quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Lista Colírio

Para satisfazer minha mania de listas, lá vou eu de novo. \o/
Já fiz lista das mais belas moças, dessas que a gente concorda com a cabeça quando algum cara diz que é bonita (aqui - e a segunda parte, mais recente: aqui).
Fiz lista das pessoas sem sal e açúcar, sem importância: parte masculina (here!) e parte feminina (here!).

Hoje teimo em trazer 5 dos caras que acho verdadeiros pitéus. Serão atores, em um tentativa de facilitar um pouco o meu top 5 hoje, já que a lista pode sair interminável. Sempre justificarei o "troféu", pois saibam, que beleza definitivamente não é tudo. 

► Elijah Wood


34 anos, mas é conhecido ele desde lá seus os 8 anos, quando contracenou com Michael J. Fox, no De Volta Para o Futuro II, na cena rápida do video game, na lanchonete. Depois disso, uma série de filmes como ator mirim, inclusive "O Anjo Malvado" na qual fez o "irmão" bonzinho de Macaulay Culkin. Lembram?
Bom, se estivesse em uma conversa com muitas pessoas certamente alguém diria: "Balela, Manu!! Fala logo que esse é o Frodo!!" Ok, se preferem: "Esse é o Frodo, gente!" 
Com 18 para 19 anos, Lij deixou o estigma de ator mirim e de filme mais ou menos para estrelar a trilogia do Senhor dos Anéis, dirigida por Peter Jackson e baseada no romance épico de mesmo nome, de J. R. R. Tolkien. Muita coincidência, que Lij tenha sido o meu ator mirim favorito da infância e o livro tenha marcado o começo da minha adolescência e marca minha vida adulta, inclusive, academicamente falando.
Faz tempo que eu não vejo um bom filme com Wood, mas certamente ele é uma das minhas motivações tanto para ir ao cinema, quanto para dar um pulo na locadora. Já vi a maioria de seus filmes, o sigo no Twitter e toda a futilidade possível, até mesmo ter vários disquetes com fotos do rapaz - sim disquetes, mesmo não tendo mais drive para colocá-los, todas as fotos foram salvas em DVD e ainda sigo fazendo isso, vez ou outra.


Mas, não podemos ser ceguetas: ultimamente Lij está bem acabadinho, parece que os cabelos estão raleando, ele andou bem magrinho e nem de longe está com aquela carinha jovial conquistante, apenas os grandes olhos azuis pidões. De qualquer forma, quando a gente gosta, a gente vê as fotos ruinzinhas, ri, faz uma piadinha e depois assume que ainda assim, é a fofolete master de seu coração. E falo sério, gosto do Elijah porque é bom ator, é divertido, fez parte de um dos elencos que mais acho legal e sou mesmo fã dele, mesmo quando o filme é uma porcaria. Caso contrário naõ teria o pôster dele, do O Senhor dos Anéis no meu quarto.
Além da carreira de ator, ele gosta muito de música e tem um selo independente chamado Simian Records, onde de certa forma, trabalha com o pessoal com intenções de se lançarem no mercado fonográfico, e de certa forma, também são bandas independentes. Wood também já disse que gosta de música brasileira, tendo destacado "Os Mutantes". Isso foi bom, afinal, se pensarmos no que americanos fala do Brasil em termos de música, já sabemos: Tom Jobim, ou seja, criatividade zero.
Um defeito: fuma que nem uma chaminé... ¬¬' #QueFeio




► James McAvoy


Se a Dilma amanhã implementar o "Meu Escocês, Minha Vida", topo não anular meu voto nas próximas eleições e considerar a possibilidade de votar em alguém do PT.
Brincadeiras à parte - afinal, com política não se brinca - James tem carreira sólida no teatro e em 1995 começou a estrelar filmes. O primeiro que assisti com ele, e possivelmente foi o primeiro de muitas pessoas também, foi "As Crônicas de Nárnia - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa", na qual faz um papel completamente desfavorável para uma mulher, mas excelente para uma menina de - eu diria - até 10 anos e que goste de contos de fadas: um fauno. Mas o filme seguinte sim, foi de encher os olhos, pois o filme além de bom, é histórico, baseado em fato real e conta com a sua ilustríssima interpretação (que lhe rendeu o Bafta em 2006): "O Último Rei da Escócia". Deste filme foram gols e nós correndo para o abraço: Amor e Inocência (na qual faz o papel de um suposto affair da escritora Jane Austen), Desejo e Reparação... O Procurado!!!
(Fato curioso: na mesma semana um amigo assistiu O Procurado e Mamma Mia!, o musical. Ao perguntar qual ele mais gostou, ele teceu mil elogios ao musical, enquanto O Procurado era apenas "ok"... Quando eu conferi, não tive dúvidas: O Procurado era infinitamente melhor. E depois dizem por aí que mulher não gosta de filme de ação? Ora!)
Outros grandes longas; filmes como Em Transe, os X-men (até agora temos dois, em fase de produção, o terceiro) são decididamente:


James é casado com uma atriz chamada Anne-Marie Duff desde 2006, com quem tem um filho e vai soar estranho, mas isso não parece complicado para o casal: Anne é 9 anos mais velha que ele. 
McAvoy tem um vida sem luxo, apesar da fama e parece realmente ser aquele típico cidadão escocês que admira as coisas simples dessa vida... Nem dá para julgar, viu?




Sou pragmática: até agora não fiz nenhum tipo de discurso semelhante à ideia geral do "me apaixonei quando vi". Tudo aconteceu antes, com a percepção do dom da interpretação: jamais poderia com meus 8-10 anos, ficar com esse discurso em relação ao Elijah e convenhamos: apaixonar-se por um fauno nas telonas, é osso.
Mas vamos, dizer que quando menos se espera, isso acontece. Só ainda não foi meu caso :D

► Johnny Depp


Há um tempo atrás Johnny Depp era galã clichê que nem Brad Pitt ou Tom Cruise. Brad perdeu a total graça depois de Jolie (eu acho) e Tom eu deixo inteiramente para minha irmã (rsrsrsrs...).
Depp já fez por onde em ser galã, mas hoje não mais. Está certo, porém, quanto mais se "estragou", mais chamou atenção do mulherio. Porque as vezes, mulheres são assim: diga exatamente o contrário do que você quer para elas e elas farão. 
Fato é que poucas, pouquíssimas gostam de Depp como eu gosto.
Johnny talvez é o primeiro cinquentão da lista, com 52 anos, já teve tempo áureos de pele lisinha e cabelos no lugar. Aí ele surtou, foi viver na França e se rendeu cada vez mais à papéis sempre excêntricos. 
O ator favorito de Tim Burton, foi o meu ator da infância, com Edward, Mãos de Tesoura - uma espécie de metáfora do Frankenstein nos tempos modernos. Mas ele começou bem antes com Platoon, A Hora do Pesadelo, e coisa do tipo. Em Cry Baby fez o papel que não era o excêntrico Edward, mas sua guinada artística se deu pela série de TV Anjos da Lei no ano em que eu nascia, em 1987. Dali ele se tornaria ídolo juvenil.
Vários dos bons papeis dele são dirigidos pelo amigo pessoal Tim Burton, mas o pessoal o conhece mesmo, hoje, como o Jack Sparrow. Dá uma raivinha quando o pessoal menos esclarecido vê ele nas fofocas ou nas revistas e diz "Aquele cara que faz o pirata bêbado, o Jéqui Isparrou!" Falando assim, parece até personagem da Zorra Total.
Mas olha, além de um visual excêntrico ele também é músico, tocando guitarra e esporadicamente cantando com muita gente, que nem com Eddie Vedder, Oasis, Iggy Pop e por aí vai...




► Tom Hiddleston


Tudo começou com o filme Thor, lançado em 2011 e dirigido por Kenneth Branagh. O personagem de Tom era Loki, o Deus das Trapaças e, nos quadrinhos da Marvel, é o irmão adotado e invejoso de Thor. Não só eu, mas uma legião de criaturas enlouquecidas, parou para prestar atenção no inglês de aparência dissimulada, dando força à uma especulação de ter uma primeira vez um vilão a fazer muito sucesso - além do tal Coringa, vilão da concorrente. 
No filme, Loki é moreno, de cabelos na altura dos ombros e lisos. Tom é naturalmente loiro e com cabelos cacheados. Não por isso, as coisas mudaram. 
Inglês, de 34 anos, com uma risada contagiante e uma educação fora do comum, o que pedir mais? Ah sim, chamar atenção não pela beleza, mas pela interpretação. Não se iludam: o cara é simplesmente ótimo. Quando se fala em "ator ou atriz britânico(a)" pensamos que são da ponta da orelha. E nesse caso, não foge a regra.
Loki é típico personagem não de Marvel, muito menos de DC, ele é shakesperiano. Tanto é que, por ser alto e loiro, ele fez a audição para ser Thor numa ideia bem clássica para a personagem. Viram algo extra em Tom e ele acabou conquistando a todos, justamente como o oposto do que a maioria gosta, o vilão cativante e perfeito.
Deste foi para Os Vingadores, fez aparições nas Comic Con, tem uma legião de fãs, fez uma série em que era o Henrique IV, na BBC, peças de teatro, narrações de documentários, audiobooks, e tantas outras coisas. Fez também bons filmes simples de drama e cults e estreará em outubro um thriller de Guilhermo del Toro. 
Desde 2013 participa de um projeto da UNICEF ligado às pessoas que lutam contra a fome no continente africano.
Uma be-le-za!




► Robert Downey Jr.


Outro cinquentão, e aí podemos finalizar, finalmente a tortura - para os homens, cansados de ver tanto "cueca" e para as moças, que vez ou outra devem passar por aqui. 
RDJ surge aqui mais pelo carisma que tem de sobra. Sempre bem humorado, talvez mais do que além de só engraçado também curte umas excentricidades, como umas fotos com umas roupas bem estranhas, rsrsrs... É, sem sombra de dúvida, um "showman". 
Downey é filho de artistas, mãe atriz e pai diretor, então, show business corria nas suas veias desde quando nasceu. Começou carreira nos filmes dirigidos pelo pai, nos anos 70 ainda criança e seu ápice foi com os filmes "Tuff Turf", que contracenou com James Spader -  Spader e ele voltaram a estar juntos nos Vingadores 2 - e Mulher nota 1000", ambos de 1985. Esse último foi o primeiro longa que assisti de Downey, mas só o reconheci depois de ter visto algumas vezes Chaplin, de 1992, já que em 85 eu nem pensava em nascer. Chaplin é um excelente filme, um dos meus favoritos com ele, e inclusive, lhe rendeu o Bafta. Seria andar em círculos se eu falasse dos filmes que gosto do querido e autêntico Iron Man da nossa geração (algo que já comentei em post, na comemoração de seus 50 anos, não viram? Ainda dá tempo: Robert Downey Jr.).
RDJ não teve uma vida pessoal muito flores, já que por diversas vezes se envolveu em escândalos pelo consumo de drogas que levou a 3 "ões": separações, prisões e reabilitações.
Mas todo mundo tem direito de errar e tentar remediar o erro, não é? Hoje é casado com uma prPor essa razão, curto bastante Robert sem culpa! \o/




Agora sim, me despeço. Fiquem a vontade de comentar. ;)
Abraços mega afáveis!

PS: Esse post deveria ter vindo ontem, mas devido à uma manutenção - não avisada - da empresa da internet, cá estamos.

2 comentários:

Rubs disse...

Alguns atores sempre se destacam pela mestria técnica aliada ao carisma.
É o caso, sobretudo, de Johnny Deep e Robert Downney Jr. Não é por acaso que Deep fez tantos filmes com Tarantino: ele despontou com um grande talento e fez filmes muito bons, como: Ed Wood, "Em busca da Terra do Nunca" ou "Donnie Brasco". Mas já vi vários atores excepcionais perderem a credibilidade depois de vender a alma em filmes comerciais só para ganhar muito dinheiro. Além de Johnny Deep, em minha opinião, as imagens de Anthony Hopkins e Robert de Niro já não têm a mesma aura, diferentemente de Jack Nicholson, que ainda é visto como uma lenda.
Outros foram eclipsados, como Robert Redford e Peter Fonda. Alguns nunca mais superaram a si mesmos, como o excelente Malcom Mcdowell, que nunca se livrou do estigma de "Laranja Mecânica".
Robert Downey é um gênio. Nenhum ator com a idade dele faria o papel de Chaplin como ele fez. Mas, passou um inferno com as drogas. Agora, é o ator mais bem pago de Hollywwod. Seu carisma parace resistir a qualquer papel comercial, ao contrário de Robert de Niro, que se tornou um canastrão com pinta de cafageste.

Abs.

Manu disse...

Excelente comentário Rubens!! Gosto de Robert de Niro, mas de fato, seus filmes mais antigos são os melhores de sua carreira. Quanto à Hopkins, esse caiu em uma mesmice. Em Thor por exemplo, Odin parece pouco carismático pelo quê sabemos que Hopkins poderia fazer com a personagem.
Nicholson foi e é seleto nas escolhas de seus trabalhos. Talvez seja por isso que ele tenha essa representação de lenda.
E só posso concordar com o fato de Downey ser um gênio, foi um trabalho monumental para o Chaplin. Um excelente filme e ele só deu mais brilho ainda ao longa.

Abs!