sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Sharbat Gula

GP do Japão já foi maravilhoso. Mas depois do ano passado, tem teor de tristeza e ainda observando o total do ano, é de olhar sem esperanças e  permanecemos pessimistas.
Rock in Rio já começou e eu ainda nem dei meus pitacos.
Mas sinceramente, tenho pouco a dizer sobre os shows - ainda que não vi nenhum inteiro e bem, não quero bancar a chata que conta o quanto o festival já começa errado com metade das escolhas totalmente dispensáveis, e criticar o raso público que mais parece uma turma de descolados que gostam de micareta.
Acho - e me parece certo - exagero o "oba-oba" que se fez com o Queen com aquele Adam Lambert. 
E por lá já surgiu tanto desastre quanto maravilhas. E ainda seguimos à mais um fim de semana. Se semana passada se falava em Queen, dessa vez se fala em Johnny Depp, pelo menos, até hoje. 
Agora mesmo, tem Slipknot. Agora a galera da mídia popular os conhece, então já chamam atenção para o espetáculo que fazem. Eu já conhecia essa apoteose deles, faz uns 5 anos ou mais. Certamente amanhã os noticiários falarão deles e não do que surgiu no palco Sunset - palco que esse ano, apresentou atrações que poderia muito bem estar no palco principal. Mas o que posso dizer? Brasileiro não sabe fazer festa, apesar da fama que temos. 

Uma das atrações do Sunset é a uma das minhas bandas favoritas, o Nightwish. (Não não é um Evanescence europeu. Podem dizer que é uma porcaria, uma "m", mas toda ofensa tem limite!)
Longe de poderem fazer uma apresentação que leve muita gente ao delírio a não ser seus próprios fãs parece adequado que eu hoje fale de uma reportagem que vi essa semana no Yahoo, e associe à banda que se apresenta hoje mais tarde.

A reportagem um tanto mal escrita, tem claro intuito de apenas contextualizar a foto para aqueles que visitam o portal e sim, estão habituados às futilidades triviais como o próximo capitulo da novela x, atrizes que estão se engalfinhando nos bastidores, casal que se une ou separa, dicas de emagrecimento e etc. É preciso adequar de forma simples um assunto sério à maioria, que absorve pouco pela rapidez das informações. 


Sharbat Gula, aquela menina que em 1984 estampou a capa da National Geographic e se tornou símbolo de representação da guerra do Afeganistão naquela década. 
A vida de Gula pouco mudou, ainda permanece cercada pelos horrores da guerra. 

O mais recente álbum do Nightwish, Endless Forms Most Beautiful que aborda, na maioria de suas músicas - mesmo assim, não é um álbum conceitual - questões de ciência e razão e teorias da evolução de Charles Darwin e Richard Dawkins. Há também outras, que ainda tratam de temas fantasiosos, como parece ser o que mais apetece Tuomas Holopainen - tecladista, letrista, escritor e líder da banda. Além daquelas que falam especificamente sobre a Terra, evolução e ciência, a que especificamente comporta a "razão" isoladamente das outras, em termos mais filosóficos, de pensamentos e humanidades, é "The Eyes of Sharbat Gula".

Um crítico que li assim que o disco saiu aqui no Brasil, disse que a música instrumental do álbum não trazia a profundidade de sentimento que a foto de Gula e que ouvindo enquanto observava a foto, preferiu a foto. Questão de gosto e a opinião.


Boa sexta a todos!
Abraços afáveis!

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