segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Chapter 10: GP da Rússia (por Lucas Lopes)

 O GP da Rússia foi a décima etapa do campeonato da F1 2020. Há poucos meses não sabíamos nem se teria temporada, e veja só: já se foram 10 corridas e o público está voltando para os autódromos! Foram cerca de 30 mil pessoas em Sochi para acompanhar o “grande” prêmio russo. 

Como sempre, o centro das atenções foi o ainda hexa campeão, Lewis Hamilton. A expectativa era alta para ele igualar as 91 vitórias de Michael Schumacher. O que não foi possível por causa de coisas que ocorreram antes da corrida.

Além da possível quebra de recordes, Hamilton tinha ganhado os holofotes por causa de seus protestos em apoio ao movimento Black Lives Matter. Na última corrida, já tinha usado uma camisa pedindo justiça pela morte da americana Breonna Taylor, o que poderia ter uma punição da FIA ao piloto, mas não deu em nada. Além disso, pela corrida ser na Rússia, onde o governo persegue esse tipo de manifestação tem a mente mais fechada para esses assuntos, houve dúvida se ocorreriam a campanha da f1 “We race as one". Mas também ocorreu tudo normalmente. Ainda bem que o governo russo não mudou os protocolos adotados recentemente.

Porém fica a reflexão... É bem hipócrita por parte da F1 querer fazer uma campanha pela diversidade e correr em lugares como a Rússia, onde o homossexualismo é crime por exemplo. E essa semana se especulou um possível GP na Arábia Saudita, onde esse papo de diversidade e direitos humanos não são bem aceitos lá também. Enfim... dinheiro, né? 

Falando do grande prêmio... Já no sábado tivemos uma classificação tensa. Mais uma vez tivemos o Menino Russell indo bem na classificação e passando para o Q2. A Ferrari teve uma pequena melhora, mas ainda assim Sebastian Vettel sofreu para passar para a segunda fase classificação. E como de costume, os péssimos carros da Haas e da Alfa Romeo ficaram no Q1 junto com o canadense, Latifi, da Williams.

Já falando da parte mais tensa do fim de semana, o Q2! Hamilton fez uma boa volta no início do qualy de pneus médios, porém passou do limites da pista e teve sua volta deletada. Mas havia uma segunda tentativa, porém quando Lewis estava terminado a volta, o alemão em “excelente” fase, bateu e causou uma bandeira vermelha. Seu companheiro, Charles Leclerc, que estava com um bom rendimento para o padrão Ferrari 2020, QUASE o acertou. Isso seria uma tragédia ainda maior para a equipe de Maranello. Hamilton novamente não tinha uma volta boa de médios.

O Q2 voltou faltando 2 minutos para acabar e todo mundo saiu desesperado para abrir mais uma volta. Verstappen abriu uma boa volta de macios, mas tirou o pé no final, pois considerava que tinha feito uma boa volta de médios antes de Vettel bater. Bottas nem conseguiu abrir outra, mas também já tinha uma boa volta de médios. Stroll e Leclerc não passaram para o Q3 e se decepcionaram com suas voltas. A surpresa foi Daniel Ricciardo, que liderou o Q2 com sua Renault. Já Lewis viveu um drama... O inglês não tinha mais pneus médios e abriu a volta de macios, o que possivelmente seria uma desvantagem estratégica na corrida. E ele quase não abre volta novamente, foi no limite do relógio! Mas ele conseguiu e se garantiu no Q3.

O inglês teve um Q3 bem mais tranquilo, já que fez a pole e quebrou o recorde da pista. A decepção ficou com Bottas, que voltando pros boxes, deu vácuo para o Verstappen e perdeu a segunda posição para o piloto da RBR.

As coisas não seriam fáceis para o inglês mesmo largando da pole, já que teria uma desvantagem estratégica para Verstappen e Bottas, que largariam de médio. 

A corrida: Ela começou antes da largada! Hamilton já estava sendo investigado por DOIS treinos de largada em lugares irregulares. No meio da corrida, veio a confirmação de que o inglês da Mercedes tomou duas punições de 5 segundos cada, e elas foram pagas durante o pit.

O Hamilton e a Mercedes vêm fazendo um bom trabalho e vêm dominando a F1 no últimos anos. Porém, de vez em quando, tomam umas punições bobas. Não é a primeira vez que isso acontece, o GP da Itália desse ano e o da Alemanha do ano passado são exemplos de besteiras que a equipe ou o piloto fizeram. Mas isso não acaba prejudicando nos campeonatos, já que eles estão bem a frente dos concorrentes...

Também houve uma discussão nas redes sociais sobre a FIA punir muito o Hamilton, inclusive o piloto está quase com a licença caçada. Mas vamos ser sinceros: Não tem motivo pra teorias da conspiração, a FIA já ajudou muito o inglês, como no ano passado no GP do Canadá, em que puniram o Vettel - injustamente a meu ver - e no GP de Mônaco de 2016, que não deram punição para o piloto da Mercedes ao fechar Daniel Ricciardo. Enfim... Não acredito que a FIA esteja apoiando uma equipe ou outra, apenas erram nas decisões, as vezes.

Voltando pra corrida... O GP da Rússia teve uma largada bem animada, com vários pilotos escapando da curva 2 e o Sainz com uma batida meio idiota e que eu faço várias vezes no vídeo game hahaha... O espanhol nem foi para a "equipe do cavalinho", mas já está com a "zika" dela. Outro acidente na primeira volta foi entre Stroll e Leclerc: O monegasco acertou o canadense que não tinha o que fazer e foi para o muro. Esse acidente gerou muita "choradeira" e discussão nas redes sociais pelo motivo que eu citei anteriormente, pois o incidente foi parecido com o toque do Hamilton no Albon no GP da Áustria desse ano e o inglês foi punido na ocasião e o monegasco não foi ontem. Porém, como disse antes, a FIA erra as vezes. Paciência. 

A corrida dos três primeiros não foi muito disputada. Com Hamilton punido, Bottas teve caminho livre para ganhar pela nona vez na carreira, já que Max não tinha como alcançá-lo. Hamilton, apesar da punição, voltou fácil para a terceira posição e teve seu recorde adiado. 

A corrida foi um pouquinho mais disputada no meio do pelotão, mas não muito. Porém para os padrões da "excelente" pista de Sochi, esteve bom (kkkk...)

Destaque para Albon e Norris que adotaram estratégias péssimas, diferentes no início da corrida e passaram quase a corrida toda disputando posição. Infelizmente, o pódio do tailandês em Mugello ainda não fez ele andar melhor com esse carro da RBR. Sofreu para ficar a frente de Norris e ainda para piorar, foi ultrapassado por Pierre Gasly (vencedor do GP da Itália desse ano e um dos candidatos para a vaga de Albon na Red Bull) no final da corrida. 

Falando da Alpha Tauri, ela fez uma boa corrida e para mim é uma das boas surpresas dessa temporada. Kvyat e Gasly terminaram em oitavo e nono, respectivamente. Outra boa surpresa é a Renault, que fez outra boa corrida! Ricciardo conseguiu um P5 e Ocon um P7. A equipe francesa também proporcionou um estranho jogo de equipe: Ocon deu passagem para Daniel, porém o australiano só conseguiu ultrapassa-lo por fora da pista, o que deu uma punição de 5 segundos para ele, mas Ricciardo conseguiu tirar a diferença e não perdeu posição. 

Outro destaque de pilotagem foi a de Sérgio Pérez, que conseguiu dar uma boa resposta para a Racing Point e terminou em um excelente quarto lugar, enquanto Vettel sofria novamente com a Ferrari. 

O prêmio "tirou leite de pedra" vai para Charles Leclerc, que conseguiu um excelente sexto lugar com esse carro horrível da Ferrari e superou, mais uma vez, o companheiro treta campeão do mundo. Esse menino é o futuro da F1! 

Portanto, o GP da Rússia de 2020 foi uma corrida razoável para o histórico da pista. As campanhas da F1 pela diversidade foram contestadas e foi criada uma grande expectativa para Hamilton finalmente bater as 91 vitórias de Michael Schumacher, mas por causa de uma punição (besta), esse recorde foi adiado. Bottas finalmente conseguiu ter uma boa atuação e vencer a corrida. Infelizmente, Albon não conseguiu voltar a andar nas primeiras posições e novamente teve ameaça de Gasly, com uma Alpha Tauri que vem surpreendendo na F1! Pérez deu uma boa resposta para a Racing Point, após ser demitido da equipe. Enquanto Leclerc teve um excelente resultado, ficou a derrota para Vettel mais uma vez.

* Lucas Lopes: Jovem paulista apaixonado por velocidade! Sempre gostei de F1, desde muito cedo e já comecei sofrendo por causa do Felipe Massa. Sempre busco saber bastante sobre o esporte e mesmo sendo novo, gosto de relembrar grandes momentos de épocas passadas! 

***

Obrigada Lucas por ter disponibilizado um tempo para escrever a resenha do GP da Rússia! Gosto muito de poder contar com participações para que vocês não se cansem do mesmo tipo de leitura por aqui, e possam também conferir outros olhares sobre as corridas. Espero que tenham gostado!

E é isso, galera. Lucas resumiu bem o fim de semana russo. Acho que pouco posso acrescentar, já que o que eu penso, está no famoso âmbito do "achismo" rsrsrsrs... Talvez eu faça meus comentários na sexta-feira, antes do GP Eifel em Nürburging, Alemanha. Gosto muito do circuito... Mas... Depois comento sobre isso!

Até sexta! Abraços afáveis e fiquem bem!

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

GP da Rússia à vista: preparados?

Post rápido pois o tempo é curto. Fim de semana está à vista e com ele, carregando o GP da Rússia.
Sim, GP da Rússia!
Empolgaram?



Pois é, nem eu. 
Não me dei o trabalho de olhar os treinos livres hoje. Sequer liguei a TV pois, sejamos sinceros, não há comunicação relevante na cobertura mesmo...!
Dito isso, dar uma olhada naquelas fichas dos tempos, números de voltas e pneus usados é o suficiente para saber o que rolou.

E como tem sido nos últimos TLs, Valtteri Bottas cravou os melhores tempos. 
Chega no sábado a gente vê pouco do Bottas em ação e no domingo, ele dá alguns indícios de perder até uma posição no pódio. Ou não. Mas isso não significa que dá para criar expectativa com o GP russo. Em 95% das vezes que houve corrida lá, pouco de empolgante aconteceu. 

Eu não vou fazer os notas ácidas dessa vez. Tenho compromissos acadêmicos logo mais e não quero atiçar onças com varas curtas. Haveria muito veneno para soltar por aqui, em notas que sempre tento, mas nunca são sucintas, mas vou deixar para semana que vem.

No mais, antes de efetivamente partimos para o "valendo" de mais uma tríade de corridas, que voltemos o nosso olhar para uma questão: em 9 corridas, já sabemos quem é o vencedor de 2020, o vice e também não há nenhuma surpresa com relação ao campeonato de construtores.

Big Lewis está com 190 pontos e seu companheiro (fraco ou propositalmente enfraquecido?) Bottas está com 135 pontos. A diferença é grande, como se imaginava lá em julho: 55 pontos. 
Para se ter uma comparação bem simplista, é como se Lewis pudesse fazer boicote em prol do BLM em duas corridas e ainda ter a vantagem de 5 pontos sob Bottas, desde que o finlandês vencesse as duas corridas que companheiro estivesse fora, militando. Ainda que fizesse volta rápida nas duas, Hamilton voltaria com 3 pontos na frente do companheiro. 

Mas está garantido para Bottas? Em partes, sim. Max Verstappen (RBR) era o maior inimigo das Mercedes, já jogou a toalha. Está com 110 pontos. Uma vitória o separa de Bottas e ainda tem corrida vindo aí. Mas em tese, a Mercedes está em ponto bem confortável para começar a agir para que Max não se aproxime da segunda colocação na tabela. 

De fato, as boas coisas do campeonato de 2020 só surgem, depois do terceiro colocado. E se dá para anular as Mercedes, a coisa fica mais equilibrada, e bonitinha, sobretudo do quarto em diante. Acompanhem:

Lando Norris (McLaren)  está com 65 pontos; 
Alexander Albon (RBR) 63; 
Lance Stroll (Racing Point) 57; 
Daniel Ricciardo (Renault) 53;
Charles Leclerc (Ferrari) 49;
Sérgio Pérez (Racing Point) 44;
Pierre Gasly (Alpha Tauri) 43;
Carlos Sainz Jr. (McLaren) 41;
Esteban Ocon (Renault)30;
Sebastian Vettel (Ferrari) 17;
Daniil Kvyat  (Alpha Tauri) 10;
Nico Hulkenberg (com uma só corrida - Racing Point) 6 pontos;
Kimi Räikkönen e Antonio Giovinnazi (ambos da Alfa Romeo) com 2 pontos;
Kevin Magnussen (Haas) com 1 ponto;
E os zerados: Nicholas Latifi e George Russell (ambos da Williams), e por fim Romain Grosjean (Haas). 

O que surpreende: Norris em quarto, enquanto Sainz está com 22 pontos a menos. Poderia ser pois o espanhol está de partida para a Ferrari e a McLaren deu preferência ao menino Lando? Talvez. Mas esse não parece ser o caso da Renault: Ricciardo está de saída também (para substituir Sainz na Mclaren), mas está com 23 pontos a mais nos bolsos do que o francês Ocon chegado para ser a solução da equipe. Imaginem a diferença quando Fernando Alonso chegar... Só imaginem!

Um caso que não conseguimos ponderar com certeza se é questão de prioridade ou talento é diferença entre Verstappen e Albon. Claro que é muito grande: 47 pontos separam um do outro e isso acaba gerando muitas opiniões à respeito da dupla. 
Mas se engana que alguém coloca isso em pauta quando o caso é Mercedes.


A Ferrari corre com um só carro, ainda que seja ruim. São 32 pontos que separam Leclerc de Vettel. A Ferrari não quer ter o alemão na equipe mesmo. Nenhuma atualização com ele funciona (se é que ele as recebe) e não duvidaria se dissessem que há dois briefings separados: um com Vettel e um sem Vettel para decisões de corrida. Não vão querer que ele saiba como lidar com um carro inguiável, não é mesmo? Além disso, não querem revelar nada para "o rival" sobre o carro do ano que vem. 

A diferença entre Stroll e Pérez é pequena, mas essa não levanta tanta polêmica. 
Pérez, por sinal, anda muito "mimimi" por ter perdido a vaga e encontrou em Sainz um defensor da causa. O espanhol se compadeceu com a forma que Checo foi "dispensado" pela equipe para ter Vettel em seu lugar.

Vou dizer a real: acho patético que, do nada, as pessoas tenham se revoltado com Pérez por ele ter falado que lugar de mulher é na cozinha numa entrevista lá no tempo do guaraná de rolha. Ok, é feio para danar falar isso, mas sinceramente? Não me atinge, não me importo com a opinião dele que eu sei, que muitos - se não todos ali - não pensam de forma semelhante. 
Também não estou nem azul se o Sainz não ajoelha em prol da ação anti racista encabeçada pelo Hamilton. Isso também não me afeta, os caras agem e fazem o que eles bem entendem. É a vida deles. Se eu concordo ou não, pouco muda na mentalidade deles. Há mais aí do que pressupõe a minha vidinha de interior de Minas Gerais e acho que a galera poderia começar a levar isso também em consideração antes de sair rotulando as pessoas como misógino e racista.
 
Mas que o ressentimento do Pérez com a equipe está ficando patético e o Sainz ter achado que foi péssima a atitude da equipe com o mexicano, sendo que ele toma o lugar do Vettel que foi dispensado com menos consideração ainda é ridículo. Ora cara, ficasse calado que dava mais certo. O mesmo vale para Pérez, ainda que eu seja contra a sua permanência na F1...

Ainda bem que dá para admirar as pessoas para além do que elas falam ou fazem. Tomara que esses dois sejam bem sucedidos no futuro e esqueçam essas bobagens e mimimis, para que a gente também possa esquecer tudo isso e focar no que fazem na pista.

Gasly e Kvyat mostram outra diferença gritante: são 33 pontos. A coisa não está das mais legais para o russo. 
E então vem os equilibrados: Alfa Romeo tem quatro pontos, divididos certinho entre seus pilotos. As Williams estão zeradas, e a Haas, Magnussen tem um ponto e Grosjean, 0 e isso é um tanto triste, sobretudo para estas duas equipes. 

No campeonato de construtores: A Mercedes segue solta e confortável, no campeonato que chamei em julho de Fórmula Mercedes e se comprovou rapidinho: são 325 pontos. 
A Red Bul segue com 173 pontos, a McLaren com 106, a Racing Point com 92. A Renault está em quinto, com 83 pontos, seguida pela Ferrari, em sexto (!!!!) com 66 pontinhos. A Alpha Tauri está até agora com 53 e depois vem a tristeza: Alfa Romeo com 4, a Haas com 1 e a Williams com 0 pontos. 

Para domingo, às 8:10 da manhã, a super emoção de ver Hamilton bater mais um recorde e beliscar mais fáceis 26 pontos numa procissão quase sonolenta já tem seu lugar. Não vamos perder!!!!
Vai ser divertidíssimo, não vai?! 


Abraços afáveis!

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Off-topic: Momento propaganda

Peço uma licença e uma pausa do assunto F1 - que está fervilhante e deixando de ser divertido, agora que entrou em pauta muita politicagem. A categoria, através do Lewis Hamilton (e seus fãs) provoca o posicionamento daquilo que eu compreendo que seja necessário. Porém, entendo que isso requer muita boa vontade e bom senso para tratar por ser uma questão delicada, ainda que urgente. Não é todo mundo que está disposto à levar o bom senso até as últimas consequências e sobra acusações graves de todos os lados dessa polarização.  As discussões de noções que imbricam direitos humanos e questão racial desmotivam muitos de nós que estão procurando uma válvula de escape através dos esportes, e os fãs da categoria e comentaristas estão transformando tudo num verdadeiro descontrole total de emoções - fazendo com que redes sociais se tornem espaços de guerras campais. 

Não está sendo um dos momentos mais fáceis para mim, sobretudo eu, que como historiadora, gosto de ouvir a todos e trazer as perspectivas históricas para dar embasamento em assuntos sérios, mas não me acho capaz o suficiente para fazer isso com pessoas que não conheço e também não quero ser a "tiazona palestrinha" que fica interferindo nesses assuntos tão espinhosos repetindo que nem uma maritaca sobre "revisionismo histórico" e "anacronismo". 

Mas, é isso mesmo que acontece e o "endeusamento" das figuras públicas é radical e quando se começa por esse ponto, é um caminho sem volta. Em breve, espero eu, alcançar a maturidade necessária e conseguir saber o que fazer daqui adiante, sobretudo com esse espaço aqui - o blog Manu Loves It Loud - no futuro. 

Mas o assunto não é esse, como eu disse no começo do post: é um momento "merchan". Saiu um artigo meu, baseado no meu trabalho de conclusão de curso, lá de 2012, no Tolkienista, da Cristina Casagrande, e que é a  minha "nova" página favorita. Eu comentei em uma de suas postagens sobre pesquisar Tolkien nas universidades e mencionei que tenho dois trabalhos na área de história - uma monografia e uma dissertação de mestrado sobre o autor inglês e a Cristina foi uma fofa, me convidando para escrever para a página dela alguma coisa sobre meus trabalhos.

A coisa foi tão produtiva que estou até num grupo de estudo organizado por ela, com membros da USP. E isso está me fazendo uito feliz de poder conversar com outras pessoas e ouvir e aprender com especialistas em Tolkien e estudiosos de contos de fadas e fantasia. 

A Cristina também está está fazendo um trabalho muito competente no site e agora também no canal no Youtube Tolkenista. Inscrevam-se!! É fantástico!!!

Adorei ter a oportunidade de expor o meu trabalho, os meus estudos e é uma honra poder sair da "toca" e viver as "aventuras" da escrita! Segue o link do meu artigo na página: 

Tolkien como “sujeito histórico” e “objeto de estudo”

É isso! Dêem uma força lá, conheçam a página e leiam o meu texto. Espero que gostem!

Abraços afáveis e fiquem bem!

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Chapter 9 : GP da Toscana

O GP da Toscana, em Mugello, ocorreu uma semana depois de Monza e fechou a terceira tríade de fins de semana da Temporada da F1 2020. 

A prova seria especial em muitos aspectos. Boa parte dos pilotos nunca estiveram em Mugello; andar naquele traçado era novidade para eles. Oficialmente, era a corrida de número 1000 da Ferrari. Por isso, a equipe preparou algumas "surpresas" para os tifosi: uma pintura comemorativa - a Ferrari em vermelho escuro, em homenagem ao carro de 1950 -, um evento no sábado à noite, e seus pilotos poderiam ter um desempenho "interessante" na corrida. Nesse último caso, apenas um poderia ter essa "regalia" - e este era (e é) Charles Leclerc. O "demissionado" Sebastian Vettel não era e não vai continuar sendo caso a ser pensado nas corridas, daqui adiante, pela equipe vermelha, ainda mais agora que se tornou "potencialmente" rival em 2021, à correr de Aston Martin.

Não foi só isso. Haveria um outro momento preparado e esse era de encher os olhos de água: Mick Schumacher, filho de Michael, iria dar umas voltas no carro de 2004, o que deu ao Schumi pai o seu sétimo título mundial e o consagrou como o melhor de todos os tempos. Foi belíssimo de ver!

Para o evento, até o carro de segurança da Mercedes, pintou-se de vermelho em homenagem à "rival". Seria então, o único carro vermelho, na frente do pelotão em caso de utilizarem o Safety Car. O que a gente não imaginava era que esse carro, apareceria muito. Até a bandeira vermelha, foi a mais usada (risos nervosos). Mas falamos disso, daqui a pouco, pois no grid de largada havia uma estranha situação... 

Leclerc largaria em quinto, enquanto Vettel sequer tinha feito um bom Q2, no sábado. A diferença entre eles era de 9 posições: P5 e P14. Como isso não levantava suspeitas? Até Kimi Räikkönen, com a Alfa Romeo, sem querer  "homenageava" a corrida 1000 da Ferrari, se colocando à frente de uma: fez o 13º.

Não, a diferença gritante entre os pilotos da Ferrari, não levantava suspeitas. Era muito simples o raciocínio: Leclerc leva o carro nas costas, enquanto Vettel vive uma fase ruim (ou simplesmente, nunca foi essa "coca-cola toda"). Por aqui, percebe-se uma sobreposição de valores na Red Bull, mas na Ferrari, as vezes que perceberam que a equipe era injusta com um segundo piloto, foi somente quando este era um brasileiro. Jamais seria o caso da Ferrari fazer o que está fazendo com Vettel, sem motivos, não é mesmo? Alguma coisa o alemão fez de errado. E a lista, para os detratores, é enorme. 

Se tiverem oportunidade, observem a volta de classificação do Vettel. Neste link, aqui, vocês podem ter uma ideia de como foi a última volta dele, no sábado. Não tem erros. E mesmo assim: 14º tempo... Defender as circunstâncias, é chover no molhado. Porém, é um tanto engraçado, ver as pessoas "surpresas" com o problema das atualizações e cravarem com a certeza de que Vettel só sofre com o carro porque ele não se sente "a vontade" com ele, enquanto seu companheiro - reforçam na mídia - está bem pois, até carrega caderninhos de anotações debaixo do braço, o tempo todo. 

Depois do anúncio de contrato na Aston Martin, essa é a nova vida de Vettel na F1 até ele vestir o novo macacão: a evolução do carro da Ferrari já estava programa apenas para Leclerc e agora, só importa o feedback dele. Pouco importa se as melhorias funcionam ou não com Sebastian. Agora as razões para a humilhação, estão colocadas, mais às claras do que estivera depois da demissão por telefone. Agora, com uma nova casa, eles não vão apresentar para ele o que pode estar por vir de melhorias. Daqui uns dias, alguém noticia que ele nem está mais participando das reuniões sobre atualizações. Vettel ficou tempo suficiente ali para saber todos os pontos fracos da equipe. Se mostrarem a luta da melhoria para o SF1000, isso pode ser ruim para eles, no ano que vem. Talvez seja melhor, "esconder" algumas coisinhas. 

Fim de papo, certo? Vamos falar da corrida em Mugello?

Na largada, Bottas avançou e tomou a primeira posição. Hamilton, largou mal ou Bottas que largou bem?  Leclerc, que de quinto, ficou em terceiro. Verstappen foi engolido pelo pelotão. Esse seria o problema do holandês: mal piscamos, ele foi pressionado por Gasly e Giovinazzi, num toque com o primeiro, Max acabou saindo do traçado e ficando preso na caixa de brita. (Nada pessoal com Verstappen, mas pista boa, é pista com brita!) 

Ao mesmo tempo que isso ocorreu, Sainz rodou depois de tocar em uma Racing Point e Vettel, sem um lado para ir, acabou tocando nele e danificou parte da asa dianteira. Outro que teve o bico danificado foi Räikkönen.

Safety Car - vermelho - na pista e Vettel e Kimi juntos no fim do grid e de bicos trocados; Verstappen e Gasly, fora da corrida, logo na primeira volta. 

Na relargada, atrás do Safety Car, mostramos que os caras não estão muito distante do que reclamam s antigos fãs, chamadas de "viúvas". A pista é estreita. relargadas com muita frenagem ia dar engavetamentos... A falta de noção espacial de alguns que gostam demais de simuladores, poderia ser complicado. Mal habituados à esse tipo de pista, a lambança foi feia. Lá no meio do pelotão, Giovinazzi entrou de cheio em Magnussen que bateu em Sainz e que sobrou também para Latifi. 

Em tese, Bottas tinha demorado a sair, Hamilton também não ajudou, e os que vinham atrás foram tentando arrumar espaços e algumas freadas bruscas poderiam comprometer a largada. Pelas imagens, parecia que alguém tinha feito exatamente isso e quando viram, um strike aconteceu em uma fração de segundos.

Assim como no incidente da primeira volta, procurava-se um culpado, como se houvesse uma razão de ser. Na real, Giovinazzi e Sainz quiseram dar um pulo do gato, mas não tiveram sangue frio ou reflexo rápido o suficiente para não baterem. O halo - esteticamente horrível - salvou mais um. O acidente foi feio, Sainz reclamou de dor na mão, mas garanto que chamou a atenção da audiência. 

Carro de segurança na pista, pouco depois, carro vermelho encaminhava todos para os boxes: a bandeira vermelha foi acionada, afinal, havia muito pedaço de carro e 4 a serem recolhidos. Estavam fora - mas fisicamente bem, graças! - Giovinazzi, Magnussen, Latifi e Sainz. Não tínhamos 5 voltas de corrida livre, e já tinham 6 pilotos fora dela.

Na tela, era volta 8. Houve uma falha nos freios e Ocon ficou nos boxes mesmo. Em 45 minutos de pausa, 13 carros somente, iam para a disputa e apenas Stroll - dos que estiveram no pódio em Monza, continuava na pista em Mugello. Essa sim, era "corrida maluca", até aquele momento. 

Era óbvio que, na segunda largada, Hamilton não "comeria mosca", mas Bottas sim. Dito e feito: ele perdeu a primeira colocação para o "genial" companheiro. Leclerc tentava segurar as duas Mercedes rosa e mais a RBR restante, de Albon. Depois da volta 15 a proporção era: enquanto Ricciardo alçava posições, Leclerc as perdia. O monegasco tomava "passões" e parou depois da volta 20, voltando em 13º, isto é, em último.

Stroll era o terceiro à essa altura, Ricciardo, o quarto e Albon, o quinto. Havia uma possibilidade de pódio do australiano, e isso era o que boa parte de nós estávamos torcendo por acontecer, uma vez que uma falha nos carros das Mercedes, era uma possibilidade só em sonhos. As paradas aconteciam, mas desde os incidentes do começo, as voltas foram se tornando triviais...

Lá pela volta 40 (ou mais), Stroll estava sendo seguido de perto por Ricciardo e Albon. O canadense tinha uma distância enorme das duas Mercedes. Bottas queria retomar a primeira posição. Era muita pretensão que isso aconteceria. Mas, então, Stroll perdeu o controle do carro e bateu forte. Estava bem, e para tirar o carro destroçado, com segurança, um Safety Car vermelho não bastou. Era preciso uma segunda bandeira vermelha. 

A chance de Bottas em retomar a posição estava "dada". Mas o que ele fez na segunda largada? Não só não conseguiu avançar sobre Hamilton que fechou a porta total, como ainda perdeu a segunda colocação para Ricciardo. Está certo que ele recuperou na volta seguinte, mas acham mesmo que ele conseguiria colocar banca e tomar a primeira posição de Hamilton duas vezes, numa mesma corrida? Impossível! Ele até negociava uma estratégia diferente para atacar Hamilton, mas mesmo que pudesse e quisesse, há muito mais aí do que pressupunha a vã filosofia do finlandês.

A corrida se desenhava então, com resultados óbvios e um alento: a terceira colocação seria ou de Ricciardo ou de Albon. Isso, se ninguém batesse de novo. Confesso que até que achei que isso ia acontecer. No entanto, Raikkonen - que havia entrado nos boxes bruscamente, nas paradas anteriores -, tomaria 5 segundos de punição. Nessas 15 voltas finais veio a situação: muita gente queria Ricciardo no pódio para ver o chefe da Renault ser tatuado, poucos defendiam a necessidade de um pódio ser muito mais importante para Albon, mais alguns ainda queriam que Russell marcasse seus primeiros pontos com a Willimas...

Quase caminhando para o fim, Albon passou Ricciardo, Kimi tentava tirar o máximo do carro para se manter na zona de pontuação, e Vettel lutava para manter a décima colocação. No final, a dobradinha da Mercedes. Um "emoção" de Hamilton voltou o assunto de corrida difícil - que não foi tanto assim. Com as pausas, o desgaste físico foi bem amenizado. Se ele tivesse no meio do pelotão, justificaria a pressão psicológica. Não era o caso, foi mais um pouco de encenação. A Mercedes entrega entretenimento bom: tem show de potência, e um ator digno de Oscar.

Pelo menos, Hamilton está fazendo o que se espera dele. Antes do GP de Toscana começar, Lewis apareceu com uma camiseta pedindo a prisão de policiais que assassinaram Breonna Taylor, há seis meses atrás e que foi um dos casos que motivaram a luta "Black Lives Matter" deste ano, sobretudo nos EUA. É claro que, ele escolhe estrategicamente os momentos para falar sobre a injustiça racial e normalmente só faz em frente às câmeras. Fiquei realmente intrigada, no GP passado, pois parecia que em Monza, não houve esse assunto. Na Toscana, um "plus" interessante: no pódio, ele vestiu a mesma camiseta com os dizeres: "Arrest the cops who killed Breonna Taylor" - em tradução: "Prendam os policiais que assassinaram Breonna Taylor". O fato de usar essa camiseta no pódio, sob o macacão acabou por tampar os patrocinadores. 

Ainda não é um ato "gigante" como li no Twitter. Vai ser quando ele começar a revelar o que isso está significando enquanto resultado e sacrifício. Por hora, ele está tendo total (*) apoio da Mercedes, da Petronas, da FIA, e da Liberty (que sabe que hoje, isso faz lucrar). Mas, até que ponto isso não está incomodando os grandes homens por trás da grana? Ou não mais? O mundo realmente mudou?

Enfim... Sobre o resultado da corrida, ficamos felizes, ainda que em partes, que Albon conquistasse seu primeiro pódio. Não que isso resolva para Helmut Marko e cia, mas é bom saber o que Albon sabe fazer quando precisam dele - ainda que isso tenha sido possível pois Max estava fora. Precisamos pensar que, se Albon não fizesse por onde, isso teria piorado a sua (suposta) situação em relação ás decisões administrativas da RBR, .

E mesmo com a punição, Räikkönen marcou o 9º tempo e se colocou entre as Ferraris? Kimito é show! Sim, as Ferraris fizeram P8 e P10. Marcaram pontos e não foi um abandono duplo como foi em Monza. Um resultado morno para a data, mas poderia ser bem pior na comemoração da corrida 1000. O pesar do dia realmente foi Russell, que não conquistou seus pontos, embora tenha sido, quase. 

Temos uma semana de pausa, e no outro fim de semana uma corridaça: o GP da Rússia! #sarcarmo 

(*) Atualização: Me enganei que havia total apoio... a FIA abriu uma investigação sobre o uso da camiseta pautada numa manifestação política o que é proibido por regra. 

Mas as minhas reflexões seguem inabaláveis: até que ponto isso não incomodaria os grandes? Vai se falar muito em hipocrisia, mas e a questão do incômodo, do cutucar feridas abertas?  Das pessoas que estão sendo envolvidas nisso e nem tem maturidade para lidarem com toda essa questão? Soava como se, pela imagem, estava tudo ok para Lewis. A Mercedes o defende, pois diz que ele não fala de política, fala em direitos humanos. Até que ponto, humanos não são seres políticos?  

É um momento sensível, de eleições presidenciais. Passaria ileso? E se outro piloto, usasse algo, uma referência ao governo de sua nação? Teria todo esse apoio? Não teria? E porquê? 

É claro que não estava tudo bem. Era isso o que eu dizia. Não é post no Instagram que vai começar o diálogo com os surdos por conveniência. Quando ele fizesse alguma coisa potentemente forte, era aí que ele veria que a luta é dura, pesada,  e não uma foto qualquer na rede social. Agora, será que entendem? E entendem que é agora que ele se sacrifica e ele não pode se deixar derrubar? Ele tem que persistir sem cessar. Mesmo que isso custe caro. (Mas não vai, podem ficar calmos...)

Da nossa parte só cabe acreditar, que a mudança virá e que essa investigação é apenas "alarde", um recado das autoridades. Talvez não seja nada disso. Podem muito bem estar querendo apenas evitar que isso se torne uma prática comum e não uma corte de manifestações.

Boa tarde.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Notas ácidas (ou não) da F1 (6)

Temos assunto? Temos, sim senhor e sim senhora!

Nota 1:
Partimos ainda do último GP - o GP da Itália, em Monza - a corrida que apelidaram de "maluca". 
Acho um adjetivo muito ruim para um momento tão festivo desse campeonato morno e sem graça que tínhamos. Mas, enfim... Nele, Carlos Sainz Jr., segundo colocado na corrida, revelou que estava desapontado com a colocação, mas foi realista: ele soube admitir que, antes do Safety Car e bandeira vermelha, no máximo ele tentaria seguir o ritmo do Lewis Hamilton e teria terminado na mesma colocação.
Sainz se mostrou bem pés no chão. É bom ter isso em mente para 2021...


Já Lance Stroll foi muito vislumbrado. Após a bandeira vermelha, o piloto da equipe do pai Racing Point saiu em segundo na reposição da largada. Porém, tendo escapado e perdido posições, precisou se recuperar para chegar ao pódio - o que já foi um feito notório. 
Mesmo assim, afirmou que a "vitória escapou pelas mãos" dizendo ainda que a corrida era dele, antes de ter escapado por falta de aderência na relargada. 
Achei exagerado. Até porque, pela consistência de Pierre desde a relargada, mantendo a posição, era justo que ele vencesse e não Stroll. Além disso, a corrida não "era dele", mas sim do Hamilton. 

Tradução: "Certo?!"

Pierre Gasly, no entanto, ficou genuinamente contente. Não é para menos: em 18 meses, ele passou por muita coisa, incluindo a perda de um amigo (Anthoine Hubert, da F2). O rebaixamento da Red Bull para a então Toro Rosso, agora, AlphaTauri não foi o melhor tratamento do mundo, mas o que não mata, fortalece.
Com a vitória, Gasly fechou a boca de muitos e quebrou um jejum de 24 anos sem vitórias de pilotos franceses na F1. 
Ainda bem que foi ele e não um tal de Esteban Ocon.... 


Nota 2:
Falando nele, Ocon protagonizou situações no mínimo vexatórias pós o GP italiano: a primeira delas foi ter batido boca com seu engenheiro e depois o chefe da equipe, Cyril Abiteboul. Depois da bandeirada, levando a Renault ao oitavo lugar depois de ter largado em 12º, ouviu elogios e parabéns do engenheiro por ter ganhado 4 posições. 
Não soando nem um pingo arrogante, disse: "Discordo, nos perdemos totalmente nessa corrida. Perdemos uma oportunidade enorme". No que ouviu isso, o engenheiro não viu outra alternativa em responder: "Não pelo rádio, não pelo rádio, vamos falar sobre isso depois. Obrigado". Querendo retrucar, disse que "tinham que enfrentar a realidade", no típico ato de lavação de roupa suja ou DR de casal. O chefe Cyril Abiteboul, precisou intervir nesse momento: "Esse não é o lugar para isso" no que enfim, calou de uma vez por todas o (infantil) francês. 


Logo, Esteban voltou atrás e deu declarações mais amenas, atribuindo a situação de ter ficado apenas com a 8ª colocação, à falta de sorte. 
Mas, ele manifestou falta de entendimento e maturidade das coisas, e não só com seus superiores - em outro momento: numa postagem infeliz na sua conta do Instagram. Falando da corrida, ele não disse em relação ao Gasly. Para completar, a foto é um clique dele à frente do compatriota. 


Em tese, a rixa dos tempos de kart ainda permanecem sendo carregadas por Ocon e isso é mau para a sua imagem - no entanto, não me surpreende. Não fui e nem vou com a cara dele.
Como a leitora Carol comentou no post passado sobre a corrida, vai ser interessante imaginar o comportamento de Esteban, ano que vem, sendo companheiro de Fernando Alonso...


Nota 3:
Outro que não sabe perder, digo, não sabe controlar-se, é o Hamilton. 
Apesar de ter elogiado o desempenho de Gasly, ele soltou, na mesma declaração que "a corrida não era para ser sua". O cara está com 89 vitórias e ainda ficou de mesquinharia por conta de uma vitória perdida para um jovem que teve a sua 1ª chance depois de uma confusão dos diabos na carreira dele?

Tradução: "Oh, Por favor!"

Claro, que ele colocou toda a culpa e encheu de "defeitos" as sinalizações e a atitude dos comissários, por ter sido tão injustamente punido. Além disso, "não sabia" que deveria olhar para a esquerda para saber se o pit estava aberto ou fechado depois do abandono de Kevin Magnussen. 
Colocar a culpa em todo mundo, exceto, na equipe ou na sua falta de atenção, é algo comum. Antonio Giovinazzi que foi punido pela mesma ação, contudo, não fez nenhum "show" desse nível.


Esse stress todo só me fez pensar que nem se tivesse um holofote vermelho piscando, do tamanho da Lua, ele ainda não veria. 
Primeiro ponto: ele foi chamado pela equipe e sem o rádio "coach" de seus engenheiros, dificilmente ele se decide sozinho ou dirige.
Segundo ponto: No GP do Canadá 2008, mesmo com um pitlane fechado e uma Ferrari parada na frente dele, aguardando que o sinal ficasse verde para voltar à pista, ele encheu a traseira do carro vermelho. 


Era melhor que aceitasse, dissesse que era frustrante ter perdido a corrida desse modo e ficasse quieto depois. 

Nota 4:
Depois de criticar duramente Alex Albon, Hamilton "subiu no palco de novo", para cutucar a Red Bull. Todo mundo sabe que Helmut Marko não é do tipo que faz decisões inquestionáveis e ainda, é muito sem paciência com os jovens pilotos. Rebaixou Daniil Kvyat e depois, Pierre Gasly, para a Toro Rosso mesmo negando que o faria. 
Hamilton disse, e agora todo mundo concorda que é sábio, que esse tratamento ao jovem francês não foi justo. 


Na hora do tombo, quem é que estendeu a mão?
Mas, não falta apoiador quando se está no topo, não é?


Além disso, isso é uma jogada muito típica de Lewis: de alguma forma, dando alfinetadas na RBR, ele ataca a equipe que é a única que pode colocar a sua garantia de pontos à rodo, um pouco comprometida. 
Em vista do que tem feito Valtteri Bottas (tem perdido o campeonato e as corridas, na largada), basta um estalar de dedos e o finlandês é totalmente refreado pela própria equipe. E eu acho que realmente é isso que está acontecendo. 
Agora, como controlar os avanços de Max Verstappen, se não atacando a sua equipe? Max se tornou o rival em potencial de Lewis toda corrida. Tanto é que, nesse GP da Itália, Lewis "comemorou" o fato de Verstappen não ter marcado pontos. 
Isso é jogo psicológico. 
Faz parte, e ele sempre faz (fez com a Ferrari nos anos anteriores), nem que seja por hobby. Porém, não acho que é necessário, no momento, provocar tanto.

Nota 5:
Gasly sinalizou - como deveria de ser - que estava pronto para voltar à Red Bull. "Bons resultados merecem ser recompensados". 
De fato. Concordo.
Mas aí que está: Helmut Marko é um cara injusto, mas não sei até que ponto ele é capaz de voltar atrás da decisão de ter rebaixado Gasly e colocar ele no lugar de Albon. Trocar a troca, digamos assim. 
A decisão não depende de Gasly, que declarou que tem consciência disso. Desde que voltou para a Toro Rosso (AlphaTauri) ele não fez outra coisa a não ser mostrar-se capaz de voltar ao posto superior, na equipe "mãe". E isso, só depende dele, e claramente, está fazendo um ótimo trabalho para conseguir essa "segunda" e justa chance.
Contudo, acredito que o retorno só será seja  possível no ano que vem. 

Atualização: Eu acabei de escrever esse post, li a matéria em que Christian Horner disse que a troca não fazia sentido no momento, mas deixou em aberto para 2021!

Tradução: Não tem esse termo em português, é como se cumprimentar sozinho...

Nota 6:
Gostaram da vitória do Gasly? Eu adorei.
Não significa nada para o campeonato. Mas eu gostei. 
No GP da Toscana, no circuito de Mugello, é provável que voltaremos à mesmice. Mas que todo mundo gostou de poder ver os caras de meio e fim de grid ficando a metade final da corrida, na frente, isso é fato.
Atenta à isso, a F1 voltou com o discurso de experimentar uma classificação com grid invertido para 2021.

Vou fazer uma provocação, pois eu sei que F1 também se pauta em desenvolvimento de carros, e fazer grid invertido é priorizar o pior em detrimento do que trabalha duro para ter o melhor carro e largar na frente. Mas vejam bem: olhem de novo para a corrida em Monza, o tanto que foi interessante ver um carro bom, realmente fazendo valer do equipamento para recuperar posições. Sair do fim, e lutar, no meio do pelotão, e vir escalando devagar, mostrando que sabe gerir ultrapassagens, que é esperto e "de outro mundo" - TODA SANTA CORRIDA.
Hã? Vamos dificultar o oitavo título? 
Eu topo. Não era para dar emoção para os fãs? Queremos ultrapassagens! Não tem mais discussão! Que venha o grid invertido!!!

Tradução: "Assine aqui"

Sim, é provocação. Afinal, precisaríamos também que os carros fossem, pelo menos, semelhantes em algum ponto, para que segurassem a Mercedes e propiciasse mais vitórias aleatórias. Ela é tão superior que, em 2021, ganharia construtores e piloto, de novo, mesmo com essas classificações de grid invertido. Eles arquitetariam alguma coisa que ajudaria no desempenho de corrida com certeza. 

E não daria mais para contar com erros de pit como foi em Monza... A Mercedes está criando um novo software que garantirá que seus engenheiros recebam a notificação da mensagem de fechamento dos boxes, já que em Monza, o responsável por isso, deu bobeira. 
"Competência e trabalho duro", lembram?


Nota 7:
E a quarta-feira ferveu! Otmar Szafnauer chefe da Racing Point, respondeu, em entrevista ao site alemão Auto Motor und Sport frases muito capciosas.  Essas frases rodaram os portais com chamadas que colocavam uma pedra no possível futuro permanente de Sebastian Vettel na F1. 
Ao ser perguntado sobre a confirmação da sua dupla de pilotos, Szafnauer disse: "Já fizemos isso há dois anos. Não há mais nada para confirmar".
O repórter então perguntou se havia mudado algo na situação de Vettel, no que ele respondeu: "Nunca esteve dentro". Isso fez com que todos "sacassem" que isso significava que Sebastian estava com as portas fechadas.


Eventualmente, Sergio Pérez deveria sair para dar lugar ao Vettel, mas como o seu caso envolvia uma grana pesada, isso soava como se ele estivesse assegurado na equipe que viria a se tornar Aston Martin. Lance Stroll, filho do dono da equipe, ficou com discursos humildes, de resiliência e Pérez, depois da Covid-19, disse que estava trabalhando duro e tinha certeza que permaneceria na equipe, tanto que não estava procurando falar com outras equipes.

Claro que, com tudo isso, não faltou "maluco" e "maluca"  para falar que Vettel se aposentaria e lançaram análises rasas baseadas nos "erros" de Sebastian como razão para sua saída da categoria, aos 33 anos.
Um cara, 4 vezes campeão mundial, teve uma má sorte: a de associar o seu nome e carreira à Ferrari - lugar onde qualquer talento é reduzido à zero em questão de dias, só porque não conseguiu resultados satisfatórios. 
Mesmo com essa questão de "resultados satisfatórios" seja questionável, não faltou gente para dizer "bem feito" e rir do fato de Sebastian "estar à pé". 


Não deu nem para esfriar o assunto e Pérez divulgou em sua conta oficial de redes sociais, um comunicado contando que estava deixando a Racing Point no fim do ano. O próprio Szafnauer - que "teria fechado as portas para o Vettel" poucas horas antes - se pronunciou depois da nota e elogiou o mexicano em todas as linhas.
Isso reacendeu uma expectativa e a bola estava de volta, nas mãos de Vettel. O problema era que, para muitos, a declaração inicial do chefe de equipe não era blefe, e sim uma esnobada - correta, sobretudo - para o futuro da equipe. O nome que pipocou como substituto de Checo era Nico Hulkenberg.

Tradução: "O quê?"

Fazia sentido, romper um contrato, perder uma grana, para trazer Hulk e não Vettel? 
Talvez.  Ainda que eu goste de Hulk, e concorde que ele saiu muito cedo da F1 e merece uma segunda chance, isso não parecia muito certo. 
No entanto, a justificativa por escolherem esse alemão, e não o tetracampeão, se pautava na "má fase" do segundo. Alguns afirmavam, com todas as letras, que Seb desaprendeu  - ou nunca soube - pilotar um F1. Era um engodo que a Racing Point fazia bem em "se livrar".
Entendidos...


Nota 8:
A Ferrari revelou suas cores comemorativas para seu 1000º GP de Fórmula 1 em Mugello neste fim de semana:


Esteticamente linda, com um vermelho mais escuro, a pintura foi apresentada no carro desse ano em uma menção à Ferrari 125 de 1950 e que marcou a sua estreia na categoria. 
O carro mostrado à todos, na quinta, era o número 16, o de Charles Leclerc - o (único) piloto da equipe. Em todo caso, a estética não vai ajudar em nada no desempenho, mas seguramente, alguma coisa será feita para o piloto monegasco - que teve problemas em duas das últimas corridas - ter um bom resultado. 

Pela foto dos pilotos, também conferimos os macacões especiais:


Reparem que as caras da dupla é de cansaço extremo. Parecem que tiveram dementadores (referência ao Harry Potter) à espreita, sugando a energia dos caras.


Na verdade não, foi só a Ferrari mesmo.

Mattia Binotto, paspalho "chefe" da equipe, voltou a negar a crise (admite, desmente... desmente, admite...), apesar do abandono duplo em Monza. 
Depois de ter afirmado semana passada, que eles sabiam que seria um ano complicado, ele voltou com esse discurso de "consciência dos problemas". Alegou que sabiam que Spa e Monza seria difícil para eles.

Tradução: "Mas que diabos!!!"

Comentei esses dias, na rede social de um amigo - que dizia que a Ferrari abandonava a corrida -, a seguinte frase: "Bem feio. Mas também, bem feito".
Um aleatório criticou os comentários logo abaixo, defendendo a equipe, insinuando que alguém os chamou de "mafiosos" e disse que as outras equipes não eram santas.

Não é questão disso. Era bem feio e bem feito, porque tratava-se de enxergar uma incompetência latente e uma enorme irresponsabilidade, também. Mereciam o que estava acontecendo com eles. Nada é gratuito, como bem disse, essa semana, Vettel.

O carro da Ferrari desse ano, é perigoso. Mas era engraçado quando Vettel perdia o controle do F1000. Aí o Lelcerc bate forte, em Monza, e as pessoas arregalam os olhos e ficam preocupadas. Começam a pensar que existe mesmo algo errado com o carro e a equipe.

Mais que isso, não se tocaram da incoerência do Binotto nas falas!!! Ele atribui os "erros" somente ao Vettel, nega crises, depois as admite e em pouco tempo, volta atrás. Vejam bem: se sabiam que em Spa sofreriam com rendimento, porque anunciaram que estava preparado algo especial para  Bélgica? Esse especial era um resultado pífio?
São uns loucos?!?

E ainda vem os seguidores tão "trelelés da cuca" quanto eles, à dizer que Vettel fora, é a solução de seus problemas?
Ah, vá...!


Nota 9:
Na madruga de quinta-feira veio a notícia que quase ninguém mais duvidava, se confirmou: Vettel vai correr de Aston Martin em 2021. A Racing Point comunicou a contratação para 2021 e mais. 


Mesmo que alguns dessem como certo a aposentadoria do alemão, isso não passou de torcida para ver o Sebastian longe da F1. Infelizmente, esse contrato significa que esse grupo, não tarda a encher o saco e falar mal dele, de cinco em cinco minutos, nas corridas. Até 2021, qualquer problema, virãoá com falas do tipo: "ainda dá tempo da Aston Martin rasgar e rescindir o contrato", conforme é dito pelos fãs do Carlos Sainz em relação à sua ida para a Ferrari.

Ainda assim, tem gente boa que gosta do Vettel. As Vettels por exemplo, ficaram muito animadas e com razão. Minha querida Carol Monteiro, ontem mandou áudios animados para mim e para a nossa querida Yasmin. Fiquei feliz por todas e todos! (Só falta Kimi decidir ficar também e aí, é correr para o abraço - ainda que virtual).
O alívio que fãs do Vettel tiveram eu consigo imaginar. Quando sofri de angústia pela saída do Kimi da Ferrari em 2009, não tive essa felicidade (imediata) de saber que ele continuava na F1, numa equipe menos "troglodita". O alívio foi uma dose pequena: estava livre da Ferrari. Demorou 2 anos para me sentir eufórica com o Kimito - ao retornar para a Lotus em 2012.  

Poder se livrar da Ferrari e ter um novo começo, é sumariamente importante. Não tenho dúvidas que Seb tem muito a contribuir para a equipe Aston Martin - mas ainda resta saber se administrativamente, tudo vai fluir bem na nova equipe. Em tese, as apostas é que será uma equipe competitiva. 
A permanência do Vettel para a F1 é fantástico e ontem mesmo, ele afirmou que esteve muito perto em se aposentar. Ele ponderou que ainda ama a F1 e que a motivação maior de poder correr na frente e buscar por vitórias é o que fez ele decidir-se por ficar e assinar com a Aston.

Tradução: "Brilhante! Bem feito!

Alguns analistas questionam a falta de senso do dono da equipe priorizar o nome em detrimento de talento. Eu só não dou risada, porque não não tem graça em pensar dessa forma. Cheguei a ler que era muito questionável que Lawrence Stroll optasse demitir Checo - que entrega resultados - por Vettel, que não entrega MAIS.
Mais?
Sim, mais... Sérgio Pérez está com 34 pontos e na 11ª colocação. Já Stroll... Perguntem!!! 
Tudo bem, eu respondo: tem 57 pontos e foi ao pódio corrida passada. 
O melhor resultado do Pérez foi uma quinta colocação no GP da Espanha, o pior GP da temporada até aqui. Stroll foi o quarto, nessa mesma corrida. Ainda contando com um DNF, Stroll está muito na frente do mexicano. Vale lembrar que, ter contraído Covid-19 não foi algo que ficou bem para Pérez e isso, deixou no ar uma questão de irresponsabilidade, pois ninguém mais apareceu "infectado" desde então.

Alguns são mais sarcásticos (se não, obtusos mesmo) e já se dizem ansiosos para ver o Lance "dar um pau" no Vettel.
Ainda que não veja nada de especial em Stroll, e use o argumento d ser nada mais do que um "filhinho de papai", é preciso ter em mente que, não é um incapaz. O que dizem é que ele pode ser a base da equipe que já iniciou a sua estrutura e luta por vitórias e pode ser isso mesmo, independente do que eu acho.
Mas o que eu tenho certeza é que, Pérez teve a chance de ser grandioso na McLaren, substituindo Lewis Hamilton, e não fez nada que enchesse os olhos. Então, saiu da Racing Point, mas está rico e logo arruma vaga. Sosseguem.


Nota 10:
Aguardei com entusiasmo que Lewis fosse o primeiro a manifestar "alegria" pela permanência de Vettel na F1. 
As pessoas, o tempo todo, dizem que "Sewis" é o melhor "bromance" da F1. Isso me irrita. 
Não existe "bromance" ali, existe no máximo, uma relação de respeito, mas muito propiciada pelo Vettel que em todo, não tão rixa com ninguém e Lewis que é, em suma, diplomático. 
Então, não era por isso que eu queria saber o que Hamilton diria e quando diria. Eu aguardava o pronunciamento pois, ele não poderia ficar para trás quando todos os holofotes estavam voltados para Seb.
Quando o fez, falou, falou e falou... E não disse nada. 

Na mesma declaração, Hamilton disse que tinha corrido de simulador e que gostou de Mugello. 
Max Verstappen, que nunca correu ali, também disse ontem, que foi ao circuito há algumas semanas para não chegar em desvantagem em relação aos outros quando o GP ocorresse. 
É compromisso com trabalho que chama?


E aí que está: Para quê ter compromisso? Agora à pouco, tivemos os dois Free Practices. A pista é "novidade", mas o resultado é o mesmo: Mercedes na frente, nos dois TLs, com Valtteri Bottas. 
O finlandês faz o trabalho pesado a sexta, no sábado, Lewis "escorrega" na pista. Tem sido assim, nas últimas corridas e não deve ser diferente, inclusive, no domingo.


Nota 11:
Assim como Vettel, Pérez teve o anúncio de que seus serviços não eram mais necessários, por telefone. O dono da equipe, presidente executivo da Aston Martin, Lawrence Stroll ligou para ele e disse que eles estavam indo para outra direção. 
Pareceu que Pérez foi pego de surpresa, assim como Vettel, mas não. Ele afirmou que ninguém havia dito nada, mas ele percebeu alguns sinais. Contudo, não pareceu estar muito magoado. Tinham sido bons 7 anos com a equipe, e que haviam ainda 9 corridas pela frente e ele buscava deixar ambos muito orgulhosos com os resultados. Mas lamentou pois, outros indícios deram como se o pessoal da Racing Point fosse mantê-lo com eles. Isso, acabou sendo a sua chateação, já que achando que permaneceria, ele não procurou um plano B.

Nesse caso, ele comeu mosca: Ele sabia dos assuntos que corriam solto no paddock e o fato de terem mantido ele, aparentemente "longe" dessa decisão, foi digno, a meu ver, por parte da Racing Point. Assim, não houve pressão para que, no afã de ter bons resultados, ele cometesse erros para manter o posto.

Mais tarde, foi isso mesmo que Otmar Szafnauer, chefe da equipe, deixou às claras. Para ele, a declaração do Pérez sobre ninguém ter dito nada, foi imprópria, uma vez que ele estava sim ciente disso. Inclusive, salientou que seu empresário participou de todo o processo de negociação. Acrescentou ainda: "Não foi uma decisão clara, e devemos isso a ele pelo ótimo trabalho feito conosco", o que mostra que foram honestos com Checo, sem ficar forçando a barra. 
Já estavam negociando com Vettel desde maio, quando ele foi "demitido" da equipe de Maranello. Ali sim, houve uma ligação surpresa, pois, mentiram quando disseram que Vettel tinha recebido uma proposta que foi negada. Nunca houve proposta, e o que houve foi, simplesmente, uma dispensa bem amarga

A decisão e o martelo batido ocorreu quase que concomitantemente quando contaram à Pérez. De qualquer modo, desde maio o rumor Vettel na Aston foi crescendo com pequenas "doses de fermento". Checo devia ter procurado um plano B, nem que fosse às escondidas, para não deixar perder a "massa".


Nota 12:

A nota 12 vai ser cheia de subitens rsrsrs... Trago os pontinhos de Mugello e os TLs: 

* Pista boa é pista que tem brita! E tenho dito!

* Leclerc fez o terceiro tempo no TL1, mas no TL2, rodou e fez apenas o 10º. Achava que só o Vettel rodava com F1000...



* Vettel fez 13º e depois, 12º. Com ele é questão de má fase. Agora quando Lelcerc comete muitos erros tem algo errado no carro...

* Kimi Räikkönen meteu a Alfa Romeo na frente da Ferrari, de novo! No TL2, apesar de ter sido atrapalhado por Pérez, ele fechou com o 9º tempo.

* Pérez, para alguns, "tacou o foda-se" depois de ser dispensado pela Racing Point. Atrapalhou Grosjean e depois, Kimi, assim que saiu dos boxes, no TL2. Está com a cabeça em outro lugar, mas para mim é apenas Checo em ação. Vai perder uma posição no grid depois dessa última manobra...

Tradução: "Isso é tão ruim..."

* Lando Norris deu uma pancada no TL1. O piloto ficou bem, mas para a McLaren isso pode ser um problema. 

* Outro que teve falha no carro foi... quem diria?... Vettel! No fim do TL2, o motor dava sinais de estar pifando, assim que ele retornava aos boxes. Afff... Ferrari...

* Bottas foi o primeiro nos dois treinos, marcando tempos de 1:17.879 e depois baixando para 1:16.989. Já Hamilton, no modo "lei do menor esforço", só foi o quarto no TL1, com o tempo 1:18.409 e depois, acompanhou Bottas, marcando 1:17.196. As Mercedes estiveram na frente, há uma possível dobradinha no sábado, e a certeza de vitória no domingo.


Antes de fechar, alguém sabe me dizer se em Monza, teve a manifestação antes da corrida, da campanha "End Racism" promovida pela GPDA e o Lewis?

Bom, desejo à todos, um fim de semana tranquilo, protegidos, em casa, e longe do Covid! E também mando meus costumeiros abraços afáveis! ;)