quarta-feira, 26 de junho de 2019

F1 2019: Vamos falar de números?

De frases toscas que ouvimos dos outros, as piores vem de nossos pares, mais próximos. Fãs de automobilismo como nós, por exemplo, sempre tem alguma delas, na manga, para "cutucar as feridas". Claro que a gente respeita, mas algumas a gente sente que precisa de algo mais forte, uma intervenção angelical ou um suquinho de maracujá,  para não apelar. 
Exemplo: "Tá reclamando do quê? A F1 sempre foi assim!" ou ainda: "Quando o Vettel vencia todas corridas, era muito mais chato que hoje"... Essa premissa é muito falada, pois, acredita-se, é so senso comum, que Vettel não tinha (ou tinha poucos) concorrentes, e só chegou a conquistar seus 4 títulos por conta da sagacidade do projetista da RBR, Adrian Newey.

Essas frases também abrem brechas para que as pessoas que acompanham a categoria, desenhem argumentos que corroboram largamente com a opinião de comentaristas esportivos e a mídia especializada. A mais alarmante vem sendo pouco contestada: "Hamilton é melhor que Vettel".

Vamos então, comigo, à uma brincadeira de criança? Brincar de somar, subtrair, olhar gráficos? Vai ser bom, sinto falta dos tempos de escola e de aulas de matemática...
Peguemos os 4 anos de pontuações de Vettel foi campeão, os vices e o terceiros colocados. Apenas números, aqueles que ficaram em quarto, quinto, se aposentaram ou partiram para anos sabáticos, naquele ano, ficarão com simbólicos 0 pontos, para facilitar a nossa visualização. 


O gráfico é simples: eixo y com as pontuações dos 3 pilotos, eixo x com as quatro temporadas, consideradas como "era Vettel".
De cara, a gente já percebe uma série de coisas. 
Uma destas, refuta totalmente o tal "quando era o Vettel que ganhava, era muito mais chato".
Muito mais chato? Nos 4 anos de "dinastia", foi superior aos demais, com mais de 100 pontos, em dois deles. A metade! 
E facilitou nossa vida de espectador (claro, não de propósito): isso só se repetiu em anos alternados. 

O primeiro título do alemão, então, foi além de inédito, imprevisível e interessante, equilibradíssimo: enquanto ele somou 256 pontos, Fernando Alonso quase tirou sua alegria, somando 252, e pegando a responsabilidade de ser piloto de uma já desestruturada administrativamente, Ferrari. Mark Webber (mesmo equipamento/motor e equipe que Vettel) fechou o ano com 242 pontos. 

Sim, 2011 foi um passeio. Vettel alcançou a casa do 300 pontos, com 392, se consagrando campeão no GP do Japão, 4 corridas antes do fim do calendário. Jenson Button, campeão de 2009, foi seu concorrente mais "perigoso". Correndo de McLaren, ficou com 270 pontos, enquanto Webber, companheiro de Vettel, acompanhou o inglês mais de perto, fechando a temporada com 258 pontos. Neste ano, Alonso foi só o quarto colocado, alargando que na Ferrari, ser piloto talentoso "it is not enough anymore".

Em 2012, um pequeno equilíbrio retornou entre Vettel e talvez o seu melhor rival, Alonso. De novo, foi por pouco que Vettel levou o campeonato, ficando com 281 enquanto Alonso somou 278 pontos. Webber, nem apareceu entre os 3 pela primeira vez. Por aí, o senso comum "Vettel só venceu porque tinha o melhor carro", não é favorável. 
O terceiro acabou sendo, nem mesmo, o segundo da Ferrari, mas sim o renovado Räikkönen voltando à F1, guiando uma Lotus e terminando o ano com 207 pontos. 
Este ano talvez tenha sido o melhor, dos últimos na F1. A disputa foi genuinamente à ponto por ponto e, considerando que a Lotus não era equipe de ponta, o diferencial de todo o campeonato, estava de encher os olhos: 3 pilotos talentosos, competitivos e de 3 equipes diferentes. 

Pena que em 2013 isso acabou. Foi o último momento de Vettel ao sol, inclusive. Mas fez o que se esperava dele, mesmo que não precisasse mais provar valores. Massacrou rivais com mais de 100 pontos de diferença. Terminou com 397 pontos, enquanto Alonso, patinou de forma um tanto humilhante com a Ferrari, fazendo miseráveis 242 pontos. Webber havia voltado ao top 3, e fechou o ano, quase 200 pontos abaixo do companheiro: 199. Não à toa, aposentou-se, talvez querendo curtir uma maré tranquila e respirar novos ares. 

Confesso que teria ficado chato, se Vettel tivesse permanecido no topo, em 2014. 
Se ainda pairava as premissas de que era o preferido do Christian Horner, e que era vencedor porque tinha o melhor carro; tudo ruiu de uma só vez, em 2014: Vettel teve apenas uma modesta quinta colocação e 167 pontos. Ele amargou aquela temporada e foi superado pelo recém chegado à RBR, o sorridente Daniel Ricciardo, que acabaria, entre os top 3. 

Quem também havia trocado de casa, mas não de motor, era Lewis Hamilton, em 2013. Percebem que, ele não apareceu no gráfico anterior? Em 2011, por exemplo, tinha Jenson Button de companheiro, na McLaren. Tinha, obviamente, o mesmo equipamento nas mãos. Vivia, inclusive com os problemas internos de 2007, debaixo da asa de Ron Dennis, protegidinho na McLaren. Depois que conseguiu uma vitória em cima de um dos pilotos mais fajutos que vi correr na F1 em 2008, Hamilton, simplesmente, desapareceu. Não voltou nem mesmo, para reafirmar seu posto de veterano na equipe, quando esta contratou Button, campeão de 2009 pela Brawn GP. 
Sim, ele teve algum destaque: umas disputas que resultava em acidentes com Felipe Massa, ataque de estrelismos, por conta do companheiro que afetou seu psicológico e fez ele se sentir sempre, ameaçado. 
Saiu da equipe e migrou para a Mercedes em 2013. Hamilton saiu falando mal da comida que  o alimentou desde 2007 e na Mercedes, achou quem impasse seus pés até quem poderia estender os tapetes para que ele passasse. Ao contrário de alguns "estreantes", ele não apareceu em destaque no primeiro ano de Mercedes, por isso, não há seu nome no gráfico anterior nem mesmo quando  mudou de casa. 

Tudo mudaria em 2014, mas só as caras, o logo e o local dos boxes. O MOTOR era o mesmo, desde que ele havia pisado na F1.

Gráfico da Era Mercedes/Hamilton:


Mesmo esquema: eixo y - pontuações dos 3 primeiros e eixo x, cada temporada.
Prevejo o que pensarão, mas segurem seus bois antes da carroça.
Comparem comigo os 3 primeiros anos, só no visual. As torres azuis escuro é Lewis Hamilton, sempre na casa dos 300, seguido por Nico Rosberg o companheiro de equipe. De 2014 até 2017, existe este padrão entre os dois.
Em 2018, Hamilton passou dos 400. E há quem diga: "Vettel perdeu o campeonato com o melhor carro da pista". Se a Ferrari era o melhor carro, o que sobrava para o carro da Mercedes? Extraordinário? Mas vamos chegar lá. 

Ainda no padrão Hamilton e Rosberg, vemos ali que Rosberg, o vermelho, fez mais, do mesmo em 2014 e 2015. O pulo do gato dele foi ver a comodidade do inglês e fazer um pouco mais. Observem os azuis de novo, até 2016. Mesma faixa. 
Querendo, ou não, há uma razão fidedigna de pedir o retorno de Nico Rosberg à categoria. Talvez até, de Button. Ambos souberam que para superar Hamilton como companheiro de equipe, não pode fazer só o que dá, tem que ter cartas na mangas e não contar com ajudinhas externas. 

Vamos aos números:
2014 - Hamilton: 384 pontos. Rosberg: 317 pontos. Ricciardo: 238.
Dobradinha das Mercedes. O carro ajudava Vettel naqueles 4 anos, mas não ajudava Webber? Nunca se expressou dessa maneira, com relação às Mercedes. 
Hmm... seguimos?

2015 - Hamilton: 381 pontos. Rosberg: 322 pontos. Vettel (já de Ferrari): 278.

De novo, Mercedes na casa dos 300. De novo, Hamilton muito mais na frente que o segundo colocado. Ninguém achou chato. O argumento-fermento  de que Hamilton era um piloto excepcional, e que ganhava até uma disputa interna com o companheiro, ganhou força. Não surgiu, naquele momento, ninguém que dissesse que o carro era perfeito. 
Aqui, foi a vez de Vettel deixar a RBR e fazer um excelente ano de estréia na Ferrari. Se estivesse nos tempos de RBR teria batido, quem quer que fosse, que estivesse na Ferrari. Porém, os tempos eram outros. Havia uma equipe que corria, praticamente, numa categoria à parte e esse era só o começo.

Antes de partirmos para 2016, reparem: Alonso desapareceu dos gráficos em 2014 e 2015. Neste último ele tinha retornado à já em decadência, McLaren, que não seria mais a mesma nos anos seguintes. A carreira do bicampeão, em termos competitivos, tinha acabado e só saberíamos disso, quase 3 anos depois.

2016 - Rosberg: 385 pontos. Hamilton: 380 pontos. Ricciardo: 256 pontos.

Quando Hamilton perdeu, perdeu para o companheiro de equipe. Fica a pergunta: Com um carro perfeito, será que muda alguma coisa, quem está no volante? 
A diferença entre ele e Rosberg foi 5 pontos. Rosberg sim, fez mais do que lhe foi possível nos anos anteriores. Hamilton, deve ter jurado, que não estava ameaçado. Deve ter ficado possesso.
Mesmo que o feito do Rosberg, quando olhamos a torre vermelha do gráfico, seja significativo, quando aparecem as torres azuis a gente só vê que sua comodidade gerou apenas 5 pontos. Mais uma corrida, ou mais um arqueada de sobrancelhas de Toto Wolff e não teríamos o nome de Rosberg no topo de 2016.

Sabendo que isso, não iria acontecer de novo, Rosberg se aposentou. Ele tinha um sonho. E conseguiu. Foi cuidar da família e fazer coisas de gente chique. Largou a F1 e toda aquela pressão. 
Há quem diga que fraquejou. Talvez. Mas olha só: eu não teria feito diferente. Se ele estava na equipe, desde que ela surgiu no mapa da F1, e era, muitas vezes, a segunda opção dos dirigentes, o que sobrava para os próximos anos, sendo campeão mundial? A cobrança, por mais que seja velada, ia vir e muito forte. Viraria um pobre cara que ganhou um ano e depois virou piada. Já tinha conquistado sua meta. Ficou feliz, escreveu seu nome na história do automobilismo. Tchau e bença. Coitado de quem o substituiria... Ia ser ainda mais, carta fora do baralho para os dirigentes da Mercedes.
Escolheram o (até então) possivelmente talentoso, Valtteri Bottas. E é aí que o gráfico muda.

2017 - Hamilton: 383 pontos. Vettel: 317 pontos. Bottas: 305 pontos.

É aqui, em 2017 que as relações de carros potentes e pouca competitividade salta aos olhos. Coincidentemente é quando a F1 e a Liberty tiveram notoriedade. 
A Liberty Media, conglomerado de telecomunicações estadunidenses comprou a F1, e foi anunciado o acordo em setembro de 2016. 
A expectativa era que a F1 se tornasse uma grande categoria, já que americanos para eventos esportivos eram e são muito famosos. Basta dar uma olhada em toda a apoteose que fazem com a liga de futebol americano, a NFL, todo ano. Logo que houve a compra, as declarações davam conta exatamente disso: de transformar a F1 em uma NFL da vida. 
Isso poderia ser interessante, desde que eles pegassem princípios bons da liga: o teto orçamentário e a possibilidade de chances de reajustar o time para o ano seguinte àquela equipe cujo rendimento na temporada tenha propiciado a última colocação geral.
Havia esperança, mas não era coisa que parecia que ia acontecer. Eu quase suspeitei que a F1 ia ser só festa e marketing. 
Devia ter batido três vezes numa madeira. 

Todos os três primeiros pilotos, em 2017, terminaram na casa dos 300 pontos. Até o "novato" Bottas. A surpresa era a Ferrari ter melhorado, mas não o suficiente. Alguma coisa, administrativo ou mecânico, faz dos carros da equipe e os pilotos nunca serem bons o suficiente, desde 2008. A melhora da equipe vermelha ia ter uma resposta bizarra, no ano seguinte.

2018 - Hamilton: 420 pontos. Vettel: 320 pontos. Kimi: 251 pontos.

100 pontos de diferença. Cem! Dizer que estava chato, era coisa de poucos de nós. Tanto que o senso comum deste ano fatídico era uma verdadeira ladainha: Vettel perdeu o campeonato porque é desequilibrado mentalmente, afinal, "a Ferrari tem o melhor carro do grid". Será que podemos jogar a culpa toda, num dado mental que só podemos supor que exista?
Räikkönen reforçou que a Ferrari era o melhor carro terminando a seua segunda última temporada na Ferrari com 251 pontos. 
Penso eu que, se isso fosse verdade, mesmo com erros, Vettel teria, pelo menos, fechado o ano com 360 pontos, e Kimi, somado algo em torno dos 300 pontos.

"Hamilton é melhor do que Vettel". Até parece ser isso. Olhando bem, Vettel teve nos seus bons tempos, pelo menos, 4 concorrentes de peso, ao título, entre eles - goste ou não goste - Fernando Alonso. Ainda mais, entre eles, o companheiro de equipe, Mark Webber, que teve sim, em tese, e sem teoria conspiratórias, o mesmo carro.

Hamilton teve mais, e superou todos com louvor, menos Rosberg. Vejam bem: o único que Vettel e Hamilton enfrentou de "rival" chama-se Kimi Räikkönen. Os demais, não aparecem na lista de rivais de Hamilton, como Button ou Alonso. Webber se aposentou, então Hamilton enfrentou seu substituto imediato: Ricciardo. 
Da lista de Hamilton, ele teve a "distração" de perder o campeonato para Rosberg, companheiro de equipe. Ainda assim, a sua raiva deve ter sido sumariamente egoísta, pois Rosberg era de sua própria equipe. A solução seria muito simples: Bastaria chorar por um companheiro capacho, que todos seus problemas estariam rapidamente resolvidos, logo no ano seguinte.
Vamos concordar que foi, mais ou menos isso?

Além disso, ele enfrentou um Vettel com uma Ferrari instável, um Räikkönen combativo, mas nem tanto. Acrescentamos um companheiro inexpressivo como o Bottas e estava mais fácil que descascar uma banana. Não enfrentou um abacaxi. No máximo, Ricciardo, que nem ainda tem seu nome no Hall da Fama. Era e ainda é apenas promessa.
Em 2019, por Ricciardo ter, cascado fora da RBR, mostra que não tinha carro, tinha mais era vontade.

"A era Vettel foi muito mais chata". Foram só 4 anos, e dois deles, disputados até a última corrida.
"Vettel venceu porque tinha o melhor carro". Mas Webber não ameaçou ele de forma que perigasse perder o título em nenhum dos anos.
"Hamilton é melhor que Vettel". Hamilton nunca superou os mesmos rivais, nem mesmo, experimentou fazer seus feitos grandiosos com uma equipe de motor desconhecido. 

E a que eu mais gosto: "Vettel é ruim, se ele não tiver uma equipe que trabalha para ele, ele não faz nada..." 
O Hamilton saiu da McLaren antes da equipe começar a ruir. De repente, a Mercedes, que teve até Michael Schumacher no corpo de pilotos, dispensou o heptacampeão e em um ano, resolveu todos os seus problemas internos e questões de confiabilidade no carro. Tanto que Hamilton em seu segundo ano na Mercedes, somou 384 pontos e Rosberg 317. 
Sejamos bem sinceros? Desde 2007, Hamilton ganha as coisas, no grito. Experimentem observá-lo longe da primeira colocação. Basta um segundo lugar, com um zambetante ponteiro. É choro e vela no rádio, como qualquer outro.
Não se enganem: ele também bate o pé. O problema é que a Mercedes não tem histórico como a Ferrari de nas caras de qualquer mulambento, que trabalham para um piloto específico e o outro que se lasca.
Mal Kimi saiu da Ferrari, e "ele é genial na Alfa-Romeo". Na Ferrari, tudo quanto é crítico achava que Kimi "deveria ser mandado embora". 
Mal entrou, e "Leclerc sofre porque a equipe trabalha só para o Vettel". Eles iam mesmo, fazer o possível para trazer o cara, honrar pré-contrato e fazer o papelão que estão fazendo até agora?

Temos todas as armas para afirmar tudo isso. Grandes argumentos.

Mas, vou declinar deles, todos, se me permitem. Não vejo assim. E olha que não sou fã do Sebastian Vettel. Caso alguém ainda duvide, sou fã do Kimi Räikkönen. Mas, convictamente, não tenho empatia pelo Lewis Hamilton

A temporada 2019, já começa a dar sinais de fazer parte do mesmo gráfico: Hamilton já tem 187 pontos, em 8 corridas. 6 vitórias, 8 pódios. Bottas é o segundo, com 151. Já temos a dobradinha da Mercedes, fácil, pela quarta vez em 6 do total.
Vettel o terceiro, agora que alcançou a casa dos 100, com 111 pontos. É perigoso Hamilton passar dos 450. 
Vencendo todas as 13 corridas que restam (o que parece ser a premissa mais próxima do real) Hamilton terá 325 pontos, que somados aos 187, pasmem, dá 512.

Ele detêm recordes de poles, de vitórias e o escambau. Com esse sistema de pontuação, será o maior pontuador da história, e ninguém questionará essa "facilitação" matemática, digamos assim.

"Hamilton é melhor que Vettel".

Será?

Abraços afáveis!

4 comentários:

diogo felipe disse...

Manu. Sei q vc não gosta mesmo do Hamilton, mas tá se tornando fã do Vettel sim. Hue hue. Concordo com quase tudo do q escrevestes, mas vamos lá:

"Vettel venceu porque tinha o melhor carro"

Claro q venceu, Hamilton idem. Schumacher, Senna, prost🤪, idem.

A era Vettel foi chata sim, menos q a era Hamilton e a era Schumacher.

Comparar Webber com Rosberg é brincadeira. Webber era leão de treino. Vide que o novo conquistou o título.

No frigir dos ovos eu acho q o Hamilton e melhor q o Vettel, mas não é mito. Mas vai se tornar um piloto comparável ao Schumacher pq vai superalo nos números.

Abraço afável 😉

Carol Reis disse...

Tb n acho q o Hamilton seja esse mágico todo. Quase perde o título p Massa, foi ofuscado pelo Button e basicamnt só teve q lidar com o Rosberg daí em diante, até 2018, quando o Vettel começou bem o campeonato. O alemão errou, mas duvido que esses erros tenham feito o Hamilton levar o prêmio. É q nem o erro do Vettel esse ano no Bahrein. Disseram q aquilo lhe custou a vitória naquela corrida, o que eu duvido muito. Prejudicou a equipe e ele? Sim. Mas achar q tinha chances de vitória foi d+. A mesma coisa aconteceu na segunda parte do campeonato do ano passado.

Duvido q o carro da Ferrari em 2018 tenha sido o melhor do grid, mas acredito q foi o q + se aproximou do carro número 1 desde 2008. Entretanto, a diferença entre Hamilton e Vettel foi de 100 pontos, é mt coisa. Não daria p abrir uma diferença assim se a Ferrari estivesse no mesmo nível q a Mercedes de fato. E p mim nem adianta falar no Bottas, o cara é um medíocre. Simpatizo e até gosto dele, mas é um medíocre. Foi o Gasly de 2018, aquele companheiro de equipe q tem um desempenho lamentável, msm tendo uma máquina melhor em mãos. Nem o Webber passou essa vergonha.

Falando no Webber, eu achei q a vitória em 2010 seria dele ou do Alonso, aí o Vettel apareceu e conquistou a rbr p ele, do mesmo jeito que o Verstappen faria uns anos depois. Webber fez muito bem em sair da F1, ganhou WEC e tudo. Deveria ter saído antes da categoria, assim como o Alonso também deveria ter saído.

Voltando ao Hamilton, não acho q ele seja ruim, acho superestimado. Acredito q esse é o normal da imprensa aliás; o cara q está no alto sempre vai ser tratado como divindade, até ele ter uma fase ruim. O q me incomoda de vdd no Hamilton é o fato dele ser um ator, é o cara + dissimulado do grid. Tirando as coisas q fala no calor do momento, por impulso, nada do que ele diz ou faz parece ser natural. Ele é muito fake, enquanto personalidade. Tudo ali parece ser estrategicamnt pensado pelo PR. Não é como o Raikkonen e o Ricciardo, por exemplo, que vc sente uma honestidade na forma deles de ser e por isso as pessoas simpatizam tanto com eles.

O Vettel teve um desempenho apagado em 2014 em relação ao Ricciardo, muito provavelmnt porque esse último se adaptou aos motores híbridos muito + facilmente do que o alemão. No ano seguinte, o Kvyat superou o Ricciardo, mas curiosamnt todos se esquecem desse detalhe. O Ricciardo merecia um título, mas sinceramnt, acho que ele nunca conseguirá ir p uma equipe de ponta. Pelo menos a renault paga bem.

A Ferrari desde 2014 vem tendo a melhor dupla, mas a equipe é um caos e o pior é que não dá sinais de melhora. Toda hora tem uma cagada. O Raikkonen ter ido p alfa romeo certamnt foi uma benção p ele. Não o vejo como desmotivado, vejo o finlandês como um cara que não tem paciência p lidar com politicagens, daí o fato dele "aceitar" ser o n 2 várias vezes. Na Ferrari, ele poderia ganhar uma corrida ou outra, mas teria que lidar com a politicagem. Já na alfa romeo, ele não vai ganhar nada, mas a liberdade por lá é maior. Já que ele não leva mais nenhum campeonato mesmo, a decisão de ir p uma equipe como a alfa foi um acerto. A saúde mental dele deve agradecer.

Durante esses anos todos da era Hamilton, o Rosberg foi a única ameaça de fato q o inglês teve e concordo também q a decisão dele se retirar foi muito sábia. Foi um companheiro de equipe superior ao Bottas pq além de pilotar melhor, tentou ser combativo (mesmo não sendo grande coisa). O Toto Wolff disse com todas as letras que não contratou o Alonso p a vaga do Rosberg porque queria evitar uma guerra dentro da equipe. Assim, fico só imaginando o q o Rosberg teve q enfrentar p poder ser o n 1. Não deve ser fácil vc querer vitórias e a sua própria equipe mandar vc sossegar o faixo p n trazer instabilidade emocional ao grupo e um possível resultado desastroso nas pistas, como acabou acontecendo uma vez. Ele tava certíssimo em sair, só acho engraçado ele fazer vídeo criticando o Vettel sobre lidar com pressão, quando ele próprio pulou do barco rsrsrs.

Carol Reis disse...

A F1 sempre tem uma equipe dominante. Eu aceito isso, fazendo careta, mas aceito, já to velha. Agora é fato q a época do Vettel foi melhor. A temporada 2012 teve o melhor primeiro semestre em muito tempo, vários vencedores. Só n foi melhor q 2010 pq a disputa se resumiu a Alonso e Vettel, enqto q em 2010 a briga foi até o final entre + de um piloto. A gnt podia sonhar naqueles anos, tirando 2011 e 2013, que foi passeio da rbr. Desde 2014 p cá, só 2016 é q foi interessante de fato, porque veio com um resultado inesperado e uma briga interna q se arrastou até o final. Os outros anos da era Hamilton teriam sido melhores se fossem + acirrados, mesmo que ele ganhasse no final, mas não. Ele ganha o campeonato com umas 2 corridas de antecedência, não tem boa vontade fã que aguente.

Manu disse...

Diogo: tentei ser imparcial e falhei miseravelmente? Eita, me esforcei tanto... rsrsrsrs...
Ainda que não concorde, respeito vc, sabe disso. Mas só uma dendo: comparei Webber e Rosberg não por capacidades, mas por serem os companheiros de equipe que "perturbaram" os planos de Vettel e Hamilton, respectivamente. Se pareceu que comparei eles, enquanto pilotos, foi uma falha.

Carol: acho que concordamos sempre e vc acrescenta muito ao meu texto, de forma que me resta pouco a comentar. Tanto que vc escreveu pensamentos que estão intrinsecamente ligados aos meus, embora eu não tenha explorado todos os pontos, com medo do texto ficar ilegível. ;)

Abraços afáveis aos dois!