quarta-feira, 29 de julho de 2009

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Assisti Harry Potter e o Enigma do Príncipe sábado passado (dia 25/07 - 10 dias depois da estréia nos cinemas brasileiros).
Demorei realmente. Primeiro porque eu gosto de cinema menos tumultuado e segundo porque uma semana depois estaria com uma menor quantidade de fãs enlouquecidos por lá. (Ainda foi o dia de folga do pessoal de casa que queria ver também).
Minha crítica vai ficar meio sem noção, sem graça e talvez inútil. Explico por que.
Eu não sei se gostei do filme. Como leitora dos livros e amante de cinema eu me diverti horrores. Porém, como fiz questão de não ver nenhum trailer do filme para não criar expectativas, enquanto assistia não me dei o direito de ficar caçando defeitos e furos de roteiro.
O filme é extenso. Pouco mais de 2 horas e meia. Mas não é cansativo. (Óbvio que é para aquele ser que detesta qualquer coisa relacionada ao Harry Potter.)
Em questão, o livro é um dos mais bem elaborados em termos de informações.
No filme ele não parece confuso para quem é fã, mas para quem nada sabe sobre o livro fica perdido em certas partes corridas.
Há pequenas mudanças. Uma delas é a cena inicial, que não se encontra no livro. Outra, que pode parecer irrelevante, é a cena do Expresso Hogwarts. Harry não é encontrado lá por Luna Lovegood como no filme, e sim por Ninfadora Tonks.
Muito do livro foi passado por cima, de forma muito rápida (como qualquer adaptação de livro muita coisa fica de fora). O que fica intenso são os romances. Ok, é muito legal e divertida essa parte, mas ficou muito intenso ao mostrar esse lado da trama, e quando o momento possibilitou seriedade para desenvolver o objetivo (do livro) que era as instruções de Dumbledore e a idéia das horcruxes, foi muitíssimo rápido. Claro, para quem prestou atenção um pouco não se sentiu perdido, mas muitos saíram do cinema em que eu estava com comentários do tipo: “ah, o que eu entendi foi (...) bom, na verdade... preciso ver de novo”.


David Yates melhorou de Ordem da Fênix para cá, mas ainda assim me deixa confusa. Definitivamente ainda gosto de Cálice de Fogo que foi dirigido por Mike Newell.
Chamo atenção para Daniel Radcliffe. Ele realmente se tornou um excelente ator. Ele é o coração do filme, não por ser o Harry Potter, mas por ele simplesmente ter evoluído como ator de uma forma que o deixa a status dos melhores do filme. Os dois primeiros filmes, ele era aquele garotinho que falava bem o texto. Aos poucos houve uma boa idéia de evolução. Em a Ordem da Fênix, muito ainda podia ser explorado de sua capacidade. Mas só em Enigma do Príncipe em que ele alcançou a supremacia. Os palcos londrinos fizeram bem ao jovem ator!^^
Michael Gambon, como Dumbledore também mostrou-se o verdadeiro personagem que conhecemos pelo livro. Antes ele parecia um mago agitado demais para idade. E ele mostrou sendo a alma do filme, como Dumbledore é a alma do livro, e assim não poderia ter outro efeito nas telonas. A cena final e emocionante é rápida. Se na Ordem da Fênix o diretor Yates exagerou na prolongamento do fim, dessa vez ele pecou por estender o irrelevante. Os "namoricos".

Como já disse foi muito divertido. Rupert Grint e seu personagem Rony são um só desde o primeiro filme da saga. Grint nunca precisou melhorar, era espetacular desde o início e mesmo assim ele encontra brecha para ser supremo e engraçado.
Emma Watson ficou de lado no filme pela primeira vez. São poucas as cenas com a atriz. Se Grint ficou apagado em Ordem da Fênix, Emma ficou sem vez em Enigma do Príncipe.
O personagem que deveria ser principal, ao lado de Dumbledore, era Severo Snape, interpretado pelo magnífico Alan Rickman. Poderia ter mais cenas dele. Mas de qualquer forma ele é espetacular em suas poucas cenas.
Com diversão a valer no filme, ainda receio não saber dar uma nota. Talvez entre 7 e 9.
E como o moço do cinema disse, eu finalizo meus comentários: “Bom, na verdade... eu preciso ver de novo.” ^^
Boa quarta-feira!
Trilha sonora do post: Nightwish - Amaranth

2 comentários:

Anônimo disse...

Oi Manu!!! Menina...assisti ao filme no dia que conheci Jacques Villeneuve, em Sampa!!! Foi emoção demais para um único coração!!! hehehehe... Mas vamos ao seu comentário sobre o filme, sai do cinema com a mesma sensação que vc. Na verdade, fiquei até um pouco decepcionada. Sei lá, faltou algo, e como não vi a segunda vez, vou fazer isto para ver se esta impressão vai embora.
Quanto a Daniel, simplesmente perfeito!!! Ele é demais!!!
De resto, vc foi perfeita amiga!!!
BTW, ótima trilha!!!! hehehehe

bjs. Ludy

Manu disse...

Ah, Ludy ainda bem que não foi só eu que tive essa sensação então...
Decepcionada, mas ao mesmo tempo esperava bem isso.
Obrigada pelo comentário amiga!^^

abs!