sexta-feira, 21 de abril de 2017

F1 2017: Verstappen x Brasil

Vou "dar asa para cobra" e falar umas bobagens que nem nossos compatriotas. Antes, vou adequar o motivo dessa postagem de opinião: a declaração de Max Verstappen sobre a atrapalhada de volta dele no Treino classificatório do GP barenita. Vejam pelo link do Grande Prêmio, o recorde da mídia brasileira, neste link

Vou destacar também a frase que deu à muito coleguinha brasileiro vontade de se encrespar e falar umas bobagens:

"Bem, ele é brasileiro então não tem muito que discutir"

Antes de analisarmos passo a passo a fala do holandês, peço que recobrem a memória de vocês. Sempre que Max disse algo de algum outro piloto, eu reforcei não uma acusação, mas um conselho bem básico: guardar a língua dentro da boca e responder em atos na pista. 
Mas, acusado pelos nossos capciosos entendedores compatriotas de xenofobia, chamar o holandês de racista e de imbecil passa a ser uma coisa interessantíssima.

Brasileiro, de A a Z, é um povo que agrada Gregos e Troianos, certo? Somos um povo feliz, sorridente, que nunca fez nenhum tipo de sacanagem com turista estrangeiro. Abrimos a porta de nossas casas e botamos eles para dentro, como excelentes anfitriões, não é mesmo?
Fizemos Olimpíadas aqui e ninguém reclamou nada sobre nós, nem mesmo revidamos os comentários maldosos dos atletas de fora, com comentários mais baixos ainda.
E neste caso, somos também um povo que, de tão puros que somos, podemos ser vítimas únicas de xenofobia. Tanto que somos puros é que aqui por exemplo, ninguém é misturado com negros, filhos de imigrantes italianos, alemães, japoneses, árabes... Somos genuinamente brasileiros que se aceitam, que se amam e se gostam. Não fazemos a menor ideia do que é pauta de programa de fofoca falando em artista que foi vítima de racismo na rede social. Isso nunca acontece!
E como brasileiros bons que somos, sabemos entender todo o tipo de discurso, inclusive uma frase como essa, motivada por um senso de injustiça: "Ele é brasileiro então não tem muito o que discutir".

"Ele é brasileiro". Paramos aí. 
E eu, que nunca fiz análise do discurso, procuro que fez a frase: Verstappen, piloto de F1. 
Sua origem pouco importa, mas vamos entrar na brincadeira (medíocre): Verstappen, piloto de F1, holandês, filho de ex piloto, que não tem títulos nem vitórias na categoria.

Primeiro então, discutimos a origem de Max. Holanda, país super desenvolvido cuja a liberdade é coisa séria: drogas são legalizadas, assim como outras coisinhas capciosas como prostituição, eutanásia, direitos com relação à homossexualidade e ao aborto. Criminalidade? Pouco, como muitos países europeus. É também um dos países com melhor qualidade de vida, fator pelo qual possui um dos melhores Índices de Desenvolvimento Humano da Europa e do mundo, propiciado pela forte política de assistência social e direitos considerados essenciais, como educação, saúde e segurança de qualidade, garantidos em nível máximo a seus habitantes. O país possui uma das economias capitalistas mais livres do mundo, é o 15ª entre 177 países de acordo com o Índice de Liberdade Econômica em 2014.
Eles devem ter por volta de 0,1% de analfabetos funcionais e provavelmente, 0% de analfabetos.
Continuo com isso, comparo com o Brasil, e vou fazer muita gente chorar de desgosto com a nossa situação político, social e econômica.
Xenofobia? Pode ser. Talvez ele tenha levantado uma hipótese mais amena do que a radical reação racista: "sou civilizado, não xingo muito no Twitter". 
E nesse caso, ele tá certo. 

Ainda na mesma frase do "ele é brasileiro" subtende-se a ideia que, apesar de ser jovem, ele sabe  de uma coisa muito bem - brasileiro é papudo o suficiente para falar da escola automobilística do passado: "Somos o país de Fittipaldi, Piquet e Senna - senta lá, moleque!"
Minto?
Reflitam sobre o mote de provocar o ódio que Galvão Bueno fez na transmissão domingo passado, assim que Max abandonou o carro com problemas nos freios na área de escape. Me digam que eu minto e que o "narrador" não mencionou o nome destes três pilotos para falar de "respeito"...



"Ele é brasileiro" e o adendo "não tem muito que discutir". Significa um puro e simples dado que eu sei, ele sabe e todos os pilotos sabem: somos ignorantes e sendo ignorantes batemos boca. 
Batendo boca com o Massa, Max sabia que ia perder seu tempo tendo que rebater. 
Rebatendo, ele ficaria numa posição talvez favorável, o acusador é sempre mais perspicaz quando tem a razão do lado. 
Rebatendo categoricamente e com razão, sobressairia a tônica latina na fala do Massa e ele apelaria com algum xingamento. "Vá cagare" ainda ecoa nas nossas cabeças e na do Fernando Alonso.  Infantil ao extremo, Alonso deve ter dado muita risada ao lembrar desse "destrato", mas eu não rio tanto assim. Criticamente, Massa não tem respeito nenhum pelos seus oponentes. Uma bobeirinha e ele não soube segurar a raivinha. Mimado, agiu como criança. Pior: na frente das câmeras. 
Respeito é uma coisa que só tem, se você também oferece. 

Xingando Verstappen, Max fecha o ciclo argumentativo com o campeão de poucos segundos: brasileiros são um povo ignorante, que na discussão, vão xingar. 
Minto de novo?
Verifiquem os comentários da reportagem: "tem um 'q' de xenofobia", "tentativa de homicídio, agressão, prisão" (essa seguramente foi a pior de todas...), "moleque imbecil" e "idiota como o pai".

Palmas para os envolvidos. 





Defendendo um tipo que nem é assim tão nobre nas suas falas, se condoendo por uma fala totalmente descartável, rebaixando-se à um nível absurdamente inescrupuloso. 
Justo o santo Massa, que nunca, nunquinha, falou mal do menino Verstappen, não é? Procurem ver, o que ele disse do então novato, quando ele chegou na F1 2015, e foi perguntado sobre a pouca idade do menino. Massa foi, como sempre, super cortês e motivador. #Sarcasmo

Massa rebateu a reclamação de Verstappen sobre ter sido atrapalhado pelo brasileiro da seguinte forma: link
Massa sabe que vindo aqui, Max será bem xingado pela platéia do GP de Interlagos sempre "super educada e requintada". E pensar que o holandês era aplaudido, ovacionado por muitos destes quando ele perturbou a vida dos pilotos da Ferrari na temporada passada (e também ofendeu Vettel e Kimi, insinuando que eram infantis e que não sabiam como corrida funcionava) e fizeram a maior festa na corrida do Brasil, pois ele havia "dado emoção" ao campeonato. 
Pisou no nosso calo, choramos como crianças sem chupeta. 




Praga de brasileiro é a pior das macumbas. O cara não passou 15 voltas no GP, depois de falar mal dos "Zés e Marias Povinho". Um monte de gente deu risada em casa que eu sei. 
Satisfeitos? Agora deixem para lá. 
Sei que peço isso, mas que não vou ser atendida. Os próprios narradores, à três corridas, não narram nem comentam corridas, fazem o exercício da verborragia - muitas vezes, sobre antigos e atuais companheiros de pilotos brasileiros.
Mas uma coisa peço que guardem na memória: Massa falou que quando se acusa outro piloto é para justificar o ato falho. Na próxima que ele reclamar das fechadas e atrapalhada dos colegas, coisa que ele vive fazendo, a gente vai reconhecer o ato hipócrita latente. 


I'm watching you!

E que Max Verstappen fique atento à isso também. Pena que, com essa frase, ele tenha já colocado na mesa o quão ele acha Felipe Massa, insignificante. Melhor ter se aposentado mesmo, Massinha. 

Abraços afáveis!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

GP da Barein com fotos comentadas sarcasticamente (ou não)



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Max perguntou a nacionalidade dele antes?
"Brasileiro fingindo holandês? Não? Então chega mais"


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A criançada em gangue, os do meio, filhos de Massa e Raikkonen, na pose do joinha seguidos dos da ponta, filhos do Rob Smedley


Hi-Five dos "chegados"

Mas que patinete fuleira esse do Felipinho, hein? Pai pão duro?


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Este é Robin. Finalmente, agora vejo total semelhança com o pai Kimi
Sempre achei ele um pouco mais parecido com a mãe, mas agora, o semblante é o mesmo do Kimi
E claro, já com a garrafinha - ainda que seja de água - definindo a identidade 


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A mãe desocupada do Robin: já quase dando a luz da menininha da família Raikkonen, mas está lá, viajando, vigiando, trazendo um pouco mais de coisa para o marido se preocupar além da corrida...
Casa? Não é para dona Minttu. Não mesmo.


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Cumprimento super sagaz de Perez: um tapinha nas costas e "Tá bão"


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Mas que animação!


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No Barein é assim, antes mesmo da corrida, todo mundo ensebado


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Esse carinha penoso aí disse que ficaria com o piloto da pole 


Mas quando tiraram a capinha dos olhos dele, ele disse: 
- "Ih, mas vencer não vai não..."


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"Chega, sr. Honda. Chega!"


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Que dupla, hein?


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Exemplo de um papo caloroso entre finlandeses:


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Olha o Bottas sorrindo. Coitado


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Troféu bonito, merece bitoca


Abraços afáveis!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

GP do Barein: Um misto quente com um toque de covardia

É chegada a hora de fazer um lanche na franquia de sanduíche. A escolha para o Barein é misto quente. Bem quente. 
- Com recheio de quê, moça?, perguntaria a garçonete
- Com bastante coisa, três tipos de queijo... Ah, e um toque de covardia.
Sim, de cabo a rabo, o GP do Barein nos deu um gostinho, um toque ora exagerado, ora não, de covardia. Vai ver é que não misturaram direito os ingredientes.

A começar pela pole. A covardia começou com um ato de esperança de vermos, já na terceira corrida, o companheiro de Hamilton lhe dando incômodo. A corrida seria na Páscoa, e tudo que Bottas precisava era largar bem - o que a primeira posição já o favorecia - e manter-se ali, afastado o máximo que pudesse, deixando ao Hamilton que "botasse o ovo da Páscoa". 
Isso até que deu certo, nas primeiras voltas, Bottas largou o suficientemente bem para, novamente escancarar a lentidão que Hamilton é nas largadas. A desculpa é que o lado par das fileiras são sujas e cheias de areia. 
Vettel deve ter lido meu post passado indicando que Hamilton larga muito lento. Sagaz, Vettel saltou rapidamente para a segunda posição, deixando o inglês no aperto, em terceiro e com duas Red Bulls bem aceleradas atrás dele.

A covardia mor sempre é da transmissão: com os olhos voltados para o carro de Felipe Massa, a tônica foi o "bom trabalho" na largada do brasileiro. Ora, não é de se ver que, Kimi, largando em quinto, do lado "limpo" da pista, não perdeu lugar para as Red Bulls e para a Williams do Massa? Engraçado é que, com pneus aquecidos, logo, depois de historietas sobre a amizade dos filhos dos dois ex companheiros, sobre o "tirar o pé" em 2007 e depois "ajudar" em 2008, mais ainda a indicação de que o finlandês não fala "bom dia" para ninguém, Kimi já havia passado Massa com um certo requinte de... facilidade. 
Daí esqueceram, um pouco, o Massa, até o começo das paradas do pit stop. Aquela fala sobre Verstappen e Massa ... Sério que ouvi aquele comentário? Esse trio global são mesmo uns idiotas registrados em cartório. 



A covardia voltou a acentuar o gosto no misto quente justamente com esse personagem: Verstappen abandonou a corrida com problemas nos freios, logo depois de fazer a primeira parada. O cara que poderia fervilhar as posições 1, 2 e 3, de forma talvez até arrebatadora, ficou de fora. 
Disso, Bottas e Hamilton fizeram a parada dupla. Para esperar tempo suficiente da parada de um, o outro decide segurar a sua segunda ameaça na corrida: Hamilton - covardemente - segurou no pit lane a não ultrapassagem de Ricciardo. Investigação mais que justa, rolando neste espaço.
Nessas horas, tudo ok, tudo legal, até que Sainz decide se enroscar com Stroll. Acidente então era certo. Pedaços de carro na pista e safety car não virtual. Juntando todo mundo, Vettel liderando, Bottas em seguida, Ricciardo, Hamilton e por fim, Kimi, como os cinco primeiros. 

A relargada mostrou afinco do Bottas, o cara queria vencer, queria ficar a frente do companheiro, indo para cima de Vettel que segurou-se no capricho. Hamilton não precisou de muito, Ricciardo tinha problema de comunicação com os pneus, talvez ainda não favoravelmente aquecidos. Até Kimi avançou nele, logo em seguida.
A covardia se deu, mais uma vez e nessa foi bem amargo, tanto, que pedimos mais refrigerante para poder empurrar aquela mastigada: a direção da prova entendeu perfeitamente que a segurada do Hamilton contra o Ricciardo cabia punição. Como a Mercedes blinda muito bem seu pilotinho de requinte (para não usar outro termo chulo), logo ele estava favorável a atacar Bottas. O mesmo deveria ter pisado fundo e feito o que fez nas primeiras 10 voltas: segurado todo mundo atrás dele. Ele tinha capacidade e visível potência para isso. Mas, esteve lá, uma abertura tão grande que Hamilton veio em segundo, sem esforço, tirando mais uma posição decente ao Bottas, que amargaria o terceiro lugar, depois de uma pole. 

É isso que quebra nossa satisfação. No passado, crucificamos Rubinho por ser subserviente à um Schumacher. Mais tarde, na mesma Ferrari - que tem muitos defeitos, mas pelo menos, escancara as suas maracutaias - crucificamos um Alonso em detrimento do mesmo jogo que Schumacher fez, só que dessa vez, santificamos um tal de Felipe Massa.
Não procurem lógica nisso, pois simplesmente não existe. Tanto que não existe que ninguém da grande mídia irá ter a coragem de fazer o mesmo que foi feito com Alonso depois do "faster than you", com o Hamilton. Por quê? Porque a Ferrari errou em deixar claro o jogo de equipe das duas outras vezes. A Mercedes faz o jogo e tem gente que aplaude como se fosse espetáculo do Circo de Soleil. Mas é covardia. Muita covardia. Bottas nem sequer teve tempo de defender ou mesmo cogitar a possibilidade de segurar ele um pouco mais.




A covardia também se deu no jogo da Ferrari, mas desta vez em tom justificável. Depois das segundas paradas, Vettel passou aniquilando Kimi que decidiu retomar as reclamações ferozes via rádio. Reclamou de algo e a equipe retornou com "o que você está sentindo?"... "Raiva?", seria a resposta épica. Se houve reunião, não houve ameaças, pois ele continua peitando a equipe. Vettel passou o companheiro e apesar de não ter sido fácil, Kimi não segurou por um motivo simples: ele sabia que não tinha chances de refrear as Mercedes, portanto, Vettel era o único que podia. Com o jogo da Mercedes, a Ferrari teve que colocar mais condições para Vettel ficar na frente e "correr" literalmente, pois o plano da Mercedes era jogar Hamilton no ataque, tanto que tardavam o máximo a parada e seus 5 segundos de stop and go. Então Marchione, Kimi sabe o lugar dele na equipe, não precisa de reunião - isso é coisa de moleque. #FicaaDica

Quando Kimi decidiu rebelar-se ao vivo pela segunda vez, ele indicou novamente problemas nos pneus, e implorou para parar logo como todos estavam fazendo. A equipe foi filmada do jeito que eles tratam o problema: todos olhando para as telas dos computadores e de braços cruzados. Claro que o rádio era gravado, mas a colagem da fala do piloto com a imagem da equipe com olhar e posturas displicentes, indica como é que a banda toca ali dentro. Ela toca para o Vettel e ele tinha de vencer e garantir logo essa liderança.



Sabiamente, a covardia não se deu no final: Hamilton tentou tirar proveito de voltas rápidas, mas, parou, ficou balançando a cabeça negativamente durante 5 segundos e saiu, ainda em segundo. Pois é querido, ficar negativando com a cabeça não muda: regra é regra, lide com isso!
Faltavam mais do que 10 voltas e Hamilton tentaria atacar Vettel, mas por uma boa justiça não deu.
A covardia decidiu cair no colo de outro, não mais do Bottas ou do Kimi, ou Verstappen, mas no colo do Alonso. O coitado abandonou de novo, faltando duas voltas para o fim e por falta  - de novo! -de potência. Vexatório, Honda. Vexatório.

É uma covardia que Barein seja ao anoitecer, ainda que mais fresco. As luzes deixam os carros mais bonitos, mais brilhosos. Até uma Force India fica menos Hello Kitty e a Renault menos Banana e mais tubo de mostarda. Até os troféus são mais bonitos e estilosos. E finalmente, apesar das complicações, ao menos, a liderança ficou mais legal agora. 

Limpamos a boca e ficamos satisfeitos, terminando o refrigerante. Na próxima a gente pede para evitarem de colocar o toque de covardia. 

Abraços afáveis!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

F1 2017: Alonso na Indy 500

Fernando Alonso fará uma surpreendente participação nas 500 Milhas de Indianápolis deste ano, quando a McLaren inscreverá um carro na tradicional corrida americana.
Uma pessoa sonolenta, desavisada, cansada ou mesmo cegueta poderia ler essa manchete de notícia sem "completar a chamada e deixar cair a ficha" por mais tempo que 5 segundos. 
Mas é isso mesmo: Alonso vai pular o GP de Mônaco da F1 para competir a Indy 500.

A gente pode pensar um punhado de coisas sobre essa história. Não é de se espantar que depois de algumas horas desde o divulgo dessa manchete, um sem número de expertos lançou seus comentários no Twitter, chegando a ser TT bem próximo ali da decisão de escalar Jude Law como Dumbledore jovem no segundo filme da franquia "Animais Fantásticos e Onde Habitam". (By the way, achei bom pra caramba isso!)
Também, os sites de automobilismo  lançaram postagens que incluem de tudo, até notas sobre pilotos da F1 que tiveram carreira na Indy posteriormente. 
As incríveis mentes pensantes não se atinaram para um detalhe importante: Alonso só participará, de antemão, da Indy 500, e não do campeonato inteiro da categoria.

Deixando de lado o que a gente pensa sobre o que os outros tem para dizer, faço o exercício (inútil) de dizer também o que acho da escolha de Alonso: uma excelente ideia. E acho que ele será bem sucedido. 
É extremamente frustrante, dado o notório talento do espanhol, não contar com ele na F1 atual, com um carro minimamente competitivo. Sim, pois ele, ao contrário de muitos pilotos, atuais e aposentados, pode fazer algo bem interessante com um carro que é só um pouco competitivo. A Honda fornece à McLaren um motor muito mais aquém do que se esperava. E se espera já, fazem duas temporadas. Paciência deveria ter mesmo, limite.
Alonso é um destes pilotos que faz muita falta aos holofotes da F1 atual. Se não for o único que faz falta. Ignorando completamente a torcida contra, que insiste em falar de sua personalidade como se a mesma fosse preponderante para o crivo habilidade + corrida, não vê-lo correr de verdade, e só ser figurante, quando muito, quando o carro quebra, é algo que decepciona qualquer fã de esporte à motor.

Ainda que não seja bem sucedido na Indy, continuo achando uma boa ideia. Ele precisa sair da F1/McLaren por um minuto que, já na segunda corrida é um espaço bem opressor - dado que a Globo, nas duas corridas, destilou comentários venenosos nas transmissões sobre o comportamento arrogante de Fernando fora das pistas. Verdade ou não, se eles falam, ainda que seja por pura implicância, falam porque mais alguém anda falando o mesmo no paddock, no afã de induzir pensamentos jocosos à nível creche: "Coisa boa! Castigo!"
Na F1 todos os cultuados santos são perfeitos como o termo ajuda adjetivar. Ninguém tem arrogância correndo nas veias, nem mesmo é prepotente por vezes, se impondo sob os demais, literal ou virtualmente mais fracos. Não, imagina... 


Dado que as imprensas brasileiras, italianas e inglesas costumam ter seus ranços com o Alonso já por tempos antigos, há de se convir que nenhum dos três são isentos de motivos nada nobres para os comentários depreciativos. Todos eles tem um porquê para rebaixar a índole do espanhol: a primeira imprensa se encrespa porque ele passeou na cara de um piloto brasileiro menos que mediano, a segunda, porque não venceu títulos pela equipe do país como foi prometido - campeonatos que a equipe perdeu por incompetência interna e não por culpa do espanhol -, e os ingleses sentem raiva, por ter arregalado à todos o quão dissimulado era o seu representante nativo que já foi companheiro do Fernando, em 2007. 
Como disse, motivos nada nobres. Exaltar um em detrimento de outro é algo que se faz sempre e é uma característica humana, um exercício político: discursos de convencimento acontecem no minuto que você acorda até a hora que você dorme. 

"Ah, mas ele vai saltar justo Mônaco?" 
Na boa? Mônaco é um saco. E estou achando que esse ano, vai ser bem ruim, bem fila indiana, bem problemas na largada, bem porcaria. Então, né? Bobagem.
Mesmo que seja um fiasco na Indy, vai ser experiência nova e empolgação diferente que pode render pelo menos, uma lição para Alonso. Ele não só tem direito como deve tentar.

A McLaren ainda não anunciou o substituto, mas nem adianta que o telefone deles não vai tocar: Jenson Button é o reserva atual do time e eles vão chamá-lo. Novamente não vejo porque não. Uma que, de todo, precisa de ter um segundo carro na pista no dia do GP. Duas, que JB passeando no paddock não faz mal a ninguém. Três que, se o Massa pode retornar dessa forma ri-dí-cu-la, Button pode chegar para um GP simples, fazer o que der, e cumprir a tabela para esse treco que ainda se intitula equipe.

Mas, tudo tem limite. E o limite acontece quando a gente abre o Twitter, depois de escrever cinco páginas da sua dissertação e descobre que um portal colocou como exclusividade, Rubens Barrichello dando dicas  e fazendo comentários sobre a decisão do Fernando Alonso de correr na Indy 500.
Duvidam? Cliquem no link a seguir: Surpreso, Rubinho alerta Alonso sobre Indianapolis


Só porque o "Rubim" já fez parte dessa brincadeira, não significa que ele é a melhor pessoa "exclusiva" para dar pitaco sobre isso. Tenham dó, né?! É muita ingenuidade acharem que isso vai ser algo levado à sério. Não é levado pela maioria de nós que acompanha o esporte, que dirá o principal interessado, o próprio Alonso. Ele está é dando de ombros para o que os outros pensam. E na boa, se isso é arrogância, somos um bando de hipócritas, afinal a gente ouve o tempo todo que não devemos ficar nos limitando pela opinião alheia. Deixem o cara fazer o que ele quer fazer!

Aviso importantíssimo ao Rubinho, ao Massa - que logo será questionado sobre essa ideia - e também à todos que vão deixar escapar e falar groselha: 


 Já está feito. É só esperar que isso seja bom para o Alonso, para o esporte, e para o entretenimento de domingo, para nós que teremos dois eventos para conferir. 
E que assim, seja!

Abraços afáveis!

*Atualização:



Há a questão do marketing da Liberty e todo o esquema que isso envolve. Sinceramente, isso não me parece ruim, nem mesmo que tenha sido essa a questão primordial. A Liberty está fazendo um trabalho interessante neste ponto, ainda que já tenha dito que quer se inspirar na NFL para seus eventos, ela está querendo de fato, mostrar serviço. A questão é, até quando as "novas investiduras" serão legais para nós, enquanto o campeonato em si continua previsível. 
Houve a abertura da "mudança" e a empresa está aproveitando: o carro que Alonso irá "guiar" é esse aqui, que Julian Edelman, wide receiver do atual time campeão do Super Bowl 51, New England Patriots, deu umas voltas no domingo passado:




terça-feira, 11 de abril de 2017

GP da China com fotos comentadas sarcasticamente (ou não)

Giovinnazi ficou encantado: ele ouviu dizer no paddock que Kimi não fala uma frase com mais de três palavras; que ele não come, só bebe e que não sorri de jeito nenhum...

Giovinnazi ficou muito feliz com a desmitificação da lenda paddockiana:
"é um novo mundo para mim, é como ter saído da caverna do Platão", disse


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Chamaram Valtteri de Nico. 
Hamilton deu risada porque sabe que na verdade, para a Mercedes, tanto faz quem está no segundo carro 


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- Ô Vettel, você é feito de açúcar?
- Vai se f...., Kimi!


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Foto do porta retrato que o Kvyat vai presentear o sogro Nelsão Piquet quando vier aqui ser apresentado como namorado da filha dele  


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Cara contemplativa, Seb?

 Já estava imaginando que a Mercedes não ia deixar acontecer de novo o acontecido do GP da Austrália, né?


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Os ombros podem ser mais largos, mas é nos do Vettel que a carga ferrarista está depositada




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Isso tudo aí deu volta no Massa. Acabou o GP chinês em penúltimo
Foi para isso que voltou?


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Vettel chacoalhou Hamilton no GP anterior, ele veio vingar: "toma, bonitinho!" (Relembre aqui)


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China = ping pong


PS: Ricciardo merece melhores amizades


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Vettel fazendo as pazes com Verstappen


Abraços afáveis à todos!