umas risadinhas e voltar a sentar e observar um pessoa, dá para tentar algo como o saudoso Carlton Banks: 



E assim, passo à vocês! Comentem!
Para acompanhar as outras publicações da tag musical do ano de 2016, aqui vão os links:

♫ 1- (Música que escolheria para usar como despertador);
♫ 2 - (Música que escolheria para ajudar a dormir);
♫ 3 - (Música que você escolheria para ler um livro); 
♫ 4 - (Música que você escolheria para um dia de sol);
♫ 5 - (Música para ouvir num dia de chuva);
♫ 6 - (Música para malhar em casa ou na academia);
♫ 7 - (Música para cantar no chuveiro);
♫ 8 - (Música para ouvir numa viagem de carro);
♫ 9 - (Música para beijar a pessoa amada);
♫ 10 - (Música para fazer um trabalho manual ou no computador);
♫ 11 - (Música para arrumar um quarto bagunçado);
♫ 12 - (Música para ouvir no carro a caminho de uma festa ou show)

Abraços afáveis!