sábado, 30 de dezembro de 2017

Expectativa de 2018

No post passado carreguei um textão sobre meu (ruim) ano de 2017. Desejei que os dias que se seguissem para terminá-lo não viesse mais algo negativo. Hoje, amanheci com dor de garganta. Bom, não?

Peço desculpas antecipadas. Menti no final do post anterior; disse que voltaria neste sábado para falar de coisa boa. Na verdade não menti propositalmente. Só me esqueci do que nos aguarda 2018...

O resumo genérico de nosso 2018 é o seguinte: Após o Ano Novo, vem os impostos: IPTU, IPVA, anuidade das profissões tipo CREAs, CRQs, CROs, CRMs da vida, e se tiver filhos: matrícula, material escolar.
E então, tudo muda para outra festa e momentaneamente se esquecem destes deveres citados acima. O Carnaval vem com tudo.
No Carnaval, muita gente se endivida de novo, pois gasta para passar a semana pulando de abadá ou fantasia ao som de músicas de baixo nível, regadas à bastante álcool. Este, sempre foi o sinal mais cabal da imbecilidade brasileira: a cultura da festa como se o amanhã não existisse.
Batendo o arrependimento das bobagens que se fez no Carnaval, inclusive e mais importante, os gastos feitos, não dá um dia e a pessoa começa a discursar assim: "Eu mereci relaxar... Tenho um ano de trabalho e stress pela frente, blábláblá"...

Certo ou não, piscou e vem a tal Copa do Mundo. Momento em que tudo pára por 11 malucos analfabetos funcionais correndo atrás de uma bola. Aqui se grita e se chora por gols de um time de futebol mais do que pelas injustiças e de corrupções. A resposta é simples: nenhum de nós é ético o suficiente para poder gritar contra os contraventores.

Acabou a Copa, talvez com vitória talvez sem - o que espero ardentemente - e na tv começam os horários eleitorais.
E como Nelson Rodrigues já dizia, "os idiotas são maioria", a democracia brasileira se exercerá em outubro, em meio à rixas de politicagem, egocentrismos acrescidos de plena - mas não convicta  -burrice, pela a escolha de dois da pior estirpe humana para governar o país: um ladrão bêbado e um imbecil orgulhoso de ser. 
Quando comecei a votar, acreditava que tanto fazia quem era o presidente. Ele (ou ela ) era fantoche de empresários riquíssimos que comendavam de fato o país. Não mudei, só agora sei que os fantoches também abusam da "autoridade", mais do que deveriam - tudo com pompa de "justos" e "pelo bem comum".
Em novembro não vou esquentar a cabeça em escolher tomar cicuta com guaraná ou arsênico com Coca-cola. Vou dar o meu voto para aquele em que confio à 13 anos: o Gasparzinho.
Não quero deitar na cama e pensar que eu fui uma das responsáveis para manter crimes de corrupção acontecendo no país. Mas não penso que vou dormir tranquila: terei muita raiva dos que gritam por democracia - a escolha da maioria - e acham que estão fazendo um bem.
Já escrevi o que Nelson Rodrigues dizia, não é? Então está certo.

Após essa absurda "escolha" eleitoral, travestida de "menos pior" ou "resposta do povo", virá o dezembro com os preparativos de Natal e aquela bobagem do espírito natalino podendo unir pessoas que brigam o ano sob a visão de que "a coisa já está ruim, assim só pioramos". Todos se unem para comer comidas gostosas, reclamar de uvas passas e dizer que está comendo/bebendo agora, mas em janeiro emagrece ou para de beber até refrigerante. Promessas vazias. 
Não dá uma semana de tédio e todos caímos na bobagem do Ano Novo com desejos de todos os tipos para 2019, sair do emprego por algo melhor, se endividar com um luxo que não cabe no orçamento (mas quer, porque quer), tomar decisões que serão para a vida toda, mas que na hora, não pensa direito e age por impulso. E é claro: festar, "sextar" e não ter nada para contar de útil no fim daquele ano de novo.

Minto? Dessa vez não. 

Eis a maioria brasileira. Eu diria que quem realmente gasta (sim, gasta, eu admito que é um gasto inútil, muitas vezes) tempo em ler meus textos, não escorrega tanto nas decisões assim. Se faz festa e bebe, não fica de papo molenga de que vai mudar ano seguinte. Faz porque acha que deve, mas não está afundando em bobagens. Tem o mínimo de discernimento sobre as opções presidenciais que temos em nossa disposição e pode até fazer como eu, e votar no Gasper. Mesmo se não fizer, não vou julgar. Terá motivos. E se teve, aviso que vai ter que engolir seco quando perceber que até o teu bolso está a reclamar.
E desejo sim, que todos - até os que vão votar no Lula por burrice e no Bolsonaro por teimosia (e o contrário, teimosia para o primeiro e burrice para o segundo também é válido) - que tenham um bom ano. Pois gente infeliz é gente chata e gente que finge ser feliz também é. E disso, já estamos lotados até a borda. Mais um pingo de chatice alheia, vou ficar mais ranzinza do que já estou. 

Aos que aqui passam um tempo, quero que tudo que vocês investirem e empenharem, renda frutos. A felicidade ainda que momentânea, é prazerosa. Mas busquem essas alegrias dentro dos limites dos seus deveres, não dos direitos. Todo mundo agora quer ter direitos, mas se esquecem dos seus deveres. As vezes, eles é que são os meios para se alcançar o que deseja. O plantio é opcional, a colheita, não. 

Eu não vou fazer planos para 2018. Não vou dizer que quero bater minhas metas de livros lidos por ano. Não vou dizer que quero uma F1 competitiva e com a vitória de pilotos que eu tenho apreço. Não direi que quero que meu time da NFL vá para playoffs, muito menos que quero colocar em dia todas as séries que acompanho, assistir à muitos filmes legais no cinema ou comprar cds de bandas favoritas à bom preço. 
Não vou esperar por um emprego qualquer que seja para ter o meu dinheiro - já tive o gosto do emprego qualquer e não me senti feliz, muito pelo contrário. Não vou dizer que vou lutar para estudar e passar em um concurso que me dê estabilidade. Não vou escrever aqui que faço doutorado a qualquer custo em 2019 e que 2018 vai servir para formular essa etapa da minha carreira acadêmica - inconclusa não por escolha.
Cansei de colocar expectativa nas coisas que depende de terceiros para dar certo. Os "burro-cratas", digo, os burocratas. Eles não sabem de nada e sabotam as nossas vontades sem aviso prévio.
Não sei mais distinguir o que quero do que necessito, então, não há santo que ouvirá meus pedidos em trocas de sacrifícios. Posso rezar por paz e tranquilidade. Por silêncio, talvez. Não acho que santidades e divindades gostem de sacrifícios. Deus e santos não podem ser mercado: "se me der tal graça, eu subo escadarias de joelhos"... Não, não... Isso não pode estar certo.

Sem expectativas, vou cair menos e ter menos hematomas. Que venha 2018!



Abraços afáveis!

PS: Votem na Corrente Musical de A a Z que irá abrir o ano de 2018 dia 3 de janeiro. The Beatles está com 3 votos e The Rolling Stones está com 2. Abrações e boas festas (e juízooo!)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017

2017 não foi um ano bom. Acho que desde que comecei a fazer a retrospectiva devo repetir isso a cada ano que passa. E então, decidi antes de abrir nova postagem, mas antes de concluir essa frase, fui verificar o que escrevi para 2016.
Santa inocência, meu ano de 2016 foi trivial e relativamente feliz, perto da segunda metade de 2017 - especialmente em relação à minha vida pessoal. 
Aqui no blog as coisas caminharam tranquilas e instigantes. Fiz 138 postagens com mistos interativos e divertidos, nenhum foi penoso, polêmico. Alguns até trouxeram leitores novos e alguns contatos inesperados.

* Janeiro:

Comemorei em 2017, 9 anos deste espaço. A comemoração veio com poucas mudanças no layout da página, mas a abertura de um perfil no Facebook foi a sacada mais nova para o I Love It Loud. Lá, tenho 36 seguidores e estou convicta de ser um bom número. Não busco muitos acessos. Essas coisas demandam muita dedicação e responsabilidade. O que sempre procurei e persisto é poder exercitar a escrita de coisas que gosto de comentar, sempre com bom humor e evitando ao máximo ser chata com qualquer tema - seja ele útil ou fútil.
Normalmente neste mês de janeiro não é possível fazer postagens de F1 a não ser comentários sobre apresentações de novos carros e pilotos, ou mesmo, as notícias da eterna "silly season". Pelo segundo ano seguido, arrisquei palpitar sobre os playoffs da NFL. Pode ser que faça o mesmo em 2018...
Durante o mês, não fiquei lerda com relação aos meus estudos: eu tinha até o meio do ano para concluir (com louvor e sem muitos atrasos) a minha dissertação de Mestrado em História pela Universidade Federal de Uberlândia (que fique claro, para os "novatos", que não sou desta cidade).

* Fevereiro:

Num mês de poucas postagens, dediquei pitacos sobre o Oscar e no começo dele, o resultado (chato) do Super Bowl 51 - e que não foi uma boa ideia.
Nesse período retomei com mais força aos meus escritos que passaram a ficar problemáticos. Em meio à autores muito densos, tentei suprir espaços com autores mais leves e que já conhecia e isso desagradou meu orientador. Angustiada com o prazo, queria ter razão de cumprir toda a minha etapa sem amarras para prestar um doutorado. Com isso, não consegui peneirar o essencial e estava cansada de argumentar coisas bem complexas para concluir a escrita, enquanto meu orientador tinha outros afazeres e não estendia a mão quando eu me desesperava. A questão foi enfática até meados de março: ele me orientou bem no começo, percebeu que eu me virava sozinha e no meio do caminho, os buracos do argumento dissertativo como um todo, saltaram. Ele teve que tentar forçar mais leituras e eu, já sobrecarregada, não consegui e procurei sua ajuda. Nesse instante - por sobrecarga também ou perda de interesse por meu trabalho, não ser dizer - ele não auxiliou e eu corri sozinha atrás de coisas que ele não concordava.

* Março:

O mês de minha qualificação de Mestrado refletiu aqui. Poucas postagens e apenas algumas trivialidades do começo da temporada de F1, outros posts diversos menores e a conclusão foi de 8 textos publicados. No fim daquele mês fiz uma qualificação e retornei ao embate: email ao orientador, algumas lágrimas ou acessos de raiva seguida de reescrita do texto, buscando o melhor jeito - embora eu já estivesse em nível de cegueira para os problemas da dissertação. Para o mês seguinte e a situação que já era ruim atenuou um pouco mais...

*Abril:

Os textos do mês da mentira e do índio só foram supridos com a F1. Como eu estava em fase de ajustes do texto depois de ter qualificado com louvor, precisei decidir sozinha o que permanecia no argumento e o que eu acatava ou não de sugestão da banca. Sem - novamente - auxílio do "atarefado" orientador, senti que na verdade ele tinha perdido a total confiança e interesse em meu trabalho, quando passamos por uma crise de relacionamento em janeiro-fevereiro (que, vejam bem, teve as primeiras farpas em outubro do ano anterior).
Desta vez, meio sem saber com o que eu poderia ter feito e arrependida de ter sido teimosa - não por orgulho, mas por achar, na minha vã filosofia, que dissertações são para serem feitas pelos alunos e não por professores - tentei ser amistosa durante todo o percurso de conclusão da escrita.
Ainda com incompatibilidade de aceitação sobre minhas escolhas - que tinha sido deixadas em aberto após a qualificação e depois que foram feitas por mim,  foram julgadas como escolhas ruins e irrelevantes - seguimos numa ideia de que tudo estava "bem", embora não fosse verdade. Foi no mês seguinte que mais uma rixa veio e colocou em xeque a minha impossibilidade de ser dona de meu próprio trabalho acadêmico e uma sombra de fracasso que me desmotivou.

* Maio:

Com o texto pronto e esperando a correção ortográfica - que disseram ser tão necessário que me senti muito burra como se não soubesse fazer uma redação simples - aqui no blog iniciei a tag da Corrente Musical de A a Z para falar de músicas e bandas além do tópico da F1. Não que a temporada nessa altura estivesse ruim. Muito pelo contrario. Mas assim como a vida pessoal que teria uma drástica reviravolta, a F1 também teria, e não seria para melhor.
Neste mês, os embates sobre ortografia da minha dissertação foram fortes. Três pessoas envolvidas, duas corretoras/leitoras que não viam grandes defeitos no meu texto e corrigiam o que viam de mais grave. O orientador exigia uma correção "pente fino" pois não estava nada bom cada vez que recebia o texto de volta. Sem tempo, ele protelou a defesa da dissertação assumindo a correção, insistindo que ele não deveria fazê-lo. Enquanto isso, meu (pouco) dinheiro ia sendo gasto com "charlatãs" da correção, como ele dizia.

* Junho:

O mês de calmaria, talvez o único do ano em que liguei o modo Kimi Räikkönen, não liguei para mais nada, ergui a cabeça e segui adiante nos dias que estavam por vir. Segui comentando sobre F1, abri postagens sobre meus 30 anos - fiz uma festa tipo chá da tarde. Ganhei vinhos, pelúcias, roupas, jóias e abraços. Me disseram que depois dos 30, ia ser só alegria. Achei mesmo. Pareceu um mês interessante.
Defendi minha dissertação dia 24, reatei a boa convivência com meu orientador que tinha agora a minha pessoa no pé dele de novo para arrumar o projeto de doutorado. Fizemos as negociações, prestaria uma nova prova de espanhol que tinha sido reprovada (não por incompetência, mas por sadismo do instituto de línguas que sempre reprova um terço dos concorrentes para repetirem a prova - que é paga - na data seguinte). O edital do processo para o doutorado saiu e não havia tempo de fazer uma nova prova. Meu coração apertou e eu duvidei que os 30 anos fosse os melhores anos... A impossibilidade de fazer o doutorado no ano de 2018 e voltar as aulas em março, me fez questionar essa má fase. 

* Julho:

As coisas iam bem: a F1 estava boa, relativamente competitiva, e tinham ido para as férias em moldes agradáveis. As postagens da Corrente estavam sendo divertidas e eu, queria continuar com elas. 
O mês fez com que estudasse para montar um projeto. Com um sopro de esperança, o programa da pós soltou um adendo dizendo que prorrogavam a entrega do certificado de línguas em algumas semanas, o que me daria a chance de repetir a prova em agosto...
Viajei para Ribeirão Preto e São Paulo, e fiquei uma semana fora de casa. Fiz muito na grande cidade, conheci lugares culturais interessantes, visitei parentes, jantei com amigas e só fui no Starbucks uma vez, rsrsrsrsrsrs... (Evolução, meu bem!) Voltei para minha cidade de avião e agradeci aos deuses a viagem de 50 minutos que demoraria 8h30min se fosse de ônibus. 

* Agosto:

2017 foi assim: me deu muita coisa, mas só até agosto. Acho que por algum pecado cometido, ganhei um belo de um castigo pior que ajoelhar no milho. Estou nos grãos até hoje, no momento em que escrevo esse texto. Tudo que foi dado, foi retirado com gosto.
Dediquei o blog à mais postagens musicais, escrevi bons textos aqui (esse é meu favorito), e a F1 retornou, como se num presságio de que 2017 tardava, mas não errava, em ficar escuro como o fundo do poço. A temporada do esporte à motor passou a dar sinais de que no fim, não teria tanta emoção e nem muito mais competições como na primeira metade. Alguém, numa farsa de recuperação talentosa, venceria o campeonato por antecipação e voltaríamos aos moldes dos nojentinhos anos anteriores. 
Na vida pessoal, tirei nota 9 em 10 pontos na prova de espanhol e me inscrevi no processo seletivo do doutorado. Uma farsa de esperança, se eu soubesse...

* Setembro:

Houve uma época aqui em Araguari que bandas de metal extremo podiam se apresentar num festival chamado Setembro Negro. Já fui à estes festivais, eram bons tempos, com bandas de death, doom e black metal. Mas não com guitarras nervosas e baterias de bumbos duplos, corpse painting e vocais guturais, o meu "setembro negro" foi mesmo marcado por rasteiras atrás de rasteiras.
Consegui aulas em uma escola pública como professora substituta. A turma tinha estado nas mãos de uma pessoa (se é que era professora) não formada em História depois que a titular do cargo entrou de licença. Os alunos não sabiam nada de nada e achei que as poucas centenas que receberia pelo cargo, ia ser um desafio e não um stress absurdo. Ledo engano.
Após ter minha inscrição deferida para o processo da pós, ter entregue minha dissertação feita e completa em todos os seguimentos que exigiam a cópia física e digital, a CAPES soltou a nota de avaliação quadrienal da pós dos cursos das universidades do país... E a nota da Universidade Federal de Uberlândia, doutorado em História foi 2, o que acarretava o descredenciamento e fechamento do curso para os anos seguintes.
Com isso, o processo foi suspenso por resguardo jurídico e eu teria de aguardar até 20 de dezembro para o veredicto final da CAPES. 

* Outubro:

Em outubro, o mês que mais postei (talvez como meio de descarregar minhas frustrações), fiz uma tag especial para Haloween e continuei com a F1, já perdendo as esperanças totalmente na etapa japonesa da temporada. Uma pena. As corridas poderiam ser bem mais legais se não houvessem os jeitinhos para a hegemonia de equipe rica. A falta que senti de emoções e entretenimento lá, foi suprida com jogos da NFL, agora sem a sofrência de 3 jogos por semana, e sim, 5 jogos (com direitos à escolhas e reprises) por semana - optei por tv por assinatura e passei a não perder nada a não ser que quisesse. 
No pessoal experimentei o grande inferno das escolas públicas: não, não é o descaso de alunos. Não, também não é a violência e o desrespeito da qual eles possam te tratar. É a administração da escola. Cumprir coisas pois o Governo quer,  ser comandado/mandado por pessoas frustradas, não valia meu pouco salário. Estive mais em reunião do que em sala de aula. Fui obrigada a fazer coisas que não quis - como dar conteúdos sob uma visão, pois "não queriam passar imagens erradas da História..." - (leia-se "mentir descaradamente para seus alunos"). Vi meu nome ser trocado diversas vezes, pela professora anterior e sabendo do passado dela, de como ela era uma aluna relapsa e pouco inteligente na graduação, me fez sofrer intelectualmente falando. Fiz trabalhos para eles, às pressas, até o mês seguinte e não tive um mísero reconhecimento. Mas na hora que errei e peitei a direção, tomei bronca como se fosse um dos alunos malcriados. 
Respirei fundo. Deus ia me garantir melhorias.

* Novembro:

A sorte de passar de agosto é que o ano corre e você se assusta quando chega novembro/dezembro. Depois da frustrante F1 tardar a cansar minha beleza (ainda que inexistente, vale a menção do dito popular metafórico), a NFL tinha dado pontapés bem dados com o meu Broncos e ruído à olhos vistos - o que no começo a troca de QBs foi de forma injusta, depois merecida: o time - como um todo - estava displicente, as derrotas eram boas formas de castigo.
Retornei a fazer poucas postagens, como se estivesse escrevendo dissertações de novo. Mas a questão era que a escola tomava meu tempo livre de forma absurda. E eu só tinha uma turma. Mas novamente a administração sugava de mim como se eu fosse duas. Problemas surgiram e fui cobrada como se eu tivesse bola de cristal para saber o que as outras professoras antes de mim fizeram de errado e cabia a mim rever tudo e sozinha.
Uma tristeza abateu: o excesso de gente negativa em volta de mim - professores reclamões - definiu  porque meus amigos que viraram professores mudaram tanto. É que nem gordinhos que fazem redução/cirurgia de estômago. Parece que tiraram deles a gordura e alegria vai para o descarte, junto (claro, que há exceções, mas botem reparo: Faustão ficou mau humorado, aquele Leandro Hassum não é mais tão engraçado). 
A F1 terminou e o mais do mesmo reacendeu. Me afundei em músicas, livros e NFL quando não estava na escola.

* Dezembro:

Por conta do fim de ano: provas, recuperações, conselhos de classe, diários online que não funcionam e horários para cumprir na escola, as postagens foram raridade por aqui neste último mês. A F1 já havia acabado e não tive tempo de escrever algo que realmente fosse apreciável sobre NFL. Optei por seguir com as postagens do Corrente, que embora tardassem a aparecer, era por falta de participações para concluir a banda escolhida e fazer o post. 
E esperei por esse mês, mais que pelos outros. Dia 20 sairia a decisão da CAPES. E dia 20 o resumo do meu ano, com as respostas negativas para afirmações que me fizeram ao longo do ano: 
"O Mestrado vai te abrir mais portas." 
"Os 30 anos são os melhores da nossa vida, depois disso é só alegria." 
"Deus tem melhores planos para você, pode não parecer, mas ele tem um plano incrível..."
O Mestrado não me abriu portas. Dar aulas em escola pública nesse país não te faz ganhar o equivalente pelo tanto que você se esforçou em graduação e pós. Pior: um zé ou zefa das couves que curtiu o tempo de faculdade inteirinho e dá a mínima para a educação ganha o cargo e você fica chupando dedo com seus diplomas mofando com o suor do seu sovaco. Feio? Sim, mas real.
Os 30 anos não são os melhores anos da sua vida se você ainda vive com seus pais, que não gostam do seu emprego e depende do dinheiro deles, pois seu emprego é muito trabalho para pouco reconhecimento e não dá para ter estabilidade nenhuma. Não é o melhor dos anos quando você é a mais nova da casa e todo mundo "quer te ajudar". Não é quando o mundo diz que nessa idade você já deveria ter uma conta gordinha de FGTS, um carro (pode ser até velho) ou uma casa (nem que seja de aluguel). 
Deus pode ter um plano para mim, mas antes disso ele deixou o outro, o lá de baixo, aquele vermelho, chifrudo e que vive num lugar mais quente que o centro do vulcão, no comando.
Essa semana, depois do Natal tive o rompante de esperança em ter como fazer um outro curso de graduação na federal, sendo portadora de diploma. No edital, nenhum curso com vagas ociosas me apetece, não consigo me ver fazendo e me entristeci. Algumas horas depois pensei em fazer cursos na particular da cidade, via Prouni. Me lembrei que tendo estudado em escola particular, não tenho direito à bolsas e não tenho grana para pagar cursos - que querendo ou não, são bem caros.

E assim, a gente termina 2017. Espero que nos próximos 3 dias que restam não tenham mais outros tombos pois as costas e os joelhos já reclamam muito e com razão. 
Mas como a gente não pode perder o humor e nem mesmo mostrar derrota - pois os outros irão te julgar sem piedade se você baixar a guarda e desistir, sempre com frases motivacionais que as vezes são mentiras deslavadas, mas que compramos porque somos desesperados por natureza - mando um recado stalonístico ao novo ano:


Sábado retorno para falar só de coisa boa. Abraços afáveis!

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Corrente Musical de A a Z: The Black Crowes

Vencendo por 3 votos das 6 escolhas dos participantes, The Black Crowes é a banda desta postagem, que nada tem a ver com os amistosos pássaros de Odin, não é uma banda de folk metal (embora até pudesse ser um bom nome de banda do estilo), nem mesmo é uma referência aos personagens da Patrulha da Noite de Game of Thrones. 
Quero, mais que antes, que comentem as suas escolhas sobre os Corvos Negros, ao fim da postagem e se preparem para a (bombástica? explosiva? polêmica?) próxima escolha da corrente para abrir 2018 fervilhante, rsrsrsrsrs...

Banda ou Artista mais bem votado:


♫ Música que mais gosto:


♫ Música que menos gosto:

Não consegui encaixar nenhuma nessa tag

♫ Música romântica:


♫ Música que me define:

...Let's disappear and we'll hide underground
We'll get high and
We'll feel safe & sound... - Soul Singing

♫ Música para dançar:

Todas são bem boas para isso, podem confiar. Mas escolho:



♫ Clipe favorito:


♫ Melhor álbum:

Deve ser praticamente unânime as escolhas dos primeiros álbuns, de 1990 e 1992, "Shake Your Money Maker" e "The Southern Harmony and Musical Companion". Ambos possuem as músicas mais famosas da banda que é blues e começou carreira numa década marcada pela ascensão do grunge. O estilo blueseiro foi cativante, mesmo que atemporal e tornou os irmão mentores da banda: Chris e Rich Robinson figuras de alto calibre no meio musical. Gosto também de projetos à parte dos irmãos, como o ao vivo: "Brothers of a Feather: Live at the Roxy" de 2007 - que vale à pena dar uma conferida. Observem só pelas faixas:

1. "Horsehead"
2. "Cursed Diamond"
3. "Over The Hill" (John Martyn cover)
4. "Magic Rooster Blues" 
5. "My Heart's Been Killing Me"
6. "Forgiven Song" (Rich Robinson solo song)
7. "Someday Past The Sunset" (previously unreleased Chris Robinson solo song)
8. "Roll Um Easy" (Little Feat cover)
9. "Cold Boy Smile" (new Black Crowes song)
10. "Driving Wheel" (David Wiffen cover, as popularized by Tom Rush)
11. "Leave It Alone" (Rich Robinson solo Song)
12. "Polly" (Gene Clark cover)
13. "Darling Of The Underground Press"
14. "Thorn In My Pride"

Com isso, não pude encontrar um "pior" álbum para comentar.

► Menções honrosas: 10 músicas que não foram citadas


Comentem!!!
E deixo vocês para a escolha que será a postagem de abertura do ano, depois do dia 2 de janeiro. Os votos serão contados pelos comentários aqui e também os da página do blog no Facebook. Em caso de empate, faremos um post para cada. No entanto, espero os votos até dia 2 de janeiro, então, depois dessa data, nada de tentar empatar, rsrsrsrs... Ah, e também não haverá repescagem (pois aí fica fácil...)
Preparado(as)?




ou


Hehehehehehe... Escolham o que vos apetece mais ;) 
Abraços mega afáveis e desde já agradeço a participação!

sábado, 23 de dezembro de 2017

Blog I Love It Loud 2017: Feliz Natal

Espero que todos estejam nos conformes depois de um ano relativamente difícil (o meu pelo menos, foi). Que possam relaxar e curtir família e amigos neste Natal e esperar pelo Ano Novo - que nem deixa gente sentir uma fome - e já chega com mais festança na virada.
Eu desejo à todos:

 
Semana que vem estaremos firmes e fortes por aqui!
abraços mega afáveis e natalinos a todos!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Corrente Musical de A a Z: Slipknot

A letra S segue dando frutos. Slipknot acabou vencendo as opções da letra T, deixando apenas Twisted Sister para uma próxima possibilidade de escolha.
Vamos ao Corrente dessa semana sem demoras!

Banda ou Artista mais bem votado:



♫ Música que mais gosto:


♫ Música que menos gosto:

Não sou muito fã de "Eyeless". Ela é "too much disturbing". Mas tem umas linhas de guitarra bem massa.

♫ Música romântica:

Não é bem romântica e sim de "fossa" (usamos esse termo ainda?), de sofrimento amoroso e necessidade de solidão.


♫ Música para dançar:

Sid Wilson, número 0 já ensinou a gente a dançar em um monte delas... Então, nem tá difícil escolher uma, por incrível que pareça.
People = Shit além de ser um título que faz refletir e ser um tanto verdadeiro, dá para ensaiar uns passinhos, rsrsrsrsrs...

♫ Música que me define:

"...The unrequited dream
A song that no one sings
The unattainable..." - Vermillion pt. 2

♫ Clipe Favorito:

Quando "Before I Forget" apareceu na MTV estávamos no grande ápice das músicas nu metal. A molecada adorava e eu, ainda nessa fase de ouvir coisas da minha geração era uma delas, porém, ainda não tinha me encontrado no estilo, para ser bem sincera. Tinha em casa o disco "Hybrid Theory" do Linkin Park, mas tinha a tendência a preferir power metal mais do que esse estilo meio "bagunçado".

Slipknot era meio aterrorizante nos anos 2000. Arrumei um DVD do show ao vivo "Disasterpieces" de 2002 e achava aquilo tudo "o máximo": Eu, que tinha uma fobia de máscaras e palhaços, fui treinando meus traumas a partir deles. Palhaços ainda são complicados de encarar, especialmente nas ruas e portas de lojas em épocas festivas ou de promoções. Cinemas com esses protagonistas então, nem pensar. Mas, máscaras, estão ok, depois de alguns minutos de costume, não fico agoniada como antes. (*Sobre as máscaras: comento mais adiante) Então, nos anos 2000 estes caras eram a coisa mais undergound para mim, vivente de uma cidade pequena e recém saída de numa escola de freiras. O ano do vídeo "Before I Forget" era 2005, eu tinha lá meus felizes 18 anos, tinha saído do colegial e deixado para trás um "crush" que gostava de Slipknot e que era um dos "metaleirinhos" mais "quentes" da cidade. Hoje não sei quem está pior: ele, com uma cara de 80 anos por conta dos excessos da adolescência, ou eu marinando em casa, sofrendo com a impossibilidade de começar 2018 em mais uma pós graduação que vai teimar em tardar.
E foi com os 18 anos que comecei a tomar decisões sobre as bandas que eu gostava de ouvir. Slipknot passou a ser uma das únicas bandas de nu metal que ainda restava nas minhas audições (junto com System of a Down). Mesmo assim os mascarados tem a áurea de ser músicos da molecada. Metaleiro adulto e de raiz gostava de coisa mais "descentes" de se ouvir e exaltar. O vídeo? Bem, atiçava muito mais a geração que ouve música pela internet que necessariamente aquela turma que trocava fitas K7 na praça. E essa curiosidade se dava muito mais pelo mistério dos caras mascarados desta vez, sem máscara, do que especificamente pelo som. Não se vê nada de seus rostos limpos, e isso, segurou uma galera por mais tempo na curiosidade. Só 12 anos antes desse post, a gente tinha uma ou duas fotos de cada membro da banda no Google imagens, e mesmo assim, de uma má qualidade terrível. O máximo que tinha no vídeo em questão eram olhos, cabelos, mãos e perfis bem rápidos. Até meados do vídeo, inclusive os nomes eram uma incógnita. Cada um tinha um número, do 0 ao 8. Isso era uma jogada de marketing que funcionava bem, e de certa forma, era interessante até serem "conhecidos". Detalhe importante: não caíram num ostracismo exagerado irregular como o Korn, ou mesmo se tornaram uma banda nada criativa como Limp Bizkit. 


♫ Melhor álbum:

Não escondo de ninguém que apesar da má fama do nu metal que gosto de duas bandas do estilo. Adoraria e pagaria ingressos para shows desses caras sem problemas. Não, não acho que é coisa de molecada. E não, não acho que Slipknot é bobagem de criança. Nem acho que são totalmente nu metal. O pezinho deles está fortemente calcado no death do vocal até as letras.
A questão é que gosto das linhas de guitarra e dos vocais limpos ou guturais. Corey Taylor é um excelente vocalista e é uma destas figuras públicas que tem algo de proveitoso para dizer e dado dois de seus livros que li de sua autoria, eu diria que ele é um pensador contemporâneo, muito mais sábio que muito Tico Santa Cruz por aí. (Comparação desonrosa, mas é o que veio a mente de exemplo de figura "roqueira" que move multidões em ideias rasas e empobrecidas para as nossas antas compatriotas seguirem...)
Em termos de álbuns, gosto de "All hope is gone", quarto disco de estúdio da banda, lançado em 2008. Acho um disco completo, que atendeu as expectativas na época que soube de seu lançamento e gosto de ouvir sem pausas ou saltos. Embora tenha sido o último com a banda de formação quase que original - já que Paul Gray o baixista morreu dois anos depois, a banda ficou em hiato até meados de 2013, ano em que Joey Jordison (bateria) também foi desligado do grupo - é provavelmente o melhor deles entre os críticos. Os demais integrantes: #0 Sid Wilson - DJ , #3 Chris Fehn - percussão e vocal de apoio, #4 James Root - guitarra, #5 Craig Jones - sampler e teclado,  #6 Shawn Crahan - percussão e vocal de apoio, #7 Mick Thomson - guitarra, e #8 Corey Taylor - vocais.
As faixas:

1. ".Execute." 
2. "Gematria (The Killing Name)" 
3. "Sulfur" 
4. "Psychosocial" 
5. "Dead Memories" 
6. "Vendetta" 
7. "Butcher's Hook"
8. "Gehenna"
9. "This Cold Black" 
10. "Wherein Lies Continue" 
11. "Snuff"
12. "All Hope Is Gone"

♫ Pior álbum:

Cada álbum tem algo de aproveitável. Então Slipknot ainda não chegou no patamar de ter um álbum como mais ou menos ou mesmo fraco - embora o recente álbum além de sombrio, destoa daquela fase mais nu metal por completo do começo da carreira, e mostra uma maturidade enquanto musicistas de forma bem mais evidente. Para quem gostava do jeitão nu metal da banda pode ter desgostado de "The Gray Chapter", ainda mais pelas estranhezas entre os membros desde os problemas enfrentados internamente.

* As máscaras que descreveram uma das características da banda tinham significados e escolhas dos membros quando ainda eram apenas conhecidos apenas pelos seus números.
- Sid Wilson, o 0, o mais jovem membro do Slipknot, é o DJ maluco que sempre usou máscaras anti-gases e de caveiras. Ele também é conhecido como "DJ Starcream", nome derivado do personagem Starscream dos Transformers.
- O ex-baterista Joey, conhecido como #1 usava uma máscara do tipo kabuki, originária do Japão. Joey que pareceu ser um dos caras mais fechadões da banda e a máscara refletia a inexpressividade que parece combinar com Joey. De bem ou mal com a vida sua máscara nunca refletiu seu estado de espírito. Ele saiu da banda em 2013, e recentemente revelou uma doença que prejudicou o movimento de suas pernas chamadas "mielite transversa". Ele superou em partes e está com uma banda chamada Vimic. Joey foi substituído por Jay Weinberg, o atual #10.
- Falecido em 2012 por uma overdose acidental de analgésicos - em tese, Paul Grey sofria de dores fortes e problemas no coração - o baixista do Slipknot #2 usava originalmente uma máscara de "porco de Haloween", conhecida entre os americanos por conta dessa festividade. Depois ele passou a usar uma bem baseada na máscara usada pelo Hannibal Lecter nos filmes. Paul foi substituído por um tempo por Donnie Steele até 2013, (que já foi guitarrista da banda nos anos 1995 e 1996) e agora o membro atual da banda é Alessandro Venturella - com o número 9.
- O percussionista e sua máscara de Pinóquio estilizado, é Chris Fehn # 3, exalta a sua espirituosidade em palco e no particular.
- Jim Root (#4) é um dos dois guitarristas e a máscara que usa é algo monstruoso e que faz alusão a algo psicótico. Parece ter sido criada inspirada em dois personagens - o Coringa, vilão do Batman e o Corvo, personagem imortalizado por Brandon Lee nos cinemas.
- Craig Jones é um dos poucos que ainda não aparece muito. É o #5 programador, tecladista e sampler (aparelho utilizado para armazenar sons e tocá-los com o auxílio do teclado). A máscara mais conhecida, usada por ele é feita de látex, repleta de pontas em espetos, com um zíper na boca, no estilo meio sadomasoquista. Como dito, ele é o que menos aparece da banda e é considerado bem introvertido. Nas pesquisas, alguns fãs indicaram que a sua máscara trata-se de uma inspiração nos personagens "cenobitas", seres infernais do filme Hellraiser.
- Na sequencia, o #6 tinha que ser o palhaço para meu terror. Shawn diz ser um cara adorável e um palhaços, seriam, na cabeça dele, criaturas adoráveis. (Desculpa aí, tio, mas não é neeeeeem...) Outra explicação encontrada é que palhaços seriam figuras bem malucas por natureza, o que justifica a energia do percussionista no palco.
- #7, ou Mick Thompson é tido como um cara frio e sem sentimentos, desta forma, o outro guitarrista do grupo escolheu um tipo estilizado de máscara de hóquei para utilizar durante os shows. Olhando bem, parece que está sempre com ódio de tudo e todos.
- Corey Taylor, o #8 usou muitas máscaras ao longo dos anos: já usou uma máscara que era metade -metade duas faces, uma triste e outra alegre, que retrataria duas fases distintas de sua vida. Outra, parecia um rosto queimado e costurado no maxilar. A atual seque maxilar costurado e com um tom de homem idoso ou cadavérico. Parece ter alguma inspiração no que diz respeito ao seu gosto por quadrinhos.

► Menções honrosas: 10 músicas que não foram citadas

Sulfur;

Passo a vez para vocês: escolham, palpitem.
Deixo mais algumas bandas para a próxima semana - incluindo a segunda melhor votada da semana passada.






Votos pela página ou pelos comentários. Como preferirem. 
!!!Avisão!!!: depois da escolha acima, não terá uma repescagem para a segunda mais votada. Farei a postagem com a vencedora e nomearei duas bandas que começam com "The" para começar janeiro com "A" escolha do Corrente, meio que especial do especial antes de passar para a letra seguinte durante o novo ano. Já imaginam quais bandas serão?

Abraços afáveis!

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Corrente Musical de A a Z: Sepultura

Dos 4 votos, Sepultura carregou 2 para a "sacolinha" e ganhou o direito de ser personagem principal da postagem hehehehehe... Vamos as minhas escolhas e logo, passo à vocês para comentarem também.


Banda ou Artista mais votado:




Levando o nome de nosso país para o cenário heavy metal, é uma das poucas razões em se orgulhar de ser brasileira. Foi um tanto fácil fazer a lista com o Sepultura, afinal, mesmo com os altos e baixos, é uma banda de "primeiro mundo" apesar da origem de um povo cuja cultura musical (ao menos a das rádios) é de dar desgosto em muita gente.

♫ Música que mais gosto:


♫ Música que menos gosto♫ Música romântica:

Não há resposta para nenhuma dessas perguntas, rsrsrsrsrsrs...

♫ Música para dançar:

Dá para movimentar os ossinhos e as gordurinhas com:



♫ Música que me define:

"...I see the world, old
I see the world, dead..." - Arise

♫ Clipe favorito:



♫ Melhor álbum:


Embora tenha escolhido "Roots bloody roots" como favorita, meu álbum favorito oscilaria entre "Roots" de 1996 e "Chaos A.D." de 1993, tendendo mais ao quinto álbum da banda, como sendo o que mais ouvi e o que mais conheço do Sepultura ainda dos primórdios. Os integrantes deste disco ainda eram os membros formadores: Max Cavalera - vocal, guitarra e violão, Andreas Kisser - guitarra solo e viola, Paulo Jr. - baixo e percussão e Igor Cavalera - bateria e percussão.
As faixas bombásticas são:

1. "Refuse/Resist" 
2. "Territory"  
3. "Slave New World" 
4. "Amen" 
5. "Kaiowas" 
6. "Propaganda" 
7. "Biotech Is Godzilla" 
8. "Nomad" 
9. "We Who Are Not as Others" 
10. "Manifest"  
11. "The Hunt" 
12. "Clenched Fist"  

♫ Pior álbum:

Não existe pior álbum. Existe os menos interessantes que aqueles explosivos dos anos 80/90. Mas vale muito dar uma conferida despretensiosa em toda a discografia. Digo e repito: é banda para se ter orgulho de ser daqui, embora poucos dêem o devido valor. 

► Menções honrosas: 10 músicas que não foram citadas


Orgasmatron (Motörhead cover);

A bola está com vocês. Escolham as suas favoritas, comente sobre o Sepultura e votem na próxima corrente. Das opções anteriores, Slipknot retorna para a repescagem com as opções da letra T:











Votem pelos comentários, pela página no Facebook que já deixo meus obrigadinhas felizes.
Para conferir o que já rolou no Corrente Musical de A a Z é só clicar aqui.

Abraços afáveis!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Tag Cinematográfica: Desafio dos 30 filmes (# 17)

Desafio dos 30 filmes - Dia 17: Um filme que gostaria de ter assistido no cinema

Dando continuidade ao desafio de filmes, hoje, uma situação fácil de responder: assisti a maioria dos filmes que quis no cinema, então restaram alguns poucos que tive vontade. 
Mesmo com a grana curta, eu faço a lista de começo de ano e consigo manter a meta quando depende de mim. Nos últimos dois anos a coisa complicou-se um pouco: sessões dubladas em horários mais acessíveis, quando não as únicas disponíveis.
Que brasileiro é um povo retrogrado para tudo que é minimamente útil para a convivência em sociedade, não é novidade. Brasileiro não lê diariamente, brasileiro não tem o costume do estudo por conhecimento - estuda para se qualificar e subir de cargo. Neste caso, faz cursos de especialização com bobões com titulação que quando exibem as tais, são os que menos deveriam. Tais cursos, geralmente, são específicos de uma área em voga, recheada de preciosismos e mandamentos, que as pessoas que se inscrevem em 70% dos casos, empurram até o final com a barriga - novamente - pois visam apenas a si próprio na empresa, ganhar mais e não "fazer melhor". Brasileiro não vai à museu, à galerias de arte - mas gosta de palpitar sobre as "obscenidades" que surgem em algumas delas. Brasileiro que não lê, diz que entende de política. Enche a boca para falar as palavras "governo golpista" sem nem sequer ter segurado nas mãos uma Constituição, muito menos entende que o que o governo federal faz, teve previamente um plano de governo que ele - o golpeado - foi um dos que votou a favor. Brasileiro não vai ao teatro, à espetáculos de danças "porque essas coisas são caras", mas gasta bastante para ter o Smartphone mais recente lançado. 
E brasileiro não vai ao cinema da forma correta: faz piquenique, escolhe um lugar qualquer na sala, ri alto, bate palmas em cenas de ação, comenta/narra o filme em voz alta e o mais ápice de tudo - quando vai, é claro - paga um absurdo por sessão dublada ou filme de comédia brasileiro: todos (eu escrevi TODOS) são tipo Zorra Total sem intervalos de propaganda. Pataquada em sua maioria.

Então é por isso que ultimamente eu tenho restringido a lista de cinema: uma que não pago meia mais, duas que tenho de me deslocar até a cidade vizinha e três e mais importante - eu não pago 22 reais numa sessão dublada de 3D de um filme de ação e efeitos visuais em que todos os vilões tem a aquela voz xoxa do dublador do Adam Sandler... Podem reparar, é a mesma pessoa que dubla Sandler - comediante - é o que dubla os antagonistas (geralmente soando sempre sarcásticos) dos filmes. Ou seja, dublagem já começa equivocada aí. 
Entendam que é mais do que simplesmente querer ler uma legenda (que as vezes também está errada, mas ninguém é obrigado a saber inglês, estou de acordo); é querer ouvir o ator que muitas vezes usa de sotaques e formas diversas de dizer as falas e isso - queiram ou não - faz parte da interpretação do artista. Assistir dublado então é considerar um Sandler da vida, tão bom ator quanto um Denzel Washington, um Daniel Day-Lewis, um Tom Hanks... Sim?!

Por conta dos horários dublados, não assisti "Doutor Estranho", "Guardiões das Galáxias Vol. 2" e tantos outros que mereciam idas ao cinema por conta dos efeitos técnicos. Tive de esperar chegar na minha cidade filmes de drama como "Cavalos de Guerra". Filmes que vai concorrer à Oscar? Nunca assisti um sequer na semana de estréia por conta das sessões "adultas" sempre muito tarde para estar longe da sua própria cidade - e como não tenho carro, não pego estrada se não for de ônibus que tem horário para parar de rodar. 

Gostaria de ter assistido aos antigos "Star Wars" no cinema, mas nem era nascida na época. Assisti aos episódios 1, 2 e 3 no cinema e foi interessante. Apesar de ser adepta da cultura nerd, não sou fã ao ponto de comprar ingressos antecipados das novas histórias, por exemplo. Se tiver horário, bom.  Se não tiver, não faço questão. Ultimamente faço questão de ir ver os filmes da Marvel. Gosto da DC, mas não tanto quanto a Marvel (por favor, sem polêmica é apenas uma questão de gosto). O último filme da DC que assisti no cinema foi o tenebroso "Esquadrão Suicida". Se querem saber, o filme só presta pois tem Will Smith e uma personagem feminina que não é chata nem caricata (Arlequina). O resto é uma porcaria.
Não vi "Batman x Superman" pois preferi "Capitão América: Guerra Civil" e de fato não arrependi. Não fui ver "Mulher Maravilha" porque o discurso feminista antes-durante-depois da estréia me esgotou o interesse. Não fui ver "Liga da Justiça" por falta de tempo.

Gostaria de ter visto filmes das quais ou era muito nova, ou são de antes de meu nascimento. A lista seria grande, pois há muitos bons filmes legais por aí.
Escolho dois, por coincidência, de clássicos da literatura. O primeiro deles (nunca pensei que admitiria isso) é bem mais eletrizante que o livro. O segundo é um pouco mais dramático que a literatura, mais shakespeariano. 

Drácula de Bram Stocker (1992) de Francis Ford Coppola: Vampiros que brilham no sol? Só se alimentam de animais? Ficam sofrendo de amorzinhos? Como já dizia Amy Winehouse: "No, no no"...


O livro é baseado em missivas, cartas entre os personagens. A descrição de Drácula é dada pelas personagens que se envolvem com ele, mas ele em si não toma partido nem não aparece. O filme, roteirizou a história dando um amplo espaço para a elaboração de Gary Oldman como o Drácula (muito bem por sinal).
Eu assisti ao filme quando passou na tv. Percebi que era terror, não tive pesadelos e ao contrário, achei interessante e fascinante, mesmo sendo muito nova. Algumas pessoas acham que o fato de Drácula ser apenas descrito e ter seus atos contados no passado entre alguns personagens indica mais mistério, suspence e fascínio. Mas é uma questão de opção: ambos são bons, livro e filme. Um rico em detalhes e outro rico no visual, na encenação. É uma questão de espírito e escolha.

Frankenstein de Mary Shelley (1994) de Kenneth Branagh: Muito semelhante ao livro, porém com uma parte do final com a amada de Victor ressuscitada (que não tem ligação com a literatura, ele não a trás de volta para a vida) o filme também conta com a produção de Coppola e a direção de Kenneth deu o toque mais Shakespeare na narrativa. Ambos, tanto filme quanto livro são ótimos embora com "feelings" diferentes.


Ao contrário do filme, o livro é mais aterrorizante - a descrição do acordar da criatura do doutor Frankenstein é muito mais interessante do que a encenada e prende a sua tensão, mesmo que você saiba o que vai acontecer. O martírio da criatura que fica perambulante também de escapar é mais focado que no filme, que corre mais rápido nesse ponto. Além disso, o longa é fiel à obra até certos pontos - que são cruciais na história como um todo.

Se nunca assistiram algum destes, recomendo ambos. (Assim como os livros, mas isso é para outra tag...)

Abraços afáveis!

PS: confiram nos links abaixo ou outros dias do desafio de filmes