sexta-feira, 4 de outubro de 2019

F1 2019: Notas da Rússia

O mais recente post, com o texto do Paulo, foi preciso. É é a partir do comentado no texto dele, que comecei a pensar no meu. 
Conversei com outras pessoas, sobre o GP da Rússia. Troquei ideias com elas. Ouvi e li muita coisa que concordei. Foram poucas opiniões das quais discordei com veemência. Estas foram logo descartadas, pois as fontes nem deveriam ter sido levadas em conta. 
A cabeça trabalhou bastante, nos poucos momentos de ócio, posso garantir. Mas isso não quer dizer que eu possa fazer um texto tão contundente quanto o do Paulo.
Peço já paciência dos leitores; pode ser que hoje, vocês encontrem um texto confuso, pois é assim que me sinto.
Começamos pelas situações mais confortáveis, esperando que isso talvez, ajude na compreensão geral de alguns pontos.

► O circuito russo é realmente um dos mais descartáveis da temporada. Não me lembro de uma corrida no circuito de Sochi que tivesse garantido algum tipo de emoção em termos de competição. Do último fim de semana, tudo que acabou sendo assunto entre comentaristas, jornalistas e palpiteiros voltou-se à uma das dez equipes do grid, em especial, os seus dois pilotos. Nenhum deles obteve a vitória e assim só se falou deles. 

► A Ferrari é - na incapacidade de procurar um termo melhor - uma equipe "maldita". Mesmo não disputando mais o campeonato, passou um mel na nossa boca e, de repente, quando já estávamos bem confortáveis com a situação, quase esquecendo que todas aquelas vitórias interferiam pouco no campeonato, criaram uma expectativa monstro. Chegaram na Rússia prometendo mais "doçura". Em segundos - como é bem comum quando se fala deles - os planos deram errado. Não teve mel, não sobrou sequer o favo. A Ferrari voltou a ser aquela equipe de incompetentes e gerentes tapados. Mesmo assim, roubaram nossa atenção por situações problemáticas entre os seus pilotos, e os culpados, são eles mesmos. 

► Como se bem vê, a Ferrari não sabe aproveitar as oportunidades que tem e os elementos que poderiam ajudá-la a ser pelo menos, forte novamente.
A má gerência, a aparente falta de comunicação gerou um bafafá que chegou a proporções até absurdas, especialmente nas redes sociais, catalizadas por fatores de diversas naturezas. Saímos do GP de Cingapura com um reforço: cravaram uma rivalidade entre Sebastian Vettel e Charles Leclerc que, até poucos minutos antes da largada na Rússia parecia natural e com poucas farpas, apesar do que foi divulgado pela mídia das falas de um ou de outro.

As questões ainda não foram bem colocadas: no retorno das férias, Leclerc foi o melhor na Bélgica. Contou com assistência de Vettel para segurar Hamilton na corrida e possibilitar a tão esperada primeira vitória.
Em seguida, na casa da Ferrari optaram ter equilíbrio entre os seus. Priorizaram Leclerc na classificação - este deveria ter o primeiro vácuo e Vettel o segundo. O monegasco não seguiu com o mandado, justificando ter sido atrapalhado por outros que não queriam abrir a volta. Ficou com a pole, teve de dar explicações, mas ganhou o GP italiano sendo perdoado pela equipe, caído de vez no gosto dos "tifosi".
A conquista foi bem feita, mas imaginar que Vettel gostou disso, é muita inocência.

O episódio de Cingapura, vocês já sabem. Está recente e fresco na memória. Dessa vez foi Leclerc que se sentiu incomodado com os comandos sugeridos.
No geral, defendeu-se muito bem a postura de Leclerc. A maioria de nós compreendemos as suas reclamações sobre o tal "undercut" no GP anterior. Exaltamos o seu talento - como deveria ser - e reforçamos que tem espírito de campeão.
Eu adoro o garoto, mas destaquei (como fiz neste post aqui) que ele deveria mostrar um pouco mais de diplomacia - nem que fosse aquela feita apenas nos microfones. 
Falsidade? Bem, faz parte do jogo. É um fator que é ruim, mas reina em muitos segmentos. Muita gente já se beneficiou dela. Há quem diga, inclusive, que não se vence na vida sem uma boa dose de falsidade usada em momentos cruciais. 
Mas nem parecia o caso. Apenas um rompante de estar sendo vítima de uma injustiça. Normal.

O saldo positivo foi modesto se pensarmos no que foi comentado a respeito de Vettel. As manchetes davam conta de uma ideia pouco condizente com a realidade da corrida em Cingapura. Para a maioria delas, Vettel havia se beneficiado da estratégia da equipe que - entre eles - privilegiava o alemão. 
Anularam completamente a sua velocidade durante o específico momento e no restante da corrida. Torcem tão contra que, se mencionaram isso, não foi dada a devida importância. É como se realmente, boa parte desse de ombros e desejassem a humilhação.

Entendam a minha birra com as manchetes: vivemos em uma sociedade que deturpa tudo que lê, quando lê. Quem se diz muito entendedor da certas coisas, já me trás desconfiança. Mesmo comprovada a "inteligência destes, podem apresentar problemas de interpretação de texto. Ninguém está livre disso.
Existem ainda os leitores interesseiros: só destacam o que convém, o que casa com a sua opinião e/ou o que pode gerar polêmica. 
A mídia então, se vale de tudo isso para espalhar suas meias verdades.

► No post comentado por mim sobre o GP de Cingapura acabei sendo a apaziguadora. Refleti que a Ferrari deveria organizar-se rapidamente: Vettel parecia ter se encontrado com o carro. Não poderiam anular isso. Por outro lado, Leclerc é o futuro da equipe. 
Aceitar que Vettel tinha feito um bom trabalho e mostrar isso à Charles parecia possível, como uma forma de amenizar os ânimos. Garantir a confortabilidade e confiança do Leclerc, ao mesmo tempo, também era imprescindível. No somatório, é o único que ainda poderia desestabilizar totalmente a Mercedes, já começando pela retirada do terceiro lugar de Max Verstappen. Eu via essas ações como fáceis. Leclerc parece uma pessoa ótima e Vettel é um cara muito legal. Achei possível - e talvez fui inocente demais - em acreditar nos meios termos. Esqueci completamente, ou melhor, errei em um ponto crucial: considerei a Ferrari uma equipe capaz de fazer isso. A Ferrari não é estreante no meio da F1. Mas é a Ferrari, uma equipe que, desde a saída de Ross Brawn e Jean Todt, oferece muita trapalhada de bandeja para adversários. 

Além disso - e tomando emprestado o que foi bem citado pelo Paulo no texto passado - Vettel possui quatro títulos na F1 e cinco anos de Ferrari. Leclerc, na F1, tem um ano de Sauber/Alfa Romeo e apenas alguns pontos altos no seu primeiro ano na Scuderia: 6 poles, 2 vitórias, 2 segundos e 5 terceiros.
O fato de Leclerc estar muito melhor ajustado ao perfil do carro e da equipe, não justifica os pedidos de privilégios. Vettel, mesmo com quatro títulos, toda vez que abriu o rádio para pedir passagem para Kimi, houveram protestos dos fãs do automobilismo. 
Leclerc é bom, mas precisa criar uma outra estratégia para exigir tais privilégios. Uma delas - penso eu - é mostrando-se amistoso com Vettel e trabalhando com junto com a equipe com todo afinco possível, sendo o famoso puxa-saco que a equipe tanto gosta.

Se engana se não vivemos tempos bem fúteis no que se reconhece como "veículos de informação" na web. Desde o começo da segunda metade da temporada, rola uma fofoquinha de que o monegasco teria terminado seu relacionamento de adolescência. Como fofoca é como a "zueira" - não tem limites nem bom senso - as coisas que soube pela "boca pequena" das redes sociais, dá até uma novela.
A notícia chegou aqui, com um certo "atraso" na mídia especializada, mas com um toque de justificativa: ele teria rompido o relacionamento para se dedicar à Ferrari. Por coincidência foram 4 poles seguidas, duas vitórias e quatro pódios desde que ele rompeu as relações com a moça.
Mais uma vez, a mídia se mostra inconfiável. Trazer uma notícia dessas é coisa de revista Capricho. A gente dá risada, mas expõe os envolvidos (a moça e Leclerc) e insulta nossa inteligência. Que diabos é isso?!? 

► No GP russo, a coisa ficou "russa"... A ideia da Ferrari era boa. Boa não, excelente! Na largada, Vettel deveria passar Hamilton. Leclerc cederia a posição para que houvesse a possibilidade de P1 e P2 na corrida, sendo que, mais tarde haveria a troca de posições entre eles, amenizando o resultado de Cingapura, onde Vettel acabou vencendo e Leclerc não teria ficado feliz em segundo. 
Esse era o acordo: equilibrar funções na equipe.
O que a Ferrari se esqueceu de novo, é do potencial de Vettel e que este já vinha acumulando rancor desde Spa. 
Até vejo razão para os protestos de Charles. As estratégias da Ferrari até quando não programadas, nunca são 100% perfeitas para todos. Se valeram do "foi sem querer, querendo" e ele, não engoliu o "undercut". Foi então aí que eu entendi porque Gerard Berger disse que ele tinha instinto assassino.
Por outro lado, não acreditei que a Ferrari se importasse mais com Vettel do que com Leclerc. 

Charles perguntou quando haveria a troca e começaram a troca de rádios. Não foi necessariamente "um choro". Apenas um pedido de honra pelo combinado.
Vettel não acreditou que estava em primeiro só pelo benefício do vácuo deixado, mas porque tinha feito uma boa largada. Ele já havia engolido muita coisa neste ano. Canadá foi o primeiro sapo que engoliu e essa está na conta da FIA. O segundo sapo, veio na Bélgica, por parte da Ferrari. Querer que o cara fique tranquilo quando recebe mais dardos com veneno do que spray de champanhe na cara é querer uma ter uma barata no cockpit e não um piloto.
Num dos rádios da Ferrari para Vettel disseram (mentiram mesmo) que Leclerc estava mais rápido, tentando de qualquer jeito fazer acontecer a troca. Vettel, bobo nem nada, pode sim ter dado uma de desentendido. Com 4 títulos nas costas, ele sabe que tudo muda em uma questão de segundos na F1. Manter-se com várias voltas rápidas faria com que a equipe desistisse de fazer a troca de posições. Ele seria "perdoado", assim que houvesse a bandeirada.
A intenção da equipe para mim era clara: ao perceberem que Vettel não ia parar e entregar a posição, deveriam ter pensado em outra estratégia se de fato, queriam Leclerc na frente. Preferiram fazer tudo nos boxes. Pensaram pequeno: teriam 25 e 18 pontos somados de qualquer jeito. Não se importavam com Vettel nesse momento, só se importavam com o somatório: fazer a dobradinha e deixar para trás Mercedes e se fosse o caso, a Red Bull. Só que não se preocupar com as vontades de cada um de seus pilotos poderia plantar mais sementes do já problemas de relacionamentos.

Na Rússia a história poderia ter sido outra. Garantida a confiança de Vettel, poderiam trabalhar nas estratégias de piloto 1 e piloto 2. Sebastian acabou abrindo 4 segundos do companheiro que, ao perceber a desvantagem, solicitou que o combinado fosse colocado em prática. O combinado era a troca de posições. Binotto não deixou isso às claras, não explicou as prioridades da equipe, sequer abriu o rádio para mandar o Vettel fazer logo o que estava sendo solicitado. Toto Wolff não negociaria com o Bottas dessa forma tão frouxa. 
Vettel, ao ser avisado que tinha que abrir para Leclerc, pediu que este se aproximasse. 
Malandragem do alemão? Talvez. Se fosse o contrário, haveria uma multidão dando gargalhadas e xingando Vettel pela sua incompetência em ultrapassar sozinho. 
Houve oportunismo dele? Houve. Mas foi bom, pois deixou às claras que a Scuderia tem planos, mas não tem liderança para colocá-los em prática.
Quem diria que eu escreveria isso, mas: saudades do Arrivabene...
Quem lucra com essa pataquada? A Mercedes. 

Bons nomes de amigos virtuais fizeram o que queriam nas redes. Chamar Vettel de "anta" foi o mais ameno que li e numa mensagem direta para mim. A qualquer custo, a maioria queria que Vettel parasse o carro para que Charles se aproximasse.
À essa altura, brotou de outros tuítes comentários como uma palavra e um número. Já imaginam qual era? Sim, o "Multi 21". O tal "código" foi mencionado até por jornalistas gabaritados. 
Eu ri de nervosa. É bom demais quando a gente vasculha a memória para achar um ponto que deponha contra um piloto que não gostamos, mas se faz de esquecido quando se precisa do evento certo para defendê-lo.
Mais uma vez, se usa apenas aquilo que convém para reforçar o que se acha.

Do lado de cá, eu tinha uma certeza: não havia mais como negar, a Ferrari tem dois primeiros pilotos - um pela experiência e o outro pela promessa. A história mostra que ter dois fortes na mesma equipe, é como ter uma bomba relógio ligada. Binotto já sabia declarou saber disso, mesmo assim, não age em conforme a experiência. O que pareceu fazer é equilibrar e não tomar partido. Mas nenhum dos dois são pilotos cordeirinhos para ficar que nem bobos da corte.  

► Avisado que Vettel estava mais rápido, Leclerc soube que o acordo seria honrado nos pitstops. Isso ocorreu e houve quem tivesse o bom senso de pedir então que Leclerc não "chorasse" mais. Não estava incomodando tanto. Só achava que seus protestos traria uma onda negativa que nem ele, nenm ninguém merece.
Como tudo muda em poucos segundos, o rádio de Vettel pedia que ele parasse o carro imediatamente. Xingando, ele estacionou e saiu do carro, com uma luz vermelha no canto direito do carro piscando, em vermelho. 
A situação acionou um Safety Car virtual que não só comprometia a corrida de Leclerc como faria com que ele perdesse até mesmo o segundo lugar. E foi isso que aconteceu.

Ser escudeiro é coisa de piloto capacho, como Valtteri Bottas. Durante a semana ele dizia querer vencer no GP russo já que precisou dar passagem para Hamilton e queria acertar contas. 
Não fez menção nenhuma de que fosse atacar o companheiro. Segurou Leclerc. 
Charles prejudicado por uma bobeira da Ferrari, não teve nenhum jeito de se aproximar de Bottas.
Os fãs do monegasco começaram a brigar com (os poucos que restaram) fãs do Vettel. Esses últimos queriam que Leclerc passasse (o anulado) Bottas. Sabiam que não era possível e provocaram questionando a habilidade do garoto. Os fãs de Charles (em sua maioria, moças empolgadas com a beleza do piloto) abriram fogo. Houve algumas que postaram ofensas e assumiram odiar os fãs do Vettel. 
Rapidamente, já surgiu a referência à Guerra Civil: De um lado, os justiceiros do Iron Man e do outro, os defensores do Capitão América.

Foi aí que a bizarrice total entrou na tela e não era nenhum homem mutante sob efeito de radiação que fizesse ficar forte e verde quando nervoso ou um carinha que soltasse teia de aranha pelos pulsos: surgiu (não sei de onde, exatamente) a teoria de que Vettel teria feito a parada proposital para dar a vitória ao Hamilton e ferrar com a corrida do Leclerc. Como se fosse uma criança mimada, sugeriram que ele teria feito algo para que fosse obrigado a abandonar a corrida e estacionado o carro numa área imprópria só porque não poderia mais ser o primeiro piloto da Ferrari.
O vídeo de Vettel batendo os pés de raiva pelo abandono e a fala dele no rádio ("voltem com o V12") foi ignorado. A luz vermelha e também o aviso de "pare o carro imediatamente" foi também esquecido.
O carro de Sebastian teve uma falha de MGU-H, uma fuga de energia. Depois da corrida foi informado que ele tinha que parar imediatamente pois corria o risco de ser eletrocutado. Isso explicava também porque ele saiu do carro saltando e pisando com os dois pés, simultaneamente, no chão.
É de achar bem macabro quem tenha usado as redes sociais e outros veículos de informação para dizer: "Era só um choquinho, não mataria ninguém! Custava ter levado o carro mais 900 metros?"

► Eis a minha grande confusão para concluir toda essa ideia. Não só anônimos, mas jornalistas contam histórias semelhantes à essa "teoria da conspiração". 
Logo que a corrida acabou, com dobradinha da Mercedes, registrando que se tem corrida chata, tem vitória de Hamilton e possivelmente um Bottas como P2, as manchetes usavam esses termos para as  suas "notícias":
-Vettel ignora ordens de equipe
- abandona/prejudica Leclerc
- e entrega vitória à Hamilton/ dobradinha da Mercedes

Somado à isso, as reações descontentes de Leclerc só colocou mais lenha na fogueira. 
Sim, a Ferrari ficou baratinada. Não sabem o que faz com seus grandes (mas diferentes) pilotos. Sofre com isso, mas está fazendo por merecer. Uma por terem acordado tarde demais no campeonato. Duas por não ter comunicado as coisas certas com os dois. A terceira certamente é a pior: por ter um dirigente pastel de vento.
A solução é simples: É preciso pulso firme. Os caras tem que entender. Devem apresentar o jeitinho: "my way or highway". Ter uma saco infinito de paciência com ambos, personagens fortes - que ainda assim merecem respeito, por diferentes motivos porque são diferentes profissionais - não vai acontecer.

Pensar por antecipação é algo que se aprende na faculdade de administração, suponho!? Então, porque na hora de combinar os fatores preponderantes para repetir uma dobradinha na Rússia, não foi dito aos seus pilotos que não precisavam expor planos nos rádios - a não ser que fossem blefes para deixar a Mercedes mudar os planos dela -, que se um fosse rápido demais, o outro deveria acompanhar o mesmo ritmo para poder exigir preferências de posições? Precisava deixar claro que, qualquer rixa entre eles é compreensível, mas que desde que se mantenha o respeito e saibam que existe outras coisas em jogo e não envolve o egos dos dois. Assim para qualquer outra coisa que pudesse surgir fora do controle deles, também deveria ser planejado. Fim de papo. 

Até aí, creio que muitos de nós concordamos. O que peço ajuda é no resto: as falas dos pilotos e os indícios mostrados por eles e por comentaristas, a partir do que foi dito. 
Logo que a corrida acabou, houve aquelas entrevistas e Leclerc revelou sua frustração com o terceiro lugar. No meio da frase ele disse ser uma pena não ter o "segundo carro".
O uso do termo "segundo carro" indicou que ele não era nem mesmo capaz de nomear Vettel.
E pode não ser absolutamente nada disso. Mas foi a interpretação que ficou.
É essa que vai para as notícias e está na manga dos comentaristas.
É essa que fez os fãs dele e do Seb, trocarem mais algumas ofensas.
É essa que faz eu, vocês, e mais uma galerinha ficar pensando e escrevendo textos como esse.

Infelizmente com essa novela toda (parece até que estão fazendo de propósito para a segunda temporada série da Netflix, para os documentaristas não ter que ficar dando uma valorizada nas histórias, forçando figuras de "vilões e mocinhos") a Mercedes acabou vencendo, com uma dobradinha ridiculamente fácil.
Pelos cálculos, Hamilton pode ser campeão por antecipação, no México, sem terem feito absolutamente nada de relevante desde o começo da segunda metade da temporada.

Valeu Ferrari, um dia destes vocês ainda irão me mandar para as sessões de terapia...



Comentários abertos. Abraços afáveis!

5 comentários:

Carol Reis disse...

Eu sou forçada a concordar com o Helmut Marko, que disse que não entendia porque a Ferrari continua insistindo nisso, uma vez que nunca dá certo. Pq diabos inventam de jogar um piloto contra o outro desnecessariamente com esses acordos que ngm sabe quais são os termos exatos? O conflito entre Vettel e Leclerc é inevitável, mas a Ferrari...mds do céu...
Ngm quer tensão nos boxes, mas os caras fazem de tudo p que isso aconteça. Fico impressionada com o tamanho da incompetência em gerir a situação e olha que a Ferrari não é a única no grid com 2 pilotos vorazes por resultados.

Manu disse...

Exato, era possível já que ocorresse qualquer tipo de desentendimento entre os dois e a Ferrari acabou agindo como se fosse uma situação inusitada, que acabou saindo do controle.
Ora, me poupe, nos poupe...

=*

Robson Santos disse...

Manu, boa noite!

Independente de toda essa novela mexicana que voce descreveu tao bem, há um ponto que nao li, nem ouvi em lugar nenhum!
Essa historia da reação da Ferrari: Imagino que nao esteja de fato acontecendo a tal melhora no SF90, mas o recuo da Mercedes.
Bastante provavelmente, certos de ja terem o campeonato 2019 garantido, já desenvolvem o bolido do ano quem vem.
Com isso, a Ferrari que se desgasta pra acompanhar a Ferrari, nao tem ou não terá folego pra iniciar o ano em pé de igualdade, novamente.
Só acho estranho nao haver comentários a esse respeito.
Será que 'viajo na maionese'?????

Osculos e amplexos

Manu disse...

Olha Robson, você realmente tocou num ponto que faz total sentido e não foi comentado por ninguém. Encontramos muitas opiniões com relação à condutas de pilotos do que necessariamente falar sobre o que de fato interfere no andamento e desenvolvimento do carro.

Gostei, obrigada por comentar! Me trouxe o que pensar... ;)
Abraços afáveis!

Robson Santos disse...

Manu, boa noite. Sobre meu comentário de não haver discussão sobre o desenvolvimento do carro do ano que vem, li há pouco no blog da Ju (Julianne Cerasoli) sobre isso. Conversamos ela e eu e chegamos também a conclusão dessa falsa melhora da Ferrari. Fato é que a Mercedes já sabia ser campeã, idem ao seu primeiro piloto. Então puseram foco já na temporada 2020 e a Ferrari vai, de novo, começar a próxima temporada, correndo atrás da Mercedes.
Abraços