segunda-feira, 13 de maio de 2019

Novelinha da F1 - GP da Espanha

Que a corrida na Espanha sempre foi arrastada, não é novidade para ninguém.
É (talvez unânime) que se saísse do calendário, pouca gente (ou ninguém) sentiria falta. 
Inclusive, pouco entendo do porque ela é usada para os testes da pré temporada. 
Mas vá lá. Existem várias de coisas que eu não entendo. 
Há muito que eu não faço questão de entender. 
E algumas coisas que eu até entendo, mas não adianta explicar.
O GP da Espanha está no segundo caso: não faço questão de entender.


Aos poucos estou deixando as coisas que me agradam, de lado, literalmente. Estou ficando preocupada com isso. Não há nada que me empolgue mais. Aprendi, aos poucos - e com exemplos  -que subterfúgios podem ser prejudiciais. Alguns, tornam-se obsessões graves que, dependendo de como você lida com elas, afeta todos aos seu redor. Eu me policio para não cair numa dessas.

Os meus dias de stress com a F1, está passando. O primeiro "estouro" foi na segunda etapa desse ano. GP do Barein. Mais uma corrida e circuito ruim que, fora do calendário, nem lembraríamos que existe. 
Queria verdadeiramente parar de escrever sobre a categoria. Não parei. Optei por fazer o maior número de piadas que eu pudesse a cada etapa que surgisse.
Já aviso, não consigo fazer piadas com o GP da Espanha.A coisa foi tão ridícula, que simplesmente, não tem nem como. Talvez essa seja a segunda crise minha, com a F1, esse ano.

Não ser obsessiva com algo é muito vantajoso, afinal posso ocupar a mente com outras coisas. É importante se certificar de que são úteis e faz bem para você, ou pode substituir por outro tipo de coisa que também torna-se uma obsessão. Os gritos e palavrões não são mais o caso de acontecer, quando assisto a F1. Eis um ponto positivo. Estou mais calma. 
Por outro lado, não tenho mais conseguido demonstrar reações positivas nem com as coisas que eu achava que faziam parte do meu descanso mental. E é aí que a preocupação toma conta de vez.
Não empolgo mais com certos tipos de filmes, que antes, me faziam sacrificar tempo e dinheiro para acompanhar no cinema. Chego lá e a danada da representatividade de algum tipo de personagem aparece e acaba toda a graça da coisa para mim. 
Séries boas, acabam rápido. As que eram boas e duram, ficam chatas ou sem graça. A política está interferindo até na sétima arte. Não se contam mais boas histórias simples, de pessoas (!!!) independente de cor, gênero ou sexualidade, simplesmente por contar. Se contam, ninguém dá a mínima, não estão nas plataformas de streaming, não viram franquias, ninguém importante faz uma adaptação... 
E o Futebol Americano? Então, ficou previsível: ninguém bate "o tal marido da Gisele", a gente toma antipatia, e a coisa fica pior quando principalmente, o time que a gente escolheu torcer, "só dá bola fora".
Especificamente, no máximo, só ouvir música é que tem me tirado "das trevas". E olha que não estou ouvindo um álbum inteiro, por exemplo. Ouvir música sossegada está menos constante, já que eu não tenho mais tempo nem para ler livros, para estudar, graças à ocupação: professora do Estado. Estar numa escola é sinônimo de desesperança. Cada dia mais, estar "trabalhando" nisso é ter suas energias sugadas de tanto negativismo e reclamações que brotam dos outros e são despejadas em seus ouvidos. Sua saúde mental clama por um esconderijo. 


O GP da Espanha foi uma verdadeira porcaria. Não há destaques ali.
Se sábado, foi um festival de oba-oba (fake) sobre a pole do Bottas, justificada de forma rasa e podre pela imprensa "especializada", no domingo, o domínio da Mercedes permaneceu o mesmo e nas mãos "certas". 

A história do refúgio na floresta do Bottas tem dois problemas: 
a) Todo finlandês que se prese, tem esses momentos de refúgio. É um povo muito dado à solidão/reflexão junto à natureza. Já conversei com finlandeses em chats quando adolescente, e queria testar meu inglês e eles me contavam isso como parte do dia-a-dia deles. Eram 3 pessoas, uma moça e dois caras. Eles sempre tinham momentos em que iam para uma ilha ou faziam caminhadas longas nas florestas próximas às suas casas. Podia estar o frio que fosse. 
Suponho ser um costume, dado os o DVDs de bandas finlandesas como Nightwish, mostrando isso. Num destes, Tuomas - o tecladista da banda - vai para uma ilha para estudar música, para pensar num novo disco, para ensaiar com os amigos... Não foi tramar um jeito de chegar forte nas paradas de sucesso e pisar na cabeça dos "concorrentes" com um novo hit bombástico. Foi trabalhar de forma tranquila. 
Os meus colegas de chat, iam fazer suas caminhadas, espairecer. As vezes ficavam dias e dias, em uma cabana, sem motivos aparentes.
A mídia usou algo comum para Bottas e seus conterrâneos como gatilho para nada mais que falar abobrinha. O que não é novidade.


b) Falar em refúgio, concentração e preparo físico e mental só coloca um abismo gigante entre Hamilton e qualquer outro piloto. Assim, podem procurar, qualquer um  quevai dizer que Vettel não tem maturidade para enfrentar alguém "melhor que ele". Por isso, está resignado, acabado, mentalmente descontrolado. E Bottas, ainda não era um Rosberg, precisou de ajuda dos deuses da floresta, dos trolls finlandeses, ou sei lá que entidade para superar Hamilton, o deus ungido, o Zeus do Automobilismo. 
Ora, me poupem. 



A hegemonia da Mercedes não tem explicação científica, mirabolante, como ontem o Burti até tentou falar de algumas adequações de carro que antes não eram justificadas, mas agora são os melhores acertos para a Mercedes. Não prestei atenção, confesso. Puro engodo. A questão é que a Mercedes está muito rica e quem mais tem, mais investe. Tem lá seus "teretetês" com a Liberty. Outro bom aproveitamento é que conta com a burrice gigante dos italianos da Ferrari. 
Comparei ontem no Twitter, de forma muito pejorativa, a Ferrari à doença de Alzheimer. Uma pessoa nesse estado, tem o "motor" funcionando, mas ninguém no "volante". 
Eu não estou criticando Vettel ou Leclerc, mas sim a administração da equipe. Desde que Kimi Räikkönen venceu em 2007, a Ferrari está patinando em termos estratégicos. Ali foi uma sorte danada. Falta gente inteligente para tocar a equipe, mas não faltou gente talentosa para tocar o carro. Por duas vezes, e talvez agora, pela terceira vez em 12 anos, a Ferrari tem a melhor dupla de pilotos do grid. Teve Alonso e Räikkönen. Teve Vettel e Räikkönen e agora tem Leclerc e Vettel. Como podemos considerar essa última dupla, se nada dá certo na equipe? Sabem administrar a coisa? Os pilotos talvez saibam (mas ainda são mais dois funcionários), mas os "coordenadores do barraco", certamente não. 
Toda vez que tem um festival de críticas aos pilotos da equipe, pode saber, a culpa não é totalmente deles. E esse assunto se repete, todos os anos em que eles nadam e morrem na praia. Esse ano, Vettel passa por aquilo que Alonso passou no último ano de Ferrari e Kimi passou em 2009 e 2016-2017. 


Agindo como baratas tontas a Ferrari deixa a porteira aberta para a Mercedes até fingir competição acirrada dentro da equipe. A corrida então foi decidida inclusive, na primeira curva pós a largada. Provando o quão inútil é a tal "concentração" em florestas, e o quão desnecessário está sendo as corridas, pois nada, NADA que acontece depois da primeira curva, define algo surpreendente.  
E não foi Vettel quem facilitou a vida do Hamilton, como verão em alguns sites. Bottas entregou sim. É o que acontece com quem fica no meio de dois carros. Se ele não sabe se safar dessa, até hoje, não sabe como dirige o seu companheiro, pode largar dessa e virar madeireiro lá na Finlândia. 
Poderia ter engatado à frente, jogado o carro contra Hamilton e esquecido Vettel. Mas ficou com medo dos dois. Essas opções quando ignoradas, dá errado. Foi estúpido. E adivinhem quem nunca é assim considerado?


A política sempre fez parte da F1, mas agora, ela fere o pouco que ela tinha de agradável. Ao contrário das outras dinastias, a do Schumacher, a do Vettel... Que era um festival de críticas, um festival de "que coisa mais chata, quando se trata do piloto da Mercedes, você vê uns gatos pingados criticando. Ninguém tem coragem de admitir que essa é a pior de todas as hegemonias e é muito por conta da figura do Lewis Hamilton. 
Eu ainda duvido muito que ele é assim o melhor de todos os tempos. Há tantas facilidades ao seu redor, que não consigo cravar isso. Acho que nunca farei. Mas para todo o resto, não existe nada que interfira no julgamento.

Não vou escrever mais nada além dessas duas coisas: O Burti disse, logo que o SC estava de saída por conta de uma doideira do Norris contra Stroll algo que afirmou ser novidade para esse anoe pergunto à vcs, se é mesmo: relargadas pós saída de SC só admite ultrapassagens depois da linha de largada...? 
Assim sendo, nem adianta torcer por SC nas próximas corridas. O carro mais potente e da frente, nunca será ultrapassado numa circunstâncias dessas. Ponto para a Mercedes e ponto para Lewis.

Por fim, Reginaldo Leme disse para o gaguejante Galvão que dobradinhas, pela quinta vez seguida, no começo do ano, é inédito. Nunca houve essa situação antes.


Uau. Como a F1 está boa, hein gente? 

Abraços afáveis!

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Novelinha da F1 - Capítulo 4: GP do Azerbaijão

Baku é um desserviço.
Aparentemente, pelos arredores da cidade, há uma mistura desarmônica de partes centenárias com estruturas modernas. Para piorar tudo, socaram um circuito de rua ali no meio, que, além de piorar a paisagem, também, faz a gente projetar vários safety car para dar "emoção" na corrida.
É o resumo do desserviço. 

Eu particularmente gosto de uma divisão certa na arquitetura urbana: o que é antigo, só deve manter. O que é moderno, novo que fique nos grandes centros e que não se misture. Aqui na minha cidade deveria ter essa divisão, mas é impossível manter o centro, como era. Alguns prédios, bem antigos, mantêm a fachada. Outros, foram pintados ou simplesmente demolidos sem o menor critério. 

Critério que pelo visto, também não tem na F1 já faz tempo.
Seguimos naquela pasmaceira (odiosa) que faz com que muitos abandonem alguma coisa relacionada ao "esporte": seja acordar de madrugada, seja assistir a corrida ao vivo, seja comentar com os amigos...
Sei que estou sendo redundante, com relação à domínios de pilotos. Então, opto por defender a era Schumacher, já que volta e meia, alguém comenta o quão chata foi. 
A dinastia Schumi/Ferrari foi longa (3 mais 4 = 7 anos)? Sim, sem dúvidas. Mas Schumacher era um piloto exemplar. Uma figura que, por mais que odiássemos seus ataques, seus mandos e desmandos, era um piloto das antigas: um cara que tinha a velocidade correndo nas veias, e de um talento inquestionável. Vivia para vencer e trabalhava muito para conseguir (claro que com algumas ajudinhas... Mas, quem nunca?)
Além disso, hegemonias sempre existiram, certo?
Posso ser bem besta em fechar o argumento? 7 anos, 7 campeonatos mundiais, era chato mas era uma novidade. E ainda teve intervalos entre os anos, e o cara correu em equipes diferentes, mostrando empenho e sendo bem sucedido nas duas. Ah, e teve rivais de alta patente: Mikka Hakkinen e Fernando Alonso. Poderia sim, considerar outros dois, mas de qualquer forma, os dois citados não chegam aos pés de quem rivalizou diretamente Lewis Hamilton. Por sinal, Hamilton viveu a pior fase do Alonso. Teve Jenson Button de companheiro e por este ser constante, tornou-se a gota d'água para sair da McLaren. Na Mercedes, perdeu sem-querer-querendo um dos anos para Rosberg, que nem quis voltar depois. Deve ter rolado um acordo e Nico, deve ter optado pela tranquilidade. 

Esse é o ponto: Lewis já tem 6 títulos. Sim, 6, não errei as contas. Esse ano está barbada. 
Todos os 6, ele conquistou com motor Mercedes.  E o sétimo título é garantido. O oitavo, tem 60% de chance de acontecer. Passará Schumi, concretizando a pior e mais chata dinastia, desde o alemão. Vai ser lembrado eternamente, como gênio. Não teve um infeliz que atrapalhasse sua tentativa de chegar ao topo. Quando teve uma pedrinha no sapato, saiu birrento da equipe, com tatuagem nas costas: "Still I Rise"... 
É pagar para ver. Será até bom, quem sabe eu ganho uns trocados. 

Porém, isso é achismo. E achar alguma coisa, é de cada um. Já disse outras vezes e reforço: impor opinião é colonizar o outro. Já tem político fazendo isso demais da conta por aí. Tô fora dessa!

E pulei fora da a novelinha da F1. Troquei Baku por super-heróis jacús: fui ver "Vingadores: O Ultimato". Cabe dizer que, o filme em si, é bom, mas não é perfeito. Tem umas coisinhas lá que, a gente torce o nariz ou demora para engolir. Mas o arco Vingadores, fechou com o mínimo de honra. Fim de papo. Não adianta ficar criticando aqui, quando a maioria está ovulando até agora pelo o que assistiu. 
Cheguei em casa, cansada, depois de um sábado de trabalho e um domingo com três horas de filme. Por sorte, cheguei à tempo do VT da corrida. Em menos de 20 voltas, eu não vi porque continuar e fui fazer outras coisas mais úteis. Deixei gravando a corrida.
Mais tarde, voltei à TV para o tal episódio de Game of Thrones. Uma bobagem escura e com diversos erros de estratégia de guerra. Se no Vingadores, tem mulheres empoderadas numa cena desnecessária, quem salva todo mundo da morte iminente na série, é também uma moça.
Todo mundo quase explodiu de felicidade. 
Parabéns para eles. 
Eu me decepcionei. Estava torcendo para o vilão. Agora o que resta é uma consulta ao oftalmo, porque não enxerguei metade do episódio. Fora os furos de roteiro: "o personagem tal, morreu ou não?" que ainda fica a ser respondido pelo teaser do próximo episódio, só mostra que a galera fã é cega demais para os defeitos.

Vou brincar com isso: tive receio de terminar de ver a corrida gravada (podendo passar para frente), no dia seguinte, depois de uma boa noite de sono. Vai que aparece uma mulher e salva a corrida de toda a pasmaceira? Uma Capitã Marvel chatíssima colocando fogo nos carros da Mercedes, ou a  menina Arya Stark cravando uma adaga nos pneus do Bottas e do Hamilton.
Pensando bem, até que eu ia amar, bater palma como foi com os malucos do cinema e ia pular de alegria, como fãs fizeram com a série.
Mas a novelinha da F1 é tão chata, que a única novidade que está tendo é a auto-cobrança que Charles Leclerc tem feito de si. De dar dó. 
Mas, daqui a pouco, vai dar é raiva. Alguém precisa avisar para ele que com a Ferrari é assim: lá, o cara se transforma ou num estressado ou num reclamão. O fim do trabalho é aquela resignação de dois jeitos: arrastado e abatido como ocorre com Vettel ou entregando os pontos em quase desânimo, como foi com Alonso.
Parece - caso não tenha sido papo da transmissão, que eu não tive paciência para ficar ouvindo - que a Ferrari queria Safety Car para ajudar na corrida e vitória do Leclerc (Uai, achei que protegiam o Vettel?!?). Porém, deu errado, como sempre, afinal, esqueceram de avisar o roteirista que a narrativa da corrida exigia um SC quando Leclerc estivesse na frente. Talvez o roteirista tivesse achado que era legal tascar um SC do nada, caso Vettel estivesse na frente e Hamilton fazendo pressão, em segundo. Aí quando desse uma relargada, Hamilton ia vir por fora, fazer Vettel rodar, a platéia ia rir e aplaudir e publicar nas redes que a corrida foi genial. 

Porém, o que houve foi uma corrida arrastada, com direito à erros primários, uma fake disputa entre Hamilton em Bottas no final, que, por um milagre, não deu em nada. 
De duas uma: ou Hamilton e Toto estão deixando Bottas crescer porque sabem que este é seu último ano na equipe (quiçá na F1) ou é marcado para maquiar uma competição interna e, com isso, aumentam o barulho: "não fazemos jogo de equipe, deixamos nossos pilotos livres e queremos o melhor para os dois". 
Nos dois casos, é encenação. Aí a novela tá fluindo do jeitinho que querem.

Baku, então, ficou no ponto de fazer a rima com aquele buraquinho nosso que só não cai porque é costurado... Mas não vou mencionar. É feio acusar as pessoas e as coisas assim...


Ops! Ah, está inglês, então, não reparem! 

Abraços afáveis!

terça-feira, 23 de abril de 2019

Capítulo 4 à vista: expectativas maiores que Game of Thrones

Creio que todos vocês devem estar contando as horas para o GP de Baku.




(Sendo bem cretina) Posso ver daqui que estão mais empolgados com o GP do que o terceiro capítulo de Game of Thrones - aquele em que o bicho pega, que todo mundo que ainda não morreu, vai morrer...
Que Jon Snow que é Aegon Targaryen o quê? Que mulher grande que virou uma Cavaleira dos Sete Reinos, uma ova! 
Querem ver é a chuva de champanhe com pilotos "que fizeram corridas no braço", não é?




Está bem, está bem. A sua vibe não é Game of Thrones. Seu negócio é filmes de super-heróis. Mas você não está dando a mínima para "Vingadores: O Ultimato". Você quer mesmo é sentir muita emoção com muitas ultrapassagens, carros disputando posições até o último milésimo de segundo e uma rotatividade enorme de líderes da corrida que você chega a ficar perdido!?! 



Se Tony Stark ou Steve Rodgers parte dessa para melhor, você ainda não sabe, mas seu coração palpita forte, e um ninja cortador de cebolas passa por você bem na hora da corrida, não é?




Vão me dizer que vocês não estão super felizes porque vai ter, finalmente, aquele GP novo, cujo nome dá altas rimas de duplo sentido?




Os zueiros podem já começar: As chances do GP em Baku ser aquele palavrão curto, de duas letras, que a gente manda as pessoas desagradáveis, tomar lá, é 99,9%. 
Sem margem de erro. 
Podem zuar à vontade, pois nem a F1 está mais levando o trabalho à sério.

Botem reparo na postagem do Instagram oficial:




Eles tem a coragem, a pachorra, A PETULÂNCIA de falar sobre "a diferença que um ano faz", comparando como o campeonato estava antes do GP do Azerbaijão (em 2018)  e como está (em 2019). 



Cacildis, como melhorou né? 



'Tá tudo muito mais acirrado!!! A competição está fervilhando! 




Se não fosse essa postagem, eu jamais saberia, o quão bom o campeonato está! Ainda bem que abriram meus olhos para isso. Preciso agradecer:




(Ok... Chega de sarcasmo... Por um momento!)

Acompanhem com a tia Manu, aqui: Ano passado, Vettel era líder, com 54 pontos. Hoje, no mesmo tempo, Hamilton tem 68 pontos; 14 a mais que o Vettel de 2018, com a super potência da Ferrari, lembram?
Bottas, terceiro colocado na mesma ocasião em 2018, em 2019 soma 62. Ainda: 12 pontos a mais que o líder do ano passado, que tinha o melhor carro do grid.

A diferença de Vettel, para o segundo colocado, Hamilton, em 2018, é de 9 pontos. Esse ano, a diferença entre Hamilton, líder e Bottas, o segundo, é de 6 pontos. Próximo, não? 
Até aí, tudo bem, sem babaquice da minha parte. Mas o pulo do gato vem agora: Em 2018 era dois carros, no topo e de equipes diferentes. Esse ano, são dois, da mesma equipe. Atestado de hegemonia carimbada no cartório. 
Podemos abrir novo documento: o de chatice. 
Ano passado, Vettel se distanciava de Hamilton em 9 pontos. Entre Hamilton e Bottas a diferença era de 5 pontos. Esse ano, a diferença entre Hamilton e Vettel é risível: 31 pontos. A minha idade.
Entre Hamilton e Bottas, estão mais afastados entre si que no ano anterior: 6 pontos. 
Mesmo se olharmos bem, entre Hamilton e o quarto colocado, Verstappen, a diferença é de 29 pontos.

De fato, 2019 está muito bom. Como disse o Galvão umas 3 vezes na corrida passada: "Como a a F1 está bonita esse ano!"




A F1 oficial lançou essa nas suas redes. Sim, ela colocou essa tabela comparando os campeonatos, como se fosse um "vantajão".
Parece piada, a gente podia até rir. Mas ela fez uma coisa boa: esfregou, na cara de todo mundo, como a F1 está, antes da quarta corrida do ano:




Já sabemos, antes de completar 1/3 da temporada, quem é o campeão mundial de 2019. 
Eu não sei vocês, mas nos outros de "dinastias", ainda pairava uma dúvida, pelo menos no começo do ano. Quando não resta um pelinho de dúvidas sobre quem é o campeão, na terceira etapa de 21, qualquer argumento para salvar a categoria torna-se indefensável. 


Percebemos que a coisa está tão ridícula, que o único, além das Mercedes, com motivos de gostar dessa comparação "evolutiva" de um ano para o outro, é Verstappen: Escalou de 18 pontos e um oitavo lugar na tabela, para um florido 2019 com 39 pontos e um terceiro.



É. Nem dá para empolgar. Se para ele, terceiro não é suficiente, para quem clama por mudanças, não serve de nada também, especialmente a pensar que ele está 29 pontos atrás do Hamilton. A diferença, só vai aumentar.


O mais gritante dos problemas, não é o aparente, ou seja, as Mercerdes com esse tantão de pontos. A gente já sabe que os malditos tomaram a F1 e a categoria está achando ótimo. Mas é complicado ver, por exemplo a situação bem inferior do esperado em relação à Ferrari, estando com a metade dos pontos que a Mercedes conquistou. A diferença entre seus pilotos é mais ideal: um ponto, de um para o outro. 
Já essa diferença entre duplas não favorece a Red Bull, que é outro problema que ecoa: Verstappen corre sozinho, depois da saída de Ricciardo, que ano passado, ocupava o quarto lugar na tabela. Esse ano, na Renault, nem aparece na lista dos 10 primeiros pontuadores. Gasly ainda não o substituiu nem um terço do que se esperava.
A situação da Renault é, de fato, decepcionante: Hulkenberg, que era sétimo com 22 pontos, empatado com ninguém menos que Alonso, em 2018; em 2019, amarga 6 miseráveis pontos.


E sobre Räikkönen? Ainda que esteja tirando leite de pedra na Alfa Romeo, passar de 30 para 12 pontos, deve ser frustrante. Mas, no fim das contas, está bem ok, tendo em vista seu companheiro de equipe.
É esse um dos pontos: Acabamos nos contentando com mesquinharias. Ficamos felizes com o fato de um piloto ou outro poder dar um show nas corridas, ainda que seja um sexto, um sétimo lugar, uma ultrapassagem bonita ou marcar o seu primeiro ponto. 
Além disso, aquela resiliência que acaba surgindo, de aceitarmos o campeão mundial e ficarmos na expectativa a respeito do segundo ou terceiro colocado. Isso é, degradante. Principalmente pois, o segundo, o terceiro colocado, ninguém se lembra. (O mundo é só dos vencedores. Mesmo quando são os lacradores...)

E é isso que a "nova" F1 vende de entretenimento, não mais esporte. É nessas pequenas parcelas miúdas e insuficientes, que faz com que muitos de nós, ainda dedique umas horas do dia para saber como foi ou está sendo as corridas. 


Fim de semana chegando, depois de um com feriado prolongado... Como portaremos com o capítulo 4 da nossa novelinha chata, mas que somos viciados desde que a gente se entende por gente?
Eu estarei com muito trabalho, inclusive no fim de semana. No domingo, não vou ver o Baku. Vou ver Vingadores...  


Mais tarde, devo assistir Game of Thrones, embora eu já saiba alguns spoilers e não faça questão da série... 
Mas é certo, que a corrida, eu só vou ver, em gravação, pois assim, eu passo para frente, e em 10 minutos, me inteiro de seu conteúdo, mais óbvio que 2 + 2 são 4.

Aguardo comentários de vocês, sobre a corrida que está por vir. Peço desculpas pelo sumiço: apenas muito trabalho.
Continuaremos por aqui e pela página do Facebook, para troca de ideias. 
Abraços mega afáveis à todos e todas!

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Novelinha da F1 - Capítulo 3: GP Chinês

O GP Chinês seria (ou deveria) ser especial. Era a comemoração da corrida número 1000.
Eu até pensei: vou fazer umas contas de quantas mais ou menos eu já assisti/acompanhei... 
Preferi não. Tive duas razões para desistir: 
a) Devo ter "assistido" corridas em meus 3-5 anos, afinal, nasci em 1987. Passei a prestar mais atenção nelas com 10-11 anos e, a ficar viciada, com 14-15, época em que desejava cursar Engenharia Mecânica. 
b) O que importa quantas, dessas 1000, que eu tenha assistido?

A alternativa A indica que não saberia calcular as corridas, poderia ser mais ou menos o valor de todos esses anos, ou apenas de parte deles. 
A alternativa B foi a redentora para desistir. Não importa, não é mesmo?
O que salta aos olhos é que, não havia nada a se comemorar.
A categoria está num marasmo danado. Sim, eu particularmente acho um porre a hegemonia de um piloto só. Mas acho ainda mais porre quando esse "piloto" é pouco talentoso, oportunista e celebridade. 
Já sabem. Não vou contar essa história de novo.

O GP seria na China, um dos circuitos mais chatinhos que há no calendário. Pior: para a gente acompanhar, tem que sacrificar o nosso precioso sono. O cirquinho da F1 corta a nossa madrugada.
Na atual conjuntura, sejamos bem sinceros: vale a pena? 
Se não valia uns anos atrás, agora com as responsabilidades e muito o que fazer no trabalho, era óbvio que eu veria, quando muito, apenas o VT.

"Ver" é um verbo abusivo. Eu "ouvi", o VT da classificação. Enquanto passava, eu corrigia as questões fechadas das provas de meus alunos. Não sabia o que me deixou mais triste: a classificação da F1, ou as respostas erradas. 
Talvez a frustração tenha sido maior com os meus alunos. Ao menos deles, tinha a esperança de me surpreenderem positivamente. Já a F1, era uma básica derrota: Bottas poderia ter feito a pole, mas Ocon está sempre perto, e a pressão para o Bottas parar de "botar" as asas de fora, ia vir logo. E a Mercedes vai permitir disputinhas com o chorão do Hamilton enchendo o saco? Claro que era encenação! 
Mais um motivo para nem pensar em levantar de madrugada. Cansaço do trabalho, e a previsibilidade é redentora. Assim, "ouvi" a corrida, passando notas para uma tabelinha de pontos distribuídos no bimestre. 

E quanta bobagem ouvi nas nossas transmissões... Se lá, brota bobagem, o que esperar dos "anônimos" que acompanham a F1?
Ainda pouca gente percebeu, mas a novela está seguindo à moldes chatos o suficiente para pararmos de acompanhar. Deixar cair o ibope pode ser drástico, pois a TV pouco importam. 
Mas é fato que se fosse uma série da Netflix, já tinha sido cancelada. Afinla, tudo é plasticamente falso, e até na narração, a frase mais besta e fake surgiu: "tá bonita essa F1 esse ano" foi repetido várias vezes.
Tá mesmo? Putz, tô cegueta, então... Porque eu não vejo nadica de nada que encha os olhos na F1 hoje. 

Assim, o terceiro capítulo, que já não era mais tão esperado, murchou de vez. Fora alguns milagres, tipo Kimi na zona de pontuação com a Sauber, pelo menos uma Renault terminando a corrida com uns pontinhos, Vettel fazendo seu trabalho sem erros, todo o resto foi tão descartável quanto papel higiênico após o uso. Gostaram da comparação? Pesada? Bem, desculpem, mas foi proposital. 
Desagradável, mas não menos verdadeiro.

Não posso finalizar esse texto sem agradecer o apoio que tive, de amigos e colegas, para manter esse espaço. Um destaque especial: o meu muito obrigada para Robson, Carol Reis, Diogo e Carlos pelos comentários ricos e de força no post passado. Não tenho nada a acrescentar ao que disseram. Fiquei bem feliz em saber que não sou a única a pensar dessa forma.  

Continuarei com os posts sim, farei meu melhor e mais divertido possível, derrubando a alegria de quem achou que ficaria livre dos meus textos "reclamões" aqui neste espaço.
Vamos que vamos! Vocês terão ainda um pouco da Manu ranzinza! ;) 

No mais, comentem a corrida 1000. Me digam o que acharam...!
Fico por aqui e aviso que logo posto algumas fotos comentadas para fazer umas piadinhas. 
Abraços afáveis!

terça-feira, 9 de abril de 2019

Novelinha da F1 - Capítulo 2: GP do Barein

Olá a todos e todas. 
Creio que nesse momento vocês devem estar pensando: "Ah, A Manu está com síndrome de Rubinho, agora... Que desespero!" 
Atrasei o post quase duas semanas, certo?
É... Eu sei.

Dei uma de louca no domingo, logo depois do GP do Barein. Essa surtada básica aconteceu no Twitter. Primeiro, depois de uma sequencia de notícias, tuítes e comentários que li e ouvi, dei aquela avisada que não teria post sobre o GP no blog. Motivo:


A questão estava numa perspectiva, talvez besta, mas levada muito à sério por mim: existe muita gente para palpitar a F1, como se ela fosse caso de utilidade pública. Existe poucos que levam as coisas do "esporte" na brincadeira. 
O pessoal que discute, como brincadeira a F1, nas redes sociais, fazendo altas zoações, faz isso, para arrancar umas risadas. E a coisa é bem simples: É engraçado? Ria, curta, compartilhe. Se não achou que é engraçado, não ria, não compartilhe, nem curta. Deixa o cara ou a cara para lá. 

Até não me incomodo. Eu mesma faço umas graça (sem-graça) por aqui. O que torra a paciência da gente, que já é pouca, é os senhores e senhoras da seriedade, os donos das verdades, os sabichões. Esses, inclusive, vão lá na página do humor, bater boca. Esses, dão risada, daquilo que não tem graça. Esses, alargam threads no Twitter para defender um piloto, criar teorias das conspirações e dizer que "ama F1". 
A gente também faz isso? Faz. Mas a gente nem entra na discussão do outro. Eu pelo menos, não mais. Creio que vocês também evitam. E sabem porquê? Porque esse lance de "colonizar" o outro é feio para cacete! Não temos mais tempo nem idade para isso. 
Na boa: Será que esse pessoal ama mesmo aquela pataquada, lá? Ou quer só encher o saco?
Eu sei que no post anterior eu até disse que ia ser menos ranzinza, mas dá para não ser?
Poxa, que circo! Que sentimento mais bosta (desculpem os sensíveis) é você estar vendo uma corrida, poder contar com a chance de ver uma coisa interessante acontecendo, e tudo dar errado em questão de poucas voltas. Aí as redes sociais, que eu preciso parar de usar, faz a gente ficar mais "full pistola" com gente brotando do nada, rindo da rodada do Vettel, depois sumindo por conta e risco. E mais: Gente desesperada pelo quase abandono do Leclerc e outro pessoal rindo do desespero alheio. 
Gente discutindo a sexualidade das borboletas pretas e amarelas da Renault com seu duplo abandono...
Ninguém sacou que a situação não era de riso. Em nenhum dos três casos, em nenhum dos momentos não mencionados. 
Ninguém se deu o trabalho de arregalar o maior problema dos 4 últimos anos dessa F1: que qualquer idiota que tenha um carro da Mercedes ao seu dispor, vence uma corrida e eles, conseguem uma dobradinha. Uma mandinga braba. Um sorriso de lado do chefe da equipe, indicava a tranquilidade de que tudo estava nos eixos. 
Eu brinco sim, que a F1 virou novela, mas me diga se não parece que tem roteirista por trás, arquitetando maquiavelicamente um jeitão de "dar emoção"?

O título da postagem deveria ser: "O capítulo que me deixou muito p&%$..."
Não deu para "shippar" ninguém, não tive forças para ficar triste pelo mocinho que se ferrou, não ri da piada que aconteceu, não gostei no final, detestei os comentários. 

Aí veio aquela de "Hamilton gentleman, consolando Leclerc..", e "Vettel nunca foi talentoso... É um arregão". E o 1º de abril era só na segunda. Não estava nada fácil. Eu até acho que quando é série ou novela, você tem esse misto de sentimentos, mas no esporte? Sei lá... 
Confesso que quando eu lancei um segundo tuíte sobre o assunto de escrever aqui neste espaço sobre F1, eu nem prestei atenção na data da mentira. Uma que tinha tanta gente caindo ou pregando mentiras bizarras, que parecia um dia normal, dada a quantidade de fake news que há em todos os portais hoje em dia. 
Mas... é, foi no dia 1º de abril que eu postei isso, mas eu falava sério:


Pode parecer que eu queira bajulação. Não é nada disso. Embora eu agradeça ao Diogo pelo apoio, que talvez seja o mesmo apoio de alguns de vocês. 
A questão é que, passou a não ser mais tão divertido. Sobressai sentimentos que nem sei se são vantajosos. Uma é a sensação de estar sendo enganada e outra é a certeza de estar perdendo meu tempo. 
De que adianta ficar aqui, que nem uma senhorinha caquética, reclamando que não viu graça na corrida, que quando estava bom tudo ruiu e que tem maluco comentando o "esporte" e com isso tem me tirado do sério?

Três dias depois desse momento "sincerão" no Twitter eu li os comentários da minha última postagem e senti que, talvez eu ainda pudesse continuar mais um pouco, desde que me sentisse motivada para isso. E logo em seguida li essa reportagem: Vettel ameaça sair da F1 após 2020: “é mais um show que um esporte”.

O que para muitos de vocês deve ter sido um grande chororô a declaração do Vettel, para mim foi um arrebatamento. Tive grande compaixão por ele, especialmente depois de domingo e depois de como a imprensa italiana reagiu com Vettel.
Eu sei que os tifosi são impiedosos. Mas não vi razão para todo mundo ser, também. 
Eu não sei se o Vettel está perdendo o talento, se nunca teve ou se está só sendo pressionado a fazer burradas em nome do espetáculo. Mas eu posso dizer o que eu acho. Vettel é, hoje o cara mais detestado da F1. Talvez até mais que o Verstappen e, muito possivelmente, com muito menos razão que o holandês arrojado. Porque ele é detestado? Não sei. Hoje em dia, a turminha da lacração gosta de umas coisas estranhas e detesta umas que não faz sentido algum. Os tradicionalistas sempre procuraram um para pintar de vilão e poder descer a lenha da crítica sem dó, nem piedade. Juntou o inútil ao detestável e esse é o resultado. Ele é odiado. Os apelidos, dos mais meigos aos mais pesados, estão na boca (e nos "dedinhos digitantes") de muitos comentaristas e palpiteiros.
Muitas vezes eu decidi certas coisas sobre a F1, pelo lado do cara criticado. As vezes, eu observei os pontos da situação, considerei os não visíveis e "puff", como se fosse um passe de mágica, eu completei um raciocínio. 
Foi assim que fiz, talvez 80% dos meus textos entre treinos e corridas, além de testes, polêmicas, declarações e comemorações de pilotos e equipes. 
É impossível saber se eu estou ou não errada, nas coisas que publico. Mas que, quando vejo uma declaração, como essa do Vettel, percebo que, totalmente enganada, provavelmente não estou. 

Antes de arremessar as pedras nele, peço que ponderem. Hamilton, quando Vettel vencia todas, também reclamou da F1 naquele estágio de hegemonia. 
Quando ele passou a ser o primeiro em tudo, ele nunca soltou uma nota de reclamação sobre a falta de competitividade. 
Lembrem-se também que, se Vettel nunca teve talento, é de se surpreender que ele tenha conquistado os seus 4 títulos na presença de 5 campeões mundiais, com pelo menos um deles em uma equipe grande. "Ah, mas ele tinha o Webber de companheiro". E Hamilton teve Rosberg, e que fim levou? Agora tem Bottas, que saiu de touro indomável para cordeirinho pimpão de uma corrida para outra. 

Tenho trabalhado muito. Mas vou reconsiderar a decisão para a milésima corrida de F1. É na China, e isso não é bem a motivação que eu precisava. Na realidade, não há motivação nenhuma, a não ser vocês, que ainda gastam tempo a ler os meus devaneios. Espero ter tempo semana que vem, e espirituosidade para escrever um texto na segunda e brincar com algumas fotos, na terça. Caso o tempo esteja curto, pelo menos uma notinha sairá.

Agradeço sempre, os comentários e recados de todos. São muito importantes, de verdade!
Abraços afáveis!




sexta-feira, 29 de março de 2019

F1 2019: Fim de semana de novo...

"Fim de semana de novo... E eu tô no meu do povo..."
Não. Eu não estou no meio do povo - quem nem aquela música do Zezé de Camargo, do Leonardo, ou sei lá que sertanejo que canta esse "trem". 
Fato é, sou mineira, mas não sou dos sertanejos. 


Fim de semana de novo. E ainda tem gente falando que o ano está passando devagar. Meu! Estamos já no fim de março!! Comoéquepode?? Está ruim, certamente. Mas, deve estar sendo bom para alguém. Isso é relativo. Ou vai me falar que Einstein estava errado?

Enfim. Como nem todos os meus fins de semanas estão bons, inclusive, muitos deles, estão péssimos, fazendo eu preferir os dias das semanas, mesmo com um monte de stress e trabalho de professora cobrando seus prazos, havia lacunas neles que só deixavam os sabadinhos e dominguinhos mais chatos que militante de esquerda no Twitter. Uma delas, é a falta da NFL. A outra é a pausa do vício mor, a F1.

Fim de semana de novo e já vamos para a segunda e enfadonha etapa da temporada, conhecida oficialmente como "GP do Barein".
Se Austrália foi um saco, o que esperar desse GP que, algumas vezes revelou-se descartável do calendário? Nos últimos anos até que mostrou umas emoçõezinhas aqui e ali, mas nada grandioso, arrebatador.

Fim de semana de novo, que vou ter à disposição um treino e uma corrida, nos horários de gente: dessa vez, não vai ser gravado ou acompanharei por VT... 


...Vai sim! A bestona aqui está escalada para trabalhar até 11:30 no sábado. O treino, ao vivo, foi para o saco!

Está mais na cara que nariz que, pelo menos, eu não vou estar reclamando do resultado chato, marcado e previsível ao vivo. Vou esperar uns minutinhos, ou uns minutões, para ver algum óbvio resultado e reclamar muito mais tarde.
Se reclamar na hora, não resolve, que dirá, depois de muito tempo do ocorrido? Nota mental: lembrar disso para me portar racionalmente e ser menos ranzinza
Talvez, o cansaço terá seu valor prático: posso simplesmente ver o VT de forma letárgica. E isso, para muitos de nós, pode nem acontecer devido ao cansaço físico, do trabalho. É muito comum encontrar um cansaço mental com o "esporte" entre os adeptos.

Brinquei nos posts anteriores. Sim, a F1 não é mais esporte. Chamei de novela, estou considerando ser uma "soap opera" para dar um ar mais requintado. Está quase uma "sitcom", daquelas com risadas "fakes" gravadas ao fundo. 
Tudo ali, soa falso e sem sentido. Seguimos assistindo por mera falta do que mais fazer. Nossa dose de futilidade dos fins de semana. Nosso pequeno "café visual". Só que esse café é aquele de má qualidade. Nada daquele tipo de grãos selecionados e torrados com cuidado, nem aqueles cafés com misturas requintadas... os tais cafés gourmets. Relaxem, é só um café torrado, de grãos colhidos por máquinas e moídos junto com palhas e folhas sem nenhuma separação. 

O que queremos então, já que a gente não pode ter um café gourmet? Saber quais os mitos cairão já nessa segunda etapa:

a) o Mito do Bottas campeão "badass" de 2019;
b) o Mito da "Manselização" do Vettel;
c) o Mito do Mito Hamilton;
d) o Mito do "Deficiente" Kubica (nas palavras de Jacques Villeneuve);
e) o Mito do "Salvador" Leclerc;
f) o Mito do "Ame/Odeie" Verstappen e etc.

Talvez nenhuma delas caia ainda. Estamos só no segundo capítulo da novela. Se der tudo certo com a produção, vão nos segurar até o fim, e vai ser que nem está sendo com o Game of Thrones, só que sem dragões, sexo e mortes de personagens que a gente se apegou.
Ou, também, novos mitos surgirão, para acabar com as letras do alfabeto.
As teorias de quem é o duas-caras, quem é o bonzinho, e quem é o vilãozinho e por fim, quem vai "sentar no trono de ferro" da F1 já começaram. Ou aqueles tópicos ali são todos viagem minha?
Não, né? Já estou à postos para saber, quais os novos mitos surgirão. Vou canalizar essa diversão para isso.

Fim de semana de novo. Com trabalho e acordar cedo. E também com F1. No Barein. 


Deus nos ajude e nos dê paciência. Vamos precisar...!

Abraços afáveis!