segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Malásia: não boa, mas risível

Podem me chamar de chata, mas certas coisas à essa altura de quem é fã de F1 tornam-se tão necessárias para continuarmos a assistir até o fim que parece sadismo, mas não é.
Depois que voltei da obrigação de civil - votar, ainda que fosse nulo - coloquei a gravação do GP sem muita empolgação para assistir. Passei tudo  de enfadonho e com comentários podres, para frente. Tinha certeza de que o resultado era o mais do mesmo, mas, a esperança estava lá.

Largada "ótima": Vettel tentou fazer um bom início, acabou prejudicando Rosberg e a si mesmo - o primeiro caiu para último e o segundo, abandonou. Vettel foi um pouco inocente na investida. Ele não foi exagerado, ele foi inocente.
Pelo que vi, senhorzinho Verstappen chamou o alemão de "imbecil". E eu me pergunto: como defender esse garoto, se quando ele também é "imbecil", ele tem um discurso completo de que "corridas é assim mesmo?". Isso é competição, meu querido, como você mesmo disse sabiamente tantas outras vezes. Antes de seguir adiante, você precisa saber o que você quer da vida, cara!
(Saudades do Maldonado: esse sim sabia o que queria...)

Mas e daí? Ele vociferou um "imbecil" e só quem sabe a contradição disso é que se importou. No fim da corrida ele teria uma vantajona enorme: terminaria no pódio, melhor que o último colocado - que disputa campeonato.

Corrida simples, e se eu puder dizer até enfadonha - pois passei muita coisa para frente: Massa se ferrando e eu rindo e sofrendo. Esse último sentimento é porque não tenho mais como pedir "aposenta Massa"... :D
Neste meio tempo, Rosberg veio fazendo a corrida de recuperação que o carro lhe possibilita.
As McLarens tbm faziam bom trabalho: mais Alonso, que se teletransportou de último para a zona de pontuação logo na largada. (Coisa de campeão mundial).
Por uma razão que sinceramente eu não sei explicar, Raikkonen, que largou em sexto, ficou várias voltas com possibilidade de pódio para terminar em... quarto. Eu sei que é falta de potência no carro (e não, não é porque ele está velho...) Para essas coisas, o Arrivabene - "Arrivamale" não grita "noooooooo" enquanto é filmado né?

E por falar em filmagens de dirigentes e boxes, é aí que eu termino minha coluna rápida de hoje:
Essa foi a chave da corrida, penso eu. Rosberg chegou em Kimi. Fez uma ultrapassagem muito arrojada, mas que contou com dois caras muito conscientes do que fazem (pois, basta colocar um destes caras para competir com um mais doido, é que o resultado é "m" minúsculo ou "M" maiúsculo - que varia dependendo do grau de loucura do segundo envolvido). 
Sim, rolou um toque sutil que não prejudicou ninguém. Sim, teve uma punição ridícula em que Rosberg foi declarado culpado (FIA sendo FIA...¬¬') Sim, Kimi perdeu as estribeiras de disputar pódio (fazer o quê?) e sim, Rosberg estaria menos pior que o bonitão da vez. 
A ultrapassagem rendeu palmas dos mercedistas... Mas em seguida, a cara de derrota da "patota maior" da equipe foi hilária. Hamilton apareceu logo depois com o motor saindo fumaça e parando. O motor explodiu e ele gritou "no, no, no". Em casa, eu dei a réplica "sim, sim, sim" junto com uma risada das boas. 
23 pontos de vantagem e Rosberg, chegando em terceiro, toma as rédias de uma vez do campeonato (e pela segunda vez).

Com Rosberg em terceiro, uma vitória de Ricciardo - merecida - e mais um pódio para o australiano, Verstappen em segundo, amargando o lugar (que Ricciardo não deixou passar em momentos de investida). Foi um resultado agridoce. Pelo lado particular, podia ser melhor, mas pelo lado do esporte, foi um excelente resultado.

Nico não tripudiou e tomou consciência da sorte que teve. Ele sabe que não teve méritos pelo resultado, por conta das circunstâncias. Enquanto do outro lado, há uma imagem grotesca de mau perdedor da marca maior - um cara que esse ano ficou no máximo 3 corridas na frente do companheiro no campeonato, um cara egocêntrico e malandro, e que tem a paparicação e a exaltação de muitos, sem fazer por merecer.
Nico foi garfado várias e visíveis vezes. Está muito na hora desse jogo virar.

Abraços afáveis!

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