sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Pausa no blog: uma pequena férias

Aviso à todos:

Estarei dando uma pausa no blog, umas férias para ele. Provavelmente, retorno quando a F1 estiver para começar. Não prometerei uma data de retorno pois ainda não sei como estará meu tempo nos próximos dias, mas encaixarei um jeito de continuar com esse espaço. Estou também dando uma pausa nas redes sociais. Só não atualizarei os perfis, nem estarei online por mais do que uma hora. Vez ou outra, estarei acessando essas páginas para verificar qualquer forma de contato. Para os que constantemente me escrevem, já estão avisados que terão outras formas de me contactar com mais rapidez, caso precisem de algo. 
Por uma razão pessoal, a escolha de fazer esse "afastamento" surgiu e ocorreu de avisar no geral sobre a decisão. Ocorreu também de escolher dar umas férias para os textos e publicações. No mais, quero que saibam que logo que eu me "ajustar", estarei de volta falando da F1 e outras coisas que me apetecem.

Abraços afáveis e fiquem bem!

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Drop - Gota D'água: Desconforto, Arruda e Philadelphia Eagles

Sabe as gotas d'água? Então...

Drop 1:

Já pararam para pensar o quanto difícil é passar por uma fase ruim em que alguns a sua volta tem um palpite para dar ou um jeitinho de te afundar ainda mais?
Todos já escutaram - especialmente dos mais velhos - que educação é tudo na vida. Pelo menos as pessoa de mais idade comigo, sempre disseram que gostam muito do empenho que tenho em estudos. Agora aquelas que não tem os cabelinhos de algodão doce, ah, são pessoas que em níveis diferentes que me irritam: 
Grupo a) Os que acham que devo me sujeitar a qualquer coisa que chama de emprego. "Dê aulas, pegue designações, sempre precisa de professor nas escolas! Sem experiência da aula, você não cresce...!" 
Gosto de ensinar. Mesmo com alunos cada vez menos interessados e com metas de ensino do governo totalmente sem noção, eu ainda acho que estar 4 horas mudando de sala em sala vale o mísero salário. O que não vale é o extra sala de aula, com reuniões e gente frustrada da vida reclamando no seu ouvido. 
Experiência de aula se adquire com uma coisa muito simples: estudo contínuo. Me deparei com  um alto despreparo de profissionais que "caíram" na docência e estagnaram. Ensinam qualquer coisa e se dá errado, a carta na manga é culpar os discentes. 
Todos os meus conhecidos, estagnaram. Estão fazendo carreira e não passam na Universidade nem na calçada mais... 

Grupo b) Os que acham que devo dar aulas/trabalhar e estudar. 
Eu escrevi que as pessoas fazem as duas coisas? Pois é porque não conheço quem faz as duas coisas realmente. Quem estuda, tem bolsa, burla para ter bolsa, tem costa-quente-orientador, ou, tem "paitrocínio". Quem faz as duas coisas: chega num ponto que os estudos são segunda prioridade, quiçá a terceira. Conheço gente que fez porcarias de pós graduação, para ter título, mas nadou de braçada no trabalho: o trabalho é a desculpa para a pesquisa estar parada, e a pesquisa é a desculpa para o chefe.
Ousaria fazer as duas coisas se a escola não tivesse me deixado com asco de "reunião pedagógica".
Além disso, designação é dada para aquele que tem 800 horas/aula. No máximo posso pegar é substituição, isso se não aparecer ninguém mais para a vaga. Graças aos "burrocratas" do governo, o seu valor não é medido em conhecimento ou titulação. Seu valor é medido em quanto tempo você ficou à mercê deles. Concorrer à vaga de substituta e perder para alguém que diz "invéis" a cada cinco segundos numa sentença, ou substituir gestante que durante a graduação colou em provas, roubou trabalhos, saía da sala para dormir no sofá do DA e não sabia que Chico Buarque escreveu o "Calabar" pouco antes de trabalhar no núcleo de teatro, é no mínimo desmoralizante. Ter que fazer todo o trabalho de uma pseudo professora que não soube fazer nada e não era nem formada em História, joga terra por cima quando você se vê no buraco. Foi necessariamente para isso que passei 10 anos na faculdade. #sqn

Grupo c) Concurseiros e exaltadores de título. Os que acham que eu posso fazer concurso de tudo, que eu entro em qualquer lugar que tiver edital porque eu tenho curso superior de federal e que pela meu mestrado, eu vou ganhar muito bem... São os mesmos que dizem que se eu disser para aquela escola particular ali que tenho mestrado, eu entro na vaga de professora... Há! Pegadinha do Malandro!!! 
Concurso são anos de dedicação aos estudos - para alguns deles, tem que ser à exaustão, tentativa e erro - para conseguir alguma coisas. Meu mestrado não serve para nada hoje. As escolas e faculdades particulares são dadas ao básico "QI", o "Quem Indica": é preciso conhecer o dono, dever favor à alguém que trabalha lá, saber quem é o presidente da faculdade, a secretária do político tal que tem parte ali...

E eu caio, sim senhores, na besteira de pedir ajuda para conhecidos desses grupos: "se souberem de algo, me avisa"... Ouço: "Dê aulas", "Largue de fazer doutorado, isso é um sinal de Deus que não é agora...", "Peça para a fulana, que ela te ajuda...". Não que eu queria as coisas fáceis, mas, um simples "está bem, se souber de algo te ligo" é bem melhor do que me forçar à soluções que não são tão simples.

E de agora em diante, o lance é seguinte - não contar planos à ninguém, não pedir nada para ninguém. Nem me lamentar. Há os que gostam da derrota do outro para se sentirem bem. Mais ainda: não existe bom samaritano que vai te ajudar nessas horas. É perigoso aparecer alguma coisa que é ideal para mim e tomarem de mim, do tanto que são caras-de-pau.

Drop 2:

Arruda realmente resolve para urucubaca? Pois é isso. Desde que perdi a chance de fazer doutorado em História, graças à incompetência alheia - inclusive de parte da elite historiadora e grande parte da elite intelectual e acadêmica desse país - todo dia é um 7 x 1. 
Eu que ri tanto daqueles apagões do o timeco brasileiro e gols seguidos da seleção alemã na Copa do Mundo de 2014, sofro na pele o que é tomar 7 e não saber defender o gol...
Coisas grandes desde: todas as possibilidades de estudo se esvaírem pelos dedos, dados como garantidos, mas "cancelado", "falta vagas" ou - e o mais dilacerante - "falta dinheiro", até pequenas e sem controle de chuvas que detonaram a rede de telefone e internet até mais chuva que faz com que destruísse todo o fim de semana.
Sábado à noite eu ia à uma festa vestida de Hard Rock - Hair Band tipo Poison, com maquiagem brilhenta, cabelo armado, calça colada e saltão. Breguérrima, mas sempre quis uma chance de fazer isso e tinha uma oportunidade de uma festa de rock temática. 20hs da noite, decido me arrumar, começa uma ventania, um chuvão e ficamos sem energia. Não saio de casa, vou dormir triste e amanheço sem energia no domingo. 
Assim, secretaria de obras, CEMIG não estavam com vontade de resolver as árvores caídas pela cidade, nem mesmo os transformadores... Mais de 24 horas sem luz e para piorar, não vi o Super Bowl ao vivo.
Digam se não preciso de uma benzedeira?

Buenas, imagino que posts dessa natureza são chatos pra caramba, vamos tentar falar de coisa boa.

Drop 3

E então, tanta gente choramingando sobre o SB: ou como hater, ou como hater dos times que jogavam, eu daria qualquer coisa para ter energia na hora do jogo... 
Menos mal, ainda bem que não apostei com ninguém que o New England venceria o SB. Tudo dava conta de que seria eles, mas lá no fundo eu sabia que "Eagles" poderia sim vir a ser vitoriosos e pois, mereciam muito a vitória. 
Sem gotas d'água (tanto de chuva, quanto de problemas) a energia voltou de madrugada e pude conferir um (ruim e cortado) VT do jogo. Estava torcendo pelo Eagles e fingi que não tinha internet, não abri nenhuma rede social que me contasse o resultado, nem nenhuma mensagem. Assisti o VT como se fosse ao vivo. Uma grata surpresa ter visto que estava errada na expectativa de outra vitória do Patriots, sinceramente.
Foi um bom jogo e bem feito principalmente por parte de Nick Foles, que deveria ter dado de Kirk Cousins num básico "You Like That" para aqueles que disseram que ele era um nada. 
Bom, bonito e agradável. \o/
Não conheço nenhum fã dos Eagles, mas se caso surja algum lendo esse post (acho difícil): um salve para você! 
Agora pode ser que brote uma galera fã do time pois, modinha sempre tá pronto para "nascer", rsrsrsrsrs...

Uma imagemzinha adorável para um post meio amargo:



Findando-se, desejo a todos um começo de semana bom e descente. 
Volto com o humor melhorado, prometo. 
Abraços afáveis! 

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Palestrinhas, lacradores e pseudo entendedores: Polêmicas miúdas

O texto de hoje vai ser um resumo do grande descaso que há na nossa vida cotidiana de internet. Descaso em que sentido? No sentido de termos um sem número de informações e postagens que atentam à nossa inteligência em doses homeopáticas até por fim causar tamanho dano que você se torne amargo o suficiente para afastar de você o resto de amigos e conhecidos que meramente tolerava pela visão periférica que possuem de todas as vertentes que regem a vida humana.

Tivemos um bom começo de ano pautado em grandes irracionalidades escancaradas como bem feitorias, aplaudidas à ponto de fazer as mãos arderem como se tivessem encostado em um ferro quente.
Devo dizer a todos: passa ano e sai ano e a porcaria do politicamente correto, de fato, tornou-se não são chato, como também, burro. E olha, o politicamente correto não permite que a gente use essa palavra, mas infelizmente, não vejo melhor termo para nossos tempos.

O simples fato de você achar decente a condenação de um ex-presidente trouxe à tona o julgamento e acusação de uma noção política ideológica que certamente a maioria que recebe esse rótulo nunca teve: ser direitista. Conhecer minimamente de processos agora também é o mesmo que nada. O achismo ganhou novamente. O que teve de pessoa letrada que disse que o processo era uma fraude... Quase dava um gibi. 
Desde o Impeachment da Dilma, brasileiro cospe palavras como "golpe", "democracia" como se tivessem engolido uma mosca e precisasse se desfazer dela antes de ser engolida. Achando que sabem explicar com propriedade quaisquer dessas situações, agora a moda é "atentado ao Estado de Direito". Ouse perguntar ao "palestrinha" do que se trata isso e prepare a pipoca. Você terá mais comédia vindo daí do que o canal Comedy Central.

Aceitando primorosamente que ninguém deve saber de tudo, a pergunta que fica é: porque não ficar calado e transparecer inteligência, e abrir a boca e confirmar a falta dela?
Porque agora vivemos no estado de direito! Direito a dizer tudo que pensa, mas ai de você se dizer algo que vai contra o que eu penso. Ui, que medo.
Cultuar gente medíocre agora é mais peça chave no guarda-roupa. Mais que a calça jeans.

Situações "lacradoras" dos cultuados: Atrizes fazem discursos sobre assédio em seguimentos de emprego, especialmente em Hollywood. O homem agora é um verdadeiro lixo. Produtores, diretores, colegas de trabalho são trogloditas em potencial. Se não tem denúncias sobre eles, a mídia trata de caçar um podre do passado. Sim, pois nós nunca na vida, nunca nos exaltamos com alguém, nunca xingamos um familiar na hora da briga, e jamais agimos com raiva e ofensa a ponto de ferir alguém. Cabe à nós, santos, acusar os que já fizeram isso. E a "caça aos bruxos" está à solta. Ninguém se salva. Como diria o filósofo Bruce Dickinson: "Run to the hills..."

Uma atriz que ganha o Oscar por filme que fez com o Woody Allen, some. Juro que procurei, mas ela não declarou nada sobre a polêmica do diretor problemático.  Mas os atores e atrizes "lacradores" que trabalharam com ele se prestam (coagidos?) a falarem sobre o arrependimento de terem trabalhado com um homem tão vil e amoral. Alguns viram ícones do "bom senso" ao doarem cachê do último trabalho com o diretor... A vida privada do cara sobressai e define o caráter. Tudo que ele já fez profissionalmente (ainda que eu particularmente deteste) vira pó e é desacreditado. E como fica a atriz que ganhou Oscar a partir do trabalho que fez com a ideia de filme dele? Sem informação. Ai de nós pressionarmos ela na parede.
Eu sei e entendo que há ideologias e coisas em que acreditamos e quando nos deparamos com algo que abominamos e discordamos torna-se difícil de aceitar e de se submeter. Mas, quer dizer então que, o passado de uma pessoa agora deve ser levado em conta para me relacionar profissionalmente come ela? Então, me diga: ex detentos são caso perdido? Eu não posso aceitar que eles ou elas tenham um emprego na minha empresa porque cometeram um erro na vida e depois de pagarem por isso, devo deixar que morram de fome? Você ter fugido de casa, falado umas porcarias para sua família, indica que não pode voltar e pedir perdão pelo feito desonroso?
Ninguém então é passível de reformular-se, mudar e tentar ser gente de novo? É isso que parece estarem dizendo. Afinal, é 8 ou 80: se o cara assediou, ele não é indicado à Oscar. Mesmo que ele prove que ele não fez nada, ele vai ser eternamente um porco, pois a palavra da vítima é incontestável.

Vejam bem: Não digo que devemos passar a cabeça na mão de gente que de fato possa ter sido bruta, cruel. Mas isso não é peculiaridade de uma cor de pele, gênero, etnia, religião, ideologia política ou o que quer que seja. É muito difícil entender os dois lados, mas certamente, radicalizar, banir, segregar não é nem de longe o melhor caminho. Se a pessoa é um grande babaca, abusador, violento, tarado, porque precisou de um para contar, para milhares dizer eu também? Já viram o filme "As bruxas de Salem"? Uma faz uma acusação sob vingança, outras começam com as maluquices de possessão logo depois e vira uma bola de neve. 
As primeiras pessoas a falarem do tanto de seus "umbiguizentos" direitos e lutas são as primeiras a detonarem qualquer segmento que seja opressor de alguma forma, seja em ações ou meramente um olhar torto.
Percebam a contradição tamanha: Mulheres não querem ser oprimidas, mas oprimem quem se interessa por elas afetivamente - mesmo que não seja recíproco e passam a insistir, principalmente. 
Agem de má fé usando uma roupa transparente em eventos, e não aceitam serem julgadas por quem discorda da conduta adotada.
Mas não estão livres da hipocrisia idêntica aos detratores, pois, detonam os homens assediadores, mas se aparece um que rasteja por elas e é, bem apessoado, a coisa toma novas formas: será o marido que cuida dos filhos enquanto ela trabalha fora. Os direitos iguais não são só iguais, é uma troca na verdade: Se antes era subserviente, agora eu mando e piso em cima de salto alto, para fazer doer.
Tudo numa boa, colocar mulheres fortes e ícones para serem exemplos, mas inventá-las em contextos das quais elas não estavam ali para exaltação e culto, eu não vou aplaudir. Não mesmo. Gosto de gente autêntica, não massa de manobra. Sim, vou preferir Marie Curie de ícone feminino à Frida Kahlo, pelos feitos da primeira ser muito mais expressivos que o da segunda. Vou preferir J. K. Rowling à Stephenie Meyer, por ter feito uma sequência de livros ao menos, mais profundos e sim, cujo herói é do sexo masculino. Vou preferir Éowyn à Tauriel na sagas do Tolkien, pois a primeira existe na história subcriada e é guerreira e donzela ao mesmo tempo, do que uma elfa inventada pelos roteiristas do filme, além de ser absolutamente insossa não se encaixa na adaptação. Vamos falar de direitos? É o meu direito de pensar e escolher dessa forma. Não precisa se rasgarem por isso. Eu aqui no meu interior de Minas, não afetará as suas lutas pseudointelectuais. Podem acreditar. Eu até ofereço pão de queijo e café se vocês prometerem não me crucificar, nem me chamar de coxinha.

Tudo numa boa, mais ainda, se tiver filmes de casais gays, transgêneros em luta por serem reconhecidos como "normais". Eu só acho bizarro achar isso uma coisa super "da hora", pois, para mim, eles são normais, então, não vejo peculiaridade em tornar suas histórias tão especiais em um filme. Por isso, não vai ser meu filme favorito o casal gay que se relaciona num filme parado e arrastado como "Me Chame Pelo Seu Nome". Nem mesmo pois tem Armie Hammer que é mesmo um cara apaixonante e justifica a atração do tal menino interpretado por Thimotèe Charlamet. Casal gay que quebrou paradigmas aconteceu lá com o "O Segredo de Brokeback Mountain" se não antes (confesso que me falta conhecimento, então). Casal gay bonito, sofrido, sem ser erótico, já foi premiado e aclamado ano passado com o "Moonlight - A Luz do Luar". Um longa muito melhor, diga-se.  Talvez aprecie um filme dramático chileno com uma transgênero lutando pelo direito de acompanhar o enterro do ex namorado que tanto amou, mas que a família do mesmo acha a sua presença vergonhosa. Interpretação boa, história sofrida, momento de reflexão. Ótimo. Bola para frente, qual é o próximo filme?
"Ah, lacrou!" é comentário que para mim, já deu preguiça e nem quero ouvir o resto... 

Essa semana até o esporte adentrou no contexto do politicamente correto. Um dos casos foi que Tom Brady teve a filha (com a modelo Gisele Bündchen, e por isso o holofote da imprensa) criticada por um jornalista de Boston. Em um contexto não destacado pela mídia, o infeliz chamou a menina de pestinha ou algo correlato, o que fez o jogador se retirar da entrevista pela ofensa gratuita.
Sim, sem o contexto fica fácil julgar o cara: é feio falar isso de crianças inocentes que não podem sequer se defender. Além disso, jornalista é em suma profissional que vez ou outra é infeliz nas colocações. O politicamente correto manda também que não devemos fazer ofensas dessa natureza assim, por mais raiva que tenhamos do outro. Pode causar traumas, choros e revolta. Pode causar processos bem dados e demissões. Mães e pais são julgados quando gritam ofensas aos filhos que dirá um outro? Meu Deus!
Mas e se o cara foi pentelhado pela menina e ele, tem aversão à crianças? Pois isso existe. Tem gente que não suporta os filhotes humanos espoletas. Parecem que nunca foram uma. Parece meio heresia falar assim, mesmo que de fato, a criança seja uma "peste", que você receba em casa e quando ela vá embora, parece que passou um furacão no lugar.. Você é superior e deve se controlar, catar toda a bagunça e tentar não externar seu descontentamento com a criança nem com a família dela. É o típico: não importa. Engole aí boneco, que essas coisas não se falam, por mais que se queria.
Já viram que pais e mães viram bicho quando se faz algo com seus filhos? Então, foi assim que Brady agiu. Muita gente teria feito o mesmo.
 O jornalista achando no direito de ofender, fez e foi punido com demissão. Mas o mesmo direito que ele exerceu para fazer essa bobagem é o direito que inúmeros de nós exercemos (eu inclusive, com esse texto) de expor opiniões sobre qualquer coisa que nos afeta. Uma hora, dá "M" e as vezes é muita ou pouca, mas você é responsável pela caquinha espalhada e é aquele que tem que limpar sozinho. 

E então a Liberty Media, lança mão da retirada das Grid Girls da F1. Eu, uma mulher de 30 anos, que acompanha a F1 na metade destes anos, convictamente heterossexual, obrigada, não liga se tem moças segurando plaquinhas com números e nomes de pilotos. O importante, que eu saiba, é ter corridas, carros competindo - ainda que saibamos sempre quem vencerá - e se tiver competidores bonitos, não vou negar, vou admirar assim que eles estiverem sem capacete. Assim, como os caras também estão livres para olharem as grid girls e sonharem com elas em seus sofás e poltronas.
O "banimento das" grid girls tem consequências. Os pilotos, por acaso, não terão "teretetês" com as modelos que trabalham ali nesse ofício. E elas, não poderão ter acesso aos ricaços dos paddock, seja eles donos de equipes, dirigentes e funcionários. Também não poderão se exibir caso gostem de fazê-lo, não poderão ter mais chances fazer carreira de modelo deslanchar, nem poderão ter contatos profissionais com alguma empresa de publicidade, caso surgisse a oportunidade...
A questão colocada é que no século XXI esse tipo de "serviço" não é mais bem visto. É exposição feminina, do estético e nada mais. E as que lutaram pela igualdade dos gêneros e contribuíram para esse pensamento da Liberty, sequer fez com que pensassem também que, talvez, remotamente, lá no fundo, essas moças de fato GOSTAM de ser Grid Girls e queriam continuar sendo. A igualdade de luta de umas, sobrepôs a liberdade de escolha de outras. E isso, senhores, eu não concordo nem sob decreto. Eu acho que todo mundo deve enfiar uma coisa bem simples na cabeça: a plantação é opcional, mas a colheita é obrigatória - já diz bem meu cabeleireiro. No caso, essas mulheres plantaram, mas veio uma baita enchente e levou tudo que elas poderiam colher do "esforço" (seja ele de qual "semente" era).

Vamos apertar mãos, sorrir e brincar com a pessoa com mais amistosidade, mesmo que ele tenha dito que vai votar num ladrão nas próximas eleições ou que gosta de filme dublado. Se ele insistir em votar no doidão dos 9 dedos, ajude ele a compreender que não pode ficar mais tendo político pet. Se ele não quiser ajuda, mude de assunto: pergunta se ele acha vai chover porque você tem uma festa infantil para ir no fim de semana e não quer chegar lá encharcado. Quando o ladrão vencer as eleições e ele estiver na pindaíba de dinheiro, aí talvez você pode até "trollar" o coleguinha pela escolha mal feita e dizer: "eu aviseeei" e esperar que a ficha dele caia. Se não cair, dê de ombros. Sua parte fez. Explore seu lado bom e ative o esquecimento. Mude de assunto e pergunte se ele assistiu algum filme bom ultimamente que não seja estrelado pelo Adam Sandler. Não levar as coisas à ferro e fogo, ajuda na saúde, melhor que sal do Himalaia. Vai por mim.
Seja gay, transgênero, negro, mulher, evangélico, muçulmano, judeu, católico, umbandista, cigano, deficiente físico, psíquico, asiático, alemão, latino, petista ou tucano, vegano ou carnívoro, ou nada disso, não muda para mim - é um ser humano e se puder, deve agir como tal pelo menos na maior parte do tempo do seu dia. Tradução: ser moralmente decente e não expor seus "achismos" porque "leu na internet". Leia um livro, que tal? Se for um "asshole" até quando dorme, aí complica. A premissa que acredito é: desde que as suas e as minhas imperfeições de caráter não sobressaiam e não nos definam, está absolutamente ótimo. Chega de tempestade em copo d'água. Chega de "mimimi", de contradição e hipocrisia. A gente se desgasta por tanta mesquinharia que não sobra tempo com o que é mesmo útil para o nosso bem...
Que tal pensarmos nisso? Acho que vale a pena.

Abraços afáveis!

PS: Fim de semana tem Super Bowl LII. Torço para que o Eagles vença, mas querer não é poder - vamos preparar o refrigerante porque tem mais uma vitória do Patriots à vista que carece (e muito) de ajuda para engolir. Bom jogo à quem for acompanhar - mesmo que seja para ver o Justin Timberlake no halftime - e nos falamos semana que vem. Fiquem bem!

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Corrente Musical de A a Z: ZZ Top

É com um apertinho no coração (ó, o drama, rsrsrsrsrs...) que estamos na última corrente musical (pelo menos, neste formato). ZZ Top teve 3 das 4 escolhas dos participantes e não teremos repescagem, pois não há mais opções, a não ser recomeçar com a letra A novamente.
Ainda não tenho muita certeza de como irei fazer as próximas postagens musicais neste jeito, mas é certo que além de aceitar sugestões de vocês, irei retomar a brincadeira de alguma forma, pois foi divertido.

Antes de passarmos ao que interessa, gostaria de deixar registrado que os votos de vocês foram imprescindíveis para que chegasse até o fim da tag, mesmo que algumas escolhas de vocês não fossem as que eu mais queria, todas as postagens tiveram algo de agradável para identificar e expor. Agradeço muito a participação e incentivo de todos!

Banda ou Artista mais bem votado:


♫ Música que mais gosto:

A primeira que me lembro de ter ouvido - 


♫ Música que menos gosto:

Não consegui me recordar de nenhuma... Gosto até de "Viva Las Vegas" rsrsrsrs... *VIVAAAAA*

♫ Música romântica:

I Need You Tonight

♫ Musica que me define:

Não há nenhuma que me identifique exatamente, mas (não pela letra, claro!) me veio à mente: Blue Jean Blues e é essa que passa a ser a resposta.

♫ Música para dançar:

La Grange

♫ Clipe Favorito:

Brega, mas super cool, pois é dos anos 80: Gimme All Your Loving

♫ Melhor e Pior álbum:

Não creio que exista um pior álbum. O blues-rock despretensioso da banda é algo muito legal e agradável de ouvir, divertido e solto. Além disso, ZZ Top é a única coisa, na vida, em que posso, sem problemas, empregar a palavra "top" sem ser ridícula. (Para quem não entendeu, eu acho o uso das expressões "top" e "lacrou" as piores gírias contemporâneas já empregadas no linguajar popular... Portanto, não as uso, nem sob decreto!)
No entanto, o melhor disco, o que mais gosto de ouvir é "Eliminator" de 1983, o oitavo álbum de estúdio do trio. Ótimo, não à toa, é um dos 200 álbuns da lista de "definitivos" do Rock And Roll Hall of Fame e contém suas músicas mais famosas. O trio de formação, todos conhecem: Billy Gibbons nos vocais e guitarra, Dusty Hill no baixo e Frank Beard na bateria. As faixas do álbum:

1. "Gimme All Your Lovin" 
2. "Got Me Under Pressure" 
3. "Sharp Dressed Man" 
4. "I Need You Tonight" 
5. "I Got the Six" 
6. "Legs" 
7. "Thug" 
8. "TV Dinners" 
9. "Dirty Dog" 
10. "If I Could Only Flag Her Down" 
11. "Bad Girl"  

► Menções honrosas: 10 músicas que não foram citadas

Legs;

Comentem as suas suas opções para o ZZ Top, nossa última banda do Corrente.
Novamente agradeço à todos as participações e aceito dicas para formular um post musical semanal aqui no espaço, sim?

Abraços mega afáveis! Bom fim de semana a todos!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Escolha: Qual a música tema de casal mais enjoativa do cinema?

Hoje, liguei a tv na hora do almoço e caí num canal em que passava "Ghost - Do Outro Lado da Vida". E me lembrei da música. 
Se dá para resumir o filme em poucas palavras é "muitos gritos, choro e sofrência". Os dois últimos sentimentos, sempre com a música tema - seja ela na forma original, seja na instrumental - ressoando ao fundo.
Quando passa um certo tempo - e faz um certo sentido com filmes dos anos 80 e começo dos 90 - alguns filmes, apesar de ter seus roteiros bobinhos, tornaram-se cult. É o caso de "Ghost". É bem meloso, vejam bem: Um casal apaixonado está voltando de uma encenação de "Hamlet" (Coincidência? Acho que não...) e o personagem de Patrick Swayze é morto num assalto. Sem ter "ido para a luz" e como fantasminha camarada, Sam percebe que namorada, Molly (Demi Moore) corre perigo também. Para avisá-la, ele procura uma médium (Whoopi Goldberg) charlatã para proteger a amada e intermediar a resolução do caso. Bizarrices a parte, tem até um sutil "terê-tetê" sobrenatural entre o casal - a tal cena do pote de argila que era para ser sexy e romântica mas, algumas sátiras dessa cena deixou tudo mais engraçado, afinal, percebendo o lado cômico dessa tentativa, é oficial que excesso de romance - até sobrenatural/transcendental que seja - pode ser bem brega se não souber dosar.
Lembramos da música do Righteous Brothers?


Famosa? Demais! Eram tempos em que as músicas de filme tocavam incansavelmente nas rádios. A cultura popular deixava com que todos soubesse do que se tratava quando ouvissem. Podiam não saber o nome da banda, mas "é a música do gôusti" repetiriam sempre que perguntassem.  
O filme, de 1990, uma era em que se tinha computadores e internet, mas não tinha essa potência de informação rápida, sabíamos mais das coisas, do que hoje com acesso à inúmeros portais de notícias e de informação.
Mas o "ooooooh, myyyyy loooove...my daaarling..." ecoou tanto na nossa mente que sobressai o roteiro fraco, ganhou status de filme romântico conhecido e bomba até hoje, como disse, com jeitão de cult.
Porém, é para ter ciência: a canção é enjoativa pra chuchu.

Ter uma trilha romântica para uma cena romântica acometeu até filmes com a trilha mais elaborada, que optou por ter uma música para o contexto geral do filme, e um romance para apimentar a história. Eis o caso de "Top Gun" de 1986. Oposto de Ghost, tem um trilha legal, "Danger Zone" de Kenny Loggins toda vez que os pilotos estão em ação. E é boa. 
O roteiro nem é tosco para anos 80, mas tem pontos das quais a gente esconde as risadinhas atrás da palma da mão: Pilotos treinam em uma escola no afã de refinarem suas habilidades como pilotos de elite americanos. Maverick (Tom Cruise) é prepotente, irresponsável e provocativo, mais especificamente com Iceman - que não é o Kimi Räikkönen e sim Val Kilmer. Ele não só quer atenção dos colegas e treinadores como busca a atenção da treinadora de voo, Charlotte com quem tem um romance meio proibidão. Maverick enfrenta dilemas para "amadurecer", no meio do longa: a perda do amigo numa das simulações de ataque, e as punições da instituição com atitudes desmedidas.
Algumas interpretações dão conta de uma relação homoafetiva entre Maverick e o amigo e até mesmo uma tensão sexual entre o personagem de Tom e o de Kilmer. Mas só se enxerga essa ideia quem quer.
A música do casal Maverick e Charlie no começo do filme, na paquera do bar, despretensiosamente  é "The Loving Feeling" do (de novo!) The Righteous Brothers... 
Mas a cena mais quente do casal é entoada por uma canção mais contemporânea ao filme:



Da lista, é bem capaz que seja a menos chata. Brega, sebosa e portanto, pode ser enjoativa, mas nem de longe a pior. Pois, senhores e senhoras, o pior sempre está por vir.

Pensando nessa ideia de canções tema que saltaram dos filmes até mais conhecidas que até mesmo os longas das quais compõe, veio à mente: "O Guarda Costas".
Pausa para dar risada com meme de internet de gente desocupada e maldosa: clique aqui.
Por essas e outras, a gente já não levava a sério a música que foi tocada aos montes em 1992 e nos seguintes do filme. O roteiro nem é tão bobo quanto "Ghost", mas não tem nenhuma cota de química entre os envolvidos, uma vez que Kevin Costner - não se sabe se por falatório midiático, ou por preconceito latente - não beijou Whitney Houston no longa. A história peca num ponto bizarro: uma cantora pop tem um obsessivo em seu encalço. Até aí tudo bem, um pouco de drama exagerado talvez. Mas o empresário achar umq excelente ideia contratar como segurança um ex-agente do serviço secreto? Aí brincou, não? 
Ah sim, eles acabam se apaixonando, embora não haja nenhuma mais "caliente" entre a cantora interpretada pela realmente cantora Whitney Houston e Kevin Costner, como já mencionei. 
PS: Tô avisando que Houston era cantora porque tem muito "adolescente" fã de Pablo Vittar que está achando que cantor homossexual é invenção do ano, então, vai que eles descobrem que a Whitney Houston era cantora também e sai publicando no Twitter como se fosse novidade? Todo cuidado é pouco e a tia Manu aqui também quer informar. By the way, Costner é só ator, não é ex-agente secreto. #JustSaying
Só para visar também - pois não faz muito tempo que vi uma publicação de uma conhecida dizendo que estava assistindo "Dirty Dancing" e estava oficialmente apaixonada por Patrick Swayse e falando dele como se estivesse ainda entre nós -, aqui vai: Tanto Swayse quanto Houston já partiram dessa para melhor, não se assustem.

Retomando: "I Will Always Love You" se tornou hit pelo filme e é a música mais famosa de Whitney - obviamente. Uma canção que pode ser bem interpretada, romântica, mas que se tocada à exaustão torna-se enjoativa, talvez menos que a do "Ghost", mas em certa medida, pode ser descartada no mesmo saco. É muita súplica para pouca beleza, se pararmos para pensar direito.

Quando os anos 90 estavam acabando, lá em 1998, há exatos 20 anos, estreava por aqui "O Titanic" - aquela megalomania de filme, com um romancesinho xoxo e piegas. A história dá conta de um cara pobre e uma ricaça - comprometida, vale dizer - que se apaixonam e vivem um romance na primeira viagem do maior transatlântico do mundo, o Titanic. Ela (Kate Winslet) desafia a família e o arrogante noivo para viver as aventurazinhas com o cara pobre, mas bem apessoado, interpretado pelo Leonardo DiCrapio. Pasmem, mas isso ganhou Oscar de Melhor Filme na ocasião. 
O filme teve mais holofote e produção que arte cinematográfica. Construíram um navio que serviu de cenário tão grande quanto o tal de 1912 - detalhe importante que contribuiu para o oba-oba entre os críticos e a academia do cinema premiarem o longa. Teve uma sombra de romance entre os atores, que nunca se sabe se foi rumor, apenas safadeza de bastidores (que deve acontecer mais do que é noticiado), ou marketing para promover o longa - um proto conceito do que hoje o pessoal chama de "shippar" casais.
Fato é que provavelmente seja o pior filme de DiCaprio depois de "Criaturas 3" e é talvez, o filme menos desafiador que Winslet fez na vida, a não ser pelos "caldos" que tomou durante as gravações: sim, James Cameron - o diretor - fez um baita tanque para fazer as cenas do naufrágio e quase matou o elenco afogado com elas.
Tem gente que achou lindo a cena de Jack a ensinar "cuspe a distância" para Rose. Tomando cenas como a cena do pote de cerâmica ou o agente secreto carregando uma cantora pop dos braços, essa do Titanic consegue vencer de tão besta. A cena do casal com os vidros dos automóvel embaçados é conhecida, mas se botamos reparo é um tanto tosca não sendo cômica por um beiço de pulga. 

Pior que a música de Celine Dion fazendo dupla com sua Carne no Nariz (que teve influência ouvindo Bee Gees), é saber que, na tábua em que Rose ficou flutuando no mar aberto para ser resgatada, cabia Jack e ele não precisava ter morrido. A moça rica foi mimada a ponto de perder o pobretão que amava, porque não raciocinou direito. Lembremos da canção, para ficar ecoando na nossa cabeça "near, far, wherever you are":


Desculpem os adoradores, mas temos uma vencedora! Baita música enjoativa essa!

Mas vamos colocar uns panos quentes: Citem, para mim, nos comentários,  um filme, lançado há três meses atrás, uma trilha sonora que tem uma música que está fazendo sucesso... Difícil? Está bem: citem um cantor, uma cantora ou banda que fez uma música para um filme que você assistiu nos últimos 2 anos. Achou? E a canção, faz parte do conhecimento de uma massa de pessoas, ou só alguns colegas e meia dúzia de blogueiros cinéfilos?
É isso. Não tem mais essas coisas, infelizmente. E se tem, não alcança o que essas músicas já alcançaram no mainstream. Os filmes que fazem sucesso hoje com uma música bombástica, pode saber: é canção das antigas "in natura", muitas vezes rasgadas, destroçadas por uma vozinha contemporânea nasal - como acontece para matar a gente de raiva - ou remasterizada com sons tecno/dance. Por isso, panos quentes: estou reclamando do quê? Música ajuda o filme a ficar mais legal e tá em falta criatividade para a galera fazer coisa nova que faça com que os hits nos encantem tanto quanto os longas nos emocionam. 

E vocês, o que acham? Tem alguma canção de filme que vocês não gostam e que não comentei? Digam aí! ;)

Abraços afáveis!

sábado, 20 de janeiro de 2018

NFL: Finais de Conferência

Já faz um tempo que não falo de NFL nos posts. Uma das razões poderia ser porque este ano assisti à muito mais jogos que nos anos anteriores e de certa maneira, usei o que vi dos jogos para minha liga de Fantasy. Sim, participei de uma liga esse ano e não foi fácil chegar a ser vice. Então nem conto que irei ser bem sucedida na próxima, pois agora, todos da liga estarão "treinados" e "vacinados". 
Uma liga de Fantasy, requer tempo para ajustar, e tive um fim de 2017 bem cheio de responsabilidades.
Outra razão que tenho mais certeza é que, desde que comecei a assistir NFL consigo comentar com mais propriedade a F1. Embora na F1 eu tenho estado contra a maré da opinião popular e da mídia "especializada" (e chamar de especializada é um elogio em nossas terras brazucas, cujo amadorismo para comentar F1 é de dar dó) - na NFL, falar que não vê razão para isso ou aquilo na liga precisa, não só de muito conhecimento prévio, como uma coragem grande de dar a cara à tapa por uma coisa que será, em todo instante, um baita achismo. 
E por fim, bem... Meu primeiro time passou por uma crise tenebrosa e "fiquei de mal" desses caras já no meio da temporada.

Comecei assistindo jogos dos Saints lá em meados de 2013. Tomei gosto pelo Denver Broncos por conta de Peyton Manning. Os dois times tornaram os meus favoritos. Não gostava de alguns outros e fui treinando jeitos de me simpatizar por eles. No fim das contas, ainda não vejo nada de espetacular em Tom Brady e acrescento Cam Newton, um pois acho que ele não faz espetáculo e não dá emoção como um Aaron Rodgers é capaz de suscitar, o segundo pois a inconstância e o excesso de arrogância, me desagrada pessoalmente. Não gosto de alguns times, pois, em alguns momentos ficaram marcados por interferências externas: seus torcedores me irritaram e aí eu não opto pela razão. Vou deixar os times em off para não "ofender" amigos torcedores.

Sou afortunada por gostar de esportes assim. Algumas pessoas podem até torcer o nariz por uma mulher gostar dessas coisas, dizendo que é coisa de homem. Essa coisas são bobas, mas eu não levanto bandeiras feministas. Só digo que a boa é: sendo mulher, posso apreciar belezas físicas dos atletas quando propício. Não me venham com essa de que isso é coisa de adolescente. Neguem se não param para assistir vôlei feminino por conta dos shorts justos e curtos, só uma vez...! Então: "leave me be", rsrsrsrsrs...
Mas vá lá, mudei o foco. Opinião né? Então, vou arriscar, mesmo sabendo que posso estar errando miseravelmente. Não ligo.

Tivemos quatro jogos no último fim de semana: Eagles considerado azarão desbancou o Falcons e fechou como primeiro finalista da final da NFC. Com Nick Foles, o Eagles está desacreditado por conta das baixas que o QB sofreu. Mas, quando estreou no Eagles, era um QB das quais gostei de assistir jogando. Carson Wentz, o que ajudou muito o Eagles a chegar longe, se machucou ainda na temporada regular e perdeu assim a chance de ser MVP do ano. Injustiça? Muito. Falta de sorte? Aos montes. Mas Foles não é tão desastroso assim, e merece crédito. Eu já comentei que queria ele no Broncos. Continuo achando que teria sido bom. Porém, agora não quero nenhum QB a não ser Osweiller no time. Explico: para mim, o problema do Broncos não é a posição de quarterback, é a ol. Então, se é para derrubar as chances de ter uma carreira normal na NFL, como foi feito com as situações desfavoráveis nas quais Trevor Siemian e Paxton Lynch foram expostos. Qualquer nome para QB na franquia, não quero nem saber!  Coitado do cara: afinal, a "casa" está bagunçada...

Depois da eliminação do Falcons (que teve sua chance de vencer o SB ano passado e não o fez porque foram incompetentes) veio o jogo, Titans e Patriots. Mamão com açúcar... Trilho fácil. Qualquer um no caminho dos Pats, cai as vezes vergonhosamente, as vezes com dignidade, mas cai. Classificado de forma fácil, o Patritos esperava o rival da AFC.
No domingo, as coisas esquentaram: o primeiro jogo, era Jaguars e Steelers. Jogo com 80 pontos. Passou o Jaguars.  E meus amigos, todos disseram que que só havia uma defesa a parar o Patriots e eu digo que esse time já vem jogando todos os playoffs e vai estar com a língua no pé quando enfrentar os caras de New England.
É bom nutrir esperanças. Mas nem sempre dá certo.
Veja New Orleans Saints. Coisas ruins não acontecem à Brady. Mas coisas ruins acontecem à QBs que acho muito mais "mosntruosos" que ele: Manning, Brees, Rodgers... E na noite de domingo, Brees teve um começo lento, recebedores instáveis e no fim do jogo, uma falta de sorte absurda. O Vikings, estava bem, mas no fim equilibrados com os Saints. Até que aconteceu um TD com cronômetro zerado.
Foi bonito, emocionante, e tudo o mais. "Sköl" com estádio em polvorosa. Mas... coitado do Brees!  Do rookie que não fez o tackle em Diggs que recebeu o passe e correu para a endzone... Paciência.

Assim, esse fim de semana as finais de AFC e NFC acontecem da seguinte forma: Jaguars @ Patriots e Vikings @ Eagles.
3 QBs desacreditados pela grande mídia (mais arrumadinha e especializada que a da F1, mas é ainda assim, muito baba-ovo as vezes): Blake Bortles, Case Keenun e Nick Foles.
As combinações de SB são essas simplesmnete: Patriots @ Eagles, Patriots @ Vikings, Jaguars @ Eagles, Jaguars @ Vikings. 
O povo chora pois Tom Brady machucou a mão nos treinos essa semana. Está questionável. Na cabeça dele, depois do jogo do Jaguars, vai rir internamente e a ideia que perpassa é "joga até com um mão amarrada nas costas".
Seja quem for, vai dar Patriots no SB, com vitória. Os caras que tem o comissário da NFL "implicado" com eles... Quero que Goodell implique com meu time nessa temporada de 2018, sinceramente. Quero também que as zebras enxerguem nos meus times favoritos, como times grandes e comecem a fazer marcações que ajudem eles para chegarmos aos playoffs. Ah, e quero Bill Belichick também. Tirem ele de lá, que a gente conversa se fica tudo "organizado" assim...

O que eu queria? Tanto faz que seja Vikings ou Eagles. Eagles pois acho que Foles poderia tampar o bico de alguns vencendo a NFC pelo menos. Vikings pelo final bombástico contra os Saints, também merece Jaguars é uma escolha apenas por tocer que sejam tãos competente quanto o Giants foram em 2008 e 2012. Embora mereçam, se assim o fizerem, prefiro o SB LII de um dos dois da NFC.

Entendam que não é um simples ódio aos Patriots. Só não sinto emoção com os jogos deles. Ainda mais: falei no começo do texto e relembro - sou palpiteira de F1. Estou de saco cheio de mesmice de campeonatos vencidos por criatura que não faz o mínimo do esforço por isso. Tudo dá certo para chegar triunfal - com os outros tendo má sorte e vencendo de forma simples... Dinastias de atletas e esportistas é legal para livros de recordes e para o orgulho de torcedores e entusiastas. Para esportes em si, que fomenta emoções, eu duvido muito. Fica  tudo muito previsível, enfadonho... Superficial!

Mas o que a gente quer, nem sempre é o que acontece. Torçamos ao menos, para que as "zebras" ajam com bom senso e que aconteçam bom jogos para assitirmos. Excelente fim de semana à todos e...
...Abraços afáveis!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Versões Boas, Ruins ou Melhores? Last Kiss

Em 2015, quando fui ao show em São Paulo do Pearl Jam tive uma das maravilhas da experiência de estar num show ao vivo de uma banda da qual gosto bastante.
Essas coisas valem mais do que dinheiro (muito dinheiro) gasto: os bolsos ficam vazios, mas os coração fica cheio de entusiasmo e a mente leve e renovada. 
Mas como tudo na vida, tem sempre um (ou vários) contra(s): voltar dos shows é se deparar com comentários alheios que você nunca saberá se são de inveja ou simplesmente, infelizes. 
Em 2010 eu tinha ido ver o Metallica. Um monte de gente achou que, além de estar nadando no dinheiro, eu era "maluca de querer ir num show destes", fazendo alusão à má fama que metaleiros tem em termos de violência e bebedeiras. Convenhamos, uma bobagem dizer isso. Ficou parecendo como se em show de dupla sertaneja as pessoas fossem lá para rezarem um terço... ¬¬'
Outra má situação de ir à shows internacionais de bandas que prestam o serviço agradável para se chamarem de "músicos", é se expor em fotos sua alegria e alguns dizerem para você que gostariam de ter ido, mas não foram por conta da falta de dinheiro. A falta de dinheiro nunca é problema para estas mesmas pessoas que frequentam bares e festas todos os fins de semana do ano, então, não vejo porque não guardar dinheiro para estar em um show do que ir arrebentar o fígado no #sextou...

Foi depois do show do Pearl Jam que ouvi a pior das situações. Ao se tratar de uma banda da qual ninguém acha que sou "maluca por ir", muitos exaltaram as fotos publicadas e perguntaram como foi o evento. Entusiasmada, respondia prontamente o quanto tinha sido ótimo. Todo mundo que era apenas "curioso" para saber como foi, levantava a pergunta: "E aí, eles tocaram 'Last Kiss'?"
Após a minha negativa, 90% das pessoas que questionaram isso, ficaram indignadas: "Como é que pode, não tocar a música mais famosa deles?!" Surpresa, eu fazia cara de paisagem, mas por dentro estava assim:


Esse post de versões está sempre aparecendo aqui no blog, e já tivemos algumas postagens mais antigas que podem ser acompanhadas pelo link Especial 1: Versões/Covers na aba acima. 
Dedico essa postagem especialmente para os "Indignaldos" e "Indignaldas" que questionaram a não execução de "Last Kiss" no show do Pearl Jam em São Paulo em novembro de 2015.

"Last Kiss" não deve ser a música mais famosa do Pearl Jam. Por uma razão talvez boba, mas para mim, categórica: se tratarmos essa canção como a mais famosa, então temos um problemão! A banda, que tem 10 álbuns de estúdio e com músicas autorais, falhou miseravelmente em ser uma banda... Oras, então o que sobra para "Jeremy", "Even Flow", "Black"...?

É, é isso mesmo: "Last Kiss" é uma música cover. São duas "bronquinhas" nesse post - uma leve, à para dizer que não é deles. Sim, estou ciente que nem todo mundo é obrigado a saber disso. A segunda também é leve, pois se pressupôs que a música fosse deles, pois se popularizou um pouco mais com eles. Mas daí dizer que é a mais famosa deles, é um passo para dizer que é a melhor... E esqueça todas as outras?! Isso não só é falta de informação como uma generalização burra, mas que acontece mais do que deveria.

Ouvimos a original e as versões?

Original: Wayne Cochran & The C.C. Riders
Composição: Wayne Cochran
Álbum: -
Lançamento: 1962
Estilo: Soul


Botem reparo nessa belezura de topete! Rsrsrsrsrs... Era considerado "O Cavaleiro Branco do Soul". Mas olha... Topete de respeito esse!... (risos).
Wayne Cochran inspirou-se no acidente ocorrido em  dezembro de 1962, em Barnesville no estado da Georgia na qual os jovens Jeanette Clark e L. Hancok, que era o motorista, tinham 16 anos e estavam com mais três amigos em um Chevrolet 1954 em intenso tráfego, quando atingiram um caminhão que carregava madeiras. Clark, Hancok e um dos amigos morreram; os outros dois ficaram feridos. Cochran dedicou a música à Jeanette Clark, por isso a letra trágica.

De acordo com wikipédia (é, fazer o quê, as vezes é uma fonte confiável, as vezes não...) Cochran faleceu em novembro do ano passado. 
Abaixo, a versão que popularizou a canção é bem anterior ao Pearl Jam.

Versão 1: J. Frank Wilson and The Cavaliers
Álbum: Last Kiss
Lançamento: 1964



Bem semelhante à primeira, a canção tomou fama... Mas ganhou o mundo na voz de Eddie Vedder.

Versão 2: Pearl Jam
Álbum: (Single) Last Kiss
Lançamento: 1999
Estilo: Rock Alternativo


Comecei a postagem contando que fui à um show do Pearl Jam, então creio que estou isenta de escolher a favorita, não é? Hehehehe...
Comentem e, se quiserem, sugerir versões para que eu comente por aqui, sou toda "ouvidos"!

Abraços afáveis! 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Corrente Musical de A a Z: U2 e Whitesnake

Entre as opções apresentadas na última postagem tivemos os seguintes votos: 2 escolhas para ZZ Top, 3 para U2 e 3 para Whitesnake. Algumas pessoas manifestaram o gosto por mais de uma banda, então, no saldo total é justo que ZZ Top volte na repescagem (com grandes chances de ser a próxima postagem, inclusive). Obrigada aos votos, vamos aos vencedores?

Banda ou artista mais vem votado:



♫ Música que mais gosto:

Uma dúvida genuinamente difícil para o caso do U2, é que oscilo na escolha entre Numb e Lemon. Já com Whitesnake a coisa é mais simples: é seguramente a bem sexy Still Of The Night.  

♫ Música que menos gosto:

Beautiful Day martelou bastante. Assim como Is This Love?, por conta de uma novela global, principalmente, o que popularizou a banda no Brasil.

♫ Música romântica:

Óbvias escolhas para U2 seriam "One" ou "With or Without You". São boas músicas, já vi umas pessoas fazendo vídeos tocando e cantando elas, e mesmo que não seja um Bono Vox, a gente brilha os olhinhos e suspira. Mas para mim, escolheria Eletrical Storm para essa tag, especialmente pelo vídeo. 

Para Whitesnake, Is This Love? é também escolha óbvia, e apesar de grudenta, não pode ser outra - embora o assunto seja algo recorrente nas letras do "Cobra Branca".

♫ Música que me define:

"She's slippy, you're sliding down.
She'll be there when you hit the ground
It's alright, it's alright, it's alright.
She moves in mysterious ways..." - Mysterious Ways (U2)

"Though I keep searching for an answer
I never seem to find what I'm looking for
Lord, I pray you give me strength to carry on
'Cause I know what it means
To walk along the lonely street of dreams..." - Here I Go Again (Whitesnake)

♫ Música para dançar:

U2 - Discotheque e Whitesnake - Fool For Your Loving

♫ Clipe Favorito:


Não tenho um clipe favorito do Whitesnake. Todos são muito semelhantes...

♫ Melhor álbum:

Certamente os álbuns mais antigos são os mais legais de todas as duas bandas. Se para o U2 a popularidade teve um custo alto - a massificação de suas músicas trouxe um patamar incrível para eles, fez com que também se tornassem carta fora do baralho para muitos que "enjoaram" de suas aparições ou se irritam com seus perfeccionismos. Hoje em dia, U2 é massa. É fácil encontrar quem ouve Wesley Safadão dizer que ama "uífi ou uidóuti u". 
Brincadeiras à parte, fato é que tudo que se populariza muito, torna-se enfadonho - e isso na maioria das vezes, escapa do controle e vale para qualquer seguimento, seja ele artístico, entretenimento e/ou mercado. 
Não gosto da fase "punk" do U2. Até ouço, mas não sou bem evoluída para gostar de punk rock e mesmo que com eles eu consiga não ter problemas, os discos inciais da carreira deles não são os favoritos. "Joshua Tree", do ano de meu nascimento é considerado o melhor entre 11 dos 10 fãs de U2 (o um a mais na estatística própria aqui, trata-se daquele "fã" que leu em algum lugar que "Joshua Tree" é o álbum mais famoso e saiu tuitando por aí, o quanto ama o disco... Rsrsrsrsrs...). Mas gosto de "Zooropa", o primeiro fora do trilho sonoro característico da banda. Alguns acharam estranho esse álbum, ainda mais o álbum seguinte "Pop". Mas não vejo nenhum problema neles. "Zooropa" é de 1993, oitavo álbum de estúdio com a formação original que não se modifica à tempos: Bono – vocalista, The Edge – guitarra, piano, sintetizadores e vocais, Adam Clayton – baixo e Larry Mullen Jr. – bateria, percussão, vocal de apoio.
As faixas:

1. "Zooropa"  
2. "Babyface" 
3. "Numb" (The Edge)
4. "Lemon" 
5. "Stay (Faraway, So Close!)" 
6. "Daddy's Gonna Pay for Your Crashed Car" 
7. "Some Days Are Better Than Others" 
8. "The First Time" 
9. "Dirty Day" (Bono e The Edge)
10. "The Wanderer"  *

The Wanderer é cantada por ninguém menos que Johnny Cash.

Escolher um melhor álbum do Whitesnake é fácil. É certamente o álbum mais conhecido e escolha mais clichê. Mas é o álbum que conheço melhor "Whitesnake" é de 1987, o sétimo álbum da banda da qual escolho para dar a resposta. Com os membros: David Coverdale, o vocalista que muita gente suspira, John Sykes nas guitarras e vocal de apoio, Neil Murray no baixo e Aynsley Dunbar na bateria.
As faixas? As mais conhecidas da banda:

1. "Still of the Night"
2. "Bad Boys"
3. "Give Me All Your Love" 
4. "Looking for Love" 
5. "Crying in the Rain '87"
6. "Is This Love" 
7. "Straight for the Heart" 
8. "Don't Turn Away" 
9. "Children of the Night"
10. "Here I Go Again '87" 
11. "You're Gonna Break My Heart Again" 

♫ Pior álbum:

Eu não simpatizei com o disco de 2004 do U2, "Songs of Innocence". Talvez devesse dar uma segunda ouvida para decantar as músicas e perceber o poder delas que não atrairam na primeira audição. Farei isso o quanto antes, embora, a promessa possa ser um tanto problemática - ainda não ouvi o último álbum de 2017 "Songs of Experience". Nada, nem uma canção sequer. Estou um tanto "off" de U2 para poder palpitar direito, confesso.

Como disse, o álbum "Whitesnake" é o álbum que mais conheço da banda homônima. Portanto, fica difícil (e talvez injusto) escolher um pior álbum. Pelo pouco que conheço dos outros, a banda mantém uma linha certa de músicas mais de rock baladas, românticas melosas e então, ao meu ver, para quem gosta de um álbum, se simpatiza com todos ou pelo menos a maioria. (Eu prefiro umas variações, muito romantismo e "loving feeling" para muitos alguns, cansa).

► Menções honrosas: 10 músicas que não foram citadas

Elevation;

Whitesnake: ♫ Love Ain't No Stranger;

Está com vocês agora: escolham as suas, comentem, podem mandar textão que não ligo! E também votem para a próxima etapa (já está acabando, snif, snif...). ZZ Top volta na repescagem com certo louvor, mais 3:





Já agradeço os votos. ;)
Abraços afáveis!