sexta-feira, 31 de março de 2017

Porque gosto de F1 e NFL

F1 tem sido chata e eu mais ainda por reclamar da mesmice que ela tem sido nos últimos tempos. 
A NFL tem sido chata no que se dirige ao time "imbatível" que está sempre lá na final, vencendo títulos. Eles não me agradam. 
Mas no geral, os dois esportes ainda me proporciona bons e incríveis divertimentos. Um deles, a associação dos mesmos com a minha pessoa.
Explico. 
Ontem, uma amiga me contou que está tentando tirar carteira de motorista. Ela disse que eu deveria fazer aulas, e que achava que eu não teria problemas: "afinal, você gosta de F1". 
Sempre gostei de carros. Enquanto meu pai trabalhava, eu subia em uma cadeira e pegava uma coleção de carrinhos que ficavam longe do alcance. Meu favorito era uma miniatura de combi, um conversível branco e um fusca conversível rosa. 

Já travei bons papos com pessoas que nunca me dirigiam a palavra. Motivo: a F1. Uma simples camiseta do Kimi ou da Ferrari já abria brechas para esse assunto. O comentário "será que hoje chove" já foi incomum para mim e normal se substituído por "e aqueles pneus rasgando nas corridas Manu? Vc acha que vai continuar?" 

Enganam-se se alguma vez alguém foi desrespeitoso com relação ao meu gosto por e meu gênero. O fato de ser menina nunca me deixou em "maus lençóis" por brincar de carrinho alguma vez ou, de ter construído, desde a infância, o gosto por uma categoria como a F1. Essa necessidade de criar uma identidade antes mesmo de saber o que a palavra significa é coisa dessa década. Hoje, se fosse uma menina de 7 anos, brincando com carrinho, angariaria um comentário de canto de boca pelos presentes. Alguém mais abelhudo poderia dizer em alto e bom som: "isso não é brinquedo de mocinha!" Poderia inclusive, ser pauta do programa mais "destranbelhado" da tv brasileira atual, o programa da "Fatinha" - "Encontro". 
Lá, há sempre uma pauta que gera debate, onde os convidados são um sem número de atores/cantores que vão fazer comentários sobre o tema, e um especialista que raramente consegue terminar exposição. A apresentadora, quando não fica de costas para a câmera, gagueja muito nos comentários mais amplos ou arremessa um simples "muito legal" simplista e superficial. 
Pauta da Fatinha: Sua filha brinca de carrinho? Veja casos de mulheres empoderadas que tem filhas que trocaram as Barbies por carros de controle remoto.
Irão dizer que brinquedo é brinquedo, que o fato de brincar com carrinho não é um defeito ou falha da criança ou da educação, que "personalidade" nasce junto com a primeira dentição e que não tem problema algum em ser - por ventura - lésbica, por conta disso.
De fato, não tem nenhum problema. O problema que eu vejo é debater essas situações na TV dando um amplitude no assunto como se fosse uma anormalidade ou uma particularidade. Como se fosse de hoje, por exemplo, que mulheres deixassem seus cabelos crespos ao natural. Anos 70 e o Black Power era o quê, mesmo? ...
Fato é, penso eu, que se brinquei de carrinho na infância, isso não interferiu em nada no meu gênero. Continuei também brincando de bonecas sozinha e de bola com meu primo, na rua. 
Sequer sei dirigir, hoje, adulta. Não sei tudo o que envolve o funcionamento mecânico de um carro. Mas assisto sim à esporte à motor e mesmo que o tempo não ajude, procuro me inteirar o máximo sobre o assunto. 
Adulta também, já fui questionada por ignorantes anônimos de plantão que, ao perceberem que uma moça entendia mais de um esporte que eles, atacaram com machismos simples: "ao invés de ver F1, lave uma louça" ou "você torce por esse cara por ele ser loiro e de olhos azuis". Esses tipos de comentário não merece palmas, merece Tocantins inteiro. Crucial para ataques, são argumentos deste nível, típicos de inveja: eu posso muito bem lavar a louça e assistir uma corrida ao mesmo tempo. Mulheres são capazes de fazer duas coisas no mesmo minuto que não envolvam xingar e dar um gole na cerveja, enquanto vê o esporte favorito. E sim, por ser mulher eu posso, sem medo de afetar em nada a minha consciência,  admirar um piloto pelos seus atributos além do profissional. Vão me dizer que homens assistem vôlei ou tênis feminino só por que acham que as atletas são feras? 
Sinceramente, não vejo porque por essa questão como um problema. Se, por ventura, o gosto por um esportista, desde a sua torcida até obviamente a sua "defesa" se construa amplamente porque "ele é lindo!" aí sim, essa questão pode tomar proporções de descrédito. 
Obviamente, a questão de gêneros  não pode ser assim tratados como lacunas: mulheres de um lado e homens de outro, trocando farpas. Mas assim é agora: tudo é machismo, tudo é feminismo. Os conceitos escaparam das academias e são usurpados em discursos via redes sociais por demais. Nessa guerrilha só mudaram as armas.

O mesmo se aplica à NFL, embora, de consistência menor. Até você entender como funciona o jogo, quantos times são, e o "que que tá acontecendo?" você ainda demora mais uns meses para decorar nome e posição do boneco que você achou que jogava bem. 
Ultimamente, quando se diz algo relacionado à torcida e à gênero acaba indo por um ramo bem enfadonho: "Você torce pelo time do marido da Gisele Bündchen?" 
Basta o Patriots vencer e aí, o Brasil fica lotado de  "conhecimento" pelas reportagens sobre o "marido da Gisele". Minto? Fevereiro do Super Bowl 51 foi inteirinho assim....
Agravando a situação, que não concerne à gênero feminino, mas sim ao masculino temos a premissa de que homem é implicante. Se você torce para o Browns - você é "um perdedor que não entendeu o esporte". Se você torce para o Seahawks - você é "um modinha". Poucos entenderão que se você torce para x ou y, não interessa os motivos sendo eles nobres ou não. Gostou: torça, fique triste quando perderem e feliz quando ganharem. Não gostou, esbraveje, mas sossegue. Não gaste o latim com quem não entende nem folheto de promoção de supermercado.
Estou num grupo de torcedores do Broncos.  Faz 3 meses que estão debatendo a vinda de um jogador para o time e não aceitando o que já está lá. Os argumentos são pífios. Um tem fama, o outro não. Um tem história o outro praticamente foi atropelado e destroçado no ano passado. Essa última ideia faz com que 80% dos sabichões do grupo garantam que ele "não presta para o time". 
Estou calada já faz uns dias. Infelizmente queria participar mais. Porém, minha paciência para dizer para as pessoas que o que elas querem, não é imposição, nem resolução vai me custar um bocado de tempo. Tempo que no caso, está escasso. Portanto, evito o atrito mesmo que muitos deles precisem aprender isso de uma vez por todas.
Gosto, não porque as pessoas puxem assunto sobre os jogos comigo. Gosto porque achei uma forma ótima de entretenimento. Uma vez entendendo como se joga, parece difícil não viciar. Além disso, a offseason é movimentada: tem os cortes e contratos de jogadores, as trocas e os drafts que botam novidade empolgante à cada ano. A expectativa aumenta e a sua dedicação à um time/jogador, cresce.

Eu gosto dos dois esportes pelas coisas extras que eles oferecem, como memes, piadas, referências, zueiras e até "bafões". 
Cheguei a guardar essa foto abaixo para o post de legendando...


No momento em que salvei não verifiquei quem era a loira. Quando fui produzir a legenda não achei nada engraçado... O que achei foi: "Seria essa Nicole Kidman?"
E então minha amiga Ludmila me marcou neste vídeo: Kimi encontrando Nicole Kidman
E claro, a gente dá risada. A cara de Kimi ao som de Careless Whispers! 

Referência: entendedores, entenderão! :D

E a NFL? A NFL tem muito entretenimento extra afora dos campos: tem cara preso por porte de droga, jogador que se empolga e dá tiro no próprio pé em festa (né, Talib?!), jogador que tem 7, 8 filhos e contando, atleta que tem figurinos que são uma apoteose só, que tem egos super inflados, que tem uma disciplina invejável,  que tem talento para serem atores (alguns até viraram depois de aposentarem) e claro, aqueles que tiram umas férias, usando e abusando do argumento "sou amante da natureza, crio o bicho solto"...
É, pois é. Até o marido da Gisele tomou sol nas partes ano passado, na Itália e foi flagrado pelos paparazzi. 
Quando não há muita fama como é o caso de Tom Brady, há boas novas: esposas benevolentes que publicam fotos majestosas (ou não) de seus maridos no Instagram: Ver - por sua própria conta e risco - aqui o bumbum do mais recente QB desempregado da NFL, Jay Cutler.

E é claro, o meme interno que isso provoca: Mark Sanchez sendo usado novamente para reviver o Butt Fumble


Aiai...
E aí? Me digam: o que vocês gostam (além do trivial) de algo à respeito destes (ou outro) esporte? Conte!

Aproveito e já desejo a todos, um excelente fim de semana!
Abraços afáveis!

terça-feira, 28 de março de 2017

GP da Austrália com fotos comentadas sarcasticamente (ou não)

(Para quem não conhece,  eu costumo selecionar fotos do fim de semana da F1 e comento algo que passou em relação à corrida e que não tive oportunidade de comentar. 
Sim, por vezes sou sarcástica e uso gifs maliciosos. Mas o intuito é meramente ser bem humorado.) 


Classe 2017: todo mundo de risada ou sorriso peculiar


Detalhes detectados: 
a) Massa é mesmo um "anão" hein?
b) Hamilton precisava abrir tanto as pernas assim?   


Bottas e Ricciardo sentaram que nem meninas por causa do espaçoso.
Era mesmo necessário? 


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Botem reparo nessa turminha...
Massa ficou no "vai-não-vai" e não foi e ninguém falou um "a" sobre

Voltou para quê? A ideal pergunta respondida por gifs:



Para finalizar:


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Massa rindo do Kimi?
Suspeito...


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O Vettel não estava na turminha da foto anterior.  De duas uma: Kimi tomou o posto do Vettel assim que ele saiu, ou o contrário. 
Mas uma coisa é certa: Lance está com cara de quem sentou em cadeira com tinta fresca


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Flexão de pescoço Level Hard: Nível Bebum


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- E aí?
- E aí, Bottas. Fez o que eu te falei?
- Eeer...

- Era para chegar nele e apontar o dedão na cara dele falar: "não tô aqui para ser capacho!!!"
- Hum-hum... E?

- Pois é, num deu...
- Bwoah!


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Pô, era aniversário do Vandoorne, é? 
Coitado desse menino. Perigoso até o bolo ter defeito.


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No Globo Repórter desta sexta: Fãs do Ericsson
Quem são? Eles sabem que ele é da F1 e não um telefone?
Onde vivem? Do que se alimentam? Saiba como eles ganham a vida na profissão do futuro - ser fã de aluguel... Sexta, depois do Big Brother.


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Xuxa?


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Olha a cara de perverção desse Ocon!!!

#fujam para as colinas

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Sim, Kimi sorri.
 E geralmente para quem merece 

#fica a dica

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Stroll disfarçou, mas Verstappen jogou a real: "Vandoorne, a sua blusinha deixa ver seus peitinhos..."


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Essa mãozinha é mão de conselho...
Massa, você "voltou" para "ajudar" o Stroll, não o Vettel. Pinica daí, colega!


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Alonso penou, penou e quase conseguiu: por duas míseras voltas não conseguiu nem pontuar.
A urucubaca vai ser feia esse ano, ah se vai...
Algumas causas: 

Bruxaria, vudu parecem verídicos no caso da McLaren + Honda

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Tá explicado porque Vettel venceu a corrida: Ele arrumou uma terceira perna... 


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"Há, chupa essa manga, bonitão!!"


* Oooops! *

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"Voar, voar, subir, subir...": Vettel em homenagem à "asa T"


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 Vettel correu para um pódio para rever o antigo escudeiro, que não admitia ser, mas era escudeiro


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O "dedo demoníaco" voltou hehehehe... Será que veio para ficar?


Abraços afáveis e até a próxima!

segunda-feira, 27 de março de 2017

GP da Austrália: Algo novo, algo vermelho

As noivas tem algumas ideias meio estranhas: usar algo novo, algo emprestado e algo azul, no dia do casamento. Para falar a verdade, eu mesma sei dessas coisas, por filmes e séries americanas. Vai ver, noivas brasileiras nem se prestam à essas simpatias. 
O casamento da F1 com a temporada 2017 prometia coisas novas, mas não emprestadas. A brincadeira com "usar algo azul" também esteve fora de cogitação: o azul dos carros da Red Bull e da Toro Rosso talvez seriam opção se não fossem um azul quase lilás ou bem escuro. O único carro azul que poderia entrar nessa menção era os carros da Sauber.


Sabendo que a coisa azul não tinha grandes possibilidades de acontecer, nem valeria o esforço, se não fosse a troca do azul por prata, vermelho, preto, ou amarelo, branco, laranja e até rosa. 
Contemplando 2/3 da minha expectativa, pedi por um retorno aos pódios da Ferrari. Fui contemplada não só um pódio, como uma vitória. Para o casamento na Austrália, ou abertura da temporada, a escolha acabou sendo, o algo vermelho,

Vettel fez um bom trabalho descente. Mas escancarou algo que pode ser a tônicas das próximas disputas. Um salto de posições dependerá de três importantes fatores que talvez, nem todos tem: primeiro, a confiabilidade - tanto do carro, quanto da pilotagem. As quebras foram muitas: Grosjean, Palmer, Ericsson, Ricciardo, Stroll, Magnussen e por fim, Alonso. Pode-se dizer que, apenas dois deles, não tem histórico que quebras e sim, pois os carros acusam mais problemas, que a qualidade dos pilotos. As quebras, deixaram com que muitos que, por ventura, não tinham a confiabilidade da "manobra", com possibilidades de chegar a zona de pontuação: eis o caso de Ocon, o décimo colocado. 

#PiadaInfame
Coitados de Hulkenberg, Giovinazzi e Vandoorne que não tiveram essa possibilidade.
Ainda nas possibilidades de boa pilotagem, uma boa estratégia é o fator número dois: Esperar o máximo da possibilidade de tirar rendimento do carro enquanto outros tentam paradas mais cedo, mantendo-se na pista mais tempo e poupando pneus. Isso garantiria uma chance de voltar na frente do oponente. Essa foi a chave para Vettel. 
O terceiro ponto é o que é mote do "esporte" já faz bastante tempo, mas nem sempre é eficiente: ficar bem próximo do adversário e se não tentar ultrapassagem, ao menos, forçar o erro e/ou esperar que ele tenha uma quebra, um deslize, uma rodada. 

O primeiro e o segundo momentos foram esboçados logo na largada. Um pouco de fumaça de freadas, mas nenhum toque que tirasse alguém da pista - pelo menos nas primeiras curvas - e um bom tanto de aperto. Todos estavam num nível bem igual e além disso o responsável pelo bolo todo a gente sabe quem foi, mas nunca terá alguém "sabido" que admitirá. Hamilton fez largada lenta, propositalmente espalhada, para jogar os demais no buraco dos leões. Mal sabe ele, que dessa vez, ele precisará de mais do que isso na estratégia: logo sobrará para ele, o aperto todo. Isso pode ser uma boa ideia, só quando ele sai ileso. Quando ele levar os prejuízos dos toques:


Por falar em "mimimi", pouca coisa mudou, perceberam? A fila indiana se deu, as ultrapassagens diminuíram e quando aconteciam com facilidade, o dianteiro encostava fora da pista com problemas mecânicos. Essa foi a toada até as paradas. Lewis Hamilton mostrou uma inabilidade logo de cara: depois de não se distanciar de Vettel, viu-se atrás de Verstappen, sem conseguir sequer botar um medinho no garoto que, aparentemente, soou bem consciente de seus atos em pista. Não deixando de forma alguma, Hamilton, o tricampeão supremo e gênio passar, o holandês propiciou a cena mais emocionante da corrida após a volta de 17: uma imagem de soco na mesa e um rosto vermelho de Toto Wolff.


Morrendo de dó, logo vimos que seis voltas depois, Vettel veio na frente de Max e Lewis, quase perdendo posição, mas segurando firme. Isso se lhe deu a vitória. 
Infelizmente, nem tudo seriam flores, mas umas folhas novas brotavam: mesmo que Vettel estivesse na frente, Hamilton retornava à segunda posição, mas não sem alguma dificuldade. Bottas que fez o trivial, fez o que lhe coube: quando o inglês retomou a segunda colocação com a parada de Verstappen, ele manteve ritmo e uma proximidade ideal. 
Com o "mimimi" ligado, Hamilton decidiu reclamar no rádio da potência do motor e dos pneus. A potência do motor sempre é questionada pelo inglês toda vez que ele não está mais de cara para o vento. E pneus, parece piada manjada, mas desde 2007, seu ano de estréia ele nunca *NUNCA* soube lidar com eles. 


Com uma transmissão recheada de muito blábláblá como trio global, indicamos que teve de tudo: falando pelos cotovelos, teve elogio - suspeito - da toada do Kimi, pelo Galvão. Esse, que fingiu que não se emocionou com a despedida do Massa, fingiu também que não foi um retorno cara-de-pau, e passou as primeiras 23 voltas falando do Massa até quando na imagem passava um carro da Haas. Quando deu pausa, falava do pobre Stroll, como todo pachequista, criticando o dinheiro do cara e "inventando" - sim, inventando - uma falta de talento para legitimar a boa corrida/ retorno implícito do brasileiro. 
Se engana se você acha que ele falou pouco. Eu quase achei que o Reginaldo tinha mesmo se aposentado, pois afinal de contas, ele custou a abrir a boca. E sobrou muito veneno do Galvão: comentários jocosos sobre Alan Jones e Fernando Alonso, se fizeram presentes - o primeiro que teria vencido "por sorte" nas palavras dele, o segundo por ter "temperamento" difícil de se lidar e de se trabalhar. A primeira ladainha era para defender Nelson Piquet. A segunda, para dar voz aos que detestam Alonso, e acham ele, mau caráter sem, obviamente, conhecê-lo. Sorte do Galvão que ninguém se presta ao que ele diz. Se não, ouviríamos muito sobre os processos que ele enfrentaria, em especial, sobre comentários do tipo que ele fez ao campeão, Jones.
E sim, ele falou do Senna e ele nunca se cansará. Mas eu:


Mas, sejamos sinceros: antes Galvão e suas abobrinhas manjadas que a inexperiência - para não dizer burrice - do José Roberto. Seus gritos dão muito mais nos nervos. O Galvão nem gritar mais consegue. 

A corrida em si se deu à um tom bem morno. Longe do que esperei, com um pouco mais de emoção. Disse acima que 2/3 da corrida me agradou: a Ferrari voltou a vencer e Hamilton teve trabalho. Dentro dessas positividades, Bottas tentou e ficou próximo à Hamilton. Não passou, nem sequer tentou. Bem sabemos que ele não pode fazer isso, se não o imaturo companheiro desmorona a Mercedes. Mas fez o que pode: ficou perto. Numa dessas ele consegue ficar à frente com um abandono ou batida do inglês. 
Os dois finlandeses ficaram fazendo o trivial. Bottas se aproximou e pressionou Hamilton, assim como Kimi, se juntou à Bottas, não tentando passar o compatriota, mas tentando se desvincilhar da pressão de Verstappen. 
Só a partir do quinto colocado é que teve distanciamentos. Massa, em sexto, estava bem longe do doidinho Max. Atrás dele, Perez é quem fez uma corrida bem arrojada e importante, com leituras boas de ultrapassagem. Talvez o único que ganhou posições por meio delas. Sainz e Kvyat permaneceram com a oitava e nova posições, agindo de forma semelhante à Bottas e Raikkonen.

O que faltou ter 1/3 para dar 100% de aceitação da corrida é simples, mas não posso ser injusta. O 1/3 ruim se deu a normalidade da corrida. Nada realmente que surpreendesse de forma arrebatadora. Além disso, esperava - e penso que poderia ter dado certo - se Kimi não tivesse que lidar com pneus e Verstappen, tentar pegar a terceira colocação de Bottas. Desmotiva, e muito, que as Mercedes continuem dominando, ainda que menos do que as outras vezes. 
Mudanças foram todas externas - os carros, mostraram que fazem mais, do mesmo. Com o fim da corrida o saldo ainda positivo é que não teve punições (graças!), mas do lado negativo não teve também boas imagens que contemplassem toda a corrida. Dava para ficar perdido, ainda mais que a nossa transmissão local só disponibiliza as informações em apenas duas possibilidades: as irrelevantes e as inapropriadas.


As coisas externas foram, ao fim da corrida ter por exemplo, um pessoal podendo entrar na pista com os carros ainda em movimento. O perigo disso é só um maluco ser atropelado, mas vá lá. Esse é apenas o ápice das considerações que fazem parte do imaginário sim, sem sombra de dúvida.
Um painel também foi feito, com os três carros vencedores. Vettel chegou, estacionou o carro e assunou o painel. Ainda não sei o que o dito cujo tem como utilidade. (Se souberem, me escrevam!)
No lugar de um corredor constrangedor com grid girls batendo palmas para os pilotos, agora eles evitam transparecer o suor de duas horas e passam também por um grupo de fãs. Vettel até assinou um boné de algum fã que estava na grade de contenção. Essa tentativa de aproximação me aprece forçada agora, deixando os caras meio sem graças. Inclusive pode acabar dando errado com os panacas brasileiros, famosos pelos seus xingamentos em coro nas arquibancadas de Interlagos. Esse contato parece desfavorável com os menos educados. 

Mas eis que o casamento se deu e agora, temos 18 etapas adiante. Vamos ver o que essa "vida a dois" nos reservará.

Abraços afáveis!