segunda-feira, 25 de junho de 2018

Comentários e fotos do GP da França 2018

Confessando de antemão que estou tentando ganhar tempo com minhas postagens. Motivos tenho; um deles, certamente terei o apoio de muitos de vocês que acompanham o blog: a F1 está a tais moldes, que pouco se tem que comentar. Mesclarei aqui, palpites, conclusões e revoltas em meio à fotos do fim de semana, que consegui salvar.

Primeiro passo, reclamar do circuito... A França não aparece no calendário à 10 anos. Lá me 2008, Magny Cours. Em 2018, Paul Ricard... Muito estranha.
As faixas me deixaram vesga no treino. Esqueci diversas vezes de reparar nos carros. Na corrida, reparar nos carros nem foi preponderante...

Bonita, chamativa, uma obra de arte.
Mas se a F1 pedia por estética, hoje parece que só preza por isso. 
Esporte, nem é cogitado mais.

O esporte é tão escanteio na F1, tão sideline, que vez ou outra, a gente também se esquece que é por causa disso que estamos ali. Logo na classificação, a desmotivação bateu à porta. 
Digam, esbravejem, me xinguem se quiserem, mas Vettel não proporciona chatisse latente nos fins de semana da F1 esse ano. Eu particularmente nunca me enjoei quando ele era sempre o vencedor das corridas. Mas há quem diga que a constância de suas vitórias são tão chatas quanto as do Hamilton. Se assim fosse, porque é que Lewis bate tantos recordes que a gente nem sabia que existem com tanta facilidade e espaço?
Mas a questão nem é essa: é as tais poles do inglês. Se tem Lewis na pole, pode saber que ele liderou desde os treinos livres. E isso, é chato da raiz até as folhas. Vettel pelo menos, sabe fazer um draminha.

Esquecemos também que o esporte é o que vale, quando, lembramos que na corrida anterior o carro da Mercedes foi nomeado pelo "recordista" da corrida de ontem, como PORCARIA. 
Duas semanas, reuniões e com certeza, um "bom papo", resolveram "o porcaria" rapidinho. Depois é o Alonso que é um cara que não é desejado por outras equipes relativamente grandes, por conta da sua complicada relação política. Papagaio bom é aquele que ouve, e repete.

Competitividade vira preciosismo quando, ao assistir uma largada, o cara que tenta arriscar a tomada de uma posição para cima de um fiel escudeiro, erra e é tolhido de forma ditatorial por um incidente comum. Vettel, ao tentar tomar a posição de Bottas, teve pouco espaço quando Hamilton não foi contundente em largar e deixar comerem poeira. Na frente de ambos, ele deu ar de que sabia que deixaria os de trás se estreparem por uma sutil falta de espaço. Logo que o problema estava feito, ele nem sequer estava mais perto. Esperto, né?
Bottas que poderia ter se livrado de Vettel tentando disputar com o companheiro de equipe, preferiu (ou foi mandado) segurar a posição e resolver com Vettel. 
O erro de Vettel foi ser inocente demais. Para mim é o seguinte: quem não arrisca, não petisca. E esse fato, detona qualquer possível competição na F1, à tempos. Vejam Verstappen - parou de arriscar, está aguado como nunca. Sim, ele terminou a corrida em segundo, mas ele não ultrapassou ninguém e ganhou posições pelo incidente da largada. Constância, cautela e cálculo, até o Button tinha, nem por isso ele é considerado um dos melhores de sua geração.

Vettel foi punido com 5 segundos, caiu para último e Bottas teve o pneu furado, indo para o fim da linha, com ele. O toque, básico incidente de corrida, foi tratado como absurdo. Uma questão de escolha. Vettel não tinha escolha, só restava se aproximar de Hamilton e para isso, tinha que tirar Bottas do caminho. Bottas teve escolha, preferiu ser escudeiro. 
Escudeiros, já sabemos, leva para casa apenas prejuízo. Räikkönen que o diga. Mas não dessa vez.
Lá atrás, Gasly e Ocon, os pilotos da casa, saíram em um toque meio bobo.

Dali em diante, Vettel precisaria andar forte, se quisesse minimizar o "erro". Fez o que pode. No máximo ganharia a colocação de Kimi. Havia lá uns beneficiados pelo toque que até apareceram muito na frente. Mas logo alinhou-se e os ponteiros eram Hamilton, Verstappen e Ricciardo. Nesta altura, a coisa virou uma procissão. Os carros que recuperavam o tempo perdido, era Vettel, andando muito forte e um pouco menos, Bottas. Kimi também fazia um relativo bom trabalho, depois de ver-se sair de sexto à oitavo, na largada, fugindo dos toques. 
As paradas começaram e então entendemos que Vettel não pararia mais de uma vez.
Hamilton certamente nem suou. Não se falou muito no nome de Verstappen. Kimi, vinha forte, chegou a ficar na liderança, mas não surtiu efeito desejável. Depois das paradas, houve uma suspeita de que Vettel em quinto, não conseguisse segurar Kimi. Pairou o blábláblá de que a Ferrari tem um protegido. Não foi o que houve quando Kimi ganhou a posição do alemão. Logo estaria próximo à Ricciardo que, não se sabe pelo DRS ou se por falta de rendimento ou problemas no carro do australiano, fez de Kimi, o terceiro colocado. 

A Ferrari, parece madura. Vettel, parece maduro. A primeira soube que, independente do nome, tem que colocar pilotos de vermelho no pódio. Embora fosse o esquema desfavorável, foi o justo: dar vitórias aos seus pilotos que estão mais livres na disputa, é o certo e garante pontos referentes ao campeonato de construtores. Mas sem Vettel no pódio, se garante mais facilidade ao já iminente quinto título de Hamilton. Antes a diferença era um ponto, agora, Hamilton é de novo líder, e com a distância é de 14 pontos. 
"Há chances para Hamilton, Vettel e Ricciardo, com Bottas ainda muito próximo...", disseram. Não se iludam.
Ao menos, Vettel está agindo como um verdadeiro piloto de caráter. Não tem dado estrelismos, nem feito beiço com as derrotas. Tem tratado todo mundo com respeito. Tem até defendido rivais de críticas dos jornalistas. Há algo muito nobre nessas atitudes. Desta vez chamou a responsabilidade do erro e pediu desculpas ao Bottas. Ainda não encontrei manifestação do finlandês, mas dada a notícia que li, Lauda disse que foi uma punição branda. 
Sempre tem gente que critica e cria histórias. Cabe a nós escolher os lados que achamos os mais próximos da verdade. Sejamos pragmáticos? É uma tarefa árdua. A tendência é sempre optar pelo absurdo ou seguir a emoção. Em nenhuma das duas reside a verdade.

Se acharmos que ontem, aquilo lá foi corrida competitiva, vejam que um infeliz Stroll teve uma quebra lem último, e a bandeirada final foi dada com safety car virtual na pista. 
A conclusão não pode ser outra se não dizer que a corrida foi totalmente ruim, realçando uma pertinência desde Baku: o campeonato está longe de ser bom.

Boneco mó feio, Gasly! Achei ofensivo.


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Eles sorriem, mas na verdade a McLaren voltou a ser a bomba da temporada e sigo achando isso muito, mas muito desperdício.


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Magnussen ficou pistola com Kimi no treino.
Depois ficou pistola porque tinha barata no quarto dele.
(Isso é cara de quem achou barata no quarto)


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Descendo o nível né, Bottas?
Esperava que você fosse menos capachão


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Menino Leclerc captando atenção de todos nós


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- "Me disseram que vou correr no seu lugar ano que vem..."
- "Será?"


(PS sobre Kimi: Parece papo de groupie invejosa, mas bastou deixar mulher "alpinista social" em casa, que os resultados mais contundentes vieram... Acorda, Kimi!!!!)

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Kimi curtiu o gorila. 
Só ele. Eita, troço/troféu horroroso.
Parece boneco de porta de academia...


Abraços afáveis!

2 comentários:

mário Paz disse...

O que mais depõe contra o sonho de Lewis de ser o melhor de todos os tempos com certeza é a sua falta de constância em se apresentar no nível "excelência de performance"...a performance discreta em corridas nas quais ele não tem o melhor carro, ou não extraiu o melhor do carro, são em números bem maiores do que ele gostaria, e isso se reflete claramente na suas atitudes nestas provas, seja através de críticas ao carro e/ou ao circo como um todo, armando aquela "tromba" de criança que perdeu o pirulito...sobre o Raikkonen e a presença ou não da esposa no circuito, não é que isso tem mesmo relação ? Comecei a prestar atenção nisso, e é uma tese que já ganha ares acadêmicos, e já não pode mais ser refutada ! Sobre o troféu gorila, acho que o Kimi gostou, pois ele já foi flagrado uma vez fantasiado de gorila kkkkkk

Manu disse...

Mário, obrigadão por escrever! Não tenho absolutamente nada a contestar hehehe, especialmente no que diz respeito ao Raikkonen. Sendo fã do finlandês desde o seu começo na F1, sei bem o que esperar dele. Toda vez que as coisas são drásticas para o seu lado, os fãs do nórdico preferem acusar a Ferrari como o mal da vida do piloto. Na real, acho fortemente que sua personalidade pouco combativa, e a falta de concentração proporcionada pela presença da família, são falhas muito mais graves que simplesmente apontar os erros estratégicos da equipe como causas únicas.

Quanto ao Hamilton, sem sombra de dúvidas, está certo. E é exatamente a falta de excelência dele, dentro e fora das pistas que mais me impede de detectar talento nato. Suas reações quando seus planos não saem como ele planeja, me deixa muito avessa ao seu suposto profissionalismo. Não acho ainda que mereça um penta por não ter amadurecido nada desde 2007.
Vettel, neste caso, já conseguiu me convencer agindo de forma mais madura nos dois últimos anos, o que está muito mais evidente em atitudes, neste ano.

Sobre o troféu, o meio sorriso do Kimi foi claro: O cara já curtiu fantasias de gorilas nas apostas da vida, então se sentiu representado hehehehehehe...
Abração!!!