quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Corrente Musical de A a Z: Led Zeppelin

Com poucos votos, apesar do salto de uma semana, a banda Led Zeppelin foi a escolha da corrente musical, deixando Korn e Lenny Kravitz de fora. Ainda firme no páreo, KISS vem para a segunda repescagem, e Linkin Park também.
Computando votos: Led Zeppelin = 2 votos, KISS = 1 voto e Linkin Park = 1 voto. Vamos à Corrente Musical de número... *... 13! :D

Banda ou artista mais bem votado:


♫ Música que mais gosto:

Sem sombra de dúvidas é "Immigrant Song"


♫ Música que menos gosto:


Para essa cruel pergunta, eu quase sempre digo que não há, ou escolho a música mais "batida" da banda/artista. Mas mesmo que "Stairway to Heaven" seja aquela que todo mundo comenta, quando começa a tocar é impossível  que você diga "ah, tira isso daí!" ou desligue o som com impaciência. Então, volto a dizer: não há resposta para essa questão.

♫ Música romântica:


"I've really, been the best, the best of fools..."



♫ Música para dançar:

Para dançar, para não sossegar e agitar, para cantar junto (mesmo cantando mal horrores)...



♫ Música que me define:



♫ Clipe Favorito:

O mesmo da música favorita: Immigrant Song, e ao vivo.

♫ Melhor Álbum:


É sempre tarefa difícil escolher o melhor álbum com bandas de qualidade extrema. Lutei bastante, mas não consegui escolher um só disco. "Led Zeppelin III" e "IV" são para mim, muito bons.
Como os números em romanos indicam, tratam-se do terceiro e quarto álbuns de estúdio e são, para mim os discos mais completos (ainda que essa opinião não signifique muita coisa, dado que os outros também são igualmente bons). O line up em ambos é a da formação da banda: Robert Plant (vocal), Jummy Page (guitarra), John Paul Jones (baixo) e John Bonham (bateria). E as faixas:

"Led Zeppelin III" - Lado A: 1. "Immigrant Song"  
2. "Friends"  
3. "Celebration Day"  
4. "Since I've Been Loving You"  
5. "Out on the Tiles"
Lado B: 1. "Gallows Pole"  
2. "Tangerine"  
3. "That's the Way"  
4. "Bron-Y-Aur Stomp"  
5. "Hats Off to (Roy) Harper"

"Led Zeppelin IV" - Lado A: 1. "Black Dog"  
2. "Rock and Roll"  
3. "The Battle of Evermore"  
4. "Stairway to Heaven"  
Lado 2:
1. "Misty Mountain Hop"  
2. "Four Sticks"  
3. "Going to California"  
4. "When the Levee Breaks"

♫ Pior Álbum:


Talvez o que eu menos goste seja "Coda", editado em 1982, o nono álbum com algumas versões inéditas e sobras de estúdio de toda carreira da banda. 

Minha ligação com Led Zeppelin se deu de forma mais atenuada no começo da adolescência, pois volta dos 13/14 anos, quando tomei contato com a literatura de Tolkien. Já conhecia a banda, mas passei a aprofundar em outras músicas não tão populares, que calharam de mencionar alguma passagem de "O Senhor dos Anéis" ou "O Hobbit" nas letras. 
No ano de 1965, uma cópia pirata do "O Senhor dos Anéis" circulou entre os jovens americanos e acabou virando uma das obras ligadas ao movimento hippie, graças à temática pacifista e de defesa do meio ambiente. Infelizmente, não é de hoje que as pessoas tem o costume chato e desagradável de desvirtuar o significado das coisas, pois a "erva de cachimbo" das quais os hobbits tanto gostam foi levada à simbologia ou metáfora da maconha nessa época. Tal ideia, foi fortemente negada pelo Tolkien - ainda vivo - indicando que tratava-se apenas de uma variante do tabaco, nada mais. 
Assim, no auge da contracultura, Led Zeppelin foi um dos influenciados na composição de letras à partir da obras maravilhosas do autor inglês - músicas estas que indico abaixo com um (*) - e isso acabou sendo mais uma alavanca para as obras de Tolkien tornarem-se tão importantes como são, ainda hoje. 

► Menções honrosas: 10 músicas que não foram escolhidas na Corrente

Ramble on; (*);

Para a próxima corrente da semana que vem eu tinha escolhido quatro bandas e três artistas com a letra M. Junto com as bandas que vêm para uma repescagem, ficariam 9 opções. Então, resolvi dividir o esquema. Para esse post da semana que vem primeiro as de repescagem, mais 3 opções da letra M (as outras 4 retornam na próxima postagem, no fim da semana que vem):









ou



Para acompanhar o que já foi postado no Corrente Musical de A a Z, basta clicar na aba especial abaixo do header. 
As votações serão contadas pelos comentário daqui, e da página do Facebook referente à essa postagem. 
Já agradeço os votos e os comentários das escolhas de vocês com relação ao Led Zeppelin!!!

Abraços mega afáveis!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Versões boas, ruins ou melhores? The Sound of Silence

Retomando o post de versões que desde dezembro do ano passado não faz parte das minhas divagações musicais - venho com uma bem conhecida para quem faz das músicas um entretenimento de rotina do dia-a-dia. 
"The Sound of Silence" alcançou uma grande popularidade na década de 1960. Mesmo não gostando dessa adequação da arte com contextos históricos, uma busca rápida na internet sobre a música gravada pela dupla Simon & Garfunkel, dará conta da informação de que Paul Simon escreveu a música logo na sequencia do assassinato do presidente americano John F. Kennedy, que ocorreu em 1963.
Ainda que seja de fato uma menção ao momento que marca a história política norte americana - assim como "Blowin' in the Wind" do Bob Dylan é descrita como canção protesto e de cunho socio-político, também - me parece sempre muito simplista para qualquer que seja a música, a pintura, o filme ou o livro, seja dado como relevante unicamente por uma interpretação que remete à um discurso de retórica. Uma interpretação à contrapelo fica sem lugar, sendo apenas um exercício que quando sobressai torna-se de pouca importância e interesse. A leitura enquanto uma forma de convencimento de uma "ideologia" ou corrente de pensamento sobressai, ganha peso com a obra, e isso minimiza o feito da arte enquanto arte, à meu ver.
Mas isso é academicismo, que peço (se puderem ou quiserem) que relevem. 

"The Sound of Silence" foi inicialmente gravada como uma canção acústica em 1964 e modificada com acréscimos de baixo, guitarra e tambores no single de 1965.
Ouvimos?

Original: Simon & Garfunkel
Composição: Paul Simon
Álbum: Sounds of Silence
Lançamento: (single) setembro de 1965
Estilo: Folk 


A música esteve na trilha sonora do filme "A Primeira Noite de um Homem", de 1967, com Dustin Hoffman e mais recentemente no filme de quadrinhos de Alan Moore, dirigido por Zack Znyder (quando ainda era um diretor criativo e com estilo) "Watchmen" de 2009.  

Trago três versões para ouvirmos e prometo, que em nenhuma delas, teremos Leandro e Leonardo 

#EntendedoresEntenderão

Versão 1: Heir Apparent
Álbum: One Small Voice
Lançamento: 1989
Estilo: Heavy Metal, Power Metal




Banda de Power Metal dos anos 80, de Seattle, me soou bastante parecida com Helloween, principalmente quando ainda tinham Michael Kiske no line up. Mas a dar por essa versão, acho que Kiske teria feito um trabalho mais bombástico que o cantor de Heir Apparent. Não que isso deixa a música ruim, mas parece que faltou gás para ser realmente, marcante. 
Aumentamos o peso, então?

Versão 2: Nevermore
Álbum: Dead Heart In a Dead World
Lançamento: 2000
Estilo: Heavy Metal, Thrash Metal ou Pregressive Metal


Pegaram pesado? Não acho. A versão ficou puramente interessante. A leveza da original faz dessa do Nevermore, simplesmente intrigante. Tão intrigante, que torna-se boa. Com direito à tudo em excesso: guitarras em riffs ótimos, levadas rápidas da bateria, vocal mais rasgado, solos e uma sutil modificação na interpretação da letra o que confere uma certa autonomia da banda, num material já pronto, e que não "feriu" a obra original: Apenas tornou a obra diferente, de uma forma positiva (pelo menos, para mim). 
A última versão, a seguir.

Versão 3: Disturbed
Álbum: Immortalized
Lançamento: 2015
Estilo: Nu Metal, Groove Metal, Metal Alternativo



Apesar de ser do Disturbed, a versão foi mais conservadora, dado o estilo da banda. Pode-se sentir falta do groove, de umas guitarras mais incisivas. A carga pesada e imponente da música ficou no vocal, que ainda que seja de rock, e tenha deixado a música menos meiga que a original, ficou quase trivial. 

Na sequencia de escolha das versões fico com: Nevermore, Disturbed e por fim, Heir Apparent.

Deixo com vocês a escolha: além da original (se é que gostam), qual versão é boa - ou nenhuma é? 

Lembrando que a página especial com as versões que já passaram por aqui, tiveram os links atualizados. Se quiserem conferir, basta clicar na Especial 1 na aba, ou no link à seguir: Especial versões boas, ruins ou melhores?
Abracinhos mega afáveis!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

GP da Bélgica com fotos comentadas sarcasticamente (ou não)

Assina contrato e a Ferrari manda presente: Um microfone para o bar de karaokê. 
Dá para pensar: karaokê é meio que você acha que o show é seu, mas na verdade a música é dos outros. É mais ou menos essa mensagem da equipe para o resto desta temporada e toda a de 2018 para o tiozão Räikkönen


***

"...Acho que esqueci o forno ligado..."



"...Cacilda, não tirei a roupa do varal..."


***

O importante é parecer educado e interessado até na derrota



Mesmo que a vontade na verdade, seja essa: 


***

Cada um no seu quadrado e uma ligeira ignorada no vermelhinho


Boa dica do Vettel: jamais erga muito um dos braços, na hora da foto


***

Hora de Snapchat exibicionista 


***

Isso sim, foi emocionante. 
A quebra de recorde, nem chegou perto.


***

Alonso sendo Alonso, mesmo na tragédia parte 1



Alonso sendo Alonso, mesmo na tragédia parte 2


Só acho que ele precisa de um carro decente. 
Parece sacrilégio deixar Alonso como carta fora do baralho


***

Verstappen sofrendo toda a praga dos haters que adquiriu com 50% de abandono na temporada


***

Another fight!!!!


MMA Hello Kitty.
Todos os detalhes dessa eletrizante disputa no Esporte Espetacular


***

Momento menininha:


***

Adivinhem? Ricciardo sorri!!!!


***

Comemora, mas ainda está 7 pontos atrás do líder


Abraços afáveis!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

GP da Bélgica: Merecendo mais que isso

Já fui dessas em que dizia que só os bons vencem em Spa. Depois de 2008, deixei essa frase só na memória. As vezes, quando estou saudosista, mudo o tempo verbal: Só os bons venciam em Spa.

Apesar desse rompante ranzinza, ela ainda continua sendo a minha pista favorita da temporada. 
Muita coisa me motivaria a gostar ainda mais. Uma delas, a esperança que completa esse ano, 9 anos, em ver Kimi Räikkönen vencendo pela quinta vez nessa pista. Desde (de novo?!) 2008, estou aguardando esse momento com bastante afinco e vontade.
A vodca de pêssego estava na geladeira. Existem coisas que faz da gente seres inocentes e bobos, mas, se não tentarmos, parece que nos faz falta.

Algumas pessoas podem até discordar - e o mundo é livre para isso - mas a corrida não foi digna dessa pista. Não porque as minhas vontades não foram contempladas. (Também por isso, não vou ser hipócrita). Mas porque as expectativas boas que tanto falaram, da tal largada que pegaria fogo, foi tão... Normal que, se fosse qualquer outra pista, eu já teria desligado a atenção completa.


Alonso fez uma largada interessante. Fogo de palha que deve-se total e seguramente à sua habilidade. Nem 5 voltas completas e ele já começou a perder posições e posições. Honda está na F1 para passar vergonha. Será promessa destas de sacrifício?

Logo, se acham ainda que Spa teve uma corrida digna, repito e afirmo com segurança que não. Voltamos ao modo punições inviáveis. Estão nas regras a gente sabe, que ignorar bandeiras e outras coisas. Mas os comissários deram a colher de chá para quem estava com saudades daquelas punições a cada curva para uma meia dúzia de bobões. Criaram caso com Grosjean, Pérez e Räikkönen. Mas regras, são regras. Mas aplicadas sempre, só quando convém.

Uma das únicas coisas que deu o ar da graça de ser típico de Spa, foi o pega-pega entre Ocon e Pérez, os caras da Force India, de novo. Deu tanto problema que tiveram de colocar o Safety Car para retirar umas peças soltas do mexicano, que foi se arrastando sem pneus até os boxes.
Foi só uma suspensão de respiração e puff, já estávamos ouvindo Hamilton desesperado pela relargada. Dessa vez não reclamou da lentidão do SC, mas reclamou da necessidade dele em pista. 
Estar na situação de se empolgar com carros de meio de grid é coisa de temporada de 2015 e de pistas como aquelas que não fazemos questão no calendário, tipo Barein, Abu Dhabi ou Rússia.

Na relargada, segurando a fila, demorando demais naquela segurada, e sambando mais que passista de escola de samba, Hamilton avançou, Vettel até que mergulhou, mas não foi à fundo para tomar a posição.
Não porque não queria, mas porque não tinha tanto espaço para ser algo, limpo. Visualizei uma jogada de carro e um chororô homérico depois e pensei que se era para ficar ouvindo lamúrias e tomar punições, era melhor que Vettel segurasse o segundo lugar. Não valeria a pena, tornar-se (de novo) vilão do conto. 
Desta forma, Hamilton foi até o fim, sem nada de preocupação. Acredita quem pode que ele venceu a "pressão" de Vettel, que seguiu todo o tempo o seu ritmo, mas em poucos momentos, pode superá-lo. 

Ali no terceiro, quarto e quinto, as coisas ficavam diferentes, mas pouco relevantes: Ricciardo avançou rápido para cima de Bottas que, errou e acabou perdendo também para Räikkönen. Ricciardo foi sorridente ao pódio, enquanto Kimi voltou ao quarto lugar de classificação, fazendo uma modesta corrida com problemas externos que não condizem com o seu casamento com Spa. Bottas, caiu para quinto, mas, isso me parece só uma consequência da benevolência da última corrida. Tipo praga mesmo. 

Spa merece mais que isso. Merece mais do que um cara que vence de ponta a ponta e tem um carro impecável. Dizer que a corrida foi muito boa, me parece um tanto errado. Spa merece exagero. Exaltação por um ritmo sem erros, qualquer gamer consegueria fazer. 
Hamilton ganhou, além de holofote, a escolha de piloto da corrida. Estar na frente é fácil demais para o inglês. Piloto da corrida foi Vettel que não largou nenhum momento de estar próximo do rival. Tentou, apenas uma vez, é certo, de tomar a posição. Mas deixou o inglês aflito, depois do SC ou não teria rádios tão mal educados como teve. 
Eles estão agora separados pelo místico número 7. Só 7 pontos e Hamilton está à uma vitória de estar na liderança da temporada pela primeira vez desde o começo. 
Só por isso é que de fato Spa é bom e faz por merecer ser o "retorno" da temporada. Mas à dar pelas expectativas massivas de constantemente falarem no estreitamento do pontos, eu ainda tenho meu favorito e sigo sem mudar de visão. O outro ainda precisa fazer muito, mas muito mais para que eu volte a dizer: "Só os bons vencem em Spa". 

Abraços afáveis!

PS: Mesmo sem muito o que "comemorar", tomei a vodca.

sábado, 26 de agosto de 2017

Décima Segunda Etapa F1 2017: GP da Bélgica

Deixando de lado, toda aquela dramaticidade digna de Shakespeare, apaguei agora a pouco o parágrafo que escrevi para falar do GP da Bélgica, no afã de esperar a corrida acontecer e poder, de forma mais enfática, usá-lo no texto que virá depois da sua conclusão. 

Depois de nutrir uma sutil esperança de pole position de Kimi Räikkönen, dada a quebra de recorde de pista nos treinos livres do finlandês, com o tempo de 1min43s916, cheguei à desilusão de novo. Pelos Q1 e Q2, Kimi ficou à espreita, até - como parece ele mesmo ter admitido - "ferrar com tudo". 
Não acusou falta de aquecimento nos pneus, rompantes de tontura, quebra de câmbio, mal funcionamento dos freios, falta de equilíbrio no carro ou coleguinha "atrapalhador" de voltas. 
É nessas horas que a gente respira aliviada. O cara pelo menos é íntegro ao chamar a responsabilidade para si. 
Cada um torce para o piloto que merece. 


Largando em quarto, lembro que lá em 2008 (data que marca ainda a minha constante esperança pela quinta vitória de Räikkönen em Spa - pista que mais gosto de toda temporada), foi possível ainda lutar pela vitória.
Pena que o resto da esperança seja ofuscada por falsos momentos de emoção para fins exclusivos de quem, não solta lágrimas sinceras, muito menos suor de esforço. Hamilton veio com o primeiro lugar em todo os qualifyings. Vai largar na ponta. Chorou (falsamente) ao descobrir que bateu o recorde de poles em Spa de Michael Schumacher. 
Recordes são feitos para serem quebrados. Mas quebrados da forma como Hamilton tem feito além de ser previsível, não dá brilho, pois não foi sofrido. Teria sido, se fosse, um Räikkönen da vida, que faz tempos que não tem sobre si, holofotes por suas conquistas. 
Mas não, não teríamos olhos marejados. Teríamos um cara com a voz de Pato Donald falando que o importante é vencer a corrida e adquirir o máximo de pontos para equipe. Quiçá - se estivesse de bom humor - teria dito que faria a corrida para garantir que Vettel também tivesse pontos suficientes para se afastar ainda mais da Mercedes de Hamilton.  
Mas falsas modéstias e aforismos de honra são mais vislumbrantes para a F1, e então, Hamilton foi aclamado de um feito, que, se ainda corresse na Mercedes, Schumi teria feito com a uma das mãos amarrada nas costas.
By the way, saudades Schumi. 

Em meio ao Q3, fiquei chateada em ver que Kimi, desta vez, nem próximo ao segundo lugar estava. E vi Mercedes fazendo dobradinha, faltando cerca de 2 minutos para fim, com Hamilton ainda na pista, fazendo questão de baixar tempo de novo. O ego do inglês precisa de um sidecar. 
Pensando que, dada a devolução "heroica" de posição, de Hamilton para Bottas no último GP, o da Hungria, antes da pausa de férias, imaginei que, novamente, a Mercedes enganou a todos - e quase a mim - com sombra de benevolência, honestidade e espírito esportivo. A devolvida de posição custava muito à Hamilton, mesmo assim ele o fez. Virou herói. 
Dada a aparente dobradinha, visualizei: engodo da Mercedes, mais uma vez. Mesmo com a pose de humildes, eles sabiam que voltariam para os próximos GPs por cima e teriam uma metade de temporada, como um verdadeiro passeio.
Podem conferir, pois cheguei a tuitar esse pensamento. 
No milésimo de segundo que tuitei, Vettel aproveitou o máximo que pode e fez o seu melhor tempo do treino classificatório, cravando um segundo lugar, com 1min42s795. Avisando que está por ali, minou os planos - ainda que iniciais - da Mercedes de um jeito bom e direto. 

Com a língua queimada, amenizei o espírito. Spa sempre guarda surpresas. Tomara que sejam boas e vermelhas. 
Dado o chamativo momento de Hamilton à lágrimas logo depois do fim do treino, acompanhei as entrevistas. Detalhes de quem, em grande parte, só presta atenção no que não necessariamente é preciso: 
- revirei os olhos para a "emoção" de Hamilton e não senti nem uma ponta de emoção compartilhada;
- reparei que Bottas tem uma voz bem bonita;
- e dei risada com Vettel observando o carro da Mercedes.

Esse último ponto, me pareceu que Hamilton caminhasse às pressas até Vettel, indicando que falaria alguma coisa. O inglês foi freado pelo repórter ávido por uma outra pergunta. 
A ação de Vettel, resquício doque pode ter aprendido com Schumacher, é só uma (saudável) provocação. Se nem mecânicos conseguem definir o que está ali nos carros, só pelo olhar, Vettel também não saberia. Se Hamilton estava indo tomar satisfação do que o colega estaria olhando, ele é de fato, mais burro do que poderia se pressupor e pior: é um infeliz falso para caramba, pois no mesmo segundo que estava em lágrimas por um feito nem tão surpreendente assim, já estava se sentindo ferido por uma provocação. O ego dele - repito - demanda um sidecar urgente. 

No quebrar dos ovos para fazer o omelete


o que fica na historinha de Spa 2017 não é nem de longe, digna da pista, pois não surpreende. Doze treinos classificatórios e em nove deles (Austrália, China, Rússia, Espanha, Canadá, Azerbaidjão, Áustria, Grã-Bretanha e Hungria) tiveram os mesmo quatro primeiros, só mudando a ordem das "caretas". 

Fonte: Grande Prêmio

A transmissão deveras mal informada, chorou copiosamente o fato de Massa ter ficado fora no Q1. O "salvador da pátria" enfrentou os costumeiros problemas (fictícios ou não) e nas palavras do narrador, largaria em último. Transmitir F1 aqui no Brasil é tão amador que sequer ouvi, durante todo o tempo, o fato de Kvyat e Vandoorne estarem pagando punições (altas), e que, no caso, estariam posicionados depois de Massa - o ignorador de bandeiras. Nem se fala então das punições de Wehrlein e Ericsson. Só o que importa é o "quase aposentado" e sua "suspeitíssima" labirintite, mal explicada e que causa ainda preocupações inflamadas.

GP da Bélgica, como disse, não tem o começo de história digno de seu ambiente. Portais e comentaristas deram a deixa de que, a largada, promete. A gente se rende então o benefício da dúvida e assume que não só pode prometer, mas que deve prometer. Pelo bem de nossa vontade. 
A F1 voltou, e que seja para o melhor em todos os sentidos. Pois afinal, é Spa!

Abraços afáveis e boa corrida para todos nós!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Sonífera Ilha


Sozinha numa ilha. 
Várias vezes me vi, metaforicamente, sozinha numa ilha. Talvez num sentido bem mais positivo do que possa parecer, ou seja, não no sentido de isolar-se, mas necessariamente, o significado do "indo contra a maré" da corrente de pensamento sobre vários assuntos que pipocam por aí.
Em 2017 então, nem se fala. 
Se nos anos anteriores eu sentia como um estrangeiro no meio de tanta gente disposta à expor suas piores opiniões sobre as coisas sem medo de estarem falando besteiras bem grandes, não posso dizer que em algum ponto, seja qual for a temática, a coisa tenha melhorado neste ano. A tendência é piorar cada vez mais.
Não vou entrar no mérito da questões políticas, socio-econômicas. Basta ser um pouco mais observador para percebemos que vivemos tempos bem irritantes, com uma necessidade grandíssima de impor ideias por base de rasas teorias, que transformam quem tem um pouco mais de vontade de pensar antes de expor, em verdadeiros ETs preguiçosos e desgostosos em conversar.

ETs estes que preciso encontrar e montar com eles, uma sede, um clubinho. Caso contrário, seguirei na minha "sonífera ilha", que de vantajoso - como diz na letra - sossega e enche de luz.  

Destaquei duas situações - fúteis e esportivas - desta semana para perceber, mais uma vez que, já que já falei da minha ilha particular, que sigo nela, já planejando plantar umas árvores frutíferas e hortaliças, e quem sabe, logo, uma casa com tv, um som com cds e livros para me ocupar.
As duas notícias se pautam no seguinte: uma, a decisão do headcoach do Denver Broncos em por Trevor Siemian como starter quarterback para a temporada 2017/2018. A segunda, a de hoje: o contrato de mais um ano com Kimi Räikkönen na Ferrari, na F1. 
Sendo torcedora do Broncos e fã do Kimi por mais de 15 anos, posso dizer que é algo estranho estar feliz com as duas situações. E o que é pior, estar sozinha nessa.

A turma que é fã do Broncos a mais tempo do que eu está bem dividida. Em boa parte deles, eu nem arriscaria dizer que estão errados em aceitar fácil decisões que ainda podem ser incertas. Eles, sabem o que é estar com um bom time com larguíssimas chances de SB. Eu cheguei a ser torcedora quando Peyton Manning estava no primeiro ano do time e já era um QB de respeito e números. Estar na sensação incerta do arriscar para reformular? Bem, eu sou novata e ignorante.
Mas, de um todo, tive muita segurança e gosto pelo substituto do Manning após a aposentadoria: Trevor Siemian conquistou minha confiança ano passado. Mas logo teria gente contra. 
Seja futebol americano, seja futebol convencional, ou que seja qual outro esporte de equipe, aquele cara que está sempre em evidência é o culpado quando a vaca vai para o brejo. E Trevor, pela sua sutil frieza ou excesso de calma foi dado - por parte de muitos - como o vilão de todo o processo ruim na qual o time passou ano passado. Não era a OL que era ruim, mas Trevor que era lento. No caso, queriam Paxton Lynch a qualquer custo - mesmo que fosse inexperiente. 
E as discussões foram, foram, foram... 
Havia quem achasse que Paxton ia trazer o SB de 2018. A conclusão veio, com Vance Joseph nomeando Trevor starter, com base no rendimento mais consistente que o outro, nos processos de treino e jogos de pré-temporada. que o outro. Novamente, aquelas histórias de "draftar um cara para deixar no banco" que durou praticamente o começo de ano inteiro ressurgiu, com frases do tipo "isso é burrice!".
E eu, silenciei grupos, li o essencial sobre, ignorei opiniões. Sabichões e Mães Dinahs, cansam e gastam nossa paciência de uma forma que a gente não pode mais se dar ao luxo de dedicar tempo.
Estou feliz com a escolha e satisfeita que tenha sido Trevor o melhor do training camp e pre season. Fim de papo.

De forma um pouco mais desagradável acontece ao fato de Räikkönen se prestar mais um ano a ser piloto da Ferrari, mesmo depois de ser "forçado" a agir como escudeiro de Sebastian Vettel.  Fãs de Kimi estão desgostosos, em sua maioria, por pensar que, por mais um ano, seguramente, a Ferrari colocará Kimi como segunda opção. Estão com sentimentos agridoces: Kimi fica, mas fica na "sofrência". 
Coloco a palavra "forçado" a ser escudeiro entre aspas propositalmente. Eu não tenho sentimento agridoce nem amargo sobre a sua permanência na F1 por mais um ano, ainda que seja na Ferrari - equipe que desgosto, mas que não faço mais dramas com as atitudes tomadas à pelo menos, um ano. Quem sabe, sabe: não adianta ficar surtando contra a equipe que sempre foi teimosa e toda orgulhosa. Mas como disse, acompanho Kimi já faz um tempo bom, e não só quando ele foi campeão mundial. Sinto uma mega falta do Kimi mais novo, que tinha um vigor pelas coisas e uma vontade de disputa mais agressiva, mas como tudo e todos, Kimi também mudou. Ele ainda é o piloto que me fez acordar todo domingo cedo, e apesar das faltas causadas por inconstâncias de carro ou incompetência da equipe, não dá mais para dizer que até ele, O Homem de Gelo, não teria seus rompantes de desmotivação. Que atire a primeira pedra, a criatura mais feliz do universo que não levantou um dia da cama com vontade de ficar nela e não ir trabalhar, com aquele chefe chato que faz tudo errado. 
Com isso em mente, e sabendo um pouco do que é ser "forçada" a fazer algo que não quer, e acabar desistindo, creio, fielmente que Kimi não está tão incomodado assim, caso contrário, não teria aceitado propostas. Obviamente, a escolha envolve contrato e dinheiro, por consequência. Todavia nem eu, nem os relógios trabalham de graça. Se Kimi aceitou, mais um ano, significa que está satisfeito e ainda quer continuar e vai receber por isso.  Até que ele faça algo alguma coisa bem bizarra da qual eu desaprove, seguirei sendo admiradora de seu profissionalismo.  Sendo segundo piloto ou não, quero ver ele fazendo o trabalho da qual ele se propôs a fazer, e não sendo um falastrão frouxo como muitos daquele paddock. 
E é fim de papo? Espero que sim. 

Abraços afáveis!

sábado, 19 de agosto de 2017

Corrente Musical de A a Z: Judas Priest

Com dois votos, a banda vencedora do Corrente Musical desta semana!

Banda ou Artista mais bem votado:



Desta vez a nova etapa da Corrente foi sem a unanimidade das outras duas últimas postagens: Judas Priest contou com 2 dos quatro votos até então de nossa brincadeira. KISS e Korn tiveram um voto cada (e voltaram na repescagem) e King Diamond, teve 0 votos. 
De qualquer forma, qualquer uma destas escolhas teriam sido divertidas, especialmente Korn, que é dessas bandas que não sou fã, mas conheço bastante coisa para expor umas ideias.
Vamos com Judas!

♫ Música que mais gosto: Há muitas. E eu fiquei em dúvida, para variar um pouco #sóquenão. Mas... Acho que estou segura em escolher:


♫ Música que menos gosto: Bem que procurei e pesquisei - pois a memória as vezes nos trai. E, digo sem insegurança que não encontrei nada.



♫ Música para dançar: Bangear é dançar, então, não me julguem



♫ Música romântica:

Judas Priest - Angel

♫ Música que me define:

♫ You've realized you're gettin' old and no one seems to care
You're tryin' to find your way again
You're tryin' to find some new...
Another woman's got her man
But she won't find a new... ♫

Judas Priest - Victim of Changes

♫ Clipe Favorito:


Seria óbvio, mas, a coisa é a seguinte. Algumas vezes na minha adolescência - ainda sem o recurso do youtube, e sem MTV em casa - eu ia ficar com minha vó materna na casa de minha tia enquanto a família viajava para praia. Para fazer companhia a ela, diversas vezes, passávamos os dias das férias, lá. Era bom, não só pela tv a cabo, mas por ficar tanto tempo com ela e almoçar lá e tudo o mais. Foi neste período que eu assistia diversos clips, e lembro de ter visto Judas Priest numa dessas visitas, na MTV à noite, em tempos ainda que estava descobrindo o Heavy Metal. Foi instantâneo saltar do sofá ao som de "Painkiller", pensando "Uau, isso é bombástico!" Eu tinha uns 11-12 anos na época, ou seja, fazem 18 anos.




♫Melhor álbum: Depois que sutilmente rasguei uma seda para "Painkiller", não tem como escolher outro álbum que não o título da música. Assim que pude, comprei o álbum numa loja na cidade visinha e acabou sendo um dos primeiros que tive na vida. Na época, gastei umas economias neste álbum e o "Heaven and Hell" do Black Sabbath, que estava num balcão de "promoções". 
"Painkiller" é o 12º álbum do Judas Priest e conta com a formação de Rob Halford, K.K. Downing e Glenn Tipton como guitarristas, Ian Hill no baixo e Scott Travis na bateria.
As faixas são tipo "mind blowing":
1. "Painkiller"  
2. "Hell Patrol"  
3. "All Guns Blazing"  
4. "Leather Rebel"  
5. "Metal Meltdown"  
6. "Night Crawler"  
7. "Between the Hammer & the Anvil"  
8. "A Touch of Evil"  
9. "Battle Hymn" 
10. "One Shot at Glory"  

♫ Pior álbum: Por desconhecer os álbuns dos anos 2000, fica péssimo para mim dar de sabichona e sair falando abobrinha para essa categoria.

► Menções honrosas: 10 músicas que não foram ditas na brincadeira


Está aberto as escolhas de vocês, nos comentários e nossa página. Para a próxima, retomo as duas votadas do post anterior, mais três opções:










Comentem, votem e vejam as antigas na página especial no link, ou na aba de páginas do blog.

Abraços mega afáveis!