quinta-feira, 3 de março de 2016

Tag Cinematográfica: Desafio dos 30 filmes (Dia 2)

Desafio dos 30 filmes: Dia 2 - Um filme que você considera um clássico


O lance das tags e desafios é você responder aquilo que escolheu. Vi na página de onde tiro esse desafio, comentários com mais de um filme e aqueles que são os clássicos para a grande maioria. "E o vento levou", essas coisas... Bem, eu penso que levaram à risca o que é clássico (ou seja, escolheram um antigo), ou levaram ao pé da letra e assistiram tantos considerados clássicos que lotaram os comentários com vários exemplos, sem saber ou se dar o trabalho de explicar os porquês. Continuo achando que foi a famosa preguiça de pensar, e a vontade grande em compartilhar/opinar só por fazer.

Clássico para mim é algo que posso encontrar vontade de assistir sempre, que acho divertido todas as partes e posso até dizer as falas (eu sei as falas de muitos filmes, inclusive). Eu até pensei em colocar aqui "Rei Leão" ou algo que até adeque a aquela premissa do clássico nas listas mais famosas, com filmes aclamados por críticos e etc. 
Mas minha escolha, pode até estar nas grandes listas, mas tem que ser mais opinião que mero clichê. E não vai ser um só filme, mas uma trilogia - em especial claro, o primeiro deles, que desencadeou os outros e fez dele uma história completa e, portanto, para a nerd em mim, uma trilogia clássica. 


O primeiro, de 1985, apresenta a narrativa de ficção científica com personagens icônicos de Marty McFly e Dr. Emmett Brown, o "Doc" - criador da máquina do tempo adaptada em um DeLorean. Dirigido e roteirizado por Robert Zemeckis, esse longa é o "às" da minha "nerdice". É onde basicamente, minha grande vontade de trabalhar com física tem moradia por conta deste filme. Como curiosa, ainda me interesso por coisas da física e ciências, embora não exerça nada próximo da área.

A escolha para clássico é que tudo neste filme imprimiu marcas, por exemplo, de personagens: o nome e as ações do "herói" Marty McFly, de seu pai George, tímido e desligado que no começo é manipulado por vilão-cômico Biff Tannen - "Hello, McFly, helloooo" - da mãe de Marty - Lorraine Baines, que é cheia dos moralismos, mas era uma mocinha nada recatada quando jovem, como Marty depois vai descobrir por ele mesmo, graças à máquina do tempo...
As roupas - "Você caiu de um navio, garoto?", frases de efeito - "Estradas? Para onde vamos não precisamos de estradas" ou "Great Scott!" - , os lugares - Hill Valley! -, a torre do relógio:



A cultura pop rola solta com o filme, e não só um importância cultural, mas a histórica e estética se fazem significantes no filme, que além de uma boa narrativa, rica em detalhes que não deixa espaços para "furos de roteiro" (não à toa é considerado um dos melhores roteiros já escrito e um dos melhores filmes do gênero ficção científica). 
O primeiro filme, juntamente com os dois seguintes,  são substancialmente significativos em uma época em que os longas eram em sua maioria simples, mas condizentes com o entretenimento esperado deles. Hoje, a indústria cinematográfica apela ou para a propaganda ou se apoia muito na tecnologia para se sustentar numa disputa muito mais concorrida, com muitos tipos de roteiros e jeitos de filmar, preferências, público alvo, além de tipos diversos de atores. Há filmes hoje que não são ruins, mas se visto por um renomado crítico e espalhado um defeito, todo o resto segue como cordeirinhos e os filmes acabam tendo baixa adesão nos cinemas. O contrário também vale: um filme que é muito elogiado, pode ser uma verdadeira porcaria, que vai ter muito curioso tentando ver o porquê de tanta comoção (permitam-me dizer, esse é o caso do "Mad Max: A estrada da fúria")
Falei muito e não falei de algo que era comum até meados do fim dos anos 90 e hoje é meio raridade: filmes com trilhas boas ou mesmo uma música que se destaca e fica sendo conhecida por conta do longa. E "De Volta para o Futuro", tem algumas, a começar pela tema, claro:



Ou mesmo a outra faceta de Michael J. Fox -cantando e tocando, de fato - Johnny B. Good no baile onde seus pais ficam juntos:




Um legado e tanto! 
Foi esperado inclusive, no ano passado, para ser comemorado com afinco por muitos fãs, os 30 anos do longa. A data marcante foi aquela em que Marty faz uma das viagens ao futuro, no dia 21 de outubro de 2015, e teria se "completado" na data em questão aproveitado por muitos que fizeram suas lembranças nas redes sociais.


Semana que vem lanço mais um do desafio. [Para ver o Dia 1, cliquem aqui.]

Qual seria o clássico da escolha de vocês?

Abraços afáveis e excelente quinta e sexta-feira!

2 comentários:

Ron Groo disse...

A trilogia é fantástica... Faz bem pouco tempo eu assisti os três numa enfiada só... Numa tarde de férias e tédio.

Salvou.

Manu disse...

Sempre salva! :D