sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Versões Boas, ruins ou melhores? "Rainbow in The Dark"

Fãs do bom e velho Heavy Metal nem precisam de maiores explicações; bastou escrever "Rainbow in the Dark" no título e já sabem de qual música se trata.
Esse mesmo grupo de fãs podem achar que esse post é um completo erro. Afinal de contas o autor da música e intérprete é um destes "mitos" do estilo musical: Ronnie James Dio foi frontman em bandas como Rainbow, Black Sabbath e Dio. Além disso, é considerado, com toda a "justeza" da atribuição, um dos melhores vocalistas de Heavy Metal, com apuradíssimas notas e técnicas vocais e é certamente o maior cantor do estilo que influenciou os músicos da atualidade.
E ainda para quem não se familiarizou com Dio, ele foi o principal cara que popularizou o símbolo do rock, feito com as mãos, em mão chifrada, com o indicador e o mindinho erguidos e os demais abaixados. Símbolo esse que é erroneamente usado em certos show, que é preferível nem comentar.

Dio faleceu em 2010, vítima de um câncer no estômago. Uma significativa perda para o mundo da música.
Mas falemos de seu legado, pois isso é o mais gratificante quando os grande se vão: o que fica de suas artes. 
Rainbow in the dark é uma ex-ce-len-te música, praticamente um hino do metal, presente em um álbum, que é grandiosíssimo, o Holy Diver. E ela já foi "coverizada" por incríveis músicos da atualidade, que apesar de não serem grandiosos como Dio - tem como contar com um dom performático que lhes confere ao menos, muito respeito.

Vamos às informações da original:

Original: Rainbow in the Dark
Composição: Ronnie James Dio, Vivian Campbell, Jimmy Bain e Vinny Appice
Álbum: Holy Diver
Lançamento: 21 de outubro de 1983 (do single com a música)
Estilo: Heavy Metal



As duas versões que conheço tratam-se de vocais e bandas que são do meio, uma de Heavy Metal e outra, vindo de um tributo.
Vamos à elas:

Versão 1: Teräsbetoni
Álbum:nenhum, usado em apresentações de shows e também quando apareceram na Eurovision
Origem: Finlandeses - Jarkko Ahola é o cantor e baixista da banda
Estilo: Heavy Metal, Power Metal (há quem difa também que seja um "cock rock", um subgênero do rock que enfatiza a sexualidade masculina... Será? rsrsrsrs...)


Versão 2: Corey Taylor
Àlbum: Ronnie James Dio: This Is Your Life - Tribute
Lançamento: 2014
Músicos: Corey Taylor, Roy Mayorga, Satchel, Christian Martucci, Jason Christopher
Estilo: Heavy Metal



Pois bem. Sem sombra de dúvida a original pode ser considerada irretocável. Entretanto, músicas assim, quando nas mãos certas, elas podem ser adequadamente boas.
Conheci Teräsbetoni à muito tempo, em meados de 2007-2008. Eram bons tempos em que, no afã de procurar coisas novas na internet, pude explorar mais da música finlandesa, que sempre me supriu quando sentia necessidade de alimentar bem meus ouvidos. Podem não gostar, mas Nightwish me abriu um portão para gostar da música popular finlandesa que eu diria que consiste em 85% de música do metal e subgêneros. A Finlândia (ainda bem) não se limita pra mim apenas à Mika Häkkinen e Kimi Räikkönen. E mesmo quando eu me propus a conhecer as bandas mais morninhas daquele país, eu ainda achei muito válido a experiência. Algumas até vieram a ser uma das minhas favoritas e não tenho a mínima vergonha de dizer isso para alguém que use cinto com balas e espetos.
À respeito de Teräsbetoni, as músicas são todas em finlandês. Um dos clipes (Orjatar) sugere mesmo o que alguns podem chamar de "Cock Rock" pela quantidade de moças loiras e bem maquiadas dançando sensualmente. Fora a letra, que num dos trechos diz:

"Mulher escrava ouça minhas ordens, e saiba seu lugar!
Mulher escrava satisfaça minha vontade,
E receberá uma recompensa: um prazer divino!

Atrás de nós estão batalhas onde sentimos a morte,
Arriscando nossas vidas em tempos de guerra sangrenta.
Um homem disposto à batalha irá obter o que ele merece.
Portanto, atenda à seus pedidos e sirva-o, ou seja punida!"

Uma combinação de frases que infartaria qualquer feminista, mesmo aquela mais tolerante. Mas, "who cares?", ouvindo a primeira vez, e não sabendo lhufas de finlandês você esquece disso no ato. E, logo de cara, adorei a forma como Jarkko canta! Não posso fazer muito se só li essa tradução uns depois de ter ouvido a música umas 5 vezes, rsrsrsrs... 
E dentre várias que selecionei para meu antigo mp4 na época, estava o cover de Rainbow in the Dark - uma boa e bem sucedida versão.

Já a de Corey Taylor eu ouvi esse ano, faz poucos meses. procurei Holy Diver no Youtube, que me levou à Rainbow in the Dark e que teve, como sugestão na barra de vídeos ao lado, o cover de Taylor.
Corey Taylor ganhou meu respeito aos poucos. Antes eu poderia ser pega dizendo que o frontman do Slipknot era um doido mascarado em uma banda de malucos idolatrados por adolescentes. Hoje, felizmente (e com tempo), percebi que ele é mais que isso: um cara com um grande talento, uma das melhores vozes da atualidade e uma pessoa com um senso de espaço e vivência que falta em muita figura pública hoje em dia - que, na minha opinião, se divide em "babacas  que eventualmente se drogam" e "drogados que eventualmente são bobalhões", principalmente no cenário musical de peso mesmo - não essa bobagem que está o cenário musical brasileiro (pelo menos, o que está sendo divulgado pela grande mídia).

E com essa, fico sem escolher a melhor das versões pois as duas são muito boas. 
E que Dio e seus companheiro, sejam muito abençoado por essas músicas!

Deixo vocês com essas maravilhas e desejo excelente fim de semana à todos! Se quiserem dar uma olhada nos outros posts sobre versões, basta clicarem aqui.

Abraços afáveis!

Um comentário:

Ron Groo disse...

a música é boa, as versões ficam ok. Afinal só tem nome bom.