segunda-feira, 8 de outubro de 2018

GP do Japão: O que dizer?

Eu peço que vocês recordem o que escrevi no post anterior, sobre o GP da Rússia.
Se lá eu disse que a pista era ruim, mas que denotava uma única perspectiva a partir do resultado ridículo: esperar para ver quem vai ser o segundo, de forma sádica, só porque gostamos de assistir corrida desde que nos entendemos por gente... Bem, eu fui mais eficiente que muito jornalista pimpão de F1 com nome em caixa alta nos portais especializados.
(Já agradeço antes de ler os comentários, rsrsrsrsrs...)

Lá, também eu disse - e vocês podem conferir, no segundo parágrafo abaixo do meme "Ma che cazzo?" (aqui) - que havia quem discursasse que Hamilton seria campeão no México. Eu "adiantei" dizendo que no Japão ele já saia com a mão na taça para vencer nos EUA. 
De novo, tô melhor que um cara aí com meu sobrenome, mas graças aos deuses, não tenho parentesco.

Não preciso - olha que delícia! - estar nos cercadinhos do paddock a saber umas coisas. Muito menos, dar notícias triviais do tipo "fulano disse isso" para constatar certas ideias. 
Basta grudar meus olhinhos na tv, quando necessário e puxar na memória - já fraca - coisas semelhantes e compará-las, sem anacronismo. Explico: eu nunca vi o Verstappen atacando ou forçando ao erro, um carro prateado. Minto. Eu nunca vi o Verstappen fechando a curva de forma arrojada em cima do Hamilton. Mas já perdi as contas, especialmente em fim de campeonato, quantas vezes ele perseguiu as Ferraris. Deve ter sido umas 3 ou 4.

Com razão, vejam bem: o cara não tem nada a perder e quer vencer. Assim como Vettel quis. Mas errou. "Ele tem errado demais. Não merece ser campeão assim." É aquele lance: se tenta ultrapassar, é burro, se não, é inapto. Dos dois jeitos, ele estaria jogando o campeonato no lixo. 
Na boa? Que campeonato? Essa porcaria, já acabou lá em Monza... E nesse caso a gente pode ficar "full pistola" com o Verstappen: custa arrebentar o campeonato do que tem o melhor carro? Carambolas, a coisa já tá chata, o cara vai e detona quem já está detonado? 

Já fiz - de novo - as minhas exposições sobre Vettel. Vou convencer? Não. Não convenço nem um petista a entender que eles  não são arautos da alteridade e expõe o ódio tanto quanto o Imbecil, que dirá convencer que as pessoas estão sumariamente entrando no jogo da F1/mídia: já arrumaram um  sei lá, um antagonista, um derrotado para ser pisado. Eis o Vettel. Toda vez isso. Um santo e um demônio. 

As prévias se confirmam: Hamilton "genial" vencendo e desta vez não fugiu das entrevistas. Legal, que nobre! 
O pessoal da Mercedes sorria de orelha à orelha. Vettel derrotado, falando algumas coisas que no fim, são mais pontos para moldar as chacotas. Daqui a pouco, a Ferrari inicia aquele papo de "vamos focar no ano que vem", o famoso jogando a toalha...
A Ferrari toca a mesma ladainha, é só esperar. Mas a F1 também, desde que o cofre continue cheio e lucrando. Inclusive, nenhum grandes nomes cogitam mudanças cabais, como pontuação, padronização de motores, teto orçamentário... Porque será?

Então o que dizer? "Ai, Japão é legal"... Mas olha aí como foi?! Umas ultrapassagens aqui, uns eventos que geraram safety car acolá. Saldo final: mais de 60% da corrida em si foi monótona como se fosse uma pista ruim, que ninguém sente falta caso falem que vai sair do calendário.
Nem as boas salvam? Pois é, nem as boas salvam. 
A categoria já está praticamente morta, mas na vista de muitos, ainda passa bem. 

Abraços afáveis! 

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

GP da Rússia: Questões pragmáticas

GP da Rússia. E como o Vladmir Putin, eu cheguei um pouco atrasada, mas ainda em tempo de fazer algumas coisas, como no caso, comentar o evento.

Tínhamos 21 corridas para a temporada, já estamos na de número 16. Faltam 5 e o que nos restou para essas demais 5? A mesma coisa, desde meados de 2008.
2007 foi o último ano da qual o resultado surpreendeu uma boa parte, se não todos. E no fim, na última corrida, que naquela época ainda era em terras brasileiras. Desde então, 2008 era mais na cara que nariz, pelo menos para mim, que um piloto mediano não seria campeão mundial (mesmo que tenha sido por alguns segundos e mesmo tendo um adversário inconsistente).
2009 foi atípico, por assim dizer, mas ele já estava desenhando uma tônica que faria da F1, na década seguinte, previsível: a decisão do campeão mundial algumas corridas antes do fim da temporada. Assim, desde 2009, nos colocamos - caso não gostemos do piloto vencedor por antecipação - a torcer pelo segundo colocado. Porque fazemos isso? Porque somos bem bobos e viciados. 
Em termos práticos, ninguém lembra do vice, a não ser que seja um ser que gosta de implicar e "zuar". Mas em termos de história do esporte, o nome do vencedor é escrito em letras garrafais e em neon. Pode ter uma notinha sobre a rivalidade com um outro, que calhou de ser vice, mas, muda-se o nome e a escrita é sempre romantizada. 

Aposto que vocês já se lembraram dos 4 anos seguidos em que Vettel foi campeão. Por antecipação: 2011, com 4 corridas e em 2013, com 3 corridas antes do fim da temporada. 
O choro sempre foi livre. Mas a opinião caquética, nem sempre. Há quem afirme que o mesmo só conseguiu tais títulos porque tinha nas mãos "o melhor carro".


Gostaria de um favor. Apenas parem. Dou duas razões para pararem com esse papinho tosco: 

a) O melhor/bom carro nas mãos de um piloto mediano, não dá em nada. Exemplo? Massa em 2008 e Barrichello em 2009. (Mas eu não disse os nomes de Webber ou Rosberg, vejam bem...). 

b) Se o Vettel tinha "o melhor carro, nhenhenhém" e "só sabe vencer com carros ótimos..." Hamilton é ainda pior que ele posto nestes termos. Quando a McLaren começou a ruir, ele desapareceu do grid. Foi superado por um piloto que todos dizem ser ruim para médio. Pediu para sair, e foi correr com "o melhor carro do grid". Detalhe: Ele corre de motor Mercedes desde que pisou na F1. Assim sendo, desde que a estrutura de carro esteja excelente, ele tem triunfais aparições. 

Nas duas circunstâncias, se continuarem a dizer que o Vettel só vence com o melhor carro, é preciso dar crédito que ele pelo menos, não corre com o mesmo motor desde que começou. Dito de outra forma: ele dá a cara a tapa. 
E isso também exclui aquele papo tão bobo quanto de que Hamilton está na frente do campeonato porque está "ganhando no braço".
Ninguém abre 50 pontos de vantagem "no braço", por antecipação, na corrida 13, de 21. Ainda mais depois de 2009. Tem sim o carro mais equilibrado e uma vantagem que o Vettel não tem: dirigentes que estendem tapetes para ele e não dão murros em ponta de faca comentendo erros abichornantes quando não totalmente risíveis.

Assim, voltamos ao contexto: tivemos corrida 16, faltam 5. Rússia já é uma pista com poucos atrativos. Ruim. No máximo, tivemos Verstappen fazendo os nossos olhos encherem de maravilhamento. Mas o pobre ser, não teve nem sequer lugar no pódio por conta das regras de pneus.
Aí de repente, uma "novidade": jogo de equipe, desfavorável e intrinsecamente podre aconteceu para colocar toda a nossa bílis em ação. 
Mas aquela máxima surgiu: "A Ferrari também faz isso!" 
E quando pior: quando faz, faz mal ao esporte, ao automobilismo. É suja. Fede. "Mata" a competição e deixou o "corpo" à míngua.
Quando a Mercedes faz, alguém pode até dizer que é feio (a transmissão com o Galvão disse, até ser chato como sempre). Mas a justificativa logo pairou (inclusive entre eles): esses jogos de posições sempre houveram. 
Mas só uma é "o ninho das cobras", "a detonadora de carreiras", "gente vil e baixa".
parece nossa politicagem brasileira, não é? Parece que todo mundo tem uma necessidade de maniqueísmos, que se não fizer, solta pus pela pele...



Apesar do que realmente importava na corrida, essas discussões tomaram conta do que real necessário: habilidades, saúde de motores, estratégias bem pesadas, etc. O teatro foi montado: fingiram que foi uma decisão desesperada a troca de posições. Hamilton fez a sua parte no diálogo: mentiu que tinha problemas no pneu. Maquiou uma situação que a gente sabe que não era real. Eles vivem fazendo isso. E não é a primeira vez que ele faz um completo cosplay de Pinocchio. 
Com o fim, a equipe, fala no rádio do Bottas, que depois vão explicar pra ele a decisão. A decisão que já estava combinada. Ou vocês acham normal aquela lambeção de botas com o Bottas, no sábado? Desculpe o trocadilho, mas Hamilton lambeu o Bottas que nem mãe-gata com seus gatinhos recém nascidos. E ele só fez isso porque a tenda estava armada. E os trouxas acharam que foi "atitude desesperada"... 



Há que se convir que, na hora do ato, Bottas deixou parecer uma insatisfação ao abrir muito espaço para o companheiro. Pareceu que deixava claro que houve o mando e que então ele não ia forçar a barra/ dificultar, por pirraça. Deixou a coisa ainda mais feia, só que para o lado do Hammy-Hammy. 
Este ano Kimi ouviu um "deixa ele passar" no rádio, e teve gente usando o caps lock no Twitter para o Vettel como se fosse um grito que ele ouviria: "Não é bom? Então passa sozinho". Houve quem chamou o alemão de nomes muito feios, e nem são fãs do Räikkönen.  
Vimos o mesmo com o Hamilton? Ah, nem 1/3 do esperado. O homem é intocável na pista, e não é criticado quase nunca. Mesmo sendo tão mesquinho quanto qualquer outro.

No fim, Bottas não é digno nem de ser compatriota do Kimi. Achava que finlandeses eram frios e até grossos. Ele até esboçou sorrisos sem graça e aceitou, de bom grado, aquela cena ridícula do pódio.
Já digo que perdi a vontade de tentar defender Bottas, ou ainda dizer que tenho dó. 
Ele sabe muito bem onde é que se enfiou. Foi um paspalho de marca maior. 
No pódio e na entrevista, poderia ter virado as costas, feito cara feia, evitado olhar na cara do companheiro e dado declarações do tipo: "eu merecia, eu lutei por isso e não estou satisfeito". Não que ia resolver, mas pelo menos não ficaria com essa cara passiva e diplomacias.
Até porque, sejamos pragmáticos: a Ferrari todas as vezes que fez jogo de equipe, assumiu que os tais pontos eram imprescindíveis para o campeonato. Doeu? Problema. Foi feito e pronto. 
Hamilton tinha uma enorme vantagem. Não precisava de mais, afinal, falam que ele chega campeão depois do México, mas já enfiem na cabeça que no Japão ele já sai com o título para os EUA. Não precisa de conta e ficar pensando que o Vettel pode vencer e blábláblá porque a gente sabe que precisa do Lewis não marcar pontos para dar esperança pro Vettel e isso é impossível. Não tem quebra, não tem pneu explodindo, e não tem um miserável para errar e bater nele. Esse papo é só para dar margem para assistir as outras corridas. Quem gosta vai ver sem precisar de propaganda desse tipo. Quem gosta de verdade sabe que é ridículo pensar que exista alguma chance para o Vettel. E isso, já suspeitamos desde a Bélgica e confirmamos em Monza. 

Mas voltando ao Bottas; o que ele fez naquele pódio? Sorriu amarelo e foi cordial em todas declarações. 
Depois o Kimi é que é o capacho, mercenário. Ou para fãs, o humilhado e desprezado.


O rádio da Mercedes, marcou o começo do fim de uma encenação tocante, que ainda tinha mais um capítulo a ser escrito. 
O Pinocchio Hamilton tem um futuro nas artes muito bem delineadas. Minhas partes favoritas, das interpretações shakesperianas foram:

Cena 1: "Meu amigo, Valtteri", do sábado.
Me fez arrepiar os pelinhos do braço! Que bonito era ver a amizade entre dois companheiros de equipe, genuinamente transposta em imagens! 

Cena 2: "Alguém me ajude, por favor!"
Essa me levou à aflição!!!! Comoção total, o caos...! Tanto que nem lembro se eram bolhas nos pneus, de tão afobada que fiquei: elas podiam dar um final mais trágico que foi em "Édipo Rei". Sofri mesmo. Era o fim último de uma tragédia grega: suscitar o compadecimento com o herói. E eu fiquei com pena... oooooooooooh!

Cena 3: "Tome o meu troféu, é seu por direito."
Apesar de não ter fim trágico, essa cena me levou às lágrimas. Não houve um piloto na história da F1 que tenha feito isso. Chamar o seu companheiro para o primeiro lugar por ter feito uma troca de posições e ambos ficarem sem graça e com os rostos visivelmente desconfortáveis - um com raiva e medo - e o outro fechado e envergonhado.  Que nobreza, que atitude! Foi tão inovador quanto é técnica do CGI para personagens virtuais em filmes de ação.

"Vai enganar outro, rapá!"

A Liberty falhou. Ela nos prometeu algumas mudanças. Nos prometeu entretenimento. Acabou por nos dar doces ao invés de refeições completas: aproximarmos mais dos pilotos, termos uma interação maior via redes sociais, no afã de trazer mais holofote à categoria é o que tem, mas não é o que nos nutre. Assim, a F1 continua a mesma, só que agora, é como se fosse uma nota de 3 reais. A mídia não importa, pois a F1 e a FIA fazem tudo para ter um frisson em cima do que eles acham que é bom e agrada. A F1 ultrapassou o limite do insuportável do tédio com essas corridas em circuitos toscos e com os protagonistas sem carisma e esnobes. Sempre houve os esnobes? Sempre. Mas eles também sabiam ser nobres ou geniais. Hoje o que tem é corpo tatuado, roupas da moda e brilhantes nas orelhas, e muita soberba.

O fugir da entrevista pós corrida que Hamilton propiciou é claro sobre o que é a F1 hoje, já que Liberty quer essa mídia louca para ganhar muitos cifrões: "estou cagando para todos, para fãs do automobilismo, para a categoria". O "vou sair da McLaren pois aqui não posso levar o que é meu, meus troféus que conquistei, para minha casa" é o fim máximo da categoria encarnado; categoria essa que a gente ama e sofre tanto, por dedicar um tempo à assistir. 
Aceitar de bom grado esse tipo de figura a ganhar o quinto título mundial, é intragável pois já ultrapassa o sentido da torcida por si só e deveria ser inadmissível em termos de esporte que pressupõe não só jogo limpo quanto carisma do atleta.

Abraços afáveis! (Mas sem uma aparente cólera - por conta do texto - juro que o abraço é sincero).

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Faixa a Faixa: desempate

Deixarei a enquete do Faixa a Faixa aberta até sexta, dia 21, para desempate, certo? Conto com vocês!



Abraços afáveis!

domingo, 16 de setembro de 2018

GP de Cingapura: 40

40 pontos separam Hamilton "Gênio" do Vettel "Vacilão".
Não surpreende. A ideia de que Hamilton venceria por antecipação é já realidade, e acabou jogando no lixo toda a premissa de que houve competitividade equilibrada em 2018. Isso acaba de tornar-se conversa para boi dormir.

A nova tônica é a seguinte - e se você não entende sarcasmo, nem se dê o trabalho de continuar a ler - como poucas vezes já vistas na F1, o piloto inglês vencerá o campeonato no braço, uma vez que ele não tem o melhor carro.
Parece besta. Mas é o que estão falando.
É gênio. Top 3 da F1 atual, quiçá da História da F1. O exagero chegou e veio para ficar. E ninguém parece se incomodar.

A Ferrari, causa mor das derrotas de Alonsos, Vettels e Raikkonens está na iminência de ser piada na F1 dados os erros primários da equipe. 
Mas o alemão é vacilão. Querem sua cabeça.  O finlandês então... uma zero à esquerda. Fizeram bem.em trocar pelo Leclerc. Minha nossa coitado do Leclerc... Que comecem as novenas. A criatura tem 50% de chance de ter o mesmo fim que os citados. Coitado, nem teve carreira pra chamar de sua, antes de pisar na equipe.

Por sorte tenho NFL mais a tarde para acalmar o espírito. E vcs, o que tem? Conta aí!
Abraços afáveis!
Ps: piloto da corrida: Verstappen. Esse sim, segundo colocado, "no braço". A F1 segue injusta e contando...

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Boletim do Sumiço

Não estou atualizando o blog, pois meu setembro está negro hehehehehe... Mas não no sentido ruim do significado; muito pelo contrário. Antes mesmo dele começar eu já organizava minha agenda nesse mês, e está "negro" de tanta anotação de eventos, sem espaço em branco, vago para "recreação" - a não ser uns joguinhos de NFL - que voltou e continua linda! 
Depois do feriado, meu setembro enfim, começou: atividades no Conservatório de Música, minhas aulas na universidade como aluna especial retornam depois de dois feriados (um local e outro nacional), viajarei para uma conferência onde sou uma das "palestrantes", e ministrarei um minicurso no meu (antigo) curso para os novos graduandos. 
Portanto, muito estudo e aulas nesse período, e peço que entendam os motivos por ter "sumido".
Existe (e como sou de uma família de dramáticos) a razão pela qual abandonei por esse período, o blog. Quis, mais de uma vez, fazer textos detonando nosso país de "m" depois do incêndio no Museu Nacional. Quis, mas não consegui. Seria um texto abrutalhado e pouco erudito (pois certamente, não pouparia palavrões). Desisti. Sim, pois, o mal já estava feito. E a quem possa, que viva com a possibilidade de ter dado voto à tanto ser humano (se é que posso assim chamar) da pior estirpe para ocupar cargos públicos por aqui. 
Deus não tem nada com isso, mas eu agradeço à Ele, por ter me dado razão (sensata) em votar nulo desde os meus 18 anos aos cargos mais altos desse país. De arrependimento por ter votado em ladrão da esquerda, babaca da direita, ou idiota de centro, não morro.

Semana que vem, logo depois da postagem do GP de Cingapura - que seguramente será trivial e curta, já que os resultados são previsíveis e fáceis de escrever - projeto que, na quarta ou quinta-feira, pagarei minha dívida do Faixa a Faixa. Faz um mês que fiz a enquete... 
Talvez eu tenha perdido o fôlego, já que, depois de Monza, eu perdi o sabor de escrever por aqui sobre aquilo que fez esse blog vir a ser parte importante do meu dia-a-dia: F1. Agora, vou "cumprir" a tabela das corridas. Talvez não tenha post de fotos, pelo menos, com a justificativa das minhas atividades. (Se sobrar tempo, não hesitarei).

Por isso, quero o feedback de vcs: Não fechei a enquete, pois 4 votos ainda é pouco. Divulguem e votem. Quero saber o que vocês querem (ou não) que eu escreva. 

Abaixo, a enquete novamente:




Abraços afáveis!

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Post de aviso: GP de Monza

Buenas, era para ter o post de fotos da F1 em Monza, mas perdi a maioria das que foram salvas. 
Estou acumulada de afazeres e vou ficar devendo desta vez, se não se importam (creio que não). 
Se estivessem ainda comigo, as situações seriam desfavoráveis. Teria um post com muita foto do Vettel, e toda a legenda projetada perdeu seu teor humorístico, afinal, agora ele é piada pronta. Então vou poupá-los: os haters e os que acharam que ele entregou, podem ficar livres para visitarem e lerem outras páginas de seus interesses. 

Só um adendo: caso Leclerc vá para a Ferrari como tem sido a tônica da fofoca do fim de semana, vai parecer dor de cotovelo pois vai substituir Kimi, mas acho um verdadeiro erro. Vai estragar a carreira do garoto bem cedo e ele, vai ser (com razão) petulante o suficiente para não abaixar a cabeça caso, ocorram os mandos bizarros da Ferrari. Ser inexperiente e ter o ímpeto de ser bem sucedido pode colocar mais e mais títulos no colo do "talentoso" Hamilton. 
Talvez o esquema seja esse desde o início... E eu gostaria desejar todo sucesso do mundo para ele,  mas isso será insuficiente. É aguardar que eu esteja redondamente enganada e que a Ferrari corte, em Vettel, como o último piloto com as quais ajudou a fazer com que a carreira fosse um fiasco do meio para o final. 

Aos que comentaram no post anterior, peço que deem uma olhada nos comentários pois respondi um por um, com o mesmo esmero que dedicaram a escrever-me. (Link) Obrigada por comentarem!

Abraços afáveis a todos, e nesta semana, se eu tiver tempo, posto o Faixa a Faixa. (Não me esqueci!)

domingo, 2 de setembro de 2018

GP de Monza: fechando 2018

Obrigada Monza, até 2019! Sempre bom assistir corridas de lá e de Spa. São pistas que enche os olhos de quem ama automobilismo.
E é isso, chegamos ao fim da temporada 2018. Temos um novo penta campeão. Um inglês numa categoria inglesa, liso, leve e solto. Meticulosamente sem defeitos, carregará mais um título para o currículo e pode, com tranquilidade, rechear sua casa de mais troféus, podendo ser bem sucedido até seus 40 anos, sem intromissões ou sofrimentos. Os deuses do esporte conversam diretamente com ele.
Tenho muito, muito mais a dizer, mas o fato de ter priorizado a razão sob a emoção em muitas circunstâncias em que escrevi posts sobre corridas, acabou sendo uma escolha que me traiu. Se eu escrever tudo que eu quiser pode aparecer apenas um a concordar e muita gente a me achar uma bela hipócrita.
À critério, não ganho nada a dizer coisas razoáveis. Muito menos, a ficar com raiva de coisas que eu já sabia que ocorreria. 
A F1 é um esporte cruel. Desde 2007, tornou-se gradativamente impossível ser feliz assistindo... 
Ame ou deixe-a? Prefiro calar-me. É mais fácil. 
Fiquem com meus dois primeiros parágrafos pois sei que discordariam de todo o resto que passa  a minha mente.

Abraços afáveis.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Legendando fotos do GP da Bélgica 2018

Kimi, a verificar se a família não seguiu ele até a Bélgica





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24 pontos... Hum...


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Não tinha combustível...
FALTOU O CA%@$#O DO COMBUSTÍVEL!!!!!


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Exercícios discretos para olhar traseiros?


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Os três da ponta foram os que deram um "tchãn" em Spa. E não foi competição...
A coisa é grave


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O belga nem teve como usufruir do local. Já tascaram inclusive um papo de que nem vai correr mais de Cingapura em diante. Os rumores que ainda foram ditos como se fosse certos pela isentona, excelente e magnífica Mariana Becker, que por sinal, estava louca no sábado e deu algumas bolas foras no fim de semana. 


Mas como disse: "Magnífica"...


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As pessoas não querem mais ver o Oco, digo, Ocon
Querem tirar uma selfie com o Oco, digo, Ocon


Que por sinal, 'tá pobre. Olhem o "buracaço" nesse joelho ossudo!?

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Uma cena espetacular. Pior foi relegar a ela, toda a emoção da corrida. 
Poxa, Spa é boa, merece mais do que acidentes, não?


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Por sinal, quiseram comer o fígado do Hulk, mesmo com esse cabelo todo 'chamegoso', clamando para que a gente queira passar os dedinhos


O fígado, não foi inteiramente comido, e teve uma repercussão abrandada (disseram) perto da que ocorreu com Grosjean, em 2012. O franco-suíço era "reincidente" em acidentes desse tipo, e cortaram uma corrida do cara.
As vezes, a F1 é muito cataclísmica. 
E não diferente, acharam que seria legal - como se ninguém nunca tivesse errado na vida - tirar 10 posições do Hulk para Monza. 
Sinceramente, mais de 15 anos de F1 e tem coisa que não consigo entender.


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Olha bem. 
Olha com vontade. 
Lá no meinho do banco tem uma voz sussurrando: "Você nunca sentará nesse cockpit"


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Entrou na pilha do Hamilton, Max? 
Não uai, tu tem personalidade!!! Mas, dada a justiça, capaz que vc entende mais que o amiguinho da foto anterior...


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Quem não dança com esse hino? 
Se não tem hino alemão seguido do da Itália, eu fico meio perdida...


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Fiz as unhas.
Quer ver?


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Um beijo nas costas do Johnny Walker.
"Vamo" beijar mais troféu, Vettel, porque 'tá pouco.


Abraços afáveis e até Monza!

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Retorno da F1: Spa não é mais tão deleite, mas é

Há 10 anos de blog e devo ter feito pelo menos umas 7 postagens sobre a corrida de Spa. E não me canso em mencionar toda vez no texto que é meu circuito favorito.
Amo Spa de verdade. Existe uma história por detrás dos gostos das pessoas: "foi neste lugar que vi a corrida pela primeira vez", "foi aqui que meu ídolo teve seu debut de vitórias", e por aí vai. Eu até tinha, por certa, que meu gosto por Spa se dava pelas vitórias de Kimi Raikkonen, 3 vezes seguidas no circuito, até o fatídico 2008, em que eu comecei a querer abandonar aquela premissa que, de certa forma, também se repete em alguns de meus textos desse GP: "Só os bons vencem em Spa"... ¬¬'
Mas não tenho essas amarras hoje. É a melhor pista, com subidas, decidas, curvas à esquerda e à direita, com pontos de freadas fortes. Claro que, falando assim, é a melhor para quem está dentro do carro. E claro que, com o passar dos anos, houveram modificações nela. Mas nem essas, tiraram todo seu brilho. 
O desafio dela já começa na largada e perdura por todos os seus pedacinhos. Talvez eu entenda o porque da frase que só os bons vencem lá. De fato, Spa não é para amadores, embora, alguns paspalhos tenham terminado corridas nela, no mais alto posto. 
Vou ser bem mesquinha: se há algum fresco que teve a vitória caindo no colo, ou venceu o GP de forma morna por motivos de :"tinha o melhor motor do grid", foi pura circunstância da...SORTE.

Nada melhor que as férias acabem e que seu retorno se dê na Bélgica, nessa pista de total deleite. Nos últimos anos, o nosso romantismo com essa pista foi se perdendo. Muitas circunstâncias se dão e quase tiram o nosso amor arrebatador pela pista Desta vez, a noção de poder ser um pequeno fiasco e descontrolável saudosismo estava à porta: Hamilton havia feito uma pole, que todos davam como majestosa. Eu só achava mais um golpe da dona Sorte, ou uma amostra de pacto com o Chifrudo. Como poderia, depois de já ter a certeza que, os melhores carros eram os da Ferrari, especialmente na classificação, o que mais gosta de se dar bem na pista, a pole ser praticamente na mão de Kimi Raikkonen, um Hamilton aparecer com sua pole de número infinito? 
Um chuva providencial. Sim, até São Pedro foi comprado, não é possível?!
Há 24 pontos do rival Vettel, Hamilton fez a pole, depois de errar feio a primeira volta do Q3 já com pista molhada. Kimi teve falta de combustível (e em nome de todos eu digo: "what the fuck?") e 'ta-dá', magicamente o motor Mercedes reacendeu. Ô mermão... Tá de brincadeira?!?

Frustrada, desliguei a tv; Hamilton saiu do carro e já começou com aquele "eu, eu, eu..." de sempre. Eu poderia ter continuado, mas já tinha ouvido bobagens demais na transmissão, especialmente da repórter in loco, e preferia ir cuidar de minha vida. Ponderei que, estranhamente, chuvas, quebras dos outros e muitas coisas, acontecem em volta, mas nunca com Hamilton. Que espírito bom esse, não? Protegido como nunca. 
E como o marketing é algo que nunca pode ser desperdiçado, o retorno do atual campeão mundial aos holofotes da F1 é cravado com uma pole "surpreendente". E aproveitaram também que o papo da Racing Point, ou Force India, ou Seja-lá-que-for, estava em voga, falaram mais um tantão quando Ocon e Pérez largariam no P3 e no P4. 
Se achar isso suspeito, ache suspeito a pole também.

A largada e aquela afofada básica do Hamilton sob Vettel, tendo uma enorme pista para usar. Poucas curvas depois, Vettel conseguiu a ponta e foi se posicionando. Ocon ou Pérez foram prudentes em não atrapalhar. 
E então o holofote de assuntos destacáveis veio à tona: antes do Vettel conseguir seu P1, lá atrás a coisa ficava estranha. Hulkenberg não freou a tempo, bateu na traseira de Alonso que literalmente voou por cima de Leclerc. Não foi qualquer um. Foi Alonso, o cara que vai largar a F1 no fim do ano, que voou por cima da promessa/futuro da F1. A imagem foi espetacularmente sinistra. Graças à Deus, ninguém teve um mísero arranhão e acendeu a lâmpada na cabeça de todo mundo que criticou o "halo": a engenhoca pode ser feia, mas ajudou que Leclerc saísse ileso. 

No meio disso, apareciam Ricciardo nos boxes e Raikkonen com um pneu traseiro dilacerado. Só com algumas voltas depois é que recuperaram o replay desse incidente, e mais outro. Ricciardo - também holofote das férias pela sua transferência para a Renault - bateu na lateral do carro de Kimi e danificou o seu pneu, adquirindo quebras também. Até Bottas, foi pego errando freadas e tocando com Stroll - o garoto discórdia.

Abaixada a poeira, tanto Kimi quanto Ricciardo, sofriam com os danos dos carros. O primeiro abandonou a corrida na décima volta. Ricciardo, desistiu mais adiante. 
O tom da corrida foi morno para Spa. Reajustes de posições, quase nada tão alarmante, a não ser claro, um Verstappen tomando a posição P3. Bottas também chegou bem ao final da corrida, recuperou-se da classificação mal feita e tornou-se P4.  
Lá na frente, onde tudo importava, Vettel seguia no P1 sem erros nem problemas. Hamilton se distanciava, mas não muito. Fiquei à esperar de algumas reclamações via rádio. 
Mas elas vieram, mais tarde, em tons de cinismo desagradável, não por ser verdade, mas sim por ser de atitude de mau caráter. Hamilton insinuou ter algo a mais no motor Ferrari. 
A questão do jogo psicológico é uma arma eficaz, mas nas mãos de Hamilton sempre soa revoltante e muito do hipócrita. Se ele está distante 10 segundos do resto ele faz um baita "sandbagging" para imprensa. Se Vettel está à 10 segundos, ele insinua um burlar de regras. Tetra campeão, com 33 anos... Eu teria vergonha de agir assim. 

Apesar de Vettel ter feito a barba, o cabelo e o bigode em Spa, é de se convir que foi um tanto "xoxo" ter diminuído a diferença de pontos de 24 para 17. Ainda assim é remoto que vejamos o retorno da Ferrari vencendo no campeonato de pilotos. E acho que estou sendo uma das poucas que acha isso uma verdadeira pena. 
E o grande perigo? Se a Ferrari não acordar de vez para a vida, Kimi vai perder na classificação geral para Bottas logo em Monza, no próximo fim de semana. O trato é seguinte, quer ficar com o finlandês velho, dê à ele medidas para ajudar no campeonato. Tomem tento!

Todavia, por mais que o GP seja meio morno, Spa é uma das melhores coisas na F1. Ela cria uma grande expectativa, a gente fica meio frustrada por não atendê-la por completo, mas é sempre um grande prazer, sem sombra de dúvidas. Vida longa à Spa-Francorchamps!!!

Abraços afáveis!

PS: Faixa a Faixa virá depois de Monza. Votem aqui

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Mais uma da F1 em meio as férias: decisão de Fernando Alonso

Ao contrário do que se pensava, Alonso não estava indo para a Renault ou Force India. A primeira opção escorreu pelos dedos quando Daniel Ricciardo anunciou a ida para a equipe francesa, logo quando a F1 entrou de férias. A segunda, talvez nem existisse de fato. Bem provável que era uma especulação besta de mídia que sempre ocorre, especialmente quando tem pouco assunto nos intervalos das corridas, na boa e velha silly season.

Um monte de gente atribuiu a decisão "rápida" de Ricciardo por desespero em ter sido "vetado por Vettel na Ferrari" e por estar descontente com o desempenho do motor Honda na RBR. Fatores que teriam contribuído em pedir para sair.
Talvez, dessas duas premissas, é muito, muito provável que só a segunda seja mais próxima do que realmente se passava na cabeça do australiano na negociação e decisão.

Sigo, talvez, inocentemente, achando que Vettel sugere, mas não manda nas decisões da Ferrari. Quem manda ali dentro tem muito poder. Para mim é bem difícil que seja um piloto o último nome  consultado por uma equipe do calibre da Ferrari. 
As vezes a equipe vermelha é de muitas formas, burra, imatura e amadora (dado alguns pit stops horrendos), mas ela é uma das que sabe muito jogo político das quais a roda da F1 gira. E mais ainda: sabe decidir os bons e melhores custos das coisas. E sejamos pragmáticos: perder dinheiro numa disputa de campeonato com outra equipe não é o mesmo do que perder dinheiro por disputa interna de seus pilotos. Kimi está pacientemente tranquilo na Ferrari. Deve ter tudo esquematizado para que não se sentisse mais desconfortável como foi depois do segundo semestre de 2009. Ele sabe que é o segundo, mas sabe também disfarçar isso. Muito mais relevante que pensar que ele é um incapacitado, são poucos que fazem o que acham que deve, fazem o que foi mandado, mas não cria alarde em cima disso, para a imprensa especificamente. E olha que ele é chegado nuns gorós, mas tem mais neurônio que muitos críticos de F1 por aí. Talvez vocês conheçam alguns destes. Eu tenho evitado aproximações... Vai que pega?

E de qualquer modo, por mais sabidos que possamos nos gabar, não temos lhufas de ideias sobre o que se passa internamente na Ferrari. É tudo "achismo", palpite e interpretação. 
Lembro melhor da Ferrari na era Schumacher, que já era bicampeão, e demorou alguns anos para vencer o ano na equipe "protegida pela FIA". Teve como companheiro, um segundo piloto convicto que não incomodava o parceiro, mas era um segundo de respeito: fazia tudo conforme se esperava, sabendo dos limites. Esse era Eddie Irvine. Depois teve um tal chamado Rubens Barrichello que sabia dos seus mandos, mas ainda chorava para imprensa se vitimizando.
Tivemos um capacho de marca maior que só tomou crista quando puxou muito, mas muito saco da diretoria. Bastou vir um finlandês calado e ele achou que podia subir na cabeça dele. Bastou vir um espanhol e a brincadeira virou outra: mandaram ele reclamar numa equipe que também não o merecia. Ouso dizer que ajudou a afundar a coitada da Williams. 

Ah, é. O espanhol é a pauta do texto. Fernando Alonso ficou na Ferrari, num momento que, paciência, não devia ser cobrada de quem tem tanto para dar. Italianos à pedir paciência pareceu irônico, mas desde a zebra de 2007, a Ferrari não teve um momento à sorrir. 
Leva à risca, sim, o jogo de equipe. Mas, algumas, que aí sim, possuem pilotos que mandam no seu desenvolvimento e até marketing, tem feito da equipe vermelha, uma chacota velada quando comete erros. Tá certo, isso ainda é achismo meu, mas o que não é?

Certamente que, Alonso é o melhor piloto do seu tempo. Não há ninguém melhor. Não há, mesmo. Infelizmente, nem mesmo Kimi, que sou fã desde meados de 2002. 
A McLaren não soube dar valor nele. A Ferrari, enrolou demais e ele pediu imediatismo. Não era para menos, ele sempre soube que era o melhor do grid. Ele é convencido, mas nunca foi injustamente arrogante. E novamente, a Ferrari deu das suas, perdeu a paciência ao achar que o problema era seus pilotos. Isso ela sempre faz, mas nunca acerta.
O retorno lastimável à McLaren em ruínas, foi um golpe duro na carreira de Alonso, que àquela altura, já tinha sofrido o possível e o impossível na categoria. 

"Mas seu jogo político o afastou das grandes... Ele é odiado demais para estar ainda na F1". Jogo político que lhe tirou a chance do tri em 2007, fez sua má fama ser esboçada em 2008 e pintada em um quadro com moldura dourada com o "faster than you" em 2010. Na Ferrari, o merecido tri, ficou sempre no quase. Por fim, todos os pecados pagos em 3 anos de fundo de grid, vendo bi, tri e tetra campeonatos daquele que deveria ter ido para o buraco junto com ele em 2007. Esse sim, tem um jogo político formidável, duro e imbatível... 
Se jogos políticos moveram Alonso para longe das grandes, ele até que aguentou pancada demais por ser tão presunçoso.

A mídia errou de novo. E vai, outra vez.
A chance de que Alonso jogasse a toalha existia até entre seus fãs. Mas pouca gente acreditava, sendo que alguns preferiam não acreditar. Outros, acreditavam que sua face de arrogante, não permitiria que ele se cansasse de ser fundão de grid, pois ele teria alguma coisa arquitetada, uma carta na manga. 
Sinceramente? Sendo o melhor que já vi correr, esteve absolutamente certo em dar adeus. A aposentadoria parece remota. A palavra não foi usada. Mas que ele não volte, apesar de sentirmos muita falta desde já. É um desserviço vê-lo lutando por um mísero (quando muito) quinto lugar. 
Muitos pilotos medianos, espremeram o limão da vida até a casca estar preta. Tiveram grandes chances em equipes grandes, que, pilotos promissores, nunca tiveram uma ponta dessa vantagem. Terminaram suas carreiras em equipes medíocres, com quebras atrás de quebras, ou reclamando dos novatos como velhos caquéticos. Uns pediram e imploraram para voltar, de forma bem humilhante. O pior, foi e voltou, como se nada tivesse acontecido. Recebeu um burro de uma nota, e teve gente à torcer e defender com unhas e dentes.

Alonso sai da F1 no fim do ano, e em 2019, vai fazer outras coisas. Requer agora, criarmos muita vontade à acompanhar a categoria, especialmente se a mesmice não tardar a retornar já em Spa, dia 26.
Vejam bem, não vou dar de viúva e reproduzir com adaptações o "não vejo F1 desde que Senna morreu". É apenas se convir que uma era que fez parte do momento em que a minha geração começou a tornar os domingos de corridas compromisso sério, está acabando. O que tem restado são pilotos moldados a partir de grandes montadoras, patrocinadoras ou jovens que vieram a ser pilotos a partir de muito video game de corridas. Já sou de outra época, passei dos 30 e estou ficando ranzinza. É óbvio que para continuar vendo corridas, mas que terei de caçar um ânimo muito maior agora, mesmo com a notícia de renovação do Raikkonen nos próximos dias (mais outra que a mídia encheu a paciência, e vai errar também) é notável.

Que Alonso seja feliz em qualquer outra escolha, que faça seu nome em outra categoria. Bem sabemos, apesar de algumas ressalvas, que ele merece.

Abraços afáveis!