segunda-feira, 26 de novembro de 2012

GP do Brasil: Last ride for the day

Devidamente cumprida as obrigações da manhã, eu imaginei que teria inspiração excelente para escrever o post do último GP da temporada de 2012. Mas acho que infelizmente não farei jus à corrida de ontem, com as palavras hoje. Nem depois do momento de amadurecimento de idéias.

Foi uma corrida digna de uma temporada que fica marcada como aquela em que mais tivemos boas surpresas. Teve chuva, momentos de oscilações para definir campeonato, rodadas, incidente de largada, pressão quase todas as 71 voltas... Houve escapada bizarra de Kimi e uma punição bizarra da FIA com Hulkenberg (só para fechar com chave de ouro as decisões afrescalhadas dos comissários).



Nessa temporada conseguimos ter prazer em assistir corridas do Barein, de Valência, de Abu Dhabi com uma certa carga de emoção que em outras vezes não parecia muito possível.
A temporada foi, em larga escala, muito mais empolgante do que se esperava. Tivemos novas caras no pódio, boas ultrapassagens que, por mais que estivesse sob a ajuda da DRS, ainda assim é melhor que nada.

Tivemos muitos caras querendo mostrar que são arrojados e que sim, comentem erros. As vezes até muitos, mas são corajosos o bastante para dizer que assim são e isso, por mais que divida opiniões, é notável. 

Outros passaram a temporada toda em uma batalha para se entender com equipe e carro. Uns venceram a batalha. Outros choraram para isso. Outros ainda estão no entendimento, pelo menos com suas equipes. E alguns podem até ficar sem esse gostinho de ser protagonista para o ano que vem.

Alguns tiveram novas chances, voltaram e ressurgiram, deixando tudo o que tinha passado onde deve: no passado. 
Outros amadureceram, mudaram para melhor e fizeram de tudo para aparecer nem que fosse um pouco.

Ainda tiveram alguns que são os mesmos teimosos e mesquinhos de sempre, mas teve alguns momentos em que se redimiram. 
Não convenceram a mim, mas essa não era uma missão deles. Assim como os arrojados, são como são, queiramos ou não.

Houve quem tentou ser o mito que era, mas agora volta a se aposentar, deixando para as novas gerações o espaço que cabe a elas.

Houve aquele que deixou uma lacuna na categoria. Voltou e deixou de marcar pontos apenas uma das 20 etapas ocorridas. Fez - além disso - altas frases de efeito. E ainda não está nem aí para o que pensam dele. Apenas fazendo o papel de dono de si.

Houve quem batalhou, acreditou, e fez devidamente tudo que lhe cabia. E mesmo que não tenha vencido o campeonato, foi um herói.



E houve o vencedor. O cara do Tri. Melhor carro, melhor piloto.

Acabou e foi um excelente ano. Mas, já estou sentindo falta...



Abraços afáveis!

3 comentários:

Ron Groo disse...

Fiquei feliz pacas! até ouvi o metállica tocando Hero of the day.
Mas esta ai também é legal.

Manu disse...

Essa música do metallica é sempre boa pedida p/ situações como essa. Mas acho que já usei aqui, então ouvi Last ride of the day ontem e achei que ficaria mais "bombástico" para o post hehehe.

Abs!

Daniel Machado disse...

Acho que antes e depois da corrida, a música que mais ouvi foi van halen - Panama. Acho que pela influência de um jogo de corrida que mais gosto no mundo hahahahaa