sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Aniversário de 9 anos

Há nove anos atrás eu tive a ideia de abrir um blog.
Nove anos depois e eu mantenho ele na ativa - ainda que com uma dificuldade de arrumar tempo para ele, segue firme e forte.


Nove anos contabilizados em bons números: 1166 postagens (contando com essa aqui), alguns leitores fiéis (no site, indica 34 seguidores), mais de 280 visualizações de página e 25 curtidas na nova página do Facebook (Já curtiu? Não? Então, corre lá: Página do Blog).

Nunca projetei que o blog fosse grande  a ponto de ter um alcance difícil de controlar. Estou feliz com ele assim, da forma com que consigo lidar por agora. Com o tempo, treinei minha escrita, pondero mais sobre o que devo ou não escrever, inclusive muito melhor do que nos primeiros anos de blog. Hoje sei o que funciona para vir para o blog e o que não funciona. 
Ainda não fiz novas experiências, como podcasts ou vídeos. O primeiro porque falar sozinha não me parece algo muito legal, por razões além de óbvias, também particulares: produzir um podcast requer no mínimo, um tempo considerável e uma habilidade com edição de áudio. Precisaria de uma vinheta, uma apresentação, um nome, uma pauta descente e claro, um convidado (ou convidados) para tornar a produção atrativa. 
Vídeos já é fora de cogitação. Uma que não quero virar youtuber, nem quero ter minha careta rondando a web. Sempre achei vídeos muita coragem, legal quem o faz, por exemplo vídeo para responder perguntas de leitores, ensinar alguma coisa, ou comentar um esporte. Mas o que pega é o seguinte, a minha face ali, na câmera. Não, não vai, não dá.
Agora, seguir youtuber que fica falando palavrão e fazendo piadinha de coisa séria, como se fosse um filósofo sabichão, eu acho perda de tempo. Mas, cada um com sua vontade.

Sim, já pensei em fazer um podcast de Fórmula 1, copiando os punhados que tem por aí, mas além de me faltar tempo, não gosto da minha voz. Me parece muito infantilizada e simplesmente seria um martírio editar a mim mesma depois de fazer uma gravação. Mas não descarto a possibilidade de fazê-lo um dia. 
Porém o que me trava é que o blog não gira mais em torno de postagens sobre F1 como foi nos primeiros anos, em sua maioria. Dos dois anos para cá, minha tendência foi de escrever cada vez mesmo a respeito da F1 e geralmente, com menos "tesão" nas colunas semanais a cada corrida. A F1 deixou de ser prazerosa assim que comecei a reler minhas colunas de segunda-feira, quase sempre amargas e "reclamonas". Eu só conseguia melhorar o clima nas postagens que viriam com piadinhas nas legendas de fotos. Isso, com auxílio de gifs auto-explicativos, claro. Mas tiveram postagens que até gastei muito tempo para produzir historinhas humoradas das fotos do fim de semana. Alguma coisa estava estranho.
Ninguém está disponível de ler a mesmice de sempre, assim como ninguém está a fim de ficar olhando para a TV com carros dando voltas em pistas pouco atrativas. Como sei que a F1 não se dispõe mudar o que em todo, lucra bastante, eu tentei mudar. E isso parece ter sido bem difícil nos anos 2015 e 2016. Assumo que talvez eu não tenha sido bem sucedida, em todas as 19 etapas, mas espero ter escapado melhor do "amargor constante" em algumas delas.
Então, considerar um podcast para ficar chorando por uma F1 mais justa e mais empolgante, parece gasto de latim e muita prepotência. Mas sim, apesar das ressalvas, se algum dia eu for convidada por alguém a bater um papo sobre, é garantido que aceitarei, pois quem gosta do "esporte" demora a desgarrar dele. 

As postagens sobre música, filmes e esporadicamente livros e séries tomaram um lugar no blog e aos poucos vou adequando quadros fixos, especialmente para música. Um podcast sobre esses assuntos também seriam legais, se tivesse todo o tempo do mundo para ouvir álbuns lançados, ter tempo para elaborar temas e tocar várias músicas, ou assistir à filmes nos cinemas que não venham com dublagens assassinas ou horários imorais. 
Dublagens assassinas é simples: as toscas expressão abrasileiradas de quinta categoria estão num filme de comédia húngara só para entrar mais fácil nas cabecinhas acéfala do brasileiro. Os cinemas no Brasil são um dos mais caros do mundo, e ainda tem gente que se presta a pagar mais de 25 reais de ingresso para ver comédia americana onde o ator principal ser sempre dublado pelo mesmo cara de dubla o Jim Carrey, o Adam Sandler e o Ben Stiller. 
Isso, acrescido ao fato da pessoa achar que os três atores que citei, são todos o mesmo cara (não, não é não! Adam Sandler é pseudo comediante). Mas, dublagens assassinas acontecem com a tradução mesmo. O ator fala "The Greatest TV Show ever" (O melhor programa de tv), a legenda traduz como "Programa de TV foda" e dublagem fala em voz ridícula, "Domingão do Faustão do Car%$@#". 
Se poupe, me, poupe, nos poupe. 
Se eu vou pagar mais de 25 notinhas no cinema, eu quero ouvir a voz natural do Leonardo DiCaprio dizendo "I am the King of the World" (mesmo que eu odeie o Titanic).
Horários imorais é mais simples de explicar: onde eu moro tem uma sala de cinema, que passa só filme atrasado e dublado, e por quê? Porque as criaturas aqui adoram um dublado, de sessão da tarde por diversas razões acéfalas: - uma, não dá conta de ler e ver a imagem junto. O que esse povo fez na escola que conseguiu passar no primário depois de ler uma cartilha, é uma incógnita. Mas conseguem rir e comer pipoca e falar com o acompanhante no meio do filme, tudo ao mesmo tempo, certo? 
Duas, "que nem todo mundo aprendeu inglês, como você querida", como já ouvi certa vez e somos brasileiros, temos que "ouvir" as coisas no nosso idioma, porque americano odeia filme estrangeiro legendado também. Pois é amizade, vc está pagando caro por um filme do americano, com uma dublagem mal feita o que torna o americano que não gosta de filme legendado, mais esperto que você, trouxa.
De novo, cinema é caro e então, que a gente sugue o máximo que o maldito tenha a oferecer: 3D, tecnologia e legendas(para caso a gente se perca no que a personagem esteja falando). E quanto a isso, cinema aqui, já era. Fechou por conta de algum problema no aparelho de reprodução e os "pobres de espírito" não pagavam um bom ingresso para que os donos tivessem dinheiro para consertar. Resultado: cinema, só em Uberlândia, cidade vizinha, que também por ter redes boas, atende uma grande cidade rural, que se presta pagar caro, por entretenimento porcaria.
Sempre tem um esquema mais ou menos assim:
13:00 Um desenho qualquer, dublado e claro, lotado de criança
13:30 Jogos Vorazes e Voláteis: A missão (dublado)
14:15 Jogos Vorazes e Voláteis: A missão (dublado e 3D)
Esses dois é para ilustrar um filme de adolescente que salva todo mundo no final, ou um romancezinho adaptado de livro
15:00 Uma comédia tosca com atores da Globo, que envolva a temática de sexo ou pegação
15:30 Uma porcaria qualquer (dublada)
16:30 O filme que você quer ver (dublado)
17:00 O filme que você quer ver (legendado) 
17:40 O filme que você quer ver (legendado e 3D).

Eu pego ônibus para ir até lá, pois meu pai não pega mais estrada e não dirijo. Gasto pelo menos uma hora e meia para chegar no shopping, mais de 20 reais só para ir, para pegar fila para comprar ingresso - porque o site não imprime os maledetos ingressos - e corro para comer algo antes do filme. Com o filme as 17:40 hs da tarde eu saio de lá as 19:30 pelo menos, com fome e cansada. Tenho que escolher entre comer ou correr, porque depois das 19 hs, diminuem os ônibus da volta. Fora que o cinema, de novo, é caro para tudo isso. O lanche também, nunca sai baratinho, como um pastel de feira.
Que que eu faço? Espero quando dá para ver o filme em um horário descente, escolho entre os que eu quero muito ver, e assim, preparo psicologicamente para "a aventura".
Resumo: não dá para ter podcast sobre filmes. É preciso ter tempo, dinheiro e ter paciência.

Falar de livros ou séries seria mais fácil, se os livros não se acumulassem tanto devido aos estudos. Faço um curso que exige apenas leitura e nada de prática, então, um livro que não seja acadêmico é lido rápido, mas muito menos rápido quando se tem, ao mesmo tempo, tentar entender o Hegel disse na passagem da página 240 do livro de Estética e trazer isso para o que você está pesquisando.
As séries também se acumulam: você começa uma, depois a outra e de repente, você tem muitas para dar conta. Para piorar, eu tenho de ver certas séries com uma ou as duas de minhas irmãs. Até que todo mundo tenha tempo igual, lá se foram uns três episódios que já estão disponíveis.
Acrescentando a isso, devo dizer que de setembro a fevereiro, a dedicação é assistir temporada regular e playoffs da NFL e então, se não tiver jeito de encaixar filmes e séries em meio aos jogos, tudo fica atrasado. 
Ah Manu, faz podcast então sobre NFL... Meus queridos e queridas: vocês acham mesmo que tenho essa capacidade de falar em estatísticas, jogador x e jogador y? Mas é difícil hein? Custei a poder ter a coragem de falar de F1... Imagina palpitar sobre 32 times, com trocentos jogadores, comissão técnica e regras a perder de vista? Tem que ter no mínimo dedicação e eu, sozinha, não consigo não hehehehe...

Mas, já consegui muito com esse espaço. Amizades com pessoas que são legais, alguns converso diariamente via rede social ou mensagem. Pessoas que já encontrei, que pude estreitar laços, que me pedem para participar de seus projetos, brincadeiras ou apenas, grupos de conversa... E pessoas que leem o que escrevo, que elogiam, que palpitam, que dizem que concordam ou não. Tudo válido, tudo de grande orgulho nestes nove anos. 
Agradeço a todos que estão ligados de alguma forma ao espaço, obrigada mesmo, pois sem vocês, ele não estaria aqui completando tantos anos.

A data oficial é dia 07 de janeiro. Amanhã estarei fora de casa, provavelmente, fazendo uma comemoração, comendo um bolo apetitoso em alguma doceria ou "brindando" com um sorvete italiano: À vocês e ao Blog I Love It Loud!

Abraços afáveis!

(Fim de semana com Playoffs da NFL - a postagem abaixo tem os meus palpites dos jogos)

Um comentário:

Ron Groo disse...

nós é que agradecemos...
Nestes nove anos, ao menos, fizemos amizades. E espero que levemos adiante.
Se possível, para sempre.
abraços afáveis. (sempre quis usar...)