quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Semana do Oscar: atores e atrizes premiados... Mas como?

Ouso dizer que a categoria menos injusta do Oscar é a de Melhor Ator. E é a categoria que desde que faço a brincadeira do bolão em casa - desde 2001 mais ou menos - é a categoria em que sempre fico na dúvida e acho todos os 5 bons.
Normalmente eu tendo mais à um ator que outro, mas no fim das contas, se olharem bem os vencedores, por exemplo, da década de 80 para cá, foi só tiro certo.

Agora atriz, abram as porteiras, que tem muita criatura indicada esnobada em detrimento das sem sal e sem açúcar.
Década de 90, tudo ia muito bem: Judie Foster, Emma Thompson, Susan Sarandon...
E então, 1999:


Gwyneth Paltrow.

Cliquem aqui e experimentem a sensação de observar esse forçoso sotaque, essa testa franzida, esse olhar para o nada... 

Aqui no Brasil o pessoal nem deve ter achado a interpretação da moça sem graça, só se revoltaram mesmo (em um tempo que ainda não tinha o pandemônio das hashtags) porque Fernanda Montenegro concorria à categoria.
Minha nossa... E Cate Blanchett que concorria por uma incrível Elizabeth I, no mesmo ano?
Poxa Oscar? Paltrow? Tá de brinks? 

E estavam. Daí adiante, a "festa" estava feita. Qualquer "coisera" nas telonas dava para as moças pularem no palco e chorarem sob o microfone. E aí veio os rostinhos bonitos das moças que fazem papéis de pessoas perturbadas - tal qual aconteciam com os homens. Um cara com algum distúrbio, mas era um gênio em alguma coisa, levava a estatueta. Para as moças, bastava ficar feia também e puff, olha o Oscar! Nicole Kidman e Charlize Theron tem phD nesse quesito. Estão bem diferentes e nada glamourosas nos filmes que lhe garantiram estatuetas. 

Depois vieram Julia Roberts, Halle Berry - que não voltou a concorrer mais, bem se sabe porque... Marion Cotilard... Ah Marion!
Ok, lindo filme sobre Edith Piaf. Bonita interpretação. Parece convincente. E então ela fica queridinha e faz até Batman de Christopher Nolan: Aquele dramalhão sem ação latente típica de filme de super-herói. A boneca aparece no ultimo dos 3 filmes, com sussurros quase eróticos dada a sua origem francesa e *SPOILER ALERT* morre da forma mais ridícula que já vi no cinema moderno: dois suspiros e uma quebrada o pescocinho para o lado de olhos fechados, depois de uma fala de ameaça. Sério? Isso tem Oscar em casa? 
'Tá fácil, hein? Minha santinha...
Ok, eu sei: Exigindo demais. 



Citei Julia Roberts. Bem, ela abriu a porteira para as atrizes de comédia romântica fazerem um filme mais sério e ganharem Oscar. Nos anos 2010, Sandra Bullock veio nessa onda. O filme "Gravidade" faz ela sofrer sem ar no espaço, e finalizar por aí o seu mérito. 
Lembram dos rostinhos bonitos e moças perturbadas? Pois é, Natalie Portman é uma dessas. Garantiu até um discurso no evento que foi considerado um tanto constrangedor pela declaração ao companheiro - bailarino no filme Cisne Negro, grávida dele na cerimônia. Isso não quer dizer nada, mas filmes com essa trama, pareceu chave para sucesso de muitas atrizes: moças histéricas, com alguma desordem mental ou trauma, foi atônica para muitas delas: Jennifer Lawrence, Cate Blanchett - num filme do Woody Allen que só vale por ela, mesmo, pois o filme em si é chato tanto quanto o diretor -, e a última Brie Larson, traumatizada pelo seu sequestro jovem, trancafiada na casa do criminoso, e sendo constantemente abusada por ele, tem um filho que cresce dentro do quarto. 
Não criticarei Lawrence. Eu acho ela boa triz e foi no filme que concorreu. A gente espera só que ela evolua mais e não caia no estigma do tipo de personagem que a fez no meio hollywodiano.

Eis 2017 e corremos o risco de trazer mais uma derrota para a lista de moças sem talento com estatuetas: Emma Stone. Fria, não cativa nem uma... pedra. #trocadilhoinfame

Atores coadjuvantes carregam nomes de peso na lista, tanto de vencedores como indicados. Mas que eles perdem a mão, perdem. Ia bem, quando decidiram e indicaram George Clooney. E ele venceu. 


Fala sério! Nem bonito esse cara é. Basta uma porcaria de filme com ele e lá vai indicação... Academia: se poupe, me poupe, nos poupe!
Escorregou, levanta. Voltaram as boas... Christoph Waltz - sempre excelente, Christian Bale... 
Escorregão dois, a missão: Jared Leto. Um babacão que não sabe se é ator ou cantor de banda emo, faz um papel travesti bem estropiado e doente, morre e aparece sei lá, uns 15 minutos ao todo no filme Clube de compras Dallas. Prêmio. 
J.K Simmons, com um filme bem chato, um personagem bem pentelho e os concorrentes são caras como Edward Norton e Mark Ruffalo... Prêmio! Sério? Sim, prêmio.
No ano seguinte, o senhor mais sem graça, que a gente não soube dizer se era criminoso ou não, porque a expressão facial dele nada dizia, leva a estatueta. Mark Rylance no mesmo filme com Tom Hanks era para ter feito bem mais, né não? Mas nem podemos dizer "que fica para a próxima", foi nessa mesma que decidiram premiar ele. 
Esse ano está nas mãos deles de se redimirem dessas escolhazinhas sem noção. Sim?


Engraçado que o Oscar tem dessas. Tem gente que concorre sempre, Leonardo DiCaprio as vezes nem era indicado. Ganhou Oscar no seu filme depois de inúmeras excelentes interpretações.
Mas vá lá, pelo menos ganhou. E Amy Adams que concorre, concorre, concorre e esse ano, nem indicada foi? Esnobada litros. Mas as primeiras pisadas nos dramalhões de Brie Larson e Alicia Vikander, tá lá o prêmio. Essa última venceu ano passado por um papel que seguramente dava para esperar o próximo dela e de coadjuvante.

Atriz coadjuvante é ladeira abaixo. É desbunde mesmo. 
'Tá ok, tivemos Whoppi Goldberg, Anna Paquin, Juliete Binoche... Tudo vai bem até cometerem as loucuras: Kim Basinger. 
Kim Basinger em um filme de gângsters e policiais. Uma moça sensual e pronto? Fácil só olhando para ela, certo? Onde está a dificuldade?
Angelina Jolie - sempre péssima! Fazer bico agora é interpretação, contstatei.  Bico, que no caso dela, não parece ser esforço. E por falar em bicos...
Penélope Cruz vence em um dos anos seguintes com o tal "Vicky Cristina Barcelona". Penélope Cruz??? A mulher não perde o sotaque espanhol nem por decreto. Assim, todos seus personagens são munidos de gemidos, sussurros e movimentos sensuais, mesmo quando não cabe na trama. E ai ai, ninguém reclama, afinal, mulher latina é para isso. 
Anne Hathaway.  Só por essa cena feinha? Clique por sua conta e risco, aqui, e entenda. 
Nem vou comentar. Esse filme "Os miseráveis" ganhou de Melhor maquiagem porque deixou uma galera bem feia, pobre e suja enquanto "O Hobbit" tinha 13 anões. 13 ANÕES com rosto, barba e cabelos falsos. 
Anne é mais uma que ficou queridinha e até virou a Catwoman nos filmes de Nolan. Palitona, a cena em que ela anda na moto do Batman é ridícula pela sua proposital empinada de bunda - que por sinal é inexistente. Sejamos diretos, Christopher Nolan deve ter problema para dirigir mulheres. Marion e a sua morte cômica, Mulher-Gato sem gostosura tentando ser sexy empinando bunda numa moto? 



"Ah, Manu, foi só dois deslises." Está, certo. Assistam "A Origem" deste mesmo diretor e vejam como a atriz Ellen Page age no filme: mais "macho" que todo o resto do elenco, masculino. Tudo bem ser lésbica moça, mas se você vai fazer papel de mulher, seja o papel, viva o papel. Nos bastidores você volta a andar e sentar com as pernas abertas e usar roupas de homem - afinal, ninguém tem nada com isso. Sorte nossa que não veio a concorrer à Oscar, porque as concorrentes ficariam meio assustadas.
Salvamos esse ano, com a categoria de coadjuvantes com o Oscar para a Viola Davis! Siiiiim!

Enfim, escorregadas. Fazer o quê? Não dá para agradar todo mundo.

E vocês, lembrar de algum ator ou atriz que venceram e vocês não gostaram? Comentem!
Abraços afáveis!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Semana de Oscar: O que pode ser descartável?

No domingo dia 26 ocorrerá o Oscar 2017. A categoria principal de melhor filme tem como indicados 9 filmes dos quais o favorito é o musical La La Land - na minha opinião, o mais fraco dos nove.
Costumo pensar o seguinte: Oscar, assim como muitas premiações mais populares, indicam o que lhes convém. Além de convir à academia de cinema este filme e não aquele, acontece uma espécie de lobby com aqueles que são forçosamente popularizados. 
De uma forma diferente do Grammy por exemplo (que eu acho uma premiação ridícula), o Oscar ainda dá para torcer e peneirar os indicados até encontrar alguma coisa "útil". Em virtude disso, o que eu penso é bem simples: o que vence o Oscar é bom que conheçamos, mas não necessariamente é o que gente mais gosta. 

Está sendo esse o caso dos nove indicados: "La La Land" é totalmente descartável. Não é um péssimo filme, mas a comparação com os demais é inevitável, já que eles estão colocados lado a lado. Comparado ao "Fences" cuja a trama é uma família de um ex jogador de beisebol, negro e pobre e sua relação com a esposa e filhos, ele não tem o drama e a simplicidade e naturalidade com as quais Denzel e Viola contracenam, por exemplo. 
Se falarmos de "Hidden Figures" com três mulheres negras mostrando seus valores intelectuais na NASA, como comparar "os sonhos" delas com o volátil (e até fútil) sonho de Emma Stone no La La Land?
Como não se emocionar com a realidade escancarada de "Lion" que conta o retorno de um menino indiano perdido de sua família e adotado por um casal de australianos? 
Mesmo comparado à "Manchester à beira mar" com um único personagem perdendo a família de forma trágica, se tornando uma pessoa estranha, perdendo o irmão, de uma doença degenerativa, tendo de lidar com um sobrinho de repente ainda tem muito mais espaço para ser ainda mais tocante. 
Ou "Moonlight" que trata de forma direta sem abusar do dramalhão e dos clichês para elevar o tema envolto da tríade: negro, pobre e homossexual de um menino que se desenvolve de forma simbólica, sem nudez, sem violência exacerbada, sem discurso vitimista apenas sendo um filme de profundezas de sentidos. Comparativamente todo o colorido feliz e musical do longa favorito fica bem volátil.
"Arrival" é ficção científica. Se no passado o Oscar bateu palmas para um "Gravidade" simples e sem trama complexa, me espanta muito que "A chegada" - muito mais profundo e com uma mensagem muito interessante - seja pouco exaltado. Mas são outros tempos mesmo. 
Resta "A qualquer custo", um faroeste moderno simples, direto e rápido. Jamais vencerá não por ser ruim, muito pelo contrário. Mas por pensar que Tarantino fez "faroestes" com propriedade em duas edições de Oscar e foi desprezado, o que esperar para esse longa com Jeff Bridges?
A categoria sempre trás um filme que envolva guerra, algo que os americanos sempre amam, especialmente quando os coloca em pedestal de heróis. Isso é cultura para eles. O que podemos dizer? Entretanto, este ano eles não tem à seu dispor o perfeito herói típico, clichê dos tempos: o personagem de "Até o último homem" é um adventista que se nega a pegar em armas, mas se alista para a Segunda Guerra Mundial, no afã de resgatar os feridos no campo de batalha - mas sem defesa. O filme é dirigido por Mel Gibson e é mais que excelente. Observem a ironia do juízo de gosto: assim como musicais, eu não gosto de filmes de guerra. 

Já escrevi aqui neste mês sobre gosto. Cada um tem o seu, e gostar ou não, não obedece método, lógica, cálculo e muito menos deve ser imposto. Obviamente se La La Land vencer, seu lobby terá sido forte, a mensagem será dada: em tempos tão ruins, com pseudo entendedores de tudo, presidentes corruptos, falastrões e preconceituosos, pessoas que falam demais e odeiam demais, a temática do "viver sonhos" proposto lá na época do "american way of life" na crise de 29, se refaz com os mesmos parâmetros. E há quem compre essa "nova" velha ideia, fácil. 
Se é para evoluirmos mentalmente, que refaçamos nossas pensamentos com o olhar para o futuro, não mimetizando passados como se fossemos constituídos da mesma matéria. 
Sei que o cinema sempre foi a fábrica de sonhos. Mas não era também discurso? O olhar para aquele casal murcho de "La La Land" mostra então que basta dois rostos agradáveis, romantismo e muitos coloridos e estamos bem? Até "E o Vento Levou" é mais bruto, sinceramente.
Não digo que devemos odiar o filme por si. Novamente, vai do gosto de cada um. Mas me parece estranho pensar que ele reflete o melhor do cinema no século XXI. Sua indicação e sua homenagem ao passado só coloca luz à uma coisa que eu preferia não admitir: estamos em retrocesso?
Se é afirmativo, só posso dizer: Que pena. 

Amanhã escreverei sobre atores e atrizes que ganharam estatuetas, mas eu (repito, eu) não achei que mereciam.

Abraços afáveis!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Tag das perguntas que ninguém faz (parte 2)

(Continuando a tag da postagem anterior)

56. O que você queria ser quando era criança?

R: Engenheira Mecânica

57. Você acredita em fantasmas?

R: Não acredito, mas que eles existem, existem... rsrsrsrs...


58. Já teve um sentimento de deja-vu?

R: Sim, várias vezes. Algumas delas, eu sonho, e depois eu sei exatamente o que a pessoa vai dizer e no lugar certo. É uma sensação bem esquisita.

60. Usa chinelos?

Sim, havaianas. E com meias.

62. O que você usa para a cama?

R: Pijamas ou roupas que já estão bem velhas

63. Primeiro show?

R: Do Angra, em 2006.




65. Nike ou Adidas?

R: Ambas

66. Cheetos ou Fritos?

R: Cheetos

67. Os amendoins ou sementes de girassol?

R: Aaaam, nenhum...

71. Você consegue enrolar sua língua?

R: Sim, e acho bem divertido.

73. Você já chorou porque você estava feliz?

R: Sim, e você se sente meio idiota depois.

74. Possui algum disco de vinil?

R: Sim, "The Creatures of The Night" do Kiss passou a ser meu!




75. E uma vitrola?

R: Tenho, mas é dos meus pais.

76. Você utiliza incenso regularmente?

R: Gostaria muito, mas em casa, há quem não goste.

77. Já se apaixonou?

R: Sim, quem nunca?

78. Quem você gostaria de ver em um show?

R: Sempre tive vontade de ir aos shows do Rammstein ou do Slipknot (e voltar para casa, surda, rsrsrsrs...)

79. Qual foi o último show que você viu?

R: Só vou à shows internacionais (não por arrogância, mas sim por gosto mesmo), e o último foi do Pearl Jam.




80. Chá quente ou chá frio?

R: Os dois.

81. Chá ou café?

R: Prefiro chá. Sabores favoritos: de maçã e frutas vermelhas

85. Você é paciente?

R: Sim, na maioria das vezes e com algumas pessoas.

86. DJ ou banda em um casamento?

R: Banda e com setlits pré estabelecido pelo casal. Imaginem um casamento de um casal erudito tocando "Festa no Apê", ou uma dupla que gosta de Latino, ouvindo a banda tocar "Rock me Amadeus" (ouvir)

87. Já ganhou um concurso?

R: Nunca concorri, até em um festival de música na escola, foi marmelada das grandes e então, não voltei a competir em nada.

88. Já fez alguma cirurgia plástica?

R: Não. Tenho pavor de certos exames, como endoscopia e aqueles de oftalmologista, que dirá mesa de cirurgia por estética...



89. Quais são as melhores azeitonas, pretas ou verdes?

R: As duas, mas prefiro as verdes.

90. Você faz tricô ou crochê?

R: Nenhum, mas já fiz bordados, e o que me saio melhor sem muita ajuda é o vagonite

92. Você já viajou para fora do seu país?

R: Não, mas se existe lista "do que fazer antes de morrer" esse é o primeiro tópico (se não for o único).

93. Que lugares pretende conhecer?

R: Os top 3 são Escócia, Alemanha e Finlândia. Mas mais fácil dizer os lugares das quais não tenho vontade de ir.

94. Qual era a sua matéria preferida no Ensino Médio?

R: Todas, exceto Biologia.

95. Você esperneia até conseguir as coisas do seu jeito?

R: Não. Eu faço muitas concessões. Quando vejo que nada está como eu quero, já é tarde demais para "esperneios" e aí eu posso até reclamar, mas poucas vezes muda alguma coisa.

97. Você quer ter filhos?

R: Na verdade não. Colocar criança no mundo hoje parece muito fácil, mas vejo tantos pais e mães dando uma educação tão bizarra, fazendo as vontades dos filhos só por que foram repreendidos na suas infâncias, que tenho medo do que meu filho pode encontrar na geração dele como referência ou mesmo, amizades. Fora que tenho consciência da minha falta de maturidade para ser mãe.

98. Qual é sua cor favorita?

R: Preto

99. Você sente falta de alguma coisa da sua infância?

R: Sim, sinto uma imensa falta da minha vó Du e do tempo na infância que parecia tão mais longo... Era possível ir para escola, fazer os deveres e ainda ter tempo para brincar.

Pensei que ia ter mais historietas engraçadas. A gente caça umas tags na internet e acha: "que maquiagem você usa?", ou "que cremes você compra?". Está faltando criatividade nessa galera ou o quê?

Abraços afáveis! Bom fim de semana à todos!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Tag das perguntas que ninguém faz (parte 1)

Há uns tempos atrás (muito tempo, na verdade) salvei essa tag deste blog aqui, para fazer um dia.
Abri o arquivo e descobri que ele não é lá grande coisa e decidi responder apenas às perguntas menos triviais ou simplesmente sem noção. (Vejam no link a lista completa das perguntas)

1. Você dorme com as portas do seu armário abertas ou fechadas?

R: Fechadas. Não por medo de bichos papões, mas pelo simples motivo de que se tem portas, feche-as. (Seria um tipo de toque?!)

2. Você leva embora os shampoos e condicionadores dos hotéis?

R: Não, porque se vissem o banheiro daqui de casa, e a quantidade de shampoos que tem por aqui, entenderiam que não há necessidade.

3. Você dorme com seu edredom dobrado para dentro ou para fora?

R: Para fora. Mas nunca reparei nisso...



4. Você já roubou uma placa de rua?

R: Não e posso dizer que nunca roubarei.

5. Você gosta de usar post-it?

R: Gosto. Na verdade eu uso mais para marcar trechos importantes e escrevo neles palavras chaves daquela página que li - algo mais eficiente que usar caneta marca-texto (que no meu caso é sempre a mesma situação: eu marco o texto inteiro... )

7. Você prefere ser atacado por um urso ou um enxame de abelhas?

R: Todos os dois são bem ruins, mas prefiro o ataque de urso. Seguramente a morte será mais rápida dada a minha condição física: o urso não seria páreo para uma pessoinha de 35 kg.

9. Você sempre sorri para fotos?

R: Só de vez em quando. Sorriso de fotos para mim é bem complicado de fazer ficar natural.


10. Qual é a sua maior neura?

R: Achar que tudo de ruim que acontece é um tipo de castigo.

11. Você já contou seus passos enquanto você andava?

R: Já. Nas vezes que voltei da escola à pé, eu não tinha muito o que fazer, então, contava passos ou saltava as linhas das calçadas.

12. Você já fez xixi na floresta?

R: Nunca fiz necessidades ao ar livre, eu seguro mesmo até achar um banheiro que seja limpo.

14. Você dança mesmo se não tiver música?

R: Só se for para fazer graça para alguém. Sozinha, precisaria de música, claro.

15. Você mastiga suas canetas e lápis?

R: Não. Já fiz isso, quando nova, na época de escola primária e o gosto do lápis era horrível, então: tentativa não recomendável.

18. Qual é a música da semana?

R: Cantarolei e ouvi a música "Free Your Mind" de En Vogue a semana toda.


19. O que você acha de homens que usam rosa?

R: Se for do tipo machão homofóbico, provavelmente eu vou dar risadas internas por conta da ironia. Caso não, é bobagem. É apenas uma cor.

20. Você ainda assiste desenhos animados?

R: Sim, sempre que posso e sempre que tenho vontade.


21. Qual é o filme que você menos gosta?

R: Não tem essa de "menos gostar" para quem assiste muitos filmes como eu. Geralmente eu procuro comprar os DVDs dos que eu gosto. O que eu menos gosto, provavelmente eu não os tenho em casa. Mas uma resposta fixa para essa pergunta me parece impossível de responder.

22. Onde você enterraria um tesouro escondido, se você tivesse algum?

R: No quintal de casa.

23. O que você bebe com o jantar?

R: Antes, Coca-cola, guaraná e Sprite. Hoje, bebo sucos, muitas vezes os industrializados.

24. No que você mergulha um nugget de frango?

R: No molho rosê

25. Qual é a sua comida favorita?

R: Massas, especialmente lasanha.

26. Quais filmes você poderia assistir várias vezes e continuar amando?

R: Muitos. Mas seguramente diria ser fácil resposta a Trilogia "O Senhor dos Anéis" e a Saga "Harry Potter"

29. Você posaria nua em uma revista?


R: Não. Assim como não mandaria "nudes" para um cara via mensagem de celular. Não faria a foto nem que implorasse de joelhos e fizesse greve de fome.

30. Quando foi a última vez que você escreveu uma carta para alguém no papel?

R: No Natal passado, nos amigos ocultos que participei. Cartão, lembrancinha e carta são de praxe para quem mora longe. Tenho muitas amigas que criei elos via o papel e a caneta, então, quando sobra tempo, elas recebem algo meu e eu, delas.

(As perguntas a seguir são sobre carros, e eu não tenho um, então, pulei mesmo...)

34. Tipo favorito de sanduíche?

R: Aquele do Subway com frango teriyaki, ou algum com hambúrguer de blend de carnes

35. A melhor coisa para comer no café da manhã?

R: Café e pão de queijo, quentinhos (único momento em que eu não dispenso um café...)

36. Qual é a sua hora de dormir?

R: O ideal é entre as 22 hs no máximo 22:30

37. Você é preguiçoso (a)?

R: Sim. Mas confesso que já fui mais preguiçosa. Hoje eu falo que tenho preguiça só quando alguém abusado me pede para fazer algo para eles.



38. Quando você era criança, o que você vestia para o Dia das Bruxas?

R: Eu não vestia nada de Dia das Bruxas. Estudei até meus 15 anos em escolas católicas, então, dos 5 aos 10 anos pelo menos, a gente ia fantasiado para escola em dia do índio ou no carnaval, não em dia de festa "pagã" rsrsrsrsrs... Nesse período carnavalesco, podíamos ir com qualquer fantasia, desde que não fosse "indecente". Quando saí da extinta quarta série e fui para o ensino fundamental em outra escola, dirigida por freiras, chegamos a comemorar o Thanksgiving, mas só como aula de culturas. Não me lembro de festa de Halloween até chegar no ensino médio. 

39. Qual é o seu signo astrológico chinês?

R: Tive de ir no tio Google para verificar.  
De acordo com Horóscopo Virtual, meu signo é o do coelho. Li as características e não achei muito "eu", a não ser a tal parte em que fala de "senso de justiça exigente, pessoa da paz e por ser é minucioso no trabalho".

40. Quantos idiomas você fala?

R: Falar, falo mal para caramba o português. Agora, estudar é outra coisa: tenho curso avançado e completo de inglês e italiano e arrisco no espanhol. Mas escorrego bastante nos dois últimos provavelmente pela minha dificuldade com idiomas latinos. O inglês funciona bem em alguns momentos e em outros, não. Já tentei aprender sozinha o finlandês e tenho até um livro de noções básicas, mas é difícil para chuchu, ainda mais sem ajuda de um conhecedor. Meu sonho é aprender alemão, mas nunca tem professor nas escolas que procuro ou horários que batem com minha rotina.

41. Você tem alguma assinatura de revista?

R: Não tenho. Mas adoraria assinar "Mundo Estranho" ou "Rodie Crew" - as que mais leio.

43. Você é teimoso?

R: As vezes. Talvez mais do que eu consiga admitir e menos do que deveria.

44. Quem é melhor: Faustão ou Silvio Santos?

R: Hoje? Nenhum.

45. Já assistiu alguma novela?

R: Sim, algumas poucas. Não sou noveleira. Se assisti à 5 delas, foi muito. A última foi "Meu Pedacinho de Chão".

46. Você tem medo de altura?

R: Sim, por isso sou baixinha (risos). Mas não chega a ser pavor não... Só evito lugares altos por precaução.

48. Você canta no chuveiro?

R: Não. Mas queria um jeitinho de por um radinho no box do chuveiro...

50. Alguma vez usou uma arma?

R: De brinquedo, já. Revólver de plástico com umas bolinhas... Atirei em uma pessoa achando que estava descarregada e ficou bem roxo. Nunca mais brinquei com essas coisas.
Tinha uma arma de dois canos aqui em casa de algum dos meus bisavós, mas ela nunca teve munição.

52. Você acha que os musicais são legais?

R: Não. A grande maioria é bem chato. Vide "La La Land" rsrsrsrsrs...



55. Tipo favorito de torta?

R: Pavê de bolachas champanhe

Continua...
Abraços afáveis!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Tag Cinematográfica: Desafio dos 30 filmes (# 12)

Desafio dos 30 filmes - Dia 12: Um filme preto e branco

Não é um costume assistir filmes preto e branco. Na realidade, quase nunca. Comento sobre os dois primeiros filmes que vieram à mente assim que li a tag número 12.

O primeiro filme que veio à minha mente não foi o que de fato é o meu favorito. "A vida em preto e branco" é um filme de 1998 nos tempos de auge de Tobey Maguire que por agora, te estado um tanto sumido. Nesta época, sua carinha era corriqueira em filmes de drama e até os pipoca, como o primeiro Homem Aranha. 



O longa conta com personagens centrais gêmeos,  Jennifer e David (Reese Witherspoon e Maguire) que são opostos: enquanto Jennifer se preocupa com a popularidade, David tem poucos amigos e é tímido para aproximar da garota dos seus sonhos. Nas cenas iniciais, David está assistindo à tv e Jennifer quer assistir MTV com seu namorado. O garoto é especialista numa série chamada Pleaseantville, uma série que se passa em 1950. Na briga pelo controle remoto, a tv passa a não ser ligada manualmente e um estranho técnico aparece para o conserto e dá à eles um controle que os transporta para o seriado e eles devem ser dois dos principais personagens do seriado.
A cidade é um lugar idealizado, onde as pessoas são educadas, não tem intrigas nem situações polêmicas. A chegada dos irmãos muitas mudanças na cidade são drásticas, começando por uma rosa vermelha, a única cor no seriado só em preto e branco. A metáfora entendida é que alguns personagens saem da rotina recatada e começam a ficar em cores quando mudam. Essas questões não são bem aceitas pela maioria mais moralista.

Obviamente esse não é um filme totalmente preto e branco. Além disso, a cor é importante na história, não só como estético e direção de arte, mas sim, um contexto narrativo simbólico.

Meu filme favorito, em preto e branco, que é apenas um artefato estético é "A Lista de Schindler"



A Lista de Schindler (no original, Schindler's List) é de 1993 cuja trama envolve Oskar Schindler, um empresário alemão que salvou a vida de mais de mil judeus durante o Holocausto ao empregá-los em sua fábrica. O filme foi dirigido por Steven Spielberg e é baseado no romance Schindler's Ark escrito por Thomas Keneally. Liam Neeson faz o papel de Schindler, Ben Kingsley como o contador judeu de Schindler, Itzhak Stern e Ralph Fiennes como o oficial da SS Amon Göth - um dos antagonistas dramáticos mais bem feitos que já pude conferir.
O filme foi um sucesso de bilheteria e rendeu sete Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, como também muitos outros prêmios. Em 2007, o American Film Institute elegeu Schindler's List como o oitavo melhor filme americano da história.
O filme é tão profundo que simplesmente não saberia traduzir a importância do longa.
A inusitada história de Schindler, que é apenas um sujeito oportunista, sedutor, e simpático comerciante do mercado negro, mas que, acima de tudo, era um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista. No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível de salvar umas vidas, a ponto de perder a sua fortuna.  Resultado: salvou mais de mil judeus dos campos de concentração.

Fico por aqui desejando um excelente fim de semana à todos!
Abraços afáveis!

PS: Sobre a tag cinematográfica

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Tom Hiddleston

Coisas que (algumas) mulheres gostam:
- vozes graves e sedutoras;
- olhares pidões;
- sotaques (ainda mais o dos britânicos);
- ternos impecáveis...

Falo por mim claro, e talvez por alguma parte do mulherio que sempre está recluso nesse blog.
Mas deixo aqui:


Feliz aniversário ao ator Tom Hiddleston. 
Muito feliz aniversário! 


Abraços afáveis!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O Super Bowl numa visão diferente

Não vou fazer um post sobre o jogo. Vou fazer uma coisa completamente bizarra, até. 
Passei a manhã e a tarde, lendo muitas notícias sobre o Super Bowl: a tônica foi exaltar o quarterback Tom Brady - muitas das vezes o chamando de "marido da Gisele" - , seus recordes e o show do intervalo.
O que eu disse se cumpriu: muita gente parou para ver o jogo no afã de ver Lady Gaga. Os elogios à apresentação da cantora é unânime. Se falar mal, você é taxado ou xingado por algum nome vulgar, para dizer o mínimo. E o que vou escrever em seguida, servirá para essa mulher também. 
Pela manhã, foi difícil aguentar os "Brady fans". E olha que não conheço muitos, mas sigo páginas onde eles brotam. A gente tem que "agradecer" o Falcons por terem perdido o esquema de jogo que começou tão bem e esperançoso e agora, torcedores dos outros 31 times da liga, tem de aguentar. 

Li à pouco, uma manchete de um site especializado em estatísticas da NFL dizendo que Brady é o maior quarterback de todos os tempos, e que é praticamente impossível contestar.
Nem preciso abrir o link para saber o porque usam a palavra "praticamente".  Eles vão, com toda certeza, mostrarem que hoje, ele é um atleta completo, porque teve mais "recursos" que jogadores antigos não tiveram: a saúde do atleta é balanceada com boa alimentação e exercícios de resistência, os hits estão "mais leves" e possuem mais proteção, os tempos são outros, as regras favorecem jogo fluido... Etc. 

A bizarrice que eu proponho é partir de duas premissas: uma delas é que o esporte é arte. Quer você goste de tênis, esportes à motor ou bocha, não importa, vamos exagerar: esporte é uma arte.
A segunda, é uma proposta acadêmica: se esporte estará sendo considerado "arte" vou usar dos meus estudos de mestrado para explorar uma ideia - a partir do Immanuel Kant em sua "Crítica à Faculdade do Juízo", sintetizarei um outro argumento do porque eu não acho que Tom Brady é o maior dos tempos, rebatendo a manchete do site que disse ser "praticamente impossível de contestar".
Explico:

Kant, neste livro supracitado, mostra que a faculdade do juízo de gosto é uma faculdade que não se rende ao juízo lógico de entediamento. Contradizendo o cânone do juízo crítico de que algo é bom e belo (ou seja, é agradável) baseado em explicações lógicas, ele propõe um outro fundamento, que eu chamo de "gosto é subjetivo": varia, de pessoa para pessoa.
Ao tratar de arte, ele propõe uma argumentação interessante ao longo de seu escrito: se a arte é boa, bela e apraz, ela não obedece leis ou princípios que a explique enquanto forma e conteúdo, nem mesmo, sua utilidade. Exemplo: 
Um quadro é bonito aos olhos de uma pessoa X. O X tem conhecimento sobre artes plásticas. Ele escreve um manifesto ou um crítica em um jornal, exaltando o quadro, as formas e as cores, a profundidade da mensagem visual, bem como a vida e carreira do pintor. 
Uma pessoa Y olha para o mesmo quadro. Sem nenhum conhecimento sobre o que motivou o pintor na obra, nem mesmo conhecendo artes plásticas, ele se emociona e se toca com a obra. Quando ele lê o manifesto do X, ele encontra toda a argumentação necessária para discutir com outros sobre o quadro. Ele chama uma pessoa Z, para ver o quadro e dizer o que sente. Ela não manifesta apreço. Ela até conhece minimamente de artes plásticas, mas simplesmente o que ela vê, não lhe causa arroubo. Não lhe causa nada. 
O X é o erudito que diz as pessoas "menos esclarecidas" o que é arte e o que não é arte. 
O Y é aquele, que no afã de definir sua emoção com aquilo que viu, procura convencer alguém. 
O Z é aquele que não enxerga nada de especial naquela obra, se vê forçado pelos dois outros, a criar uma emoção falsa, para se ver livre deles, muitas das vezes. 

Neste trio, o que Kant abraçaria sorridente, seria o Z. Você não precisa ser um conhecedor de algo para saber decidir o que lhe agrada ou não, como o X. Muito menos precisaria, não só conhecer sobre, mas tentar convencer os outros, a partir de princípios lógicos, o que é uma bela obra.
Arte é um juízo estético e não um juízo lógico refém do conhecimento.

O que acontece - toscamente, admito - na minha mente é isso. As pessoas usam de recursos estatísticos para endeusar e monumentalizar Brady: seus números são repetidos à plenos pulmões pelos seus admiradores e fãs do time. São mesmo, números absurdos, não podemos ser "cegos". 

Os três exemplos ali, o Sr. X, Sr. Y e Sr. Z são chamados de novo, dessa vez para assistirem ao Super Bowl de ontem. O Sr. X é aquele que acompanha NFL à 20 anos, assiste ao esporte desde criança, sabe todas as estatísticas e todas especificidades de jogadores, desde não sei que ano - conhece todos os hall of famers, MVPs, sabe as regras de cor e entende playbooks... Aí ele assiste o SB e senta-se no computador e posta  um "textão" em algum lugar - no seu site ou no site dos outros - exaltando com maestria toda genialidade de Brady. 
Brady e o pintor, para Kant, não são gênios. Genialidade é partir de uma coisa já pronta para produzir algo, ou seja, é usar do entendimento, produzir uma segunda coisa, para criar efeitos desejáveis quando pronta e sendo recepcionada por outras pessoas. Shakespeare não seria gênio para Kant. As pessoas conhecem suas frases e suas obras. Ele revolucionou o idioma inglês, com expressões e formas de escrita. Faz parte de uma cultura literárias grandiosa. Mas levar sua vida e suas obras ao crivo do entendimento, do conhecimento e portanto, da "genialidade", destrona o Shakespeare artista. Afinal de contas, quando se espera um resultado antes mesmo do fim, como se esse efeito fosse um teste – que ao ser produzido e reproduzido, resulta em algo conclusivo – este efeito não coincidiria com o da arte, até mesmo porque, como nos diz o autor, conhecer algo não implica habilidade para fazê-lo. Mas é preciso talento e isso é inegável. Por mais que se tenha o conhecimento de algo, se não tiver talento, uma arte não será produzida; para Kant então, o talento não revoga o resultado, mas se não tiver, ela não é sequer feita. 
O Sr. Y, começou a assistir NFL quando passeava pelos canais de esporte. Viu um jogo, ficou curioso e interessado. Assistiu o seguinte, com outros times. Era playoffs, e o New England Patriots vencia a final da AFC. Ele pouco entendeu o que aquilo significava, mas vendo uma passe de Brady para um grandão chamado Gronkowski na endzone, ficou maravilhado. Ele passa a semana toda lendo reportagens a respeito. Descobre que a equipe irá para o Super Bowl enfrentar um time de Seattle. Ele assiste ao jogo em êxtase e vê o Patriots vencer o tal jogo que tantos americanos adoram.
Sr. Y, acorda e vai para o trabalho na manhã seguinte, comenta com os colegas sobre o jogo e no intervalo do lanche, abre o Google encomenda uma jersey do "GOAT" Brady - não sem antes pesquisar no Google o que significa "GOAT". 
Ontem, ele ficou felicíssimo por ter visto mais um título do seu "time do coração".
Esse tipo é chamado por todo o resto, de "modinha". Mas baseando-se em Kant, podemos julgar se ele sentiu algo bom quando viu Brady em campo? Não, assim como não podemos julgar quem se apraz com a narrativa do livro Crepúsculo. Se serve à ela ou ele, quem somos nós para dizer que Bella e Edward são um casal sonso? Julgar não cabe nem à uma autoridade no assunto, nem ao mero relé. 
O vilão de toda essa lógica estapafúrdia da ditadura do que é bom e do que todo mundo comenta, é o Sr. Z, aquele que viu o jogo de ontem porque gosta do esporte e não acha, não achou e teme nunca achar Brady grande coisa. Simplesmente porque ele não não lhe serviu. É muito provável que ele goste de um Drew Brees, de um Ben Roethlisberger, ou tenha uma lista de cinco caras que ele acha bom mesmo; mas Brady, não é um deles.
É como uma pessoa ser fã de Heavy Metal, gostar de Metallica, Megadeath, Iron Maiden, Halloween, Sepultura, Black Sabbath e tantas outras, mas simplesmente achar pura e simples perda de tempo, ouvir qualquer coisa do Dream Theater. 
Como explicar isso? 
Não se explica, Kant diria, se estivesse aqui, enquanto eu digito esse texto e junto de vocês enquanto lêem. Simplesmente não se explica porque alguém gosta de filme dublado, embora eu ache uma coisa sem noção e gasto descabido de dinheiro. Eu posso dizer que é preguiça de ler e a pessoa dizer que é isso mesmo. Eu posso tentar fazer ela mudar de ideia, dizendo que o filme é mais rico quando não se tem dublagens deturpadas e que inclusive a interpretação coma voz original do ator, faz toda a diferença no momento de "viver" o filme. Eu posso tentar, mas se a pessoa simplesmente dizer não, eu tenho que ficar quieta. 
Não se explica porque eu gosto do Nightwish e mas não gosto de outra banda que tenha vocalista mulher. Não se explica porque alguém gosta mais de Jane Austen do que de Emile Brönte. Não se explica porque alguém ama pintores renascentistas, mas acha cubismo um lixo. Não se explica porque alguém espera mais de 1 hora e meia de uns caras com uma bola - que nem é uma bola em perfeita circunferência - para ver o show de 15 minutos de uma cantora que não adere em nada no curso evolutivo da humanidade: tudo que ela já fez, seja o pop grudento com muita sensualidade, seja as roupas e maquiagens estranhas, Madonna e Cindy Lauper já fizeram. 

Assim, por mais que forcem a barra do convencimento, não há como dizer para mim - mera relé - que Brady é melhor que Peyton Manning. Foi este aposentado que me trouxe a NFL e foi vendo ele jogar que apreciei o esporte. Não me importa números, não me importa recordes. Apenas gosto mais dele do que o "marido da Gisele".
E isso cabe para qualquer um, então, que tal fazer o exercício: parar de tentar convencer alguém de de que ele é um "deus", pois na realidade isso só tem utilidade para quem estuda os esquemas do esporte. Não tem vantagem alguma em convencer os outros  só para se dizer "eu sou o correto, porque as evidências não negam". Bobagem! No crivo do sentimento, o suscitar das paixões e emoções, se tornam algo como identidade, como impressão digital... 
Por acaso, todo mundo tem essas coisas iguais?

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Abraços afáveis!