quinta-feira, 16 de março de 2017

Tag sobre Séries

Há um ano, um mês e um dia exatos - 15 de fevereiro de 2016 - eu respondia à uma tag de séries que vi no Facebook.
Acompanhem o link: Tag das séries, para os comentários à seguir. 
No post, eu comentei que não era muito dada à séries e que minha lista era pequena. Mas uma coisa era certa: já sabia que começar uma e outra série até virar uma bola de neve, é meio inevitável. 

Eu comento no post que assistia Once Upon a Time, Vikings, Game of Thrones, Ripper Street e The Big Bang Theory. Não parei de assisti-las. Já quis desistir de uma: Once Upon a Time. Está repetitiva e chatinha. Mas comecei, estamos na sexta temporada e devo - forçosamente - continuar para ver no que dá. Não me espanta ser dos mesmos criadores do Lost. Esse pessoal sabe - com propriedade - perder o fio da meada e bagunçar nossas ideias. Neste caso, não é que esteja com uma trama complexa, apenas está enrolando demais, numa bagunça de personagens que, comparado aos contos de fadas (que agora tem uns acréscimos de outras literaturas, vez ou outra) as mudanças da série misturam coisas nada a ver com recortes cronológicos bizarros.

Ripper Street teve a quinta e última temporada finita em outubro do ano passado... Por isso, neste caso, fiquei órfã desta série. Poxa, série boa, mas muito boa. Vou sentir uma baita falta.


No post de fevereiro do ano passado prometia iniciar Versailles, Sherlock e tinha planos de ver House of Cards. Só cumpri a primeira. Versailles é uma dessas séries de puro requinte, contando a juventude de Luís XIV. Um primor, apesar do excesso de cenas de sexo e nudez.
As outras, estão ainda nos planos.

Na postagem nunca comentei as séries que já assisti e que já acabaram: começo com Ripper Street, uma excelente produção da BBC, com atores ingleses excelentes e uma trama dos crimes da rua onde Jack - The Ripper agiu, matando muitas mulheres, na era vitoriana. sem dúvida, a minha série favorita dos últimos tempos. 
Não comentei no post também sobre Barrados No Baile, que tenho assistido aos poucos, com minhas irmãs, que acompanharam até a sexta temporada, quando ainda passava na Globo, nos anos 90.  Tenho assistido pois elas assistem e no caso, acompanho junto. Não é da minha época e por essa razão, não me cativa. 
Everybody Hates Chris, dispensa apresentações. É uma dessas (junto com Prince of Bellair, Me my wife and kids) que a tv aberta propiciou a repetição exaustiva e o nosso gosto por elas. Nunca fui dada à assistir as que não citei, especialmente Chaves e Chapolin. Acho esse seriado simplesmente chato.
Marco Polo, uma série da Netflix, excelente, bem produzida, que teve duas boas temporadas e foi cancelada pela empresa... Isso simplesmente me tira do sério, sabendo que uma série de drama histórico como essa deu lugar à um monte de historieta descartável que está virando modinha por aí. Série com temática polêmica, situações estranhas e umas coisas sem noção. Mas deixa estar...


Mesmo contra a dona Netflix, assisto à Narcos. Essa segunda temporada já enrolou bastante também. No afã de mostrar a história de ascensão e queda de Pablo Escobar, cada capítulo da primeira temporada era um fato interessante e intrigante sobre o personagem. Na segunda, dois capítulos ou mais já falavam da mesma coisa - Pablo escondido ou fugindo de algum lugar quando a polícia o descobria. Assim, vão para a terceira temporada, para chegar ao fim e captura do trafica só sabe Deus quando, afinal, está repercutindo um "sucesso", eles vão enrolando o quanto podem. Espero que dessa vez, venha o desfecho. 

Assisti também à primeira temporada de "Drácula" com o salve-salve Jonathan Rhys-Meyers, no papel bem encaixado de Drácula. O apelo da série era um pouco modernizado e modificado daquele Drácula antigo ou de Bram Stocker, com um Drácula bem jovem e sedutor. Não sei porque raios não prosperou, assisti ano passado a primeira temporada e poderia ter vingado, pois estava longe de ser fraquinha. 
E por falar nesse ator (ui!), foi também no ano passado que vi as 4 temporadas da série The Tudors, em que ele faz o rei Henrique VIII, seus levantes políticos e relações com as suas 6 esposas. Também no tom de mostrar um Henry mais sedutor, a série apimentou a história com pouquíssimas mudanças, sendo a mais gritante a juventude e beleza do rei: não um homem ruivo, barbudo e gorducho, mas um homem jovem, esbelto e atlético. A maravilha mor dessa série ficou por conta da criação: Michael Hirst, renomado criador dos filmes Elizabeth I e II, é também "o cara" na criação de Vikings.

Falando em reis, também assisti uma série de produção inglesa, como telefilmes, adaptando a obra The Hollow Crown de Shakespeare. A trama consiste na queda de três reis: Ricardo II, Henrique IV e Henrique V. Muito boa, com excelentes atores, entre eles Jeremy Irons, como Henry IV e Tom Hiddleston, Henry V.
Tom também fez um mini série sobre um infiltrado que decide ajudar numa investigação de prisão de um criminoso, chamada The Night Manager. A série lhe garantiu Globo de Ouro de melhor ator de mini-série de tv. Boníssima.

Sitcons são as minhas favoritas, certamente. Comecei a ver, no ano passado, uma que teve apenas duas temporadas e deveria ter bem mais do que isso. Seguindo a premissa do "tudo que é bom dura pouco", Vicious foi divertidíssima. A trama trata-se de Freddie e Stuart, um casal homossexual que vive juntos à 50 anos. Em tom de humor britânico e uma implicância latente entre um e outro, eles recebem amigos em casa e ali, como num teatro, num quadro só, as situações se dão com ótimos diálogos.
Do post anterior coloquei na tag 1: Nunca assisti How I Met Your Mother. Tratei de mudar isso e eis que baixei os episódios, assisti as 9 temporadas. Bem divertida, mas, não bate as minhas favoritas FRIENDS e The Big Bang Theory. Comento mais, depois.

A bobagem do vício se fez presente, e quanto mais se assiste, mais se arruma uma nova: depois de tudo isso, eu ainda programo assistir outras mais. No site "filmow" eu coloquei lá no "quero ver" - Medici: Masters of Florence, Victoria, Downton Abbey, Snatch, Stranger Things, Sherlock, e sinceramente, posso não parar por aí... 

Vamos à tag:

► Qual sua série favorita do momento?

Ainda é Vikings. E acredito que será por um bom tempo. 


► Cite 3 séries que todos deveriam assistir.

Isso é subjetivo. Por mim, mandava todo mundo parar de assistir série que está todo mundo assistindo só porque um monte de gente está comentando. Isso dá asa para produtor ficar fazendo 500 temporadas e as que a minoria gosta e que tem um certo apelo interessante, acaba cancelada. Mas sugestão fica com: Versailles, Vikings e Ripper Street (ainda que já tenha terminado). Indico porque gosto e porque preciso, que as duas primeiras, não sejam canceladas por falta de ibope, rsrsrsrsrs... Já me basta a frustração com Marco Polo.

► Cite uma série que todos gostam, menos você.

No momento, Game of Thrones. Não é que eu não goste, mas é que perdi o pique. Desde o seu início, muita gente que não sabe onde está o nariz, começou a assistir e essa massificação faz a gente querer tomar distância. Muitos não leram os livros, fazem suas teorias na internet, entram em grupos de debate, e respiram a obsessão como se fosse comida. Para completar, eu já desconfiava do iminente final quando eu procurei saber da série antes da sua estréia. Desde uma foto de divulgação de Kit Harington, o Jon Snow e Emilia Clarke, a Danerys juntos, numa capa de revista americana, eu saquei os esquemas: o bastardo era o Gelo e a menina era o Fogo. Os livros chamam As Crônicas de Gelo e Fogo, então seria a história deles até chegarem no poder dos sete reinos. E fim. O que me segura nessa série é que ainda resta personagens cativantes (a maioria legal também já foi assassinada, matando a gente aos pedacinhos) e por ter dragões: três dragões! 


► Cite uma série que ninguém assiste, mas que você adora.

Eram duas: Ripper Street e Pushing Daisies - que naquele espírito de ser boa, mas ninguém deu o devido valor, acabou com um "season finale" meio amplo na segunda temporada. Agora, eu gosto muito de Versailles. Não conheço ninguém que assista.

► Qual o tipo de série que você gosta?

Dramas históricos, épicos ou comédias leves. Não sou fã dessas de super-heróis ou essas que exploram assuntos polêmicos, nem de investigação. As que tem um tom romance quase ou totalmente adolescente, também passo.

► Qual o seu crush de alguma série (homem e mulher)?

Boa pergunta. Acho que não tenho. Talvez crush por personagens cativantes: tipo os personagens de Vikings. Não sou fã do elenco feminino, mas Lagertha é um tipo bem legal para dizer crush - Katheryn Winnick é belíssima e sua personagem é ótima. Mas gosto também bastante do Floki e do rei Ecbert - que sempre propiciou diálogos ótimos com Ragnar. 
Agora crush no sentido de atributos físicos há muitos, mas não latentes, são muitos, mas acho que vou de Edmund Reid do Ripper Street interpretado por Matthew MacFadyen e Ned, o fazerdor de trotas de Pushing Daisies


► Qual a primeira série que você assistiu?

Acredito que foi FRIENDS. E toda vez que posso, assisto tudo de novo. 

► Qual seu site favorito para assistir séries?

Não assisto em site. Baixo para assistir quando eu puder e evitar que os sites desapareçam, e se eu gosto delas, eu guardo dinheiro e compro os boxes das temporadas, pois ficar esperando Netflix postar para que eu possa assistir de novo é piada. Além disso, nada bate qualidade de DVD. 

► Qual o final de série que você mais odiou?

Foi How I Met Your Mother. Além de parecer que correram com o enredo na nona temporada, ficou meio dramático demais para um sitcon. Em todo, não odiei, só achei que era para ser a Robin sempre e pareceu que foi um final forçado para agradar quem shippava Ted & Robin.
Lost não conta porque não assisti todas as temporadas. Pelo visto, a segunda série que não vou gostar do final pode ser GoT.

► Qual série você queria que não acabasse?

Ripper Street, Pushing Daisies e Vicious. 

► Cite um personagem que você tem algo em comum

As minhas irmãs de me chama de Ted Mosby do How I Met Your Mother, porque eu tenho mania de corrigir as pessoas de casa. 
Mas eu tenho um quê de Chandler Bing por fazer piada e trocadilho quando vejo oportunidade.


► Cite um personagem que você não gosta, mas assiste a série

Há sempre um desagradável. No FRIENDS eu não gostava da Emily, a inglesa que o Ross se casa.  A que eu menos gosto é a Mônica. No How I Met Your Mother, eu já estava cansada das mesmices "taradas" do Barney. De GoT eu tenho uma raiva danada do autor e dos roteiristas rsrsrsrs... Em Once, só salva a Regina/Rainha Má e Hook, pois o resto, tá naquela interpretação "piloto-automático", ou já eram ruins e ficaram piores. Em Vikings eu não gostava (ops!) da Aslaug. 

E por fim:
► Você assiste (ou assistiu) uma série brasileira?

Já assisti algumas, todas, da Globo: Amorteamo foi a última. Assisti a primeira temporada e Pé na Cova, mas parei. Toma Lá, Dá Cá era bem melhor. Também assisti Hilda Furacão (inclusive queria assistir de novo e não há um maledeto site com os episódios). Lembro também de Sai de Baixo e Capitu. 

Comentem suas "investidas" em séries. Desejo à todos um excelente dia de Thor :D

Abraços afáveis!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Semana da F1: Pontos aleatórios

Dica para quem quer fazer uma pós graduação: saiba que todos nós temos 24 horas para cada um dos sete dias da semana. Mesmo assim, tudo que você planeja fazer - que você fazia antes de enfrentar a pós - fica em segundo, terceiro e até quarto plano. 
O primeiro plano é sempre a pós: as disciplinas, os artigos, os trabalhos, as leituras de sua pesquisa. O segundo plano, é aquelas pequenas trivialidades, do tipo responder, logo que recebe, uma mensagem do whatsapp. 
O terceiro nível é quando todas as disciplinas estão feitas e seus trabalhos também, mas você está correndo atrás das coisas da sua pesquisa, percebendo que nem todas as horas do dia são suficiente para ela, mais ainda tomar banho, comer e dormir decentemente. Nisso, para no terceiro plano ficam os blogs, as redes sociais, os emails. Tudo, te dá bastante preguiça de atualizar, em especial quando você está caindo de sono e cansaço, por ter enfrentado umas horas de estudo na biblioteca. 
O quarto plano é tudo, absolutamente tudo mais os filmes que queria ver, as séries que vão acumulando os episódios, os novos álbuns lançados das suas bandas favoritas e até mesmo, as leituras de entretenimento, tipo revistinhas da turma da Mônica - que ficam para aquele momento básico que entre o sono e a falta de bateria do celular - ou para os momentos de visita ao banheiro. (E olha lá!)

Por isso que minhas postagens de F1 estão meia boca. Ver as coisas na internet, rapidamente, pelo celular enquanto se tenta estudar numa biblioteca barulhenta não é das melhores opções para se fazer um post.
Ontem foi um destes momentos que seguramente eu não poderia estar em situação mais desfavorável. Na biblioteca, tentando me afastar da conversa alta das moças da limpeza, mudei três vezes de mesa. Numa dessas, vi esse distinto carro da Force India via Twitter:


Baseada em uma das patrocinadoras da equipe, a BWT, a nova pintura do carro - que até dois posts atrás eu defini como o mais feio - foi modificada daquele que veio para a gente na apresentação. Permanece tudo ali: a basbana longa, o degrau do bico, terminando em uma forma de gosto duvidoso. Mas é... Rosa.
Quando acessei a foto numa das minhas migrações na biblioteca da universidade, pensei no caminho:
- "Talvez uma brincadeira, ou uma ideia de fãs".
Não que tenha pensando isso porque ter achado feio. Só pelo fato de, acrescido ao turbilhão de pensamentos, uma baita calor e desconforto, não processei a informação direito. Depois, só mais tarde, assentada próximo à uma confortável mesa com direito à uma bela janela que ventava um frescor da árvore próxima, eu recebi uma mensagem da Luane do Octeto avisando que elas do blog haviam "comprado" a Force India e "dedicado" as cores do site na pintura do carro.
Lembrando do fato, me atentei a observá-lo: eis que o carro, com pintura rosa, deu um ar totalmente novo ao carro, que antes, era considerado o mais estranho de todos. Não está totalmente lindo, mas que ficou bem legal e disfarçou aqueles detalhes que nos fez torcer o nariz antes. Isso foi feito e com muito sucesso.

Enquanto isso, treinos feitos, agora resta esperarmos por Austrália. 
Com o fim dos treinos tivemos uma ponta de esperança em ver não a Mercedes, mas a Ferrari fazendo um trabalho bom a custo de colocar seus pilotos mais vezes nos pódios, do que no último ano, PELO MENOS. 
Continuam, numa modéstia muito grande com relação à isso. Só poderemos começar a dizer se vale a pena essa amenidade, talvez, na quinta ou sexta corrida. Se depois delas, ainda tivermos boas e limpas vitórias, já dá para fazer um bom festejo. Tudo para sairmos dessa maratona de Lewis Hamilton tomando conta de tudo. 
Ainda que seja Vettel, eu mesma não ligo se Kimi não estiver no páreo para vencer um campeonato. Desde que ele voltou à Ferrari soube que ele aceitaria as condições de "reserva". As coisas mudam, e mudam para melhor ou pior. Ainda respeito e torço pelo piloto que aprendi a gostar com sinceridade, muitos anos atrás. Mas desde que ele foi pai, ele mudou sua condição e personalidade de forma natural, assim como eu amadureci a minha forma de ver o esporte. Hoje, aprendi que se ele reclamar é porque tem coisa errada. Se ele colocar panos quentes, eu devo dar de ombros. A situação é bem mais agradável assim, posso lhes garantir.
Embora olhe para o filho dele, e destarte, vejo a mãe, vejo na criança a fonte de uma coisa a mais para perceber crescimento de Kimi enquanto pessoa. Vejo sim que "Kimi sincerão" ainda existe, mas o "doidão da vodca" é coisa do passado. Pena que a imprensa brasileira ainda tasque comentários das épocas de jovem fanfarrão que ele tinha, ou comentários depreciativos sobre a sua forma um tanto insensível de encarar as coisas. Brasileiro acha que é o melhor ser humano do mundo, então, nunca perde a oportunidade de engrossar o caldo do estrangeiro, para se vangloriar de atos que muitas vezes são culturais e não merecem julgamentos, quiçá comentários ignorantes.
Mas isso, são outros termos. Todo o foco agora é falar mais do mesmo para qualquer segmento da comunicação: seja no futebol, seja no basquete, vôlei, triatlo, UFC e até outros tipos de entretenimento como novelas, programas de talk show, reality show e aqueles fúteis sobre fofoca de artistas, sempre pautarão os mesmos assuntos, a mesma falácia desnecessárias. Exigir agora coisas menos "nonsenses" dos veículos de notícias, em tempo que blogueiro e youtuber é profissão, é luta de guerrilha: não tem nem terá um lado vencedor. 

Infelizmente, a McLaren tem realmente um problema grave em ainda se manter com aquele pessoal da Honda coordenando alguma coisa na equipe. Figuras que, se fossem da minha responsabilidade, já teriam tomado muito tapa na cara à exigir melhores resultados. Os dirigentes parecem fazer vista grossa com relação ao problema, e podemos até arriscar dizer que, ou estão iludidos na esperança, ou estão escondendo jogo. Parece ser a primeira opção, para desespero de quem torce pela equipe e torce por Fernando Alonso. Mais ainda é pensar na tristeza que será para o "semi-novato" Vandoorne pegar essa "pedreira". Uma vantagem para o mocinh: não vai crescer no fermento do ego tendo um começo de carreira fácil com um carro bom. 

Dia 26 tá chegando... O que nos aguarda realmente? (Comentem suas expectativas!)
Abraços afáveis!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Semana da F1: Treinos em Barcelona

Depois das apresentações dos carros e a definição dos pilotos de cada equipe, a F1 iniciou os treinos dos novos carros. Não podemos delimitar "novos pilotos" pois este cargo é apenas ocupado por Lance Stroll. E que... bem... temos o que falar sobre, depois.

Não acompanhei nenhum dos treinos a não ser as notícias, uma aqui e outra ali. A pista espanhola é uma das mais chatinhas que se tem por exemplo, mas ela serve única e exclusivamente para ver como os carros se comportam. Testam velocidade, confiabilidade, durabilidade. Ainda não ocorreu nada no campo da surpresa. Os nomes que aparecem no topo da lista dos melhores tempos são, além de conhecidos, nada surpreendentes. No geral, os carros andam. No geral, a maioria está ciente dos trabalhos a serem feitos. Uma decepção é, pelo visto, a McLaren. Aparências indicam que ainda não chegam a ser - de novo - é grande coisa. 
Com este raciocínio não dá para legitimar uma definição para aquelas barbatanas ou bicos estranhos dos carros. Também não dá para levar muito à sério os tempos: as expectativas podem cair rapidamente logo nas primeiras corridas da temporada.

Uma das coisas que li (e se permitem, irei exaltar) foi uma declaração simples de Kimi Räikkönen. Sabemos que a Ferrari ainda não virou uma McLaren em termos de ser uma decepção total, mas, desde que a F1 adotou motores híbridos, a equipe italiana não nos agradou. O afastamento da competitividade que antes de 2015 era praticamente certa e pódios eram uma constância quase fácil, fez com que as corridas ficassem banhadas em águas mornas, o que propiciou a ascensão do "não-esforço" da Mercedes nos anos que se seguiram.
Pelos testes, aparentemente a dona Ferrari pode voltar a ser mais incisiva no que diz respeito à pódios. O carro parece bem feito. A equipe sempre foi dada a um falatório e uma lista de promessas todo começo de ano. Ano passado inclusive, diziam que estariam sim na briga do título. Terminaram 2016 sem vitórias e ainda foram ultrapassados pela Red Bull no campeonato de construtores.
Este ano optou pelo modo "kimi" e está mais quieta. Mostrou bom desempenho na primeira semana de testes. Kimi mesmo, que a gente dá risada pelas suas poucas palavras, prega cautela dizendo que aprenderam com os anos anteriores. Reforçou que tem uma boa sensação com relação ao carro, mas não exalta o funcionamento, ne faz previsões que ele sabe que podem ser furadas já no meio da temporada. É preciso calma.

Por tempos de F1, temos em Kimi nosso grande fomentador de piadas - algumas depreciativas e outras nem tanto. Kimi é singular: o cara mais sem sensibilidade que já passou na F1. Ele não responde à nada de forma longa nem discursa. Ele sequer bate boca quando é injustiçado. Focado nas horas de treinos, nas duas horas de corrida. Infelizmente, quando a corrida acaba ele é forçado a falar sobre os pontos negativos e positivos dela, como todos os outros. Mas no seu caso, é sempre com poucas palavras. Frio, se ele pudesse, ele não faria nenhuma declaração à imprensa. Pode-se julgar? Acho que não. Falar muito, nem é assim tão vantajoso.
Dada a minha torcida por ele, não posso dizer mais que isso. Passo a bola para vocês: quando, em qualquer situação de entrevista e aparição pública de Räikkönen, que ele disse alguma coisa que não fosse realmente a verdade, pura e simples?
Desde respostas sobre suas ações gastro intestinais, até respostas de cunho direto como "capacetes protegem a minha cabeça", Kimi é sutil quando se fala em carros e começo de temporada: "let's wait and see".
O "pudim de vodca" para muitos é mais sóbrio que muito pilotinho que já esteve nesta F1: ele sabe que, por trás de todo o trabalho da sua equipe, tem pelo menos outras 9 que estão trabalhando - umas "ralando" bastante para conseguir um carro "passável" e outras, fazendo menos esforços. Fora os "extra pista", que se não são preponderantes nos resultados, tem alguma parcela na porcentagem final deles. 
Portanto, não dá para abrir a boca dizendo que piloto x fará isso, piloto y ajudará em tal questão e que brigarão com "unhas e dentes" - ou "pneus e volantes" - pelo título esse ano. 
E o pior: nos treinos nem todo mundo está mostrando tudo. Provavelmente todos eles tem algo à esconder: para o bom ou para o ruim. Vale tudo no jogo agora, porque eles precisam deste momento para ajustar enquanto Austrália não chega.

Prometi falar do Lance Stroll, certo?
Se sabe que das vezes que ele pegou o carro, ele não foi muito longe.
Os novatos tem limites e esse está mostrando essa noção no literal: bateu o carro duas vezes. 
Nas ocasiões, um sem número de "especialistas" soltaram das suas. Quando nomeio especialistas são aqueles que pagam de entendidos e que impõe suas opiniões goela abaixo daqueles que dão de ombros para muita coisa que eles acham inútil discutir. 
Estes "especialistas" já falaram que a Williams terá grandes problemas com o Lance e que no caso, fizeram um mal negócio. 
Vi aí um degrau acima para o andar da pachequice. Dito e feito: nas semanas seguintes, Massa - que "retornou" sob a desculpa de ser mentor de Lance - não fez nenhuma bobagem semelhante ao companheiro novato. Chegou até a fazer bons tempos. Claro que os especialistas adequaram seus discursos sobre uma dada inexperiência e impropriedade do Stroll em conduzir um F1.
Se Massa tivesse algum problema, o discurso deles também estaria pronto: a Williams tinha um carro "inviável", mal nascido, ruim mesmo.

Conclusão: Construir qualquer comentário agora, em tempos de pré temporada, é caminhar entre as cercas do achismo. 

Mas uma coisa eu quero saber: O Massa voltou para isso?!


Lanço então uma previsão de algo que "não acho", todavia "tenho certeza": Isso aí acima consegue ser mais feio de ver que o carro da Force India. 

Abraços afáveis!

quinta-feira, 2 de março de 2017

Semana F1 2017: Pilotos e Carros

Peço desculpas pelo sumiço. Ainda preciso de mais de 24 horas dos meus dias para fazer tudo que preciso. 

Começando as postagens já bem atrasadas sobre F1 2017, hoje, vamos aos "visus" dos carros (que já tá dando pano para manga) e os pilotos. 
Eu não acompanhei as datas de lançamentos dos carros (as datas são irrelevantes agora, certo?) e não comentarei ainda sobre como eles estão se virando no treinos. Na próxima postagem, certamente farei.
Começo pela campeã.

Mercedes:


De todos os carros, o da Mercedes foi apresentado rapidamente e sem degrais, bicos ou barbatanas estranhas. No lugar da barbatana, ele é mais alongado de forma sutil. As laterais, possuem espaços nas latarias. O bico também cai e se alonga de forma bem amena e leve.
Convenhamos: eles não precisam "inventar". Eles tem todo um apoio e um aparato interno que lhes garantirão tranquilidade na temporada. O resto das equipes é que tem que "correr atrás" de ajustes que possam ajudar no desempenho.
No quebrar dos ovos, se o carro é feio ou não, nunca encontro um maldito de um engenheiro que justifique aquele elemento extra dos carros: se é só aerodinâmica bizarra ou se trata de um adereço realmente eficaz. Na maioria dos casos, as reportagens sobre eles explicam superficialmente e a gente finge que compra a ideia ou simplesmente, critica.
Eu já parei de querer carro bonito. Quero ver é piloto sofrendo para ganhar corrida. 

Quanto aos pilotos, mantêm-se o 44, Lewis Hamilton, piloto número 1, o bem quisto e também o encrenca. Pagam uma fortuna para ele, mas não conseguem domar a criaturinha nem à base de dardos com calmante.
Nico Rosberg, espertíssimo, não esperou que eles fizessem cera com seu contrato e futuro na equipe. Muito menos esperou para ser sumariamente humilhado na tentativa de um bicampeonato. Largou todos na mão e abriu uma vaga, que até meados de janeiro, seria substituído pelo ego do Lewis.
Uma coisa realmente "desnecessaura" assim como esse meu último comentário, foi a negociação com a Williams para trazer Valtteri Bottas para substituir Nico. Mas falamos disso no próximo carro apresentado. Como já dá para ver, o segundo piloto (segundo mesmo) da Mercedes, ficou muito tempo em suspenso, a equipe enrolou dizendo que todos os pilotos procurou por eles... Marketing aqui e lá, fecharam com o "Bichinho de Goiaba", número 77. 
Pena. Bottas tinha futuro. Sendo novato nessa equipe, temo pelo trilho da carreira de agora em diante. Conselho: use a frieza finlandesa à seu favor, rapaz.

Williams:


Aproveitando o gancho deixado com o comentário sobre a Mercedes, chegamos à Williams. Branca, simples e bem feinha, o bico da Williams ainda traz um mini-nariz (para não dizer outra coisa). Há também uma barbatana bem acentuada. 
Com a aposentadoria de Felipe Massa anunciada ano passado em meados de setembro, ao fim da temporada foi anunciado que Lance Stroll substituiria o heroizinho brasileiro. Lance, usará o carro número 18, é canadense e parece que - se antes não sabiam nada sobre ele - agora, todo mundo tem um comentário pronto, dada as suas "investiduras" nos treinos que tem acontecido. 
Na minha humilde opinião, comentários como "o canadense dará trabalho à equipe" soa como um básico "ihuul, Massa vai superar um companheiro sem muito esforço, viva!!"
Massa? perguntaria aquele que caiu de paraquedas nesse humilde blog. Sim, Massa. Com a procura da Mercedes por Bottas, a inteligencia da equipe achou de bom grado propor retorno do Massa à categoria. Levando em consideração da equipe em não contratar um "novato", aviso que havia outras boas opções no mercado: Hulkenberg, ou até mesmo o outro Felipe, o Nars, para a vaga solta. Ambos já foram Williams, o que que custava? (Não sabemos.)
O que sabemos é que, toda aquele emoção e comoção pela aposentadoria do Massinha, foi anulada pela ambição e falta de senso do piloto, que aceitou a proposta. 
"Ah, mas Schumacher também fez isso..."... Contem os títulos do alemão aí nos dedos, que eu conto os do Massa aqui.
Certo?... Próximo!

Sauber:


Já que falei em escolhas duvidosas e em Nars, falo de Sauber. Com um carro bem bonito, de pintura legal, o narizinho da Sauber é mais largo, quase imperceptível. A barbatana preta ficou estranha, mas deve ter utilidade. Ou não. Ainda não entendi porque não pintá-la, como da Williams. Ficar melhor não ficaria. As laterais do carro também obedecem um desenho diferente do que já vimos até aqui.
De pilotos, mantiveram o pagante Marcus Ericsson, número 9. Dispensaram Nars, com direito à boas e más justificativas dos críticos de plantão, mas pouco podemos afirmar porque ele não teve cockpit nem lá, nem em nenhum outro lugar.
Optaram... Olha só!... Por Pascal Wehrlein, número 94, da finada Manor. 
Não sei se adianta termos achado a combinação da pintura azul, branco e dourado, legal. Pelo que se pode premeditar, não adianta nada!

Force India:


Aqui no carro da Force India muita coisa fez a gente ter expressão facial semelhante à essa:


Barbatana mais longa, ainda que da cor do carro, degrau no bico bem forçado e um nariz, que não tenho como colocar diminutivo. A sensação é que, queriam afunilar e não deu: fizeram aquelas dobrinhas laterais. Fora o degrau no começo que fica com cara de remendo...
Mas vá lá. Quando falei da Sauber, fiz um adendo à finada Manor para falar de Pascal. Pois bem, a finada Manor também "liberou" o Esteban Ocon, número 31 para eles, para a vaga deixada por Nico Hulkenberg.  Ocon substituiu algumas corridas de Rio Haryanto, nenhum dos dois marcaram pontos ou ficaram próximos disso.
A equipe escorrega apenas na metade: manteve Sergio Pérez, número 11, sendo o único mexicano na categoria dada a esnobada da Haas por Esteban Gutierrez.

Haas:

A Haas começou 2016 arrasando, quase sendo boa surpresa. Perdeu fôlego, mas ainda pode dar em algo. Vem 2017 com uma carga de experiência, sem espaço para a então desculpa de se tornar fundo de grid. Deixa isso para a Sauber. Com design mais legal, a pintura na barbatana ficou interessante e o bico, apesar do caimento abrupto, não é pior que o da Force India.
Mantém Roman Grosjean, número 8, o eterno Linguini na equipe, mas fez uma troca: sem Gutierrez, contrataram Kevin Magnussen - da Renault ano passado e reserva/segundo piloto da McLaren nos anos anteriores. Correndo pelo carro número 20, Kevin não usará mais macacão bananas de pijamas.
Se é uma decisão acertada, ainda não sabemos. 

Renault:


Com pintura até ok, a barbatana se faz presente, ainda que nem outdoor por ter várias propagandas, não há degrau, mas o bico é longo que nem da Mercedes e na ponta, o "nariz depois da plástica".
Ficaram na chance de substituir todos os dois de seus pilotos, contatando Hulkenberg ainda ano passado. Eis um dos pilotos mais injustiçados dessa F1. Se não um dos, arrisco dizer "o" mais injustiçado da F1 atual. Sim, vou deixar isso escrito aqui. É um tanto difícil definir se um piloto é ruim ou só fez contratos ruins, mas estou segura, que dentro de tanto tempo que acompanho a categoria, só Hulk me parece o tipo de piloto do segundo caso. Ele e Jarno Trulli. 
Agora, se Hulk está no carro 27, quem mais? Magnussen logo se assentou na Haas... E então a Renault optou por permanecer com Jolyon Palmer, carro número 30. 
Era preferível deixar Kevin e dispensar Palmer... Mas...

Falamos duas vezes do Magnussen: uma que ele foi para a Haas e outra que saiu da Renault. Antes de todas essas, ele era da McLaren.


McLaren:


McLaren. Laranja. Achava isso uma bobagem. Mas olhei bem e taí: o carro mais bonito do grid. Apesar da barbatana, umas guelras junto ai narizinho. Whatever, achei legal.
O carro da foto é de Fernando Alonso, o número 14. Queremos saber se pelo terceiro ano, a McLaren volta a ser alguma coisa além de piada. Estamos, pelo terceiro ano, repito, esperando que desencantem. Torcemos, durante dois anos, com dois pilotos campeões mundiais, que esse carro se desenvolvesse. Já passou do tempo de começar a calar umas bocas. 
Pormenor: agora, caminha para o terceiro ano com motor Honda, sem um dos seus campeões: Jenson Button relutou anunciar aposentadoria, mas quando o fez, aposentou mesmo. Novamente: campeão mundial, ele soube que ia parar e parou. E olha ironia: não foi homenageado e ovacionado como certas pessoas. Há coisas nos esportes que dá nos nervos dos fervorosos pela Santa Justiça.
Enfim, no lugar de Button, vem Stoffel Vandoorne, número 47. O moço substituiu Alonso uma vez, e pimba, já marcou pontos. Muita gente bota fé nele. 

Agora o bloco das imudáveis (pelo menos, por enquanto):

Toro Rosso:

A Toro Rosso apostou no azul mais claro que dos anos anteriores e o Bull prata ao invés de vermelho. O bico é um escorregador, mais ingrime que o da Mercedes, mas não tem narizinho, como a equipe campeão de 2016. Detalhe que a barbatana ajudou no desenho do búfalo, inclusive com espaço para a pintura do rabinho. Nice!
Pois bem: ano passado, era a dupla Carlos Sainz, 55 e Max Verstappen, 33. Depois de uma situação meio sem explicação, mas justificada depois das ações do próprio, Verstappen subiu à Red Bull e de lá caiu de volta Daniil Kvyat, número 26.
Aceitado de ambas as partes, Kvyat voltou, e ficou. Esse ano, divide o posto de piloto com o também "permanecido", Sainz Jr. Já o menino da discórdia "ame ou odeie", Verstappen...

Red Bull:


A Red Bull optou um carro meio fosco, mas obedecendo quase que as mesmas coisas das outras. Aqui, o Bull está com parte das pernas na barbatana, mais baixa e mais longa. O bico, também cai duramente, mas não seguem o nariz, fizeram uma boca de peixe no lugar.
Nos carros, o carismático Daniel Ricciardo, 3 e o Verstappen, 33. Para quem gosta de numerologia, já estaria falando que Max doidinho é duas vezes melhor que Ric... Vai de gosto e momento, como bem sabemos. Uma hora tudo é ótimo, outra hora tudo é desmedido.

Falando em desmedir coisas. Finiamo alla Ferrari:


Bico fino? Não. Nariz? Sim. Barbatana? Sim. Feia? Um pouco, pois é branca e destacada. A lateral perto dos retrovisores também é diferente. Mas tem mais coisa. Pelo que vi das fotos - e me corrijam se estou errada - é o único carro que tem aquelas asinhas no tipo da barbatana traseira. Wow.
Vermelha tomate, com muito branco e muita propaganda, tem mais detalhes laterais. 
Mas se beleza não se põe na mesa, se põe dentro dela - afinal é na Ferrari que deve ter as melhores cozinhas. (Pensaram que eu dizer outra coisa, não é? )
Guiada pelo 5 e pelo 7, Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen seguem na dupla que acharam que daria briga, mas só tem briga na cabeça de quem torce pelo Kimi, e na cabeça de quem torce pelo Seb. Na real, eles nem perdem sonos com as bobagens que acontecem na pista. (PS: Kimi está no segundo filho, e parece ser homem. Vettel está com duas meninas. Se fosse no passado, eu já arranjava casamento dessas crianças. Imaginem, um filho piloto de um Raikkonen com uma Vettel? )

Comentários sobre tudo escrito aqui, aberto para vocês. Comentem!!!
Abraços afáveis!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Semana do Oscar: atores e atrizes premiados... Mas como?

Ouso dizer que a categoria menos injusta do Oscar é a de Melhor Ator. E é a categoria que desde que faço a brincadeira do bolão em casa - desde 2001 mais ou menos - é a categoria em que sempre fico na dúvida e acho todos os 5 bons.
Normalmente eu tendo mais à um ator que outro, mas no fim das contas, se olharem bem os vencedores, por exemplo, da década de 80 para cá, foi só tiro certo.

Agora atriz, abram as porteiras, que tem muita criatura indicada esnobada em detrimento das sem sal e sem açúcar.
Década de 90, tudo ia muito bem: Judie Foster, Emma Thompson, Susan Sarandon...
E então, 1999:


Gwyneth Paltrow.

Cliquem aqui e experimentem a sensação de observar esse forçoso sotaque, essa testa franzida, esse olhar para o nada... 

Aqui no Brasil o pessoal nem deve ter achado a interpretação da moça sem graça, só se revoltaram mesmo (em um tempo que ainda não tinha o pandemônio das hashtags) porque Fernanda Montenegro concorria à categoria.
Minha nossa... E Cate Blanchett que concorria por uma incrível Elizabeth I, no mesmo ano?
Poxa Oscar? Paltrow? Tá de brinks? 

E estavam. Daí adiante, a "festa" estava feita. Qualquer "coisera" nas telonas dava para as moças pularem no palco e chorarem sob o microfone. E aí veio os rostinhos bonitos das moças que fazem papéis de pessoas perturbadas - tal qual aconteciam com os homens. Um cara com algum distúrbio, mas era um gênio em alguma coisa, levava a estatueta. Para as moças, bastava ficar feia também e puff, olha o Oscar! Nicole Kidman e Charlize Theron tem phD nesse quesito. Estão bem diferentes e nada glamourosas nos filmes que lhe garantiram estatuetas. 

Depois vieram Julia Roberts, Halle Berry - que não voltou a concorrer mais, bem se sabe porque... Marion Cotilard... Ah Marion!
Ok, lindo filme sobre Edith Piaf. Bonita interpretação. Parece convincente. E então ela fica queridinha e faz até Batman de Christopher Nolan: Aquele dramalhão sem ação latente típica de filme de super-herói. A boneca aparece no ultimo dos 3 filmes, com sussurros quase eróticos dada a sua origem francesa e *SPOILER ALERT* morre da forma mais ridícula que já vi no cinema moderno: dois suspiros e uma quebrada o pescocinho para o lado de olhos fechados, depois de uma fala de ameaça. Sério? Isso tem Oscar em casa? 
'Tá fácil, hein? Minha santinha...
Ok, eu sei: Exigindo demais. 



Citei Julia Roberts. Bem, ela abriu a porteira para as atrizes de comédia romântica fazerem um filme mais sério e ganharem Oscar. Nos anos 2010, Sandra Bullock veio nessa onda. O filme "Gravidade" faz ela sofrer sem ar no espaço, e finalizar por aí o seu mérito. 
Lembram dos rostinhos bonitos e moças perturbadas? Pois é, Natalie Portman é uma dessas. Garantiu até um discurso no evento que foi considerado um tanto constrangedor pela declaração ao companheiro - bailarino no filme Cisne Negro, grávida dele na cerimônia. Isso não quer dizer nada, mas filmes com essa trama, pareceu chave para sucesso de muitas atrizes: moças histéricas, com alguma desordem mental ou trauma, foi atônica para muitas delas: Jennifer Lawrence, Cate Blanchett - num filme do Woody Allen que só vale por ela, mesmo, pois o filme em si é chato tanto quanto o diretor -, e a última Brie Larson, traumatizada pelo seu sequestro jovem, trancafiada na casa do criminoso, e sendo constantemente abusada por ele, tem um filho que cresce dentro do quarto. 
Não criticarei Lawrence. Eu acho ela boa triz e foi no filme que concorreu. A gente espera só que ela evolua mais e não caia no estigma do tipo de personagem que a fez no meio hollywodiano.

Eis 2017 e corremos o risco de trazer mais uma derrota para a lista de moças sem talento com estatuetas: Emma Stone. Fria, não cativa nem uma... pedra. #trocadilhoinfame

Atores coadjuvantes carregam nomes de peso na lista, tanto de vencedores como indicados. Mas que eles perdem a mão, perdem. Ia bem, quando decidiram e indicaram George Clooney. E ele venceu. 


Fala sério! Nem bonito esse cara é. Basta uma porcaria de filme com ele e lá vai indicação... Academia: se poupe, me poupe, nos poupe!
Escorregou, levanta. Voltaram as boas... Christoph Waltz - sempre excelente, Christian Bale... 
Escorregão dois, a missão: Jared Leto. Um babacão que não sabe se é ator ou cantor de banda emo, faz um papel travesti bem estropiado e doente, morre e aparece sei lá, uns 15 minutos ao todo no filme Clube de compras Dallas. Prêmio. 
J.K Simmons, com um filme bem chato, um personagem bem pentelho e os concorrentes são caras como Edward Norton e Mark Ruffalo... Prêmio! Sério? Sim, prêmio.
No ano seguinte, o senhor mais sem graça, que a gente não soube dizer se era criminoso ou não, porque a expressão facial dele nada dizia, leva a estatueta. Mark Rylance no mesmo filme com Tom Hanks era para ter feito bem mais, né não? Mas nem podemos dizer "que fica para a próxima", foi nessa mesma que decidiram premiar ele. 
Esse ano está nas mãos deles de se redimirem dessas escolhazinhas sem noção. Sim?


Engraçado que o Oscar tem dessas. Tem gente que concorre sempre, Leonardo DiCaprio as vezes nem era indicado. Ganhou Oscar no seu filme depois de inúmeras excelentes interpretações.
Mas vá lá, pelo menos ganhou. E Amy Adams que concorre, concorre, concorre e esse ano, nem indicada foi? Esnobada litros. Mas as primeiras pisadas nos dramalhões de Brie Larson e Alicia Vikander, tá lá o prêmio. Essa última venceu ano passado por um papel que seguramente dava para esperar o próximo dela e de coadjuvante.

Atriz coadjuvante é ladeira abaixo. É desbunde mesmo. 
'Tá ok, tivemos Whoppi Goldberg, Anna Paquin, Juliete Binoche... Tudo vai bem até cometerem as loucuras: Kim Basinger. 
Kim Basinger em um filme de gângsters e policiais. Uma moça sensual e pronto? Fácil só olhando para ela, certo? Onde está a dificuldade?
Angelina Jolie - sempre péssima! Fazer bico agora é interpretação, contstatei.  Bico, que no caso dela, não parece ser esforço. E por falar em bicos...
Penélope Cruz vence em um dos anos seguintes com o tal "Vicky Cristina Barcelona". Penélope Cruz??? A mulher não perde o sotaque espanhol nem por decreto. Assim, todos seus personagens são munidos de gemidos, sussurros e movimentos sensuais, mesmo quando não cabe na trama. E ai ai, ninguém reclama, afinal, mulher latina é para isso. 
Anne Hathaway.  Só por essa cena feinha? Clique por sua conta e risco, aqui, e entenda. 
Nem vou comentar. Esse filme "Os miseráveis" ganhou de Melhor maquiagem porque deixou uma galera bem feia, pobre e suja enquanto "O Hobbit" tinha 13 anões. 13 ANÕES com rosto, barba e cabelos falsos. 
Anne é mais uma que ficou queridinha e até virou a Catwoman nos filmes de Nolan. Palitona, a cena em que ela anda na moto do Batman é ridícula pela sua proposital empinada de bunda - que por sinal é inexistente. Sejamos diretos, Christopher Nolan deve ter problema para dirigir mulheres. Marion e a sua morte cômica, Mulher-Gato sem gostosura tentando ser sexy empinando bunda numa moto? 



"Ah, Manu, foi só dois deslises." Está, certo. Assistam "A Origem" deste mesmo diretor e vejam como a atriz Ellen Page age no filme: mais "macho" que todo o resto do elenco, masculino. Tudo bem ser lésbica moça, mas se você vai fazer papel de mulher, seja o papel, viva o papel. Nos bastidores você volta a andar e sentar com as pernas abertas e usar roupas de homem - afinal, ninguém tem nada com isso. Sorte nossa que não veio a concorrer à Oscar, porque as concorrentes ficariam meio assustadas.
Salvamos esse ano, com a categoria de coadjuvantes com o Oscar para a Viola Davis! Siiiiim!

Enfim, escorregadas. Fazer o quê? Não dá para agradar todo mundo.

E vocês, lembrar de algum ator ou atriz que venceram e vocês não gostaram? Comentem!
Abraços afáveis!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Semana de Oscar: O que pode ser descartável?

No domingo dia 26 ocorrerá o Oscar 2017. A categoria principal de melhor filme tem como indicados 9 filmes dos quais o favorito é o musical La La Land - na minha opinião, o mais fraco dos nove.
Costumo pensar o seguinte: Oscar, assim como muitas premiações mais populares, indicam o que lhes convém. Além de convir à academia de cinema este filme e não aquele, acontece uma espécie de lobby com aqueles que são forçosamente popularizados. 
De uma forma diferente do Grammy por exemplo (que eu acho uma premiação ridícula), o Oscar ainda dá para torcer e peneirar os indicados até encontrar alguma coisa "útil". Em virtude disso, o que eu penso é bem simples: o que vence o Oscar é bom que conheçamos, mas não necessariamente é o que gente mais gosta. 

Está sendo esse o caso dos nove indicados: "La La Land" é totalmente descartável. Não é um péssimo filme, mas a comparação com os demais é inevitável, já que eles estão colocados lado a lado. Comparado ao "Fences" cuja a trama é uma família de um ex jogador de beisebol, negro e pobre e sua relação com a esposa e filhos, ele não tem o drama e a simplicidade e naturalidade com as quais Denzel e Viola contracenam, por exemplo. 
Se falarmos de "Hidden Figures" com três mulheres negras mostrando seus valores intelectuais na NASA, como comparar "os sonhos" delas com o volátil (e até fútil) sonho de Emma Stone no La La Land?
Como não se emocionar com a realidade escancarada de "Lion" que conta o retorno de um menino indiano perdido de sua família e adotado por um casal de australianos? 
Mesmo comparado à "Manchester à beira mar" com um único personagem perdendo a família de forma trágica, se tornando uma pessoa estranha, perdendo o irmão, de uma doença degenerativa, tendo de lidar com um sobrinho de repente ainda tem muito mais espaço para ser ainda mais tocante. 
Ou "Moonlight" que trata de forma direta sem abusar do dramalhão e dos clichês para elevar o tema envolto da tríade: negro, pobre e homossexual de um menino que se desenvolve de forma simbólica, sem nudez, sem violência exacerbada, sem discurso vitimista apenas sendo um filme de profundezas de sentidos. Comparativamente todo o colorido feliz e musical do longa favorito fica bem volátil.
"Arrival" é ficção científica. Se no passado o Oscar bateu palmas para um "Gravidade" simples e sem trama complexa, me espanta muito que "A chegada" - muito mais profundo e com uma mensagem muito interessante - seja pouco exaltado. Mas são outros tempos mesmo. 
Resta "A qualquer custo", um faroeste moderno simples, direto e rápido. Jamais vencerá não por ser ruim, muito pelo contrário. Mas por pensar que Tarantino fez "faroestes" com propriedade em duas edições de Oscar e foi desprezado, o que esperar para esse longa com Jeff Bridges?
A categoria sempre trás um filme que envolva guerra, algo que os americanos sempre amam, especialmente quando os coloca em pedestal de heróis. Isso é cultura para eles. O que podemos dizer? Entretanto, este ano eles não tem à seu dispor o perfeito herói típico, clichê dos tempos: o personagem de "Até o último homem" é um adventista que se nega a pegar em armas, mas se alista para a Segunda Guerra Mundial, no afã de resgatar os feridos no campo de batalha - mas sem defesa. O filme é dirigido por Mel Gibson e é mais que excelente. Observem a ironia do juízo de gosto: assim como musicais, eu não gosto de filmes de guerra. 

Já escrevi aqui neste mês sobre gosto. Cada um tem o seu, e gostar ou não, não obedece método, lógica, cálculo e muito menos deve ser imposto. Obviamente se La La Land vencer, seu lobby terá sido forte, a mensagem será dada: em tempos tão ruins, com pseudo entendedores de tudo, presidentes corruptos, falastrões e preconceituosos, pessoas que falam demais e odeiam demais, a temática do "viver sonhos" proposto lá na época do "american way of life" na crise de 29, se refaz com os mesmos parâmetros. E há quem compre essa "nova" velha ideia, fácil. 
Se é para evoluirmos mentalmente, que refaçamos nossas pensamentos com o olhar para o futuro, não mimetizando passados como se fossemos constituídos da mesma matéria. 
Sei que o cinema sempre foi a fábrica de sonhos. Mas não era também discurso? O olhar para aquele casal murcho de "La La Land" mostra então que basta dois rostos agradáveis, romantismo e muitos coloridos e estamos bem? Até "E o Vento Levou" é mais bruto, sinceramente.
Não digo que devemos odiar o filme por si. Novamente, vai do gosto de cada um. Mas me parece estranho pensar que ele reflete o melhor do cinema no século XXI. Sua indicação e sua homenagem ao passado só coloca luz à uma coisa que eu preferia não admitir: estamos em retrocesso?
Se é afirmativo, só posso dizer: Que pena. 

Amanhã escreverei sobre atores e atrizes que ganharam estatuetas, mas eu (repito, eu) não achei que mereciam.

Abraços afáveis!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Tag das perguntas que ninguém faz (parte 2)

(Continuando a tag da postagem anterior)

56. O que você queria ser quando era criança?

R: Engenheira Mecânica

57. Você acredita em fantasmas?

R: Não acredito, mas que eles existem, existem... rsrsrsrs...


58. Já teve um sentimento de deja-vu?

R: Sim, várias vezes. Algumas delas, eu sonho, e depois eu sei exatamente o que a pessoa vai dizer e no lugar certo. É uma sensação bem esquisita.

60. Usa chinelos?

Sim, havaianas. E com meias.

62. O que você usa para a cama?

R: Pijamas ou roupas que já estão bem velhas

63. Primeiro show?

R: Do Angra, em 2006.




65. Nike ou Adidas?

R: Ambas

66. Cheetos ou Fritos?

R: Cheetos

67. Os amendoins ou sementes de girassol?

R: Aaaam, nenhum...

71. Você consegue enrolar sua língua?

R: Sim, e acho bem divertido.

73. Você já chorou porque você estava feliz?

R: Sim, e você se sente meio idiota depois.

74. Possui algum disco de vinil?

R: Sim, "The Creatures of The Night" do Kiss passou a ser meu!




75. E uma vitrola?

R: Tenho, mas é dos meus pais.

76. Você utiliza incenso regularmente?

R: Gostaria muito, mas em casa, há quem não goste.

77. Já se apaixonou?

R: Sim, quem nunca?

78. Quem você gostaria de ver em um show?

R: Sempre tive vontade de ir aos shows do Rammstein ou do Slipknot (e voltar para casa, surda, rsrsrsrs...)

79. Qual foi o último show que você viu?

R: Só vou à shows internacionais (não por arrogância, mas sim por gosto mesmo), e o último foi do Pearl Jam.




80. Chá quente ou chá frio?

R: Os dois.

81. Chá ou café?

R: Prefiro chá. Sabores favoritos: de maçã e frutas vermelhas

85. Você é paciente?

R: Sim, na maioria das vezes e com algumas pessoas.

86. DJ ou banda em um casamento?

R: Banda e com setlits pré estabelecido pelo casal. Imaginem um casamento de um casal erudito tocando "Festa no Apê", ou uma dupla que gosta de Latino, ouvindo a banda tocar "Rock me Amadeus" (ouvir)

87. Já ganhou um concurso?

R: Nunca concorri, até em um festival de música na escola, foi marmelada das grandes e então, não voltei a competir em nada.

88. Já fez alguma cirurgia plástica?

R: Não. Tenho pavor de certos exames, como endoscopia e aqueles de oftalmologista, que dirá mesa de cirurgia por estética...



89. Quais são as melhores azeitonas, pretas ou verdes?

R: As duas, mas prefiro as verdes.

90. Você faz tricô ou crochê?

R: Nenhum, mas já fiz bordados, e o que me saio melhor sem muita ajuda é o vagonite

92. Você já viajou para fora do seu país?

R: Não, mas se existe lista "do que fazer antes de morrer" esse é o primeiro tópico (se não for o único).

93. Que lugares pretende conhecer?

R: Os top 3 são Escócia, Alemanha e Finlândia. Mas mais fácil dizer os lugares das quais não tenho vontade de ir.

94. Qual era a sua matéria preferida no Ensino Médio?

R: Todas, exceto Biologia.

95. Você esperneia até conseguir as coisas do seu jeito?

R: Não. Eu faço muitas concessões. Quando vejo que nada está como eu quero, já é tarde demais para "esperneios" e aí eu posso até reclamar, mas poucas vezes muda alguma coisa.

97. Você quer ter filhos?

R: Na verdade não. Colocar criança no mundo hoje parece muito fácil, mas vejo tantos pais e mães dando uma educação tão bizarra, fazendo as vontades dos filhos só por que foram repreendidos na suas infâncias, que tenho medo do que meu filho pode encontrar na geração dele como referência ou mesmo, amizades. Fora que tenho consciência da minha falta de maturidade para ser mãe.

98. Qual é sua cor favorita?

R: Preto

99. Você sente falta de alguma coisa da sua infância?

R: Sim, sinto uma imensa falta da minha vó Du e do tempo na infância que parecia tão mais longo... Era possível ir para escola, fazer os deveres e ainda ter tempo para brincar.

Pensei que ia ter mais historietas engraçadas. A gente caça umas tags na internet e acha: "que maquiagem você usa?", ou "que cremes você compra?". Está faltando criatividade nessa galera ou o quê?

Abraços afáveis! Bom fim de semana à todos!