segunda-feira, 29 de maio de 2017

GP de Mônaco e Indy 500: The Good, the Bad and the Ugly

Pelo que escrevo nesse blog, reitero algo que, por ventura, eu não fui direta e reta ainda: o conteúdo dele é majoritariamente de expressão particular de opinião. Nunca quis que fosse um blog jornalístico, ele se tornou um exercício de escrita na qual comecei à 9 anos atrás e se tornou hábito. 
Longe de fazer retórica, nem mesmo perto de fazer poesia, eu tento, da melhor maneira, falar sobre algum assunto. Quem "me lê" pode ter várias maneiras de pensar: discordar completamente (e com o tempo, ignorar a existência da página), ler e comentar junto, com as perspectivas que lhe apraz, ou até mesmo dizer: "não tinha pensado por esse lado...". Mas eu sei que nunca, mudo a opinião de alguém. E nem devo. O que posso esperar é apenas que aceitem que eu diga os meus pensamentos sobre os assuntos que decido falar. Até porque a verdade, verdadeira mesmo, ultimamente, é uma utopia. Eu bem que posso tentar ser razoável de cá, se daí do outro lado, você no sentido radical ou passional, pode dizer que pouco se importa com o feito ou o dito. E querem bem saber? Tudo bem. 

Está tudo certo, por um primeiro motivo bem óbvio: no alto dessa manhã de segunda-feira, o assunto GP de Mônaco e F-Indy já decantou o suficiente. Quem assistiu ambas já formou a sua opinião sobre elas. O compromisso de nós, fãs do esporte, é simples: ter opinião e não tratar a formulação sobre como fato. Opinião é caso, e assim sendo, cada um com o seu. 
O segundo motivo não é válido só na roda da conversa sobre esporte, mas também, para qualquer conversa do cotidiano: ninguém é dono da razão. E sejamos sinceros: ainda bem. 

Demorei para escolher um título para essa postagem. Talvez eu escreva muito, e ao mesmo tempo pouco sobre as corridas em si. Uma pois, novamente, meu intuito nunca chegou perto do texto jornalístico. Se é que esse tipo ainda exista - que informa, sem amarras ideológicas, sem proteger um lado da situação em detrimento de outro - o que aconteceu nas corridas, vocês já devem saber (caso contrário, vocês param de tentar ler, no segundo parágrafo pois entenderam que, na segunda-feira, já foi comentado o suficiente). Duas, que, falar sobre o quê aconteceu na corrida agora, não faz sentido para expor o que tenho planejado na minha cabeça.

Vou começar por Mônaco. Há sempre um oba-oba com o evento, como se fosse o melhor dos mundos. Não é, pelo menos, não para mim. Explico. 
Sentimentalismos e "mimimis" são momentos que, basta que sejam usados no tema F1, surge alguém que critique duramente: "ah, o piloto tal está de frescura", "ah, lá vem o reclamão, mimimi, só comigo acontece isso...". Se alguém de fora comenta: "você é torcedor do fulano, não vale", ou, o que o eu mais gosto: "vocês está defendendo porque o cara é bonito", o sentimentalismo, e não a razão, prevalece.
Eh calorzinho que dá no coração quando ouço umas coisas assim. O calor é tanto que "sopita" pelo pescoço até chegar na testa. É aí que desrespeito começa. Inevitável. Sem argumento, a gente ataca com a arma que tivermos, inclusive se pegarmos um ponto "fraco" como desses tipos. 
É de comum entendimento que torcida pode beirar o fanatismo e desregular o bom senso. Por raiva ou choro, a pessoa cai numa revolta que ninguém consegue lhe fazer recobrar a razão. Neste momento, todo mundo torna-se inimigo em potencial. 
Numa conversa informal de internet neste fim de semana com algumas pessoas, renderam comentários do tipo maldosos com alguns pilotos. Uns queriam falar mal do Hamilton, eu do Massa, outros criticaram Verstappen. Uma pessoa cortou a conversa e disse: "Nossa, vocês odeiam muitos pilotos". 
Eu travei. Observei tudo que foi dito e de fato, constatei que, movida por sentimentos, sou radical e posso muito bem estar sendo muitas das vezes, preconceituosa.

Tendo uma amiga (oi, Myn!!) em Mônaco, e depois de suas fotos com pilotos questionei quem era e quem não era simpático com os fãs. Quis saber o que ela teve de impressão no contato com os caras.
Como não tive contato com pilotos (ainda?) sou movida por preconceito em achar que este e aquele são um nojinho, este e aquele, me parecem simpáticos. 
Acho Hamilton muito arrogante. Mas, há quem diga que ele é solícito. E eu decidi que não vou duvidar. Não posso inclusive, sendo fã de Kimi Räikkönen, achar que só porque não vou bem com as atitudes do Hamilton, eu deva fechar minha mente. Kimi, bem vemos, não é solícito. Seria complicado para mim, chegar para ele e pedir foto e autógrafo: a chance de eu ser ou ignorada ou tratada com muita frieza é enorme. Eu precisaria escolher, pedir mesmo que recebesse isso, ou me afastar para não deixar me atingir pela distância dele. É difícil para um fã enfrentar tanta frieza. Mas é aí que eu chego bem no ponto do doce.

Ontem, Kimi largou na frente, fez uma pole rompendo um jejum de 9 anos. Comemoramos, houve fãs do Räikkönen desaparecidos que saíram da moita em que estavam inclusive para "perturbar" quem torce por Vettel (como se houvesse uma rivalidade latente entre os dois). Eu comemorei em rede social e aqui. Fazia tempo que eu não via uma pole de Kimi. Foi bom - ainda que falso - abrir portais e ler comentaristas escreverem que Iceman ainda tinha lenha para queimar. 
No fim da tarde de sábado, era meio óbvio chegar a conclusão de que a Ferrari precisaria agir: deixar Kimi vencer à sua própria custa ou fazer a troca de posições para garantir não 18 pontos, mas 25 à Sebastian Vettel? A matemática é clara. Com Hamilton marcando até 8 pontos na corrida, Vettel teria a vantagem de 18 ou 25 pontos no campeonato, e isso dependeria da posição da corrida. Dado que à frente vinha Kimi, a opção dos 25 pontos era mais dele, que do rival. Ainda na medida, o segundo lugar era garantido, a não ser por quebra ou que Bottas fosse muito superior  a ele, na largada.
Com Hamilton largando em 13º, a chance de marcar 10 pontos, pelo menos, seria grande, se não mais. Mantendo o alemão em segundo de diferença de um para o outro seria de 8 pontos, na corrida, contando com Hamilton em sexto. A diferença de pontos de Vettel para Kimi, seria de 7 pontos, na configuração do grid. 
Com as duas contas na cabeça, para mim era claro que a mudança de posições entre os pilotos da Ferrari viria e seria um reboliço. Não acreditei na vitória de Kimi. Tanto que se abrirem a postagem anterior, eu disse que torcia por uma dobradinha da Ferrari, mas não dei colocações de um ou outro.
Não cantei a pedra totalmente no afã de evitar sofrer por antecipação.

O Homem de Gelo teve a corrida nas mãos, escolheu parar primeiro, teve um sutil atraso nos boxes, mas pelas contas, ele poderia sim, vir à frente de Vettel e forçar que o alemão ganhasse dele na pista. O que ocorreu é que a Vettel ficou na pista mais tempo, aproveitou a parada da melhor forma, e voltou à frente. Kimi teve bem menos sorte com a escolha do jogo de pneus. 
O que sobressaiu foi um suposto boicote da Ferrari, deram os pneus diferentes e facilitou para Vettel. Esqueceram absolutamente que Vettel se manteve na pista forçando voltas para ter essa possibilidade de vantagem. Um outro piloto fez isso em cima do companheiro e de um adversário, não foi sequer mencionado. Verstappen era quarto enquanto Bottas era terceiro e fizeram suas paradas, enquanto Ricciardo permaneceu na pista em quase semelhante ritmo de Vettel. Quando o australiano parou, ele não só superou Verstapinho, como também o Bichinho de Goiaba. Boicote? Aí não cabe o mesmo raciocínio, embora tenha sido feito com a mesma lógica e tenha sido tão mais eficiente.

Sendo os fãs do Homem de Gelo, seria de se esperar que os  nervos devessem ser como os do piloto admirado: frios e calculistas. Mas não foi assim nem com os fãs dele, nem mesmo com os especialistas de plantão. Na onda da polêmica, 10 entre 10 pessoas acharam que houve jogo de equipe sim. 9 destes 10, acharam que foi uma sacanagem das grandes.

Hamilton acabou a corrida em sétimo, somando seis pontos. Com a troca de posições Vettel tem um ponto a mais de lucro (25 menos 18 = 7)- e que pode sim ser crucial no final do campeonato -  abrindo uma vantagem de 25 pontos para Hamilton.
Assim como as pessoas acreditam em boicote interno, eu acredito que Hamilton está estranhamente tranquilo e logo vai agir rápido para repor prejuízos. Ele não vai perder a cabeça. Já foi o tempo, agora ele faz joguinhos cínicos. Tanto que por ele, houve jogo de equipe na Ferrari e já jogou essa fala na mídia, para atingir Vettel. Rosberg conseguiu ligar o modo "f@d#-se" e por isso venceu o campeonato ano passado: aproveitou do começo preguiçoso de Hamilton e não dos seus chiliques, que no fim, não surtiram tanto efeito. Mas eu acreditei até no fim que o "jeitinho" viria e daria para que Hamilton vencesse. 
E se a nova direção da F1 for mesmo "boa", vai deixar o jogo de provocações correr esse ano porque dá uma mídia danada. Mas é só isso. Acreditar que está fácil para Vettel é desacreditar o efeito do bom senso. Se está assim tão fácil para ele, que entreguem o caneco logo. Se não está um pouco melhor e um pouco mais imprevisível que antes, o quê estamos fazendo em frente a TV todos os domingos de GP? Masoquismo para ficar ouvindo Galvão e companhia? 
Eu ainda quero fingir que há uma imprevisibilidade aí, ou volto a torcer para chegar setembro e gastar meu tempo com NFL. Não dá para acreditar que se gosta de corridas enquanto ficamos o tempo todo falando que um alemão cretino vai vencer. Quando um inglês arrogante esteve com essas mesmas chances nos três últimos anos e foi chato para caramba. Estava tudo bem? Então...?!

Não há dúvidas mais do que a Ferrari é capaz. Se houve ou não boicote, eu não posso cravar com certeza. Tudo que eu pude sentir foi que era melhor assim. Um rádio pedindo para Kimi desacelerar seria pior, mais humilhante. Kimi é campeão mundial. Rosberg, Massa, Webber, "ouviram" isso nos últimos anos, uns mais enfaticamente, outros, de forma velada. Eles não eram campeões e foi humilhante. Mas estava ok, pois muita gente os achava medianos ou mesmo, ruins pilotos. Mas a coisa fica feiíssima com um campeão mundial e que não é mediano, nem quando está de pouco caso.
Um ataque feroz que forçasse até uma batida, seria complicado, visto que tenho simpatia por Vettel. Embora é bom para o esporte ver os caras na disputa, nem sempre isso é excelente. Kimi não cederia fácil, mas perderia, não por falta de talento ou habilidade, mas porque Vettel é mais agressivo (e diferente) no jeito de disputar posições. Não seria nada bom, depois, ouvir e ler o contra das manchetes: "tem lenha para queimar" sendo trocado por "Kimi precisa aposentar", não só é uma inverdade, como é simplista. Minto? Ainda que, as informações não são mais fato (talvez nunca foram) são fontes formadoras de opinião. E como eu disse, opinião é caso, e não fato, isso seria argumento usado para desmoralizar Kimi e exaltar Vettel, sem pestanejar.

Para além disso, a questão crucial é: apesar de achar injusto, foi menos feio que em outros momentos, se é que foi proposital e não circunstancial. Dirão que está mais na cara que nariz. Eu diria que hipocrisia deveria dar prêmio na F1. Criticavam a Ferrari por jogo de equipe, mas todas que estão no topo repetem o esquema e depois, dizem que não. A Ferrari agora aprendeu a negar que não fez de propósito. E  se foi, aprendeu a disfarçar.
Ainda que seja ruim ver Räikkönen nessa situação (muito ruim, mesmo) eu disse no começo que sentimentalismos e "mimimi" não são razoáveis. Pois eu apresento a minha paciência e quem sabe, virtude, sobre a situação: eu não sei se estou conhecendo melhor meu piloto favorito ou se estou ficando fria como ele. Mas fato é que, desde que ele foi para a Ferrari, eu sabia que tinha alguma coisa que não era boa, mas ele queria e tive de aceitar. O primeiro ano com o Alonso mostrou-se ruim, o segundo ano com Vettel, não trouxe diferenças, mas me pareceu claro, que Kimi não faria esforços para ser campeão mundial de novo, até porque ele nunca fez. Muito me surpreende ver seu modo reclamão, nos rádios, ou fazendo cara feia no pódio. Ano passado teve uma decisão de permanência, mútua, equipe e piloto se adequaram. E se ele decidiu por isso, ele saberia o que que custaria. Podia ser caro ou muito caro. E ele é muita coisa, menos burro. Ele sabia e sabe o que fazendo.
Não adianta chorar o leite derramado. Hoje ele possivelmente foi para casa, viu a filha mais nova, recém chegada e vida que segue. E campeonato também. 

Basta um olhar para Mônaco e começar a desdenhar um pouco: glamour não está em jogo. O traçado estreito e com curvas fechadas,é espaço muito pequeno. Corrida ali eu chamo de Fila-de-Loteria. Não sei nas cidades de vocês, mas na minha, Loteria é um lugar pequeno, cheio de velhinhos em suas filas preferenciais e gente reclamando de calor ou de demora. E sempre está cheio, no começo de mês com o povo pagando as contas, em meio de mês com o povo pagando as contas atrasadas, e em fim de mês com povo pagando conta de fim de mês com moedas que custaram a sobrar e fazendo um joguinho. Está sempre apertado, quente e se você sai um pouco da fila para olhar na frente porque está demorando tanto, alguém tira o seu lugar. 
Mônaco é assim: um erro e você passa a ser um loser, um idiota, burro. Ela atinge o campeão mundial até o mais ruim piloto da pista. E as vezes, os dois juntos com mais um monte de medianos. As vezes, só um ou dois azarados. Nunca dá para saber. Mas ele nunca é justa totalmente. É lá que pintam o bom, o mau e o feio. E geralmente, a pintura de cada um, é composta por nomes diferentes. 
E sabem de uma coisa? O bom, o mau e o feio foram a mesma pessoa: Sebastian Vettel. 

O "Bom" porque venceu a corrida fazendo o esforço antes da parada. O "Mau" pois nem deu-se por tímido ao ver que o companheiro de equipe não ficou satisfeito em ser segundo literal e metaforicamente falando. E também é o "Feio" pois todo mundo acha que foi armação e isso não fica bom, pois o pessoal esquece quem votou nas últimas eleições, mas incidentes esportivos... Há! Jamás!

Para mim tem mais bons, maus e feios por ai. Bom que Kimi tenha feito o dever de casa, se mantendo pelo menos em segundo e respondendo à mídia que, apesar de ser ruim, o segundo lugar foi consequência de sua confiança na equipe. É Mau mesmo que Vettel tenha que se prestar à isso para ter de responder depois que não foi premeditado. A F1 tinha que resolver isso, mas no caso, é algo que, assim como equidade de motores, a F1 nunca interferirá para que tenha equidade interna nas equipes. Como fazer isso, sem que ninguém queira mais "brincar"? Feio e completamente feio é Hamilton vir a público e falar em jogo de equipe, quando na corrida anterior aconteceu a abertura de porteira do Bottas para que ele tomasse a primeira posição. Ora, faça-me o favor! Feio somos nós que julgamos isso injusto, mas aquilo normal, canalhice quando é Ferrari, mas quando é Mercedes, é estratégia, burrice quando o piloto vai por dentro e vira o carro do adversário ao contrário, mas gênio quando o cara faz o mesmo e o outro bate de bico para se afastar do maluco do lado. inabilidade de um piloto aposentado com um carro ruim, mas um ano de recuperação para um que só está dando mancada, atrás de mancada, desde que saiu da aposentadoria. 

Acho que mau e feio somos todos nós que vez ou outra soltou os cachorros na rede social por conta de algum piloto que detestamos. Seja eu quando fiz comentários cínicos com relação ao Massa, seja o fulano do bar que chamou o Ricciardo de viado por conta de ter tirado o pódio do Verstappen, ou daquele cicrano que detesta todos os pilotos que já bateram com o seu favorito. É igual aquela piada da mãe vendo o filho marchando no pelotão do Exército. Só o filho dela está começando com o pé esquerdo e ela orgulhosa diz: "Só o meu filhinho está marchando certo, que orgulho!!" Pior ainda, quando achamos que entendemos de volante e física e já atacamos as pedras: "uau, mas esse cara é mesmo uma anta, olha o que ele fez!!!" 
Assim Mônaco pode ser pista para separar quem é piloto ou quem joga vídeo game, mas é um tanto irracional achar um piloto ruim porque ele comprou vaga (né, Galvão?!), ou porque ele falou alguma coisa ofensiva, bateu no seu piloto favorito, ou porque do nada, tomou-se uma implicância com um deles simplesmente porque quis. Isso é a gente fazendo pose de perfeito. 
Ultimamente eu tenho passado por uma situação na qual eu sou constantemente avaliada. O peso nos ombros e minha dor no pescoço são o reflexo das altas responsabilidades, o excesso de coisas para resolver e os sapos que tenho que engolir. Eu devia ter feito e falado isso e aquilo e não fiz nem falei. E eu tive tempo. Por excesso de prudência, ou falta de oportunidade, ou mesmo, por não ter as palavras certas, eu fiquei estagnada e não disse nada. Errei. E eu não estava correndo a mais de 150km, não estou repetindo movimentos mecânicos dentre de um carro de corrida, não estou na pista olhando freneticamente para frente, pelos retrovisores e para os botões de um volante. Não dá para pedir para que pensem rápido a todo milésimo de segundo, pilotos, ainda que sejam caras que não gostamos, são gente e não computadores (e até eles pifam, nas horas mais cruciais). 

Rapidamente, isso se aplica à Indy. Não gosto da Indy não porque não tem piloto bom. Isso não é assim tão fácil de definir. A F1 também não está toda essa maravilha de super talentos. Não gosto da Indy por conta da agonia que me dá os acidentes e as paradas que parecem amadoras. Vejo Indy 500 sempre que posso. Esse ano me prestei a fazer isso pois, tive tempo, e tinha Alonso lá. 
Teve acidente feio, foi chocante e eu detestei ver. Ali, o preço de se ter sorte é alto. Não é caso de inabilidade. As vezes o carro quebra e na velocidade que estão, não há física nem percepção humana que resolva. Mas aqueles pitstops são agoniantes pois são bagunçados... A F1 me acostumou mal. 
Infelizmente, apesar de uma corrida excelente para um piloto de outra categoria, Alonso foi muito bem. Não surpreende: ele é o melhor piloto da atualidade. 
Mas vamos lá: vamos falar de justiça e aí dar ao Kimi a chance de vencer Mônaco e depois, os sete pontos que separou Vettel do primeiro lugar é aquele que lá em Abu Dhabi, Hamilton vence o campeonato, sendo tetra ficando equiparado com o alemão. Fato: ainda não ocorreu, como poder dizer que Vettel não precisará destes pontos no somatório final? Opinião/ Caso: saber que não vai precisar deles e que queria ver Räikkönen vencendo a qualquer custo, porque assim, o esporte é bom.
Vamos lá ver que, o melhor piloto da atualidade, tem, faltando menos de 30 voltas numa corrida de pista oval, vem passando todo mundo e vencendo a Indy 500. 
Fato: Honda é uma porcaria de motor mas Alonso é um baita de um piloto. Opinião/Caso: dizer que ali dentro, com aquele tanto de gente ruim, para ele foi mamão com açúcar.
Mas o que é fato: Kimi segundo e Alonso estourou motor pouco antes de 30 voltas finais. Duas situações horríveis, mas, a coisa não é só boa quando o que a gente quer, acontece.
Justiça? Não cabe no esporte à motor, talvez não seja coisa de nenhum esporte. Já precisamos procurar por outra coisa, se quisermos continuar a acompanhar o que nos agrada.

Abraços afáveis!

PS: Desculpem o textão. 

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