terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Versões boas, ruins ou melhores? Still Loving You

"Still Loving You" é uma das baladas hard rock mais conhecidas até por aquela pessoinha que só compra cd pirata da banda Calipso (se é que ainda isso existe).

Essa música teve uma situação engraçada que presenciei. Estive em um bar, certa vez e o estabelecimento tinha um cômodo lateral em que cabia umas 50 pessoas para bandas ao vivo. Uma bandinha de hard rock se apresentou nesse bar quando fui. Era uma banda de hard rock oitentista bem antiquada já para os anos 2000 e bem estranha para uma cidade pequena de interior. Os caras andavam sem nenhuma preocupação de calças de lycra/legging brilhentas na faculdade - de onde conhecia de vista alguns membros. Eles tinham composições próprias e não só podiam usar essas coisas, como também tinham talento.

Curtindo o showzinho da banda, vi um casal discutindo. O abestado do namorado era meu conhecido - meu amigo, na verdade, que depois que começou a namorar, deixou a vida social de lado e parecia viver apenas para ela. Ele se afastou de mim, que era amiga recente, mas também de seus amigos mais antigos. Coisas da vida. Eu não soube o motivo da discussão, sei que ela saiu de perto dele, se juntou à uma mocinha que estava próxima a mim com um casaco sobretudo e um vestido quase transparente por baixo que tinha me chamado atenção pela atitude. Não estava calor, mas o frio não pedia um sobretudo. Ela era bem nova, menor de idade, com uns 13 anos na época. Eu conhecia sua irmã e já tinha estudado na mesma escola que ela. Sabia que era bem novinha. A mocinha, vestida como uma groupie de interior, se oferecia para um cabeludo que estava acompanhando a banda. O cara, devia ter minha idade, cerca de 21 anos, na época. A cena era feia as vezes, e por isso, eu achei desagradável a situação, mas piorou quando a namorada do tal cara deixou de discutir com ele e se juntou com a novinha. As duas decidiram beber uma cerveja e foi juntando outras meninas, outras mini-groupies de interior... Elas riam e davam olhadinhas de lado e o trouxa lá no canto, de braços cruzados. Digo trouxa porque o que me pareceu era que ele - que não bebe - teve de ver a namorada ficar entre as "empolgadinhas", se nutrindo de um fermentado alcoólico.
Até que ele veio ao palco, num intervalo e conversou com o vocalista que fez uma cara estranha e disse no microfone: "O amigo aqui quer que toquemos uma música para a namorada dele. Fera, a gente não ensaiou ela, na verdade não me lembro de já termos tocado, mas vamos fazer o refrão só para não passar em branco, pode ser?"
E tocaram o refrão de "Still Loving You"...

Na hora achei uma infeliz reação e uma situação deveras brega. Mas, quem era eu para julgar? Além disso, os caras da banda fizeram uma expressão como se alguém tivesse pedido para tocar "Raul". Felizmente acho que depois eles pensaram bem e que poderia ser pior: poderiam ter pedido "Faroeste Caboclo", rsrsrsrsrs... Enfim, a moça ficou sem jeito, mesmo assim ela terminou a cerveja e se sentou perto dele. Ela passou o resto do show ouvindo ele falar com ela, e olhando para as meninas com quem ela estava, se dando melhor (ou pior, vai saber...) na noite do que ela.

Essa música ficou com a imagemzinha na minha cabeça como "algo para nuca se fazer num show de banda de garagem, nem com o companheiro(a)". Fica a dica para quem entendeu minha reação diante do fato, hehehehe...

Vamos à música e a versão!
A versão original cantada pelo Scorpions não é péssima. Mas basta uma repetição de mais de três vezes e ouso dizer que é possível arremessar o aparelho que está tocando a música na parede com você esbravejando umas maldições à Klaus Meine. À não ser que você esteja em profunda paixão (e mesmo assim, acho que há outras melhores músicas para ouvir à pensar pelo amado-amada) não vejo outro motivo por colocar a música no modo "repeat".
Já a versão, abriu ouvidos para uma coisa diferente: metal melódico, com um toque de speed metal e uma voz menos "gemida" que a de Meine - que por sinal, é um paradoxo: Ele é todo pimpão na cantoria, meio erotizado naquela lamuria cantante, mas ao mesmo tempo é tão feio que dá até dó. Não se pode ter tudo na vida mesmo...

Original: Scorpions
Compositores: Rudolf Schenker e Klaus Meine
Álbum: Love at First Sting
Lançamento: Junho de 1984
Estilo: Power Ballad, Hard rock


Versão: Sonata Arctica
Álbum: Talkatavi (EP)
Lançamento: 21 de novembro de 2003
Estilo: Power Metal, Speed Metal


Um pouco de agitação numa balada as vezes pode ser necessária. 
E vocês, o que acharam da mudança?

Abraços afáveis! 

PS: Como sempre, outras versões já passaram por aqui, se você ainda não viu todas, clique na aba Especial 1: Versões/Covers.

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