segunda-feira, 23 de março de 2020

Off Topic: Covid-19

Em meados de fevereiro, quando o novo coronavírus passou a deixar as autoridades observando as movimentações da doença na China, o pensamento era que alguns eventos poderiam ser suspensos, pelo menos, por lá. A F1 então, adiou a corrida que aconteceria no dia 19 de abril.

Como no começo de tudo, não se sabia nem mesmo a origem do novo vírus (querendo ou não, o que foi divulgado parece até piada de mal gosto), as autoridades apenas observaram mesmo. Não ficaram em alerta como deveriam. Ou pelo menos, não manifestaram que estavam em alerta, caso contrário, creio que não estaríamos em uma situação de pandemia.
Hoje, dia 23 de março, a suspeita que paira é que a República Popular da China deu de ombros para os avisos. A consequência dessa irresponsabilidade está refletindo drasticamente pelo mundo: na Itália, mais de 500 morrem em decorrência do Covid-19 e essa estatística é a cada 24 horas. É assustador. Os italianos, começaram em março a quarentena. 
No Brasil, desde o dia 14 de março, as pessoas começaram a seguir as recomendações de evitar aglomerações, usar máscaras, lavar as mãos com água e sabão (ou álcool gel) e assim que possível, ficarem em casa. Algumas pessoas passaram a fazer isso, menos o chefe de Estado e seus defensores.

Pois bem. Falei em autoridades e chefe de Estado? O nosso (querendo ou não, é o nosso presidente) saiu no domingo, para uma manifestação pró-governo. Isso, tendo voltado recentemente dos EUA e testado para a doença.
Entre pronunciamentos - rasos, patéticos - a imprensa "montou" no presidente. Não sabíamos o que era para ser feito, pois tudo que se lia nos portais e redes sociais envolvia as falas e atitudes do tal presidente. Escolheram tentar derrubar o presidente, ao invés de salientar as medidas de precaução. 
Que havia uma certa burrice latente neste indivíduo, e que líderes religiosos eram verdadeiros babacas, eu já sabia. Todo mundo sabia. Era como ver um bando de cachorros correndo atrás do rabo. 

Nas redes sociais, as pessoas começaram as hashtags do "fica em casa". Eu dei risada (sarcástica), quando no fim de semana do dia 15, reconheci as pessoas que a qualquer palavrinha (sempre errada) do presidente, estavam em bares ou restaurantes. "Tá serto!"
Naquele mesmo fim de semana, a F1 teria a sua estréia na Austrália. Muito tardiamente, a F1 cancelou. E quando digo tarde, vocês já sabem que estavam todos lá: equipes e funcionários, pilotos, e jornalistas - todos expostos. Muito disse-me-disse acabou cancelando o GP.
Não deveriam ter sequer ido. Foi uma temeridade enorme esperar chegar lá e cancelarem poucas horas antes dos primeiros treinos livres. O contágio do Convid-19 se deu exatamente assim: pessoas que estiveram na China que voltaram para seus países. Na Austrália - se não bastasse as queimadas que sofreram no mês anterior - já havia casos da doença. 

A primeira movimentação deveria ter acionado a luz vermelha: um mecânico da McLaren teve o exame positivo e a equipe soltou uma nota de que não correria no GP. A Haas tinha 4 funcionários em isolamento. Os piloto começaram a se manifestar.
Só na tarde de quinta-feira aqui, é que decidiram pelo cancelamento oficial.

Tomei para mim que estávamos diante de tempos muito difíceis. Eu simplesmente não confiava nas pessoas. As providências não estavam sendo tomadas pelos grandes empresários por conta das questões financeiras. O que dizer de chefes de Estado egoístas por natureza?
Confinar as pessoas em casa poderia ser drástico para economia, mas era necessário. E não iam fazer de imediato. Muita reação contrária seria dita, ouvida e colocada em prática.

Dito e feito. O caos estava se formado: gente estocando comida em casa, outras teimando em sair e vivendo a rotina sem se preocupar. 
Artistas fazendo vídeos tutoriais em suas casas, ensinando lavar as mãos. Necessidades básicas estavam sendo tratadas como novidade é uma amostra de que parcialmente não saímos da Idade Média. Cancelamentos de shows, jogos, corridas e eventos acadêmicos e até mesmo, estreia de filmes aconteceram rapidamente. Tudo para evitar aglomerações. 
As Olimpíadas não deve acontecer. Entendam, é necessário que não aconteça.

Encaramos o pior dos mundos: a maioria ignora a gravidade da pandemia. O excesso de informação (desencontrada inclusive) está mostrando as fragilidades humanas: fake news e caça cliques estão denotando o nosso psicológico. 
Não é hora de shows, de jogos. Não é hora de preocupar como é que vai ficar o entretenimento, ou como o mundo reagirá sem eleições. Não é agora que temos que pedir impeachment dos líderes políticos. Não é hora de ser hipócrita, de dizer que temos que acabar com os chineses ou amaldiçoar as religiões. 
Estou um tanto farta do que ando lendo nas redes sociais, do que recebo de notícias. Pessoas que querem a morte dos chineses, mas desde 2016 não toma vacinas contra a gripe. Pessoas que tem religiosos dentro de casa, fazendo chacota das orações das pessoas, das missas sendo transmitidas via Facebook. 
Não é hora desses julgamentos, dessa balbúrdia. É hora de sobreviver. 
Vai ser duro? Vai. 
Fique em casa: gaste a sua Netflix, a sua Amazon Prime, a TV a cabo. Leia um livro, dois, três, o quanto quiser.  Ouça música, navegue na internet, resgate um jogo de tabuleiro e jogue com a sua família. Brinque com seus filhos, ajude-os com tarefas escolares, irá aprender muito e talvez até, mais do que os professores da escola queiram transmitir aos seus pequenos.
Ajude ficando em casa, por aqueles que não podem ficar. Não espalhe a sua mediocridade por aí e proteja-se. 

Nós vamos sair dessa. Só tenham paciência. 
Abraços afáveis! 

PS: Na F1, já são oito etapas adiadas/canceladas até aqui da temporada 2020 por conta do coronavírus: Austrália, Bahrein, Vietnã, China, Holanda, Espanha, Mônaco e, agora, Azerbaijão.
Tenhamos em mente que, o melhor está sendo feito SIM!

sexta-feira, 13 de março de 2020

Previsões Temporada 2020 da F1 (Por Vander Romanini)

Pessoas queridas, sextou!!! Estamos aqui hoje, cedinho para lançar o texto especial da race week da F1 2020.

Pedi ao meu amigo torcedor do Raiders na NFL a fazer advinhas sobre a Temporada e o texto ficou fantástico! Confiram!!!


***


Previsões para a F1!

Quando a Manu me pediu pra fazer um texto com as previsões da F1 desse ano, confesso que foi um choque, já que não acredito muito nisso(exceto quando envolve o Corinthians, Liverpool, Raiders e Lakers, porque aí se for a favor, acredito e muito!), como o pedido dela é uma ordem, fui a Rua 25 de Março(rua daqui de SP voltado ao comércio popular) e comprei uma bola de cristal que a vendedora me garantiu que funcionava, incensos com uns nome estranhos, mas como parece que o pessoal que prevê coisas usa, também vou! Um turbante que a vendedora da outra loja(pesquisei muito os preços, meu dinheiro não dá em árvore, né?)me garantiu que funcionava e baralho! O vendedor me disse que o meu de truco não funcionava porque tinha carta a menos(acho que ele quis me enganar...), então comprei um novinho!
Com tudo arrumado, fui pra casa, caprichei na toalha e ajeitei as coisas.
Meio afogado com a fumaça dos incensos, comecei a concentração aí quando achei que tava no ponto, perguntei pra eles:
QUEM VAI GANHAR?
As cartas:Hamilton e Mercedes!
A bola de cristal:Hamilton e Mercedes!
O turbante:Hamilton e Mercedes!
Aí eu fiquei desconfiado deles e pedi com mais ênfase: qual é, gente? Depois de um trabalhão desses? Quero a coisa mais completa, pô!
Depois de uns instantes, e aquela fumaça dos incensos me dando dor de cabeça, veio a voz:
"A Mercedes vai sobrar na turma! Vai ser um passeio a menos que o Finlandês faça besteiras, o outro moço, Hamilton também os faça, leva a taça!
A Red Bull, com o Holandês maluco e o escudeiro Albon vai ser o segundo dando algum aperto na Mercedes!
A Ferrari vai ser terceiro apenas e tão somente porque a FIA passa a mão na cabeça deles!!
A Racing Point vem na sequência por um simples motivo: o papai Stroll pensou, já que eu uso motor Mercedes, a fábrica da Mercedes, o túnel de vento da Mercedes, por que não o carro? E no melhor estilo "pode copiar, só não faz igual" pegaram o bólido de 2019 e pintaram de rosa!
A McLaren e a Alpha Tauri(lindamente colorida de preto e branco) vão se estapear pelo resto dos pontos!
Já a Renault, Alfa Romeo, Haas e a Williams vão se esbofetear pela lanterna do certame, com a Haas levando vantagem!"
E como que num estalo e com uma tosse danada produzida pela fumaça daquelas varetinhas dos infernos, acordei do transe!
E quando li o... não sei como se chama! Se é psicografia, previsão... até os astros sabem meio que vai rolar esse ano!
Ano que vem é que a coisa ferve! Os contratos da pilotaiada quase toda vencendo e os carros novinhos, redesenhados e tudo mais, aí que eu quero ver a Bola de cristal, o Turbante e o baralho trabalharem duro! Menos com os incensos, já que essa tralha afoga a gente!
Boa temporada pra todo mundo, pessoal!!
Abraços!!

***

Obrigada demais Vander!!! Adorei o seu texto!! Você e o Diogo fizeram a semana aqui no blog, mais legal!!!

Com essa pessoal, me despeço! Desejo a todos um excelente fim de semana apesar de não termos GP!

Aguardamos as movimentações da F1 atentos, ontem. O Coronavírus era uma ameaça desde a sua descoberta, mas a categoria se fez de cega, surda e muda para a "estreia" na Austrália. 
Era uma temeridade enorme e mesmo assim esperaram chegar no país, alguém contrair o vírus, para praticamente nos 45 do segundo tempo: "ah não, não vamos ter corrida..."
Fizeram todo mundo viajar para lá - justamente o principal ponto de cancelamento, pois a precaução necessária era manter as pessoas em casa - para fazer um pronunciamento muito tempo mais tarde que a informação de que a McLaren não iria correr. Imprudência!!!

Enfim, fazer o quê, né? De qualquer forma, o texto legal de hoje está aí. Nos vemos em breve, com mais informações e talvez, um posicionamento fixo de que a categoria retorna quando não houver mais perigo. 

Aguardamos que essa pandemia de dissipe (pelo bem de todos) e as autoridades, a OMS sejam mais eficazes. 
Abraços afáveis!!!

quinta-feira, 12 de março de 2020

Abertura da F1 2020: Pilotos (parte III)

Depois da apresentação dos carros na segunda, pelo meu amigo Diogo, na terça e ontem, tivemos a parte 1 e 2 da apresentação dos pilotos dessa temporada de 2020 na F1. Quer ver essas postagens? Só rolar o cursor, ok?

Hoje, a tríade final, começando pela mais controversa equipe, que mesmo fazendo bobagens mais do que dando alegria aos seus torcedores, é aquela que sempre tem mais atenção do que todas as outras. 

FERRARI

Ficando em terceiro no ano passado por um misto de erros internos e de seus pilotos (cada um com sua carga de culpa equivalentes), a Ferrari acabou sendo uma das equipes que mais os adversários se preocupam, que a mídia fica mais em cima, mesmo precisando de umas ignoradas para tomarem vergonha na cara e honrem a fama e a tradição que possuem. 

Em 2019 um marco entre os seus representantes: Sebastian Vettel já massacrado por muitos, estava ainda mais sendo pisoteado pela mídia especializada - que sempre gostou do circo do massacre quando a figura pública encontra-se na crise. Sofreu também (sem saber por completo) os muitos sabichões anônimos, que aproveitaram a sua impotência para julgar sem dó. 
Considerado fraco e "mimado" perdeu a credibilidade mesmo sendo um piloto tetra campeão - títulos esse creditados à Adrian Newey e não ao talento do alemão. 
Ainda existem os fãs, e isso é um alento. Apoio nessas horas, são refrescantes para aquelas feridas aliviam a dor. 


De braços cruzados, Vettel manda o recado que não "se abre" para a crítica e vai lutar para ser feliz em 2020, mesmo que a Ferrari dê totais indícios de que Charles Leclerc é o seu preferido. A chance de Vettel talvez tenha passado. O que resta agora é tentar recobrar a dignidade, isso SE a Ferrari deixar. 
O que veremos na mídia é equipes dizendo que foram procuradas por Seb e os mandantes da Ferrari dirão que estão com ele, para o que der e vier. Estarão mais ainda, quando derem com os pezinhos em seu bumbum alemão. Da Ferrari, não espero menos. 
Vettel chegou em 2019 tendo que mostrar serviço ou perderia para um "novato". Parece tosco, mas foi isso que muita gente plantou nos portais de notícia, e um sem número de fãs (fãs?) colheu. 
Terminou em quinto lugar na tabela com 240 pontos. Atrás ainda do Leclerc, aquele monegasco bonitinho que vinha da Sauber e era sensação em 2018...

Apenas segundanista, Leclerc conquistou corações, mas também encheu os olhos dos tifosi. Trocaram o Kimi por ele e em 2019 ele mudou até fisicamente: era bonitinho, meiguinho, rosinha e de repente, estava com a barba por fazer, o cabelo desgrenhado e um olhar de fuzilar os outros quando as coisas iam mal. 
Cometeu erros, normal de um recém chegado em equipe grande. Tem uma pressão enorme sob os ombros - ser piloto da Ferrari é ser cobrado todo santo minuto. 
Ganhou o mundo dos italianos, com a vitória em Monza. Corrida muito bonita.  
Pintaram uma grande rixa entre ele e Vettel. Há respeito, mas não existe concessão. Nem deveria ter, por sinal. Mas a marca que eu vinha falando desde o começo de 2019, que Leclerc era prioridade na Scuderia, se esclareceu justo no GP italiano. 
Quem negou essa minha premissa, não admitirá que estava certa o tempo todo. But... Who cares?


Visivelmente mais maduro, Charles chega em 2020 tendo deixado para trás um quarto lugar, 264 pontos e banca para exigir mais do que Sebastian. Já começou bem: ele fica na equipe por mais 5 anos. Duas piscadinhas para quem curtiu!

RED BULL

Com propriedade, a Red Bull deixou que Versteppen se aproveitasse das falhas da Ferrari para se aproximar das Mercedes e ser terceiro no campeonato. A equipe teve, até no meio da temporada Pierre Gasly (que terminou o ano com 95 pontos e um sétimo lugar, mas na Toro Rosso). Substituído por Alexander Albon (da Toro Rosso) no GP da Bélgica, esse surpreendeu Helmut Markko a ponto de mantê-lo na equipe A: o mesmo fechou o ano com 92 pontos e um oitavo lugar. Só não marcou pontos no GP do Brasil, graças ao "gênio", Lewis Hamilton... #xingarnãoresolve


Albon foi bem, Gasly também, e nas poses, ficaram semelhantes. Mas a vida boa está garantida na Red Bull apenas para o holandês Max.

Turrão, cabeçudo, bocudo, afoito... O que quiser nomear. Admissível é que, Max tem talento. E ele protagonizou, com vitórias, as melhores corridas de 2019: Áustria, Alemanha e Brasil. Chegou à 278 pontos, e como disse acima, terminou o ano em terceiro - uma conquista equivalente a uma vitória pois, chegar nas Mercedes, parece um trabalho impossível, ainda para esse ano. Talvez isso mude em 2021. Mas eu escrevi TALVEZ!


Já dá para ver que quer sair e ir para a pista.  Recatado, ele fechou as vestimentas. Faz bem. Assim, só torço para ele não aparecer nos meus sonhos mais - como aconteceu antes do GP do Brasil, ano passado... Sonhar com esse cara durante uma noite inteira, num passeio de carro por umas fazendas não foi nada legal.


MERCEDES

Vou ser direta: Não dá para falar muito desses caras. Estamos todos, cansados de Mercedes.

O "capacho mor", Valtteri Bottas vira e mexe é uma pequena vergonha da Finlândia. Um país tão organizado, bonito, com um sistema educacional invejável e tá lá, o cara fazendo alguma coisa que justifique que o seu companheiro seja hegemônico. 


Começou o ano barbudo e com cara de mau. Passou a temporada, ameaçando vir forte e falando em um retiro na floresta. Se você gosta de caras bad boys, o Bottas é a pedida da vez. Até rompeu casamento já estando de rolo com outra... Rapidinho o rapaz!
Mas olha só, em 2019 o Bichinho de Goiaba criou mesmo asas e pode virar uma linda borboleta: não foi tão patético como nos anos anteriores, deu apenas um sustinho no companheiro - muito mais porque o inglês estava relaxado e "inventando moda". Bottas terminou o ano com 326 pontos e em segundo. Se quiser provocar, pode até conseguir uns pontinhos a mais.

Pena que para esses assuntos bobos, Lewis é mestre. Ele foi lá e se mostrou ressentido com fatalidades só para aparecer, falou em sustentabilidade e meio ambiente, e propagou o veganismo. Eu achei uma bobagem sem fim e de uma hipocrisia sem precedentes. Mas há quem goste e bate palma. Inclusive, está sendo chamado de "homão da p@%¨&" pelo simples fato de agora, ser um carinha com consciência de classe, de direitos do povo, ambientalista e postar foto de cueca no Instagram.

Seu tombo, não veio, e nem vai vir. Com DAS, a Mercedes vai sobrar, de novo, e agora sim, vai fazer sentido dizer que Hamilton venceu corridas com uma das mãos amarrada nas costas. Com o DAS ele poderá controlar o volante com os joelhos, se quiser tentar, quando tiver feito uma pole, largar na frente, tomar dianteira e estiver uma volta à frente do resto nem com um terço da corrida...


E quando eu falo "resto" eu queria estar brincando. Mas com esse cara aí, não tem jeito. Até uma das poses mais sem graças das fotos promocionais, anda sendo escolhida como uma das melhores.
O "blessed" vai continuar "blessed". Em 2019 foram 413 pontos somados, 5 a mais do que em 2018. E isso que ele "teve dificuldades"! Sandbagging fajuto esse!

Ansiosa (só que não) por uma corrida em que ele reclame dos pneus estando em segundo, arrisco dizer que Lewis, fecha o ano com pontos entre 420 e 430. Se não chegar a 450. 

Ai, ai...

Amanhã, um texto especial do meu amigo, Vander! Está imperdível!!!
Abraços afáveis!

quarta-feira, 11 de março de 2020

Abertura da F1 2020: Pilotos (parte II)

Já viram as nossas matéria especiais? Temos uma apresentação feita pelo Diogo sobre as equipes, texto que pode ser conferido, aqui. E temos a primeira parte da apresentação de nossos queridos pilotos com fotinhos promocionais, recheado de "pataquadas" dessa que vos escreve.
Preparados para a continuação? Então, sigam-me!

RACING POINT


Há um ano sendo chamada de Racing Point, ainda me vem a cabeça, dizer "Force India". Os caras da Hello Kitty Team tem uma das duplas mais inúteis do grid. Não consigo ter simpatia pelo Sergio Pérez, nem muito mesmo o "papai é dono", Lance Stroll. 

Pérez, como dito, não me faz diferença estando ou não no grid. Entrou na F1 em 2011, pela Sauber e parecia uma promessa que eu desconfiava, ser fogo de palha.
Com destaque no seu primeiro e segundo ano, atraiu atenção das equipes maiores e acabou contratado pela McLaren em 2013. Dispensado por um rendimento aquém do esperado, ele rumou para Force India, e está lá, até hoje...
Na GP2, ele se classificou em 22º. Na F1, seus resultados foram bem sem graça: 8 pódios e 581 pontos. Em 2019, fez 52 pontos ficando em décimo na tabela.



A sua pose na foto promocional - daquelas pouco criativas, ou também, muito tradicional - mostra o quão morno ele é e 2020 não deve ser diferente.
Ainda que seja um cockpit que poderia estar sendo ocupado por gente mais empolgante, desperdício mesmo é o ocupado por seu colega de equipe.

Depois de ter o pai pagando para ele estar na F1, Lance Stroll não fez nada que valesse o dinheiro gasto. Chegou a ser membro da academia de pilotos da Ferrari quando ainda competia kart, mas acabou no programa de desenvolvimento da Williams em 2015. Por isso, em 2016 já era contratado da equipe inglesa como piloto reserva.
Ele era para ser o substituto de Felipe Massa quando este anunciou a aposentadoria no fim daquele ano. Mas era "pegadinha do Zacarias" e ele voltou com a desculpa de que "ajudaria" Lance.
Na verdade, fez tanto quanto o garoto e tenho para mim que infeliz não tinha nada para passar, pois Lance ainda que tivesse marcado pontos, parece um cone com rodinhas.

Stroll marcou seus primeiros pontos, em casa, no GP do Canadá e também teve seu único pódio, pela Williams, no Azerbaijão, em 2017. Vão dizer que foi graças ao Massa... A melhor reação para isso, é a minha favorita:



Até hoje, Lance somou 52 pontos, e em 2018, "papito" comprou a falida Force India e colocou o filhão para correr na equipe rebatizada de Racing Point. Ano passado, ele vestiu rosa e terminou o ano com 21 pontos, em 15º.



A foto... Er... Bem... 
...Próximo!!!


ALPHA TAURI

Ex-Minardi, Ex-Toro Rosso, e agora Alpha Tauri - a equipe B da Red Bull. Interessante o nome, só resta saber quando vamos nos acostumar com ele. Apesar de tudo, acho mais legal que "Racing Point"... (ó a implicância...!)

A dupla de pilotos mudou e não mudou. Pierre Gasly tornou-se companheiro de Max Verstappen na Red Bull em 2019. Depois foi rebaixado para a Toro Rosso e ascenderam Alexander Albon. Em 2018 outro piloto na Toro Rosso era Daniil Kvyat, que já havia passado por essa "ascensão e queda" que experimentou Gasly no ano passado. É isso mesmo: uma bagunça!
Nesta semana, anunciaram que Sergio Sette Camara será o piloto de testes do grupo. Qualquer erro que qualquer um dos pilotos - menos o Verstappen, claro! - cometer, terá torcedor brasileiro esgoelando pela substituição imediata. 
Essa página deseja que tenhamos paciência....



Daniil Kvyat esteve mais na cara do brasileiro pelo seu envolvimento com Kelly Piquet, filha do Nelsão. Tiveram uma menininha, Penélope, mas parece que o relacionamento não está lá essas coisas. Como isso aqui não é coluna de fofoca a gente dá uma cortada rápida no assunto para o melhor aproveitamento do espaço hehehe...
Kvyat começou na Toro Rosso em 2014 substituindo Daniel Ricciardo que foi para a Red Bull. No fim do mesmo ano, ele viria a substituir Sebastian Vettel na equipe A. Em 2016, eles rebaixaram ele para a Toro Rosso e subiram Max Verstappen, filho do Jos, da então Toro Rosso. Em 2017 ele foi substituído pelo Pierre Gasly na equioe. E em 2018, ele foi desenvolvimentista da Ferrari.
Por fim, voltou à Toro Rosso, no ano passado. Ufa? Sim, ufa!



A pose da foto promocional ficou indiscreta, mas ter capacete em mãos deu a Kvyat o que fazer com elas. Em 2019, marcou 37 pontos, ficou em 13º. Permanece na equipe, mas não sabemos até quando...

O companheiro passou por reboliço semelhante com Helmut Markko e cia. Pierre Gasly, estava na Red Bull e foi rebaixado à equipe que o trouxe aos holofotes automobilísticos em 2017. A desculpa? Não tinha sido competitivo o suficiente.
Isso que seu contrato aconteceu, pois em 2016 ele havia vencido a GP2... Mas de uma hora para outra, a maré mudou e ele teve uma pequena bagunça formada na sua carreira, quase igual ao que vinha acontecendo com Kvyat.



Apesar do manjado esquemas das mãozinhas, a foto de Pierre foi uma das mais bonitas. E sem "piadolas" dessa vez, comentário é autêntico assim como o que vem a seguir:

Kvyat e Gasly terão crise de ansiedade trabalhando no grupo Red Bull/Alpha Tauri. Nunca se sabe o que é garantido entre os chefões, a não ser que você seja Max Verstappen.


RENAULT

A Renault abriu 2019 com a vinda de Daniel Ricciardo. No meio do ano, já sabíamos que iriam dispensar Nico Hulkenberg. Foi um jogo ridículo. Mas, o que fica é a piada do "Hulk sem pódio, láláláláááááá"...


  
Nico, fora, ficou sem vaga, graças a gracinha da Renault que não queria um "pessimista" por perto. Saibam que todo pessimista se diz realista, então vamos aos números reais dele: Hulk terminou 2019 com 37 pontos e um 14º lugar. Forçadamente, ficou sem vaga e "aposentou-se" com 1 pole position, 511 pontos e duas voltas rápidas. A vaga do Stroll por exemplo, seria muito melhor aproveitada pelo mesmo. Mas sobre isso, ninguém se importa.

Com Daniel Ricciardo, a Renault achou e ainda deve achar que está tudo sob controle. O moço sorriso nos conquistou com o seu carisma, tornou-se piloto de testes e reserva em 2011 na Toro Rosso, e no mesmo ano, correu no lugar de Narain Karthikeyan na HRT. Em 2012, virou piloto oficial da STR, renovou contrato para 2013 e em 2014 subiu à Red Bull no lugar de Mark Webber ,que se aposentou. Logo, teve Sebastian Vettel como companheiro e em seguida foi a vez de dividir espaço com Max Verstappen em 2015. 
Saiu da equipe, anunciando essa decisão no fim de 2018 e rumou para a Renault para fazer o papel principal da equipe e sair da sombra do holandês. 

Não deu muito certo. Ricciardo não foi muito bem. Marcou 54 pontos em 2019, não protagonizou momentos memoráveis e ficou com a nona colocação na tabela. 



Não duvidávamos nem um pouco que a pose e a expressão de Ricciardo fosse a mais descontraída dos 20 pilotos. Sorrindo, como sempre, a gente sempre torce pela sua simpatia. Se fosse um gif e não uma foto, ele estava dançando, poderia apostar!

Para substituir o Hulk, trouxeram Esteban Ocon, que estreou na categoria em 2016, quando passou Manor Racing no GP da Bélgica no lugar de Rio Haryanto.
Detalhesinho? No seriado da Netflix Drive To Survive, temporada 1, contaram com pompa sobre o garoto humildezinho, Ocon. Mas o moço sempre foi da escola de pilotos da Mercedes: testou na Lotus em 2014, na Force India em 2015, e foi emprestado pela própria Mercedes para ser piloto de testes na Renault em 2016 - ano em que apareceu na Manor em uma corrida, como já mencionado.

Causou na Force India em 2017 e 2018 como piloto oficial, ao lado de Sérgio Pérez. No primeiro ano, protagonizou "altos pegas" com o mexicano. Era até legal.... Até fazer uma besteirona no GP do Brasil, em 2018. Foi aí que eu achei que coloquei o pé atrás em relação à esse francês...
Liderando a prova, o holandês avançou em Ocon - que era retardatário. Com bandeira azul e tudo, Ocon, mais rápido, mergulhou na curva S do Senna e chocou com Max que estava afoito para seguir na frente e se livrar dele... 
Quem passou a liderar? Lewis Hamilton. E isso, para mim senhoras e senhores, foi patético. 
Na fúria, postei nas redes sociais e aqui mesmo, no blog, que no mínimo Ocon tinha ainda esquemas com a Mercedes e que poderia até, estar com alguma vaga garantida, por lá. 
Poucos dias depois ele foi anunciado piloto de testes da Mercedes.



"Coitaaaaaaado!..." 
Pois é. Essa é a expressão dele na fotinho promocional da F1 2020: carinha de coitado. Mas, não sei não... Me soa tão falso quanto nota de 3 reais.

Por hoje, vamos de mais uma equipe:


McLAREN

Falamos então dessa dupla simpática que trouxe alguns poucos, porém memoráveis bons momentos na temporada passada. Começamos com Carlos Sainz Jr. que veio para a equipe McLaren no lugar do compatriota Fernando Alonso. 
Filho do Carlos Sainz do WRC, conquistou o seu primeiro pódio aqui no Brasil, no ano passado. Pódio não televisionado e que custou a acontecer graças à uma demora ridícula em punir Lewis Hamilton por uma colisão em Alexander Albon. Seria o primeiro pódio da McLaren desde 2014!!!! 
Sainz fez a festa com champanhe mais tarde, com a equipe e até dividiu o holofote com o companheiro, o novato Lando Norris. 


Apenas três letras: Uau!

Desde 2015 sob nossos olhos atentos, Sainz começou na Toro Rosso e no finalzinho de 2017 foi piloto da Renault. Esperamos então que, o espanhol repita e melhore o desempenho e tenha um 2020 produtivo, já que 2019 foi muito agradável para a sua carreira: ficou em sexto na colocação geral e marcou 96 pontos!

Se chamarmos para tomar um litrão, com Lando devemos ter em mãos, não uma cerveja, mas sim, leite. O garoto chegou chegando na equipe: de uma simpatia infantil, mas cativante, Lando foi confirmado como piloto júnior da McLaren em 2017, depois disso, tornou-se piloto de testes em 2018. Correu no mesmo ano, na Fórmula 2, e em setembro anunciaram que ele faria sua estreia como piloto titular em 2019. 


Fã do Valentino Rossi - dá para sacar isso pelo design do capacete - ele optou pela pose MotoGP. Ficou "da hora" como dizem e o garoto dos memes (rsrsrsrsrs...) mandou muito bem no ano de estreia: 49 pontos e um 11º lugar. 
Queremos mais brindes de leite em 2020? Sim, como não? Até porque é bom que previne a osteoporose!

Ficamos por aqui deixando as cerejas do bolo (será?!) para quinta-feira, amanhã. 
Aguardeemmm!

Abraços afáveis!!!

terça-feira, 10 de março de 2020

Abertura da F1 2020: Pilotos (parte I)

Já estamos em "race week" meu povo e "minha pova"!
Tivemos a abertura das postagens na segunda-feira (confira aqui) com a participação do Diogo com a apresentação das equipes e o visual dos carros, então nada mais normal falarmos um bocadinho sobre as duplas de cada equipe, as peças chaves (ou não, rsrsrsrs...) para as corridas.

Vindo da última do grid da temporada passada, à primeira, vamos fazer o inverso pois nestas que ficaram na turma do fundão possuem algumas novidades. Começando com as três últimas do ano passado, na parte I. 

WILLIAMS

A equipe acabou marcando um ponto só em 2019, com um décimo lugar de Robert Kubica num dos GPs mais legais do ano passado, o da Alemanha. O piloto retornava à categoria depois das controvérsias a respeito da mobilidade de uma de suas mãos - fruto de um acidente em rali. Isso deixava todo mundo com largas chances de criticar a sua presença na equipe e possivelmente era algo que não ajudava muito, em vista de que a Williams "patina" em termos de confiabilidade já faz alguns anos. 
O polonês acabou abandonando o posto, e deixou George Russell a aguardar um companheiro de equipe para este ano.


O britânico George Russell integrou o programa de jovens de pilotos da Mercedes em 2017, venceu a Fórmula 2 em 2018 e entrou para F1 no ano passado. Teve como melhor resultado, uma décima primeira colocação no mesmo GP em que seu companheiro pontuou: o da Alemanha. A editora dessa página ainda não se conforma com o fato de terem tirado esse GP do calendário.
Zerado no seu ano de estreia, Russell fechou a tabela de pilotos, em vigésimo. 

Russell pode contar com uma vantagem de estar na Williams: conquistar experiência, ainda que da forma mais dura. A sua maturidade poderá ser comprovada neste ano com a chamada "casca grossa"  criada pela complicação que é pilotar em uma equipe que não evolui. Essa "casca grossa" que alguns pilotos (considerados geniais) nunca sequer saborearam pode dar à Russell um "plus" para seu futuro. 
A desvantagem? Bem, não parece ser para esse ano que formaremos opinião exata com relação às suas habilidades, já que possivelmente a Williams continuará patinando. Além disso, ninguém merece ficar só na "saudade".

Segundanista, tem cara de quem poderá ter o mínimo da prioridade (se é que dá para garantir isso) na equipe. Ele ainda mandou charminho, fazendo cara de moço sério, puxando a gola do macacão como se fosse uma jaqueta de couro na foto promocional da temporada.


O que dizer se não o básico sobre o companheiro escolhido para ser titular no lugar de Robert Kubica - que foi ser piloto de testes da Alfa Romeo este ano?


Canadense, como o ex-Williams Lance Stroll, a semelhança não para aí: Nicholas Lafiti tem pai endinheirado também. Esteve paquerando uma vaga de titular na F1 desde 2016, quando foi anunciado piloto de testes da equipe Renault. Em 2018, ele ocupou a mesma vaga na Force India - quando esta ainda usava esse nome, não tinha entrado em crise, e não tinha sido comprada por Lawrence Stroll.
Ano passado, Lafiti integrou a Williams como piloto de testes e foi anunciado que seria o substituto imediato de Robert Kubica. 
Na foto, não explorou seu charme, mas já ensaia, ainda que discretamente com as mãos, postura de vitória. Acho que isso vai demorar, Lafiti...!

HAAS

A dupla de pilotos que mais sofre chacota da F1 - chacotas estas que foram potencializadas pela série da Netflix Drive To Survive - manteve a dupla, mesmo com todo o circo montado pela própria equipe. Reclamam, reclamam, no entanto, continuam agindo de forma ridícula. 

Vamos ao primeiro, massacrado por 9 entre 10 fãs de F1. Ultimamente, tenho acreditado que, o esporte favorito dos fãs e "fãs" da categoria, é "zuar" Grosjean. Muitas vezes a reação é exagerada e desnecessária, só pelo prazer de fazê-lo. A culpa de qualquer incidente também é dele, inclusive dos "sábios" e "perfeitos" narradores que temos a disposição no canal pago e tv aberta, do grupo Globo. Compraram a piadinha do "ih, foi o Grosjean" da internet em qualquer incidente de corrida e não ficam, nem um pingo, com vergonha disso.


É meu amigo Linguini, haja saco! Aparentemente esfregando as mãos, por estar diante de muito trabalho a ser feito, na verdade está de mãos postas em forma de oração. E concordo, é para rezar por paciência mesmo. Eu, no lugar dele, já tinha agido de forma bem mais mal educada.


Da "escola" Renault, Romain chegou à F1 no meio da temporada de 2009, substituindo Nelsinho Piquet. (,Pode ser que tenha uma ponta de razão sobre a implicância com o cara? Claro!) 
Em 2010 retornou à GP2 e em 2011 foi contratado como piloto de testes da Lotus Renault. No ano seguinte, passou a ser titular e companheiro de Kimi Räikkönen, após o retorno deste à categoria. 
Grosjean tem 389 pontos, 8 pódios e em 2019 terminou o campeonato em décimo sétimo, com apenas 8 pontos (o seu número é 8). Sua melhor corrida do ano passado foi um sétimo lugar  na Alemanha (e não tem GP da Alemanha em 2020! Parabéns aos envolvidos! ¬¬')

Com ele, segue na equipe o (bonitão) Kevin Magnussen. Filho do Jan, fez parte do programa de jovens pilotos da McLaren, e substituiu o Sergio Pérez, em 2014. No fim do ano, Kevin foi rebaixado à reserva pela chegada de Fernando Alonso e em 2015, foi demitido da equipe.
Em 2016, ele foi para a Renault e em 2017 ele veio para equipe Haas e está lá até hoje, aos trancos e barrancos.
Tem um pódio na F1, 157 pontos na carreira da categoria, e em 2019, fez 20 pontos (seu número também é 20!!), e terminou o ano em 16º. Seu melhor resultado foi um sexto lugar na Austrália, onde, coincidentemente foi o circuito que lhe deu também o primeiro e único pódio (ficou em segundo depois da desclassificação de Daniel Ricciardo) lá em 2014.


Com cara de preocupado, Kevin tem tanto trabalho quanto Grosjean, e exibindo uma aliança, afasta todos os pensamentos pecaminosos e a gente já parte para o que interessa dizer, que nada mais é uma verdade: o problema da Haas não é Romain Grosjean nem Kevin Magnussen. Reflitam! 

ALFA ROMEO

A Alfa Romeo "estreou" em 2019 e teve um envolvimento graças à sua dupla de pilotos. Depois de trocar com a Ferrari, "dando" Charles Leclerc por Kimi Räikkönen, a equipe rebatizou-se e trouxe Antonio Giovinazzi para o nosso conhecimento.

Kimi, todos conhecem e dispensa apresentações. O cara tá no nosso "convívio" desde 2001. E eu aqui, sou fã de carteirinha, bem mesmo antes de ser modinha. 
Foi campeão mundial pela Ferrari em 2007, e foi o último campeão da equipe. Ajudou a dita cuja muito mais do que deveria, e bem menos do que admitiriam. Os tifosi gostam dele, apesar de algumas demonstrações insensíveis da imprensa especializada nos momentos de crise. O que Kimi experimentou desse pessoal em várias ocasiões, Fernando Alonso sofreu também e agora, Sebastian Vettel é forçado a "engolir".


"Kimito" escolheu bem a pose da foto promocional, pois, vejam alguns dados e percebam se não é de se gabar: mais de 1800 pontos, 103 pódios, 21 vitórias, 46 voltas rápidas. Garantiu em 2019, 43 dos 57 pontos da Alfa Romeo. Seu melhor resultado foi um quarto lugar aqui no Brasil, em Interlagos - uma das corridas mais legais do ano. 
A experiência conta pontos positivos à equipe e com isso Kimi, se diverte e nos diverte para valer, seja com corridas ou com frases épicas. Sem lamber as botas dos outros, Kimi "knows what he is doing" e deve mais respeito do que muito piloto topetudo por aí.

Companheiro dele, Antonio Giovinazzi marcou a volta de italianos como pilotos oficiais na F1 - e que desta vez, ligado diretamente à Ferrari. Em 2016, ele fez testes no simulador da equipe e foi vice-campeão na GP2. No ano seguinte, tornou-se o terceiro piloto da equipe de Maranello. 
Como piloto de testes da Sauber, ele trabalhou em 2018, chegando a correr no GP da Austrália e da China, substituindo Pascal Werhlein.
Seu debut oficial acabou sendo no ano passado. O resultado foi um quinto lugar no GP brasileiro. Ele finalizou o ano com 17 pontos. 


Ousado, ele encarou a câmera só no "ameaço" de uma strip-tease ... Faltou só arquear a sobrancelha, insinuando o convite. Italianos...!

Brincadeiras à parte, retorno loguinho com a parte II e III.
Abraços afáveis!

segunda-feira, 9 de março de 2020

Abertura da F1 2020: Equipes (por Diogo Felipe da Silva)

A Fórmula 1 estará de volta nesse fim de semana próximo, mesmo com toda ameaça do Coronavírus, mas, ao que tudo indica, mesmo arriscado, vai acontecer. 
Por aqui, teremos as matérias especiais para começar com tudo! Nossa segundona abre com apresentação dos carros das equipes feito por um amigo: Diogo!

***

Olá a todos! 
Um novo ano surge e com ele sempre vem janeiro, e fevereiro e março... trazendo os lançamentos dos novos carros antes do início dos testes (ou não) de pré-temporada.
A convite da Manu, a quem agradeço imensamente, descreverei em breves, porém autenticas palavras o que achei dos bólidos de 2020:

MERCEDES


Sem grandes alterações de layout, é o carro com linhas simples e sóbrias como nos últimos anos, certamente com o equilíbrio e desempenho dos últimos 6 anos: para vencer os campeonatos. Ainda mais após a revelação do famoso DAS – Dual Axis Steering, que assustou a concorrência. No mais é Hamilton como 1º, 2º e 3º piloto, com Bottas ajudando o Hexa a conquistar o Hepta. Veremos...

FERRARI


Mantendo seu tradicional vermelho, porém fosco dos últimos anos, a Scuderia fez um carro sem muitas inovações aparentes, no entanto sendo envolvida no escândalo em curso do acordo com a FIA para livrar a cara da equipe devido ao motor fora de regulamento de 2019. Pelo menos é o que se alega por parte das demais equipes que não dependem dos motores italianos. Vão ter que se superar para não fazer seus pilotos se matarem e depois, quem sabe, superar a Mercedes para ganhar algum caneco.

RED BULL


Todo ano é aquela expectativa que temos de a Red Bull inovar no layout do carro, porÉm sempre nos decepcionamos, este ano eles mantiveram a “tradição”. Na parte técnica, o carro sempre evolui, afinal Newey é um gênio da aerodinâmica, e com o motor Honda competitivo e um ás holandês no volante, a Red Bull tem condições de superar a Ferrari e quem sabe brigar com a Mercedes. Oxalá!


MCLAREN


Grande surpresa de 2019 por se recuperar parcialmente depois de anos de "draga", o laranjão retrô da equipe continua, só que agora com a volta do azul. Tomara que continuem evoluindo, idem os seus pilotos, afinal, quem não quer ver a McLaren de volta aos pódios e vitórias? Talvez não tenham potência no motor, pois é o último ano com Renault e geralmente em últimos anos de parceiras, os parceiros já não se ajudam tanto assim, vide Red Bull & Renault. A conferir.

RENAULT


Grande decepção de 2019, conseguiu afundar a carreira do Daniel "sorrisão" Ricciardo e aposentou de vez o alemão azarado Hulkenberg. Claro que a prisão do presidente da montadora ajudou a afundar ainda mais a equipe, mas este ano terão que mostrar muito trabalho, caso contrário a chefia da montadora vai liquidar a operação, como os executivos gostam de falar. Gostei do black piano da pintura para este ano, Ocon é muito mais piloto que Nico e será um bom competidor pro Ricciardo,. Que os franceses tenham feito um carro que preste, para disputar com a McLaren e a Racing Point.

ALPHA TAURI


Ex-Toro Rosso, foi a equipe que inovou no nome e no layout, mandou bem no preto e branco das cores se destacando nos testes pelo design do carro. Tomara que se destaque também nos resultados, incomodando a equipe principal da Red Bull, afinal terão os 2 pilotos rebaixados pela equipe A. 

RACING POINT


Despontou nos testes pelos bons tempos – talvez artificiais demais – de pré-temporada. Muitos cravam que é uma cópia do carro da Mercedes, afinal, o motor é o mesmo, praticamente a Mercedes B, só que pintada de rosa. Quem sabe seja o ano da redenção de Pérez e também a oportunidade de Lance Stroll mostrar que merece ser mais que um piloto não pagante, porém filho do dono. Afinal ser filho do dono não é para quem pode...

ALFA ROMEO


Mantendo a tradição suíça da origem da equipe, não inovou nem na pintura, nem nos detalhes técnicos do carro, pintaram mais um pouquinho de bordô na lataria e só. Mantiveram a dupla de pilotos, vai fazer o Kimi ser o recordista de GPs disputados, mas não deve fazer mais que uns parcos pontinhos esporadicamente. Carro OK da temporada.

HAAS


Equipe que teve um 2019 desastroso em todos os setores, tenta superar os maus resultados com muita coisa nova: patrocínio novo, pintura nova. PorÉm os pilotos são os "manetões" de sempre: Grosjean e Magnussen. Vamos ver se eles não trazem (muito) prejuízo ao Gene Haas e quem sabe o deixe animado para continuar na F1 pela próxima década.

WILLIAMS


Equipe do fim do grid, deve continuar assim em 2020, pelo menos dispensou o polaco de um braço e meio e trouxe mais um futuro filho de dono de equipe, principalmente quando o velho Frank se for deste mundo. Agora com cores de pasta dental, deve continuar no fundo do grid, talvez com muita sorte possa conquistar 1 ou 2 pontos, igual em 2019. Nada mais que isso. 

Mas não sou vidente, quem gosta de adivinhar as coisas é um grande amigo meu, que logo vocês lerão suas previsões por aqui. Por enquanto é só, o que nos resta até a sexta dia 13 de março é acompanhar os episódios da Netflix para relembrarmos a temporada de 2019 com grande liberdade artística. Mas isso será assunto para outra coluna, se a Manu tiver coragem de publicar, afinal não se deve persistir no erro, hehehe...

Até mais!

***

Diogo, obrigadão por ter aceitado o convite e por ter empenhado no texto de abertura! Fiquei muito feliz com a sua disposição e também com o fato de já se sentir a vontade para mandar mais um texto para o espaço. Já digo que sim, com certeza, quero sua resenha da segunda temporada da Netflix!

Sobre os carros, eu geralmente faço textos que apontam detalhes estéticos, que são, como o próprio nome já indica, uma questão de gosto. Eu, geralmente elejo os carros mais escuros, em tons de preto. Esse ano o meu favorito é o da Renault, embora tenha criado uma simpatia grande pelo branco e bordô da Alfa Romeo. Adorei a comparação - no caso da Williams - com uma pintura parecendo "pasta dental"... Engraçado, mas verídico! 
O que realmente conta, não é o carro mais bonito, é o carro mais eficiente e eficaz. Já sabemos qual é este, especialmente pelo sistema DAS que gerou controvérsias, mas que foi tratado desde o começo como algo possivelmente legal. 
Mesmo sendo leiga para isso, eu não duvidava - nem um pouco - que seria legalizado, nem que fosse, neste ano, caso tivesse algo nas regras que indicasse o contrário. Em todo, a FIA deixaria que acontecesse para vetar para o ano seguinte, e isso viria rapidamente, assim que alguma equipe tirasse vantagem do sistema. 
No entanto, a FIA arrumou uma polêmica para a... Ferrari. Isso mesmo! Já humilhada a pelo menos 12 anos, fizeram um acordo suspeito com a equipe de Maranello e isso gerou muita chiadeira. As "concorrentes" especialmente a Red Bull e a Mercedes, exigiu explicações e detalhes, já que não havia nada que dissesse do que se tratava. Tudo para parecerem dispostos a criar caso. Entre as paredes, poderiam dar risada: reclamam de proteção à Ferrari, mas não olham torto para as "facilitações" da Mercedes. No caso deles, é sagacidade e investimento tecnológico. Na Ferrari, é malandragem e jogo sujo.
No fim, a Ferrari é pisoteada pela Mercedes e com grandes chances de repetir o que foi 2019, a Red Bull também estará com a faca e queijo na mão. Disso, também não duvido.

Em termos mecânicos e aerodinâmicos, sempre quero entender mais para entregar textos descentes, mas fico a desejar. Aos poucos, com o passar da temporada a gente vai entendendo um pouco mais e podendo dar alguns palpites.
Por agora, prometo um texto breve como o do Diogo só que a respeito das duplas de pilotos. Saíram fotos promocionais bem "modelísticas" dos caras, que a gente até crê que são gente, rsrsrsrs... Vai dá para fazer umas brincadeiras com todos eles. Ninguém sairá ileso. 

Como o Diogo mesmo já deixou avisado, ainda essa semana teremos uma matéria de outro convidado: o Vander Romanini (ou como tem sido entre nós, Vander Ogum, hehehe...) vai trazer palpites do que esperar desse 2020. Ficamos no aguardo!

No mais, é isso! Espero que tenham gostado da abertura tanto quanto eu e estejam empolgados com o que está por vir. E olha, há algumas boas ideias à caminho! #segredo
Abraços afáveis e ótima semana para todos nós!!