sexta-feira, 31 de julho de 2020

Notas ácidas (2)

Silverstone is upon us!
E é possível que se tenha não só duas, mas três corridas no circuito. O terceiro GP desse segundo "módulo" dos eventos apressados por conta da pandemia, que seria no Circuito da Catalunha, pode ser cancelado pelo mesmo motivo. O alto número de casos de infectados pela Covid-19 na região estaria impossibilitando que o evento pudesse ocorrer com segurança. 
Já não está sendo fácil para mecânicos trabalharem três semanas seguidas, e todos andam tensos, pois é, desde o início, necessário manter a "bolha" segura para todos que trabalham na F1 nestas circunstâncias. 
E para piorar tudo, é visível que não existe nenhuma equipe capaz de aplacar as vitórias das Mercedes.
Seriam três GPs, no mesmo circuito, sem nenhuma possibilidade de desafio, garantindo 75 pontos fáceis para Lewis Hamilton. É muito provável ainda que a Mercedes coloque mais 129 pontos, com três dobradinhas no mesmo circuito. Se não, estarem no pódio, vão estar. 
Era mesmo necessário fazer a retomada do campeonato condensado, às pressão, exaustivo, por uma única equipe que tinha condições de tocar a temporada assim? 


Não existiu nenhuma possibilidade de desconfiar que esse ano não seria da Mercedes. Em condições normais, a equipe estaria ainda na frente das demais, desde a Austrália. Talvez, alguma historieta, envolvendo o Valtteri Bottas, poderia estar provocando uma "desestabilização" no Big Lewis. 
Tanto isso é fato que os dois pilotos da Ferrari, Charles Leclerc e Sebastian Vettel, declararam que só Bottas pode colocar pressão em Hamilton. É o óbvio sendo noticiado como novidade.
Só que o que os dois sabem e os jornalistas - e nós também, quando convém -  ignoramos, é que nem por um #$%*&, Bottas teria chances de competir de igual para igual com Hamilton.

Comentário do Zé das Couves: - "Ah, ele tem o mesmo equipamento...". 
Em tese, sim. Mas podemos afirmar com 100% de certeza, de que é o mesmo carro, adequadinho e moldadinho, perfeitinho para o Bottas? Claro que... não. Não trabalhamos lá, como saber? 

Comentário da Maria da Chicória:  - "Pode ter o mesmo equipamento, mas não tem talento, então não adianta..."


Talento, não é fato, é achismo. Voltamos a estaca zero.

"Não sei porque esse ódio com a Mercedes... Os caras fizeram um carro perfeito".
Sim, fizeram. E não, não é ódio. Só acho totalmente inviável fazer a retomada de um campeonato para ver a Mercedes passeando na pista, expondo todo resto à exaustão e ao risco de contaminação. 
É um pouco chato. Mas é opinião. 
E caso não tenha ficado claro: não precisam concordar com isso. 

Sim, EXISTE risco de contaminação até quando se presta atenção e tem todo o cuidado do mundo. 
Era preciso desenhar isso?
Pois na quinta-feira, pela manhã, a notícia de que Sérgio Pérez teve um exame inconclusivo para o coronavírus lançou luz - de novo - para o perigo do contágio.
Comentaristas disseram que era por isso que se criticou duramente o Bottas, que saiu da bolha para voltar para casa: o risco de contaminação por viagem, era iminente. 
Não deu cinco minutos, a preocupação e discussão era "quem substituiria Pérez na corrida".
Que *%$& de egoísmo é esse? Que isso importa?
Ah, mas "show must go on", não é?


Pouco depois do anúncio, noticiaram que Sergio Pérez andou "turistando" depois do GP da Hungria. Ele foi para Guadalajara no México e para Porto Cervo na Itália. Não perderam a oportunidade de "vigiar" Bottas e o perfil da namorada, mas outros pilotos poderiam sair do isolamento e ninguém colocou isso em questão. 
As fotos na rede social do mexicano comprovariam a escapada, mas agora é fofoca, pois tanto no perfil de Pérez quanto no de sua esposa, as fotos dos lugares públicos que estiveram, foram apagadas.
Irresponsabilidade? Sim. Havia como evitar isso? Com certeza.
A F1, como um todo, ia conseguir evitar que isso acontecesse? Tive e ainda tenho dúvidas. 
A prova está aí. Ninguém é disciplinado o suficiente para não dar uma escorregada dessas...


Mais tarde, uma pequena briga ocorreu no Twitter. Enquanto acessava a rede social para saber notícias gerais, percebi que um pequeno reboliço estava se formando especialmente entre os "perfis zueiros" da F1. 
Resumo da ópera: fãs do Nico Hulkenberg - cotado para ser o substituto de Pérez - entraram em conflito pois alguns outros levantaram opiniões polêmicas sobre o ex piloto (recente) da F1.
A questão foi que, depois de ficarem revoltados com o fato de Hulk ser o substituto do Pérez, lembram de uma piada antiga em que ele havia criticado a Force India pela pintura cor-de-rosa quando adotou a cor em questão. O ápice foi uma guerra campal - só que virtual: entraram em conflito com um jornalista (que opinou algo depreciativo ao piloto alemão) e a coisa ficou feia.

Não acompanhei todos os detalhes. Eu mesma já defendi que Nico deveria ter permanecido na F1 e tive um punhado bom de críticas no ano passado. 
E conheço gente que bate palma para "jornalista" que é cheinho de falta de ética, que defende e puxa-saco de piloto e detona outros, faz picuinha e publica análises sem noção por aí e tá tudo numa boa. Não é da Globo (mais) ou nunca foi, né? Mas conheço o tipo, e é soberbo que só vendo... 

Quando disse que Pérez não era um piloto assim tão necessário para a F1, e que não dava para entender porque não aceitava que Vettel tomasse sua vaga, também devem ter torcido o nariz. 
A questão é: eu não sou ninguém nessa comunidade jovem, apesar dessa humilde página aqui ter 12 anos de existência.


Também ajo com uma certa dose de hipocrisia quando fico aqui, gastando dedinho no teclado, com conteúdos especulativos. Mas eu tento amenizar esse defeito. 

O caldo entornou quando, de um lado, o pessoal achou ruim os comentários do piloto que estava brincando com uma cor que ele não gosta. (Sim, problematizaram uma piada com relação à cor rosa...).  Outros (eu avisei que é complicado dar voz para alguns...) levantaram um vídeo com um comentário machista do Pérez como algo problemático também. 
Desenterraram o comentário supostamente xenofóbico do Max Verstappen em relação ao Felipe Massa e não tive como acompanhar tudo, mas os rótulos dos mais diversos, devem ter rolado aos montes. 

Que que aconteceu? A "criançada" ficou nervosa de novo? Olha, não criemos pânico: "a criançada" que a gente critica tanto, age exatamente como nós, caquéticos, na hora de defender o piloto que admira.
Deboche é engraçado e atrai seguidor, mas na hora que acontece uma dessas, vamos atacar porque torce para alguém considerada pela mente pensante "um piloto inferior"? Vamos. Vamos ficar "possuídos" pela raiva? Vamos. 

Quantas vezes eu não disse aqui, que a gente é levado pelas paixões?
E quantas vezes, eu não escrevi que, determinadas atitudes ou mesmo frases na boca de outros, ninguém se dói, se ofende... "Ei, ele se desculpou, viu?" Mas quando outro faz besteira... "Nossa, que idiota!"
 
Descobriram AGORA que existe "cancelamento seletivo"?


Até o início do ano, o (militante) Hamilton estava "sozinho" na sua luta sobre vidas negras. Agora que Vettel está ajudando na causa, falando muito bem sobre o assunto e se posicionando de forma contundente, chove elogios ao chamado "Sewis". 
Pois é. As ideias mudam. As vezes da forma mais falsa possível. 

Na internet, pouca gente será, de fato, amigo. Salvo raras exceções (fui agraciada com algumas delas), a gente topa com um pessoal que te respeita e te considera. Mas, na maioria dos casos, você vai se decepcionar. Não se decepciona pessoalmente? Então...

As pessoas são diferentes. Não dá para esperar que elas sejam um xerox bem feito, seu. Existe um número muito grande de situações, que ocorreram comigo e com pessoas próximas, que encontraram gente "finíssima", mas que bastou que um conflito de ideias e elas viraram inimigas, pessoas grossas, e se afastaram completamente. Simplesmente, não quiseram entender o outro lado, pregavam empatia e amizade, mas abriram o ralo e jogaram toda a educação e atenção de antes no esgoto com um simples embate contra. 


Nunca sabemos as razões, as vezes tentar se retratar fica ainda pior e carregamos um peso nas costas por ter se desgastado com quem simplesmente não dava a mínima para nós. Mas e aí? Bola para frente! 

Interpretação de texto e sobretudo, hipocrisia, são maus do século. Mas somos ou não racionais?
Então, dá para evitar certas exaltações. 
Lembrem-se: uma das questões para uma boa relação é bom senso, mas também entender que o que é importante para você, deve estar em segundo plano pode ser benéfico. E isso vale, não só para quem comenta F1, como para quem responde sobre o esporte, isto é, para quem noticia é preciso tentar buscar a imparcialidade, para quem comenta é preciso se conter nas opiniões abrutalhadas, e para quem debocha é preciso assumir que, o que vai, também volta. 


Mudando de assunto, para algo mais engraçado, e para acalmar os ânimos...
Na quarta-feira, pela manhã os fãs da F1 se depararam com uma "surpresa" (mas nem tanto). 
Lewis contou a todo nos stories de seu Instagram algo inusitado - mas que alguns afirmam que já sabiam. 
Depois te ter falado umas coisinhas sobre vacina (e eu vou sossegar e não comentar sobre isso, Big Lewis enrolou um texto para fazer a revelação sobre sua contribuição no meio musical.
Isso mesmo, Hamilton disse que é ele o artista que faz duo na música Pipe de Christina Aguilera, do álbum Liberation de 2018. O mistério se deu, pois ele é creditado com um codinome "XNDA". Segue o print retirado de seu Instagram oficial:


Ele teve duas horas para escrever um verso e gravar. Se sente orgulhoso do feito e demorou 2 anos para assumir a identidade, segundo ele, por insegurança, medo... E eu fiquei pensando...


Vale lembrar que o piloto nunca perdeu a oportunidade de falar que a música é uma segunda paixão na vida. Habitualmente vive rodeado de contatos no showbiz e tem muitas amigos na música, como Rihanna, Justin Bieber, além de ter tido um relacionamento (que eu achei um pouco complicado...) durante um bom tempo com a cantora Nicole Scherzinger, do grupo Pussycat Dolls. 
A amizade com a Aguilera e o timbre de voz do britânico levantou suspeitas na ocasião do lançamento da música, mas o aspirante a cantor nunca contou a verdade.
Mistério revelado, se Lewis quiser seguir a carreira, pode ter sucesso e investir nisso pois tem campo. Amigos para ajudar, também, não vai faltar.

Como não é o tipo de música que me atrai, fui procurar ouvir a canção. Nem sabia que existia, fazer o quê? Sou "lazy" para música pop desde de 2007, pelo menos. Minha "praia" é outra.
Eu não prestei atenção na letr na primeira ouvida. Mas acabei repetindo a música para me concentrar nisso. E então, tinha um monte de frases não faziam sentido para mim e eu temi que estava perdendo a mão no (já fraco) inglês. Arrisquei abrir uma tradução no Google... 


Eu termino esse post com uma reflexão: Há 20 anos gosto de F1. 
Eu vivi para ver um piloto cantar uma música falando de dominação e apelido para genitália feminina na letra.


Boa tarde! Abraços afáveis! E fiquem todos bem! A gente volta a conversar, logo...

3 comentários:

Carol Reis disse...

O Hamilton até que canta bem. Ouvi a música e fui procurar a letra p ver se era mesmo aqui q eu havia entendido kkk.
Outro que tbm não era ruim foi o Jacques Villeuneuve. Ele inventou de compor e lançar um disco, mas virou alvo de zoação. Ouvi por curiosidade e ele canta bem, mas a irmã canta melhor ainda. Tem muita gente ganhando milhões e cantando pior do que o jacques.

Carol Reis disse...

Se era mesmo ISSO que eu havia entendido*** afff

Manu disse...

Eu conheci uma música do Jacques, muito tempo atrás, mas foi só aquela. Essa participação do Lewis, não é muito diferente do que tem por aí de cantores americanos de R&B. Não é meu tipo de som favorito, mas também não causou traumas... A não ser pela letra. Deu uma assustada kkkkkkkk...

Abs!