sábado, 23 de setembro de 2017

Mais música boa e menos pensamentos ruims

Depois de desnecessariamente meus planos acadêmicos estarem em suspenso, deixando tudo incerto, nebuloso, e estressante de uma hora para outra, passei dias complicados essa semana. 
Felizmente, existe a música para nos resgatar do abismo. 
Só ela acalma e nutre a alma. 



♫ Tobias Forge - "House of Affection"
♫ Poets of the Fall - "Moonlight Kissed"

Bom fim de semana a todos. Abraços afáveis!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Corrente Musical de A a Z: Motörhead e Nazareth

Numa dose dupla da corrente, vamos escolher respostas para um dos grandes expoentes do heavy metal, o Motörhead junto com uma banda de hard rock setentista dos escoceses, Nazareth. Minha preferência se dá mais pela primeira do que pela segunda. Percebi isso claramente quando fui rascunhar as escolhas para o post. Eu já fiquei na dúvida no primeiro instante de música de mais gosto do Motörhead. Ô, aflição hehehehe...

PS: Filme que nunca vi, mas poderia ser legal: "Os cabeças-de-vento".
Mas com Adam Sandler no elenco, desisto e nem passo perto.

Sem mais delongas.

Banda ou Artista mais bem votado:




♫ Música que mais gosto:




♫ Música que menos gosto:

Para Motörhead, não há resposta. 
Para Nazareth a escolha é "Where are you now?", pois acho "caidona" e além disso, é uma música que vinha sempre nesses DVDs de camelô "Seleções românticas" ou coisa parecida, que faziam de um tudo para fazer destacar as mais bregas possível, já viram? Então... Eu acho esses produtos estranhos "por de-mais", rsrsrsrsrsrs...

♫ Música romântica:

Em se tratando de Motörhead - que nem é romântica de fato - "Love Me Forever" é uma excelente música. 
Enquanto Nazareth nos entrega o óbvio (e que também está nos DVDs bregas rsrsrsrsrs...): 



♫ Música para dançar:



E Nazareth - "Hair of the dog"

♫ Clipe favorito:

Dos tempos áureos de MTV na casa da vó:



E Nazareth, não tem muito opção:


♫ Música que me define:


♫ Álbum Favorito: Intitulei assim para facilitar. Não tenho um pior álbum do Motörhead e não conheço toda a discografia do Nazareth a não ser um compêndio de músicas basicamente advindas de um vinil de "Greatest Hits", outras músicas soltas, e de ter ouvido na infância um álbum completo deles, através do meu pai.
Assim sendo, primeiro, Motörhead: A escolha é difícil. Lemmy e companhia foi, depois do Black Sabbath, uma das bandas responsáveis por peso e atitude na indústria fonográfica nos começos de suas carreiras e na década de 70 para 80. Os primeiro álbuns, de ambas bandas, são referência até hoje para muita criatura do mundo do rock - seja profissional ou amador. Se alguma vez, algum destes dizer que são bandas irrelevantes para a sua construção musical, eles correm fortemente o risco de serem bandas bem chulé (para não dizer ruins mesmo). Pode não ser influência direta (que por vezes pode se configurar como cópia), mas, ninguém pode dizer que esses caras não são incríveis com o que fizeram com a música. 
"Ace of Spades" de 1980 marca uma época e é comumente atribuído como um dos divisores de águas no cenário heavy metal.  Com a mesma razão, o álbum de 1982 também o é: "Iron Fist" é um excelente álbum do estilo. E eu acabo oscilando entre estes, quartos e quintos álbuns de estúdio com a formação clássica, com o (Grande) Lemmy Kilmister - vocal e baixo, Fast Eddie Clarke - guitarra e Philthy Animal Taylor - bateria.
As faixas de "Ace of Spades" e de "Iron Fist".

Sobre o Nazareth a escolha fica simples. Quando nova, meu pai chegava do trabalho e colocava seus vinis para tocar. Essas sessões "doutrinaram" e formaram gostos musicais meus e de minhas irmãs, embora, cada uma tenha uma preferência por estilos, rock clássico, mais moderno trivial-direto, e até o mais pesado e extremo. Um dos discos da sessão auditiva de meu pai era "Hair of the Dog" um disco que sempre atraiu as filhas enquanto crianças bem novinhas, por conta da capa "interessante" que suscitava curiosidade e ao mesmo tempo, medo:


É o sexto álbum da banda, de 1975, com a formação de Dan McCafferty no vocal, Manny Charlton e Dan McCafferty nas guitarras, Pete Agnew no baixo e Darrell  na bateria.
As faixas: 1 - "Hair of the Dog"
2 - "Miss Misery" 
3 - "Guilty" 8
4 - "Changin' Times" 
5 - "a) Beggars Day / b) Rose in the Heather"
6 - "Whiskey Drinkin' Woman"
7 - "Please Don't Judas Me"
8 - "Love Hurts"

Menções honrosas: as 10 mais que não foram citadas

Do Motörhead:



Do Nazareth:

Não resisti: Obrigada pelo gif, Eduardo hahahahaha...


Para a votação seguinte, duas bandas para a repescagem que contaram com um voto cada na contagem anterior, mais as da letra "O" (Opeth é banda da qual tomei contato recentemente, inclusive, e será "novidade" fazer o post com ela, caso, vença o maior número de votos):





Comentários abertos, votações também. Para consultar as outra postagens dessa temática, basta clicar no link: Corrente Musica de A a Z.

Abraços afáveis e obrigadão desde já!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

GP de Singapura com fotos comentadas sarcasticamente (ou não)


O post "GP de Singapura com fotos comentadas sarcasticamente (ou não)" na realidade não tem fotos. Não colocarei nenhuma delas do fim de semana do GP para comentar e tentar arrancar alguma risada. O foco do post é esse, fazer uma ou outra piadinha infame e/ou sarcástica. O GP também não foi essa maravilha para exalar bom humor. Então, decantei ideias e na manhã de segunda-feira, ontem, me deparei com uma realidade nua e crua: Não vou conseguir fazer ser mais engraçada que esse fato que ocorreu logo na coletiva de imprensa assim que a corrida terminou:


Ponto 1: Ricciardo é um figurão. Por mais Ricciardos no mundo!


Ponto 2: Se ele estava mesmo com vontade, jamais saberemos. 
Mas rimos, e muito.


Ponto 3: Situação engraçada. Mas nem assim, Hamilton mostrou amistosidade. Sua risada é um misto de nojo, com descontentamento e "sem-graceza"


Ponto 4: Queria Vettel ali. Ele pelo menos, ia achar graça genuína, como Bottas.


Ponto 5: Gente, finlandês ri desse jeito duas vezes na vida, quando sóbrio. Sei disso dado os vídeos de banda finlandesa que tenho em casa, e essa conta não vale quando estão com gin e vodca na cachola. Tem que ir com calma com esse povo, se não, você infarta as pessoas. Eles não estão acostumados a gargalhar assim...


Ponto 6: Quase que Bottas bate as botas #piadainfame

Não resisti... 

Ponto 7: E se Ricciardo fez a pergunta e o gás expelido para dar algo a entender nas entrelinhas? Como por exemplo: "Isso aqui tudo é uma verdadeira 'm'!" 


Vamos polemizar? Acho válido. 



Muito válido.


Obrigada Ric, pela piada fácil e pela alegria. 

Abraços afáveis!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

GP de Singapura: 2017 no fim

Confesso muita insatisfação em fazer o texto da corrida. Motivo? Desgostosa com o resultado.
Mais um motivo? Descontente mais ainda com os comentários alheios sobre o único e relevante ocorrido da etapa. 
Só mais um para fechar e calar o "mimimi"? Infeliz por ter uma opinião mais racional possível, querer anular a emoção e correr o risco de ser - talvez duramente - criticada.

Então, escolhi fazer um texto pragmático: Singapura já foi apelidada de "Pinga pura". De pinga, boa, e curtida, destas que se toma um golinho para "abrir apetite", Singapura tem só tem o visual. Geralmente ela foi, desde o seu começo, cenário de desastres vexatórios dignos das consequências do consumo excessivo do destilado.

Já foram em festa em que todo mundo está querendo enfiar o pé na jaca e alguém tem a ideia genial de abrir uma pinga e fazer uma vira-vira? 
Eu já. sabiamente, não topei, mas sei de gente que "achou que não havia nada demais" e lá no quarto ou quinto copinho de pinga de má qualidade, começou a olhar o copo com a boca retraída evitando uma golfada.

Assim foi a "maledeta" corrida em Singapura de 2017. Na largada, já acusando emoção, dada a chuva não premeditada, Verstappen estava em posição de ataque na segunda colocação, ao lado de Vette. Ele, que ameaçou (ou seria, promessa?), queria passar Vettel e tomar a ponta. Dando a entender que não estava nem aí para o campeonato, poderia com esse ato, facilitar - muito ou pouco, dependendo da investidura contra Seb - a vida de Hamilton, apenas em quinto. 
Sob chuva, largaram. Com pista lisa com faixas de tinta e carros andando no limite de muros, era um tanto óbvio imaginar escorregões. Räikkönen era apenas o quarto colocado. Sentindo uma fúria sabe Deus de onde, decidiu anular Ricciardo e atacar, com muito arrojo - mas não mal feito - Verstappen. O plano era, no milésimo de segundo antecedente, pegar a segunda colocação e deixar Vettel afastar o máximo possível de seu rival. Botou a carro de lado de Verstappen e - em lance normal - tocou roda com roda com a Red Bull pois lhe faltou espeço. Estaria tudo bem se Verstappen tivesse tentado defender posições com o finlandês, se Vettel não tivesse fechado o espaço de Verstappen no mesmo ritmo. 
Reflexo ou apenas medo da ameaça, Vettel fechando, o toque dos outros dois não foi simples e angariou um strike que sobrou para o alemão e até Alonso, que se não fosse tocado, seria terceiro. 
A preocupação do Vettel em fechar Verstappen fez com que ele escancarasse um minuto de bobeira, que vai lhe custar o ano inteiro: na lateral esquerda, Hamilton vinha já para ser segundo. Com a preocupação com o que não devia, Vettel foi tocado e logo, virou ao contrário na pista, perdendo partes do carro, inclusive o bico.

Os "técnicos de futebol" xingaram o Kimi. De nomes feios. E nomes injustos. 
Eu tuitei "porcaria Kimi", não pelo ato dele, mas por ter forçado em cima de um cara que não vende posições barato. Depois das repetições da imagem, senti que é assim que a Ferrari quer. Só esqueceram de avisar Vettel para acelerar na frente e largar o problema, literalmente, para trás.

Fãs do Vettel também crucificaram o finlandês, sob a ideia de ter ele, tirado a emoção da corrida e também, "prejudicado" o alemão.

Fãs do Alonso, arrebentaram a boca da falta do bom senso, xingando Vettel e Ferrari, por algo que, aconteceu tão rápido que é ridículo dizer que foi feito "de propósito". Desde quando Vettel ia sabotar a própria corrida e ser estigmatizado de idiota, vilão, mimado, chato, arrogante, mais uma vez e outra vez para não perder o costume? 
O fato de Alonso ser, na maioria das vezes um cara muito racional e justo, não significa que são fãs são iguais.

Os defensores de Verstappen saíram da moita. É ele que dá emoção para a F1 desde o ano passado. O errado, passou a ser certo, desde que veio da Holanda, com uma coragem grande trasvestida em menino. Digo e repito desde sua entrada: falar menos e agir mais dá crédito vitalício para ele. No momento, ele só agiu certo mantendo o traçado. (Noutra ocasião, quando falou mal do Massa... Rsrsrsrsrs...)

Todos os comentaristas de plantão estão errados. Foi apenas um incidente de corrida, com envolvidos prejudicados. E quando há um strike destes, sempre tem um ou dois envolvidos que tiveram a infelicidade de serem atingidos. Fim de papo, esporte à motor é assim. Não acha certo, escolha outro esporte, um livro na prateleira... 

A decisão de Räikkönen parece errada, mas se tivesse dado certo, teria sido bom para equipe. 
Vir para o lado da disputa Red Bull e Ferrari foi reflexo errado de Vettel, mas conservadorismos não é do feitio do tetra campeão.
Esperar da baderna alheia para sair vitorioso, já colocou Hills, Buttons e Rosbergs como pilotos bons mas "sem graça, sem graça"...
A gente olha para essa imagem e pensa que as duas Ferraris são estúpidas. Mas estúpidos somos nós, nos julgamentos precários que temos.


No quadro da sorte, pintaram o nome genialidade, e logo depois do incidente, nem Ricciardo, que prometeu tanto estar em primeiro, sequer se aproximou de Hamilton. Deixou gravemente de ser uma das boas coisas desse ano, junto com Bottas, que apesar de ter terminado em terceiro, basicamente, fez o que manda o figurino. Tanto ele, quanto Hamilton tiveram da desgraça alheia, o pódio. Ricciardo deixou de ser terceiro para ser segundo e não fez nada que mudasse isso. Ainda tascou um "posso peidar?" no meio da coletiva de imprensa. Se era figurativo a brincadeira, está valendo. Se foi só para aparecer, bom também. A gente quer dar é risada, depois que as coisas que a gente gosta de ver, não dão certo. Desrespeito uma ova! Se o "pum" do Ricciardo significa que a F1 ainda está uma "m", ele não está tão errado assim.
Tanto é que antes mesmo das paradas a corrida ficou em banho maria. 
A sombra - e apenas ela - de Ricciardo tentar se aproximar de Hamilton, ficou só no blabláblá chato, absurdo e repetitivo da transmissão (por sinal, uma das piores do mundo, sem sombra de dúvidas).

Para o "rabudo" Hamilton a coisa está que nem a construção de uma casa: faltam as tomadas e a pintura. Dêem o caneco para ele,  pois já está decidido. Ainda que sem mérito contando apenas com uma infeliz escolha do rival, ele chega à esse status, marcados por recordes que estão aí para serem batidos, cedo ou tarde. Com 28 pontos agora à frente, a cientologia e todos os terços que o inglês usa como adorno, está surtindo um efeito grandioso. 
Será que podemos esperar por 2018 mais competitivo? Ainda faltam 6 etapas dessa para a gente começar a pensar em off season, então, vamos descansar até a próxima daqui à 15 dias, pois meados de março ainda está loooonge...

Abraços afáveis!

PS: Triste com a Ferrari de manhã. 
Triste com meu segundo time perdendo na NFL à tarde. 
Felizona com meu Broncos à noitinha. 
Pimpona com meu ano debut no Fantasy hehehehe...  
Nem tudo são mágoas!!! Ainda bem!!!!

sábado, 16 de setembro de 2017

Décima quarta etapa F1 2017: GP de Singapura

Acordar para assistir a transmissão brasileira do treino classificatório é comparado, sutilmente à um corte de papel no dedo indicador. Todo objeto que você pegar, fará você lembrar do machucado, certo? É isso que é cada comentário da transmissão da SporTV: de um amadorismo de dar inveja à muitos youtubers. 


Minha cara toda hora que alguém da SporTV abria a boca

O foco é - por bem - acompanhar as principais ocorrências do Treino Classificatório e tentar não absorver as bobagens vomitadas por ali.
Favoritismo cravado de que a Ferrari estaria na frente demorou a acontecer. Aparecia Verstappen como o grande propenso à pole. No Q3, quando era realmente necessário, Vettel deu tudo de si. 
A pole ajuda muito. Está apenas à 3 pontos atrás de Hamilton e pode retomar a liderança, considerando que Hamilton poderia não ser mais do que terceiro colocado. Melhor do que encomenda, Hamilton só fez o quinto tempo. 
Esse é o ponto positivo. O único. Os negativos a gente pode até listar:

- Quinto lugar para Hamilton, mas é só a terceira fila. Se fosse a quinta, ou sexta fila, aí sim, dava para comemorar;
- Ainda nessa conta aí, Bottas está em sexto e dificilmente vai atacar o companheiro. Quiçá vai até conseguir segurar bastante gente mais afoita deixando ele posição bem confortável;
- Entre Hamilton e Vettel está Verstappen, Ricciardo e Räikkönen. É perigoso Kimi cair para quinto (se não mais abaixo) e Ricciardo esperar Verstappen atacar Vettel - o que, fatalmente acontecerá;
- Esse último, se se concretizar, pode colocar Ricciardo muito à frente e Vettel tendo de lidar com um Hamilton cortador de chicane. Verstappen não vai fazer largada conservadora, mas nem sonhando.

Ele mesmo deu a deixa na entrevista pós classificação: é difícil ultrapassar mas vai tentar investidas na primeira curva.
No ápice da alegria não pudemos deixar de mencionar uma coisa importante: a competição agitada assim é excelente para a categoria, para quem de fato, gosta do negócio. Excitante de verdade. Mas, para o campeonato, a gente sabe que a conta da Ferrari vai negativar com essas Red Bulls entre eles. E a Mercedes vai dar risada, afinal nada acontece com ela e sempre sai ilesa e lisa como um sabonete no box do banheiro. E quando acontece algo ruim, é com o segundo piloto.

No fim, depois de muito comentário dignos de 



a gente chegou num ponto legal da categoria em si: saímos daquele quarteto de nomes triviais de começo de grid, como Hamilton, Vettel, Bottas e Räikkönen, predominante em mais do que a metade dos treinos classificatórios. Com as Mercedes só na terceira fila, eles foram substituídos pelo Verstappen e pelo Ricciardo com um belo de um treino para ambos. No começo do ano eu comemoraria a ideia, mas agora, com Hamilton líder, só vou achar bom qualquer resultado se Hamilton tiver problemas trágicos que lhe custe a corrida. Aí, pode até entrar lagarto na pista dançando can can e vencer a corrida. 

Fonte: Grande Prêmio

Abraços afáveis e boa corrida a todos!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Corrente Musical de A a Z: Metallica

Já que o Metallica venceu a última votação, com 3 votos totais, aproveito o post para exibir meu amor pela banda - amor que aumentou em 2012, quando fui ao show deles em São Paulo. Parte da minha alma ficou lá, naquele Morumbi, e foi embora com eles.
Abaixo, fotos dos meus álbuns originais (que foram cobiçados, ontem, por um técnico da tv de assinatura), alguns, novinhos em folha, que comprei na Galeria do Rock, e também meus DVDs xodós: tenho todos lançados, mas na foto, só estão os originais, inclusive os dois primeiros, que são importados - "A year and a half in the life of Metallica" e "Cliff'em All"



Passada a ostentação, vamos ao que interessa.

Banda ou Artista mais bem votado:




♫ Música que mais gosto:

Quer me torturar é pedir para escolher uma música só de uma banda que tanto amo. Tentei ser direta, mas como a gente nunca consegue, saquei meu bloquinho de rascunho que, num intervalo de tempo que tive durante a semana que passou, rascunhei a resposta. Mas já vou dizendo: essa é a favoritona pois sou louca pelos riffs dessa música


Parênteses: o vídeo é do show "Live Shit Binge & Burge" de Seattle, 1989. Se nunca viram esse show completo, vejam. Os VHS antigos traziam esse show e também o de San Diego de 1992. Verdadeiras obras primas.

♫ Música que menos gosto:

Poderia dizer que não há. Mas como transformei a tag para a que "menos gosto", posso dizer com certeza que não gosto absurdos de "Frantic". É tipo "só ok".

♫ Música romântica:



♫ Música para dançar:



♫ Música que me define:

Toda escrita, e no caso, letras de uma música, tomam outros significados e proporções depois que são reproduzidas para um público. O que se sentiu quando se escreveu, trona-se outra coisa nas mãos de um fã que pode estar passando por uma situação diversa daquela em que o autor usou como inspiração. Sempre me identifiquei com "Turn the Page". Nunca estive na estrada como James, não estive no palco como a banda está sempre, mas de certa forma, mas, me identifico. "And you always seem outnumbered, you don't dare make a stand - Make your stand"... 

♫ Clipe Favorito:

O primeiro que assisti, quando era um pontinho de gente (o que não mudou muita coisa, posso garantir):


♫ Melhor álbum:

Tarefa altamente difícil que vou burlar escolhendo dois discos. Amo todos, mas dois estes tem significados expressivos. A primeira escolha é "Master of Puppets" um grandíssimo álbum do thrash metal que sempre quis ter uma cópia comigo. Quando ouvi ele completo pela primeira vez, tive certeza que era um dos meus álbuns favoritos da vida. Várias vezes tentei comprar e nunca tinha o dinheiro suficiente. Quando tive dinheiro, sempre apareceu algo que precisei dar preferência. Resolvido isso, hoje tenho a minha cópia bonitinha para ouvir - (e não dá para ser clichê e dizer que quero mostrar para filhos e netos, pois não tenho planos para ser mãe hehehehe...)
A formação do Metallica com "Master of Puppets" é a mais conhecida: James Hetfield (vocal e guitarra), Kirk Hammet (guitarra), Cliff Burton (baixo) e Lars Ulrich (bateria). Foi o último álbum de Cliff, que morreu num trágico acidente de ônibus em meio à turnê européia do mesmo disco. Cliff era um excelente músico, porém Jason Newsted não deveu em nada quando o substituiu. O álbum de 1986 - um ano antes de meu nascimento - contém as maravilhas de faixas: 

1. "Battery"  
2. "Master of Puppets"  
3. "The Thing That Should Not Be"  
4. "Welcome Home (Sanitarium)"  
5. "Disposable Heroes"  
6. "Leper Messiah"  
7. "Orion (Instrumental)"  
8. "Damage, Inc." 

A minha segunda escolha é mais comum. Não escolho por ter sido a álbum mais comercial da banda, mas por precisar mencionar que foi o álbum que mais ouvi desde que o descobri com meus 12 anos. Se CDs furassem que nem vinil, era certeza que minha cópia do Black Album estaria que nem um queijo suíço. 
"Metallica" de 1991 tem Jason Newsted na formação original da banda, como, finalmente, um baixista participativo. Seu primeiro álbum com o trio Metallica foi "...And Justice For All" e é sabido que o tom do baixo foi "abaixado" na gravação, com músicas soando quase como se não tivesse baixista. Essa infantilidade deixou de afetar a música com o Black álbum e o problema com Jason passou à ser só uma implicância de bastidores - algo que mais tarde, foi ressaltado quando o cara se cansou e decidiu sair da banda, em 2001. As faixas:

1. "Enter Sandman"  
2. "Sad but True"  
3. "Holier Than Thou"  
4. "The Unforgiven"  
5. "Wherever I May Roam"  
6. "Don't Tread on Me"  
7. "Through the Never"  
8. "Nothing Else Matters"  
9. "Of Wolf and Man"  
10. "The God That Failed"  
11. "My Friend of Misery"  
12. "The Struggle Within"   

♫ Pior álbum:

Um tanto cruel, mas real, o álbum mais fraco do Mettalica é "St. Anger". "Load" e "Reload" são álbuns com algumas faixas menos thrash - estilo que os fez -, mas que contém excelentes composições. Mas "St. Anger" exige um pouco mais de afeição pela banda, o que não torna o álbum péssimo, só - na minha opinião - um pouco destoante dos outros pois aborda a vertente metalcore e nu metal, muito em voga nos anos 2000, especialmente com Slipknot que era o expoente do estilo na época (embora eles fossem um grau a mais, pois tinham um pé no death que lhe garantiam - e garante - uma qualidade acima de outros como Linkin Park, Limp Bizkit e afins). 
Não ouvi "Lulu" inteiro, porque não me cativou. Mas como é uma colaboração com Lou Reed, ele não é uma opção para esse caso. 
*Sorry, "St. Anger", mas vai ter que ser você * O álbum é de 2003 e conta com Bob Rock - o produtor - fazendo as linhas de baixo, pois não haviam ainda decidido por Robert Trujillo no lugar de Newsted. A escolha de Rob sedimentou de vez que Metallica é o tipo de banda que sabe sempre escolher baixistas para compor sua formação. 
As faixas:

1. "Frantic"  
2. "St. Anger"  
3. "Some Kind of Monster"  
4. "Dirty Window"  
5. "Invisible Kid"  
6. "My World"  
7. "Shoot me Again"  
8. "Sweet Amber"  
9. "The Unnamed Feeling"  
10. "Purify"  
11. "All Within my Hands" 

► Menções honrosas:

Fuel;

E falta música, viu? Falta muitas, excelentes. Mas agora deixo para vocês me contarem as suas, combinados? 

Da votação passada, Michael Jackson e Mötley Crüe tiveram um voto cada, mas caíram, pois Motörhead teve dois votos e sozinho, vai para repescagem com as opções da letra N. Para a Corrente Musical de A a Z da semana que vem, qual destes vocês votam?






ou


Abraços afáveis e não esqueçam que na aba deste link, tem todas as postagens do Corrente!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Tag Cinematográfica: Desafio dos 30 filmes (# 16)

Desafio dos 30 filmes - Um filme mudo

A resposta é direta: não poderia opinar bem, pois não sou fã de filmes mudos. Tenho um pouco de falta de paciência, a não ser que sejam filmes de animação ou curta-metragens. Filme mesmo, mudo, é um tanto complicado para mim, assim como os musicais. 
Eu costumava dizer que detestava musicais, mas depois que assisti "La La Land", descobri que não detesto todos, apenas esse hahahahahahaha... Os antigos, das quais o diretor se baseou para montar essa bobagem, passaram a ser interessantíssimos, por se tratarem de algo intrínseco e um tanto identitário de Hollywood. O "La La Land" é apenas uma homenagem mimética sem carisma e a sem força dos originais - que eram, na época, inclusive, novidade. É para frente que se anda, Chazelle!! Homenagem é uma coisa, cópia é outra bem boba para hoje. 
Mas falando na real agora, gosto de musicais que contam com músicas das quais conheço e assim, dá para acompanhar. Mas isso, filmes com boas trilhas conseguem ser melhores, pois não tem números de danças dignas de bailarinas do Faustão, cantorias no meio de diálogos que soam bem estranho para o cinema atual, que tanto precisa se reinventar à cada década que passa.
Há alguns musicais desse tipo, molde antigo, que servem para serem vistos uma só vez, como o "Mamma Mia": mais fácil sacar um álbum de greatest hits do ABBA e colocar para tocar. É o típico filme que quem se diverte é quem faz. A gente, no máximo consegue ver uma vez e ainda com alguma cara de "vamos logo, quem é o pai?!"
Agora "Rock of Ages", "Rock Star" são bons filmes para cantar junto, mesmo com atores que você torça o nariz ou histórias simples. Moulin Rouge? Amo. Velvet Goldmine? Recomendo.
Mas já escapei do assunto, um pouco talvez pois na tag dos 30 filmes, não tem a questão "um filme musical" para a escolha e o debate. Pena. Adoraria falar o quando adoro "Moulin Rouge" e o quanto foi legal assistir recentemente "Velvet Goldmine" - estes sim, musicais ótimos.

Boa pedida, instrutivo, clássico, cult e tudo o mais são os filmes do Chaplin. Além dessas características é escolha mais do que clichê dizer: "Ai, adoro Tempos Modernos!..." Tal alternativa não é ruim, mas fica na maior ideia de moça que paga de cult, é simpatizante dos direitos das minorias e levanta debates sobre a sociedade machista em mesa de bar, fazendo discursos seguidos do nome do filme: "Bom, pois mostra Chaplin de um jeito humorado, mas dando uma sarcástica noção sobre o capitalismo selvagem..."
Ainda que seja uma meia verdade, é só uma balela que não legitima a obra de arte como boa. O filme é bom porque Chaplin era um gênio que sabia fazer imagens impactantes em tempos em que a sétima arte era pura novidade. Discursos por detrás, as entrelinhas só são satisfatórios para quem não gosta da arte, e sim gosta de "causar". 

Sendo simples e direta, achando uma alternativa que foi, interessante e tocante, escolho como o melhor filme para essa tag, uma animação brasileira: "O Menino e o Mundo". É uma ótima história, super interessante, uma das poucas vezes que produto nacional vale de fato à pena no circuito cinematográfico - que vamos combinar, é meio fraco em termos de sustância, rsrsrsrsrs... Na maioria das vezes é comédia recheadérrima de palavrões e poucas piadas intensas, ou um baita filme de realidade urbana ou social, violento com umas pitadas de nudez. Raramente escapa dessas situações.
Este, não é bem totalmente mudo, mas não há diálogos, há os sons de tudo à volta e músicas de fundo.
Colher de chá: o filme "O Menino e o Mundo" está completo no Youtube. Só carregar e assistir: