sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Tag Musical: Músicas que você escolheria para (#16)

A tag número 16 do desafio das músicas me pareceu sem resposta. Talvez por isso tenho protelado tanto para respondê-la. Comentamos?

♫ Música que você escolheria para

♫ Dia 16 - Para lembrar de alguém que faz falta

Seguramente uma pessoa da qual sinto enorme falta é da minha vó Du. Minha vó era uma pessoa formidável. Tive e tenho por ela um amor sem precedentes. 
E a saudade é grande. Esse ano fez 15 anos que ela se foi e sinto bastante falta dela, das suas visitas, da sua risada, da sua animação. Minha vó era daquele tipo que colocava a gente no colo e todos os problemas se esvaiam quando ela nos benzia com algumas orações. Eu sinto uma enorme falta de sentar no colo dela e pedir que ela me benzesse. Hoje, tenho absoluta certeza que certos dias de desespero e choro por alguma coisa chata que me acontecesse, não seria páreo se ela me consolasse com suas palavras e orações. 
Tenho muitas boas memórias dela, e sempre que vejo oportunidade, coloco em práticas suas frases, conselhos e ensinamentos. Meus dois grandes trabalhos de universidade, foram dedicados à ela, não só pelo significado que ela teve/tem na minha vida, mas também pois foi a pessoa mais importante que tive em meu convívio até meus 15 anos de idade. 
Não sinto falta de mais alguém que tenha sido assim, significativo tanto quanto ela. Porém é uma questão de pensar: amigos que estão longe e que perdi contato, as vezes por situações de lembranças, eu sinto falta, mesmo que momentânea. Mas não é nada que um recadinho em rede social ou um email não resolva. Alguns amigos - e isso, todos nós inevitavelmente passamos vez ou outra - se afastaram por completo e eu penso que, se assim foi, simplesmente não era significativo o afeto que nutri por eles. Tenho plena consciência de que todos estes das quais não tenho mais nenhum contato, não foi por falta de esforços e cordialidades de minha parte. Nunca pensei ou agi de má fé com qualquer um deles ou delas. Alguns deles, sei das razões e compreendo o afastamento: Uma pessoa em específico se afastou por conta de relacionamentos possessivos que, em virtude disso, não se relaciona bem com qualquer amigo ou amiga dele. Outras amizades, se viram diante de uma "Manu não inconsequente", e preferiram amizades "porra-louca" e isso, o que restringiu o contato, o que entendo que realmente, não combinamos mais. Porém sempre que existe oportunidade de encontro, nos cumprimentamos e somos bons conhecidos novamente. Há também os famosos que "casaram e mudaram" e hoje tem amigos casais com filhos, outra situação que difere da minha realidade. 
Apenas um caso específico que eu não sei realmente o que se passa, mas descobri que foi uma atitude exclusiva comigo - até porque a pessoa se afastou de muitas outras pessoas que continuam firmes e fortes na amizade entre si. Acredito que seja algo da pessoa, que não teve esmero suficiente para ser grata da nossa companhia, nem foi madura para entender que as pessoas são diferentes, e ser amigo é saber lidar com as diferenças sem deixar de gostar delas. 
E bola pra frente. Amizades verdadeiras permanecem apesar das rusgas, que fique claro.

A tag não tem um significado exclusivo no sentido de "sentir falta", ou algo que fale sobre isso, na letra da canção. Mas sempre que ouço Luís Miguel, lembro de minha vó, que certa vez, vendo o vídeo da música abaixo, disse: "Mas que moço lindo, não?" hehehehehe... 
Meu avô Orestes, tinha apelido de "Espanholito" por conta da origem, filho de imigrantes espanhóis e também, pelos rompantes de "sangue quente". Assim sendo, minha vó tinha um chamego especial com latinos, altamente justificável. 


E vocês, tem alguma canção que lhes faz lembrar alguém que sentem falta? Conte-me!

Abraços afáveis, excelente sexta e fim de semana à todos!

*Tag Musical: dias anteriores

♫ 1- (Música que escolheria para usar como despertador);
♫ 2 - (Música que escolheria para ajudar a dormir);
♫ 3 - (Música que você escolheria para ler um livro); 
♫ 4 - (Música que você escolheria para um dia de sol);
♫ 5 - (Música para ouvir num dia de chuva);
♫ 6 - (Música para malhar em casa ou na academia);
♫ 7 - (Música para cantar no chuveiro);
♫ 8 - (Música para ouvir numa viagem de carro);
♫ 9 - (Música para beijar a pessoa amada);
♫ 10 - (Música para fazer um trabalho manual ou no computador);
♫ 11 - (Música para arrumar um quarto bagunçado);
♫ 12 - (Música para ouvir no carro a caminho de uma festa ou show);

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Thanksgiving e outros assuntos

Já começo meu textos pedindo enormes desculpas pelo sumiço. Sei das minhas promessas para com o blog e sei que devo uma postagem do Corrente Musical de A a Z, mas as coisas se atropelaram e saíram do meu controle sem a minha percepção.
Estou com problemas de conexão de internet desde meados de outubro. Depois de alguns dias e até um fim de semana - o último - sem nenhum sinal de conexão - desenvolver algo aqui, tornou-se tarefa complicada. 
Eu não costumo deixar textos prontos, a não ser rascunhos da F1 e das Correntes (neste último caso, preciso de prévias das bandas e artistas propostos). Para a primeira, faço os textos baseados nos treinos e corridas acompanhadas e para a segunda, preciso das escolhas dos participantes para postar a banda de mais votos. 
Felizmente, depois de ficar o final de semana passado sem internet, a F1 não estava na "grade de programação", porém, a preocupação estava com o post da Corrente, que ainda permaneceu com as escolhas empatadas entre si, dificultando a minha postagem de qualquer maneira. 

Algo que pensei nesses dias sem a internet foi que, além de como somos dependentes dela, estando "sem" ela, controlamos o tempo de maneira mais antiga, por assim dizer: nunca assisti tanta TV assim (além é claro, dos costumeiros momentos de jogos da NFL todas quintas, domingos e segundas). Consegui ler um bom tanto de um livro, que, em outros dias normais, toda brecha de tempo que eu encontrasse seria pouca para avançar os capítulos.
Mas a tal da internet se fez necessária em muitos momentos, não só os fúteis. A comunicação com algumas pessoas do trabalho, se dá por mensagens de whatsapp - e eu não tenho internet móvel pois só dá dor de cabeça e gastos aleatórios. Fazer pesquisas, novamente, para o trabalho, requiz também o acesso à rede. Estar começando meus trabalhos como professora, só me garante uma coisa: o básico "se vira, pois você não é quadrada". Ninguém está disposto a te ajudar, se você precisar. E além disso, eu me formei em História, mas as necessidades de escolas públicas estão muito longe do que eu me dediquei nos últimos anos de graduação. Houve, literalmente, a necessidade de me reinventar e me readaptar. E para fazer isso, sem a disponibilidade de livros de temáticas diversas, preciso  precisei da internet para me inteirar de muita coisa, antes de fazer papel de boba no ambiente escolar.

Deparar-se na postura de mentora de jovens é tarefa árdua não porque os jovens de hoje "são impossíveis", como se escuta falar. Isso também, é claro, não deixa de ser um fator importante, mas não preponderante. Pelo menos, não para mim, na atual situação da qual me deparo. É uma circunstância dificilmente contornável dada a geração que tiveram essas crianças e já foram perdendo o fio do "respeito" já quando eles mesmos eram jovens. O que dizer das respostas que eles tiveram na vida, das facilidades que os mais antigos não enfrentaram e que moldam a geração de hoje, que acha que sabe todos os seus direitos, mas faz questão de "esquecer" os seus deveres?
Mais que isso, ser profissional do ensino requer muito cuidado: não se pode dizer qualquer coisa em sala de aula e é preciso estar atento ao que está sendo estipulado pelo programa do governo a ser ministrado em sala de aula. As questões abordadas em escolas públicas hoje não difere muito do que eu discordo piamente. Fato é que, a administração pública no que concerne o ensino no país está muito pior do que o enfrentamento com relação à falta de respeito de alunos. Certas coisas que precisamos ensinar, me parece muito mais um reforço embasado nessa geração "mimimi" que vemos nas redes sociais aos montes, do que legitimar questões amplas de forma consciente num exercício de fazer pensar e buscar as razões de todas as possibilidades e características. O que vemos é uma alteração dos quadros para legitimar (em muitas das circunstâncias, o viés dado pelos marxistas) discursos de forma exclusiva, exata, vitimizante ou - até muitas vezes - forçosamente heroica - que não difere das vertentes conservadoras. É como correr em círculos: se a direita conservadora só fala dos "bem-nascidos e seus grandes feitos", heroizando estes e deixando os "marginalizados" sem menções, a esquerda moralizadora faz exatamente o mesmo exercício, dando voz à sujeitos militantes que são igualmente heroizados sem maiores problematizações e questionamentos. Deixar claro os dois lados de um embate histórico para tentar captar o todo de um conteúdo e mostrar aos alunos uma questão não binária, não parece ocorrer nem se você se propor a tentar. 
E acreditem: a falta de respeito de alunos é fichinha perto dos professores que se dizem superiores a alarmam humilhações desnecessárias. Existe sim os dois problemas, e para mim, o pior lado é do profissional insatisfeito que eleva o particular complicado, suas insatisfações e frustrações para o convívio escolar e acha que está no direito de se "estressar" com qualquer coisa. Já vi e ouvi tanta barbaridade de meus colegas que estou em alerta máximo para não agir de forma impetuosa e absurda como eles, principalmente em presença de alunos.

Tentando resolver os problemas de conexão com a internet, precisei trabalhar dobrado com relação à eventos da escola. Por isso, as coisas por aqui, ficaram ainda em suspenso. Mas, o retorno é favorável: esse fim de semana tem F1, a última etapa que não vale nada, mas é necessário que aconteça para completar o calendário. A partir de segunda-feira, os comentários sobre a última etapa, bem como as questões que giraram em torno do ano, na categoria, já estão abertas para textos publicáveis.
Já sobre o post da Corrente Musical de A a Z, o último post data de 6 de novembro com o Rammstein indica 5 bandas para voto: Slayer, Sepultura, Scorpions, System of a Down e Stratovarius. As quatro primeiras estão empatadas com um voto cada. Se não avançarmos na escolha de uma destas para desempate, eu escolherei uma e fare na semana que vem o post dessa tag, provavelmente, na quita ou sexta-feiras.
Os trabalhos seguem, inclusive para um um evento na escola, no sábado. Trabalhar até depois no almoço é a tônica (por isso, sem postagem, até segunda-feira).

Hoje é dia de Ação de Graças, dia de agradecer as coisas boas que nos ocorreram. Apesar de um ano complicado para mim, basicamente 8 e 80, ora com bons eventos e ora com banhos de água fria e tombos de cavalos, a gente não deve única e exclusivamente lamentar das coisas sempre, para não entrar nessa moda dos "reclamões" de plantão. Agradeço por ter saúde, por estar tendo a experiência de um trabalho, agradeço por ter terminado meu mestrado à contento e ter feito 30 anos, certamente orgulhosa de boa parte das minhas escolhas até aqui. Ainda falta algumas coisas para serem resolvidas para que eu possa seguir meu caminho e meus planos, mas não depende de mim, no momento, para a questão mais importante. Más situações assim são tombos necessários para se criar cascas, mesmo que tenha sido rasteiras em momentos das quais não estava preparada. Pode ser ainda que em dezembro, tudo se resolva, e eu olhe para essa fase com os olhos da aprendizagem. Se assim não for, a gente agradece a saúde e os dias de boa vontade para tomar atalhos para o chamado "plano B". 
Dia de "Ação de Graças" também é dia de ter não só um jogo da NFL na TV, mas três jogos. Embora meu time não jogue na quinta-feira de feriado - e pelo menos, não faz falta, visto que o Broncos está numa crise desenfreada e fazendo escolhas desagradáveis aos meus gostos - seguimos os jogos por diversão, e trabalhando nos intervalos. 

Abraços afáveis à todos! 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

GP do Brasil com fotos comentadas sarcasticamente (ou não)

 Sim, ele tem dentes e sorri.
Não, ele não é mais o Kimi de outros tempos: que gostava de um álcool como um nato e bom finlandês, e houve temporadas boas em que mostrou arrojo e precisão


Ele 'tá velho, virou pai de família e está meio morno, mas ainda gostamos.
E deu uma canseira num tetra campeão recente aí, que vou lhes contar... 
Deu. E deu com gosto.


Foram tantas fritadas de pneu do Hamilton que infestou o cheiro de borracha queimada em Interlagos


PS: desculpem, me exaltei. Mas quando os meus favoritos mostram porque são os meus favoritos é inevitável empolgar...


***

Se fosse QUALQUER outro piloto... Eu escrevi qualquer? Sim, QUALQUER outro piloto tomaria uma enxurrada de crítica por essa bobagem, esse erro.
Mas era Hamilton, e aí, porque dizer que só os comissários o protegem se a mídia não solta uma notinha de desdém? 


***

 Kimi é como a gente chegando atrasado - sem querer - em festa de família: tem que cumprimentar um e fazer "joinha" para o outro na tentativa de sentar numa mesa o mais rápido possível e torcer para que ninguém mais perceba o atraso...


***
A duas fotos abaixo são diferentes; uma do sábado e a outra do domingo:


 Mas eu juro que quando fui salvar, achei que eram as mesmas por conta da pose do Kimi


***

 Muita gente invejou essa cena.
Invejaram o que deu o beijo e invejaram quem recebeu...
E sim, houve quem invejou ambos...


Em compensação, ninguém invejou essa:

Nada de inveja por ter dado ou recebido beijos neste caso, e mais certo que dois mais dois são quatro, ninguém manifestou a vontade de estar no lugar de Galvão ou Massa. 
E eu não estou julgando, estão cobertos de razão


***

 "Kiminho"?


***

Salvei a foto acima, na terça-feira. Quando fui inserir a imagem aqui no blog, reparei um pessoal ao fundo de capa de chuva. É bem provável que a imagem seja do GP do Brasil do ano passado


Mas querem saber? Tanto faz. O contexto é o mesmo, só em reprise com um pouco de lágrima (desnecessária) extra e menos chuva.
E que não me venha com a terceira vez de aposentadoria!


 Já é bem idiota ter aposentado por menos de três meses, da próxima, só o Galvão vai adorar repetir a dose. Mas ele não conta.
Os brasileiros não querem "esse tri" na história automobilística do país


E tenho dito.

Abraços afáveis!

Observação do Blog: O Corrente Musical de A a Z precisa de um alerta. As bandas: System of a Down, Sepultura, Slayer e Scorpions estão com um voto cada. Preciso do desempate para formular o post desta semana. Conto com vocês!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

GP do Brasil: Nas nossas terras tudo parece amador

GP do Brasil não contou com minha total dedicação. Não assisti aos treinos de sexta-feira pois tive trabalhos a fazer. Mas no sábado, dediquei uma hora à um treino que começou bem, se o campeonato não já estivesse decidido.
Mas foi a primeira vez, em muitos anos em que acompanho a F1 (mais da metade da minha vida, praticamente) que tive uma "quase" possibilidade de estar lá em Interlagos de corpo e alma. Porém, como tudo na vida, as coisas não chegaram como planejado e vai ficar por uma outra oportunidade, um dia, quando estiver com bastante dinheiro e tempo disponível para ir acompanhar in loco. 
Não foi apenas a não ida à F1 que se desmantelou rapidamente. Decisões importantes e etapas cumpridas para alcançar metas de planos para meus 2017 e 2018, foram feitas à contento. Pelo menos, no que dependeu de mim, sim. Mas exatamente no instante em que dependi dos outros para concluir os planos, o buraco estava camuflado e eu caí de uma só vez no fundo do poço; tanto é que está bem difícil de sair dele.
Em 2007 eu quis, pela primeira vez, estar em Interlagos. Queria ter a chance de ter visto Kimi Räikkönen vencer o campeonato. Faz 10 anos que então, tive a única alegria grande de ver o piloto favorito conquistando um campeonato. Algumas pessoas experimentaram isso mais de uma vez, e para cada momento, uma emoção renovada. Deve ser legal isso. Eu no máximo fiquei contente em ter visto grandes temporadas de alguns dos pilotos, um deles, ainda competitivo.

Mas nem tudo é como se planeja. Principalmente quando você faz tudo por aquilo, mas um "fdp" surge e acaba com sua ideia de prosperar. Imaginem a situação: você faz um plano de pesquisa, faz uma prova difícil valendo 10 e tira 9, fica contente, se inscreve num processo seletivo e pimba! O governo faz das suas e a instituição suspende o processo seletivo. Você lá, num mísero momento andando com certa calma, cai num buraco fundo e escuro.
Sou eu, hoje. Ao contrário de 2007, em que em meados de outubro a vitória de Kimi me deu uma liçãozinha a respeito do meu futuro acadêmico (dependia só de mim reverter a minha situação), em 2017 eu agi como Vettel, sem saber: fui achando que estava na liderança e tranquila quando um Hamilton e sua Mercedes virou e disse: "Aqui não, queridinha".
Sábado e ontem, Vettel poderia ter disputado o seu campeonato, se não fosse a ascensão extraordinária do equipamento do Lewis. Teria, inclusive, se tivesse administrado melhor algumas corridas e se ninguém tivesse fomentado seus erros, ajudado a levar o campeonato na decisão até o fim, pois, Hamilton errou feio logo nos primeiros minutos do treino classificatório e bateu de uma forma que poucos dirão, mas que foi ridícula. Ele não é perfeito, apesar das defesas homéricas da transmissão, logo depois de se estatelar no muro de contensão. 
Vettel ainda tinha recursos, como teve, embora a Mercedes parece mais interessante para a F1 do que a Ferrari. Eu não. Tive de me contentar com a decisão de terceiros e agora, correr atrás do prejuízo me sacrificando por algo que não almejo para meu futuro.

Muito ao contrário de estar fazendo o campeonato interessante, Vettel disputava o vice com Bottas - que teria a Mercedes à seu favor para fazer a tríade completa: já tinham o campeonato de pilotos e de equipes garantidos - faltava o determinar também o segundo piloto no campeonato... E Bottas acabou sendo pole no sábado. Fez o que lhe cabia. Mas infelizmente, ele não tinha assim tanto apoio da equipe que, querendo ou não, ainda ficou focada na recuperação do primeiro piloto que tinha errado e possivelmente queria aparecer mais um pouco na corrida. E isso, por mais que se desminta, é real: equipes grandes não dão a mínima para os escudeiros, no caso Bottas e Kimi. Chamar de "Barrichellos finlandeses" é "zoeira never ends", mas também é maldade que só faz rir pelo exagero: "Rubim" fazia por onde à ser desprezado afinal, nunca chegou aos pés de nenhum dos dois. 

Resumir a corrida é andar em círculos: Vettel (o farsante, na visão dos "entendidos") faria uma excelente largada e teria a corrida em suas mãos. Se nada mudasse de repente, Bottas também perderia no máximo a segunda colocação e seria terceiro. Kimi talvez teria que lidar com um pouco mais de pressão, caso não saltasse também na largada, para segundo. 
O mais simples ocorreu: Vettel saltou a frente e Bottas se segurou pelo menos em segundo sendo perseguido de perto pelo compatriota Kimi, que num dado momento esperou ver no que dava. Só no final da corrida é que o "Bebum" mostraria que é mais sóbrio que muito piloto brasileiro aposentado.

O amadorismo de nossa transmissão bateu ponto. Aos gritos, a corrida focou-se na recuperação de Hamilton, largando dos boxes. Com algumas erradas de pilotos menores na largada ele veio em tal "ascensão" que foi piamente ridícula: com um equipamento daqueles, ele chegaria em quinto lugar em menos de 15 voltas, claro. Qual era a vantagem de achar maestria ao passar anulando Saubers e Toro Rossos, Renaults e Haas? Ricciardo, com um equipamento inferior, fazia a mesma coisa e ninguém esgoelava de emoção (para não dizer outros termos).
Nosso pronto amadorismo se dava também nas chamadas de informações do paddock, sempre em horários de rádio  mal traduzidos, como sempre) com falas nada úteis e relevantes. Como notável, eram assuntos triviais de pouca importância, assim como comentários podres: "Olha, Massa pode ir ao pódio". Sim, ele podia. Se Vettel, Bottas, Raikkonen, Verstappen e Hamilton batessem de bico, um para cada lado, e ele passasse ileso no meio de todos. Só assim.

No fim do esgoela, esgoela, e depois de murcharem com o fato de Hamilton ter passado anulando o Massinha também, eles voltaram à si, fomentando uma corrida (morna, na verdade) do inglês: todo mundo saiu de seu caminho e não deu nenhum trabalho à ele, parecendo que tinham recebido bandeira azul; Massa incluso. O pior foi esperar que Verstappen pudesse dar ao tetra campeão gênio uma prova, um gostinho de seu arrojo e abriu espaço também deixando ao já conhecido "bêbado" Kimi resolver a parada com o inglês. Poxa, Max! 
Apesar das torcidas, o "bêbado escudeiro" deve ter visto Hamilton pelo retrovisor, mas não se abalou, nem abriu a porta, nem sequer deu sinais de estar sob desespero, caso contrário, reclamaria no rádio.  Já o tetra parecia nervoso pela primeira vez: travou os pneus um sem número de vezes nas voltas finais ao som de "agora vai, agora vai" como se fosse uma torcida para um baixinho tentando subir em barranco alto. 
Só digo uma coisa: Vergonha para o tetra campeão perder do 'bebum', hein meu? Que vergonha! 

Acharam que o amadorismo teve fim? Nada. Com aquela balbúrdia toda de puxa-sacos do Hamilton, o Galvão perdeu a bandeirada. Perdeu também as estribeiras pois, o que era importante da corrida era o vice campeonato sendo decidido na ponta do grid e não a disputa de um terceiro lugar. Vettel venceu, regeu o hino italiano, Dória distribuiu cumprimentos e só.
Ah! Tivemos um rádio (mal educado, diga-se) de um idiota em pista chamado Massa e comentários seguidos de agradecimentos ao tal - que já foram feitos ano passado em meio à muita água e não era da chuva. Vamos torcer mesmo para que Abu Dhabi seja a última corrida do Felipe, porque tivemos hora extra dele o suficiente (e inútil, pois não acrescentou em nada no esporte). 
E com isso a gente fechava uma corrida que, assim como nosso país, foi uma bagunça danada de transmissão. Desculpa aí, Liberty...!

E vocês, o que acharam da corrida? Abraços afáveis!

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Déjà vu na F1

Felipe Massa vai se aposentar. De novo. 
Para quem caiu sem querer aqui na página e não sabe lhufas do que estou falando, explico: vez ou outra eu comento sobre Fórmula 1, um esporte à motor que passa muito na rede Globo, especialmente nos domingos. Há etapas de corridas, em países ao redor do mundo (sim, ao redor, pois a Terra, queridos, não é plana), com treinos livres, classificação dos melhores tempos, e por fim, corridas de umas duas horas em traçados em sua maioria, chatos e pouco desafiadores, nos  domingos. Também há equipes, sabem? Como times, mas não com 11 "pinos" correndo ou defendendo à pé uma bola, mas sim apenas dois homens em cada "equipe" com um carro diferente destes de rua, usando capacete e macacões disputando estratégia e forçando o melhor dos motores de marcas famosas, como a Mercedes e tendo por trás, mecânicos, dirigentes e estrategistas comandando todo o resto. Sabe a Ferrari? Então, é uma dessas equipes, a mais "cricricri" da categoria e também uma das mais odiadas.  
Os pilotos ganham muito dinheiro, (as vezes demais), para serem "treinados" a virar para a esquerda e para a direita, no tempo certo e calculado. Alguns deles são muito bons nisso, outros, só são bons porque tiveram engenheiros magníficos para ofereceram um equipamento que propiciasse sucesso. E Felipe Massa é um desses pilotos que disputa na categoria - em síntese, se me permitem - uma disputa na verdade, de o quanto vergonha consegue passar. Ele é brasileiro, e você que está aqui que nem o meme do John Travolta em Pulp Fiction, pelo menos sabe que nossos compatriotas, além de não se importarem em ser alvo de piadas para os outros, não desistem nunca. Dão murros em ponta de faca com gosto, inclusive, quando se trata de política e dever cidadão. Ah, e eles são destes que sabe que a culpa é deles nas más decisões, mas está sempre à postos de culpar o vizinho.

Ano passado, estrategicamente antes do Grande Prêmio no Brasil - quando nós recebemos a Fórmula 1 por aqui - Felipe Massa anunciou aposentadoria da categoria.  Foi homenageado por mecânicos de todas as equipes, e não só a sua e foi aplaudido com gosto por funcionários e comissários, enquanto ele passeava pelo corredor dos boxes de cada marca com uma bandeira do país enrolada no corpo. 
O que eu disse na época do GP do Brasil pode ser conferido na íntegra nesse link: GP do Brasil em Fotos.
Como podem reparar - meus leitores já sabem disso - eu não gosto do Felipe. Por diversas razões, mas a principal, por ser fraco profissional, mas ser, na mesma medida, arrogante o suficiente para ser achar um dos grandes. Petulante, falastrão e chato, bem chato. 
No link eu falo que algumas pessoas choraram com a homenagem. Afirmei que era bonita, mas nem de longe soltei lágrimas. Eu não tinha nenhum sentimento que me fizesse agir dessa forma. Trollei com a careca do cara e segui adiante.
Eu poderia ter feito muito mais. Poderia ter escrito que ele era um perdedor, eterno vice, que escolheu parar no GP do Brasil pois seria o único lugar das quais o puxa-saco-mor faria das tripas coração para que fosse marcante (o Galvão e a emissora Globo, por meio dele). E foi marcante, para o Massa. Nesses tempos que assisto F1, homenagens para um vice como foi ao Massa, nunca vi. 

Passou novembro e veio dezembro. Logo depois do Natal, surgiu a possibilidade de "retorno" de Massa, assim que o campeão do ano passado, Nico Rosberg, surpreendeu à todos, dizendo que se aposentaria: ele estava na categoria para ser campeão. Conseguindo o feito, ele iria fazer outras coisas de sua vida. 
Massa foi cogitado ocupar a vaga até mesmo, de Rosberg. Seria um retorno daqueles que não foram.  A vaga na Mercedes parecia ser mais voltada ao companheiro de Massa, Valtteri Bottas, e então a equipe Williams ficaria com duas vagas soltas embora o novato canadense Lance Stroll estivesse praticamente confirmado. 
Antes mesmo de confirmar de verdade, eu iniciei meu processo de falar mal de Massa e atribuir palavras que denegrissem sua honra. Sem palavrões, apenas palavras pesadas como "mercenário", "covarde", "caçador de holofotes", vieram a ser registradas neste post à seguir: Drops pós Natal.
Massa foi vice campeão em 2008, contra o atual campeão do mundo, Lewis Hamilton, no segundo ano dele na McLaren. Massa na época, corria de Ferrari, e queria, a qualquer custo, mostrar-se mais eficiente que seu companheiro, Kimi Raikkonen que tinha um título na equipe no ano anterior. Calmo e tranquilo, pouco se importando para o campeonato em si, Kimi foi superado porque digamos "deixou". Massa superou o apático Kimi na época, e até hoje, brasileiros rangem dentes ao dizer que foi ele quem deu o campeonato de 2007 para o finlandês, mas se esquecem que Kimi correu as últimas corridas de 2008 em favor do brasileiro, e ele mesmo que se ferrou (sozinho) na etapa inglesa, ficando à poucos pontos de vantagem na última corrida do ano e perdendo para um Hamilton que veio a ser apenas o quinto colocado naquele dia. Por 27 segundos, antes de Timo Glock patinar na chuva em Interlagos, Massa foi campeão. Hamilton ultrapassou Timo e nesses 27 segundos comemoraram nos boxes, e logo piscar de olhos, a empolgação cessou: Hamilton, com aquele mísero quinto lugar, era o campeão. 
Ano passado, até meados de dezembro, Massa inaugurava um novo rótulo e acrescia uma nota de rodapé no currículo: "Campeão por 27 segundos e aposentado por 3 meses".

Em janeiro, ele voltava ao cockpit, como piloto da mesma Williams. Sob a desculpa de que "ensinaria" o novato canadense, Lance Stroll, ele passou o ano inteiro, dando entrevistas como se estivesse na disputa real de alguma coisa e reclamando - como sempre - de alguma falha mecânica, pneus ou colegas de outras equipes que prejudicou sua volta. 
A mídia achou errado, alguns críticos foram coesos e lançaram mão de palavras que magoavam: "fomos feitos de trouxas", afinal, toda a imprensa especializada falava bem de Massa depois que ele decidiu se aposentar. Apregoava-se sua boa forma e coragem, em dizer: "vou cuidar da minha vida". Virou mártir para muitos. saindo assim, de cabeça erguida, ele ensinava à muitos outros, que ficaram se humilhando por contratos em equipes pequenas e não souberam a hora de parar. 
Voltando, toda aquela exaltação pela atitude e pela contribuição à categoria, caiu por terra. Ele se tornou tão ridículo quanto aqueles que se humilharam em equipes menores ou saíram ensandecidos por grandes empresas de patrocínio. Claro que ainda lê-se nos portais especializados locais machetes que dão conta dos primeiros colocados seguidos de um "ponto e vírgula" com o nome do Massa e sua colocação (pífia, mais que nos outros anos).

O resumo para quem ficou até aqui nesse ponto alto do meu texto e não conhece a F1: Massa voltou e só manchou a carreira com um sem número de corridas inúteis. Não ajudou Stroll a evoluir em nada.  E além disso, meio que foi colocado para escanteio: desde o meio do ano, a disputa de sua vaga foi colocada "à venda". Um antigo piloto estava em casos de retorno, depois de alguns anos competindo de rali; Robert Kubica teve muitos acidentes sérios, um inclusive na F1, mas não tem mais tanta credibilidade de voltar. Um acidente mais grave do rali comprometeu movimentos de uma das mãos, mas ele, tem conseguido se virar. É uma questão de prática e adaptação. No caso dele, readaptação. O piloto reserva da Williams, Paul di Resta, já correu na categoria na mesma época de Kubica e não foi assim tão ruim para ter sido rebaixado à piloto de testes. Ambos, apesar das discordâncias pessoais em termos de talento (vai de cada um, o que pensar a respeito dos dois), são, sem sombra de dúvidas, melhores opções para a equipe que tenta uma renascença, depois de perder seu achado Valtteri Bottas para a Mercedes.  

Que fique claro: Massa é um bolha por falar em aposentadoria bem antes do GP brasileiro, se é que vai ser isso mesmo e não decidam por uma renovação de contrato. É óbvio que esse idiota quer holofotes de novo, na sua terra, e infelizmente vai ter, porque os puxa-sacos são, como mandam o conceito, uns puxa-sacos. Mas não espere mecânicos e comissários agradecendo sua ilustre presença, pois bobos e trouxas a gente vê em grande quantidade, aqui no Brasil.
Espero, profundamente que seja a última vez que eu tenha de fazer textos sobre esse cara. Desta vez não vou medir palavras e tomar a dianteira: "tchau, não precisava nem ter voltado". E chega, né?

Abraços afáveis!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Corrente Musical de A a Z: Rammstein

Vencendo por dois votos da escolha geral, a postagem da Corrente abre a semana com os alemães de metal industrial -




♫ Música que mais gosto:

Sempre muito difícil escolher uma só. Ainda mais quando a tal música só tem opção de vídeo de fã no Youtube, com a rotação da música meio esquisita. ... Mas é "Mehr" uma das minhas favoritonas de todas.

♫ Música que menos gosto:

"Seemann" é boa para fingir-se fluente no alemão e tem um tom de balada, mas não é das que mais gosto.


♫ Música romântica:

Quem conhece sabe: Não tem como responder essa questão, pois as opções são complicadonas. Os corajosos escolheriam "Te quiero puta" ou "Pussy"... Mas não é meu caso, hehehehehe, e prefiro me abster.

♫ Música que me define:

...In der tiefe ist es einsam
Und so manche zähre fließt
Und so kommt es, dass das wasser
In den meeren salzig ist... -  Haifisch

♫ Música para dançar:

São muitas, por incrível que pareça. Mas escolho "Engel".

♫ Clipe Favorito:


♫ Melhor álbum:

Assim que lançou em 2009, "Liebe Ist Für Alle Da" foi um dos álbuns mais ouvidos por mim naquele período. Foi também na mesma época que assisti o DVD Völkerball e Rammstein sedimentou de vez minha preferência sendo a única banda que conheço por inteiro no subgênero do metal industrial. O álbum inteiro foi um grande deleite para mim na época que já curtia o som dos caras, seis figurões alemães bem "esquisitões" e "performáticos": Till Lindemann  como vocalista, Richard Kruspe como guitarra solo e vocal de apoio, Paul Landers na guitarra base e vocal de apoio, Oliver Riedel no baixo, Christoph Schneider como baterista e Christian Lorenz  tomando conta dos teclados e samplers. Pena que foi o último álbum de estúdio deles e estou já a 8 anos à espera de material novo...
As faixas:

1. "Rammlied" 
2. "Ich tu dir weh" 
3. "Waidmanns Heil" 
4. "Haifisch" 
5. "B********" (Bückstabü)
6. "Frühling in Paris" 
7. "Wiener Blut" 
8. "Pussy" 
9. "Liebe Ist Für Alle Da" 
10. "Mehr"
11. "Roter Sand" 

♫ Pior álbum:

Não é necessariamente um álbum ruim, longe disso. "Rosenrot" é o quinto álbum da banda e possui menos músicas das quais gosto muito e que fazem parte das minhas grandes escolhas de listas. Mas a faixa título é uma das que se destaca e que salva bastante o álbum, juntamente com "Benzin" e "Mann Gegen Mann". O disco é de 2005 e possui a mesma formação atual da banda. As faixas:

1. "Benzin" 
2. "Mann gegen Mann"  
3. "Rosenrot" 
4. "Spring" 
5. "Wo bist du?" 
6. "Stirb nicht vor mir" 
7. "Zerstören" 
8. "Hilf Mir"  
9. "Te Quiero Puta!" 
10. "Feuer und Wasser" 
11. "Ein Lied"  

► Menções honrosas: 10 músicas que não foram citadas

Los;
Sonne;
Mutter;

Comentem sobre as escolhas e aviso que, das bandas de repescagem, manterei apenas System of a Down para fazer parte das novas opções de voto da letra S, logo abaixo:






Senhores e senhoras, já sabem: votem, palpitem por aqui e pela página do Blog. Semana que vem, tem mais! ;) 

Abraços mega afáveis!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Pausa do blog: Finados

Com o feriado de finados, o blog vai ficar "finado" por uns dias, rsrsrsrs... Irei viajar e volto só sábado à noite e essa pausa será necessária para a página. 
Estava planejado postar a nova escolha da Corrente Musical de A a Z, mas a contagem de votos ainda é pouca para um decisão precisa. Das opções desencadeadas na última postagem com o R.E.M. foi proposto: 





Os votos estão: dois para Rammstein, um para Roxette e um para System of a Down. 
Esperarei, então, mais votos das opções, já que para o próximo post da Corrente para definir só uma para repescagem, já que vou propor mais 4 bandas com a letra S. 

Até lá, deixo o link para companharem as outras bandas e artistas que já passaram aqui na Corrente Musical de A a Z.

Abraços afáveis!

terça-feira, 31 de outubro de 2017

GP dos México com fotos comentadas sarcasticamente (ou não)


Mexicanos fazendo a festa com Verstappen e um busão...

...Peraí.

Onde-é-que-esse "luchador" está com a mão??


***

Precisa de legenda?


***

Houve pódio? Houve sim, mas e alguém deu importância?

Resposta certeira:


Acontecia um pódio, mas as câmeras e a transmissão focavam e falavam do Hamilton e os três ali num tratamento básico de:


***

Pronto Max, satisfeito? Tudo ok, sem punição, com pódio, primeiro lugar, troféu, champanhe, papelzinho picado e festança com DJ


Mais alguma coisa? 
Ah, sim. Título. 

Tente ano que vem, afinal esse ano, a brincadeira já acabou

***

Kimi gente como a gente: saindo da festa com os enfeites e os docinhos para levar para casa


***

Para não me acusarem (injustamente, diga-se) está aí minha "homenagem" ao novo tetra campeão 


No mais, ele não precisa da minha opinião, para ser o Lewis "Genius" Hamilton e eu, sei bem disso.
Como diria a sábia filosofa Elsa do Frosen:


Abraços afáveis!