quarta-feira, 8 de julho de 2020

GP da Áustria em Fotos (mais uma notinha)

Quem disse que não ia ter um mar laranja na Áustria? 
Não era bem um mar, e não estavam torcendo pelo Verstappen, mas havia umas laranjinhas por ali sim e elas poderiam ficar muito felizes no domingo...


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Vettel sentindo saudades de suas galinhas...


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E foi assim o primeiro GP em meio à uma pandemia: jornalistas afastados e os pilotos com as vozes abafadas pelo uso das máscaras, também afastados uns dos outros. 
Todos os envolvidos testaram para o Covid-19 antes de começarem seus trabalhos, e assim que chegaram.  

Nunca pensamos que veríamos isso, não é mesmo? Dá um aperto esquisito no coração ver um monte de gente de máscaras nas ruas, na tv...
Mas é isso. Essa é a melhor forma de ajudar a não propagar mais, o vírus que já levou muita gente embora...


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Rindo, mas com respeito...


... Até porque eu fiz isso, um mês atrás quando tive de sair de casa para resolver um problema de contrato. 
Taí, Lando, é nóis!


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A maldita Mercedes pintou o carro de preto e fez a gente ficar babando colorido. 
Por sorte, a gente continuou babando só na pintura do carro mesmo:

Os modeletes da Mercedes conquistam?


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Que capa de cd de banda independente é essa, Senhor?!?


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Quando salvei essa foto, eu não tinha piadinha... 
Só a sensação de que essa dupla, era a que veríamos em 2021...
E bateu uma "bad" como dizem, que foi reforçada logo depois...


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Os caras foram para a Áustria não só para competirem mas também para mandarem recados: puseram camisetas escritas "end racism" e ajoelharam ou ficaram de pé em apoio ao movimento Black Lives Matter. Foi um gesto maneiro de se ver, só pela simbologia que contém.

Apesar dos "cricri" quererem polemizar sobre os pilotos que quiseram ficar de pé, o apoio foi massivo com presença de todos. Inclusive, Kvyat está apontando para a camiseta e os dizeres.  
Acho que dá para dar fim no papo e louvar o feito - encabeçado pelo Romain Grosjean, presidente da GPDA, que sugeriu que fizessem algo junto ao Lewis Hamilton


Talvez a única coisa que a gente precise discutir é o fato de Hamilton e Vettel estarem sem máscara... O resto, é caçar pêlo em ovo.


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Com essa foto, reacendeu a discussão de que Vettel pode ser companheiro de Hamilton no ano que vem. Mas não tem nada mais do que isso entre eles: tapinhas nas costas, umas palavras amistosas e alguns sorrisos


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- E aí, o Vettel rodou? 


Sugiro olharem essas fotos:





 Essa era a luta dele com o volante durante o GP.  Procurem os vídeos. É excruciante...
Por isso, ele estava contente em ter rodado uma só vez.


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Menino Lando se esbaldando de champanhe...
...Mas a escolha deveria ser leite!!!

Ah, agora sim está certo!


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Última "bad" do fim de semana e que dura até hoje, uma quarta-feira... 
Vamos ficar sem #Simi em 2021 e eu não estou sabendo lidar com isso...


Notinha:
Esse post começou a ser redigido ontem, porém, como alguns veículos de informação davam conta de um anúncio para essa quarta-feira, deixei "decantando" o post no aguardo da confirmação.
E não era só fumaça, havia fogo mesmo: a Renault anunciou o retorno de Fernando Alonso para substituir Daniel Ricciardo (que vai para a McLaren) em 2021.

Fernando retorna depois de 2 anos longe da categoria. Com certeza (e como Sebastian Vettel disse no vídeo de despedida para o espanhol: "Vejo você quando retornar"), sempre houve um ar de "até daqui a pouco" por parte do bicampeão mundial. 
Alonso assume o cockpit da equipe que fez seu nome, para trabalhar com empenho em 2022, com chances ainda de estender permanência em 2023. Não que idade seja algo preponderante, mas muitos afirmam que sim, então, ele estaria com 41-42 anos. 
Numa competição que, cada vez mais, prioriza os jovens, esse é só mais um desafio do espanhol.
Desconfiar se compensa retornar à uma equipe que ainda não deu sinais de ter carro competitivo é natural. Eu mesma, como fã do Kimi Räikkönen, desconfiei e fui contra o retorno para a F1 em 2012. E o campeonato dele foi fantástico e mais ainda, posso dizer que, aquele ano, foi a melhor temporada da F1 nessa última década, sem dúvidas. 
Não digo que Alonso vai ser muito bem sucedido logo em 2021, mas tê-lo de volta é legal, vamos admitir.

Ainda com muito disse-me-disse, Alonso sempre foi e sempre será da F1. Ele é um destes pilotos de talento nato e - apesar de se ligarem muito à questões de personalidade - é um supercampeão indiscutível.
Mau caráter? Não sei. Mas tem campeão cínico na F1 atual e pilotos sem títulos soberbos e isso, não parece incomodar a geral de fãs.

Não compreendo e não concordo com os protestos sobre seu retorno, embora respeito que cada um tenha a sua razão de pensar assim. Campeões mundiais voltam, especialmente aqueles que são verdadeiramente apaixonados pelo que fazem. Isso não é anormal, inclusive. Nikki Lauda, Nigel Mansel, Alan Jones, voltaram à F1 depois da primeira pausa. Para citar alguns recentes, Michael Schumacher voltou, Kimi, como já disse, voltou e até o (nada) Felipe Massa não passou sequer um ano fora das pistas sendo recontratado logo que anunciou, em 2016 que estava se aposentando. Deixando todo mundo que disse "tchau, moço" com "cara de bunda" no ano seguinte, voltou sob a desculpa de que foi convidado a ficar mais um ano e eu questionei: tanta lágrima desperdiçada, né? (Aff...)

Neste ponto, não justifica condenar o retorno de Fernando. É questão agora, de aceitar, respeitar e parar com essa de ódio imaturo que não leva a lugar nenhum. Existirá sempre, um desconforto com algum cockpit ocupado por algum piloto que a gente vai achar desperdício. Mas quando se trata de campeão mundial, esse assunto é apenas argumento passional ou achismo puro e simples. 

Por fim, isso fica mais às claras que Sebastian Vettel é o que está fora do grid da F1 em 2021. Não que eu pensasse que a "vaga" da Renault fosse algo a ser considerada, mas sima da Mercedes - que ainda não confirmou, mas deve manter a dupla atual à seu dispor. 
De todo o modo, uma F1 sem Vettel é triste, especialmente pois, a era dele está acabando, assim. Uma vez que, por mais que Seb seja um apaixonado por corridas, ele tem um perfil diverso, o peso no coração aumenta pois ele vai se afastar da categoria, e pode ser para sempre. 
E então, passa a ser difícil filtrar isso como algo majoritariamente positivo. Até agora, a única coisa bo, é que ele se vê livre de toda a crítica, a falta de respeito e também da chacota de sus pares, dos dirigentes da Ferrari, da mídia e dos "fãs". Mas creio que, por algum tempo, vão demorar a esquecer dele, assim como, nestes dois anos, pouca gente deixou de falar mal do Alonso.  

Abraços afáveis e boa sorte ao Alonso, porque tem que ter saco para aguentar isso...

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Chapter 1 F1: GP da Áustria

A F1 começou depois de um tempinho parada por conta da pandemia da Covid-19. Mas não dava ares de que tinha mudado tanto assim. Não pelo menos para causar euforia (embora tenha existido, sobretudo nas redes sociais).
Se a pausa, não trouxe grandes mudanças, também não significou tanto para que as pessoas - desde o mais "apurado" jornalista até o dono (ou dona) do perfil "zueiro" com menos seguidores - pudessem usá-la para reflexão. Desde a Austrália em março, até a retomada do campeonato para valer agora, em julho, poucos, ou nenhum deles, parecem ter feito valer o tempo para "compreender minimamente" a categoria que mais gosta sendo também a que atrai mais atenção no mundo todo, nem mesmo, fazer uma autocrítica sobre o divulgo de suas opiniões.

Dito isso, peço desculpas, antes de mais nada, para todos que vão ler esse texto sobre o GP da Áustria. São três desculpas que espero que aceitem: 
a) pelo tamanho do texto; 
b) pode soar que eu esteja impondo opiniões (mas adianto que essa não é a intenção, nem mesmo teria tal pretensão);
c) também não quero dar indiretas, causar desconforto, nem mesmo buscar inimizades. 
Quero só ponderar os lados das coisas, sem que tudo fique parecendo um grande conto de fadas, algo que não é.

Como já disse, houve muita euforia com o início da temporada, finalmente. Mas no fundo, eu mesma duvidava que fosse uma boa ideia, trazer os GPs em meio à uma pandemia e expor todo mundo à uma situação de protocolo, desconfortável. Não quer dizer que tenha mudado de opinião, mas fico feliz em admitir que parte das minhas previsões - no que diz respeito à resultados, em suma - do post anterior, foram aniquiladas com a corrida de ontem. 

Tudo começou com os treinos livres. Havia quem gostasse demais da ideia das Ferraris estarem muito mal e começassem seus rompantes de chacota, especialmente em relação ao uso de um motor irregular no ano passado. 
Sambar na cara de Sebastian Vettel virou um esporte a parte desde de, pelo menos, 2008. E isso, até mesmo a mídia fazia, mesmo que fosse de forma velada. Alguns repórteres nunca esconderam inclusive, as suas preferências por qualquer outro piloto, que não fosse ele. Isenção? "Nem a pau, Juvenal!"

Obviamente, depois de relatar em entrevista que a Ferrari não havia feito nenhuma proposta para que ele permanecesse na equipe, Vettel reforçou algo que eu já sabia. Foi pego de surpresa quando recebeu uma ligação de Mattia Binotto dando conta de que "dispensava seus serviços para 2021. Mas eu, poderia estar só decepcionada, mas não reagi com surpresa de jeito nenhum. A decepção certamente era por constatar que eu não estava tão errada em prever que a equipe vermelha estava prestes a humilhar mais um profissional e quiçá, destroçar o resquício de dignidade que Vettel poderia ainda ter. 

Diante de uma mentira (!!!) sobre proposta e acordo que não foi atingido e divulgado na mídia como "ele não quis ficar conosco por um ano e um salário mais baixo", eu espera um pouco mais dos "insiders" sobre a gravidade que é uma equipe agir assim com um tetra campeão.
A opção destes foi relatar todos os resultados ruins do Sebastian com a equipe como justificativa da dispensa e ignorar qualquer tratamento descente que o cara pudesse ter por parte dos administradores. Aceitaram a "desculpa esfarrapada" de que a decisão foi abrupta por causa da crise gerada pela pandemia e tocaram para o próximo assunto. 

Depois de naturalizarem a decisão da equipe dessa forma, aí sim, a decepção foi ainda maior com alguns profissionais da mídia especializada. Na Sky Sports, o ex piloto da F1, Jenson Button ponderou o quão infeliz era atitude da equipe e quando "passaram pano" para a Ferrari dizendo que, Seb apenas venceu 14 corridas em 5 anos de Ferrari, Jenson disse: "E alguém venceu mais?"
O silêncio - ainda rápido - que se seguiu, deixou a pergunta como retórica.
A Ferrari, desde 2015 venceu 17 vezes. Kimi Räikkönen venceu apenas EUA em 2018 e Charles Leclerc venceu duas no ano passado. Todas as outras 14 restantes são da conta de Vettel. Isso não impediu que eles chutassem a sua bunda. Os erros são a justificativa mais plausível para a demissão.  Ou seja, na contramão do argumento de Jenson, era melhor brindar debates com a situação da falta de foco do piloto alemão - pois isso atrai puxa-sacos (para os jornalistas adeptos ao "respeito pela informação" baseada em fatos e dados) e brincar com as suas "rodadas" na pista (por pelo menos 90% dos fãs da categoria) pois isso atrai seguidores e risadas.

Desse último grupo, não é difícil encontrar aqueles que se menosprezam Vettel de forma idiotizada: "como é que esse cara venceu quatro anos na F1" seria um dos "grandes mistérios da humanidade.  
Embora seja ofensivo, arrisco dizer que isso é sinal de déficit cognitivo, uma vez que Vettel conseguiu esses quatro títulos numa das fases mais competitivas da F1 atual, inclusive quebrando recordes sobre a precocidade das conquistas. Sugerir o contrário é implausível.

Pois porque voltar à esse assunto? Bom, eu tenho um motivo: nos treinos livres de sexta, pude observar um certo "oba-oba" era em relação ao desempenho da rosada Racing Point. Usando um carro semelhante (para não dizer igual) ao da Mercedes no ano passado, alguns ficaram surpresos com os bons resultados até mesmo de Lance Stroll. A "novidade" virou empolgação. Se alguém dissesse que a F1 estava igual o de sempre, ia ser criticado. "Olha lá, a Racing Point trazendo "caras novas"... É bom acreditar nessas coisas. Mas eu, tô ficando velhinha já, então, ranzinza até os ossos. 

No entanto, esse "evento" só provava uma coisa para mim: um carro equilibrado e um bom motor, faz qualquer um se destacar, para vencer corridas, é necessário mais coisas - talento nato e principalmente, um ambiente de apoio favorável. O resto: "conhecimento técnico", "treino", "anotações e planos mentais"e etc, é bônus. 50% do que é muito necessário para um piloto é o talento. Com um carro bom, qualquer um parece talentoso.
Assim, a premissa que acompanha o fã da F1 é o seguinte: quando o resultado ruim de carro ruim é culpa do piloto (vide Vettel), e o resultado bom, de um carro excelente, é mérito exclusivo e genialidade pura e simples, do piloto (vide Hamilton). Quem acompanha meu blog, sabe. Digo isso, todo maldito texto que posto.

Confunde-se ainda, em casos de bom carro e bons resultado, com competência. 
Vou dizer o que eu entendo por competência: ser competente é fazer um trabalho que ninguém mais fez, nas mesmas condições que os outros. A competência é dada pela formação. A obrigação é dada pelo sistema. 

No caso da F1, a situação tem um acréscimo: ocorre uma competição. Então quem mais tem, melhor faz. Assim, a Mercedes não é mais competente, ela é obrigada a entregar resultados fora de série. Ela  voltou à F1, em 2010. Neste ano, foi a quarta colocada no campeonato. Em 2011, a mesma coisa. Em 2012, deu uma caída de produção e foi apenas a quinta melhor equipe. Em 2013, ela já era vice. E então, a Mercedes foi competente em 2014. Nos anos seguintes, só precisoram manter-se no topo. A competência passou a ser caso das outras equipes; aquelas que tentaram (e até hoje, patinaram) em se aproximar da Mercedes durante toda uma temporada. Nenhuma foi "competente" o suficiente, para sequer, colocar um suor frio nos dirigentes da flecha de prata (esse ano, flecha negra). 
E isso, tem uma lógica - quanto mais dinheiro se ganha vencendo campeonatos, mais se tem para fazer um carro cada ano, mais e mais imbatível.
Depois de 2014, eles não estão no mesmo patamar do resto, então o grau de competência aí, não é mais tão forte quanto o da obrigação. Por isso, a proposta de teto orçamentário parece tão atrativa e dá indícios de solucionar boa parte dos problemas da atual F1.

Comentando sobre os pontos que eu acertei em relação ao primeiro GP da F1 2020, preciso pautar que é uma pena que eu esteja certa sobre a Ferrari. Vettel teria um ano difícil. 
Eu disse em janeiro deste ano (podem procurar nos arquivos do blog) que prolongarem o contrato com Charles Leclerc era apertar o nó no pescoço de Vettel. 
Antes de ser pauta, eu já cantava a pedra. As declarações da equipe, deixavam tudo bem claro. Logo depois da afirmação de contrato com o monegasco, disseram que "deixaram" Vettel vencer em Singapura 2019, para já se precaverem de críticas à equipe, jogando a informação como se o alemão tivesse imposto a situação como um menino mimado e incapaz de vencer uma corrida.
O mais grave, estava na mesma época já ditado, mas poucos deram a devida importância: contaram que o carro de 2020 seria mais adequado ao Vettel.
Assim, previ o seguinte: o carro seria ruim, mas Leclerc teria melhores resultados que o Sebastian, por uma questão bem simples - a decisão de torná-lo primeiro piloto e portanto, ter todos as prioridades. A imprensa colocaria que o Leclerc fazia milagres com um carro "mal nascido" enquanto Vettel ia dando murros em ponta de faca, mostrando sinais de fraqueza. Tudo isso, era o cenário marcado para acontecer em 2020 e justificaria quando a equipe anunciasse a sua saída da equipe, às voltas do GP da Itália. 

E vejam, lá em janeiro/fevereiro eu dizia isso. Só que aí veio o Covid-19 e acelerou as decisões da Ferrari em dispensá-lo antes de fazer a sangria. No primeiro GP do incomum ano, todas essas opiniões viraram realidade e o resultado da corrida comprovou que agora, eles não estão nem aí para Sebastian Vettel.
Vettel rodou e todo mundo achou graça. Podem procurar, muita gente disse que "Charlinho" tirou "leite de pedra" na corrida de ontem. 
A crítica e a chacota, permanece invariável. 

Mas nem tudo é "eu avisei!" em relação ao GP austríaco. Eu errei quanto aos resultados finais. Na pole position, deu Valtteri Bottas e não Lewis Hamilton, que tinha o nome em qualquer aposta e também era o favorito, já que tinha marcado os melhores tempos em todos os três treinos livres.
De qualquer forma, eu não fiquei quieta. Sabia que, na largada, a troca de posições poderia ocorrer. Se Bottas ia ser carne de pescoço para o politizado companheiro, isso era uma coisa que, precisávamos conferir. De todo modo, a vitória da Mercedes era certa e isso, não precisava ser mãe Dinah para contar.

Max Verstappen se classificou em terceiro. 
Um grandioso quarto lugar de Lando Norris fez muita gente sonhar em ver a McLaren, no pódio de novo. No GP do Brasil ano passado, Carlos Sainz conquistou um, mas fez festa do champanhe muito tempo depois da punição de ter saído a punição para Lewis Hamilton. Não tinha o gosto certo de evolução. 
Atrás do garoto fã de leite, Alex Albon, seguido de Sergio Pérez, Leclerc só em sétimo, Sainz, Stroll e Ricciardo, fechavam o pelotão dos 10 primeiros. Vettel era apenas o 11º, mostrando já a despreocupação da Ferrari com ele. 

Mais tarde, surgiu a possibilidade de uma punição à Hamilton. Ele havia aberto volta sob bandeira amarela - causada por uma Renault - e também, saído da pista. Não precisava pensar duas vezes, o "no further action" estava à caminho. 
Dito e feito.

Ainda que tenha torcido (confesso)  para que Max Verstappen fizesse um show à parte, a Red Bull estava arquitetando o extra pista que, para muitos, soava como "mimimi". Primeiro, pediram na sexta-feira que a FIA desse explicações sobre a DAS da Mercedes. Afirmando (de novo) que o tal dispositivo é legal, a RBR queria se certificar disso para implementar o sistema.
Não satisfeitos e (talvez até corretos em insistir), a equipe não saiu da aba da Mercedes e recorreu protestando sobre a decisão de não punir Hamilton, no sábado, baseando-se nos pontos das regras.
E de fato, a MIA, quer dizer, a FIA faz o uso das regras só quando convém. Parece que tomaram vergonha, e antes da corrida, o pessoal percebeu que o carro de Hamilton estava sendo posicionado no P5.

À respeito do extra pista, havia a chance de fazerem algum tipo de manifestação sobre o movimento  Black Lives Matter. Depois do briefing de sexta, Romain Grosjean iria conduzir a discussão e levantou a proposta dos demais acompanharem Lewis de ajoelhar durante a execução do hino. De qualquer modo, ninguém foi obrigado a fazer isso e decidiram que cada um manifestaria da forma que fossea sua escolha. A maioria ajoelhou e quem não, mostrou união usando uma camiseta com os dizeres "end racism". 
Tudo isso ainda está sendo um assunto espinhoso e controverso. Não se sabe o que o fato de que Raikkonen, Giovinazzi, Leclerc, Verstappen, Sainz e Kvyat não terem se ajoelhado significa exatamente. Não cabe, inclusive, julgar de forma radical. Pode ser que cometamos alguma injustiça com os caras que ficaram de pé. De qualquer modo isso é outro assunto para um outro momento, se houver oportunidade. 

A largada foi dada, e não tivemos muito que fosse digno de nota. Depois do apagar das luzes, Hamilton foi para cima de Albon, mas o piloto da Red Bull manteve a quarta posição. Verstappen conseguiu manter Norris atrás. Bottas abriu vantagem (claro!) e Vettel conseguiu o 10º lugar de Ricciardo.Pérez e Leclerc, disputaram, mas ainda que o mexicano ficasse em sexto, o oitavo Sainz pressionava o piloto da Ferrari. Na sequência, Norris caiu para quinto, sendo ultrapassado por Albon e Hamilton.

Antes da volta 10, Hamilton ultrapassou Albon. Logo depois, Verstappen teve problemas na caixa de câmbio e se dirigiu para os boxes, logo ficando claro que precisava abandonar. Hamilton era sortudo até nisso! Ele já estava pronto para ter a única dura disputa da corrida, sem ter feito o mínimo do esforço. 

No turma do fundão, pouco acontecia. Russell e Latifi eram os dois últimos. A Williams passa por uma crise triste. Grosjean aparecia logo à frente, atrás de Raikkonen e Giovinazzi, o 15º. No meio, Stroll, Vettel e Ricciardo travavam forte batalha pelo oitavo lugar. Uau! Lá perto da volta 18, tanto a Racing Point quanto a Renault tiveram problemas, abandonando a corrida prematuramente. Um terço da corrida, e 3 carros abandonando? Isso ajuda a explicar porque fazer o retorno da temporada, nessas condições, parece ruim mesmo... 

Na 20ª volta, Grosjean errou, saiu da pista e acabou caindo para último, para alegria dos seus detratores, mas não por muito tempo, ele fez um pit stop e voltou para as pistas. O seu companheiro, Kevin Magnussen garantiu o resto da reclamação sobre a Haas, já que também errou logo depois, em briga com Esteban Ocon. Saindo da pista com um aparente problema nos freios, ele foi o quarto a abandonar o GP e ainda, gerou uma bandeira amarela no trecho que ficou preso. Para tirar o carro, entrou o Safety Car.

Como o de costume nessas situações, os carros fizeram suas trocas de pneus, com a Mercedes fazendo o pit stop de seus dois pilotos em sequência, e (claro!!!) com sucesso. As posições se mantiveram: Bottas, Hamilton, Albon, Norris, Pérez, Leclerc, Sainz e Vettel. Fora uma Racing Point e duas McLarens, nada anormal, certo?

Na relargada, Vettel foi para cima de Sainz, e... rodou. A transmissão dava conta de que Seb havia perdido o ponto de frenagem e, para não bater na McLaren, acabou rodando, ficando em penúltimo. Nas rede sociais, as pessoas diziam que, após a rodada dele, finalmente eles sabiam que a F1 tinha voltado. ¬¬'
Mais tarde, Seb acabou lamentando que, pelo menos, só rodou uma vez. Quem viu os vídeos de como o volante e o eixo do carro dele se comportou durante a corrida, pode já entender que isso não tem nada de engraçado. 
Essa é só a ponta do iceberg, não seria de duvidar que o carro de Vettel quebre ou dê sucessivos problemas nas próximas corridas, já que está na cara que Binotto e companhia quer ele longe de lá, proporcionando a qualquer oportunidade, um ambiente inóspito para o tetracampeão.

Pouco depois, Pérez foi para cima de Norris e subiu para o quarto lugar. No terço final da prova, Hamilton mantinha a diferença para Bottas em menos de um segundo, perseguindo-o. Faltando 25 voltas do fim, os pilotos da Mercedes foram avisados de que o câmbio de seus carros estava com problemas nos sensores, de modo que deveriam evitar o ataque às zebras... 
Enfim, aquele lance que faz a transmissão começar a projetar abandonos ou problemas dos pilotos de ponta, dando ideia de que haveria uma reviravolta e "emoção à vista!". Mas se enganam se isso, deixou a corrida melhor. Até aquele momento, ela estava tão morna quanto qualquer outra. 

Nisso, Grosjean e Russell foram o quinto e o sexto a abandonarem. Fazia tempo que não via uma corrida com tantos abandonos assim. Como Russell deixou o carro na pista, outro Safety Car foi acionado e juntou todo mundo, de novo. Isso também, beneficiava o Hamilton que aproximava ainda mais de Bottas e teria chance de ultrapassagem na relargada. 
Novos pitstops e a lambança do momento. Relargada, Albon ultrapssou Pérez e... outra bandeira amarela. A causa foi Raikkonen: a roda dianteira direita saiu de seu carro, e espirrou deixando o finlandês sem o que fazer. Na corrida, isso acabou ocasionando oooooooutro safety car. Por sorte, ninguém se feriu.

Quando o terceiro SC deixou a pista, a 10 voltas do fim, Albon foi para cima de Hamilton, por fora. Hamilton deu aquela jogadinha sutil de carro para o lado do adversário que sempre (SEMPRE) faz e eles se tocaram. Albon saiu da pista, e mesmo estando com boa parte do carro à frente, saiu pela área de escape e caiu para último.  
Claro que ninguém via problemas na manobra de Hamilton. A tese validada pela maioria é que Albon errou ao tentar passar por fora onde "não havia espaço". 
Um milagre aconteceu: Hamilton tomou punição de 5s e passou a tentar tirar o mínimo que pudesse para não perder muitas posições.
Se eu acho a punição justa? Sim. Porque é com o Hamilton? Principalmente. Tem que acabar com a seletividade. Ou punem todo mundo que "fecha a porta" e tira os caras da pista, ou não punem ninguém. 
E eu confesso que esperei chiadeira, do inglês. Mais uma punição, e eu acho que ele explode. E se houver uma terceira situação envolvendo o Albon, começa a ser pessoal, mesmo que ele negue isso. O hexacampeão pediu desculpas em uma entrevistas, mas depois de ver o replay já não admitiu tão bem assim que tivesse sido o culpado e disse que era um "incidente de corrida". Ah, porque eu me surpreendo?

De forma surreal, Leclerc surgiu na corrida. Ele partiu para cima de Norris e Pérez e se colocou em terceiro. Ele ia par ao pódio com uma péssima Ferrari. Isso só reforçava que, o mínimo que a equipe conseguir esse ano, será dele, corroborando com o discurso de que Vettel merecia ser demitido. 
Não vou voltar ao assunto, prometo. 
Pérez foi outro a ser punido em 5s no tempo de prova, por exceder o limite de velocidade no pitlane. Norris então, poderia estar no seu primeiro pódio, e para isso, ele precisava acelerar muito, já que Lewis estava andando bem para manter, pelo menos, o terceiro lugar. 

No fim, não teve vitória do Hamilton, mas teve da Mercedes, com o Bottas. Eu torci para que a Ferrari se ferrasse, mas não deu, ela ocupou o segundo lugar, com gosto de vitória. Ao menos, Norris foi a boa novidade do domingo. É sempre bom ver os jovens ficando felizes e recompensado os esforços durante o trabalho. Deve ter faltado leite ontem na Áustria!

Lewis terminou em quarto, seguido de Sainz, Pérez, Gasly, Ocon, Giovinazzi e Vettel. 

A mudança estava aguardada para o pós corrida: os vencedores saem dos carros e são obrigados a vestirem uma máscara. As entrevistas e comemoração com um pódio são feitas, quando estacionam os carros, na linha de largada, obedecendo os limites de distanciamento. A coisa mais esquisita já vista e até mesmo, triste. Ninguém se toca direito.

E esse fim de semana, já tem outro GP na Áustria, chamado GP Styria (Estíria). Então, acostumem-se, porque eu vou acabar voltando...

Abraços afáveis!

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Playlist da F1 2020 para dar uma animada...

Queridos e queridas, a situação é periclitante: Não estou muito empolgada com essa temporada da F1 e por isso decidi montar uma lista (adooooro!) de músicas para dar uma animada. já que amanhã no primeiro treino livre, teremos carros no Red Bull Ring quer queira, quer não. 

Lá vou eu com a minha personalidade "ranheta"!?! Pois é, quando mais idade, mais parece que fico nessa ladainha... Peço perdão. Esse vírus, de fato, acabou com algumas "melhorias" e isso, não é só comigo, posso acreditar.. 
A situação toda foi se agravando: era para eu estar de volta a faculdade, fazendo pesquisa e aprendendo coisa nova no meu doutorado... Ter a F1 "de volta" não é um alento, como parece ser para a maioria. 
Ter assistido ontem, ao vídeo do Sergio Pérez passando por um teste rápido de detecção de Covid-19, abriu sinais de alerta que não foi percebido:

a) O exame é uma das coisas mais agoniantes de ver e muito provavelmente, de passar por ele;
b) É um procedimento que todo mundo envolvido nos GPs precisa passar antes, obviamente, da liberação deste e daquele para trabalhar;
c) Todos também, vão ter que fazer o teste, de novo, mais oito vezes - a quantidade de GPs que, a principio, estão programados para 2020;
d) Imaginem quantos testes estão sendo disponibilizados só para que os GPs transcorram com "segurança"... Imaginaram? Agora, em meio à campanha sobre a diversidade, a F1 dá uma bola fora: existem muitas pessoas no mundo que não tem acesso à um teste rápido destes.
Pois é. Incoerente. 

Claro que, muito provavelmente, nada de grave vai acontecer; não haverá contágio ninguém vai ser barrado, colocado em quarentena e nem internado, afinal estão seguindo o "protocolo" pois a pandemia não foi erradicada e não tem outra forma de imunização dos envolvidos. É procedimento, puro e simples. 
Podem me chamar de idiota se quiserem, mas ainda que seja uma questão de fazer o campeonato acontecer por causa de $$$$$$... É um tanto esquisito que certos discursos que vieram à toda sobre "segurança" e bom senso em relação a vida dos outros, tenha sido abafado em nome da necessidade de colocar os carros para funcionar a qualquer custo. 

De todo modo, não sou médica, no entanto, será que é bom para o organismo, fazer esse teste repetidas vezes? Vejam bem: vão enfiar um "canudinho" no nariz, uma vez por semana, numa sequencia de três, com uma pausa, mais tês testes, pausa, mais três testes? 
"Está certo, é isso mesmo..." 
Tá.

Além disso, tanto esforço e sacrifício... não será recompensado!
Há quem projete que sim, a Mercedes é favorita, e que no caso, a Red Bull será a segunda força, deixando a Ferrari para disputar com ela. Isso, senhores e senhoras, tem acontecido todo ano praticamente e não acredito que signifique mais competitividade.
Por conta das corridas muito próximas uma da outra (como disse, são 3 fins de semana seguidos e uma pausa), aqueles pacotes de mudanças nos carros acontecerão menos do que em condições normais. A situação para mim é o oposto do comentado: enquanto acham que, com isso pode ser que haja competição forte no início, eu acredito que em 3 corridas, a Mercedes já estabelece uma vantagem e as demais, estarão patinando, trabalhando dobrado para ajustarem as configurações aerodinâmicas dos carros.

Especialistas acham que, Max Vertappen pode vir muito melhor do que no ano passado e incomodar as Mercedes. Fico no aguardo, e espero que não seja só torcida. Ainda querem que Alexander Albon tenha espaço e isso, acho ainda mais remoto de acontecer e talvez, nem seja prudente. Dar conta de dois pilotos é algo que, só a Mercedes conseguiu nos últimos anos então, talvez esperar uma postura favorável... Ou não,se for para ter show, os dois podem garantir muitas alegrias. Torço para que tudo isso, seja verdade, mesmo!

Andei lendo também que, Sebastian Vettel, não tem nada a perder e pode vir muito mais forte que antes, agora que não precisaria dar "satisfações" aos mandos da chefia, a Ferrari.
Aí pode haver um erro. Embora Vettel sempre tenha sido competente (e vocês digam o contrário), a sua relação com a equipe não é boa desde 2018. Logo depois de perder o rumo naquele ano, a Ferrari validou o contrato de Charles Leclerc para provocar a saída de Vettel o quanto antes. 
2019 foi o teste, e se engana aqueles que acham que Leclerc foi colocado como segundo piloto. Era questão de tempo que ele mostrasse o que os ferraristas queriam e a equipe decidisse "isolar" Vettel, ainda que de forma sutil.
Fora da equipe em 2021, Vettel vai vir com força. Mas atentem à um fato: ele estará sozinho. As atenções e tudo que puder ser positivo na Ferrari, virá primeiro para o Leclerc e talvez, nem chegue ao Vettel. É natural que aconteça isso, ainda que seja revoltante.
Muita gente aí vai amar, afinal de contas, verdade seja dita - brincar com o cam "pião" Vettel acumula seguidores e trás notoriedade. 

E por falar em "estar sozinho", talvez seja a primeira vez que Valtteri Bottas não seja tão "esnobado" pela Mercedes. Precisando de um capacho para que Lewis Hamilton continue limpando os pés, talvez eles precisem mais do Bottas do que imaginavam, para 2021. 
Embora ele prometa fazer e acontecer, ano passado, foi quase. Ele fez mais pontos do que nos outros anos na equipe e começou a ficar firme na hora de agir. Ainda que tenha sido insuficiente - e alguns sintam falta de Nico Rosberg ¬¬' - Bottas vai ter mais possibilidades de ser bem sucedido pois, para a Mercedes, isso pode ser crucial para manter também Hamilton (que já estaria sim, pensando no oitavo título e só está fazendo "doce" com a renovação), mas precisarão conseguir equilibrar as coisas, uma vez que 2016 não pode (nem deve) acontecer de novo.  

Há quem encontre boas razões para dizer que este pode não ser o ano do Lewis. Preciso ser São Tomé, nesse caso. Ele tem o sétimo título nas mãos. Mesmo que sua cabeça esteja focada na autopromoção e no debate político da categoria ele pode continuar assim e ainda sairá vitorioso. 
Quando questiono onde estava o "fenomenal Hamilton" depois de seu primeiro título em 2008, as pessoas atribuem a questões emocionais que interferiam na sua concentração. Com o término de um (nocivo?) relacionamento e um forte amadurecimento, ele teria voltado a ser "gênio".
Assim sendo, a questão do Lewis seria o foco no campeonato, de ponta a ponta. Mesmo que, em alguns momentos de pressão mínima, ele já comece a levantar a voz em tom de "façam alguma coisa!". 
A verdade é que não é necessária tanta dedicação ao campeonato. Isso é balela. Essa de falar que o cara tem técnica e concentração, que estuda adversário e trabalha duro com seus mecânicos, é uma história que fica bonita quando escrita. Na prática, pode ignorar tudo isso, e o resultado ser bom, e talvez perfeito, quando se tem um equipamento também excelente. Kimi Räikkönen é um exemplo: não tem caderninho de anotações, mal sabe a função dos botões do volante, não troca ideia com mecânico e até foge das reuniões técnicas. Está aí, desde 2001 na F1 e pode não ser espetacular, mas o cara dá aulas em algumas corridas, só acelerando e pronto. Em 2007, por exemplo, não tinha o melhor carro e foi campeão com 5 vitórias. Quer mais? É o único do grid que venceu corridas em 3 equipes diferentes (McLaren, Ferrari e Lotus), com 3 motores diferentes (Mercedes, Ferrari e Renault). 
Dedicação para vencer o campeonato? Quanto a isso, a Mercedes garante à Lewis com sobras (até porque querem renovar com ele e farão de tudo para conseguirem), e ele pode dedicar-se a campanhas e palanques. Como se diz por aí: "tá sussa".

Mais uma razão para não se empolgar. Esses episódios da novela, eu já assisti, e nem foram um dos melhores.

Torçam para que eu esteja errada.
E mesmo assim, gosto tanto de vocês que compartilho o link de uma playlist (via Youtube, para o videozinhos) para "comemorar" e "empolgar-se" com o início da F1 já amanhã, sexta, com os primeiros treinos livres.

Cá está, 25 ótimas músicas que falam de carros, de velocidade, de dirigir e remotamente, de corridas, seja nas letras com metáforas ou não, seja apenas nos temas dos vídeos. 



Se quiserem que eu acrescento alguma, é só mandar aí, nos comentários e/ou na página do Facebook.
Abraços afáveis e cuidem-se!

Atualização do post: Agora a pouco, Vettel declarou que recebeu uma ligação do Mattia Binotto em maio alertando sobre o fim do contrato e que ele foi pego de surpresa. Não houve proposta da equipe, o que mostra que, de fato, a Ferrari queria chutar a sua bunda, mesmo. 
Que clima delicioso que vai ser trabalhar no campeonato, né? Parabéns a Ferrari por acabar afundar a carreira de mais um piloto e para mim por estar, de novo, certa, a respeito deles. 

terça-feira, 30 de junho de 2020

F1 vai acontecer em 2020... Finalmente (?)

Ontem os fãs de F1 estavam entusiasmados. Não era para menos: Embora ontem fosse segunda, tecnicamente era o dia de começar a gritar por aí "it's race weeeeeek!" Sim, a F1 inicia o campeonato essa semana! 


Depois da suspensão em cancelamento dos eventos esportivos por conta do Covid-19, só agora, em julho, é que a organização vai tentar seguir com o calendário que, em tese, só conta com  4 corridas a menos do que seria o normal nesse fatídico ano. 
Parece que estou sozinha nessa de achar que é muito cedo expor o pessoal ao riscos que ainda existem pela continuidade da programação anual, por isso... WHO CARES?
Quem sou eu na fila do pão? Nem sou "famosa" nas redes sociais...


Cheguem para lá, e deem lugar para as notícias "boas". Se ainda não se atentaram, a escolha da abertura da temporada é na Áustria e vamos lembrar que em 2019, essa corrida foi a melhor do ano todo. É de ficarmos realmente felizes que nem "pintos no lixo".

Aquele pessoal que gosta de criticar os fãs de automobilismo, colocando "n" defeitos nos esportes à motor, ou simplesmente, acham maneiro criticar a TV por ainda transmitirem um esporte - que, de acordo com eles, ninguém mais se importa -, devem estar raivosos. 
Nas redes, especialmente o Twitter - graças ao aumento de perfis "zueiros" - não se fala em outra coisa. Para os (infantis) haters da categoria, um recado ao nível deles: A F1 voltou. Lidem com isso e chorem na cama que lá é lugar quentinho...


Tem novidade para deixar tudo ainda mais excitante? Tem sim senhor e senhora! Embora a F1 retorne, sem torcedores, e não podemos ver os pilotos na tradicional comemoração de pódio com a festa de champanhe, por medidas recomendadas pela OMS, dá para focar em outras coisas legais e parar de ser ranzinza (será que consigo?...)

A Mercedes, por exemplo, lançou ontem a nova pintura do carro: a flecha de prata é flecha negra...
Os filhos da mãe fizeram a gente amar a Mercedes, olha que safadeza!


Ficou muito linda, e agora, José? Como a gente vai ficar com raiva desse povo e especialmente o carro em questão aí - o 44 - por colocar 0.5s no resto? Porque é isso mesmo amigos, numa fração de segundos, a F1 que a gente está tanto pedindo que volte, mesmo que seja perigoso por conta do contágio de uma doença que ainda não tem vacina para imunizar todos os participantes, vai ser a  mesma coisa que temos visto nos últimos anos. Vale a pena o risco?


Bom, vocês que sabem. Eu sou a "medrosa" da parada...

Ainda não dá para ir contra, muito mais pela razão da mudança da pintura do carro campeão de 2020: através da estética, a equipe se posiciona contra o racismo, tanto na categoria, quanto no mundo. Obviamente, o marketing da empresa achou isso supimpa (e é!) apoiar o seu piloto - que já por ser bem sucedido, poderia dar de ombros para o que está acontecendo, especialmente nos EUA - numa causa necessária. Além disso, também faz muito mais do que apenas uma manifestaçãozinha em redes sociais, notinhas em site oficial ou algo parecido. Assim a Mercedes estampa a insatisfação na cara da todos e já que sairá vitoriosa esse ano, nada mais justo trazer um plus à categoria. 
Infelizmente, alguns vão dizer que é "lacração" e que esporte não é política. Tem lá a sua razão. Mas em virtude da mesmice da categoria e uma competitividade que, logo não revela mais emoção e parece, roteirizada para estar no seriado da Netflix, deve usar o que ainda resta dela para acompanhar e se atualizar nesse mundo novo em transformação. 
Sim, não deixa de ser uma "lacração", mas vamos olhar o lado positivo disso: a atitude da equipe e do piloto campeão por seis vezes é, de toda forma algo - já disse e repito - que tem que ser feito, começando com autopromoção e partindo para a ação efetiva e pesada.

Lewis Hamilton, que falei aqui mesmo, deveria colocar mais peso nas suas manifestações contra o racismo. Já está quase lá: vai fazer parte de uma comissão da diversidade e esse é o primeiro grande passo. O próximo é fazer de toda essa luta menos radicalismo e palavras soltas e mais ação, muito mais ação. E ele tem uma chance enorme nas mãos: agora com o apoio de uma equipe vitoriosa e, sobretudo, da Liberty, não pode deixar a peteca cair, já que o sétimo título está, praticamente, garantido.

Os pilotos, inclusive, estão planejando uma manifestação contra o racismo já no GP deste domingo e a decisão de como será deve vir assim que eles se reunirem após o briefing na sexta-feira, conforme os pilotos da McLaren Lando Norris e Carlos Sainz Jr. comentaram à imprensa.
Well done!


Em meio às recentes declarações dúbias do ex-dirigente da F1, Bernie Ecclestone (não dava para esperar outra coisa dele), essas situações novas na F1 mostram avanços que, de novo: por mais que se pareçam com um marketing e um assunto "modinha", é preciso não deixar o tópico morrer e isso, Lewis não só pode, como deve continuar empenhado, saltando os empecilhos que podem surgir, ou como se diz, se desfazendo das pedras no caminho e não deixar que elas atrapalhem. Como membro dessa associação, ele tem que ser o "cara chato" para fazer as coisas acontecerem e elas virão!
No entanto, preciso (como historiadora, também chata) lembrar que radicalismos não são positivos e vai ser só nesse momento que ele precisará de muita atenção e tato. 
Como Martin Luther King já diria: 

"Quando homens maus conspiram, homens bons devem planejar. Quando homens maus incendeiam e bombardeiam, homens bons devem construir e unir. Quando homens maus gritam feias palavras de ódio, homens bons devem se dedicar às glórias do amor"

Vai dar certo, não vai?
Então, seja bem vinda, agora para valer, F1!

Nos falamos em alguns dias! Abraços mega afáveis!

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Humor: qual é a sua gangue?

Enquete séria, pois só faço perguntas sérias aqui neste espaço, como bem sabem!

Escolham, dos dois quartetos abaixo, qual você faria parte como o 5º elemento e porquê?

Valendo!

Gangue 1:

Composta por Fernando Alonso, Giancarlo Fisichella, Jenson Button e Mark Webber na Beneton de 2001 (19 anos atrás!!!)

ou

Gangue 2:

Composta por Max Verstappen, Carlos Sainz Jr (Toro Rosso) ,Daniil Kvyat e Daniel Riccardo (Red Bull) em 2016 (só 4 anos atrás...)

Respondam através dos comentários abaixo, ou pela página do Facebook ;)

Abraços afáveis e apreciem com moderação...!