sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Talvez a última postagem esse ano sobre F1

Dada a ainda expectativa de quem vai substituir Nico Rosberg que deixou a Mercedes a ver navios - que ainda, acho, sinceramente, sem sombra de dúvidas, a melhor coisa que ele já fez na F1, inclusive, antes mesmo, de ter, vencido, um campeonato, em cima, do master-chato, Lewis Hamilton. (Sim, as virgulas são para dar ênfase em todo o esquema da frase.)

Na Mercedes então, o posto está vago e apesar de Toto e Lauda encherem as bocas para exemplificarem que 90% do grid atual andou sondando eles por telefone. Isso parece só ter sido uma jogada de marketing daquelas bem safadas, a ponto de dizerem que todo mundo ligou exceto Raikkonen e Kvyat. 
Hum. Sei. 
Vettel com certeza ligou. Alonso também. E certo, a Mercedes espera que a gente compre essa ideia? 
Eu, já aviso, que estou sem grana.

O grande lance é o seguinte: contratos tem cláusulas de rompimento. Pilotos que não honram seus contratos, são mau vistos (pelo menos penso que sim) uma vez que se eles abandonam uma equipe porque viram chances melhores em outra, pode fazer o mesmo quando aquela escolhida entrar em decadência. Isso me parece coisa que Lewis Hamilton faria, pois, sejamos pragmáticos, de certa forma, ele já fez.
Contrato podem ser rasgados. As equipes também não são ingênuas. Elas tem os seus esquemas. Mas lembrando de um caso bem recente: para ter Alonso, a Ferrari teve duas escolhas - ou mandar o Massa embora ou mandar o Kimi embora. A escolha foi Kimi, afinal, Massa era "a funcionária grávida da empresa" - com recuperação pelo acidente da molada na cabeça, mandar o cara passear em outra equipe seria um tanto covardia. Não que eles não fossem capazes, mas certamente, a cláusula de rompimento de contrato com o Kimi não custaria tanto quanto um processo por conta da demissão do Massa. Só de bolsos cheios é que Kimi foi fazer 2 anos de felizes estripulias no WRC. E nós fãs choramos com a injustiça, mas hoje, eu pelo menos, sei que a Ferrari soube bem o que fazia assim como Kimi também não era ingênuo.
E se tratando de ingenuidade, se alguém achou que a Ferrari optou por Kimi ao invés de Massa porque não queria brigas internas, me expliquem como, em 2014, Alonso e Kimi coexistiram amigavelmente, sem farpas?
Me expliquem também essa pataquada de "tem que saber qual vai ser o segundo piloto, porque dependendo do primeiro, pode ser que saia confusão" se, quando os envolvidos são dois pilotos sem frescuras, as coisas fluem bem, como é o caso da Ferrari, hoje?

Então, na boa? A Mercedes só precisa de um capacho muito tapado para acompanhar Lewis Hamilton, pois ele é o motivo da rasteira do Nico Rsoberg, que foi desmerecido esse tempo todo e até ele, sabendo falar 5 idiomas e criado em berço de ouro, chegar no seu limite e incendiar o "f*d@-se" em um momento muito bom para mostrar um básico: "se sou substituível, tomem essa!"
Agora, jogando com as poucas opções que restam no tabuleiro, adivinhem? Tenho certeza que não estão achando um piloto que sirva de capacho tapado, que aceita tudo calado (não, a rima não foi proposital) e que seja ainda assim, um piloto. Resta saber se eles querem um capacho tapado, um capacho piloto.

A HAAS já tem Romain Grosjean e Kevin Magnussen. A equipe parecia promissora no começo da temporada, mas depois, foi minando as boas expectativas.
A Renault decidiu por alguma bizarrice interna, manter Jolyon Palmer e contratar Nico Hulkenberg. É uma equipe  muito abaixo do esperado então, sinto pena por Hulk ter caído lá. Ele é o piloto mais injustiçado desse grid.
A McLaren ainda está inconstante, mas ainda tem promessas na gaveta, só falta elas começarem a se realizar. Com a saída de Button, eles ficam ainda sugando - a já quase no fim paciência - de Fernando Alonso e botam para trabalhar Stoffel Vandoorne.
A Ferrari mantém Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel sem razões (ainda) para mudar. Embora eu achasse que Kimi pudesse ir cuidar dos filhos e ter uma vidinha mais tranquila, ele parece ver ainda algo de emocionante em tentar tirar leite de pedra na equipe - que tende a querer algo mais de Vettel que algo dele.
A Red Bull sabiamente também segura os dois melhores pilotos da nova geração, Daniel Ricciardo e Max Verstappen. Acho que seria de bom grado que alguém desse ao Verstappen um pouco mais de peito para fazer as coisas. Não no sentido de "coragem" porque a gente sabe que ele tem, mas no sentido de fazer as coisas e assumir tudo, além de ensinar o conceito de hipocrisia, para evitar que ele acuse os outros de "imprudência".
A Force India, ao perder Hulk, poderia muito bem ter ido buscar algo mais descente do que Esteban Ocon... Mas enfim, cada qual, com seus cada quais. Eles mantém o Sérgio Pérez, que depois que saiu da McLaren e quase foi forçado a entrar na equipe, parece ter conquistado um pessoal lá.
A Toro Rosso manterá Carlos Sainz Jr. e o "retorno do não ido" Daniil Kvyat que parece que mesmo ao ter sido "rebaixado" por um motivo bobo (o que a mídia conheceu e divulgou), se sente confortável na tal STR.
Na Williams, permanece Vatteri Bottas, e com a saída do Massa, colocaram lá um tal de Lance Stroll e tudo que sabemos é que ele parece o ator Taylor Lautner e é canadense.
A Sauber parece estar mesmo mal pra caramba porque não renovou com Felipe Nars e mantem na lista apenas Marcus Ericsson.
E a Manor, bem... A Manor não tem nada avisado. Ninguém está muito preocupado, também.

Os rumores dão conta de que dos caras que supostamente teriam ligado para Toto Wolff, Vettel já manifestou que ele tem um contrato e achava que isso estava claro. Ao pensarem que Alonso era uma dessas pessoas dessas desesperadas - e certamente, imaginaram também que ele tem perda de memória recente, e que tenha se esquecido de 2007 completamente - Briattore reiterou que ele tem um contrato com a McLaren e que ele vai honrá-lo. Básico como Vettel. Outros rumores pontam Bottas tbm, na vaga de Rosberg. Nada ainda parece se caminhar para confirmações.
Nenhum destes se configura como capachos tapados. Mas muito me espanta que não tenha surgido  um Felipe Massa arrependido, ou mesmo pequeníssimos boatos de assinar mais um contrato com agora, em uma equipe que "daria chances para ele vencer".
Até o fechamento dessa postagem, acabo de ver em um tuíte pouco confiável que a Mercedes teria "achado" seu capacho tapado: Pascal Werhlein, faltando apenas, uma definição mais concreta.
É esperar para ver, mas sinceramente... Que ano nos aguarda 2017, hein? Ai, ai...

Abraços afáveis!

3 comentários:

mário Paz disse...

Hamilton "máster-chato" e Massa "funcionária grávida da empresa"...tô rachando de rir até agora, totalmente pertinentes...

Manu disse...

Rsrsrsrsrsrs...
Obrigada pelo comentário Mário Paz!

Abs!

Mateus Moraes disse...

Legal achar na net uma nova visão sobre F1. As equipes pensam muito nos patrocínios dos pilotos, no caso do Canadense na Willians é o "paitrocínio", o homem nada mais que é o dono da pista de Montreal, comprou o carro de 2014 da equipe e alugou Yas Marina para ele praticar, ah eu com um pai desses kkkkk. Agora é torcer para que a Willians venha forte para o ano que vem e a Manor comece a andar de verdade, pois se Nasr ficar na F1 é bem provável que seja por lá. Bom, muita coisa está por acontecer ano que vem, mudança da regra, carros novos, enfim, podemos ver as pequenas virando gigantes e as grandes (Dona Mercedes) terem problemas. Aguardo ansiosamente pela nova temporada. Parabéns pelo blog!!