sexta-feira, 31 de maio de 2013

Duas notícias

Selecionei duas notícias para hoje.

Uma delas é essa, do Grande Prêmio: Hamilton rebate críticas de Vettel por comparar Mercedes à um ônibus e diz que rival tem "vida fácil" (ver reportagem completa aqui)

Diálogo:
Vettel - “Estou um pouco surpreso pelo ritmo tão lento [das Mercedes] nas primeiras voltas. Normalmente você espera duas flechas prateadas, mas eles foram como ônibus que estavam passeando”, alfinetando Hamilton e Rosberg
Hamilton - “Ele vem tendo o carro mais rápido durante os últimos quatro anos, então é fácil para ele dizer isso”, insinuando que Vettel tem vida fácil na pista desde que deu as caras por ali.


É. O Vettel não sabe o quanto é difícil ser moldado por uma equipe desde criança, para ser exatamente um piloto de F1 quando crescesse. É realmente muito triste passar muita dificuldade até chegar na mesma equipe pequena, que quase ninguém torce, que não tem nem nome conhecido, na categoria máxima, com todas as pedras no caminho, um empresário carrasco que não é membro próximo da família, e um chefe de equipe que não é uma mãe, mas uma madrasta. Mais difícil ainda que essa equipe tenha andado na linha seguindo certinho o regulamento, com nenhum tipo de escândalo no ano da sua estréia como piloto. Complicado foi lidar com um companheiro de equipe era uma cara turrão, não aceitou um certo circo montado.
Muito difícil essa vida! Inclusive bastou ela ficar complicada nos anos seguintes e Hamilton deixou a casa. Deveras complicada. Quem pode julgar o conforto do Vettel, que por sinal teve começo semelhante? 


Pelo menos, Vettel tem uma desculpinha que pode vender quem estiver apto a comprar: estreou na F1 pela BMW sendo opção de piloto de testes e substituindo um oficial, em uma corrida. No ano seguinte, foi para a "filial" da Red Bull, a Toro Rosso, que seguramente não era melhor do que hoje. Se era faxada, fingimento ou afim, pelo menos foi dois anos de construção do caminho para a tal equipe mais rápida do grid, que por sinal, ninguém imaginava na época que seria o que é hoje.
Difícil, né?


Segunda notícia: Helio Castroneves chama pilotos de F1 de mimados (ver reportagem completa aqui)

Trechos destacados. Primeiro:

"F1? É muita política. É tudo política", reclamou. "Bem, todos os esportes têm política, mas não é tanto. Na F1, eles não ligam se você é bom, não se importam se é uma boa pessoa. Parece um negócio de Hollywood e é exatamente o que é. Política é, com certeza, o problema."

Certíssimo. Não poderia concordar mais. Caráter não vence corridas na F1, caso assim fosse, talvez, (eu reforço TALVEZ) alguns nomes não seriam conhecidos. Só discordo de uma coisa: tudo hoje é política. Tudo. Então, de certa forma, precisamos acostumar na marra.

Segundo trecho:

"Hoje eu respeito provavelmente apenas cinco pilotos de lá. Acho que [Fernando] Alonso, Felipe Massa é um amigo meu, [Michael] Schumacher. Schumacher não corre mais. Diria Sebastian Vettel. Até Mark Webber é um bom piloto. Eu só gosto de alguns pilotos que você pode contar nos dedos, é isso. O resto é um grupo de garotos mimados.", afirmou.


Discordo desde a primeira aspas, até a última. Primeiro que "acho" em uma frase não pode entrar em entrevista como afirmação. 
Segundo que a F1 é uma categoria cara, muito cara. São todos uns almofadinhas, de fato. Queria que eles fossem generosinhos? Como diz aqui em Minas: "cê besta?"
Fora que os citados, por ele são os primeiros a botarem a boca no trombone quando são batidos ou criticados. Então, certos ou não, tem a carga de mimadinhos mesmo, de brigarem e dizerem: "tal coisa não é certa, tal coisa é injusta". Esse ano o Webber deu seu chilique. E se fosse bom piloto, teria vencido campeonatos. Se a Red Bull não propiciou que ele vencesse, então Helinho precisa rever conceitos de mimados. Muitos ali pisam nos calos dos "políticos" e sofrem para conseguir lugar em pódios.
Schumi podia não ser daqueles que falava demais, porém mais à frente Button é duramente criticado por Hélio, na reportagem. Sob a perspectiva do piloto da Indy, JB venceu um campeonato, mas agora parece ser um cara que desaprendeu correr... 
Uma coisa não tem nada a ver com a outra! Ele não sabe o que ele encara de dificuldades na McLaren hoje. Seria o mesmo que dizer que Schumacher desaprendeu também. Um heptacampeão se adaptaria a qualquer desafio, se fosse realmente fácil.
Felipe Massa é um mimado não só na pista, mas com a família. Tenho dó do irmão e da irmã desse cara, pois os pais, fazem tudo girar em torno do umbigo dele. A maior crítica de gente que não assiste F1 sobre o Massa é "que figura mais mimadinha, mais fresca". Não foi uma pessoa só que ouvi dizer isso. 
E o critério de inclusão do Helinho é a coisa mais incrível: ele é amigo, portanto é digno de respeito.

Fã como sou do Räikkönen, acho que ele não faz parte da parte política porque realmente é um rebelde. E faz certo, ele não é sem rebelde sem causa. Se afasta disso porque tem personalidade. No íntimo ele pode até ser mimado, mas na capa, é o menos mimado daquele grid. 
Porém não acuso Hélio de mandar uma "afirmação" dessa e o não o crucifico por não dizer que Kimi é digno de respeito. 
Primeiro que todo o discurso soa como recalque. 
Segundo que o critério dele é péssimo para analise de comparação. 
Terceiro e último (e mais importante!), que opinião é que nem bunda. Cada um faz o que bem entende dela.

Abraços afáveis!

3 comentários:

Rubs Cascata disse...

Wow! "Nevermind the dog; beware the wife" (Ecclestone). Que brabeza. Ninguém chega à F1 sem uma dose cavalar de egoísmo e analfabetismo. Daí tantas opiniões.
Abs.

Ron Groo disse...

Pura verdade.
Se formos olhar o inicio de Vettel e de Lewis vamos ver que é igualzinho...

Lewis as vezes não sabe comedir a língua.

Manu disse...

Não estou brava.
Mas confesso que estou cada dia menos com vontade de continuar a ler as coisas que esse pessoal tem a dizer.

Lewis as vezes Groo, não sabe comedir nada.