segunda-feira, 25 de maio de 2015

GP de Mônaco: Muaha-ha-ha-ha

Tomei um decisão drástica: vou assistir só corridas de jegue, agora.  
Brincadeira.
Mas por uma lado, é sério: cansei da F1 esse ano. Assisti Mônaco sem o meu caderninho de anotações. Não anotei uma vírgula. Não me preocupei até agora com quem chegou a que colocação. Conversei nos momentos em que o Galvão falava mais besteira. Olhei no relógio umas 50 vezes, uma vez a cada volta, mais ou menos, à exceção das voltas finais. E pensei: se Mônaco está chatinho assim, significa que a coisa está realmente horripilante. Tudo que eu pensava, era no almoço e na minha garganta dolorida. 

Minha revolta - que não foi momentânea - se deu depois da classificação. De repente, no Q3, Rosberg já não era capaz mais de fazer a pole, Hamilton saiu na frente e tirou muita diferença do companheiro que parecia confiante com sua destreza em Mônaco e lá se foi: Lewis fazia a pole em um local que nunca havia feito. Dando asas as teorias das conspirações: só no Q3 negociou a saída primeiro que Nico, e fez o que fez com mais tempo, e na mesma semana em que renovou contrato?!
Falem o que for, mas para mim a Mercedes só deixa as coisas ficarem assim porque sabem que pagam muito $ para que ele vença no fim do ano.
Bernie andou falando com Lewis à portas fechadas numa dessas corridas aí. O mesmo velho caquético que fala que faz tempo que a F1 não tem campeão carismático... 

Acho os triunfos de Lewis providenciais. Talento correndo nas veias? Questionável. Veja bem: quando o carro piora, ele é superado pelo companheiro de equipe. Só venceu quando os carros eram bem nascidos ou quando seus concorrentes foram bundões.
Daí projetar um ano com uma nova vitória dele, é difícil de engolir.

Durante, sei lá, quantas voltas, muitos carros se aproximavam um dos outros, até houveram toques, mas nada que desse safety car. Parecia que ninguém estava errando, e por essa razão - pode ter mesmo passado algum erro despercebido - eu achei a fila indiana da corrida provocativa de sono. De repente, sente-se falta do SC. E Verstappen trouxe o tal erro que seria palco para comentários sobre sua falta de idade e de experiência, para acusarem ele de ser afoito, perigoso e imaturo. Nessas horas concordo com a "Marciana" Becker: é errando que se aprende. E se fosse um "velho barbado", que nem foi com Grosjean, com Maldonado, com o Pérez e é quando algum mais grandioso comete algum erro absurdo? São humanos, ainda, por mais que xinguemos os danados no ato. Agora o pessoal ponderar esses acidente e pensar na probabilidade de dar "m" em Mônaco para esse pessoal é impossível porque as contas que eles sabem fazer é só daquela de quantas voltas os pneus aguentarão... O resto bom que sabe o que está assistindo sabe que não dá para ser tão apoteótico assim quando os erros acontecem. Até os bons já fizeram caquinha.

Na boa: ao ver que Verstappen estava bem, pois o impacto forte, eu estava de olhos grudados na tv no momento do acidente acabei levenado um susto grande. De resto, para mim daria, na mesma. Ia ficar um por um grudadinho e nada de mais aconteceria e eu já voltava a olhar o relógio. Até que Hamilton voltou dos boxes e em terceiro. Gargalhei alto - mas como estava meio afônica, nem deu para perceber. 
Hamilton tem péssimas manias e só quem pode estar atento já percebeu, por exemplo, que ele gosta de aparecer. Amilton Aparecido, como apelidei ele ainda esse ano num post. Seu pior defeito, além de ser mimado e tantas outras coisas é sua atitude em corridas. Percebi, desde que começou, que ele tem uma necessidade grande de perguntar tudo para a equipe enquanto corre. Até que horas a lanchonete ficará aberta para um lanche pós corrida. ¬¬' #NãoDuvido Ele não sabe de nada, não sabe dar informações de como está o carro, situações de pneus... Ano passado e esse ano bastou a equipe cometer algum erro, ou pedir alguma coisa que ele não queria aí a coisa mudou: Se a equipe pede para não acelerar, aí que ele acelera justificando aproximação de alguém. Se pedem para poupar pneus e não atacar Rosberg ele alerta para não falar com ele nas curvas. Ontem foi avisados para não falarem com ele mais, como fez ontem, pela quarta vez no ano. 

Carisma? Zero. Mas vamos pensar que todo campeão mundial tinha ou tem um defeito. Nosso amado Senna era emburrado com qualquer coisa que desse errado. As pessoas chamam constantemente Alonso de chorão e desenvolvem teorias sobre sua personalidade. Se ele for dessa forma como pintam: #TenhoMedo... Massa, meu Deus. Nem comentarei... Kimi é o meu favorito, mas nunca ameaçaria falar com ele com medo de uma má resposta. Hamilton é só mais um de personalidade e caráter duvidoso ou arredio em meio a muitos problemáticos. Nós, seres humanos temos um gosto por julgar os outros que é uma beleza, então para nós, olhando de longe, é muito simples, quiçá divertido, apontar os defeitos dos outros.

Mas ri do erro cometido que o tirou a vitória. Ri mais ainda que ele ficou de mal da equipe, que por mais que tenha errado, ele também foi idiota em aceitar rápido. Ano passado mesmo Kimi brigou com a Ferrari por conta de um pit stop que ele não via necessidade. Nem por isso fez beicinho, desrespeitou autoridade com atitude anti desportiva no pódio, além de ter passado batido com tal atitude frente à fãs, os presentes, a equipe e o companheiro e Vettel. 
Quantas vezes isso foi visto? Fica para vcs me dizerem se já ocorreu algo semelhante. Mas eu não queria e nem quero ver esse tipo de atitude nunquinha. Além do mais, não é o bom? Porque não passou Vettel e se aproximou de Rosberg? Em 9 voltas era mamão com açúcar para um piloto de tal nível. ¬¬'

Acabei não me arrependendo de ter perdido todo o entusiasmo pela categoria. Caminho agora, para uma indiferença frente à ela, o que é uma verdadeira pena. 
Espaço cedido a vcs, quero saber o que acham.

Abraços afáveis!

2 comentários:

Ron Groo disse...

eu só parei de rir pra me emocionar com o montoya. depois comecei a rir de novo.

Manu disse...

Deveras, foi bem legal a vitória do Montoya na Indy.

;)