quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Semana do Oscar: atores e atrizes premiados... Mas como?

Ouso dizer que a categoria menos injusta do Oscar é a de Melhor Ator. E é a categoria que desde que faço a brincadeira do bolão em casa - desde 2001 mais ou menos - é a categoria em que sempre fico na dúvida e acho todos os 5 bons.
Normalmente eu tendo mais à um ator que outro, mas no fim das contas, se olharem bem os vencedores, por exemplo, da década de 80 para cá, foi só tiro certo.

Agora atriz, abram as porteiras, que tem muita criatura indicada esnobada em detrimento das sem sal e sem açúcar.
Década de 90, tudo ia muito bem: Judie Foster, Emma Thompson, Susan Sarandon...
E então, 1999:


Gwyneth Paltrow.

Cliquem aqui e experimentem a sensação de observar esse forçoso sotaque, essa testa franzida, esse olhar para o nada... 

Aqui no Brasil o pessoal nem deve ter achado a interpretação da moça sem graça, só se revoltaram mesmo (em um tempo que ainda não tinha o pandemônio das hashtags) porque Fernanda Montenegro concorria à categoria.
Minha nossa... E Cate Blanchett que concorria por uma incrível Elizabeth I, no mesmo ano?
Poxa Oscar? Paltrow? Tá de brinks? 

E estavam. Daí adiante, a "festa" estava feita. Qualquer "coisera" nas telonas dava para as moças pularem no palco e chorarem sob o microfone. E aí veio os rostinhos bonitos das moças que fazem papéis de pessoas perturbadas - tal qual aconteciam com os homens. Um cara com algum distúrbio, mas era um gênio em alguma coisa, levava a estatueta. Para as moças, bastava ficar feia também e puff, olha o Oscar! Nicole Kidman e Charlize Theron tem phD nesse quesito. Estão bem diferentes e nada glamourosas nos filmes que lhe garantiram estatuetas. 

Depois vieram Julia Roberts, Halle Berry - que não voltou a concorrer mais, bem se sabe porque... Marion Cotilard... Ah Marion!
Ok, lindo filme sobre Edith Piaf. Bonita interpretação. Parece convincente. E então ela fica queridinha e faz até Batman de Christopher Nolan: Aquele dramalhão sem ação latente típica de filme de super-herói. A boneca aparece no ultimo dos 3 filmes, com sussurros quase eróticos dada a sua origem francesa e *SPOILER ALERT* morre da forma mais ridícula que já vi no cinema moderno: dois suspiros e uma quebrada o pescocinho para o lado de olhos fechados, depois de uma fala de ameaça. Sério? Isso tem Oscar em casa? 
'Tá fácil, hein? Minha santinha...
Ok, eu sei: Exigindo demais. 



Citei Julia Roberts. Bem, ela abriu a porteira para as atrizes de comédia romântica fazerem um filme mais sério e ganharem Oscar. Nos anos 2010, Sandra Bullock veio nessa onda. O filme "Gravidade" faz ela sofrer sem ar no espaço, e finalizar por aí o seu mérito. 
Lembram dos rostinhos bonitos e moças perturbadas? Pois é, Natalie Portman é uma dessas. Garantiu até um discurso no evento que foi considerado um tanto constrangedor pela declaração ao companheiro - bailarino no filme Cisne Negro, grávida dele na cerimônia. Isso não quer dizer nada, mas filmes com essa trama, pareceu chave para sucesso de muitas atrizes: moças histéricas, com alguma desordem mental ou trauma, foi atônica para muitas delas: Jennifer Lawrence, Cate Blanchett - num filme do Woody Allen que só vale por ela, mesmo, pois o filme em si é chato tanto quanto o diretor -, e a última Brie Larson, traumatizada pelo seu sequestro jovem, trancafiada na casa do criminoso, e sendo constantemente abusada por ele, tem um filho que cresce dentro do quarto. 
Não criticarei Lawrence. Eu acho ela boa triz e foi no filme que concorreu. A gente espera só que ela evolua mais e não caia no estigma do tipo de personagem que a fez no meio hollywodiano.

Eis 2017 e corremos o risco de trazer mais uma derrota para a lista de moças sem talento com estatuetas: Emma Stone. Fria, não cativa nem uma... pedra. #trocadilhoinfame

Atores coadjuvantes carregam nomes de peso na lista, tanto de vencedores como indicados. Mas que eles perdem a mão, perdem. Ia bem, quando decidiram e indicaram George Clooney. E ele venceu. 


Fala sério! Nem bonito esse cara é. Basta uma porcaria de filme com ele e lá vai indicação... Academia: se poupe, me poupe, nos poupe!
Escorregou, levanta. Voltaram as boas... Christoph Waltz - sempre excelente, Christian Bale... 
Escorregão dois, a missão: Jared Leto. Um babacão que não sabe se é ator ou cantor de banda emo, faz um papel travesti bem estropiado e doente, morre e aparece sei lá, uns 15 minutos ao todo no filme Clube de compras Dallas. Prêmio. 
J.K Simmons, com um filme bem chato, um personagem bem pentelho e os concorrentes são caras como Edward Norton e Mark Ruffalo... Prêmio! Sério? Sim, prêmio.
No ano seguinte, o senhor mais sem graça, que a gente não soube dizer se era criminoso ou não, porque a expressão facial dele nada dizia, leva a estatueta. Mark Rylance no mesmo filme com Tom Hanks era para ter feito bem mais, né não? Mas nem podemos dizer "que fica para a próxima", foi nessa mesma que decidiram premiar ele. 
Esse ano está nas mãos deles de se redimirem dessas escolhazinhas sem noção. Sim?


Engraçado que o Oscar tem dessas. Tem gente que concorre sempre, Leonardo DiCaprio as vezes nem era indicado. Ganhou Oscar no seu filme depois de inúmeras excelentes interpretações.
Mas vá lá, pelo menos ganhou. E Amy Adams que concorre, concorre, concorre e esse ano, nem indicada foi? Esnobada litros. Mas as primeiras pisadas nos dramalhões de Brie Larson e Alicia Vikander, tá lá o prêmio. Essa última venceu ano passado por um papel que seguramente dava para esperar o próximo dela e de coadjuvante.

Atriz coadjuvante é ladeira abaixo. É desbunde mesmo. 
'Tá ok, tivemos Whoppi Goldberg, Anna Paquin, Juliete Binoche... Tudo vai bem até cometerem as loucuras: Kim Basinger. 
Kim Basinger em um filme de gângsters e policiais. Uma moça sensual e pronto? Fácil só olhando para ela, certo? Onde está a dificuldade?
Angelina Jolie - sempre péssima! Fazer bico agora é interpretação, contstatei.  Bico, que no caso dela, não parece ser esforço. E por falar em bicos...
Penélope Cruz vence em um dos anos seguintes com o tal "Vicky Cristina Barcelona". Penélope Cruz??? A mulher não perde o sotaque espanhol nem por decreto. Assim, todos seus personagens são munidos de gemidos, sussurros e movimentos sensuais, mesmo quando não cabe na trama. E ai ai, ninguém reclama, afinal, mulher latina é para isso. 
Anne Hathaway.  Só por essa cena feinha? Clique por sua conta e risco, aqui, e entenda. 
Nem vou comentar. Esse filme "Os miseráveis" ganhou de Melhor maquiagem porque deixou uma galera bem feia, pobre e suja enquanto "O Hobbit" tinha 13 anões. 13 ANÕES com rosto, barba e cabelos falsos. 
Anne é mais uma que ficou queridinha e até virou a Catwoman nos filmes de Nolan. Palitona, a cena em que ela anda na moto do Batman é ridícula pela sua proposital empinada de bunda - que por sinal é inexistente. Sejamos diretos, Christopher Nolan deve ter problema para dirigir mulheres. Marion e a sua morte cômica, Mulher-Gato sem gostosura tentando ser sexy empinando bunda numa moto? 



"Ah, Manu, foi só dois deslises." Está, certo. Assistam "A Origem" deste mesmo diretor e vejam como a atriz Ellen Page age no filme: mais "macho" que todo o resto do elenco, masculino. Tudo bem ser lésbica moça, mas se você vai fazer papel de mulher, seja o papel, viva o papel. Nos bastidores você volta a andar e sentar com as pernas abertas e usar roupas de homem - afinal, ninguém tem nada com isso. Sorte nossa que não veio a concorrer à Oscar, porque as concorrentes ficariam meio assustadas.
Salvamos esse ano, com a categoria de coadjuvantes com o Oscar para a Viola Davis! Siiiiim!

Enfim, escorregadas. Fazer o quê? Não dá para agradar todo mundo.

E vocês, lembrar de algum ator ou atriz que venceram e vocês não gostaram? Comentem!
Abraços afáveis!

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