segunda-feira, 20 de junho de 2016

GP da Europa: o que aprendemos com Baku?

Totalmente alheia ao que estava acontecendo, na quinta-feira, depois de ver uma foto do Vettel numa tal cidade chamada Baku no Azerbaidjão, lembrei do tal GP da Europa em um circuito de rua  novo. 
Parecia promissor. O traçado diferente e sem a gente conhecer poderia angariar boas coisas.

Aí veio o treino e eu, não assisti, mas soube os três primeiros. Pronto, já tinha gostado: Paku... quer dizer Baku... já mostrava diferença ao ter dois alheios aos primeiros lugares: Ricciardo e Pérez.
Mas no manter certa "tradição" a F1 não muda tudo: uma Mercedes fez a pole. Ao menos era a Mercedes de Rosberg.

Teve a corrida. E o que aprendemos com ela?

- Aprendemos que largadas das Mercedes são lentas. Mas ainda, na oitava etapa da temporada, não entendemos porque é que nenhum outro piloto consegue superá-los com avanços significativos. Parece que na maioria das vezes à uma linha imaginária que os trava de qualquer boa tentativa que seja.

- Aprendemos que com Cleber Machado, uma corrida por ser absolutamente normal, pois ele não defendeu nem humilhou ninguém em específico. Nem gritou freneticamente em lances normais (como aquela anta do José Roberto) nem ficou de historinhas de paddock que a gente só ouve na Globo (que nem o Galvão).
Aliás: chamar a Globo de mídia golpista está chato.. Por favor, não tem rede de televisão nem outro setor de comunicação que noticia a verdade. Se quer isso, desculpa, mas não vai encontrar.

- Aprendemos também que se você não é Lewis Hamilton, não pode passar os quatros (será que 3 deles poderia? ¬¬' Ah não, você não é Lewis Hamilton...) pneus nas faixas para ganhar vantagens sob adversários. Só Lewis Hamilton pode usar escapes, passar por fora da pista, atacar zebras e afins para se vangloriar das coisas. E o melhor: ser gênio.

- Inclusive, aprendemos que Lewis no meio do grid é exatamente o que eu chamo de pseudo-piloto: já repararam o tão apagadinho ele é quando seu carro não responde? Pois bem. Como considerar este ser, piloto se ele não consegue ganhar uma corrida se virando na pista? Me apontem uma que ele teve braço para vencer, desde 2007 e não encontrarão. Mas a lista só cresce daquelas que as coisas deram errado e ele tentou burlar, mentir, sacanear alguém para conseguir alguma coisa.

Concordo sim que hoje em dia sobra pouco ou nenhum piloto que tenha habilidade de ajustar o carro para vencer corridas. Alonso era um destes, mas depois que pegou aquela fase ruim na Ferrari, foi aos poucos perdendo essa força. Hoje, ele ainda busca esse vontade, mas com a Honda e a McLaren... Tá cada vez mais difícil achar isso.

Só o que aprendemos é que agora, depois do 30 anos e depois do tri, parece que Hamilton ainda não aprendeu a guiar um carro de corrida, porque disse coisas naqueles rádios que foram respondidos como "não podemos ajudar", e "você não pode fazer isso". Pois é. Ano que vem ele faz 10 anos de F1 e até hoje não sabe para quê serve tanto botão no volante.

- Ainda sobre Lewis, seus rádios mimimizentos só não foram mais épicos que os de Kimi. Não sabia nem o que fazer para poder tocar a corrida e terminá-la. Ora, ora, ora... E está nos casos de ser tetra campeão hein? Que nível hein F1?!
E ainda vejo críticas ao Vettel, que foi tetra com um carro imbatível. Vejo um Vettel remando para estar em boa posição no campeonato, e suando. Mas nunca vejo Lewis em situação semelhante. Vettel que por sinal ignorou chamadas da equipe e resolveu o que podia ficando em segundo e sozinho, depois de uma parada de "m" na última corrida.

- Já que falamos de Ferrari, essa foi um caso a parte: Kimi elevou ao máximo a alegria de quem gosta das corridas, já que a mesma estava em modo "sonolento": cometeu erros ao sair dos boxes, fez volta boa atrás de volta boa. Me pareceu ser um dos mais velozes na pista, e falou muito no rádio. Xingou, estressou, esbravejou... Foi mó engraçado. "Calma Kimi, calma", o engenheiro disse. Mas isso só deve ter deixado o finlandês mais doido da vida. Ele ainda deu passagem ao Vettel - o que fez os fãs do Kimi odiarem ainda mais o alemão - mas fez sem ficar chorando. Agradeceram ele via rádio e ele disse uma na lata, um quase "tá, mas manda ele acelerar e sair da minha frente". 
Kimi não precisa da F1, A F1 é que precisa dele.
E sinceramente, se deixassem ele mais em condições disso, é show à parte! Melhor que vencer essas corridas chatinhas. Ninguém dá moral mesmo quando o cara faz das tripas coração para chegar no pódio, então, que nos dê rádios "entretenidos" como estes.

- Aprendemos mais ainda: que as Mercedes quando na frente são hegemônicas, que os erros de uns abre espaço para os mais ou menos se aproximarem. Aprendemos nessa, que Pérez parece que gosta de pista de rua. E que ele foi o "mais ou menos" de Piraruku... quer dizer, Baku!

- Aprendemos ainda que o Massa está começando a ficar no ponto "aposenta". Há várias corridas que ele nem dá um trabalhinho pra alguém, a não ser, ser lento e travar uma fila de carros atrás dele. Mas parece que ninguém ainda levantou essa questão. Aqui no Brasil, sei que não levantarão nunquinha.

- Aprendemos que quando a corrida é mal filmada, a gente pouco se informa pelos narradores: ainda estou sem saber no que deu na Red Bull do Ricciardo que ele não completou o pódio.

* Mas apesar sedimentarmos a incompetência do Hamilton, e nos empolgarmos com um Kimi que ainda tomaria 5 segundos de punição e nem se aproximaria de um pódio... Descobrimos que em Baiaku... quer dizer, Baku... foi um em termos de corridas, tão sem graça quanto a maioria das pistas que estão no calendário. 

E nem vou tentar rimar Baku com outra coisa, para tentar manter o nível (rsrsrsrs...)

Abraços afáveis!

PS: piadas à parte, Baku é bem bonita. Adorei as paisagens medievais.

2 comentários:

Ron Groo disse...

bonitinha, mas ordinária.
Ou não.. quem sabe com o tempo não dá boas provas como o Bahrein, por exemplo?

Manu disse...

Né? Vamos ver se ano que vem retorna.

Abs!