quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A eterna da "silly season"

Existem coisas na vida que são certeiras. 
Uma delas é a morte. 
Deixando o trágico de lado, mas não o pessimismo, posso ainda alertar que é nadinha dessa vida não é ruim o suficiente que alguém ou alguma coisa não possa dar um jeito de deixar pior. 

Mas uma certeza que pouca gente pode conhecer é que não existe off season mais "besta" que a da Fórmula 1. Não à toa é chamada com propriedade de "silly season".

É difícil encontrar, por exemplo, reportagens que deem conta de assuntos que não são especulações sem sentido. Basta abrir qualquer portal da internet que fale sobre a categoria que vocês encontrarão pelo menos umas duas ou três notas que se contradizem e ou, ninguém se interessa.

A coisinha nas nossas terras, que pega é Felipe Nars. Ora dizem que patrocinador desconsiderou contratos, ora dizem que times estariam interessados e que haveria uma chance.
Fato é que, depois da espiculada a volta do Felipe Massa, pouca gente se interessou pelo outro Felipe.
Até meados do último GP da temporada 2016, tudo que se tinha é uma possível permanência na Sauber. Havia uma vaga na Force India,  outras na HAAS ou Renault e até mesmo na Williams, mesmo que tivessem anunciado Lance Stroll na vaga do então aposentado Massa.
As firmações de contrato se deram antes e pouco depois do GP de Abu Dhabi. Mas aí veio a verdadeira bomba: a aposentadoria de Nico Rosberg e a então abertura de uma vaga muito boa na Mercedes.

Boa em partes. Nico esteve na F1 por 10 anos, 6 deles na Mercedes, que começou a fazer parte da briga em 2010. Contando nos dedos, dá 6 anos de equipe e nem assim, Rosberg foi o preferido da casa. Depois de dois vices super mornos dados por intervenções muito além da tríade braço/volante/motor, ele finalmente percebeu que já tinha o que queria e que deveria curtir a vida sendo dono de si. 
Para desespero da Mercedes, eles não teriam mais como disputar em termos de pilotos de peso com Ferrari e McLaren (que tem e tinham dois pilotos campeões mundiais). Agora ficaram a se contentar com a procura do melhor cara que possa dar o suficiente para enfrentarem, novamente, uma chata mas eficiente empreitada de serem líderes do campeonato 2017.

A abertura da vaga fez com que eles se exibissem e jogassem um bom tanto de piloto bom na fogueira: excetuando Raikkonen e Kvyat - nas palavras dos dirigentes da Mercedes - todo o resto os procurou para negociar a vaga deixada por Nico. 
Gente que tinha contrato e que provavelmente tem cláusula de multas de rescisão (se não tem, alguém nisso está sendo passado para trás - e eu duvido que tenha alguém inocente nesse quesito), foi dado como potenciais cobiçantes à vaga. Alonso e Vettel foram colocados de olhudos no afã de darem um esquentada na especulação, pois seriam eles os mais fominhas prepotentes do grid interessados em voltar a vencer.
Que são fominhas, isso posso afirmar que são. Mas, acho que já provaram que não precisam ser taxados de prepotentes. Eles são bons, e se tiverem um bom carro, podem fazer espetáculos.
Agora imagina você, dono de equipe, que foi lá, fez contrato com um piloto que você gostou, apertou a mãozinha dele e depois descobre que ele ligou para a Mercedes?! 
A Mercedes já começou errado se achando no alto da pirâmide com esse papo. 
Assunto que por sinal, eu não comprei, só achei que era apenas uma promoção da vaga (camuflada de desespero). 

Hamilton acabou deixando em algumas declarações a entender que ele tem uma palavra na escolha. Sabendo de sua arrogância, não é de se imaginar que, Alonso e Vettel podem até terem sido cogitados, mas cortados. Se Button quando se tornou companheiro dele, esteve próximo dele em pontos no primeiro ano, superou no segundo e quase superou no terceiro, ele daria um pití homérico com alguém mais talentoso que ele ameaçando seu trono. 

Com essa vaga solta, eu cantei a pedra: Massa ia se arrepender de ter aposentado. Podia até ser um destes que se ofereceu para Mercedes. Foi quase. A Williams viu um de seus pilotos assediado e não fez esforço para procurar coisa melhor para substituir. 
Foi dado o retorno a partir de momento em que Valtteri Bottas se confirmasse como piloto da Mercedes. E Massa por mais um ano em 2017 foi o seguinte: teve gente que gostou, teve gente que fez chacota. Eu me incluo no segundo grupo.

Com as vagas ainda disponíveis fechadas (e nada de Nars), Bottas foi anunciado realmente na Mercedes, nesta semana. Depois de tanto tempo, o "Bichinho de Goiaba" aceitou os termos da equipe, que eu espero, que não tenha sido inocente. Mas que vai sofrer um bocado, vai. Não vejo ele se impondo e batendo o "superior" Lewis.

E por falar nele. Lewis é nome chique. Hamilton nem tanto. 
Troquem para a alcunha que já apelidei de 'Amilton Aparecido" e escrevo sobre mais uma dessas boas de silly season:foi divulgado nos sites de fofoca (vejam bem se não é uma coisa bem besta...) fotos de Amilton com a Anitta. 
Sim, a pseudo-cantora e sub-celebridade.
Hamilton anda com umas figuras que senhor nos ajude, é difícil pracarambolas. 
Agora parem para pensar: Anitta no paddock, como namorada de Hamilton.

Eu disse, que nada, nada é ruim o suficiente que não possa piorar...


Abraços afáveis!

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