sábado, 28 de janeiro de 2017

Mudanças na F1

2017 promete uma F1 "diferente". 
Houveram de uns "disses" por aí:
A F1 precisaria de mais contato com as mídias sociais, para que traga mais interesses à categoria... 
Isso por de ser bom já que enfrentamos o gosto pelo esporte, com requintes de muita frescurite. Mas também pode ser ruim: muita gente pode ver um GP sendo comentado nas redes e começar com nostalgia, ignorâncias, ou mesmo, comentários depreciativos. 
Disseram  que a F1 precisaria aprender com a NFL na montagem de grandes eventos esportivos. Eu esperaria o Super Bowl LI passar para dizer isso. Lady Gaga no show do intervalo, com as maluquices que ela já proporcionou por aí, agora, em tempos de presidência de Donald Trump... Pode ser que tenhamos saudades do peito saltitante da Janet Jackson. E no caso, a Liberty Media terá se arrependido um pouco de querer usa a NFL como exemplo.
Claro que estou brincando. A questão é, penso eu, que a gerência da NFL para eventos, pode pecar na hora do entretenimento, mas ela não peca com o esporte. Não é perfeita, mas é justa em muitos de seus pontos. Para citar alguns: o salary cap dos times - ou teto de gastos, as colocações para escolhas de draft - que possibilita times que fizeram campanhas péssimas nas temporadas, que sejam os primeiros na hora de escolher novos talentos ou negociar trocas de jogadores e etc. 

Muito bem. A mudança 1 já parece promissora. Talvez só eu ache que seja uma coisa, boa: a Liberty Media, mandou Bernie Ecclestone para casa. Ele não é mais chefão da F1. 
Sim, há algo de bom nisso: não que vá mudar os tilkódromos ou a categoria vai ser sumariamente competitiva da noite para o dia. É óbvio que a politicagem permanecerá firme e forte. Porém, muitas ideias de "vento" não surgirão mais. Picuinhas com calendário e ameaças com certos autódromos tradicionais talvez desapareçam por um tempo, ou pelo menos, amenizará. As ideias estranhas como produzir chuvas artificiais ou medalhas para quem faz pole position podem não voltar. #Viva!
Não sou do tipo que acha que sentiremos falta de Bernie. Não nego que ele foi importante durante seus 40 anos na categoria, mas que ela se tornou muito pomposa desde que ele se tornou figura principal e referência, e isso não podemos negar. Uma categoria bilionária, inclusive. E onde há muito dinheiro, há também muito problema. Os carros melhoraram, a tecnologia foi amplamente usada, a vida dos pilotos melhoraram, os contratos ficaram maiores, a segurança foi reforçada. Está certo. Mas com o dinheiro todo, foi de se esperar que o que é realmente o ponto cerne do esporte - a competição com carros à motor, conduzidos com habilidade pelo piloto - ficasse em segundo plano. 
Eu penso assim: espera-se mais das apresentações de carro hoje, da cor que usarão, das malditas propagandas que enfeiam a maioria dos carros, a forma como os pilotos posam com relógios, celulares, óculos na pré temporada. Na hora do vamos-ver, acontece de uma equipe passear sob os outros e um piloto mais diplomático tomar as rédeas do campeonato. Diplomático digo, pois muitas vezes é o brincalhão, o turrão, o cínico, o celebridade... 
Isso aconteceu mais vezes quando Bernie esteve no comando do que em outros tempos - tempo em que os carros quebravam mais, a grana não rolava solta como hoje, a tecnologia não era tão avançada e claro, a segurança era escassa. 
40 anos de comando, era necessário uma reformulação. A F1 está trivial. As mudanças de regulamento, são favoráveis até certo ponto: depois de um tempo, mostram muitas falhas - que nem os Windows.
No seu lugar de Bernie: Ross Brawn. 
Custo a projetar o que isso pode refletir. Mas é um cara competente. E acho que dá conta do recado. 
No momento, penso como crucial uma simples coisa: nostalgia não nos permite avançar. 
Ross quer acabar com as artificialidades , como por exemplo o DRS - que foi e é, de fato, uma forma apressada de facilitar ultrapassagens na categoria que via-se praticamente sem elas. O DRS acabou gerando uma série de ultrapassagens forçadas que além de tudo, vinha com outras regras para ataque e defesa. Isso gerou umas ideias e punições que hoje, nos tira do sério.
Ross também quer trazer a tradição dos GPs. O quanto isso melhora a categoria hoje, é talvez apenas, um apego nostálgico. Isso não significa que é melhor, acho que é apenas um atrativo para quem acompanhava a F1 e abandonou por algum motivo: seja porque na sua época, torcia para um piloto que não está mais nessa brincadeira, seja porque tinha tempo na época para assistir. Hoje, um fã de F1, que tinha admiração pelo Senna,  se sentar para ver um GP de Mônaco, vai xingar todos os pilotos sem dó, de burros e fracotes. 

Os tempos são outros. As adaptações são necessárias. As iniciativas da Liberty estão postas. Cabe só torcermos para que melhore de fato. Mudar as caretas dos comandantes, só produz a troca do 6 por meia dúzia. O que a gente quer ver é competição mesmo, sem amarras e sem "falsidades". Será que dá certo?
Incerto.

O que acham?

Abraços afáveis e excelente fim de semana! 

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