terça-feira, 8 de agosto de 2017

Tag Cinematográfica: Desafio dos 30 filmes (# 15)

Desafio dos 30 filmes - Dia 15: Um filme com sua atriz favorita

Talvez destes todos desafios cinematográficos que tenho feito, esse seja o mais fácil, não pela escolha do filme em si, mas pela escolha da atriz favorita. Para ator (ver aqui) foi dificílimo, já que tenho muitos atores favoritos, das quais gosto na mesma medida. Embora admire muitas atrizes. Logo quando montei a lista de respostas do desafio, de primeira, só pude pensar em Cate Blanchett com a mais-mais. Assisti à maioria dos filmes da qual fez, dos bons aos ruins. Quando digo ruins, eu falo de "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal", rsrsrsrs...

Os primeiros filmes com ela que assisti foram "Elizabeth" e "O Talentoso Ripley" ambos, numa mesma época. Logo, foi noticiado que Cate seria aclamada na pele de Galadriel - a rainha élfica de Lothlórien - a mais poderosa (e bela) dos elfos que permaneceram na Terra-Média de J. R. R. Tolkien. De fato, muito bonita e dona de imponência na interpretação e voz, Cate foi a melhor escolha do elenco de Peter Jackson para esse incrível papel. Digo isso considerando que as demais atrizes que ele escolheu para viver elfas nos filmes adaptação de Tolkien desde Liv Tyler (filha de Steven Tyler) à Evangeline Lilly - que simplesmente tornou-se uma falha homérica das adaptações - Cate e Liv se enquadraram cada uma à seu personagem, especialmente, Cate que combinou bem à face da senhora de Lórien. Pouco se tem escritos sobre Arwen, a personagem de Tyler, então, a beleza da atriz foi ponto chave: as características de uma bela elfa, foram concretizadas com sucesso - o resto teria de ser reencaixado para dar corpo à narrativa com Aragorn. Tendo feito muitos filmes independentes, Liv teve um jeito muito menos descartável que muita atriz que é bem sucedida pela sua beleza. Já Evangeline... Ai, de mim! A personagem foi inventada pelos roteiristas na falta de uma figura feminina na narrativa de "O Hobbit", essa adaptação de agrado ao público feminino (Ai, de mim, de novo!) foi desastrosa. Não pela ideia de acrescentar personagens inexistentes. Isso, a gente pode brigar sempre, mas filmes e livros são de duas esferas que atendem à expectativas diversas. Mas, seria facilmente passável o acréscimo da personagem de Lilly caso, pelo menos, ela tivesse passado o mínimo de credibilidade ao ser uma etérea e suntuosa elfa. Toda expressão facial dela é forçada, toda ação da personagem falta claro treino e principalmente: falar em élfico não exige tanta careta, minha querida, por mais difícil que seja. O idioma foi feito para ser como "sinos replicando" e as expressões de Lilly são como se ela estivesse falando complexas frases, brutais ou palavrões em alemão ou norueguês ou qualquer língua cujos tons são sempre mais rudes que idiomas latinos por exemplo. A sensação passada é que Peter Jackson e seus funcionários, relaxaram com o controle de casting só quando se referiu à ela. Ninguém mais trabalhou tão mal quanto essa atriz.

Pode ser que minha comparação tenha vindo de Cate. Galadriel é uma elfa antiga, que viu muito do mundo de Arda nas narrativas. Blanchett passa essa profundeza da personagem na tela. Elfos são frios e etéreos, quase shakesperianos em alta escala quando algo os aflige. Tauriel, a elfa de Lilly parece mais uma caricatura de uma guerreira élfica cujas expressões máximas são estreitar de olhos... Se essa personagem era para chamar o público feminino, deveria era ter afastado.

O meu filme escolhido para Cate Blanchett ainda não é "O Senhor dos Anéis" ou "O Hobbit", embora tenha feito os papéis muito bem - principalmente questionado as mudanças da narrativa para os filmes para entender a profundidade da personagem e entender o que Peter Jackson, e as roteiristas, pretendiam com as cenas "mudadas" (coisas que a gente pode ver nos DVDs dos filmes a partir dos extras e entrevistas dela). Minha escolha recai em cima dos dois filmes nas quais ela interpretou Elizabeth. Guardadas as devidas atribuições da "adaptação" - bem sabemos que Elizabeth era uma Tudor quase tão teimosa e as vezes vil quanto seu pai Henrique VIII, mesmo assim é de uma grandiosidade cinematográfica que ensina - mesmo nos "erros" - muito mais que muito livro didático de quinta de nossas escolas do país - com a devida amostra das possibilidades interpretativas, não precisamos viver para sempre de que a história contada é uma só, nem mesmo, excluir a história dos vencedores, só porque os vencidos é os que fizeram dela o que a disciplina é. A gente pode sim falar das duas visões e deixar as mentes dos nossos alunos absorverem tudo e terem posicionamento crítico, sem priorizar ou legitimar discursos à nosso bel prazer. Isso não é ofício de historiador, embora 90% dos que assim são, cometam este deslize vez ou outra.

Abaixo, os trailers do primeiro, e do segundo, "Elizabeth: Era do Ouro":



Cate Blanchett foi nomeada à melhor atriz pelos dois longas, em vários prêmios, tendo vencido Globo de Ouro e Bafta pelo primeiro. Seu Oscar por atriz principal veio só em 2014, pelo filme de Woody Allen, "Blue Jasmine". A razão pela qual o filme vale os 98 minutos de duração é única e exclusivamente sua interpretação. 

Se ainda não assistiram os Elizabeth, sugiro que o façam. São muito bons.

Para conferir os outros filmes do desafio, basta clicar nos links abaixo:


Abraços afáveis!

Nenhum comentário: