segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Drops pré Natal


Drop 1: Surgiu na semana passada um indício da volta dos que não foram. 
Anunciando uma "corajosa" aposentadoria em meados de setembro, Felipe Massa foi não só aclamado pelos pachecos, como até muito bem respeitado pelos demais. Em Interlagos, houve quem derramasse umas lágrimas com a homenagem bonita e sincera das demais equipes, nos boxes, enquanto ele passava por ali. 
Eu, mais que nunca, cheguei a comentar, tanto a aposentadoria, quanto a homenagem. Vocês tem aí a chance de reler essas postagens para confirmarem que, apesar de fazer umas brincadeiras, eu mantive um respeito que - baseada na minha genuína implicância para com o piloto, foi muito, foi bastante, o máximo que eu pude, dentro do bom senso e dentro da "educação" de não sair xingando os outros à esmo, realçando uma opinião vazia e sem noção como um hater - troll - babaca da web, só porque quis.
Semana passada veio à tona que, possivelmente, a Williams estaria desenvolvendo um contrato com Massa no afã de substituir Valtteri Bottas e colocá-lo como mentor de Lance Stroll. Bottas estaria fazendo a burrada de ir ser trouxa na Mercedes, substituindo Nico Rosberg. 
Mas mais trouxa que ele, somos nós, os mecânicos das equipes e os que se emocionaram com a despedida de Massa. Voltar a ocupar um cockpit que nem esfriou, é mais uma vez, mais uma razão para eu ter arrependido de não ter sido mais fria com esse cara. A primeira vez, foi lá quando foi campeão por 20 segundos, que eu cheguei a ficar com dó. Depois, quando ele saiu do hospital, acusando um certo companheiro de não ter ido vê-lo quando "machucado", me deu apenas raiva da sua infantilidade. Tudo só piorou com as inúmeras vezes em que soltou pérolas com relação à companheiros que só tiveram duas únicas funções, (as vezes as duas juntas, numa mesma declaração): mostrar incompetência e dor de cotovelo.
Se isso é mais isso que nos espera para a temporada de 2017, podem esperar que eu não vou ser boazinha mais com esse cara, nem a p@#!



Drop 2: O chororô das redes sociais é mais uma gota d'água nesse copinho de 2016 já cheio. 
O pessoal anda reclamando de tudo, mas usa um bizarro cabresto super sem noção. Votaram na senhora lá e agora reclamam quando o vice coloca tudo de mais absurdo dos planos de governo DELA, em prática. E atribuem isso à maré das porcarias do ano, em atos suplicantes acompanhados de frases "acaba logo 2016". 
Parece que todo mundo esqueceu que 2015 também foi uma porcariona: Samarcos e atentados europeus então, tudo chuchu beleza? Ninguém liga? Oriente Médio pegando fogo todos os anos, e de repente, isso é coisa só de 2016?  E o janeiro desse ano em que perdemos grandes personalidades e o pessoal não falou que era resquício de 2015? 
Todo ano tem coisa horrível, minha gente. A gente perde parentes queridos, tem um grande desastre que mata um punhado de gente que esteve no lugar errado e na hora errada, e sabem, parece que todo fim de ano tem que ter esse tipo de coisa, só para lembrarmos do programa "Retrospectiva". Todo ano - mais marcado que show do Roberto Carlos na Globo - é que esse o programa em que todo mundo lamenta porque "tem muita desgraça para contar". E adivinhem? Se tivesse só coisa boa, vocês parariam para assistir e comentar? Duvido. Desgraças, tragédias, vendem mais. 
Nestes últimos dias, eu postei 2 coisas sérias em meio a piadinhas no Facebook; um vídeo falando de corrupção e um link com as fotos mais "fofas" de 2016. As duas, só teve uma curtida cada, da minha irmã. Viram? E vocês aí preocupados com o que é melhor: se é biscoito ou bolacha? Se é Toddy ou Nescau? Ou ainda, se você vai conseguir vencer a batalha do "separar as passas do arroz" da festa de Natal?! E de repente acontece uma coisa ruim, *puff*: "acaba logo, ano dos infernos". 
Só porque o Brasil teve Impeachment e os EUA elegeu um "pulha" tudo é razão para dramas além da conta e uns: "ah, dá licença que esse é o pior ano de todos os tempos"? Give me break. PLEASE.
Respirem, lamentem, mas não surtem.



Drop 3: Do triunfo da felicidade à tristeza da derrota.
Em fevereiro deste ano, meu time de futebol americano, da liga americana, Denver Broncos, venceu o Super Bowl 50, depois de ir aos playoffs toda vez, desde que optei por torcer por eles, pouco antes do SB 47. 
Presenciei a sofrência da má escolha técnica contra o Baltimore Ravens e perdia a chance de vê-los no SB deste ano. No ano seguinte, sofri com um jogo apático e bizarro, recheado de drops dos recebedores, no SB 48, contra os carrascos do Seattle Seahawks. No SB 49, a gente se perdeu no caminho e o ano seguinte seria complicado em termos de uma impropriedade de equilíbrio do time como um todo. Pelo menos, contaram com a força e empenho de alguns, e a experiência do grande Peyton Manning - razão pela qual me apaixonei de vez pelo esporte (a segunda razão chama-se Drew Brees) - chegaram ao SB 50, e venceram em cima do overrated time do Carolina Panthers. 
Alegria de um mês, a gratidão no mês seguinte: Peyton decidiu se aposentar logo no mês seguinte e assim, o futuro do time escolhido ficou meio que entre nuvens.
Offseasons dos esportes deixam a gente com minhocas na cabeça; pelo lado de que o Broncos perdeu um QB backup que não me agradava, eles tendiam a manter na liderança um que pouca serventia teve em outros times da NFL. Com Mark Sanchez dispensado e com um QB draftado e amadinho por John Elway no banco, o Broncos decidiu por Trevor Siemian como QB1, que era reserva de Brock Osweiler que migrou para o Houston Texans por uma grana muito boa para ele.
O primeiro jogo contra o Panthers não me empolgou, mas também não me fez querer jogar tudo para cima. Para mim, seria mais do que bom 8 vitórias e 8 derrotas no ano, dada a inexperiência do QB, apenas em seu segundo ano no time. Porém, os jogos seguintes mostraram um grande potencial para Siemian, e ele inclusive fez um jogo excelente contra o Cincinnati Bengals na semana 3. 
Comparações são não só ruins como também podem ser injustas, mas eu, senti um pouco de Peyton Manning nele, e ousei pensar que estaria bem satisfeita que ele continuasse como QB1 do time, mantendo uma boa reação com ele e achando muito mais boa coisa que Osweiler. Depois disso, algumas lesões fizeram com que ele mostrasse algumas inabilidades, a OL do time também foi deixando ele cada vez mais frágil, e as derrotas começaram a surgir. A primeira derrota foi contra o Chargers, o pior jogo que vi dele. Alguns críticos começaram a colocar na conta dele a maioria do erros, mas eu senti que havia algo a mais naquele cara que parecia tudo, menos displicente. Todas as entrevistas dele pré jogo mostravam um cara que prometia coisas, prometia empenhos: sair mais do pocket, ter mais consistência nos passes, tentar encontrar o balanço, chamar as responsabilidades pelos sacks que tomou - e gerou lesões à longo prazo... E de repente as coisas funcionavam bem, ele tinha mais frieza boa de levar adiante as coisas que propôs resolver. Mas nos últimos jogos, Siemian experimentou números ótimos, porcentagens excelentes. Vi evolução no processo. As derrotas vinham de inconsistência da OL, drops de recebedores ou faltas juvenis. O Broncos quase venceu o Chiefs, com números muito, mas muito bons de Trevor. E assim foi. Todas as derrotas até agora, com lesão ou sem lesão, mostrou um QB da qual eu fiquei satisfeita. Poxa, como fazer o cara com 20 e poucos anos, que não foi draftado, era a terceira opção do time, possivelmente mal pegou na bola em treinos no ano passado ser assim uma maravilha de herói? Ainda mais, tentando substituir Peyton Manning pós um SB vencido. 
Quando Peyton Manning esteve em campo, e as bolas saiam erradas, as pessoas vinham com frases em alto e bons sons de "ele está velho, seu braço não é o mesmo". E quando as bolas vem fáceis, limpas e os recebedores dropam? Continua sendo culpa do QB? Engraçado que quando Siemian saiu para tratar das lesões, esse ataque firmou tudo para que Paxton Lynch jogasse, inclusive, ganhando do Jaguars recentemente, num jogo feio, com números ruins, mas bem, o cara é bom e QB da franquia e tal... Pouco caso dos recebedores com o QB titular?
Ora, o tal no negócio da justiça nos esportes é difícil mesmo de fazer-se presente, hein? 

Ontem, o time enfrentou o Patriots, o Tom Brady, o marido da Gisele, o "greates of the all time"... *ai,ai...o.O * A defesa do Broncos segurou o jogo no mais ou menos, e resultado final: 16 x 3. Nem Brady jogou direito contra o time (por ser tão bom, devia ter atropelado, não é mesmo?) e Trevor não teve seu melhor jogo, mas ele não foi a causa da derrota. O que eram aqueles drops? O que o técnico quer afinal? Que Trevor se transforme em dois da noite para o dia e faça um festejo com a defesa alheia? 
Não sei o que pensar. O pior é ler uns maluquetes querendo as trocas de jogador, de técnico... Ninguém usa a razão nessas horas e mais "p" da vida a gente fica com o fato de colocar a cabeça para tentar entender, deixando o clubismo e a emoção de lado, é que dá para ser melhor que isso. Sinceramente, é de tirar a nossa empolgação.



Mas né...?!
Sejamos coesos? Não há dúvidas, para mim, de que a escolha de sétimo round de Northwestern, Trevor Siemian, seja a melhor escolha para o time e ainda é até o fim da temporada. E digo mais: seria também, a minha opção da temporada que vem, também. Tenho plena confiança que ele vai melhorar ainda mais e se o time tiver uma OL mais decente e recebedores (principalmente Tight Ends) menos displicentes, a gente pode finalizar aqui essa discussão (a meu ver, infundada, mas dada as críticas que ando lendo por aí...)
Trevor é novato, ecom tantas pedras no caminho, tem 16 touchdowns, apenas 7 interceptações (algo que muito rookie extrapola) e 2,700 jardas. Tá ótimo. Com aquela OL e com um jogo corrido inexistente, criticar desse tanto o cara, além de não vai levar a nada, parece coisa de gente presunçosa/pentelha.
De novo, mas, né?! Fazer o quê?

Abraços afáveis!

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