segunda-feira, 28 de setembro de 2015

GP do Japão: VCR

VCR.
Video Cassette Recorder.
Não sou a única no mundo que sabe o que é isso, mas certamente sou uma das poucas que ainda tem. 
E ele é uma dádiva.
Me ajuda a ver jogos da madrugada. À tantos anos, me auxilia nos GPs que passam nos horários de sono.
Sim, porque acordar no meio da noite para ver corrida é para fãs ou para os fortes.
Eu sou fraca. 
Tópico 1 para ter um VCR.
E a temporada de 2015 está uma porcaria. 
Tópico 2 para se ter um VCR. 
Daqui, abro dois sub tópicos, o 2.1: se está ruim, não vale a pena interromper o meu sono e 2.2 se acontecer alguma coisa, vejo na manhã seguinte enquanto tomo café.

VCR.
A dádiva.
A maravilha.
A coisa antiga que ainda me vale, como se fosse ouro.

Manhã de domingo. 
Calor ensurdecedor.
Uma corrida gravada.
GP do Japão 2015.
Sento confortavelmente e aperto o "play" na largada.
Hamilton na frente, Rosberg lá atrás, e Kimi amargando um quinto lugar. 
(Ao menos Massa estava penando. *Maldade Detected *)
Segui até a normalidade da volta 4 ou 5.
A maravilha do VCR pois-se em ativa, então: passei um pouquinho para frente. 

Seguia tudo na mesmo, mostravam brigas de posição entre Sauber e alguma STR. 
12º e 13º lugares como se fossem os primeiros. 
Nas primeiras paradas, nada novo. Talvez uma mudança de posição entre alguns.
E assim, controle na mão e a qualquer hora que aquele ruim narrador abria a boca e falava groselha vencida, passava para frente. Imagens sem noção, e eu passava para frente...
De que adiantava assistir tudo aquilo se parecia que o final era previsível?
Dali a poucos minutos Vettel custaria a manter sua segunda colocação e Kimi perseguia Bottas sem sucesso. De longe já sentia o olhar fulminante do Arrivabene para o finlandês. 
A chamada para os boxes surtiu efeito para Kimi que passou Bottas, mas não para Vettel, que perdeu para Rosberg. Mas o culpado de tudo, sabemos quem é. E ele não se importa.

Enquanto isso, a Mercedes samba na cara de todos. Avisos de que Rosberg tem problemas com o motor são aniquilados quando se diz que tem que passar o carro da frente. O cara faz, acontece, até honra as corridas que faz. Mas holofotes é para o produto do meio, ocara moldado, o corredor programado. Aquele lá, que eles igualam ao Senna. Nem longe, mas se querer dar rótulo, sempre tem que ser ridículo assim, porque senão, não tem graça.

E mais perto do titulo, ele chega. 
Uma corrida de cerca de uma hora e quarenta minutos foi acompanhada em trinta minutos. 

Único problema do VCR? O gasto.
De fita e energia elétrica. 
Ainda bem que domingo me daria alegrias mesmo assim. E com VCR para rever melhores lances.
Amém!

Abraços afáveis!

2 comentários:

Ron Groo disse...

achou utilidade pro velho vcr né? rs

Manu disse...

Ah, de grande ajuda!