quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Foco da semana: relações de opinião (Parte 1)

Liberty Media tomou as rédias da F1. 
Correu ideias de que haveria uma reformulação para atrair público, inclusive com aproximação com as mídias sociais que regem o mundo hoje a nossa volta. Decidi escrever sobre isso, dividindo em partes.

As pessoas não sabem (ou fingem que não sabem) que rede social é um plataforma que, se você não for muito maduro, ela pode acabar com a sua vida. Só sendo adulto é que você usa a rede social não cuidando da vida dos outros, nem achando o tempo todo que tudo é indireta. Só alguns destes é despido de ideologias piegas, e são humanistas verdadeiros. Um belo de um adulto ainda, pensa antes de escrever, e se escreve abobrinha, assume ou ameniza erros. Se lê alguma coisa ruim, se revolta, mas não parte para a ignorância. 
Você conhece alguém assim? Eu conheço, mas corro o risco de não conseguir completar os dedos das mãos.

Essa de colocar a F1 numa aproximação com as mídias sociais, pode tanto benéfica, quanto uma verdadeira porcaria: se agora, com um público ameno, temos um sem número de gente pseudo-conhecedora do esporte abrindo suas opiniões rasas como se fossem PhD em F1, a tendência é  que esse tipo, aumente. 
Os que já soltam as suas abobrinhas (eu inclusa) há algum tempo, vão se incomodar com o turbilhão de manifestações descartáveis sobre a categoria. 
Os haters também aparecerão. Vejam bem: a NFL ganhou um espaço grande nos últimos anos aqui no Brasil. Muita gente passou a assistir, comentar, fazer parte de grupos de torcida. É notável que as TVs que transmitem o esporte, ficam felizes com o aumento do ibope. Aqueles que não vêem graça no esporte, se remoem em comentários recalcados nas suas redes - pois, lembrando, poucos tem maturidade para encarar o fato de que algumas pessoas gostam de coisas diferentes delas. 
Época de Super Bowl então: Meu-Deus. Daqui a duas semanas, dia 5 de fevereiro, comentários do evento estarão bombando nas redes sociais. E nesse tempo que acompanho o esporte, já li e ouvi: "Esse esporte é muito violento e cruel", "Qual a graça de uns babacas correndo com a bola debaixo dos braços?" e "Adorei o show do intervalo com a diva fulana mostrando o poder feminino em meio à uma esporte de machsitas..." 
Revirar os olhos é uma opção boa, pois rebater essa galera, é como gritar com surdos.

Não é difícil que as pessoas, ao perceberem alguma movimentação coisa que está fazendo sucesso, queriam saber o que é. No afã de comentar e fazer parte da turma comandada pelo "Zé e a Maria Povinho" comenta-se o que der na telha: desde comentários depreciativos, até comentários que declaram e carimbam passaporte de "novato" ou mesmo, ignorante no assunto. Bastou dizer que um personagem de Game of Thrones morreu (novidade, não?) para muitos fãs criarem uma choradeira sem fim, angariando preferência por ele no desenvolver da história. Na temporada seguinte isso gerou um aumento no ibope da séria já na sua sexta temporada. Quando o personagem "ressusitou", foi outra comoção: memes, entrevistas com atores, programas de tv e tuítes se voltaram para o assunto. Mais gente se viu com curiosidade de acompanhar o seriado, começando desde a primeira e fazendo maratona dos episódios. Quem dá risada é a Netflix.

Estamos aí, à poucas vésperas do Oscar. Eu sempre faço uma reunião com minha irmãs assistindo a maioria dos filmes que concorrem para montar um esquema de apostas. Não é de hoje que o Oscar premia filmes bem ruins e que não nos dizem nada em termos de ideias. Fazemos a brincadeira por 17 anos, então, já aprendemos que o que a gente gosta não é o que a gente aposta.
Assisti o musical "La La Land". Não gosto de musicais. Mas há filmes do estilo que não tive problemas em assistir e outros que até gosto. Este "La La Land" não é um ótimo filme. As pessoas tem dito que é uma grande experiência com uma mensagem bonita. Aviso para quem não assistiu: leia-se "experiência bonita" como "história de casalzinho fofo" na trama. Ninguém usa esse termo para um "À Espera de Um Milagre" da vida porque não tem romance, não tem fofurinha, não tem casalzinho olhando para o outro com ternura.. 
O filme é artificial, que mescla clichês e referências de musicais antigos mais conhecidos, em colocações de "puro e claro tom de homenagem". É um filme extremamente ambicioso, que é rodado dentro de Los Angeles - onde a magia do cinema tem sua morada - onde também se venera de tudo, mas não se valoriza pouco. E olha só: eu não valorizo "La La Land". O que a gente espera de filme de Oscar não é roteiro bonito e filme da vida. Não mais. Isso ficou lá nos anos 60 talvez. 
Deste filme o que esperei: musical? Ok, a tendência é que dialogue com todos os musicais antigos e tal. Esperei que houvesse o diálogo com eles, uma emulação de algo característico de musicais (como cenários mudando enquanto os atores cantam e dançam), mas eu esperei mais ainda que "La La Land" criasse ALGO NOVO, não apenas uma mímesis dos grandes clássicos musicais, como "Cantando na Chuva". 
Esse "algo novo" não existe. "Ah, mas a história é bonita, os atores tem uma boa química e roteiro é bem construído" Está certo. Aplausos para você. 
Não tem história bonita aí. Um romance de um casal que se ama bastante e interpretam um período de suas histórias não é novo:  Dá para encher um planeta só destes personagens. 
Desculpe, mas não há química. Eu não sindo nenhuma boa vibração de amor dos personagens, a não ser caras inexpressivas que muita gente faz para seus "crushes" de verão. 

Ryan Gosling, fez programas como Mickey Mouse Club, onde os talentos mirins eram explorados e moldados com canto, dança e interpretação na TV. De lá saíram Britney Spears e Justin Timberlake para citar alguns. Rolou até um papo recente de que Gosling quase integrou a boy band Backstreet Boys - não me lembro bem porque não fez parte, possivelmente porque alguém já tinha entrado e completado a banda ou algo parecido, mas não importa: Como um mirim "talentoso", seu único bom feito no filme foi ter estudado piano por três meses para evitar de ter dublês. Dança? Duro como um bambu ressecado. 
Emma Stone é uma "stone": uma pedra fria, pouco lapidada. Seus movimentos de dança são triviais, seu vocal beira o baixo e fraco de Renèe Zellweger de "Chicago" - que não fez apresentação nenhuma porque? Não tinha voz alguma. Stone também não tem. Não há nada além do trivial nas interpretações dos dois. 
O filme beira o bonitinho; o famoso "feio arrumadinho", só que não é feio, é "fake". Se não fosse as cores e atmosfera positiva, e a tentação de pagar de cult clássico, ninguém estava assistindo.
Pergunte à quem viu, sua postura sobre o filme anterior do diretor de "La La Land", o "Whiplash". Pergunte e ouvirá que o filme é chato, péssimo e tudo o mais. Mas agora, tudo mudou... 
Ah, em ambos os filmes é levantado o Jazz, inclusive com uma questão sobre a "morte do Jazz" e da perfeição do estilo... Quem ouve jazz sempre transparece ser uma pessoa que se acha. 
Volto a dizer: o filme força a barra para que o Zé e a Maria Povinho paguem de "cult". Ai de você se achar o filme só "ok.".

O Oscar tem suas cartas marcadas à cada ano para premiações. Existem empresas e atores que escrevem roteiros aos moldes de gosto da academia só para levarem a estatueta (Vejam esse link e entendam). O Oscar é moldado para premiar quem fez a "propaganda" melhor do seu produto. O juízo de gosto impera: a gente detesta filme de Oscar, mas ama aqueles que eles não deram importância. (E disso, acrescento: ainda bem!) Neste caso, pago de cult mesmo: se tem filme estrangeiro no Oscar eu opto por assistir sim. Eu provavelmente não vou gostar, mas eu arrisco assistir e tentar. Assisto filme independente, assisto filme que não tem atores bonitos, assisto filmes até de atores e atrizes que eu detesto. 
Cheguei num ponto que se tenho vontade, assisto. Tenho maturidade (e liberdade) para dizer se gostei ou não e porquê. Mas uma coisa eu sei: Eu comento, se puder, mas não imponho e nem tiro o mérito de alguém se valer da sua própria experiência com o filme. Mas sim, eu vou colocar foto no Facebook daqueles que eu gostei e diverti do começo ao fim. Seja "Deadpool", seja "O Jogo da Imitação". 

Facebook, mídias sociais, ter muitos seguidores na sua page, canal no youtube, blog, Instagram... Esses são aqueles que te moldam em uma realidade que você "acha" que é beneficente? Youtubers aparecem na TV numa importância tal, que você assina os canais deles e seguem seus ditos  como se fossem deus? Isso é bom? Mais ou menos. É disso que vou falar na próxima vez que publicar aqui: artistas, esportistas, pessoas públicas que dizem gostar de Toddy, mas não de Nescau e todos nós perdemos o direito da escolha...

Abraços afáveis e até o próximo post!

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