quarta-feira, 4 de abril de 2018

Faixa a Faixa: AC/DC "Back in Black"

Na nossa última votação, tivemos um equilíbrio de votos no site. Um voto acabou por desempatar a escolha final e ele veio da página do blog no Facebook. Confiram as parciais do site:


AC/DC acabou tendo mais um voto fora, e é a escolha do faixa a faixa de hoje. As novas opções, estarão no fim da postagem. 

♫ Nome do álbum: Back in Black


"Back in Black", algo como "de volta do luto" é o título desse sétimo disco, em menção à morte prematura de Bon Scott, o até então vocalista da banda australiana AC/DC. Em decorrência de um abuso excessivo de álcool, Scott "apagou" no banco de trás do carro de um amigo e foi deixado lá passando a noite, quando o tal "amigo" (quem precisaria de um amigo destes?) não conseguiu levá-lo para o apartamento. Na manhã seguinte, o cara encontrou Bon Scott congelado no carro e já morto. Nos noticiários informavam que as causas da morte foram uma overdose, sufocamento por vômito, crises de asma e congelamento. Scott tinha 33 anos, na ocasião (19 de fevereiro de 1980).

► Arte, capa e encarte:

A arte da capa, como podem ver na foto acima, é simples e direta: o logo da banda em branco destacado e com fonte não preenchida, mais o título em cinza numa fonte em itálico, com letras maiúsculas, sob nenhuma imagem, apenas um fundo preto do simbólico luto. 

O conteúdo interno e encarte:






Apesar do álbum ser de 1980, o álbum que tenho é de uma remasterização, a mais recente feita em 2003. O case do cd não é convencional com acrílico e sim, de papelão semi maleável que abre em 3 partes: uma com a capa e uma entrada para um encarte com fotos de shows e pequenos trechos da trajetória da banda até aquele momento, bem como informações da gravação e sucesso do disco (tudo em inglês). Em seguida a parte com o acrílico onde está o cd, e mais um terceiro fecho, em papel duro com duas fotos uma no verso da outra (a primeira e a segunda fotos, à conferir, acima).

► Membros da banda, composições, participações especiais e convidados:

Não há participações especiais nem convidados no sétimo álbum do AC/DC. O que consta de "especial" é ser o primeiro disco com Brian Johnson, antes conhecido como o vocalista e fundador da banda Geordie. Ele foi convidado para o ensaio da banda após a morte de Bon Scott e acabou fazendo parte dela até 2016, quando se afastou por conta de problemas auditivos. O álbum, "Back in Black" já estava sendo trabalhado quando Scott foi a Londres passar um tempo com os amigos e acabou falecendo. A produção do disco foi refeita com Johnson. 
Os demais membros, são conhecidos dos fãs (pelo menos os autênticos) do rock: Angus Young, o guitarrista solo e rítmico é um deles. A carismática figura das apresentações ao vivo do AC/DC, um carinha franzino porém muito enérgico, deu cara à banda com seu visual de uniforme escolar, tendo também "copiado" o "duckwalk" de Chuck Berry e sendo reconhecido assim (copiado está em aspas sim pois ele não criou, apenas "polinizou" a dança da lenda Berry, num tom certamente de homenagem ou amostra de admiração). É uma das figuras - a meu ver - mais emblemáticas do cenário do rock.
Seu irmão, Malcolm Young, responsável pelas guitarras base e vocais de apoio veio a falecer no ano passado, tranquilamente. Malcolm se afastou dos palcos em 2017 quando foi revelado que ele sofria de mal de Alzheimer e demência. 
Cliff Williams, o baixista, passou a integrar a banda em 1977, poucos anos antes então do lançamento de "Back in Black". Curiosamente, Cliff foi chamado para a banda por - de acordo com Angus - sua aparência poder atrair mais mulheres aos shows... (Hã?!)... 
Phil Rudd. o baterista (que por duas vezes escrevi Paul Rudd - favor não confundir com o ator de "O Homem-Formiga", rsrsrs...) esteve na banda até 1983, teve uns desentendimentos com Malcolm,  voltou a integrar a banda em 1993, ainda tendo um histórico de envolvimento com drogas, bebidas e até crimes de assassinato. É uma baita figura inconstante esse aí... 

► Produção e Gravadora:

A produção do  disco de 1980 é da responsabilidade de Robert John (Mutt) Lange, na gradavora Atlantic Records, gravadora americana pertencente ao grupo Warner Music Group, e desde 1967 da Warner Bros. Lange é conhecido no ramo da produção musical por ter trabalhado em álbuns não só do AC/DC, mas também de Def Leppard, Foreigner, Bryan Addams e de sua ex esposa, Shania Twain. A canção "You and I" da Lady Gaga (a mais "ouvível" dela, se é que posso dizer isso já que não suporto a figura pública dessa distinta pessoa) também foi produzida por ele. 
Já a Atlantic Records tem em seu hall de artistas atualmente bandas como Coldplay e Paramore (ó, Deus!¬¬') e cantores como Sia e Bruno Mars (deu uma melhoradinha, graças!)...
A remasterização digital das originais foram feiras por George Marino. E o disco remasterizado de 2003 da qual uso para as postagens é da Epic Records, fundada em 1963 como um selo de jazz e música clássica da Columbia Records. Os artistas mais conhecidos dela são Michael Jackson, Ozzy Osbourne, Shakira (até 2010) e Cindy Lauper. 
A duração total de "Back in Black" é de 41min58s contendo 10 faixas, no de 1980, dividido em 5 canções do lado A e B. Todas as canções são compostas pelos irmãos Angus e Malcolm Young e Brian Johnson.

► Música favorita do álbum e a segunda melhor:

Minha música favorita do álbum é também a minha música favorita da banda: "Shoot to Thrill" a segunda faixa. É tipo música para não ficar parado em nenhum momento dela. Não à toa ela é tema do filme do super-herói da Marvel, Homem de Ferro, um dos melhores personagens da franquia de filmes da editora de HQs (#chupaDC - afinal, até agora não tem nenhum personagem que empolgue tanto musicalmente quanto o Iron Man. Na verdade, a DC ainda precisa "mucho" para ser atrativa tanto quando a marqueteira Marvel está sendo). 
Já a segunda melhor música do disco é a ritmada faixa título "Back in Black" com as guitarras numa pegada blues absolutamente ótima.

► Faixa a faixa:

♫ Hells Bells

A faixa de abertura tem um introito com o som de um grande sino, o que nas apresentações é tocado pelo vocalista Brian Johnson. Basicamente o sino dá um climão e deixa para o que está por vir, algo que para mim é a grande sacada da banda: as linhas muito bem construídas de guitarra, não diferente,  neste caso, com o som de guitarra dupla no mesmo tom e ritmo. Apesar de ser uma excelente música, é uma das músicas que acho mais "caidonas" do AC/DC.

♫ Shoot to Thrill

Minha faixa favorita sempre me coloca para cima, mesmo que não fale de coisas positivas. Eu gosto de tudo nessa música. Ela é, como disse, tema do filme Homem de Ferro 2, também era trilha de abertura do programa Custe o que Custar da Band, e é uma pedida mais que certeira de uma festa, se querem saber a minha opinião. 
Proponho uma experiência: coloquem a música em algum dispositivo móvel, fones de ouvido e apertem o play, levantem e deixem o corpo acompanhar. É ótimo.

♫ What Do You Do For Money Honey

À um mesmo estilo de guitarras ritmadas, com um jeitão super festejo, a terceira faixa conta com um refrão desses que chama por apresentação ao vivo, com fãs cantando em uníssono com Johnson. 

♫ Givin the Dog a Bone

Não diferente da terceira faixa, os elementos característicos do AC/DC estão lá: guitarras ritmadas,  baixo acompanhando, baterias dando pequenas paradinhas e refrões grudentos. É ouvir uma única vez, identificar e gostar.

♫  Let Me Put My Love Into You

Possuindo uma letra "quente" essa música acabou indo parar na tal lista "Filthy Fifteen", uma lista proveniente do comitê de controle de pais sobre o acesso das crianças à músicas que incitassem consumo de drogas e álcool, violência ou  - como neste caso - falassem de sexo. O Parents Music Resource Center (PMRC) foram os mentores do tal o selo de Parental Advisory Explicit Lyrics nos álbuns considerados nocivos para a juventude. "Deixe-me colocar meu amor em você" entrou na listinha chamada "15 Imundas" (Filthy Fifteen)... É de fato, sobre sexo, num contexto não muito explícito e bem figurativo. Mas, mesmo já tendo deixado o PMRC lá em 1985, o "não resiste, não lute" da letra ainda dá margem para muita gente reclamar, por aí... Ah, se dá!... 

♫ Back in Black

A música é uma grande homenagem à Bon Scott. O título, começa já dizendo que, com a morte do vocalista de formação, especulava-se o fim da banda. "A volta por cima" se dá com um belo disco e a faixa diz na letra "Forget the hearse 'cause I never die", numa alusão simbólica à eternidade do músico através da sua música.
Minha segunda canção favorita, com um jeitão meio blues já foi até repertorio uns 10 anos atrás de minhas aulas particulares de guitarra. Falhei miseravelmente em tentar reproduzir alguma nota no tempo certo. Em outra vida, noutra encarnação (maybe) eu posso tentar, mais cedo, me aproximar de um jeitão Angus Young. No momento, só com muito, muito, muito, mas muito estudo. As linhas das guitarras nessa canção é simplesmente formidável. O melhor? O solo! 

♫ You Shook Me All Night Long

Uma das canções mais conhecidas do AC/DC, provavelmente também a favorita de muitos por aí, tocada em muitas casas de shows, rock bares e encontros de motociclistas é a cara, o carimbo e a impressão digital do grupo. Não tem muito o que dizer dela que já não tenha sido dito pelo entendedores.

♫ Have a Drink on Me

Parece impressão minha, mas se não fosse a letra, o tempo um pouco mais acelerado, "Have a Drink on Me" soa exatamente como "Hells Bells". Impressão, talvez?...

♫ Shake a Leg

Uma das mais "bluezonas" de todo o álbum seria certamente a minha terceira canção favorita. Ela, ao vivo, com o vocalista provisório (que já não é mais, talvez será fixo...) Axl Rose pode ser um baita desafio, já que o cara anda perdendo a potência vocal dado os excessos do começo da carreira com o Guns 'n Roses. É caso de procurar depois algum vídeo de apresentações ao vivo (de boa qualidade, claro) que constem com a canção para conferirmos.

♫ Rock And Roll Ain't Noise Pollution

Seguindo o jeitão blues, o recado é bem dado: rock não é poluição auditiva. E não é mesmo, ainda mais feito assim, como o AC/DC. E amém!

► Elemento chave do álbum:

Repetitiva ao extremo, devo reafirmar: são as linhas de guitarras a cada música desse disco, especialmente  na faixa título que é o elemento chave desse álbum. Os irmãos Young são de outro mundo, só pode... rsrsrsrs...

► Porque gosta ou desgosta de alguma canção do álbum:

Não há nenhuma que eu desgoste, embora goste menos de "Hells Bells" e "Have a Drink on Me". São canções que não gosto tanto quanto as outras, mas admito que são fundamentais para o disco, e "Hells Bells" é uma das músicas mais importantes do AC/DC. É uma questão de gosto sem uma birra específica ou motivo aparente.

► Uma história sobre o álbum, como uma questão pessoal ou uma curiosidade:

Não há nenhuma história específica que não seja comum. Encontrei esse álbum, por acaso, um dia que fui às Lojas Americanas comprar balinhas de goma, e fiquei fazendo hora entre os cds. Encontrei essa remasterização à preço de 19,90 no meio de um sem número de cópias de discos do Sambô e Roberto Carlos. Não pestanejei. É um disco clássico, um dos 200 da lista de definitivos do Rock and Roll Hall of Fame... Não podia deixar ele lá, sozinho, sem amparo, rsrsrs...
Por ele ser de papel, assim que cheguei em casa, peguei um  plástico retangular e cortei os excessos no tamanho do case para evitar marcas de digitais (pois ele é preto meio plastificado, aí já viram, não é?) e também, não desgastar facilmente com o tempo e poeira.

► 5 novos álbuns para a próxima postagem:

Considerando os quatro anteriores, mais um novo disco para a votação à seguir. Lembrando que pode votar em mais de uma opção, mas se votarem na enquete abaixo, podem se abster de votar pelos comentários aqui ou na página do blog, está certo? Escolham uma dessas opções para deixarem seus votos.



Comentem sobre o "Back in Black" e aguardem o próximo Faixa a Faixa!
Abraços afáveis e até sábado, com as "news" do GP do Barein.

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