sábado, 30 de setembro de 2017

Décima Quinta Etapa F1 2017: GP da Malásia

O grande segredo de um GP de madrugada, para nós do lado de cá é um só: não perder o sono por causa deles. 
Se tiver o recurso, não pestaneje: coloque treino e corridas para gravar.  Se não, aguarde o VT. Dou não só um motivo, como cinco para fazer isso:

a) Você evita cortar o sono para ficar ouvindo uma transmissão com comentaristas amadores ou narradores chatos (e isso vale para a emissora da tv por assinatura e também para o canal aberto);
b) Você não perde um soninho bom para ver um treino que geralmente é arrastado e pouco emocionante;
c) Não se agita com uma pole desejada ou indesejada e acaba acordando o resto da casa;
d) Você não se revela ranzinza pela manhã;
e) Nem mesmo perde tempo com voltas e mais voltas filmadas no meio do grid (caso, se trate de uma corrida).

Especificamente, a etapa na Malásia se assemelhou a de Singapura: a Ferrari era "favorita". Desta vez a pendenga para os vermelhos já veio logo no treino: Vettel vai largar em último e Hamilton em primeiro.
Uma falha no motor logo no Q1 já colocou o carro nos boxes e de lá não saiu, mesmo quando quase houve uma esperança de fazer mais uma última volta. Não liberado, Vettel saiu do carro e cumprimentou funcionário e mecânico, um por um, pelo esforço de tentar colocar um tempo melhor no grid. Largando em último, dê adeus ao penta, moço.
E pensar que tem um sem número de sabichões que chama o alemão de "mimizento", arrogante e que "só sorri quando vence". Quando, as poucas vezes, Hamilton foi agraciado com má sorte, ele gritou, esbravejou e quebrou quarto de hotéis. E tudo muito bem, tudo numa boa. Ele é um pilotaço, não é mesmo?
Em contrapartida à falta de sorte de Vettel, houve exaltação extrema à Lewis, como sempre. Manchetes dão conta da "surpresa" em sua pole. Falam em "pulo do gato" por um acerto aerodinâmico, que eu, por sinal, acho muito providencial. O cara tem carro bom, acerta ajustes do carro (enquanto o companheiro, por exemplo, começou a perder significativo rendimento e arrepende-se da escolha feita) e ainda conta com um baita sorte à seu favor?! Meu...!
Tudo que nos segurava para acompanhar - com empolgação - uma "nova F1" um pouquinho mais competitiva, foi para o limbo, meus queridos e queridas.

Fonte: Grande Prêmio

Ah, Manu, mas você vive reclamando que é sempre os mesmos 4 primeiros toda classificação... Pois é, mas se pensarmos bem, isso nem altera resultado. Mas não vou reclamar. Tá dado o resultado, não vou choramingar.

Mas que foi bastante absurdo ver os malaios gritando por Hamilton, inclusive a câmera focando apenas ele, depois da pole, mesmo quando os demais davam entrevistas, foi. A preferência é clara até nas imagens.
Ver também, um grupinho de meninas batendo palmas na platéia, empolgadas com o segundo lugar de Kimi, só desencadeou revirada de olhos. O finlandês só tem créditos com as fãs que o acham bonito e isso é desmoralizante. As inocentes se empolgaram com algo que nem ele (e nem eu, diga-se) achei bom: segundo lugar com Verstappen por perto de novo? Segundo lugar quando deveria ser pole? Segundo lugar???... Afff...!

Alguns indicam que terá chuva para a corrida. E nem me empolgo: tudo será milimetricamente perfeito para Hamilton, com ou sem chuva. Duvidam?

Bom fim de semana. Boa corrida para quem fica. Volto na segunda, com meus sutis comentários sobre a etapa (logo que terminar mais trabalhos, pois responsabilidade em primeiro lugar).
Abraços afáveis!

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Os "Crushes" do Metal

Essa semana Luan Santana anunciou em alguma rede social que ia se dedicar ao Heavy Metal.
Fiz piada entre amigos. Se alguém fã do cara, dissesse que ele ia debandar para um estilo de música do inferno, diria que música infernal era o que ele tinha feito até agora.
Embora sempre achei que tanto Deus como seu opositor das terras quentinhas gostassem de música boa, responderia assim, mesmo correndo o risco de estar sendo injusta com a entidade demoníaca. Sou dessas que, as vezes, comento termos como "barulho infernal" para bandas muito pesadas que gosto e "som do paraíso" quando gosto demais da música que ouço. Ou seja, para mim não há diferença, desde que agrade meus tímpanos. Mas isso é uma questão de gosto, e como bem se sabe, esse negócio todo mundo tem, as vezes iguais, as vezes diferentes, mas nunca se discute, apenas lamenta-se.
Purgatório para mim é sertanejo universitário, pois lá, a tortura é "level hard". assim sendo, escutar esse tipo de som é torturante. Tanto é que estou de fones de ouvido, preparando esse texto, pois uma criatura está tocando essas duplas mequetrefes na rua, na maior altura à mais de meia hora. E para tal, quase achei que era verdade que Luan fosse debandar mesmo para esses caminhos do rock pesado. Poderia torcer para Heavy Metal no Brasil fosse modinha. 
Inocência grave a minha. Ontem pela manhã ainda li um comentário de uma colega de profissão no Facebook dizendo que conhecia muitos metaleiros que tocavam com duplas sertanejas na região para ganhar dinheiro. Ela então, nos chamou a atenção: deveríamos ser condescendentes com a escolha de Luan. Envergonhei pelas piadas que fiz. Ela estava certa.
À tarde vi num portal de uma revista que Luan tinha brincado com a situação por uma propaganda do chocolate Snickers.
Senti raiva: fez um sem número de gente de besta por conta de publicidade. No fundo, a empresa e ele criticaram o estilo de rock pesado: "Estava perdidão de fome", disse. Um somatório de infelizes situações que eu caí feito uma patinha boba. 

Mas vá lá. O mundo é assim. "Não sabe brincar, não desse para o play", não é mesmo? Pena que isso jamais será criticado pela grande mídia. Mas se uma banda de metal brasileira tivesse feito graça com o sertanejo universitário, a rede teria vindo abaixo "descendo o cacete" nos headbangers.
Duvidam? Só observarem o Rock In Rio, no último fim de semana. Toda vez que virei o canal para a Multishow, ouvi VJs balbuciando porcarias durante os intervalos da programação, um sem número de artista global pagando de rockeiro e uma platéia pulando e esgoelando músicas de banda brasileira que está mais cansativa que a rotina do dia-a-dia. Bandas e artistas como Ivete Sangalo, Skank, Jota Quest e Capital Inicial mal cantavam. Apenas gritavam entre um fraseado e o outro "o quêêêê?" e o pessoal completava a cantoria. Um misto de micareta com show sertanejo. 
Mais ainda, as bandas internacionais purgaram reclamações sobre não terem tocado música x ou y de seus repertórios. Uma afronta para bandas antigas, diga-se. Fã mesmo, raiz, teria ficado feliz em qualquer repertório, seja antigo ou novo. Claro que a gente tem as preferidas que as vezes, não estão no set list. Mas reclamar disso, para mim já é demais. 
A cultura brasileira de festivais é pequena e mesquinha. Um festival desse não deveria admitir um Alice Cooper no menor palco. Ou nunca ter Sepultura que não seja no palco principal. Mas... Não consigo visualizar um festival descente que dê muita gente consciente de sua ação no local - que é curtir uma música ao vivo - e não seja um desfile de roupas "rockers", para fazer selfies e ficar babando ovo com a porcaria do discurso politicamente correto de repórteres de plantão.
E onde se faz desfile de moda, procura uns namoricos e tira fotos com amigos? Shows de sertanejo universitário!!!
Esses dias vi num perfil de uma colega (sempre muito dramática), que - para variar - reclamava da vida. Um comentário foi feito: "pelo menos você é hétero", brincou uma amiga da "vítima de enchente". E ela rebateu: "bora para os frevo de dupla sertaneja para encontrar o crush". 

Eu ri, pois tenho conhecidas do tempo de adolescência que saem de casa para esses festivais de música sertaneja como se fosse Rock in Rio. Acreditem, pois elas achavam engraçado, desde que me conheceram, das coisas que eu ouvia com meus 13 anos. O mais rock que todos da minha sala de sétima série ouviam era Legião Urbana - que eu no caso, detestava e e achava uma pataquada saber a letra de "Faroeste Caboclo". Grande coisa.

E o tal termo, "crush"? Na minha época era paquera, agora é "crush". A menina tem 6 anos e e tem "crushes" e eu, brincava de Barbie e assistia Família Dinossauro com essa idade. 
Quando eu tinha uns 12 anos até que compartilhava do gosto comunitário da década de 90, começo dos 2000: as boybands. Cada garota da minha idade tinha um amorzinho desse tipo - ou era um dos Hanson, ou um dos Backstreet Boys, N'Sync e etc. Sim, eu gostava dos Hanson, embora não assinava "Manu Hanson" em nenhum caderno de questionário de amigas da escola. Mas já cometi a atrocidade de assinar "Manu Carter" numa borracha e em bilhetinhos. Essa bobagem hoje é tamanha, que olho para Nick Carter nas rede sociais e me pergunto onde é que estive com a cabeça... Também tive interesse na figura de Lance Bass do N'Sync, que anos mais tarde, assim que a banda finalizou atividades, saiu do armário e hoje é militante das causas LGBTs. 
Porém minha salvação foi rápida. Esses dias estive nostálgica com meus 15-17 anos: fase ápice da nossa adolescência na qual procuramos nossa identidade. Eram bons tempos em que eu me maquiava para ir para escola e usava - quando podia - apenas roupas pretas e camisetas de banda. 
E meus "crushes" dessa época não me faziam arrepender de achá-los bonitos: eram figurões do rock  que ainda hoje, estão bem, apesar de estarem velhos, carecas ou gordinhos. 
Decididamente, a salvação só me levou a crer que tinha nascido na época errada. Nos final dos anos 90 as meninas gostavam de carinhas bem diferentes do meu padrão. Meus caras bonitos toda vida eram essas figuras meio anos 80: cabeludos, loiros, altos, europeus. 

No mesmo Rock in Rio, criatura falou litros da aparência de Axl Rose. Houve memes, ditos de pesadelos e comparações de todo o tipo. Achei engraçado. Ele e a banda com Slash e Duff retornaram à ativa faz tempo. Muitos shows aconteceram antes do Rock in Rio. Axl inclusive tocou com AC/DC. Mas foi chegar em terras "brasilis" que começou a sombra do mistério sobre a sua aparência - bem como uma crítica ferrenha à sua voz. 
É como se vivêssemos isolados no mundo; eu, que não sou fã maníaca, sabia da aparência de Axl e sei, desde o RiR de 2001 que a voz dele está longe daquela que conhecemos nos anos 80/90. Qual é a desse povo? 


Em algumas manchetes vinham assuntos do tipo: "Axl Rose embarangou". Concluí que brasileiro só se atualiza sobre o mundo do rock quando tem Rock in Rio. E por isso: estão todos lascados!!!
Certa vez, compartilhei no Facebook uma foto do Axl antiga. Comentei que, para a geração que nasceu nos anos 2000 era difícil explicar que cheguei a ver os bons tempos do cantor: magro, com uma cútis bem tratada, tudo no lugar e um belo cabelão ruivo. 
Nunca foi meu tipo de cara favorito, mas era bem bonito. Mas é um paradoxo que, para um cara que fazia shows de cueca boxer justa para um público, em sua maioria, masculino desse a entender o quanto era vaidoso, ficar assim, depois dos anos 2000 em diante.
Saber envelhecer é para poucos.

Em menor escala, falaram um pouco mal do Bon Jovi, que não era mais jovem, mas ainda bom (num meme bem bobinho e previsível).
Bom em partes. Nem ele está assim arrebentando a boca do balão em sex appeal. Em comparação com os caras do The Who, velhos setentões, Bon Jovi não estava com a voz boa também não. E o cabelo de algodão doce pode até ter combinado com ele, mas assim que chegou aqui, teve gente achando o visual novidade... Oras! Ondeéquevocêsestiveramessetempotodo?


Nunca gostei do Bon Jovi. Ele é bonito, mas era arrogante e metidão a gostosão o que acaba perdendo a graça. 
Além do mais, quando conheci, tanto Axl quanto Bon Jovi, através das minhas irmãs, já adolescentes, eu era uma criança de 4 ou 5 anos. O que poderia dizer destes caras no sentido dos atributos físicos? Nada. 
Mas quando adolescente, meus padrões ainda estavam nos anos 80, década ápice destes caras. Mas eu debandei por um lado mais cabelão loiro chamativo, meio "paquitas do metal" mesmo: 

Michael Kiske

Zakk Wylde

Talvez alguns que estão lendo agora saibam como estes dois estão hoje. E eu sei, mas mesmo assim, mesmo que tenha deixado de achar os caras todo bonitões, ainda acho eles talentosos e isso supre bastante coisa. É danado de ruim quando você se depara com um cara sem sal e sem talento. Tem que ter uma coisa ou outra, ou torna-se descartável e esquecível.  
Mas é fato: se Wylde ou Kiske viessem num festival tipo o Rock in Rio (nunca, talvez) eu não ficaria toda "oooooh, o que que aconteceu?". A gente paga internet para quê, afinal?
  
E pensar que sempre fui criticada por esse meu padrão de beleza. Hoje ainda tem os tais "hipsters"... E a tentativa pobre de ser um hipsters, conforme esse Luan Santana tenta (e falha miseravelmente) com esse cabelo desgrenhado e essa barbicha? 


 E eu penso: não tem "rockeiro/metaleiro" NOVO (vale ressaltar) que causa uma faísca sequer, hein? 

Lá vou eu voltar a sonhar com os anos 80 e 90 de novo... 

Abraços afáveis!

PS: não esqueçam de votar na nova Corrente Musical de A a Z, logo abaixo.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Corrente Musical de A a Z: Ozzy Osbourne

Banda ou artista mais bem votado:


Com o saldo de dois votos contra seus oponentes, vamos às escolhas da corrente com o querido Ozzy!

♫ Música que mais gosto:

Uma das músicas que mais escutei na minha adolescência, certamente.


♫ Música que menos gosto:

Essa ideia de Ozzy meio "rapper" ficou um tanto estranha. Mas é a que menos gosto apenas, porém, não detesto.


♫ Música romântica:



♫ Música para dançar:


♫ Música que me define:



♫ Clipe Favorito:



♫ Melhor álbum: 

Para mim, é "No More Tears", o sexto álbum de estúdio do cantor em carreira solo, muito produtiva até esse ponto, em 1991. As faixas:

1. "Mr. Tinkertrain"  
2. "I Don't Want to Change the World"  
3. "Mama, I'm Coming Home"  
4. "Desire"  
5. "No More Tears"  
6. "S.I.N."  
7. "Hellraiser"  
8. "Time After Time"  
9. "Zombie Stomp"  
10."A.V.H."  
11. "Road to Nowhere"

O line up da banda do Ozzy nesta época consistia em Zakk Wylde na guitarra (maravilhoso!), Bob Daisley no baixo e Randy Castillo na bateria (ambos, fizeram suas últimas contribuições para a banda, neste disco).

♫ Pior álbum:

Talvez os mais recentes sejam dados como inferiores em comparação ao começo da carreira solo. O último, de 2010, "Scream", além de mais velho e menos "empolgado" (para não usar o termo "caquético" que é altamente ofensivo), Ozzy se tornou um tanto "previsível" e sem sustância. Mas ainda não chega a ser um péssimo álbum, com um quadro de boas músicas. É o último álbum de estúdio, inclusive sem o Wylde, e o baterista, Mike Bordin: Gus G. - guitarra, Rob Nicholson - baixo, Adam Wakeman - teclado e Tommy Clufetos - bateria. 
As faixas:

1. "Let It Die"  
2. "Let Me Hear You Scream"  
3. "Soul Sucker"  
4. "Life Won't Wait"  
5. "Diggin’ Me Down"
6. "Crucify"  
7. "Fearless"  
8. "Time"  
9. "I Want It More"  
10. "Latimer’s Mercy"
11. "I Love You All"

► Menções honrosas: as 10 mais que não foram citadas


Contem-me as suas escolhas! Cometários abertos!
Deixo a votação com as três bandas que ficaram com um voto cada para a repescagem, para só na próxima semana seguirmos para a letra P, combinados?



ou


A próxima Corrente será postada na quarta-feira da semana que vem. Para conferir as bandas das quais já passaram pelos posts, basta clicar neste link.

Abraços afáveis!!!

sábado, 23 de setembro de 2017

Mais música boa e menos pensamentos ruims

Depois de desnecessariamente meus planos acadêmicos estarem em suspenso, deixando tudo incerto, nebuloso, e estressante de uma hora para outra, passei dias complicados essa semana. 
Felizmente, existe a música para nos resgatar do abismo. 
Só ela acalma e nutre a alma. 



♫ Tobias Forge - "House of Affection"
♫ Poets of the Fall - "Moonlight Kissed"

Bom fim de semana a todos. Abraços afáveis!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Corrente Musical de A a Z: Motörhead e Nazareth

Numa dose dupla da corrente, vamos escolher respostas para um dos grandes expoentes do heavy metal, o Motörhead junto com uma banda de hard rock setentista dos escoceses, Nazareth. Minha preferência se dá mais pela primeira do que pela segunda. Percebi isso claramente quando fui rascunhar as escolhas para o post. Eu já fiquei na dúvida no primeiro instante de música de mais gosto do Motörhead. Ô, aflição hehehehe...

PS: Filme que nunca vi, mas poderia ser legal: "Os cabeças-de-vento".
Mas com Adam Sandler no elenco, desisto e nem passo perto.

Sem mais delongas.

Banda ou Artista mais bem votado:




♫ Música que mais gosto:




♫ Música que menos gosto:

Para Motörhead, não há resposta. 
Para Nazareth a escolha é "Where are you now?", pois acho "caidona" e além disso, é uma música que vinha sempre nesses DVDs de camelô "Seleções românticas" ou coisa parecida, que faziam de um tudo para fazer destacar as mais bregas possível, já viram? Então... Eu acho esses produtos estranhos "por de-mais", rsrsrsrsrsrs...

♫ Música romântica:

Em se tratando de Motörhead - que nem é romântica de fato - "Love Me Forever" é uma excelente música. 
Enquanto Nazareth nos entrega o óbvio (e que também está nos DVDs bregas rsrsrsrsrs...): 



♫ Música para dançar:



E Nazareth - "Hair of the dog"

♫ Clipe favorito:

Dos tempos áureos de MTV na casa da vó:



E Nazareth, não tem muito opção:


♫ Música que me define:


♫ Álbum Favorito: Intitulei assim para facilitar. Não tenho um pior álbum do Motörhead e não conheço toda a discografia do Nazareth a não ser um compêndio de músicas basicamente advindas de um vinil de "Greatest Hits", outras músicas soltas, e de ter ouvido na infância um álbum completo deles, através do meu pai.
Assim sendo, primeiro, Motörhead: A escolha é difícil. Lemmy e companhia foi, depois do Black Sabbath, uma das bandas responsáveis por peso e atitude na indústria fonográfica nos começos de suas carreiras e na década de 70 para 80. Os primeiro álbuns, de ambas bandas, são referência até hoje para muita criatura do mundo do rock - seja profissional ou amador. Se alguma vez, algum destes dizer que são bandas irrelevantes para a sua construção musical, eles correm fortemente o risco de serem bandas bem chulé (para não dizer ruins mesmo). Pode não ser influência direta (que por vezes pode se configurar como cópia), mas, ninguém pode dizer que esses caras não são incríveis com o que fizeram com a música. 
"Ace of Spades" de 1980 marca uma época e é comumente atribuído como um dos divisores de águas no cenário heavy metal.  Com a mesma razão, o álbum de 1982 também o é: "Iron Fist" é um excelente álbum do estilo. E eu acabo oscilando entre estes, quartos e quintos álbuns de estúdio com a formação clássica, com o (Grande) Lemmy Kilmister - vocal e baixo, Fast Eddie Clarke - guitarra e Philthy Animal Taylor - bateria.
As faixas de "Ace of Spades" e de "Iron Fist".

Sobre o Nazareth a escolha fica simples. Quando nova, meu pai chegava do trabalho e colocava seus vinis para tocar. Essas sessões "doutrinaram" e formaram gostos musicais meus e de minhas irmãs, embora, cada uma tenha uma preferência por estilos, rock clássico, mais moderno trivial-direto, e até o mais pesado e extremo. Um dos discos da sessão auditiva de meu pai era "Hair of the Dog" um disco que sempre atraiu as filhas enquanto crianças bem novinhas, por conta da capa "interessante" que suscitava curiosidade e ao mesmo tempo, medo:


É o sexto álbum da banda, de 1975, com a formação de Dan McCafferty no vocal, Manny Charlton e Dan McCafferty nas guitarras, Pete Agnew no baixo e Darrell  na bateria.
As faixas: 1 - "Hair of the Dog"
2 - "Miss Misery" 
3 - "Guilty" 8
4 - "Changin' Times" 
5 - "a) Beggars Day / b) Rose in the Heather"
6 - "Whiskey Drinkin' Woman"
7 - "Please Don't Judas Me"
8 - "Love Hurts"

Menções honrosas: as 10 mais que não foram citadas

Do Motörhead:



Do Nazareth:

Não resisti: Obrigada pelo gif, Eduardo hahahahaha...


Para a votação seguinte, duas bandas para a repescagem que contaram com um voto cada na contagem anterior, mais as da letra "O" (Opeth é banda da qual tomei contato recentemente, inclusive, e será "novidade" fazer o post com ela, caso, vença o maior número de votos):





Comentários abertos, votações também. Para consultar as outra postagens dessa temática, basta clicar no link: Corrente Musica de A a Z.

Abraços afáveis e obrigadão desde já!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

GP de Singapura com fotos comentadas sarcasticamente (ou não)


O post "GP de Singapura com fotos comentadas sarcasticamente (ou não)" na realidade não tem fotos. Não colocarei nenhuma delas do fim de semana do GP para comentar e tentar arrancar alguma risada. O foco do post é esse, fazer uma ou outra piadinha infame e/ou sarcástica. O GP também não foi essa maravilha para exalar bom humor. Então, decantei ideias e na manhã de segunda-feira, ontem, me deparei com uma realidade nua e crua: Não vou conseguir fazer ser mais engraçada que esse fato que ocorreu logo na coletiva de imprensa assim que a corrida terminou:


Ponto 1: Ricciardo é um figurão. Por mais Ricciardos no mundo!


Ponto 2: Se ele estava mesmo com vontade, jamais saberemos. 
Mas rimos, e muito.


Ponto 3: Situação engraçada. Mas nem assim, Hamilton mostrou amistosidade. Sua risada é um misto de nojo, com descontentamento e "sem-graceza"


Ponto 4: Queria Vettel ali. Ele pelo menos, ia achar graça genuína, como Bottas.


Ponto 5: Gente, finlandês ri desse jeito duas vezes na vida, quando sóbrio. Sei disso dado os vídeos de banda finlandesa que tenho em casa, e essa conta não vale quando estão com gin e vodca na cachola. Tem que ir com calma com esse povo, se não, você infarta as pessoas. Eles não estão acostumados a gargalhar assim...


Ponto 6: Quase que Bottas bate as botas #piadainfame

Não resisti... 

Ponto 7: E se Ricciardo fez a pergunta e o gás expelido para dar algo a entender nas entrelinhas? Como por exemplo: "Isso aqui tudo é uma verdadeira 'm'!" 


Vamos polemizar? Acho válido. 



Muito válido.


Obrigada Ric, pela piada fácil e pela alegria. 

Abraços afáveis!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

GP de Singapura: 2017 no fim

Confesso muita insatisfação em fazer o texto da corrida. Motivo? Desgostosa com o resultado.
Mais um motivo? Descontente mais ainda com os comentários alheios sobre o único e relevante ocorrido da etapa. 
Só mais um para fechar e calar o "mimimi"? Infeliz por ter uma opinião mais racional possível, querer anular a emoção e correr o risco de ser - talvez duramente - criticada.

Então, escolhi fazer um texto pragmático: Singapura já foi apelidada de "Pinga pura". De pinga, boa, e curtida, destas que se toma um golinho para "abrir apetite", Singapura tem só tem o visual. Geralmente ela foi, desde o seu começo, cenário de desastres vexatórios dignos das consequências do consumo excessivo do destilado.

Já foram em festa em que todo mundo está querendo enfiar o pé na jaca e alguém tem a ideia genial de abrir uma pinga e fazer uma vira-vira? 
Eu já. sabiamente, não topei, mas sei de gente que "achou que não havia nada demais" e lá no quarto ou quinto copinho de pinga de má qualidade, começou a olhar o copo com a boca retraída evitando uma golfada.

Assim foi a "maledeta" corrida em Singapura de 2017. Na largada, já acusando emoção, dada a chuva não premeditada, Verstappen estava em posição de ataque na segunda colocação, ao lado de Vette. Ele, que ameaçou (ou seria, promessa?), queria passar Vettel e tomar a ponta. Dando a entender que não estava nem aí para o campeonato, poderia com esse ato, facilitar - muito ou pouco, dependendo da investidura contra Seb - a vida de Hamilton, apenas em quinto. 
Sob chuva, largaram. Com pista lisa com faixas de tinta e carros andando no limite de muros, era um tanto óbvio imaginar escorregões. Räikkönen era apenas o quarto colocado. Sentindo uma fúria sabe Deus de onde, decidiu anular Ricciardo e atacar, com muito arrojo - mas não mal feito - Verstappen. O plano era, no milésimo de segundo antecedente, pegar a segunda colocação e deixar Vettel afastar o máximo possível de seu rival. Botou a carro de lado de Verstappen e - em lance normal - tocou roda com roda com a Red Bull pois lhe faltou espeço. Estaria tudo bem se Verstappen tivesse tentado defender posições com o finlandês, se Vettel não tivesse fechado o espaço de Verstappen no mesmo ritmo. 
Reflexo ou apenas medo da ameaça, Vettel fechando, o toque dos outros dois não foi simples e angariou um strike que sobrou para o alemão e até Alonso, que se não fosse tocado, seria terceiro. 
A preocupação do Vettel em fechar Verstappen fez com que ele escancarasse um minuto de bobeira, que vai lhe custar o ano inteiro: na lateral esquerda, Hamilton vinha já para ser segundo. Com a preocupação com o que não devia, Vettel foi tocado e logo, virou ao contrário na pista, perdendo partes do carro, inclusive o bico.

Os "técnicos de futebol" xingaram o Kimi. De nomes feios. E nomes injustos. 
Eu tuitei "porcaria Kimi", não pelo ato dele, mas por ter forçado em cima de um cara que não vende posições barato. Depois das repetições da imagem, senti que é assim que a Ferrari quer. Só esqueceram de avisar Vettel para acelerar na frente e largar o problema, literalmente, para trás.

Fãs do Vettel também crucificaram o finlandês, sob a ideia de ter ele, tirado a emoção da corrida e também, "prejudicado" o alemão.

Fãs do Alonso, arrebentaram a boca da falta do bom senso, xingando Vettel e Ferrari, por algo que, aconteceu tão rápido que é ridículo dizer que foi feito "de propósito". Desde quando Vettel ia sabotar a própria corrida e ser estigmatizado de idiota, vilão, mimado, chato, arrogante, mais uma vez e outra vez para não perder o costume? 
O fato de Alonso ser, na maioria das vezes um cara muito racional e justo, não significa que são fãs são iguais.

Os defensores de Verstappen saíram da moita. É ele que dá emoção para a F1 desde o ano passado. O errado, passou a ser certo, desde que veio da Holanda, com uma coragem grande trasvestida em menino. Digo e repito desde sua entrada: falar menos e agir mais dá crédito vitalício para ele. No momento, ele só agiu certo mantendo o traçado. (Noutra ocasião, quando falou mal do Massa... Rsrsrsrsrs...)

Todos os comentaristas de plantão estão errados. Foi apenas um incidente de corrida, com envolvidos prejudicados. E quando há um strike destes, sempre tem um ou dois envolvidos que tiveram a infelicidade de serem atingidos. Fim de papo, esporte à motor é assim. Não acha certo, escolha outro esporte, um livro na prateleira... 

A decisão de Räikkönen parece errada, mas se tivesse dado certo, teria sido bom para equipe. 
Vir para o lado da disputa Red Bull e Ferrari foi reflexo errado de Vettel, mas conservadorismos não é do feitio do tetra campeão.
Esperar da baderna alheia para sair vitorioso, já colocou Hills, Buttons e Rosbergs como pilotos bons mas "sem graça, sem graça"...
A gente olha para essa imagem e pensa que as duas Ferraris são estúpidas. Mas estúpidos somos nós, nos julgamentos precários que temos.


No quadro da sorte, pintaram o nome genialidade, e logo depois do incidente, nem Ricciardo, que prometeu tanto estar em primeiro, sequer se aproximou de Hamilton. Deixou gravemente de ser uma das boas coisas desse ano, junto com Bottas, que apesar de ter terminado em terceiro, basicamente, fez o que manda o figurino. Tanto ele, quanto Hamilton tiveram da desgraça alheia, o pódio. Ricciardo deixou de ser terceiro para ser segundo e não fez nada que mudasse isso. Ainda tascou um "posso peidar?" no meio da coletiva de imprensa. Se era figurativo a brincadeira, está valendo. Se foi só para aparecer, bom também. A gente quer dar é risada, depois que as coisas que a gente gosta de ver, não dão certo. Desrespeito uma ova! Se o "pum" do Ricciardo significa que a F1 ainda está uma "m", ele não está tão errado assim.
Tanto é que antes mesmo das paradas a corrida ficou em banho maria. 
A sombra - e apenas ela - de Ricciardo tentar se aproximar de Hamilton, ficou só no blabláblá chato, absurdo e repetitivo da transmissão (por sinal, uma das piores do mundo, sem sombra de dúvidas).

Para o "rabudo" Hamilton a coisa está que nem a construção de uma casa: faltam as tomadas e a pintura. Dêem o caneco para ele,  pois já está decidido. Ainda que sem mérito contando apenas com uma infeliz escolha do rival, ele chega à esse status, marcados por recordes que estão aí para serem batidos, cedo ou tarde. Com 28 pontos agora à frente, a cientologia e todos os terços que o inglês usa como adorno, está surtindo um efeito grandioso. 
Será que podemos esperar por 2018 mais competitivo? Ainda faltam 6 etapas dessa para a gente começar a pensar em off season, então, vamos descansar até a próxima daqui à 15 dias, pois meados de março ainda está loooonge...

Abraços afáveis!

PS: Triste com a Ferrari de manhã. 
Triste com meu segundo time perdendo na NFL à tarde. 
Felizona com meu Broncos à noitinha. 
Pimpona com meu ano debut no Fantasy hehehehe...  
Nem tudo são mágoas!!! Ainda bem!!!!

sábado, 16 de setembro de 2017

Décima quarta etapa F1 2017: GP de Singapura

Acordar para assistir a transmissão brasileira do treino classificatório é comparado, sutilmente à um corte de papel no dedo indicador. Todo objeto que você pegar, fará você lembrar do machucado, certo? É isso que é cada comentário da transmissão da SporTV: de um amadorismo de dar inveja à muitos youtubers. 


Minha cara toda hora que alguém da SporTV abria a boca

O foco é - por bem - acompanhar as principais ocorrências do Treino Classificatório e tentar não absorver as bobagens vomitadas por ali.
Favoritismo cravado de que a Ferrari estaria na frente demorou a acontecer. Aparecia Verstappen como o grande propenso à pole. No Q3, quando era realmente necessário, Vettel deu tudo de si. 
A pole ajuda muito. Está apenas à 3 pontos atrás de Hamilton e pode retomar a liderança, considerando que Hamilton poderia não ser mais do que terceiro colocado. Melhor do que encomenda, Hamilton só fez o quinto tempo. 
Esse é o ponto positivo. O único. Os negativos a gente pode até listar:

- Quinto lugar para Hamilton, mas é só a terceira fila. Se fosse a quinta, ou sexta fila, aí sim, dava para comemorar;
- Ainda nessa conta aí, Bottas está em sexto e dificilmente vai atacar o companheiro. Quiçá vai até conseguir segurar bastante gente mais afoita deixando ele posição bem confortável;
- Entre Hamilton e Vettel está Verstappen, Ricciardo e Räikkönen. É perigoso Kimi cair para quinto (se não mais abaixo) e Ricciardo esperar Verstappen atacar Vettel - o que, fatalmente acontecerá;
- Esse último, se se concretizar, pode colocar Ricciardo muito à frente e Vettel tendo de lidar com um Hamilton cortador de chicane. Verstappen não vai fazer largada conservadora, mas nem sonhando.

Ele mesmo deu a deixa na entrevista pós classificação: é difícil ultrapassar mas vai tentar investidas na primeira curva.
No ápice da alegria não pudemos deixar de mencionar uma coisa importante: a competição agitada assim é excelente para a categoria, para quem de fato, gosta do negócio. Excitante de verdade. Mas, para o campeonato, a gente sabe que a conta da Ferrari vai negativar com essas Red Bulls entre eles. E a Mercedes vai dar risada, afinal nada acontece com ela e sempre sai ilesa e lisa como um sabonete no box do banheiro. E quando acontece algo ruim, é com o segundo piloto.

No fim, depois de muito comentário dignos de 



a gente chegou num ponto legal da categoria em si: saímos daquele quarteto de nomes triviais de começo de grid, como Hamilton, Vettel, Bottas e Räikkönen, predominante em mais do que a metade dos treinos classificatórios. Com as Mercedes só na terceira fila, eles foram substituídos pelo Verstappen e pelo Ricciardo com um belo de um treino para ambos. No começo do ano eu comemoraria a ideia, mas agora, com Hamilton líder, só vou achar bom qualquer resultado se Hamilton tiver problemas trágicos que lhe custe a corrida. Aí, pode até entrar lagarto na pista dançando can can e vencer a corrida. 

Fonte: Grande Prêmio

Abraços afáveis e boa corrida a todos!