quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

F1 2018: O que poderia ter acontecido, o que aconteceu e que fim levará (Parte 1)

Não mais tarde, venho com meu "balanço" pouco equilibrado e recheado de alguns achismos (movidos pela emoção, provavelmente) da Temporada da F1.
Apesar do atraso, é um momento relativamente propício. Posso acrescentar coisas que ocorreram ao FIA Gala deste ano rsrsrsrs...

Vamos? Começamos com o fim da tabela, na parte 1. 



Sirotkin não veio com nenhuma pompa, apesar da balbúrdia causada pela imprensa brasileira a respeito de quem seria companheiro de Lance Stroll, já que o Felipe Massa tinha se aposentado pela segunda vez e nós agora, esperávamos ser a última. Acho que muita gente saberia falar mais sobre o russo do que eu. Sinceramente, não prestei atenção no cara. Talvez por isso, ele esteja em último na tabela: não tinha mesmo o que prestar atenção.

☺ O que poderia ter acontecido: Poderia ser que Sergey, fosse muito bom, a ponto de conseguir fazer bastante pela equipe Williams, que estava no ápice destrato neste ano de 2018. Além disso, calaria umas boquinhas da imprensa dita especializada, daqui. E também, especialmente, aqueles que achavam que era por conta de Massa que a Williams tinha ainda uma vida ativa. 
► O que aconteceu: Não ajudou a equipe, ficou muito abaixo do que poderia se esperar de um piloto que possa ser pelo menos considerado pela categoria em todas as classificações e teve uma temporada pífia. Terminou com um ponto o carro 35 do grid, tendo então 3 abandonos, e o melhor resultado, um 11º lugar no GP de Monza que se converteu em 10º após a desclassificação de Romain Grosjean. 
↔ Que fim levará: No meio da temporada mais ou menos, negociações pairavam sobre novos pilotos para a equipe Williams. Assim que ficou bastante claro que a equipe pega os restolhos da Mercedes, em meados de outubro que um dos jovens pilotos da "Suprema", veio a confirmação de George Russell para uma das vagas. Então, Siroktin em tese, sem vaga na F1 e sem sombra do que fará no ano de 2019.

Já o Hartley, esperava-se bastante dele. A equipe Toro Rosso demonstra já a algum tempo, uma equipe de treino de pilotos para elevar a Red Bull e serem boas surpresas nos anos seguintes. Neste ano, não foi bem assim, no geral, assim como a sua "chefa", RBR, também enfrentaram problemas. 

☺ O que poderia ter acontecido: Poderia ter atendido as expectativas e poderia ter obtido mais sorte com a configuração do carro em 2018. Mas, pelo visto, o mar não estava para peixe para a STR...
► O que aconteceu: Muitos abandonos, uma sobreposição do companheiro mais jovem, Gasly, e um término pouco notável de 4 pontos na classificação geral, penúltimo lugar e mais abandonos (no total  de 5) que pontos. Melhor final de corrida de Hartley foi no GP dos EUA, ficando em nono.  
↔ Que fim levará: Na segunda metade da temporada, havia uma notícia de que o Daniil Kvyat retornaria a equipe em 2019. A disputa da outra vaga pairava entre Hartley e Gasly. Em novembro, a equipe STR decidiu por Alexander Albon, que confesso para vocês que não sei nada sobre e vou me atualizar para os posts sobre a Temporada 2019, que devem acontecer entre fim de janeiro (assim que os carros forem sendo apresentados). Logo antes da primeira etapa, um post com as caretas velhas e novas e as expectativas dos mesmos. 



Stroll em seu segundo ano se provou tão descartável quanto uma toalha seca para limpar tênis cheio de barro. Intensificou-se que, o dinheiro manda e a F1, equipes e tudo o mais, obedece como criança em véspera de Natal.

☺ O que poderia ter acontecido: Lance poderia ter sido menos Hamilton no começo de carreira, e ter deixado o pai de lado das suas decisões e trabalho na F1. Ainda muito imaturo, um carro melhor na mão deste garoto, pode ser problemático. Não por ser sem talento. Até pode ter algum, mas parece, claramente que ele não está exercendo um ofício e sim, um hobby. E dos mais mal feitinhos...
O que aconteceu: Nada do que não se esperasse. Lance terminou a temporada à frente de uma Toro Rosso, talvez por muita sorte, já que não é melhor que Hartley, nem sob decreto de seu pai. 
Terminou o ano em 18º com 6 pontos, dois abandonos, e um oitavo lugar no GP do Azerbaijão para contar vantagem.
Que fim levará: Lance virou notícia no meio da temporada, por uma situação inusitada: a equipe Force India teve problemas financeiros e foi comprada pelo seu pai, Lawrence Stroll. Foi apenas uma questão de tempo para que fosse anunciado a sua vaga como um do pilotos da equipe. 
Com tanta gente boa, o dinheiro segue mandando mais nas vagas que o talento puro e nítido na categoria... (Putz, fiquei parecendo o Galvão agora... o.O) 

* Pausa dramática* 
Fechamos aqui, a última colocada no campeonato de construtores, a Williams. 
Muito mais aquém do que já foi a equipe um dia, ela enfrentou o pior tempo de sua crise. Vai para 2019 com George Russell e após a confirmação já sabida de Stroll na Force India (ou sei lá que nome vai ficar), anunciaram que finalmente vão usar Robert Kubica como piloto titular da equipe. 
Já conhecemos Kubica... Então, dispensa apresentações. O que dá para adiantar? Teremos um sem número de aulas sobre a pronúncia no sobrenome do polonês... Como se falar o nome das pessoas corretamente, fosse preponderante, já diria o Daniel Ricciardo... ¬¬' 
Fora isso, todos os detalhes sobre os movimentos de sua mão, é outro assunto que deve ser comentado em todas as corridas, sem sombra de dúvidas. Respiremos, irmãos e irmãs!
***

Marcus Ericsson, carro número nove, nunca chamou muito atenção desde que colocou os dois pesinhos na categoria. Assim sendo...

O que poderia ter acontecido: Poderia ter aproveitado de sua "experiência" na categoria, gastado o esforço, mesmo que a Sauber não fosse detentora de um senhor carro. Deveria, e teria mais chances de colocar a equipe em eixos melhores que as Williams e as McLarens.
O que aconteceu: Pode até ter ajudado a Sauber a ser melhor que a Williams (teve dois pontos a mais que os dois pilotos da Williams, somados), mas não superou a ainda defeituosa McLaren. A surpresa foi ter superado as Toro Rossos, mas não por sua conta.
Não usou de sua experiência, foi eclipsado totalmente pelo seu companheiro de equipe, o novato, Leclerc. Se retirou da corrida 4 vezes durante a temporada, fez 9 pontos - talvez para combinar com o número de seu carro - e o 9 não parou aí: deve ter comprado o nono lugar, pois este foi seu melhor resultado nos GPs do Barein, da Alemanha e do México.
Que fim levará: Em meados de setembro, foi definido outro titular da Sauber, Antonio Giovinazzi - italiano, ligado a Ferrari. As ligações que com a equipe não param por aí como veremos quando falarmos do companheiro de Ericsson em 2018. O sueco, foi rebaixado à terceiro piloto. Ruim, mas ainda está bom, pelo resultado murcho comparado ao revelação Leclerc. 





Vandoorne estaria no seu segundo ano, num perrengue danado que era a McLaren. Se não bastasse, era o segundo ano como titular, que tinha seus resultados sendo comparados aos de ninguém menos que Fernando Alonso.
O que poderia ter acontecido: Vandoorne tem, aparentemente, uma fibra muito maior que Stroll, Ericsson e, ouso dizer, Ocon e Sainz Jr.. Mas as circunstâncias eram tais na McLaren que a boa esperança não tardou a ser aniquilada, logo no começo da temporada. 
O que aconteceu: A McLaren perdeu rendimento, ou ele é bom mas não o suficiente para essa equipe, e logo depois do GP da Espanha, Vandoorne foi vendo a corrida de meio de grid, mas aquele meio que não marca pontos, ou seja, do décimo para baixo. Teve apenas dois abandonos, que comparados no ano anterior era saldo positivo. Mas seu melhor resultado foram miseráveis oitavos lugares no Barein e no México. Terminou o ano com 12 pontos. 
Que fim levará: No meio do ano, seu companheiro de equipe jogou a toalha. Aparentemente, ele teria um novo companheiro, e talvez uma segunda chance... A equipe decidiu substituir Alonso por  um piloto que não tem graça e chutou Vandoorne preferindo um jovenzinho chamado Lando Norris. 
Não é de hoje que a McLaren faz escolhas altamente duvidosas.

Gasly ao meu ver, chegou com os mesmo propósito de seu companheiro, Hartley. Se espera que a STR nos dê pilotos que sejam mais do que apenas boas carinhas no paddock. Ele no caso, tinha um pouco mais que o companheiro, já que tinha substituído Kvyat em 2017 depois de uma situação enrolada. Conhecendo a equipe, teria um andar a mais que Hartley.

☺ O que poderia ter acontecido: a equipe tinha em 2018 bons pilotos para desenvolverem e serem substitutos caso alguém da RBR saísse para melhores contratos. O que houve foi pouca apresentação de ambos titulares. Gasly deveria, por ser mais jovem, mostrar mais dificuldades com o carro motor Honda, mas na verdade, tinha mais chances de superar, por conta de conhecer a casa. 
► O que aconteceu: Superou fortemente Hartley e foi bem sucedido nesse ponto de usar a experiência a seu favor. Conseguiu superar todas a Williams (não era difícil), uma McLaren e uma Sauber e ainda, o companheiro. Terminou o ano com um saldo relativamente melhor que os anteriores: 29 pontos, 5 abandonos, e um quarto lugar no GP do Barein. 
↔ Que fim levará: Como se espera, a STR manda seu melhor piloto para a RBR, caso haja vaga solta. Gasly correrá de RBR, tendo um upgrade no cargo. Substituirá Daniel Ricciardo. A STR já havia definido o retorno de Kvyat em meados de setembro e logo que Gasly foi anunciado para a Red Bull, eles definiram Alexander Albon, como dito anteriormente. 

*Pausa dramática*
A Toro Rosso acabou terminando o ano com 33 pontos, e em penúltimo lugar, só superando a Williams. Essa foi um surpresa, embora soubéssemos que motor Honda era instável. Ainda assim, foi decepcionante. Vai para 2019, precisando sacudir a poeira, com uma novidade no seu quadro de pilotos. 
***



Romain Grosjean, autor de muita discórdia, perseguido mais que doce em Halloween, ganhou meu afeto. Ele erra bastante, mas não é muito mais obtuso que alguns que ganharam fama de talentosos. Além disso, todo pisoteado na F1 pode não ter razão de ser. E quem merece, só colhe elogios. Vai saber?! Prefiro não arriscar a jogar pedra.

O que poderia ter acontecido: A Haas é uma equipe relativamente nova que não é tão ruim assim. Grosjean tem experiência na categoria, já andou de Lotus, num bom tempo que era uma equipe que disputava pontos importantes em 2012. Seria vantajoso que ele protagonizasse melhores posições e corridas. 
► O que aconteceu: Sua melhor posição foi um quarto lugar no GP da Áustria, e terminou o ano em 14º lugar com apenas 37 pontos. Ajudou, com esse número, uma boa posição para a equipe no campeonato de construtores, mas, foi só. Nem sequer se aproximou de seu companheiro de equipe, que terminou o ano em nono lugar. Não finalizou 5 corridas, e a única coisa que se equiparou com Magnussen foi que ambos foram desqualificados uma vez em 2018, no caso do Linguini Grosjean, foi no GP da Itália. Ele concluiu a corrida em sexto, mas devido o uso de um assoalho que não estava de acordo com o regulamento, perdeu os pontos. 
Que fim levará: Permanecerá na Haas em 2019, sendo companheiro mais um ano de Kevin Magnussen. Time que está ganhando, não se mexe. Achei prudente.

Eis que pouca gente poderia concordar, mas eu mesma, não tinha nenhuma expectativa com a Sauber, ainda mais com um debutante na F1. Charles Leclerc tinha pompa lá fora e eu pouco sabia sobre ele, confesso. 

O que poderia ter acontecido: Pela pompa, era de se esperar que ele tivesse um destaque, então, talvez para quem soubesse quem ele era, a expectativa fosse alta e que surpreendesse fortemente. Ele teria a chance de criar bastante experiência, para que, no futuro, tomasse uma vaga na Ferrari. O primeiro ano, poderia ser crucial para os demais em termos de maturação...
O que aconteceu: O oba-oba foi tão grande, que muita gente começou a dar como certo a sua contratação na Ferrari, mesmo sem saber como é que se daria. A questão é que a Ferrari flerta, mas nem sempre leva para casa, para tomar um café. Por razão do destino, eles foram obrigados a honrar uma promessa de Sergio Marchionne antes de morrer, feita à Leclerc e seu empresário - que mais uma vez, ferrou a vida de Kimi Raikkonen na equipe. 
Leclerc foi tão bem, que a transmissão em algumas corridas, não pararam nem por um minuto de falar seu nome. Ele ficou apenas 2 pontos à frente de Grosjean, terminando o ano em 13º, com 39 pontos, cinco abandonos e um sexto lugar no Azerbaijão. Pontuou em metade das corridas, e isso é e era um grande ganho para um novato, que não estava em equipe de ponta.
Que fim levará: Pode dar bastante trabalho para o futuro companheiro Sebastian Vettel, na Ferrari. Se minhas ideias estiverem corretas, Vettel está com a batata assando faz muito tempo, está resiliente e derrotado, perdeu seu melhor companheiro em anos, e vai enfrentar um garoto com muita sede ao pote. A questão é se Leclerc vai ser tão sagaz assim na Ferrari, cujo ambiente transforma dada a pressão grande que colocam em todo recém chegado. Ainda mais novinho assim... 

*Pausa dramática*
A Sauber fechou 2018 então em 8º lugar no campeonato de construtores. Ainda que seja notório ter terminado o ano a frente da STR com 48 pontos somados, boa parte do trabalho poderia ter sido apenas fruto do trabalho no Leclerc. Se houvesse um companheiro tão empenhado quanto, o saldo teria sido mais satisfatório. Pode ser que essa realidade se concretize no próximo ano. Pode ser até que dispute mais diretamente com a "nova" Force India. 
***






Esteban Ocon usufruiu de holofotes na F1 talvez do mesmo jeito em que esteve no ano de estreia. A expectativa é que, passado um ano, ele apresentasse mais resultado do que já tinha apresentado, e mais modéstia em disputas da pista. 2017 mostrou que ele era "galudo" o suficiente para peitar o Pérez, companheiro de equipe, em disputas pra lá de engraçadas, se não trágicas. 2018 ele provou, pelo menos para mim, que não sabe decidir quando e com quem deve arriscar ultrapassagens.

O que poderia ter acontecido: Poderia ter evoluído tão mais que 2017, que tirasse qualquer possibilidade de ter que ser submisso ao Pérez novamente. Que mostrasse certo talento de carne fresca que está cada vez mais difícil de achar na F1 - e fazer permanecer sem se desmantelar nos anos seguintes conforme a idade fosse se aproximando. Talvez até conseguisse vaga em equipe de ponta, caso, evoluíssem muito bem.
O que aconteceu: Fez o trivial, esperado e condizente com as possibilidades, mesmo com a equipe passando por problemas financeiros. Abandonou 5 vezes, teve 4 GPs em que terminou em sexto (seus melhores resultados no ano, mostrando certa consistência) mas acabou não superando Sergio Pérez, ficando com apenas 49 pontos e o décimo segundo lugar na classificação geral.
Que fim levará: Depois de fazer uma bela bobagem de disputar com Max Verstappen que era primeiro, e ele retardatário, a posição no GP do Brasil, mostrou-se impetuoso e irracional. A consequência foi um toque brusco, pois Ocon decidiu não tirar o pé ao invés de obedecer a bandeira azul e Hamilton passou a frente numa corrida que não merecia ter vencido. Já havia uma história de interesse por parte da Mercedes em Ocon. Com essa, os olhinhos da equipe "Suprema" brilharam e eles chamaram Ocon para fazer testes, dando indícios de que pode ser piloto de testes, futuro contratado, talvez no lugar do capacho Bottas.
Apesar de discordar que Stroll tenha talento para ter um carro melhor, ou mesmo vaga na F1, foi merecido que Ocon tenha perdido a vaga para ele e a Force India (ou seja lá que nome usará ano que vem) tenha permanecido com Sergio Pérez. Reiterando que não gosto de nenhum dos três, mas Ocon foi petulante sim, desmedido e pelo visto, visava ligações com a Mercedes, já que foi confirmado que será piloto reserva dela.

O aposentado do ano, Fernando Alonso, entrava 2018 já um tanto recluso. Esperava-se mais da equipe, mas suas esperanças vinham em saquinho de filó. 

O que poderia ter acontecido: A McLaren, ao deixar o motor Honda poderia melhorar a ponto de renovas as expectativas de Alonso para tentar mais outros anos a ter mais um pouco de protagonismo na categoria.
O que aconteceu: A McLaren melhorou, mas Alonso já não tinha mais gasolina no tanque, literalmente. Muita gente contra, muita gente a virar a cara, tornou tudo muito complicado para ele. Talvez, tudo que ele tenha feito na carreira, tenha sido completamente certo. Eu não teria feito diferente, se tivesse o talento que ele tem. Mas, como no mundo, toda resposta é binária, o Alonso se tornou persona não grata nas equipes de ponta. (Um fim que pode ser o mesmo de Sebastian Vettel, muito em breve.)
Tornando o impossível, possível, ainda que à muito custo e com doses altas de pessimismo, Alonso decidiu no meio do ano aposentar-se da F1, quase aproximando-se da sua melhor pontuação desde que saiu da Ferrari (em 2016 ele fez 54 pontos, e era seu segundo ano na Mclaren). Terminou o ano em 11º, com 50 pontos, 6 abandonos, e o melhor resultado, um quinto lugar no GP da Austrália. 
Que fim levará: Com Ocons, Strolls, Ericssons e afins, tendo vagas, ainda que de terceiros pilotos ou comprando vagas na F1, e um dos melhores (quer queira ou não) a passar pela categoria nos últimos anos, deixa o lugar mais por picuinha e má vontade do que por consequência certa de falta de rendimento é meio revoltante. 
Ainda não se sabe ao certo o que Alonso fará, mas tem sua marca na categoria e fará bastante falta, nem que seja para ouvir seus sarcásticos rádios. (E será que volta, como Schumacher, Raikkonen e Kubica? )
Foi substituído na McLaren por outro espanhol Carlos Sainz Jr., agora, ex Renault... Para quem torce pela McLaren, acho que devo desejar meus pêsames. Pode vir muito sofrimento por aí (se já não sofreram o suficiente).

Peço licença para fazer um balanço do fim de carreira na F1 para Alonso: Foram 17 anos de F1, 1899 pontos, campeão mundial em 2005 e 2006, vice em 2010, 2012 e 2013. Vinte e duas pole spositions, 32 vitórias, 97 pódios. Bons números, que custaram bastante suor e foco.

*Pausa dramática*
A McLaren acabou o ano ainda à frente da Force India, com menos pontos (os que tinham adquirido antes da troca do nome e venda foram subtraídos). Ficaram em sexto lugar no campeonato de construtores, somando 62 pontos no total. A equipe vai para 2019 renovada em pilotos: Terá Lando Norris e Carlos Sainz Jr. 
Como diz Silvio Santos: "Aguardeemmm"...
***

Finalizo essa primeira parte por aqui. Semana que vem, posto os demais, apenas para não ficar carregado de textão para lerem. Combinados? Comentem e palpitem sobre essas figuras que já postei.
Até a parte 2; bom resto de semana a todos!
Abraços afáveis!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Os tombos de dezembro

Para finalizar comentários sobre a temporada de F1 2018, decidi fazer um post que poderia ser longo, mas era a ideia que eu tinha. (Ele ainda virá, como um dos posts de fim de ano).
Estava para desistir, confesso. Questões particulares indiciavam duas coisas: uma que, talvez, em 2019, eu não tivesse mais tempo para o blog e eu estava protelando esse aviso. Duas que, eu até poderia ter tempo para ele, mas seria exatamente, ou até pior, que 2018. 

Acham que dezembro o pior é ganhar presente de Natal ruim, ter briga na família ou engordar com as comidas? Bobagem.
Antes mesmo do começo de dezembro, tomei outra rasteira da vida, numa dor potencializada do que a que tomei em 2017. Se no ano passado, eu montei num cavalo, no meio do caminho, disseram que o cavalo estava doente e precisava fazer um tratamento. Em dezembro a notícia que veio era de que o cavalo não resistiu. Tive que procurar outro e isso demandou tempo.
Em 2018 montei em um cavalo novo. Arredio e desconfiado. A dedicação para que ele me aceitasse, foi em vão. Ele se cansou de mim. Avisou uma vez. Na segunda vez, ele me derrubou e ainda me deu um coice, bem na cara.

Do que raios estou falando? Bem, vou explicar, embora, vocês não tenham nada com isso.
Em 2017 eu terminei meu mestrado. Redigi um projeto de pesquisa juntamente com a dissertação, o que acarretou um bolo de ideias mau organizadas num arquivo de mais de 20 páginas. Por sorte, tive um orientador (não sei se era tão sorte assim), que me ajudou a ordenar as ideias desconexas, enquanto eu fechava as pontas para a defesa da dissertação. Projeto feito, bem escrito, organizado, entrei em agosto, com uma prova de espanhol para fazer e uma inscrição de doutorado em História feita.

A pressão veio, na medida que passar no exame de proficiência em uma língua estrangeira no programa PROFLIN da Universidade Federal de Uberlândia, é obscuro. Professores de inglês não passam. Já pessoas que nunca fizeram mais do que o básico do idioma nas escolas, passam. O cirtério é totalmente desregrado, seja lá qual for o idioma. Além disso é cobrado uma taxa de 80 reais para as provas. 
Eu, com diploma em curso inglês avançado concluído, fiz a prova em 2013, não passei e protelei em um maldito ano, a entrada no mestrado da História. Um dos únicos cursos de pós graduação que exigia o certificado de proficiência junto com a inscrição, e não, ao longo do processo de pesquisa da pós, como em outros cursos, como alguns das áreas exatas.

A UFU é um microcosmo do que são universidades públicas no Brasil, penso eu. Um lugar em que se empunha a bandeira de transformação social, mas que na verdade, segrega absurdamente quem não faz parte do "nicho" deles. Exigindo um idioma diferente do seu na pós da História, já era, absolutamente, uma grande triagem. Oferecia-se muitas vagas, mas, já se avaliava mesmo antes de se inscreveram. O que mais revolta, não é essa seleção acadêmica de conhecimentos. Acho absolutamente certo isso, inclusive. Eu ficava com um pé atrás com a exigência já na inscrição, afinal outros programas, se exigiam, exigiam o conhecimento da área, e não terceirizavam a prova do segundo (ou terceiro) idioma. Assim sendo, tinham um controle interno mais propício para a a área afim. 
A História não. Jogavam (e jogam) na mão do pessoal da Linguística, a responsabilidade de avaliar o seu próprio (futuro) aluno. Pior, faziam essa exigência, mas seus próprios docentes se negavam saber outro idioma, se negavam a ler obras nos idiomas originais. Nada ou pouquíssimo do que não fosse traduzido, tinha relevância na graduação. Porque exigir isso, de seus futuros pós graduandos? Contraditoriamente, era assim que eles fingiam (e fingem) demência e pinçavam alunos.

Na Linguística, como disse, alguns alunos faziam o curso do idioma solicitado e não se aproximavam da nota de corte. Professores do idioma, e até pessoas que viveram na França, nos EUA, na Espanha... Chegavam lá, reclamavam de uma prova mal feita, e iam para casa sem terem passado. Eu fui uma delas, lá em 2013. Passei um ano estudando para o mestrado, lendo todos os textos que deveria ter conhecido na graduação (outra coisa errada da História - se exige textos que não são dados como base pelo corpo docente, na graduação. Que formação é essa, afinal?). Repeti a prova na segunda vez, no ano seguinte, em 2014. Tirei 6,9. Pelo menos, acima da nota de corte. Apresentei o certificado no processo seletivo e foi deferido.

Havia prova no processo do Mestrado em História. Tirei a maior nota da minha linha de pesquisa.  Da geral eu era a terceira melhor nota de mais de 50 inscritos. Fechei o projeto, nota máxima.
Mas era preciso pinçar alunos de novo. Pinçariam na entrevista, com os professores da linha de pesquisa. Então enfrentei quatro professores, dois conscientes do meu conhecimento. Dois queriam "causar". Ganhei nota 13,5 em 15 pontos. Perdi a bolsa para os orientados dos dois que quiseram pinçar entre os concorrentes.
Resumo: bolsa ali, era só para os alunos dos grandes professores. Mesmo que eles tenham sido obtusos na prova, mesmo que eles sejam obtusos.
Que se foda você que sabe o conteúdo e seu projeto é interessante, academicamente cheio de teorias. Não queremos você. Não fomos com a sua cara, você se aliou a rivais acadêmicos, Você diz coisas com muita petulância. Você sabe demais... 
Fiz 2 anos de curso, vendo os colegas que receberam a bolsa, passearem na Europa com dinheiro público, sendo que suas pesquisas, não necessitava das viagens. Vi colegas se gabarem de pesquisarem o que seus orientadores ofereceram para eles. Nem vou dizer o que acho desse tipo de gente.

Tive um custo alto por ficar 2 anos assim. Sacrifiquei pelo bem do título de mestre. Fiquei na minha, ainda que revoltada. Era necessário me calar para poder não ser calada.
Enquanto isso, tomei bordoada de orientador. E muita. Eu não sabia o que tinha acontecido, mas ele, não via mais que eu pudesse ser capaz de desenvolver minha pesquisa. Tivemos falha de comunicação. No começo de 2017, chorei em mais de uma vez, em cima do teclado do computador. Ficava muda, quando o orientador me ligava e me dava esporro. Tinha se passado dois anos, e eu estava com um trabalho na mão que, e do jeito que ele me tratava, parecia que tinha feito um trabalho ridículo.
Ele colocou panos quentes, toda vez que eu era dura com ele, porém era meio claro que aos seus olhos, eu falhei. Defendi e para os avaliadores, não tive gravidade. Embora não fosse uma grande maravilha, foi elogiado. 
Nesse meio tempo eu não tive muitas horas para pensar no que ia fazer depois. Eu não tinha tempo de fazer um projeto descente, então ele, depois de apagar o incêndio da defesa, aceitou em me ajudar a organizar aquele projeto que eu tinha redigido. 

Eu havia me precavido em 2017, procurado fazer a prova de espanhol com antecedência. Gastei 80 notas, para não passar na prova. Só conseguiria uma segunda chance, caso no edital do doutorado tivesse a inscrição em setembro, quando o resultado das provas de proficiência já tivessem sido divulgadas. Mesmo com os problemas do fim do mestrado, arrisquei fazer mais uma pesquisa. Dessa vez, a comunicação ia ter de ser mais clara.

Estranhamente o edital saiu e indicava que as inscrições seriam muito cedo, em agosto. Eu não ia entrar de novo, por conta de uma palhaçada avaliativa na prova de espanhol no começo do ano.
Está certo que eu não domino espanhol, mas eu tinha um dicionário do meu lado, e eu, que eu saiba, sei interpretar textos. 
Por sorte (será??), poderia ser entregue os certificados dos exames de proficiência junto com os documentos do currículo. Acho que algum bom samaritano do curso de História, percebeu que, sendo agosto, ia prejudicar quem fez a prova de línguas, no segundo semestre. 
Ou assim eu pensava...

Na real, depois das inscrições saiu a nota que dava conta de que CAPES - órgão de fomento das universidades e pesquisas - tinha avaliado o curso de pós graduação da História UFU com notas 3 para mestrado e 2 para doutorado. Essa nota acarretava um "descredenciamento" do doutorado em História na instituição. Motivos? Vários, inclusive o mais graves: evasão de professores e desequilíbrio na produção dos mesmos. 
Meu coração ficou do tamanho de uma noz. Era por isso que adiantaram as inscrições, para forçar a CAPES a aceitar a última turma que estava sendo selecionada, pois já haviam sido avisados do possível descredenciamento.
Eu sabia que eles já tinham sido avisados, pois, um dos aproveitadores da minha bolsa, causou confusão na nossa turma de mestrado 2015, mandando o pessoal cobrar de seus orientadores, muita produção, pois, em breve, teríamos a nota e ia cair o conceito caso o pessoal não passasse a trabalhar enquanto docente e pesquisador. "A nota vai cair, e nós seremos os prejudicados, pois eles recebem e não fazem!!"
Eu tinha raiva do cara, que usou de meios escusos para ficar um mês na Espanha assistindo jogos in loco do Barcelona, fora as outras falcatruas que ele fazia por ter costa quente. Achei que ele estava "vomitando" abobrinhas, que não aconteceriam. Básico: terrorismo.
Inocência a minha...

Em dezembro, o relatório para revogar a nota da CAPES, teria uma resposta do órgão. A resposta era clara: nota 2, e automático descredenciamento do curso de doutorado em História. Não se convenceram...
O processo seletivo que estava em suspenso, foi cancelado. Sem mais explicações, tiraram, em uma semana, do site, todas as informações sobre doutoramento. 
Fiquei a ver navios, especialmente pois, meu orientador não me dava nenhuma indicação de ir para outro programa, em outra cidade que fosse. Literalmente, ele - pelos motivos dele que jamais saberei - me deu as costas.

Passei um fim de 2017 horrível. Peguei aulas de professora substituta em setembro, para ter $ e para criar experiência. Fui humilhada pelo administrativo e pelo corpo docente da tal escola. Ouvi professor de biologia dizer que não sabia o que vinha a ser "castração química".  Fui proibida de dizer para os alunos, que Zumbi dos Palmares tinha escravos no quilombo sob a justificativa de que "não queremos passar a mensagem errada para nossos alunos. Ele era um herói, e essa informação, muda as coisas". 
Na semana da Consciência Negra, costurei uma monte de coisas para os enfeites da escola que faria um monte de atividades. Trabalhei mesmo. Ajudei alunos, e avaliei eles ao mesmo tempo. Na apresentação, uma aluna chorou para mim, pois ela disse para a diretora que a escravidão sempre existiu e nem sempre foi uma questão racial. Ela mencionou que brancos já foram escravizados ao longo da história, por exemplo em Roma. A diretora disse para garota: "Você está errada, brancos nunca foram escravizados... Quem são as professoras que coordenaram seu grupo?" Enquanto isso, eu fiquei das 7hs ao 13hs, na escola, sem lanche, e com os alunos o tempo todo, dando assistência, enquanto os outros professores estavam vagando pela escola sem ajudar um infeliz. Em casa, minha mãe recebia visitas para o aniversário dela.
Na semana seguinte, no mural da escola, as duas professoras que dividiam comigo a orientação da turma, tinham seus nomes num cartaz de agradecimento. O meu, não estava lá. 

Haviam reuniões. Eu tinha de cumprir 20 min de reunião, pois tinha uma turma. Eu ficava em todas as reuniões até o fim, passando das duas horas de duração, ouvindo borracha de professor e funcionário, toda santa semana. Um dia que fui embora mais cedo, pois ia fazer exames de sangue no dia seguinte. Estava morrendo de fome e ia complicar o meu jejum. A pedagoga me repreendeu como se eu fosse criança: "Não vai embora não, mocinha. Te dou falta!"
E a coisa só complicava, Mudavam o horário, não me avisavam. Eu chegava para dar aula, não era a minha vez. Um babacão de educação física fez uma dessa comigo: Os alunos saindo da sala e ou olhando eles de fora. Ele chegou pra mim e disse, "é meu horário agora... professora!", com uma longa pausa e reforçando o jeito de dizer "professora". O sorriso nos lábios indicava cinismo.

Para quem não sabe, tenho 1,50m. Todo mundo acha que eu tenho entre 13-15 anos. Na escola, os docentes achavam verdadeiramente um absurdo que eu fosse professora. Havia um professor de geografia, que me via e falava sempre que havia oportunidade: "Como pode, isso não existe!"
Foram tristes dias. E eu engolia seco para não mandar todos à ....
Por isso em 2018, depois de perder nas designações, decidi fazer matérias como aluna especial na UFU. Por mais que seja uma instituição segregadora, eu ainda amava aquele lugar, o fato de estar estudando, de estar na biblioteca me agradava. Poderia até usar o tempo extra para estudar para o programa de pós da Literatura. Era menos complicado fazer o que gosta, mesmo quando pouca gente se interessa por isso. Geralmente, os detratores são invejosos e você o reconhece com mais facilidade. O isolamento existe, mas é fundamental para a pesquisa. É sofrido, mas gratificante... 

Assim o fiz. Me matriculei em duas disciplinas na Filosofia e fui fazendo contatos com professores de outras áreas. Encontrei uma professora ótima na Letras/Literatura. Fomos conversando ao longo do ano. Eu tinha um artigo pronto e pedi que ela corrigisse. Ela aceitou e publicamos juntas. A coisa fluía melhor que comparado ao meu antigo orientador, que é um excelente profissional, mas não via mais em mim, nada que lhe agradasse. Novamente não sei porque. Talvez ele leia (provavelmente não) esse texto. Mas quero que ele saiba que tenho estima pelo trabalho dele comigo, ainda que tenha sido insatisfatório.  
Tentei de todas as formas, até mesmo contatos profissionais fora da UFU, mas foi em vão. Por isso, me liguei  à professora da Literatura e segui a diante.

Não trabalhei. Sacrifiquei mais um ano pelo bem da pós no ano que vem. Meus planos eram que, com bolsa, teria depois do título, um jeito de ter um emprego satisfatório com meu conhecimento. Escola pública não seria mais o caminho, afinal, não ia resolver ter os títulos pregados na cara. Na verdade, se antes eles me humilharam, se eu esfregasse meus títulos na cara deles, aí que eu sofreria isolamento mesmo. Então tirei essa carta do meu baralho. Dediquei ao possível doutorado como meu coringa.
Fui chamada para apresentar trabalhos, tomei coragem e me inscrevi para ministrar um mini curso no curso de História, com o meu tema de pesquisa e teve adesão de alunos. Entrei em 2 grupos de estudos. 
Eu estava feliz. Achava que eram sinais de sucesso e recompensa. Recompensa pois, que anulei muita coisa para fazer isso: faltei no conservatório de música um mês e deixei o blog quase às moscas. Não tinha tempo para fazer outras leituras, os trabalhos se acumularam. Muitas atividades, ficaram no banco de reservas.
Tudo isso, sem ganhar um tostão.

Prestei o processo seletivo de doutorado na Literatura. A inscrição deles, é paga. Detestei a ideia. Mas gastei mais, além dos ônibus para ir à UFU, mais de 200 reais por mês. 
Fiz uma prova, coloquei autores que domino, além dos exigidos. Escrevi um texto coeso e crítico. Debati temas com segurança e saí leve da prova, com sensação boa.
Tirei 74,33 pontos. Um balde de água fria, mas ainda não gelada. A bolsa só ia ficar mais difícil de conquistar... 
Viajei para Ouro Preto, sob pressão. Não parava de pensar no processo avaliativo. Tentei relaxar, mas não consegui. Voltei e sacrifiquei mais grana para entregar projeto e currículo. 
Semana passada recebi a nota do projeto. Tirei 60,33. Estou eliminada do processo..
Não contei a muita gente sobre meu plano. Mas a contar que não passei, ouvi o "não desista, você é inteligente".
Será?

Por isso no começo do texto, disse que tomei um coice do cavalo dessa vez. Em 2017, não por minha culpa, não fiz o doutorado. Caí do cavalo por conta de circunstâncias fora do meu controle. O instituto que foi displicente com o programa de pós. E claro, em qualquer problema grave, a corda arrebenta do lado mais fraco. No caso, os alunos, pois os docentes continuam na mamata de sempre.
Dessa vez, cair do cavalo doeu, e teve mais, um coice, pois pela minha conta e risco, eles disseram, com essas notas atribuídas: "Você não serve para nós, você é uma inútil."

Meu projeto foi organizado pelo meu ex orientador. Sim, se pensarmos desse jeito, eles estão dizendo o mesmo para ele. 
Mas a questão é: eu não faço bancada esquerdista. Não milito enfiando Marx em qualquer discurso, não defendo causa de gênero, nem causa racial. A UFU, que eu disse que era o microcosmo das universidades brasileiras, se pinta de transformadora social, de formar acadêmicos que falam e buscam as verdades das coisas, simplesmente não aceitam quando alguém pensa fora da caixinha. 
São uns putos, com o perdão do linguajar, que falam assim, mas no virar das costas, diz: "aquele ali não, nem este, nem este". Pensam que inteligentes só são os que pensam como eles. 
E eu, estou fora dessa. 
Na sociedade do contraditório, onde se defende partidos corruptos, pessoas escusas e endeusam maus elementos, claro, pois são no fundo, maus caráteres também, eu quero me desvincilhar disso. Pelo menos para colocar minha cabeça no travesseiro e dormir. Não ficar que nem coruja, a pensar que eu burlei algo, ou que eu estou me desfazendo de minhas vontades para ser uma "fdp" hipócrita. Porque é isso que a galera das universidades são. Ficam aí falando mal das decisões governamentais, como corte de verbas ou sobreposição de disciplinas na grade curricular, dizendo: "eles não querem que a gente pense por si", mas tolhe, corta as asas de qualquer um que queira enfiar o dedo na cara deles, acusando de serem inaptos intelectualmente.

Meu ex orientador diz sempre que o importante é não desistir. Que o importante é sentar a bunda na cadeira e estudar. Que se alguém te mandar "ler 12 livros, seja rebelde e leia 24", como o Bill Gates fez, especialmente porque lendo 24, você vai ter discernimento do porque que os 12 foram exigidos de você. Mas ele está nessa de professor universitário a 24 anos. Para ele é até razoável dizer essas coisas e incentivar os alunos, sejam eles orientandos ou não. 
Depois do PT - sim vou ser suja - esse papo de militância passou a tomar corpo e agora tem fala própria na UFU. Sim, eu entrei na UFU, o Lula já era presidente. Mas sabe onde era meu lugar? Na Matemática. Por isso eu não via essa palhaçada militante de idiota da humanas. Lá nas exatas o povo já está manso. Mas ainda tem razão de ser casca grossa quando querem. Eles ainda sabem alguma coisinha das disciplinas deles. Um pelinho que seja, os alunos guardam e guardaram de cálculo, de física, de orgânica... Se não aprenderam por bem, aprenderam pela dor. Repetiram 3 vezes geometria analítica. Choraram em cima de livros no fim do semestre e choram por décimos. Fizeram prova substitutiva valendo 100, no dia 23 de dezembro. 
Está certo que jogaram truco em frente uma lanchonete e foram para festa open bar o semestre inteiro. Mas eles ainda vão ser melhores. 
Babaca da História, faz prova de consulta e reclama que teve de ler um texto de 30 páginas de um autor que não fala de nada que ele interessa. Otária sou eu que li textos medíocres (alguns de ensino de História) porque era obrigada, de autor que vive em Sorbonne, e tem Marx como bíblia. Vai lá perguntar para ele sobre o que o deus Karl fala sobre propriedade privada se ele não desconversa sobre ter uma casa, um carro e as viagens dele para Europa?

Estou cansada. Perdi 5 anos de graduação e 2,5 de mestrado em História, para simplesmente ser derrubada dentro dos mais lamacentos buracos. Me inscrevi para voltar a dar aulas em escola pública. Não estou no disparate de escolher trabalho. Estou disposta a trabalhar em qualquer coisa, que seja até comércio. Não tenho qualificação para isso todavia. Foram 7 anos de estudos acadêmicos, para me dizerem "não" lá dentro, e ainda ouvirei muitos, inclusive das escolas. Há mais de 130 professores inscritos na minha área numa cidade que tem 16 escolas municipais. Pelo menos metade, é de outras cidades, já saturadas. Ainda mais, as particulares. Uma delas, contrata professores de outra cidade, e teve diversos de meus currículos, jogados na lata do lixo.

E aí vem gente a dar de ajudante, a falar que eu tenho inteligência e vou prosperar? Vir gente a dizer que não devo desistir, que outras portas se abrirão? Por mais que estejam bem intencionados, não devem dizer isso. Não há nada que prove que essas pessoas estão certas. Especialmente pois, se aconteceu com elas, é porque deram sorte ou são melhores do que eu. 
Talvez seja melhor dizer que sou, de fato, incompetente. Facilita as coisas, já que estou incrédula. 
Uma amiga disse: "Você é inteligente, só esses professores desse doutorado que tem merda na cabeça e não sabem reconhecer isso". Bem, adivinha? Eles ganham 20 mil para serem professores. Podem ter merda na cabeça, mas o estado paga eles para produzir... Merda.

Não sei ainda como será ou até como é que vai estar o blog. A tendência é que eu continue a escrever nele, pois nada na minha área surgiu e outros empregos podem ser difíceis, ainda mais numa cidade cujo Q(uem) I(ndica) funciona mais que currículo gordo - que por sinal, também não tenho.
O que sei é que haverá uma (certeza), duas (talvez) postagens sobre F1 até o fim do ano e um desejo de boas festas. Em janeiro, apresento os planos para o blog e se puder, continuo com os posts de música até a F1 começar.

Peço que aguardem o post de análise da F1 2018 e a projeção para a temporada de 2019. Não será requintado, mas pode ser melhor que alguns portais especializados (ou não, vai saber? rsrsrsrs...)
E peço desculpas pelo tom pessimista do post. 

Abraços afáveis!

terça-feira, 27 de novembro de 2018

F1 2018: Abu Dhabi, coroando o morno ano

{Demorou, mas...} 

Antes mesmo da coletiva de imprensa, a gente tinha uns desenhos esboçados de como seria o fim de semana em Abu Dhabi: algumas entrevistas, algumas alfinetadas, umas três ou quatro despedidas, uma delas definitiva... 

Mas no meio da classificação, eu "encarnei o Nostradamus". Algo não muito difícil, vocês mesmos devem ter sentido a presença do "vidente" - se é que era vidente mesmo. Ia ser o GP mais porcaria do ano, fechando quase tudo que aconteceu na temporada: situações desagradáveis, muita bobagem, ações desnecessárias e um resultado morno, para não dizer chato. 

Estão sentados né? Então, aviso que vai ter lamúria e se estiverem de pé, é melhor deitar pois pode dar sono a minha ladainha...

Primeiramente, precisamos urgente de uma transmissão menos amadora e desrespeitosa com o fã brasileiro da categoria. Não basta as mesmices ou os comentários totalmente descartáveis: não há nada de bom que a Globo ofereça para nós com o que ela fez ano a ano com a F1 na programação. Corridas de meio de temporada são eclipsadas por jogos de futebol já faz um tempo, e agora, não há nem sequer a desculpa de falta de ibope ou preferência pelos 22 bananas ricos correndo atrás de uma bola,  sob o pretexto de que "vale vaga em algum campeonato ou é decisão de algum deles. Agora temos de engolir, muitas vezes, cortes de momentos importantes, tais como foi o pódio ontem. 
O fã do esporte pode até saber que certas trivialidades da categoria, tais como a festa com champanhe ou entrevista pós corrida, seja apenas algo que venha de bônus dado e evento; e o que vale mesmo é a corrida. Porém, esse bônus, quando nos falta, é incômodo. 
Ficamos a ver um programa da grade, comentando campeonato de futebol que - em tese - já estava garantido em sua decisão.  Não apresentava novidades. Também não custava um pouco mais de deleite para que víssemos o festejo dos três do pódio, e um acréscimo de despedida de um piloto que sim, fez história na categoria. 

Eu sei que disse que a F1 não teria atrativos pois não valia nada. Mas vamos ficar até março sem corridas. Por mais que ainda reclame das macaquices do Hamilton no pódio, perdemos os zerinhos que ele e Vettel fizeram junto à Alonso, os dizeres de ambos em respeito ao espanhol - que sai da F1 depois de muitos anos sem protagonismo na categoria. Perdemos Vettel e Verstappen sorridentes apesar de tudo e Hamilton, tirando a camisa e tomando banho de champanhe na sua pele tatuada. (Ficou meio erótica essa última sentença, mas não era essa a intenção, juro. É que talvez, essa cena jamais foi vista, ainda mais protagonizada por uma pessoa com a pele tão pintada...).
Não tivemos esse direito. De bônus, tivemos apenas uma transmissão sumariamente irritante, até mesmo para quem não dá a mínima para Alonsos, Raikkonens, e afins. Houve um sem número de histórias mal contadas, coisas que não foram bem do jeito que eles disseram, pataquadas que pregam como verdades puras, que agente que acompanha a F1, está cansado de saber.  
Talvez, e o otimismo é uma dádiva que poucos possuem, aquela de que o Alonso é uma pessoa difícil foi dita pela última vez. Infelizmente eu não possuo esse talento. Temo em ser contraditória e escrever aqui, que toda a vez que falarem em Alonso, pela menor faísca que surgir de oportunidade, é certo que retomarão esse "ponto de vista" que pode, no fundo, ser uma baita historieta aumentada. Ainda temos dois anos de outra grande chatice:  dois anos para caso haja oportunidades, acusarão Raikkonen de ter vencido 2007 apenas porque Massa lhe deu passagem na última corrida do ano. Ai de nos se dissermos que isso, deveria ser vergonhoso de ficar repetindo, e não é para o Raikkonen que essa vergonha é guardada no apêndice da história. Massa não teve, minimamente, culhões para dizer: "não vou deixar passar não, que se vire!"... Mas é aquela coisa: cada um puxa a brasa para sua sardinha. 

Se eu não gosto do Hamilton, se alguém não vê a mínima graça no Vettel, se é comum um fã do Raikkonen curtir a sua falta de expressão mais que sua pilotagem, ou se alguém vai abandonar a F1 por que não terá mais Alonso, tudo isso, entre outras possibilidades, ainda que levante a bandeira de algumas delas ser bem das incoerentes, é bobagem querer mudar a mente por simples convencimento. A gente é, na maioria das vezes, movidos por emoções - e são, muito incontroláveis e um tantão contraditórias.
O que não se deve admitir é que a emoção governe o jornalismo. Eu sei que é muito difícil ser isento, ainda mais do que gira em torno de uma atividade humana. Mas as particularidades do que os transmissores da Globo, na F1 (não posso dizer sobre os outros esportes, mas pelo pouco que sei, não têm tratamentos diferentes), não é verdade suprema. É a verdade particular. É o achismo deles. A impressão que dá é uma grande falácia, um tirar proveito para dar legitimidade à coisas que são largamente fracas e incapazes de se sustentarem por si mesmas. 

Essa é a minha opção de debater o que foi Abu Dhabi. Foi o que saltou aos olhos. Uma necessidade de afirmar coisas irrelevantes, passados já superados. A corrida acontecia e ninguém se movia para narrá-la. A gota d'água veio com o corte do pódio. Mais que a mesmice do resultado, mais importante que a despedida de um piloto importante, mais do que o protegido do narrador, mais do que fazer balanços criteriosos sobre as últimas ações dos protagonistas da categoria, parecemos ali espectadores pedintes de esmolas numa festa de caridade, onde se arrecadou o que precisava dos "patrocinadores", mas a festa ficou só para aqueles que doaram o dinheiro para fugir do imposto de renda. 

Poxa, sacanagem, não? 

Abraços afáveis!

PS: Demorei a postar o comentário da corrida e acabei não fazendo o que queria que era fazer um balanço do ano, comentar por piloto, passo a passo, a sua projeção (caso permaneça na categoria), para 2019 e fechar o assunto. Farei isso, até o fim da semana, se assim as atividades permitirem - a semana voltou a ficar cheia. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Faixa a Faixa: Meliora

Mais outra postagem do Faixa a Faixa, desta vez programada em um intervalo de 15 dias. É necessário manter a palavra mesmo com as atividades batendo à porta novamente. Desta vez, estamos com a segunda escolha da última enquete. Led Zeppelin acabou empatando com Ghost com três votos cada um. Para quem não viu o post do Led Zeppelin III, basta clicar aqui
Hoje, vamos de Ghost e este é sem Patrick Swayze (rsrsrsrsrs...)


♫ Nome do álbum: Meliora

Este é o terceiro álbum da banda Ghost. Se tivesse feito essa postagem, por exemplo, há uns três anos atrás ela seria um tanto diferente. Eu diria que algumas coisas que poderia manter para esse texto: banda de origem sueca, que começou suas atividades musicais em 2008, e possuem membros anônimos que atendem por nomes inventados: os instrumentistas são os Nameless Ghouls, com símbolos que os diferenciam(Fire, Water, Air, Earth e Éter), e o vocalista, Papa Emeritus I (do primeiro disco e turnê), o II (do segundo disco e turnê) e, o III, do Meliora (e a turnê subsequente) da qual trataríamos um pouco mais, aqui.

Cada Ghoul usava máscaras iguais à essas:

No começo do Ghost

Do disco Meliora em diante

Já os Papas, eram em tese, pessoas diferentes. De diferentes personalidades, sempre foram figuras anti papais, satânicas mesmo. O I, foi aposentado dando lugar ao II e ao terceiro disco, o III: todos com jeitos e trajes que compunham seu arquétipo. Isso tudo, fazia (e ainda faz) parte de uma narrativa interessantíssima sob o ponto de vista do entretenimento, sobretudo quando se aposta muito na atmosfera do Horror Show, como pano de fundo para a banda em diálogo com seus fãs, não se limitando apenas à composição musical, mas também um apelo imagético.
Até aí, ainda podemos fazer o uso das informações sem estar atropelando as definições atuais.

Especulações sobre a identidade de todos eles sempre foram feitas, algumas vezes até foi divulgado serem integrantes de bandas suecas já extintas. Nada confirmado até que a brincadeira acabou perdendo seu sentido graças à uma briga de egos que acabou na Justiça.
Em meados de março de 2017, Martin Persner, revelou em um vídeo que era o guitarrista do Ghost, atendendo pelo "símbolo/nome" de Éter ou Ômega.
No mesmo mês, fãs perceberam que alguns músicos haviam sido realocados. Eles perceberam pelos seus tipos físicos e trejeitos no palco que não eram mais os mesmos membros. No mês seguinte, mais quatro membros revelaram suas identidades (Simon Söderberg, Henrik Palm, Mauro Rubino e Martin Hjertstedt). Veio à tona um processo judicial que os "revelados" moveram contra o mentor da banda, que acabou precisando sair do anonimato. Então conhecemos Tobias Forge, o homem por trás dos 3 Papas que encarnou nas apresentações, o que formulou o conceito da banda e convidou amigos para fazerem parte do projeto. A apunhalada nas costas veio ao notarem que eram bem sucedidos e conhecidos na Europa, mas não tinham uma participação financeira considerável (para eles). Tobias veio à público a dizer que a banda era seu projeto solo e que os demais eram convidados que recebiam por apresentação ao vivo.
O que pareceu era que, quem tem toda a criatividade em jogo, e sustenta sua posição, é sempre o vilão da coisa. A figura mercenária. Os demais, são vistos como coitadinhos escravizados. E então, entre fãs e admiradores, a coisa rachou em duas. Os malucos que detestam a banda por qualquer coisa, só intensificaram suas críticas.

Teria sido mais fácil, que eu escrevesse antes de que toda as informações identitárias tivessem vindo à tona. Agora, há um sem número de músicos que passaram a dividir palco com Forge. De qualquer forma, Tobias agora mantém sua imagem longe de holofotes o quanto pode, ganhou na justiça, provando que o projeto era seu e que ele coordena "o poleiro". Mas essa história ainda vai longe já que os "revelados" não se deram por vencidos.

► Arte, capa e encarte:

Meliora, vem do latim, "Melhor" e faz jus ao nome. Foi lançado no dia 21 de agosto de 2015.
A capa, aparece o Papa, num grande altar em estilo gótico. 



Além do visual capa, disco e contra capa,  o encarte contem desenhos para cada uma das 10 faixas, riquíssimas em detalhes:








Encarte preciosíssimo que vale a pena ter. Afinal de contas, as fotos ficaram meio ruins. 
A arte de toda a capa é produção da Sleeve Art Work.

► Membros da banda, composições, participações especiais e convidados:

Bem, quanto a vocalista, a coisa é simples: Tobias Forge, encarna o Emeritus III, no ápice de seu vocal, na minha opinião. E o "queridão" é guitarrista, parecendo pelas informações que ele divulgou que foi mero acidente ser o vocal... Pelos que me consta, os músicos convidados podem e não podem ter participado da "feitura" do disco. Em tese sim, e disseram não ter sido remunerados do jeito que queriam ou o que pensavam ser justo.
 Tobias, que é o Ghoul Writer - ou seja, o "Ghoul" escritor das letras, que seria um personagem diferente do Papa. Ele é o detentor de todas as 10 canções do disco.
Logo depois da disputa judicial foi informado as parceiras de cada canção, com a devida menção e nomes: Forge assina sozinho a faixa "Devil Church". Com Martin Persner: "Spirit" e "Majesty". Ambos, mais Klas Åhlund: "From the Pinnacle to the Pit", "He Is", "Absolution" e "Mummy Dust" - que conta também com mais um compositor além dos 3: Gustaf Lindström."Cirice" e "Spöksonat" são de Forge, Åhlund, assim como "Deus in Absentia" que acrescentaria o compositor Johan Ingvar Lindström.
(Ah esses nomes suecos!!! Verdadeiras maravilhas com esses tremas!!!)

Convidados? Bem... Eram os músicos, mas eles acharam ou eram de fato, integrantes... 

► Produção e gravadora:

As gravações ocorreram em Eastwest Studios em Hollywood, The Village Studios em Los Angeles e  na RMV Studios em Estocomo. As gravadoras responsáveis são: Republic e Loma Vista Records.
A produção é de Klas Åhlund, os engenheiros são Greg Gordon e Adam Kasper e a mixagem foi feita por Andy Wallace.

► Música favorita do álbum e a segunda melhor:

Tentando escapar de uma resposta clichê, minha escolha vai para "Deus In Absentia" e a segunda melhor é "He Is". Mas verão que eu gosto bastante do disco pelo que escrevo logo a seguir, sobre cada faixa.

► Faixa a Faixa: 

♫ Spirit

Spirit começa com uma introdução macabra com cara de filmes do Drácula em preto e branco. Logo a canção tem a entrada mais pesada e melódica com os vocais. 
  
♫ From the Pinnacle to the Pit  

É nessa aqui que para quem tinha ouvido algumas canções dos discos anteriores do Ghost como eu, achou que Papa Emeritus III era o mesmo cara, mas estava muito, mas muito mais evoluído em termos de interpretação. Fora que eu acho o refrão uma delícia. E tem uma preponderância do baixo nela que acho fenomenal.

♫ Cirice


Música de clipe, o mais legal deles, inclusive, e que tem o apreço de Forge como música favorita.
Eu acho ela completa. Apesar de não ter escolhido como a favorita ela é perfeita: ela tem todos os
elementos que fazem do Ghost uma banda espetacular: peso na medida certa, lirismo (se é que posso
chamar assim), atmosfera macabra, uma bela voz, um trabalho majestoso com os elementos das cordas
e da percussão, e um piano para amaciar os ouvidos mais apurados. A letra, é poesia rsrsrsrs...!

♫ Spöksonat

Tradução do sueco, "Ghost Soneto" é uma canção de interstício de faixa, totalmente instrumental com 54 segundos. Ela nos prepara para "He Is", um verdadeiro hino de igreja, só que em louvor àquele lá de baixo...
  
♫ He Is

Depois de conhecer a banda eu acabei ouvindo o "Meliora" inteiro quando estava no seu primeiro ano de lançamento e divulgação, em meados de 2015. E que maravilha foi ouvir "He Is". Ela tem melodia muito semelhante à uma requintada música gospel. Mas me apaixonei pelo vocal e pouco me importei com a letra ser meio que uma heresia hehehe...
Convenhamos, é bobagem nos atrelarmos a isso. E, obviamente, esse fator não tira o mérito da banda, mesmo que seja em satirizar a religião católica. Vejo muita gente de dentro da Igreja que é capaz de ações muito piores que o pessoal que critica a instituição. Então, não me sinto ofendida nem pela sátira, nem mesmo pela faceta de não serem, de fato, satanistas como alguns "true metalheads" apregoam por aí. Infantilidade, simplesmente.
  
♫ Mummy Dust

Se a pedida é algo mais pesado logo depois de uma quase balada, "Mummy Dust" dá conta demais do

recado. A aposta por cantar mais rouco de Tobias casa perfeitamente com a ideia da figura de uma
múmia e mesmo com esse tema, ela acaba nos agraciando até com solo de teclado um tanto frenético,
mas nada relacionado à ritmos egípcios, fugindo do clichê.

♫ Majesty  

Essa faixa tem uma introdução de guitarra que lembra uma banda dos anos 70, fortemente. O trabalho

das guitarras aqui são uma verdadeira delícia, predomina um estilo cavalgado de tocar que eu gosto
muito, até uma virada de melodia para o refrão. Para quem gosta de guitarras, essa música é tudo de
bom. Poderia ser fácil, uma das minhas favoritas.

♫ Devil's Church

Começando com um órgão, Devil's Church caminha pelo estilo quase gospel de novo. Trás um coral

ao fundo, e funciona como abertura para Absolution.
♫ Absolution

A complicação da minha postagem: Sou louca com essa música. Gosto muito e poderia estar na lista de favoritas. Não consigo, por exemplo, ficar sem cantar junto, o refrão. Isso, ao vivo... Amigos... Deve ser espetacular! Porém, eu tenho o bom senso e não canto com ninguém perto. Estragar a música pra quê?

♫ Deus in Absentia 

A minha escolha de favorita é divina, com o perdão do trocadilho, rsrsrs... "The word is on fire and you are here to stay and burn with me" é uma frase do refrão, quase romântica, só que não, hehehehe... Essa música tem uma predominância de teclado grande, e uma letra poderosa, coral quase gregoriano e tudo que tem direito. Por isso: divina. Não consigo nem descrever mais que isso.

► Porque gosta de uma música do álbum:

Eu não tenho uma música que não goste. Sinceramente. 

► Uma história do disco, uma questão pessoal ou uma curiosidade:

Não há nada de especial e grandioso. Comecei a curtir a banda depois que vi a apresentação deles no Rock In Rio em 2013. Logo, tomei contato com "Meliora" por inteiro e adquiri o disco, maravilhoso, ano passado, de presente de aniversário para mim mesma. Este ano, comprei "Opus Eponymous" e um dia, atualizo a discografia com "Infestissuman" e "Popestar" - ambos só importados e fora de catálogo nacional. Graças à Livraria Saraiva, estou desde agosto a esperar pelo meu "Prequelle"- o mais recente disco - que muda toda hora de data de envio por causa de uma distribuidora que não desempaca o meu CD...
A banda me cativou pois sai do óbvio: por ter essa temática meio satanista, máscaras e todo um visual macabro, pensei ser um grupo com vocal rasgado ou gutural, muita guitarra estridente e bumbos duplos na bateria. Na verdade é uma mistura, não muito bem delimitada. Há músicas com o pé no doom metal (especialmente pelas letras), muitas acompanha o heavy metal tradicional, possui vocal e algumas músicas melodias características do rock dos anos 70, e flerta com o rock alternativo fortemente.
Então para galera bitolada do Metal, pode ser uma pedida que traga algumas reviradas de olhos e muitos narizes torcidos. Mas falo sem medo de ser feliz: é uma das bandas mais criativas dos últimos anos, sem soar com nenhuma outra em específico. Tobias Forge faz um trabalho incrível, em tempos de tanta mesmice cultural, abrangendo tantos estilos musicais que simplesmente é impossível não babar colorido para ele.

► 5 sugestões para a próxima postagem:

Decidi manter os 3 da última enquete, e acrescentar mais dois discos. Essa postagem virá depois do GP de Abu Dhabi, já aviso. O GP é dia 25, e deve ter algumas postagens sobre ele e o fim da temporada. Então, na semana do dia 26, os dias que se seguirão trazem a última chance de votarem no disco que aparecerá aqui no Faixa a Faixa. 



Abraços afáveis! 

PS: Publiquei o texto sem uma revisão densa para evitar de acrescentar mais coisas. Comentem alguma falha e arrumarei assim que chegar: Estarei viajando, por isso uma singela pressa. Quando voltar, respondo também os comentários. Bom feriado à todos, e inclusive os que terão feriado prolongado.