sábado, 18 de julho de 2015

Jules Bianchi

Hoje cedo, minha mãe me perguntou: "não tem corrida esse fim de semana?". Respondi negativamente.
Era mesmo, hoje e amanhã viveríamos o GP da Alemanha. Um GP que eu gosto, mas a altura que a F1 se encontra, cada dia menos temos circuitos e eventos que realmente valem a pena. Um joga a culpa em uns, que jogam a culpa em outro, que joga a culpa nos outros - e o círculo da culpa fica que nem CPI da Petrobrás. 

Ainda bem que não tinha GP esse fim de semana. Jules Bianchi se foi ontem, depois de nove meses de seu acidente, lá no Japão. Aquele momento que ainda acredito piamente que foi um minuto de bobeira daqueles que você só percebe a burrada depois do acontecido. Ridiculamente depois, a culpa foi dada a Bianchi. E eu não compro essa. Não mesmo. 

Chorei muito no dia. Fui reprimida, mas chorei. Simplesmente porque aquilo não deveria ter acontecido. E eu percebi de primeira, que não ia ficar tudo ok. Aquela lentidão dos comissários... Aquele trator lento... O olhar preocupado de Adrian Sutil... Aquela falta de condições de corrida, e eles mandando ver, fazendo todo mundo terminar aquela porcaria. Sim, porque estava uma porcaria. E olhem só: continua, uma porcaria!

Pode ser que agora role aquele "mimimimi" sobre segurança, mudar os carros, aqui, ali. Como se isso fosse o problema. Era, vinte anos atrás. A causa da morte de Bianchi foi externa: foi a infelicidade de não usar bandeira vermelha assim que Sutil bateu. Com carros parados, Bianchi estaria aqui.

Mas agora, já foi.
A família sofreu. Ele, lutou. Agora ambos, descansam. Por mais trágico que tenha sido, só podemos rezar já que se pôs fim ao sofrimento e que ele descanse em paz, lá em cima.

#RIPJulesBianchi

Abraços afáveis.

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