terça-feira, 2 de maio de 2017

GP da Rússia: A dupla vizinha

Serei breve já que não pude publicar meus comentários sobre a corrida à tempo, como costume, nas segundas-feiras. Além do mais, já se passaram quase dois dias.

Corrida morna, morníssima. Mesmo assim, de um todo, teve seus aspectos positivos: o simples fato de termos uma Hamilton estagnado em uma posição desfavorável de avanço, e sem pódio, nos coloca em um ponto chave: a inapropriedade dele em vencer corridas sem ajudas estratégicas ou mesmo, uma sorte dos diabos. 

Um pouco de sorte, mas muita vontade de vencer pela primeira vez e provar um certo valor, Bottas, o nosso querido Bichinho de Goiaba, esteve à frente, desde a largada.

Sorte também que, mesmo que perdendo a posições um e dois, Vettel e Raikkonen puderam fazer suas corridas, sem grandes erros de sua equipe. Puderam também, vantajosamente mostrar à Hamilton, o quão desagradável é, ter uma chance de passar, mas nem se aproximar do feito. 
Vettel, neste caso, quase provou da tentativa de tirar o "doce" das mãos lambuzadas de Valtteri Bottas, se não fosse um retardatário aposentado, e agora, com "promoção" na carreira, dado a historieta galvanística desse último domingo de abril. Último domingo, vejam bem, não primeiro de abril, embora, soou como uma pegadinha do dia da mentira.

De um todo, Raikkonen foi o menos empolgado, o menos feliz de todos, como o de costume. Esse costume da cara-feia de Kimi ao menos retornou aos nossos olhos com a volta ao pódio, o que nos garante uma certa alegria.
E por falar nisso, mesmo que Sebastian não tenha retomado sua primeira colocação, avança mais no campeonato. Se isso garante sorrisos largos, garante nossa boa ideia de ver o menino conquistando o seu pentacampeonato. E por mais que falem o que falem por aí, acho bem merecido, mais do que um certo tetra.

Corridas na Rússia são sistematizadas por poucos eventos na pista e um foco para fora dela: parar qualquer coisa para mostrar a chegada de Vladmir Putin só não é tradição maior que estouro de champanhe. Desta vez, teve até um mero atraso para o presidente bater um papo com os pilotos meio cheio de "timidez" antes da premiação. O pódio estava composto por dois vizinhos do território russo: os dois finlandeses mostraram (um mais que o outro, claro) seus dentes em sorrisos amarelados para o presidente sisudo, Putin. 

Finita a quarta etapa da F1, parece um campeonato promissor, embora a corrida fosse morna beirando a chata. No todo, ela pode agradar a uns, mas não todos. Mas é assim que deve ser.

Abraços afáveis!

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