segunda-feira, 28 de julho de 2008

Feitiço de Áquila


Sentimentos não verdadeiros realmente não foram feitos para serem escritos ou discutidos.
Eu realmente não entendo de sentimentos sejam eles quais forem.
As reflexões anteriores realmente não refletem algo coeso para quem não sabe que sentimentos são, muito menos quais os personagens.
Visivelmente percebe-se um deles o eu - lírico. Mas não o alvo das insinuações sentimentais.
Pouco importa na verdade, creio eu.
Estimo então, explicar.
Os personagens são como o filme Feitiço de Áquila, apenas com algumas diferenças.
A história do filme, para quem não o conhece se resume pela sinopse de um guia cinematográfico. É apenas dele que preciso para escrever minha idéia:
“A história de um amor fadado a nunca se consumar. Graças a uma terrível maldição, ele se transforma em lobo à noite e ela em falcão durante o dia. E assim são impedidos de se encontrar, a menos que possam se libertar desse doloroso feitiço.”
Não me ato a dizer que simbolicamente os sentimentos envolvidos são esses. Mas creio que são de certa forma, assim dificultosos. Ao menos a meu ver.
Usando os artefatos do roteiro do filme, o bravo guerreiro não sabe da existência de sua amada durante a noite. Apenas é um lobo selvagem que segue seus instintos correndo e caçando mata afora. Ela permanece a crer que um dia possa a vir a solução e a quebra da maldição para que novamente possa se encontrar com seu amado. Isso é o que passa por sua mente até que o sol engrandece e põe.
Ao nascer do sol o lobo punha-se a tornar-se homem guerreiro enquanto a mulher transforma-se em falcão. Ao passo que ao anoitecer o falcão se tornava uma mulher e o guerreiro em lobo selvagem. Nesses brevíssimos tempos, um aparecia ao outro e viviam por aqueles míseros segundos a beleza do amor que guardavam. Mas assim que tentavam se tocar antes de conceber o ato, cada um tornava-se o que a maldição predizia.
A diferença está em dois pontos. Não há um início amoroso como no filme, que desencadeia uma história. E um dos personagens não sabe mesmo da existência do outro. Ou, ao menos, é o que parece.
Essa uma parte caminha por um propósito, no caso. O propósito de ser notado ou retribuído.
Mas é certo que mesmo com essa motivação de uma das partes a maldição parece presente. Eles não se encontrarão, não trocarão palavras. Não viverão pra sempre felizes como no conto de fadas.
É assim mesmo, sem pestanejar. Tudo no fim dá certo. Há coisas na vida que se não aconteceram ainda é por que não chegaram ao fim. Mas existem muitas exceções que movem o mundo. São elas que fazem o mundo girar. Até então um dos personagens, sem antes consultar o outro, sabe que agora não é hora de pensar em exceções...

Ouvindo : Come Undone – Duran Duran

terça-feira, 15 de julho de 2008

Incógnitas

Eu realmente me pergunto muito.
Talvez até demais.
Olhando para trás e vendo hoje você, vejo o quanto é seguro de si.
Eu me proponho a mostrar sempre que não sou.
Você não percebe isso, até por que eu não consigo transparecer.
Eu sei. Meu maior defeito é não admitir.
Ou talvez não saber admitir.
Desculpe. Não sou romântica, sou sonhadora.
Não sou piegas, sou intensa.
Não sou metódica, sou correta.
Não me arrisco, sou competente.
Eu sou um tipo diferente. Mas não estranho.
Talvez estranho para você, que sequer pode me entender.
O que me pergunto é se você teria noção de tudo isso.
Isso é a incógnita que me move.
Me pergunto muita coisa.
Uma delas é porque deixei de prestar a atenção em você.
Não digo que esqueci, mas projetei meu sonho em outro.
Descobri que nada é melhor que você.
Pelo seus olhares, ao mesmo tempo que sim, entendo como não me entende ou entenderia.
Não sou inteligente... Pois para isso preciso de um mentor.
E só tem um exemplo na minha mente:
Você!