quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Versões Boas, Ruins ou Melhores? Last Kiss

Em 2015, quando fui ao show em São Paulo do Pearl Jam tive uma das maravilhas da experiência de estar num show ao vivo de uma banda da qual gosto bastante.
Essas coisas valem mais do que dinheiro (muito dinheiro) gasto: os bolsos ficam vazios, mas os coração fica cheio de entusiasmo e a mente leve e renovada. 
Mas como tudo na vida, tem sempre um (ou vários) contra(s): voltar dos shows é se deparar com comentários alheios que você nunca saberá se são de inveja ou simplesmente, infelizes. 
Em 2010 eu tinha ido ver o Metallica. Um monte de gente achou que, além de estar nadando no dinheiro, eu era "maluca de querer ir num show destes", fazendo alusão à má fama que metaleiros tem em termos de violência e bebedeiras. Convenhamos, uma bobagem dizer isso. Ficou parecendo como se em show de dupla sertaneja as pessoas fossem lá para rezarem um terço... ¬¬'
Outra má situação de ir à shows internacionais de bandas que prestam o serviço agradável para se chamarem de "músicos", é se expor em fotos sua alegria e alguns dizerem para você que gostariam de ter ido, mas não foram por conta da falta de dinheiro. A falta de dinheiro nunca é problema para estas mesmas pessoas que frequentam bares e festas todos os fins de semana do ano, então, não vejo porque não guardar dinheiro para estar em um show do que ir arrebentar o fígado no #sextou...

Foi depois do show do Pearl Jam que ouvi a pior das situações. Ao se tratar de uma banda da qual ninguém acha que sou "maluca por ir", muitos exaltaram as fotos publicadas e perguntaram como foi o evento. Entusiasmada, respondia prontamente o quanto tinha sido ótimo. Todo mundo que era apenas "curioso" para saber como foi, levantava a pergunta: "E aí, eles tocaram 'Last Kiss'?"
Após a minha negativa, 90% das pessoas que questionaram isso, ficaram indignadas: "Como é que pode, não tocar a música mais famosa deles?!" Surpresa, eu fazia cara de paisagem, mas por dentro estava assim:


Esse post de versões está sempre aparecendo aqui no blog, e já tivemos algumas postagens mais antigas que podem ser acompanhadas pelo link Especial 1: Versões/Covers na aba acima. 
Dedico essa postagem especialmente para os "Indignaldos" e "Indignaldas" que questionaram a não execução de "Last Kiss" no show do Pearl Jam em São Paulo em novembro de 2015.

"Last Kiss" não deve ser a música mais famosa do Pearl Jam. Por uma razão talvez boba, mas para mim, categórica: se tratarmos essa canção como a mais famosa, então temos um problemão! A banda, que tem 10 álbuns de estúdio e com músicas autorais, falhou miseravelmente em ser uma banda... Oras, então o que sobra para "Jeremy", "Even Flow", "Black"...?

É, é isso mesmo: "Last Kiss" é uma música cover. São duas "bronquinhas" nesse post - uma leve, à para dizer que não é deles. Sim, estou ciente que nem todo mundo é obrigado a saber disso. A segunda também é leve, pois se pressupôs que a música fosse deles, pois se popularizou um pouco mais com eles. Mas daí dizer que é a mais famosa deles, é um passo para dizer que é a melhor... E esqueça todas as outras?! Isso não só é falta de informação como uma generalização burra, mas que acontece mais do que deveria.

Ouvimos a original e as versões?

Original: Wayne Cochran & The C.C. Riders
Composição: Wayne Cochran
Álbum: -
Lançamento: 1962
Estilo: Soul


Botem reparo nessa belezura de topete! Rsrsrsrsrs... Era considerado "O Cavaleiro Branco do Soul". Mas olha... Topete de respeito esse!... (risos).
Wayne Cochran inspirou-se no acidente ocorrido em  dezembro de 1962, em Barnesville no estado da Georgia na qual os jovens Jeanette Clark e L. Hancok, que era o motorista, tinham 16 anos e estavam com mais três amigos em um Chevrolet 1954 em intenso tráfego, quando atingiram um caminhão que carregava madeiras. Clark, Hancok e um dos amigos morreram; os outros dois ficaram feridos. Cochran dedicou a música à Jeanette Clark, por isso a letra trágica.

De acordo com wikipédia (é, fazer o quê, as vezes é uma fonte confiável, as vezes não...) Cochran faleceu em novembro do ano passado. 
Abaixo, a versão que popularizou a canção é bem anterior ao Pearl Jam.

Versão 1: J. Frank Wilson and The Cavaliers
Álbum: Last Kiss
Lançamento: 1964



Bem semelhante à primeira, a canção tomou fama... Mas ganhou o mundo na voz de Eddie Vedder.

Versão 2: Pearl Jam
Álbum: (Single) Last Kiss
Lançamento: 1999
Estilo: Rock Alternativo


Comecei a postagem contando que fui à um show do Pearl Jam, então creio que estou isenta de escolher a favorita, não é? Hehehehe...
Comentem e, se quiserem, sugerir versões para que eu comente por aqui, sou toda "ouvidos"!

Abraços afáveis! 

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