segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Tag Cinematográfica: Desafio dos 30 filmes (#20)

Retomando a tag de filmes, vamos relembrar o que já passou por ela, antes?

Dia 6: Um filme ruim de um diretor bom;
Dia 7: Um filme que você não entendeu ou teve dificuldade de entender;
Dia 8: Um filme com seu ator favorito;
Dia 9: Um filme do cinema nacional;
Dia 10: Um filme que tem vergonha de dizer que gosta;
Dia 11: Um filme perturbador;
Dia 12: Um filme preto e branco;
Dia 13: Um filme com uma ótima trilha sonora;
Dia 14: Um filme da sessão da tarde;
Dia 15: Um filme com sua atriz favorita;
Dia 16: Um filme mudo;
Dia 17: Um filme que gostaria de ter assistido no cinema;
Dia 18: Um filme que gostaria de atuar;
Dia 19: Um filme que te deprime

Desafio dos 30 filmes - Dia 20: Um filme francês

Se você disser numa mesa de bar que gosta/conhece o filme francês, acredite você é o chato da rodinha. Geralmente, quem é dado à esse tipo de cinema são quase sempre os famosos cultuados da tela grande. E você é chato. Impreterivelmente chato. Assim como alguns longas franceses. Parados, artísticos e simbólicos demais. Não é, nem de longe, pauta para conversa de bar. 
Mas concordo, que nem de futilidade vive o homem. Então, cá estamos numa tentativa de procurar um filme francês que tenha a pompa e a frescura do país apenas no idioma. Escolherei os meus favoritos no final do post, não sem antes dar uma dica para todos os perfis de quem gosta de filmes.

A) Para quem gosta de animação (mas que não seja infantil):

A dica é "Persépolis" de 2007. É uma animação baseada num romance gráfico autobiográfico de Marjane Satrapi. Assisti esse filme na faculdade e achei interessantíssimo. Porém o encantamento ruim surgiu assim que veio aquela discussão acadêmica que arrebenta com aquela humilde noção da arte pela arte, causada pelo significado político social das entrelinhas. A sinopse também arregala essa vertente de debate: "Uma jovem iraniana que sonha em ser vidente acompanha de perto a queda do Xá e de seu regime brutal. No entanto, ela acaba se revoltando contra as imposições fundamentalistas dos rebeldes, especialmente contra as mulheres."
Lendo assim, parece um senhor drama. Mas dispam-se desse argumento de venda (que nada mais é do que isso que uma sinopse faz) e assistam. É bem interessante a jovem Marjane que antes da queda do Xá, era uma garota livre como qualquer outra, e permanece em sua personalidade a curiosidade por coisas diferentes. Tanto que assim que se institui a burca, ela a usa, com camisetas de bandas, e compra fitas cassete escondido, do Iron Maiden. Super!

B) Para quem gosta biografias dramáticas:

Já existe um grande número de filmes que abordam pedaços relevantes das vidas de grandes personalidades. No caso, músicos, são pedida boa para cinema. Os que tiveram grande destaque, eram os que tiveram vidas mais atormentadas: "Ray" sobre Ray Charles, "Johnny e June", com menção forte ao relacionamento de June com Johnny Cash, "The Doors", sobre especificamente o vocalista Jim Morrinson e por aí vai... 
Na França, fizeram um belo e triste filme sobre as labutas de Édith Piaf, chamado "Piaf - Um Hino de Amor", lançado também em 2007. "Nascida na pobreza e criada em um bordel, Édith tem como meta ser famosa pelo mundo todo. Apesar de sua extraordinária voz e carisma abrirem várias portas que a levam a muitas amizades e romances, ela passa por experiências ruins, sofre perdas pessoais, torna-se viciada em drogas e morre jovem." Baita sinopse spoiler... ¬¬'
Esse filme alavancou a carreira de Marion Cotillard em Hollywood e trouxe um maior holofote à um quase esquecido cinema tradicional francês, especialmente aos Oscars.

C) Para quem gosta de dramalhões:

Se está acostumado à filmes franceses, sua boa pedida pode estar em "Amor" (2012): "Georges e Anne são dois idosos apaixonados pela arte e, principalmente, um pelo outro. Os desafios da terceira idade afetam sua forma de viver e o modo como se relacionam com a filha, mas o amor entre eles segue inabalável."
De roteiro quase simples, é irretocável sentimentos surgirem a cada instante do filme. Mas novamente: se você é acostumado à filme estrangeiro, poderá gostar. Se acha cinema europeu fortemente enfadonho, talvez a sugestão melhor seja essa: "Os Intocáveis" (2011), cuja sinopse trata-se do seguinte: "Um milionário tetraplégico contrata um homem da periferia para ser o seu acompanhante, apesar de sua aparente falta de preparo. No entanto, a relação que antes era profissional cresce e vira uma amizade que mudará a vida dos dois."
É incrivelmente bem humorado apesar de soar trágico. Em vários momentos ele parece desagradável, pela condição do mau humorado tetraplégico, mas a falta de jeito e a suave necessidade de não tratá-lo de forma diferente, faz com que o acompanhante seja uma das melhores personagens que já vi, e um detalhe: tanto o milionário quanto o acompanhante existem; o filme foi adaptado de uma biografia que conta a história de amizade dos dois.

D) Para quem gosta de romance de "menininha":

Sabe aquelas historinhas bem "Poliana", com tudo lindo e florido?
"Amélie é uma jovem do interior que se muda para Paris e logo começa a trabalhar em um café. Num belo dia, ela encontra uma caixinha dentro de seu apartamento e decide procurar o dono. A partir daí, sua perspectiva de vida muda radicalmente." Este é "O Fabuloso Destino de Ámelie Poulain" de 2001, com tudo muito colorido, com uma moça positiva, com ajudas para todo mundo que encontra por causa do conteúdo da caixinha, e muito, mas muito Paris. A melhor coisa do filme? O anão de jardim viajando pelo mundo, rsrsrsrs...

E) Para quem gosta de comédia que faz duras críticas à sociedade:

Esses são os meus favoritos e as escolhas para a tag; dois filmes ótimos, de comédia bem densa, mas que não é para qualquer um pois  tratam das porcarias do mundo moderno: o politicamente correto e o mimimi excessivo. 
Por ordem cronológica: 

Primeira dica:  "Qual é o nome do bebê?" (2012)

Vincent e Anna são convidados para jantar na casa da irmã dele, com o cunhado e um amigo da família. O nascimento iminente do filho é o assunto da noite.
Vincent quer nomear seu filho com um nome que lembra o de um ditador. Imaginem uma família doida e um monte de verdade vindo à tona?... Provocativo, Vincent fomenta todos os absurdos e stress da irmã, cunhado e do amigo, enquanto a esposa, Anna, ainda não chega para o jantar. Logo, na discussão engraçada, surge as hipocrisias e os dramas envolto à um simples nome. 
A comédia, já dizia os filósofos, mostra o pior dos homens. O filme faz isso com maestria. Em certas passagens a gente vê que quanto mais a pessoa se acha intelectualizada, pior ela é em termos de caráter, afinal, vez ou outra se acha uns metidos a donos da verdade. Fora o tanto que caçam pêlo em ovo... 
AVISO!!!!! Não é uma comédia para idealizadores de partidos. Creio que nem os esquerdopatas, nem os coxinhas vão rir de todo o filme. Alguns sequer entenderão algumas coisas, afinal... rsrsrsrs...!

Trailer do filme, aqui.

Segunda dica: "Que mal fiz a Deus?" (2014)

Já toparam com gente que, por mais que sejam boas pessoas, ainda pagam seus pecados tendo que conviver e encararem de frente o preconceito? 
A sinopse não faz jus ao filme, mas vou adaptar ao certo: Claude e Marie são católicos e têm quatro filhas. Eles não ficam muito felizes quando três delas se casam com homens de outras religiões e nacionalidades. Ainda resta a esperança da filha caçula. Mas o futuro genro pode não atender por completo as expectativas do casal. As três primeiras filhas se casaram com um muçulmano, um judeu e um chinês budista. A quarta filha anuncia casamento com um homem católico, mas o casal francês nem imagina a etnia do moço. 
Não adianta. Todo mundo é preconceituoso com algo. Todo mundo desgosta de algum tipo de pessoa. Não dá para ser isento com qualquer julgamento antes de saber se de fato, alguém é ou não é descente para nutrir convívio. Somos todos imperfeitos. A questão é saber ser racional e razoável, e claro, não fazer tempestade em copo d'água. 
O que a gente vê hoje é um pessoal pedindo mais amor, mas detestando quem pensa diferente. Para quem acha que dá para dar chances a todo mundo, assista o filme e dê boas risadas. Garanto que não se arrependerão. Agora quem já detestou o Claude e a Marie, só pela descrição do filme, vá garimpar algo do seu perfil politizado e corretinho na "Netflix, e seja felix", sim?!

Trailer do filme, aqui.

E vocês, algum filme francês que gostam muito? Comentem!
Abraços afáveis e bom começo de semana a todos!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Faixa a Faixa: All Hope Is Gone

Guardada as devidas justificativas do remoto atraso (F1 e empate técnico entre 4 discos diferentes), vamos à sétima postagem do Faixa a Faixa, dessa vez com um disco mais novo que os que já foram comentados por aqui.


Pela segunda vez consecutiva, o resultado foi surpreendente. Vamos aquecendo os dedinhos...

♫ Nome do álbum: All Hope Is Gone

Lançado em 2008, "All Hope Is Gone" completa 10 anos neeste mês de agosto. Foi lançado primeiro no Japão, no dia 20, e nos EUA no dia 26.
É o quarto de estúdio do Slipknot, banda que se promoveu largamente na cena metal, como um dos expoentes do chamado "Nu Metal". A grande "questã" é que as bandas que carregaram esse rótulo sofriam de uma crise de identidade no fim dos anos 1990 e começo dos anos 2000, pois usavam elementos de muitos subgêneros do metal, toques de hardcore, punk e até de hiphop. Comparando as bandas que levavam esse rótulo, Slipknot se destacava: trazia um pé no death metal, com um exagero (mas não forçado, talvez inovador) uso de samplers e percussão. O embrião da banda lá em Des Moines, Iowa era um projeto motivado por um baterista e um baixista, em 1995. Possuíam 9 integrantes, entre eles, o corriqueiro vocal, baixo, bateria e duas guitarras, mais dois percussionistas, um tecladista e "sampleador", e um DJ. O excesso de barulho, dava um choque maior ainda: eles tinham cada um, o mesmo figurino - macacões largões, identificados por números de 0 à 8 - e vestiam suas faces com máscaras nada amistosas, lembrando personagens de filme de terror, misturado com tipos sadomasoquistas... Para meu desespero, um deles, tinha de ser um palhaço... As identidades deles eram, até os primeiros discos, um tanto desconhecidas. Neste quarto álbum, alguns detalhes das pessoas físicas passaram a se revelar.

► Arte, capa e encarte:


"All Hope Is Gone" trazia os 9 integrantes já atendendo por nomes na web, embora, pouco se sabia sobre cada um deles. O vídeo da música "Before I Forget" do disco anterior "Vol. 3 The Subliminal Verses" deu um gostinho para fãs e curiosos. Enquanto a gente caçava no Google fotos dos membros e encontrava gravuras com borrões de má qualidade; no vídeo, eles lançavam a isca: mostravam olhos, cabelos, mãos e tatuagens, pescoções e perfis, tudo com cenas muito rápidas. Mais tarde, em DVD, eles apareceriam em algumas entrevistas ou deixavam escapar uma imagem mais nítida dos bastidores. Mas a gente nunca tinha a fiel certeza de quem era quem, salvo alguns deles. 
Esse anonimato parece que nunca foi o forte da banda. Tanto é que mudou com o tempo. Alguns tinham os rostos revelados a partir de aparições em outras bandas. O caso mais latente era do vocalista Corey Taylor e do baterista Joey Jordison. Ambos tinham seus projetos particulares, no caso de Corey, dividia espaço com outro membro do Slipknot - James Root - na banda Stone Sour, que ainda existe. Já Joey, tocava guitarras no Murderdools, banda já extinta.
O Slipknot apostou com mais ímpeto o teatro macabro para os palcos. Mas já no disco 3 trouxe um peso mais direto e reto em algumas das canções, menos parafernália e menos anonimato - que ia sendo solto aos poucos, embora sedutor. O DVD também mostrava rostos limpos nos bastidores. A banda já tinha status de grande, então, restava apenas, manter e melhorar a qualidade musical. 

"All Hope Is Gone" tem um título pessimista: "Toda Esperança Se Foi" (numa tradução adaptada no sentido da expressão em português), porém é positivo, já na capa, o apelo mais direto, nem que seja, sutilmente de seu trabalho. 
Os elementos que fizeram a tradição da banda estão lá: figurinos iguais, máscaras medonhas, algumas modificadas de acordo com a vontade de cada membro, muito significado e simbolismo. Mas continua sendo apenas 9 caras esquisitos e mascarados, desta vez num cenário comum: no mato alto e seco, numa paisagem de céu semi nublado. O famoso "pentagrama" que não é penta e sim nona (eneagrama), indicando os ângulos e raios de cada "personagem" da banda, está presente de forma quase escondida:


Ele aparece numa tinta plástica transparente por cima da foto da capa, indicando os famosos números de cada um deles. Esse eneagrama, com certeza, assusta por uma possível associação satanista, algo que perturba a mente de qualquer um que não esteja acostumado com bandas de Heavy Metal e subgêneros. Na maioria dos casos, a menção ao diabo nas letras é uma inquietação e métodos subversivos de afronta à moral das sociedades, ou até mesmo um fascínio pelo submundo, medo da morte, pessimismo ou revolta que sempre acompanhou o rock que, ainda hoje é intragável para algumas pessoas. Não significa, arrisco afirmar, em nenhum dos casos, que os músicos que trabalham com isso, de fato acreditem piamente como religião e/ou seita do tipo cabresto. Na arte, tudo é possível, inclusive, o que nos causa incômodo.


Os simbolismos macabros e infernais aparecem, sim, óbvio. Com fotos artísticas e bem trabalhadas, as fotos aparecem com grandes rostos parecendo Moais, em corpos pequenos em campos de mato e celeiros abandonados. Essa arte está acompanhada de fotos dos membros da banda, também mata adentro. Aos cantos das páginas do encarte, as letras das músicas. E nada mais.


► Membros da banda, composições, participações especiais e convidados:

Como já foi mencionado, por um tempo, os membros eram tratados por números. Farei as menções dos números e as máscaras já usadas e que ainda usam:  #0 DJ, usa máscaras anti gases tóxicos ou de caveiras. #1 o baterista, usava uma máscara do tipo kabuki, originária do Japão. #2 baixista, usava uma máscara popular nos EUA chamada "porco do Halloween", depois passou a usar uma semelhante ao do Hannibal Lecter. #3 percussão e vocal de apoio, usa uma máscara do Pinóquio macabro, com um longo nariz de borracha. #4 guitarrista solo, usa uma máscara bem trabalhada, que mistura os personagens Corvo de Brandon Lee e o Coringa do Batman. #5 Tecladista, programador e sampler, usa a máscara mais conhecida entre eles, apesar de mal ser visto no palco. Sua máscara é de látex, repleta de espetos afincados na cabela e uma boca de zíper grosso, com furinhos para o nariz e abertura para os olhos. A inspiração é dos personagens cenobitas do "Hellraiser". 
Ainda tem mais, e eis o meu pior pesadelo: #6 percussão 2 e voz de apoio, usa máscaras de palhaços. Máscaras simples, nem parecem ser de palhaços macabros. Mas para mim, que sempre tive pavor, tornou-se a mais assustadora. Essa e a #7: guitarrista base, que usa uma máscara que lembra metal, simples modificação das máscaras de hóquei só que estilizada. O guitarrista é bem grandão, e mais que a máscara, o porte físico do cara já assusta. Por fim, #8 vocalista que usou máscaras sempre estranhas: de rosto plástico e dreadlocks, face derretida com um lado sorrindo e outro triste. A última é quase parecida com a primeira pelo largo espaço para a boca, só que com um olho pequeno e outro grande. Parece referência aos quadrinhos, algo que o vocalista nutre muita paixão.

Hoje, a gente sabe nomear essa turminha tão fofinha que poderia estar na TV Colosso, #sóquenão. O DJ é Sid Wilson, o mais novo da banda. O baterista nesse disco é Joey Jordinson. Acabou deixando a banda depois no hiato que teve da tour desse disco e o que veio a ser o quinto álbum. O baixista, Paul Gray foi encontrado morto quase dois anos após a gravação do disco, o que foi um banho de água fria na banda que ficou instável por alguns anos. Ele foi co-fundador do Slipknot e dividiu opiniões entre os membros depois que veio a falecer: uns queriam seguir com a banda, outros achavam doloroso continuar sem ele. Chris Fehn é o Pinóquio, percussionista e vocal de apoio. Juntamente com o "palhaço" Shawn Crahan, fazem a apoteose dos shows ganharem vida.  Craig Jones, o cara do sampler já foi o guitarrista da banda no começo. Está na banda desde então. Os guitarristas James Root e Mick Thompson são os grandões assustadores e habilidosos (as vezes com guitarras de 7 cordas). E sim, Corey Taylor, o vocal de grande potencial, um dos melhores vocalistas (para mim), dos últimos anos. 
As composições são creditadas ao Slipknot. Em tese, são contribuições conjuntas, que optaram por delimitar a divisão. Ao todo, preparam individualmente, em demos, mais de 30 canções, reaproveitadas para o disco.

Com 9 membros, é complicado falar em participações ou convidados, não é não?!

► Produção e gravadora:

"All Hope Is Gone" foi gravado no Sound Farm Studio, em Des Moines, no estado de Iowa. Foi o primeiro álbum que a banda gravou na cidade natal. Eles tinham muitas demos entre eles e então se juntaram, de fevereiro à junho para a montagem do disco, com o produtor Dave Fortman. Dave havia trabalhado com Ugly Kid Joe e bandas menores como Mudvayne, Simple Plan e Evanescence (revirando os olhos em 3...2...1). Seu maior sucesso como produtor foi exatamente com "All Hope Is Gone".
São 12 faixas no álbum, com duração de exatos 57 minutos e 57 segundos.

► Música favorita do álbum e segunda melhor:

Gosto muitíssimo de "Dead Memories". A segunda melhor é "Snuff" sem sombra de dúvidas.

► Faixa  Faixa:

♫ .execute

É uma intro perfeita para quem está acostumado com o estilo da banda. Aparenta um arquivo de iniciar um donwload de arquivo no computador. É eletrônica o suficiente para dar essa sensação no começo, quase como um metal industrial. Funciona muito bem inclusive, para ser aproveitada na tour (há de se pensar que talvez tenha sido proposital): é quase uma apresentação de cada membro da banda, um a um. Logo a bateria já chama as guitarras e os primeiros acordes da faixa 2 são emendados à ela.

♫ Gematria (The Killing Name)

Excelente canção que já mostra o ímpeto perfeito de linhas de guitarras muito bem executadas. A bateria é um pouco demais, acelerada, e com bumbo duplo. Deve ser exaustiva, mas sempre foi característica de Jordison e no caso sempre combinou com eles. Porém é uma música que já te joga no chão, logo que começa.
Gematria é um método hermenêutico para analisar palavras hebraicas na bíblia. No caso, atribui um valor numérico a cada palavra, o que torna o uso para o título da canção, interessante, por isso a "explicação" entre parênteses "Nome Assassino". A letra trada disso: morte, de Deus não se importando, de apocalipse e etc, noções que estarão presentes em todo o corpo das faixas seguintes, dando destaques para fins temáticos específicos .

♫ Sulfur

Com riffs também poderosos, "Sulfur" mostra também toda a capacidade vocal de Corey, especialmente no refrão, onde um tom quase de hino com vocal limpo combina tanto que dá vontade de cantar junto, até ponderar certo e entender que isso, detona a música.
"Sulfur" é o nosso amigo chegado, Enxofre. A letra é carregada de simbolismo de uma vida sofrida, de uma pressão, de uma culpa, de vergonha, de se sentir um estranho no meio do mundo.

♫ Psychosocial

Carro chefe do disco, lembro bem quando estreou o vídeo na MTV. Aquele papo de "Que assustador!!", "Deu medo..." era a coisa mais brega da pauta, mas era assim que os abestados VJs americanos tratavam o assunto. Bobagem! O vídeo é assustador porque, depois de quase 10 anos de banda, ainda não tinham acostumado com 9 caras mascarados fazendo um baita barulho.
Apesar de pesada, ela tem um apelo comercial interessante. E tem guitarras frenéticas, melódicas e muita, mas muita percussão. 
Se a segunda faixa falou de morte, a terceira mencionou um enterrado vivo, "Psychosocial" emenda coro sobre de "Os limites dos mortos"...

♫ Dead Memories

Um dos vídeos mais estranhos da banda, mostra coisas particulares de cada um dos 9 membros, recheados de simbolismos. Até hoje não entendi direito cada passagem. ara mim a melhor do disco e a que mais gosto. A letra, a melodia, e principalmente, aqui Corey é apenas Corey. Nada de gutural.  "Memórias Mortas" em jeito simbólico de que não vivemos, não estamos aptos a renascer, não pertencemos a lugar algum. De fato, "toda a esperança se foi" como diz o título do disco. 

♫ Vendetta

Essa canção é a que mostra as reais ondas de inspiração do Slipknot: Slayer e Sepultura. Uma canção ótima, apesar de ter maior a presença do DJ, que é quase destacável. Apesar disso, as linhas de guitarra são uma maravilha. Quanto à letra, segue a contagem de uma historinha desde a primeira canção. Nesta, a menção é de um cinismo latente em todo lugar e com qualquer pessoa. "Let's pretend we're not at the end / Pretend that we have nothing left" ("Vamos fingir que não estamos no fim / Fingir que não temos nada) parece ser um recado para todos, e do que está por vir

♫ Butcher's Hook

Essa canção é a mais Slipknot das antigas, com palavras específicas jogadas, vocal gutural rasgado, notas cadenciadas, muita percussão desesperada, muito som eletrônico e claro, um refrão gritado com palavras de ordem: "Vá em frente e discorde" seguido de "Eu estou desistindo de novo...". 
Parece nossos tempos de embates políticos, não?

♫ Gehenna

A canção mais sombria do álbum é essa. "Gehenna" vem do grego, e significa "um rei", o senhor do altar de fogo, soberano do mundo dos mortos, ou seja, o inferno, para os judeus. Muitos associam a "Geena" com o Lago de Fogo de Apocalipse 20:14, que simbolicamente se trataria da segunda morte. Interessante as noções judaicas desses disco. "Gematria", cuja numerologia das palavras hebraicas, também é usada atualmente na kabala. Em "Gehenna" fala-se em sangue  e corpo, em perfeição de Deus. São pontos chaves do disco, que embora as faixas liguem entre si, não são conceituais. 
Ambas são as maiores canções do disco. Interessantíssimas. "Gehenna" tem muitas atmosferas e é provavelmente a canção mais complexa de todas do álbum. 

♫ This Cold Black

A nona faixa lembra os primórdios da banda, assim como "Buthcer's Hook", com aquelas viradas rápidas de bateria, pausa, uma guitarra toca, a outra duplica o fraseado e assim segue o vocal com aquela postura gritada como se discursasse. Talvez por isso, surpreenda pouco, e seja a mais comum do disco. Mas como é um disco do Slipknot, não tem porque ter uma balada para que se recupere o fôlego, então a sua presença conhecida dos fãs da banda, é uma suspensão de fôlego para o que poderia estar por vir.

♫ Wherein Lies Continue

Mais groovada, a faixa 10 começa com uma perfeita combinação de guitarras e baixo. Novamente, um pessimismo latente: "The ending's the same / the world will not change / The answer is clear…" ("O final é o mesmo / o mundo não mudará / A resposta está clara...). Embora seja majoritariamente cantada com gutural, Corey apresenta um vocal limpo no meio da canção que deu um jeitão empolgante para ela.

♫ Snuff

Quase uma balada, "Snuff" é uma música que fala de sentimentos afetivos de um jeito simbólico, porém não menos doloroso. É uma das melhores músicas que já ouvi nos últimos anos, especialmente vindo de uma banda que tanta gente criticava e dizia ser coisa de "menino imaturo". Aquela sensação de que estavam exagerando, e que na realidade, ali tinha bons músicos competentes, se finaliza nessa canção. É romântica, mas é derrotista. É de melodia simples, todavia precisa. Não existe amor 100% bonito, porque como tudo na vida, é uma luta a convivência seja ela afetiva ou familiar. Mas existem músicas bonitas para nutrir a alma. E isso já vale a pena. 

♫ All Hope Is Gone

Fecha o disco com um ataque, longe do pessoal como a anterior, falando direto sobre a falta de liberdade, a violência e gratuidade da vida humana. Faz pensar na questão da declaração dos direitos e do sistema, sem mimimi ideológico, mas raivoso, como eu e você também pode ser ao perceber o tanto que tudo é uma repressão troglodita dia e noite que sofremos. Nós, humanos, acabaremos com o mundo, quando a esperança se for. E ela já foi, 10 anos atrás quando essa canção foi gravada. Um disco que foi e será sempre atual. 

► Porque desgosta de uma canção do álbum:

Não há especificamente uma música que eu não goste. Elas fazem parte de um compêndio que são necessárias para o trabalho completo. Gostar mais de uma ou de outra é normal, porém, dizendo secamente a verdade, todas as 12 faixas são necessárias para que soe completo, com começo, meio e fim.

► Uma história do disco, como uma questão pessoal ou uma curiosidade:

A curiosidade da vez é sobre a banda e não necessariamente sobre o disco. Talvez não tenha outra oportunidade, então, aproveito agora.
Quando eu estava no 1º colegial, eu tinha um "crush" da escola. Um garoto metal (risos), headbanger estiloso e de cabelos longos que era popular só porque estava numa escola particular. Na pública, ele seria um "zé droguinha" desprezado pelos malas de carteirinha. Procurei saber nome, estado civil, mas dei com os resultados n'água: uma moça que era "rebelde sem calça" já estava tendo um rolo com ele, na escola mesmo. Mas como olhar nunca arrancou pedaço, segui normalmente admirando o menino, que cresceu, virou um velho acabado por causa dos excessos e nem parece um ano mais novo que eu. Parece hoje que tem uns 45 anos, de tão arrebentado que está.
Um belo dia, à esperar que meu pai me pegasse na porta da escola, sentei na grama do jardim do prédio. De repente, voa um fichário perto de mim. Ele havia arremessado o material na grama e ficou muito próximo, vigiando o material e se exibindo dando catiripapos nos amigos. Peguei o fichário, na cara de pau, e fiquei olhando os recortes de bandas coladas no papelão. Em destaque, o Slipknot. Me lembrei de uma revista de filme de terror que tinha em casa, que mencionava a banda. Um dos meus colegas me viu olhando o fichário e perguntou se eu conhecia aquelas bandas e eu disse que algumas eram conhecidas. Ele então se sentou perto de mim e disse: "esse Slipknot é coisa de retardado". E então o "crush" que nos observava, começou a briga: "Retardado é vc seu #@%&". O meu colega era irmão do "crush" (só que de outro pai) e eu nem sabia rsrsrsrs... 
Logo, eu criei curiosidade com a banda. Eu detestava máscaras, mas já gostava do KISS desde criança. Detestava palhaços, mas a curiosidade bateu. Arrumei um colega que me passou o DVD "Disasterpieces" e eu achei o máximo! Muito barulho e muita gente no palco; era pura e convicta novidade para mim. Olhar os cara dava arrepios, as músicas eram muito exageradas e estranhas. Mas era bem legal. 
Fiz a cópia do DVD, em casa mesmo. Guardo o "piratão" até hoje. Minha irmã Michelle adorou. Logo, ela já tinha comprado um álbum ao vivo, e um DVD "Voliminal: Inside the Nine". Eu ouvia e assistia com ela.
O pessoal seguia a dizer coisas semelhantes ao que o irmão do "crush" disse: a banda era coisa de meninos muito novos, carinhas que mal conheciam as raízes do Metal, mas tinham camisetas do Knot. Houve amigos meus que eram headbangers mais velhos que diziam que, depois dos 15 anos, esses moleques ouviriam metal de verdade. Era só dar um tempo para eles. Eu achava interessante e tudo o mais, no entanto não era fã. Ainda assim, não concordava com o estigma da banda. Eu enxergava tudo o que faziam como verdadeiros excessos, mas havia uma qualidade musical presente. Não achava eles chatos como um Limp Biskit ou monótonos como o Korn. E então, com "All Hope Is Gone" criaram algo valioso e mostraram uma capacidade musical que os arrancava de vez do "Nu Metal" trivial e descartável. O vocalista era o melhor, os guitarristas eram muito melhores que os das outras bandas que levavam esse rótulo. Alguma coisa estava errada com o pessoal que criticava. A prova final para discordar desse pessoal era o quarto disco deles comentado aqui. 

► 5 sugestões para a próxima votação:

Desde que comecei, Judas Priest está na enquete. Até agora teve 3 votos, em 7 delas. O Faith No More também está desde o começo, mas ao contrário do disco do Judas, recebeu 7 votos. Decidi dar uma repaginada, tirando Judas desta vez e acrescentando duas novidades na votação. Daqui à 15 dias, sem choro, nem vela, fecho a enquete e preparo a postagem com vencedor. Valendo!



Comentem à vontade. Já agradeço também a escolha de vocês!
Abraços afáveis!!!

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

F1: A fabulosa decisão de Daniel Ricciardo

Pausa dramática nessa sexta, para falar da F1.
Sei que estão de férias, sei também que prometi o Faixa a Faixa para essa semana, mas não estava nos planos essa notícia e ela requer uns pitacos.

Não sou jornalista. Não tenho nenhum mísero compromisso com a ética  e compromisso com a verdade. Tenho um blog. Blogueiro é o padrasto do Youtuber. Se blogueiro, poderia soar meio retardado, ele acabou criando os monstrinhos dementes dos Youtubers. 
Blogueiro era gente com ímpeto jornalístico ou artístico, que queria aparecer sendo avaliado por um público de seguidores internautas. Quem tinha ímpeto jornalístico, gastava o vernáculo para expor, junto à uma pauta, uma opinião. Alguns escrevem tão bem que te convence e te faz admirar. Outros de fato, aventureiros e lançam mão de um senso comum nos seus espaços e criaram uma comunidade de seguidores...
Youtuber é o gremlim do blogueiro. Nunca disseram nada que prestasse. São responsáveis por ter dado poder e aberto espaço para o "troll da internet" estar em, literalmente, qualquer lugar. Hoje, qualquer um corre o risco de receber duras críticas por manifestar algo, independente de ser certo ou errado. Até mesmo, quem não fez de má intenção, está fadado a pagar por um rótulo exagerado em qualquer coisa que poste nas redes sociais. Em alguns casos, dizer o que pensa pode ser traduzido como preconceito e ser até mesmo, processado pelo que foi mencionado.

E como de boas intenções o inferno está cheio, já mando na lata: não tenho compromisso com ética jornalística e tenho esse espaço para ficar exponho opiniões a esmo. Quem quer ler, lê, comenta, concorda, discorda e na boa? Já tem uns bons anos que consegui, fielmente, um pessoal que respeita bem o que eu escrevo aqui. Tenho absoluta certeza que nem sempre concordam com tudo, mas não surge nenhum maluco, brotando de um buraco qualquer para me acusar de qualquer coisa ruim por aqui. O segredo? Não sei. Talvez seja, um pouco de bom senso em não transparecer hipócrita nos meus textos esportivos. Pois são estes que exigem mais compostura na hora de escrever que nos outros posts de entretenimento. Claro que eu também exagero, mas se faço eu tendo a reconhecer rapidamente. Quem não quer ler, faz que nem a maioria: ignora. E eu sei quem ignora, e o porquê. 

Quando mais nova, eu não tinha esse espaço, mas comentava em blogs amigos. À respeito de gostos musicais, livros ou filmes, nunca tive críticas, afinal, era uma questão de gosto e se houve algum comentários discordando de algo, era a perspectiva da pessoa do outro lado, e não um ataque pessoal.
Comentar em blogs amigos ou fóruns sobre F1 no começo dos acessos frequentes à internet antes de ter o blog, era sempre ataque pessoal: falar de F1 é estar em meio à maioria masculina. Não vou fazer mimimi feminista mas, já comentei em um fórum extinto e por rivalizar a opinião de um usuário, tive de ler: "porque não lava um tanque de roupas?". Eu ria disso. Realmente, não me afetava. Mas eu achava desagradável atribuir as minhas torcidas à aparência de pilotos. Há problema nisso? Nenhum, penso. Mas os caras cujos casamentos era insuficientes desses fóruns se incomodavam com as novinhas solteiras, defendendo algum grupo de pilotos de forma quase infantil. Era visível sim que algumas delas - eu inclusa - tinha um apreço pela aparência de alguns pilotos. Juntávamos  o útil ao agradável, mas ainda é difícil admitir que nesse caso, é um ponto fraco, alvo fácil para aquele que está disposto à criticar, menospreze a torcida.
A defesa de qualquer sujeito - seja ele piloto, político, celebridade - de forma excessiva e cega, fanática e de idolatria, ao invés de agir de forma ponderadamente pragmática, é um ponto fraco. Ou você arruma os argumentos e usa bom senso para evitar que esse detalhe sobressaia, ou finaliza a discussão com um palavrão.

F1 não é tema diverso nesses debates. Você já topou com alguém que diz que não assiste F1 desde a morte do Senna. Então sabe do que eu falo. Fanatismo pode tomar proporções desmedidas.
Acho bem engraçado quem olha para um Verstappen, xinga por ele ser impetuoso, por arriscar demais. Xinga mais ainda os defensores da internet que gostam de um fuá proporcionado por ele. Critica quem, por ventura, elogia o menino cobrando mais calma e levando o talento dele em consideração para resultados mais favoráveis. Ninguém está certo, embora eu admite que vez ou outra, posso fazer parte de um destes grupo. Que critica ele por ser arrojado, parece gostar de piloto mediano. Quem critica quem gosta quando ele desmonta os resultados das corridas, parece que não gosta do esporte. E por fim, quem pede calma para ele, quer moldar a sua personalidade para fins "piloto banana".
"Ele é um babaca" vem munido de muitos significados: "ele é babaca porque ele atrapalhou a corrida do piloto/equipe favorita", é o mais comum.
Nada de errado nisso. Só não discuta quando alguém jogar isso contra você. Admita e toque o barco, afinal, as emoções nos traem. E muito. 

É preciso cuidado na internet, estamos vulneráveis, expostos. Não é fácil manter a sanidade nas redes. Se você propõe a opinar, tem que estar ciente de que você não pode achar que só você está certo. Existem muitos lados da coisa. Não concorda, não leve para o lado pessoal. 
Já vieram falar comigo sobre várias coisas. Esquecem que eu torço para o Kimi, mas eu não sou boba. Eu vejo que ele sabe o que está fazendo. Se ele está agindo como trouxa, isso, infelizmente, é problema dele. Ele sabe da política da Ferrari, não precisa de uma menina do interior de Minas para ficar defendendo ele nas redes. Mas eu também não acho que ele está tão inocente ai nesse jogo. Tanto que sua postura não é de se vitimizar, nem mesmo, detonar o companheiro como muitos já fizeram no passado. Torcida nem sempre é defesa o tempo todo.
Tenho extrapolado um pouco a dizer que Vettel não merece críticas, mas é que, para mim, a partir do momento que um piloto é odiado na "nova" F1, isso significa que ele presta mais do que aquele que é amado. E a mídia é a responsável por isso. Se sai a notícia que ele vetou o Ricciardo como companheiro, as pessoas caem matando: "está com medo, né?". Viram Mãe Dinah e projetam um Ricciardo superando Vettel sem ao menos, cogitarem a possibilidade se o tal veto, aconteceu mesmo. Eu não estava lá. Os indícios parecem apontar para isso, mas não estava lá, não sei de nada. O que posso fazer é executar o "achismo". Mas basta Hamilton ter vetado o Alonso, que a resposta dos palpiteiros é "certeira": foi porque o jogo político do espanhol é perigoso e nenhuma equipe o quer. Enquanto isso, ele é torturado numa equipe desorientada que é a McLaren. Que belo jogo político hein? Caramba!!!!

Ninguém sabe medir nada: Sainz era um ótimo piloto. Hoje, já não é grande coisa. Talvez ele nunca fosse, mas como estava de chegada, pouca gente pode ter ousado falar mal. 
Pérez era astro em ascensão quando começou. Surgiu fofocas que a Ferrari queria ele na equipe. Perderam o Hamimimilton, então a McLaren é que contratou o mexicano. Foi um verdadeiro fogo de palha. 
"Fulano vai para equipe tal" é notícia que em 90% dos casos que ocorre é tentativa de acertar e falhar miseravelmente. Kimi vai voltar para a McLaren. (Em 2009, ele ia sair da Ferrari e correr na Mercedes, de acordo com Lito Cavalcanti. Tô esperando até hoje essa história que ele deu tanta certeza... ¬¬') 
Alonso vai para Renault ou Force India. 
Pode ser. 
Vai aposentar e correr de Indy. 
Talvez. 
Tá faltando falarem que vai comprar uma equipe e ser ele como companheiro dele mesmo. Vai ter gente inclusive que vai comprar a ideia, mesmo sem fazer o menor sentido. Inclusive se publicarem em algum portal famoso. 
Ricciardo vai para Ferrari!! 
Não vai mais... 
Fica na Red Bull... Ou não?!
Leclerc vai para a Ferrari. 
Leclerc quer a Ferrari. 
Leclerc é astro para uns, e engodo para outros.

Daí você acorda uma sexta feira como hoje e lê que Ricciardo disse que não vai ficar mais na Red Bull. Você corre o cursor e vê outra: Ricciardo vai correr com Hulkemberg na Renault.
Ninguém falou sobre isso. Foi surpresa para muita gente.
As "Mãe Dinahs" morrem desse jeito. Nenhum deles deu esse furo, só deu furada. 
Não devia dar ideia, deixar o pessoal falar que Ricciardo decidiu porque motor Honda é mesmo osso duro de roer, mas certamente, algum espertinho de portal ainda vai escrever que essa decisão começou a tomar forma quando elefoi vetado na Ferrari. Criatura nunca viu um contrato de piloto na frente dele, mas sabe tudo que envolve em uma negociação. Diz o que acha e vende a matéria como notícia. É muita maldade no coração, não é não? 
Dá na mesma ser blogueira e só postar uma notícia específica e levar ela à ferro e fogo em comentários. É nessas horas, onde deveria ter a análise seletiva, que muita gente decide engolir qualquer coisa. Não decidem por eles mesmos se, por exemplo, um Leclerc é bom piloto. A  decisão geralmente se pauta pelo que os outros estão falando dele. Observar, analisar e formular argumentos, vale até para a futilidade de um esporte. Se você não fizer isso, meu, não reclama se alguém te criticar!
Assim sendo, não tem diferença entre o que está sendo noticiado, com o destaque tendencioso "caça-cliques" e eu, mera suburbana que está a fim de escrever textão.
Mas que dá na gente uma vontade de gargalhar sobre as especulações que morrem rapidinho, isso dá. E todo ano é a mesma coisa. A gente até briga com os outros por conta do que "leu na coluna do fulano" ou do que o "Lito e o Galvão disseram"... No fundo, todo mundo sabe tanto quanto eu e você, que está aí agora, de boa lendo esse texto (e começou, agora quer terminar, mas está morto(a) de arrependimento... Sorry! rsrsrsrs...)

Boa sorte ao Ricciardo. Ele vai precisar. Terá um bom companheiro - vejam bem, eu acho - de talento equiparado, mas a equipe ainda patina no rendimento. Tomara que evolua e que esteja apta aproveitar de uma dupla consistente de pilotos para trazer um melhor desenvolvimento.
É o que dá para projetar e torcer. Mais que isso, é bobagem e exagero.

E vocês, o que acharam da transferência?

Abraços afáveis!


terça-feira, 31 de julho de 2018

Legendando Fotos do GP da Hungria 2018

Juntei essas duas fotos (vejam que tem uma linha no meio que deixa a mesa torta) pois elas foram divididas no Intagram oficial da Ferrari. 
Antes dos treinos livres, houve reunião e notei que todos estavam com seus computadores e Kimi, de boa jogadão na cadeira, só olhando.
Ficaria até feio defender o cara, se a postura dele é ir para uma reunião e ficar assim. Pensei que ele ficou que nem eu em reunião pedagógica - eu ouvia tudo com a voz da professora do Charlie Brown: "bloblobbloablebloabubla"...


Mas então, a corrida passou e a foto tomou outra perspectiva. Quem estava no mundo da lua talvez nem era o Kimi, era todo o resto da mesa que estava com um computador, salvo Vettel, provavelmente. Arrivabene deve ter falado, falado e falado e os bonitos estavam jogando, vendo vídeos, comprando no E-bay... 
Isso justificaria os erros bizarros na corrida da Hungria


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Depois de ficar esperando a "madama" Hamilton, conversando umas borrachas finlandesas com o Kimi, o lambe Bottas estendeu o bracinho e se juntou ao "poderoso salve-salve". Kimi, que não bastou ter sido feito de besta para uma foto que sempre achei inútil, ainda foi sumariamente isolado nela


Detalhe para a braçadeira preta de luto de Kimi. Tanto ele quanto Vettel usavam por causa de Marchione. Estranhamente, na transmissão, não me lembro de terem mencionado algo sobre isso


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Robin, acabou marcando mais presença que o pai e inclusive, mais que o pole position, nesse momento.
Todo mundo sacou o "aww" do fundo garganta e mandou ver




Kimi certamente deu instruções para o garotinho arrumar um picolé daqueles para ele... rsrsrsrs...

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<3 amiguinhos="" font="" para="" sempre="">
Foi bem peculiar ver Bottas depois da classificação, com um sorriso bonito, como se ele tivesse alcançado o primeiro lugar. Mas era segundo, então é como se ele já tivesse aceitado o rótulo


Disseram as "boas" línguas que a disputa entre ele e Hamilton estava liberada para a corrida...


Então eu conto que a Disney e a Broadway já estão na disputa pelos direitos dessa história: a primeira fará um conto de fadas contemporâneo e a segunda irá fazer um roteiro musical mais luxuoso que "Cats"


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Fim de semana também contou com o aniversário do desperdiçado  Alonso. 
O máximo que ele teve de alegria foi um bolo apetitoso, o seu rosto em uma máscara de papelão e um oitavo lugar


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A verdadeira face do Mad Max:

Ficou nervoso. E com muita razão


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"As costas do Ajudante (2018, foto em HD)"

Essa é a parte do corpo que carrega os mandos e desmandos da equipe. 
Se o Bottas ainda acha que foi um equívoco o uso do termo, sugiro que ele abra os olhos e os ouvidos, porque ele está sendo ludibriado...


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E então, Mini-Kimi deu as caras novamente


Detesto a exposição excessiva que a mãe provoca, mas não tenho absolutamente nada com isso.
Porém, pode ser que os fãs do Hamilton tenham ficado mordidos. O menino chamou atenção mais que ele 


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Cadê a turminha do "Vettel Mimado, só fica feliz quando é o primeiro colocado", hein? 
Gastando o italiano: Dovè tu, ragazzi?


Aparecer para criticar, quando ele faz bobagem, é fácil.

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Ursinho quase cosplay de Alonso, dando um bye bye para a primeira metade da temporada. 
A foto, é do Intagram da F1 oficial e foi postada no treino livre 3.
Talvez não seja mera coincidência que o carro do fundo é o que sai de férias com 24 pontos de vantagem sob o rival...


Abraços afáveis e até Spa!*

*PS: Sobre F1 agora, apenas em casos de notícias relevantes. Caso nada aconteça, só volto ao assunto, na semana do dia 20 de agosto.