segunda-feira, 6 de maio de 2013

Indy

A Fórmula Indy chegou no fim de semana passado na etapa que acontece no Anhembi em São Paulo.
Eu realmente não sou nada "expert" em Indy. (Já não sou em F1, que dirá em uma categoria que assisto raras vezes?!) Mas conheço algumas daquelas figurinhas passeantes por lá.
Rachei de rir, (porque chorar não compensa), de ver a transmissão da Band insistentemente entrevistando o pessoal que foi conferir a corrida. Metade não sabia o que estava fazendo ali, a outra metade torcia por brasileiros vencerem em casa. 
Sabem, como historiadora, sei que a figura de Emerson Fittipaldi foi usada na Ditadura Militar como propaganda política quando ele vencia na F1. Era nosso representante do esporte. Claro, que a culpa nem é dele. Mas foi assim que fomos mal educados, pois agora, à litros, cuspimos em microfones das emissoras como Band e Globo quando apresentam Indy e F1 em São Paulo, que "viemos para torcer pelo fulano de tal do Brasil!!!!" ¬¬'
É triste. Mais ainda se vc não sentir brecha para poder dizer que foi apenas para se divertir, porque gosta do esporte, ou cuspir um nome estrangeiro no microfone como seu piloto favorito. 
A "evolução" de hoje é que não tem nem um "AI" alguma coisa que te proíba de fazer isso. Mesmo assim ninguém faz. Que raio de resposta seria dizer: "estou torcendo pelo Will Power ou pelo Fernando Alonso". "Você é louco?", facilmente perguntariam... ¬¬' "Não, só tem opinião própria." Mas, nessas terras, isso é loucura. 
Tá beleza, nem vou continuar com isso, porque não adianta, e serei sempre crucificada por isso. 
A sorte é que eu defendo o direito de você torcer por quem acha que deve, e não, não ser seguidor de modinha ou paradigmas. Gosto do fulano, comprei camiseta e sei todas as corridas que ele venceu. Gosto do fulano porque ele me emocionou vencendo a corrida X. E assim vai. O fulano, pode ser qualquer um. Eu posso gostar ou não, mas sempre vou respeitar o direito de vc torcer e não porque alguém disse que o fulano era melhor e de seu país.
Por experiência própria, digo é mais fácil ser fiel a si mesmo. 

Gastei sim um tempo ontem para ver a corrida. Não é uma senhora etapa, mas seria legal ver no que daria. Tony Kanaan fez o papel bom de defensor do país, embora não tenha se consagrado com um pódio, fez uma corrida incrível. É aqui que eu digo. Não importa se vc não gosta do ufanismo, vc tem que saber a hora de falar e porque falar certas coisas.
Por Tony, a gente pode ver, como fã de F1, o tanto que estamos mal acostumados. Não teve uma picuinha mal justificada durante a corrida, só lances normais. Coisa que os comissários da F1 sempre fazem delas quando acontecem, verdadeiras atrocidades, investigações, polêmicas, proibições e multas.
Quando não muda a cara dos vencedores, eles botam coisas altamente fakes para gente achar que tem corrida de verdade acontecendo. Não gostam de estratégia de paradas, tiram o abastecimento, mas enfiam goela abaixo um maldito pneu padrão que não muda muito esses esquemas. 
Sabe o que acabam de lado nessa história toda? A corrida e a competição.
E na Indy, ela ainda garante a imprevisibilidade. É um punhado de carro com cores estranhas, muito parecidos, com muita bagunça de pitstop, de relargadas, mas o que larga na frente nem sempre é o que ganha. Nem sempre quem dá show é o vencedor.

Com as arquibancadas quase vazias porque não havia mais brasileiro disputando pódio, os bobos cascaram fora antes mesmo do fim da corrida. Com fim emocionante, onde um canadense surpreendeu todo mundo, eu fui a única que torci por ele depois que Kanaan não teria mais chances. Ao contrário dos bobos que foram embora, eu teria ficado. E ao contrário daqueles que escreveram manchetes nos jornais falando de uma corrida com um cara que não era que todos queriam, eu achei Hinchcliffe louvável.
As vezes alguma coisa só precisa ser legal e divertida. Sem mais complicações.


E vou contar, que alguns anos atrás se me falassem esse nome James Hinchcliffe, mal saberia responder quem era.
Hoje, é fácil falar "Ah, ele é aquele cara que ganhou a etapa São paulo da Indy 2013..." Mas eu sempre responderia que soube que ele é um cara sabido de uns tempos pra cá! hehehehehe... Mas deixa pra lá! :D

Abraços afáveis!

6 comentários:

Jaime Boueri disse...

Curti o texto. Eu, já acompanhei a Indy, mas, na época do Mansell, Emerson e Christian.

Depois, meio que perdi o encanto.

Mas a corrida lá em SP até que foi legal. Se não teve emoção no início, sobrou no final...

E eu estava torcendo pro "porra louca" do Sato.

Manu disse...

Pois é, Sato... Quem diria! :D

Abs!

Nelson disse...

Pois é Manu, eu estive lá! Gosto da categoria, comprei até camiseta. Como sabe, torço pelo Will Power na Indy, após seu abandono fui curtir a corrida e foi um baita final, o Sato se defendeu muito bem até lá, mas entregou o ouro na última curva, e ficou feliz com o segundo lugar, figuraça! Tony realmente fez uma ótima corrida até a falta de etanol, parecia um enterro na arquibancada de tanta tristeza... Pena que não souberam curtir o ótimo fim de corrida... Enfim, isso é até esperado... Abraço!

Manu disse...

Tái Nelson, torcedor do Will Power! \o/
Aposto que ninguém te entrevistou rsrsrsrs...
Abraços!!!

Ron Groo disse...

Com nossos textos acho que esgotamos o assunto.

Manu disse...

É, de fato, Groo.

Abs!